O que pode causar falta de oxigênio

Análise: Paola Machado – Hipoxemia: quais as causas e os sinais do baixo nível de oxigênio no sangue

O que pode causar falta de oxigênio

As células do nosso corpo precisam de oxigênio —que chegam até elas pelo fluxo sanguíneo— para viver e realizar seu trabalho adequadamente. Entretanto, em uma condição chamada hipoxemia, o nível de oxigênio circulante pode cair abaixo dos valores considerados normais —condições mais leves ou mais graves.

Ela pode ser causada por diversas condições, incluindo asma, pneumonia, anemia, problemas cardíacos, enfisema, bronquite, apneia e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Hipoxia é diferente de hipoxemia

Recentemente, escutamos falar bastante da hipoxia, que pode ocorrer em pessoas com covid-19. Enquanto a hipoxia se refere a baixos níveis de oxigênio nos tecidos do corpo, a hipoxemia se refere a baixos níveis de oxigênio no sangue. Os dois problemas podem, às vezes, ocorrer juntos.

Geralmente, a presença de hipoxemia sugere hipoxia. Isso faz sentido porque, se os níveis de oxigênio estiverem baixos no sangue, os tecidos do corpo provavelmente também não estão recebendo oxigênio suficiente.

Há vários tipos diferentes de hipoxemia e o tipo depende do mecanismo pelo qual os níveis de oxigênio no sangue são reduzidos.

– Razão ventilação/ perfusão (V/Q) incompatível Este é o tipo mais comum de hipoxemia. A ventilação se refere ao suprimento de oxigênio nos pulmões (entrada e saída de ar nos pulmões), enquanto a perfusão se refere ao suprimento de sangue aos pulmões —mecanismo que bombeia sangue nos pulmões.

A ventilação e a perfusão são medidas em uma razão, chamada de razão V/Q.

Normalmente, há um pequeno grau de incompatibilidade nesta proporção, no entanto, se a incompatibilidade se tornar muito grande —os pulmões estão recebendo oxigênio suficiente, mas não há fluxo sanguíneo suficiente (razão aumentada); ou há fluxo sanguíneo para os pulmões, mas não há oxigênio suficiente (razão diminuída)—, pode ocorrer problemas.

– Shuntagem/shunt pulmonar (derivação) O shunt pulmonar é um desequilíbrio entre a perfusão sanguínea e a ventilação, acarretando uma alteração nas trocas gasosas, tão importantes para nosso organismo O efeito shunt acontece quando essa relação está desequilibrada e a perfusão excede a ventilação, causando hipoxemia, que é a insuficiência de oxigênio no sangue.

– Difusão comprometida Quando o oxigênio entra nos pulmões, ele preenche os alvéolos, que têm minúsculos vasos sanguíneos —capilares. O oxigênio se difunde dos alvéolos para o sangue, que corre através dos capilares. Nesse tipo de hipoxemia, a difusão do oxigênio na corrente sanguínea é prejudicada.

– Hipoventilação Ocorre quando a ventilação é inadequada para realizar a troca de gases nos pulmões. Isso pode resultar em níveis mais elevados de dióxido de carbono no sangue e níveis mais baixos de oxigênio. Aqui também pode ocorrer a hipoxia, quando os tecidos não recebem ou não podem utilizar o oxigênio em quantidade suficiente para suas atividades metabólicas normais.

– Baixa disponibilidade de oxigênio ambiente Esse tipo de hipoxemia geralmente ocorre em altitudes mais elevadas. O oxigênio disponível no ar diminui com o aumento da altitude.

– Hipoxemia arterial induzida pelo exercício (HIE) De acordo com McArdle, “para atletas de endurance, o sistema pulmonar fica atrás de suas excepcionais adaptações cardiovasculares e musculares aeróbicas ao treinamento.

O potencial para uma possível desigualdade na ventilação alveolar em relação ao fluxo sanguíneo dos capilares pulmonares (razão V/Q) durante o exercício de alta intensidade pode comprometer a saturação arterial e a capacidade de transportar oxigênio.

Esse tipo de hipoxemia é variável, ocorrendo, às vezes, com níveis de exercício apenas a 40% do VO2máx. (volume de oxigênio máximo).

Alguns atletas não conseguem aeração completa do sangue nos capilares durante o exercício de alta intensidade, nessa situação, a desnaturação arterial torna-se mais evidente a medida que a duração do exercício progride”.

Neste último, as possíveis causas funcionais para a dessaturação arterial incluem “desigualdade na razão V/Q dentro dos pulmões, derivação ou shuntagem, incapacidade de alcançar o equilíbrio capilar entre pressão do oxigênio alveolar e a pressão de oxigênio no sangue que perfunde os capilares pulmonares”.

Sinais de hipoxemia

Um dos sintomas mais comuns de falta de oxigênio no sangue é a falta de ar. Outros sintomas incluem dor de cabeça, tontura, respiração rápida, ansiedade e batimento cardíaco lento, mesmo em pessoas que são muito saudáveis. A pele, lábios e unhas também podem ficar azulados.

Pessoas com problemas médicos, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e insuficiência cardíaca também podem sentir dor no peito, confusão e fala arrastada quando têm um episódio de hipoxemia.

Se sentir falta de ar sem motivo aparente, consulte um médico. Uma das maneiras para a detecção do problema é a oximetria, exame que mede a saturação de oxigênio no sangue —feita com que é aquele sensor que colocamos no dedo (foto no início do texto).

Em indivíduos normais, essa saturação varia de 95% a 100%. Em condições leves, como gripes ou resfriados, a saturação pode ficar entre 90% e os 95%.

Saturação com valores inferiores a 90% pode indicar redução da oferta de oxigênio no corpo pela presença de alguma doença mais grave.

Dentre outras avaliações estão as análises clínicas, teste de gasometria arterial e de função pulmonar para tratamento adequado.

Cuidados para diminuir o risco de problemas

Se você tem tendência a ter falta de ar devido à hipoxemia, é importante tomar medidas para diminuir o risco.

  • Se você fuma, procure parar de fumar. Se você tiver qualquer doença pulmonar ou dificuldade para respirar, não deve fumar.
  • Evite o fumo passivo. Quando seus pulmões estão comprometidos, apenas estar perto da fumaça pode causar danos. Mantenha-se distante de pessoas que fumam.
  • Inserir na rotina exercícios de respiração profunda.
  • Manter uma alimentação saudável, a fim de aportar a quantidade suficiente de nutrientes para organismo e controlar o peso.
  • Beber água frequentemente.
  • Realizar exercícios* leves para melhorar o condicionamento cardiorespiratório.

*Vale lembrar que a prática esportiva deve ser avaliada e liberada por um médico, já que o exercício é um componente essencial da reabilitação pulmonar e está associado à melhora da função e a outros resultados importantes em pessoas com doença pulmonar crônica. Entretanto, estudos mostram que um subconjunto de pacientes em reabilitação pulmonar apresenta hipoxemia que pode ocorrer ou piorar com o exercício.

Referências:

McArdle, WD. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano. Guanabara Koogan, 2008.

Butland BK, Fehily AM, Elwood PC. Diet, lung function, and lung function decline in a cohort of 2512 middle aged men. Thorax. 2000 Feb;55(2):102-8. doi: 10.1136/thorax.55.2.102. PMID: 10639525; PMCID: PMC1745677.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/paola-machado/2021/03/02/hipoxemia-baixos-niveis-de-oxigenio-no-corpo.htm

Principais causas para falta de ar (dispneia)

O que pode causar falta de oxigênio

O cansaço e falta de ar são sintomas que costumam andar juntos, por isso, são muitas vezes tratados pelos pacientes como se fossem a mesma coisa. Mas não são. 

A falta de ar, também chamada de dispneia, é uma sensação de dificuldade para respirar. É a impressão de que a quantidade de ar que entra nos pulmões é insuficiente. A dispneia pode se manifestar também como uma dificuldade para expulsar o ar já respirado.

Já o cansaço ou a fadiga é a dificuldade de se realizar esforços, mesmo que mínimos, como escovar os dentes ou pentear os cabelos. Esse sintoma é geralmente descrito pelos pacientes como uma falta de força ou desânimo para fazer tarefas que requeiram esforço, seja físico ou mental.

Outros termos também usados para descrever o cansaço são: exaustão, letargia, sonolência, fraqueza, astenia, falta de energia ou cansaço mental.

O cansaço e a falta de ar costumam estar juntos, mas podem surgir isoladamente.

Para saber mais sobre as causas de cansaço, leia: CANSAÇO – Principais causas.

Dispneia

A queixa de falta de ar pode ser real, quando paciente realmente tem alguma dificuldade de oxigenar o sangue, ou pode ser apenas uma sensação, quando o paciente refere dificuldade para respirar, mas ele efetivamente não apresenta nenhuma dificuldade de oxigenar os tecidos. Esse último caso costuma ocorrer nas crises de ansiedade.

Uma vez estabelecida que a queixa de falta de ar realmente indica uma má oxigenação tecidual, é preciso quantificá-la para avaliar a gravidade do caso.

Para poder distinguir as queixas de falta de ar da ansiedade das dispneias reais, é preciso entender como funciona a captação e utilização do oxigênio do ambiente.

O ar entra nas vias aéreas, desce pela traqueia e chega aos pulmões. Nos alvéolos pulmonares ocorre o que chamamos de trocas gasosas. O oxigênio vai para o sangue, e o gás carbônico (CO2), que estava no sangue, vai pra o alvéolo para ser devolvido às vias aéreas e expelido na respiração. Portanto, inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico.

O oxigênio não fica “solto” no sangue. Ele precisa das hemácias (glóbulos vermelhos) para ser transportado para os tecidos. Uma vez nos tecidos, as células usam o oxigênio para produzir energia. Esse processo produz CO2, que é captado novamente pelas hemácias e levado em direção aos pulmões para se reiniciar o ciclo.

A falta de ar é um sintoma que surge quando o cérebro recebe a informação de que a quantidade de oxigênio nos tecidos está baixa e não é suficiente para a sobrevivência das células ou quando a quantidade de CO2 está alta.

A falta de ar verdadeira pode, então, acontecer por vários mecanismos:

  • Quando o nível de oxigênio no ar está baixo.
  • Quando algo obstrui nossas vias aéreas e não conseguimos respirar adequadamente.
  • Quando o coração está fraco ou há alguma obstrução ao fluxo sanguíneo e não se consegue levar sangue oxigenado para os tecidos.
  • Quando há algum problema no pulmão que impede a troca dos gases (gás carbônico e oxigênio).
  • Quando o sangue não consegue transportar oxigênio adequadamente, como nos casos de anemia grave ou hemácias defeituosas.

Sintomas da falta de ar

Assim que o cérebro recebe a informação de há má oxigenação dos tecidos, a primeira providência é aumentar a frequência e intensidade da respiração. Em adultos a frequência respiratória média varia entre 12 a 20 incursões por minuto. Chamamos de taquipneia quando a frequência está acima de 20.

Não conseguimos contar a nossa própria frequência respiratória, pois uma vez que tomamos consciência da nossa respiração, ela passa a ser diferente. Quando nós médicos contamos a frequência respiratória dos pacientes, o fazemos sem que o mesmo se aperceba do fato.

O aumento da frequência respiratória é um processo de adaptação que ocorre a todo momento. Por exemplo, quando corremos precisamos gerar mais energia e por consequência, nossas células precisam de mais oxigênio. O que o cérebro faz? Aumenta a frequência respiratória e cardíaca. Mais oxigênio chega aos pulmões e mais sangue é transportado para os tecidos, resolvendo-se o problema.

Portanto, a primeira coisa que se faz frente a uma queixa de falta de ar, é contar a frequência respiratória. Não se espera que uma verdadeira falta de ar não venha acompanhado de aumento da frequência respiratória.

É importante salientar que uma pessoa com crise de pânico ou muito ansiosa pode perfeitamente estar respirando mais rápido pelo nervosismo, sem que isso indique falta de oxigenação real.

Quando a falta de ar começa a se intensificar, surgem alguns sinais de esforço respiratório. Um deles é o aumento e diminuição do diâmetro das narinas enquanto puxamos o ar. Este sinal é chamado de batimento de asa do nariz. Indica esforço para se puxar o ar.

Outros sinal de esforço é quando podemos notar a contração dos músculos do peito e da barriga enquanto se respira. O uso dos músculos acessórios da respiração é um sinal de desespero do organismo tentando aumentar de qualquer maneira o aporte de oxigênio para os pulmões.

Esse sinais podem ser vistos após exercícios extenuantes. Nesse caso não há problemas pois após o repouso, em questão de minutos, a oxigenação adequada se restabelece.

Um sinal de gravidade da falta de ar é a presença de cianose, que é a tonalidade arroxeada dos dedos, lábios e nariz. A hemácia quando rica em oxigênio fica avermelhada, e quando pobre, arroxeada. Quando as hemácias possuem pouco oxigênio, podemos notar esse tom mais roxo na regiões mais finas da pele.

Pessoas com problemas pulmonares crônicos apresentam um alargamento das pontas dos dedos, chamado de baqueteamento digital pelo fato dos dedos ficarem parecidos com baquetas de tambor.

Nem todo mundo com dispnéia precisa se apresentar com os sinais de gravidade descritos acima. Pode-se ter apenas falta de ar e o único sinal ser a taquipnéia. Para se saber então se a dispnéia indica alguma doença ou não, temos que avaliar qual o grau de oxigenação do sangue.

Isto pode ser feito através do oxímetro de pulso, que é aquele aparelhinho que se coloca nos dedos dos pacientes. A saturação normal de oxigênio é maior que 95%. Valores abaixo de 90% indicam insuficiência respiratória.

Se houver algum sinal clínico ou algo na história que aponte para uma causa de dispnéia, solicita-se uma gasometria arterial, uma análise onde se colhe sangue de uma artéria para se medir diretamente os níveis de oxigênio e CO2 do sangue.

Na gasometria identifica-se facilmente aqueles com falta de ar por ansiedade uma vez que o nível de oxigênio encontra-se bem alto e o de CO2 bem, baixo devido a rápida respiração, fato que não ocorre nas causas reais de dispneia.

Causas de falta de ar

As principais doenças que podem provocar falta de ar são:

Tratamento da falta de ar

O tratamento depende da causa. Se for devido a uma pneumonia, trata-se com antibióticos; Se for por insuficiência cardíaca, usa-se diuréticos; Se for anemia, trata-se com transfusão de sangue, e assim por diante.

Enquanto a causa da dispneia não for resolvida, é importante assegurar que o paciente tenha sempre saturações de oxigênio adequadas para não entrar em colapso.

Quando há saturação de O2 está reduzida, o tratamento deve ser feito com oxigênio suplementar. Se mesmo com oxigênio em volumes altos o paciente ainda não for capaz de manter boas saturações, faz-se necessária a intubação e adaptação a um ventilador mecânico.

Alguns pacientes com doença pulmonar crônica, tipo enfisema, precisam de oxigênio suplementar com frequência, e às vezes, passam mais de 12 horas por dia com O2 em máscara.

Falta de ar na gravidez

A dispneia é muito comum na gravidez. Até 2/3 das gestantes se queixam de falta de ar, fato que normalmente inicia-se no segundo trimestre. A dispneia da gestação costuma ser pior quando a grávida encontra-se sentada e não apresenta relação com esforço físico.

Alguns fatores contribuem para essa dispneia:

  • Anemia que ocorre em toda gravidez.
  • Elevação do diafragma pelo feto, principalmente no 3 trimestre
  • Excesso de progesterona, que por si só causa aumento da frequência respiratória

Apesar de comum, é importante não confundir a dispneia normal da gestante com dispneia causada por doenças pulmonares ou cardíacas que podem muito bem ocorrer em quem está grávida. Um exame físico e uma boa história clínica costumam fazer essa distinção.

Источник: https://www.mdsaude.com/pneumologia/falta-de-ar-dispneia/

Falta de ar constante: é preciso se preocupar?

O que pode causar falta de oxigênio

Você respira fundo, mas parece que a quantidade de ar nos pulmões é insuficiente. De fato, a falta de ar constante é desesperadora.

O sintoma costuma andar junto com o cansaço (mas não necessariamente) e prejudica as funções mais elementares do dia a dia.

Sem falar que inviabiliza a realização de qualquer prática esportiva que exija o mínimo de esforço. Ou seja, é um convite ao sedentarismo e problemas associados.

Neste artigo, saiba quais exames permitem identificar o que está provocando a falta de ar no seu organismo. Diagnosticar o problema corretamente é o primeiro passo para um tratamento eficaz!

O que pode levar à falta de ar?

A falta de ar constante pode ser devido a uma real dificuldade para oxigenar o sangue. O sintoma é manifesto por meio do aumento da frequência e da intensidade da respiração.

Se a hipótese de má oxigenação dos tecidos não for comprovada, geralmente, a dificuldade para respirar é “apenas” uma sensação. É o que ocorre nas crises de ansiedade (as quais exigem outro tipo de abordagem, na maioria das vezes, conduzida pelo psiquiatra).

Por outro lado, quando presente, a falta de oxigenação tecidual real pode ser por conta de:

  • baixo nível de oxigênio disponível nas células;
  • obstrução das vias aéreas (como no desvio de septo);
  • fraqueza no músculo cardíaco;
  • algo que esteja causando a obstrução do fluxo sanguíneo, ou seja, impedindo que o sangue oxigenado chegue aos tecidos;
  • um problema pulmonar que impeça a troca do gás carbônico e do oxigênio;
  • um distúrbio nas hemácias que não permite o transporte adequado do oxigênio (como no caso de uma anemia grave).

O que a falta de ar constante pode significar?

Algumas doenças afetam o grau de oxigenação no sangue (o que é medido pelo oxímetro de pulso). Saturações abaixo de 90% já indicam insuficiência respiratória.

Quando a falta de ar é fruto de uma crise de ansiedade, o exame de gasometria arterial pode comprovar. Isso porque, nesse caso o nível de oxigênio no sangue não se encontra baixo — o que não ocorre na dispneia real.

A seguir, veja alguns dos principais problemas de saúde relacionados à falta de ar real e contínua. Confira:

  • asma;
  • doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como bronquite crônica e enfisema pulmonar;
  • pneumonia, tuberculose e outras infecções pulmonares;
  • derrame pleural;
  • embolia pulmonar;
  • hemorragia pulmonar;
  • hipertensão pulmonar;
  • câncer de pulmão;
  • insuficiência cardíaca;
  • infarto do miocárdio;
  • arritmia cardíaca;
  • tamponamento cardíaco;
  • obesidade mórbida;
  • asbestose (doença pulmonar devido à respiração de pó de amianto);
  • defeitos na estrutura da coluna vertebral ou do tórax;
  • anemia.

Quando a dificuldade para respirar pode ser Covid-19?

Ainda que a maioria das pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) apresente apenas sintomas leves ou sejam assintomáticas, muitas podem ficar gravemente doentes e até perderem a vida. A falta de ar ou dificuldade para respirar é um dos sintomas característicos da doença.

Em caso de suspeita, deve-se confirmar se o paciente já teve contato com o coronavírus. Isso é feito por meio do teste de anticorpo IGM e IGG (ou sorologia para o coronavírus) e pelo PCR.

Quais exames permitem diagnosticar o sintoma?

Após a análise do histórico clínico e exame físico do paciente, existe uma série de exames pneumológicos que servem para complementar os diagnósticos de distúrbios pulmonares — principal causa da falta de ar constante. São eles:

  • radiografia do tórax, que serve para mostrar a capacidade dos pulmões de movimentar o ar;
  • teste de função pulmonar, usado para determinar o tipo de distúrbio e seu grau de acometimento;
  • tomografia computadorizada do tórax; entre outros exames que também ajudam a identificar o tipo de distúrbio.

Outros exames importantes, indicados quando há suspeita de que o distúrbio pulmonar possa desencadear problemas cardiorrespiratórios, são:

Agora que você já sabe como identificar o problema da falta de ar constante, não perca tempo. Procure um especialista (como o pneumologista) para realizar o diagnóstico e dar início ao tratamento adequado. Assim, muito em breve você poderá ter o prazer de respirar fundo e se encher de energia para tocar seu dia a dia!

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Источник: https://magscan.com.br/blog/falta-de-ar-constante-e-preciso-se-preocupar/

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