O que pode ser a dor na face e como tratar

Contents
  1. Dor no rosto sem motivo? Distúrbio do sono causa até quebra de dentes
  2. Apertar os dentes de nervoso
  3. E como evitar o desgaste dos dentes
  4. Botox reduz bruxismo, mas pesquisas indicam efeitos colaterais
  5. Dor no rosto: entenda o que pode ser
  6. Dor no rosto pode significar Neuralgia do trigêmeo
  7. Dor no rosto pode significar Sinusite
  8. Problemas dentários
  9. Disfunção temporomandibular
  10. Inflamações no ouvido ou olhos
  11. Dor no rosto: Quando buscar ajuda médica?
  12. Dor de cabeça e desconforto no ouvido pode ser sinal de DTM. Entenda!
  13. O que é DTM e como ela surge
  14. Dor de cabeça e dor de ouvido podem ser sinais de DTM?
  15. Outros sintomas para ficar atento
  16. Quais são os tratamentos indicados para quem tem DTM?
  17. Que riscos o paciente pode correr se não procurar o tratamento adequado?
  18. SINUSITE – Sintomas, causas e tratamento
  19. O que são os seios paranasais?
  20. Tipos
  21. Sintomas
  22. Sinusite bacteriana
  23. Complicações
  24. Diagnóstico
  25. Radiografia dos seios da face
  26. Tomografia computadorizada dos seios da face
  27. Tratamento
  28. Descongestionantes nasais
  29. Anti-histamínicos
  30. Antibióticos
  31. Sinusite crônica
  32. Referências
  33. Neuralgia do trigêmeo: o que é e como tratar uma das piores dores do mundo
  34. O que é?
  35. O que sinto?
  36. O que desencadeia a crise?
  37. O que fazer ao sentir os sintomas?
  38. Qual especialista procurar?
  39. É necessário procurar um pronto-socorro?
  40. Pode ser fatal?
  41. Qual é o perfil das pessoas que mais sofrem com a doença?
  42. Existe tratamento?
  43. Causas e cura
  44. Dor na face? Saiba o que pode estar causando esse problema
  45. As causas mais comuns de dor na face
  46. Dores causadas pela DTM
  47. Como são tratadas as dores de DTM?
  48. Dor de cabeça de sinusite é diferente: saiba como não confundir
  49. A dor de cabeça de sinusite
  50. Os fatores de risco da dor de cabeça de sinusite
  51. Os sintomas da dor de cabeça da sinusite
  52. As causas da dor de cabeça decorrente da sinusite
  53. O diagnóstico e o tratamento da dor de cabeça de sinusite
  54. Medicamentos
  55. Cirurgia
  56. Cuidados pessoais
  57. Os tipos de sinusite

Dor no rosto sem motivo? Distúrbio do sono causa até quebra de dentes

O que pode ser a dor na face e como tratar

Acordou com uma dor estranha no rosto? Um distúrbio do sono pode ser a fonte de suas dores. O movimento involuntário de ranger ou apertar os dentes, que acontece com a pessoa acordada ou dormindo, é chamado de bruxismo, e pode resultar até em dentes quebrados pela pressão feita na mandíbula.

Apesar de se manifestar nos dentes, o problema não está ligado à anatomia da boca ou da arcada dentária, e sim ao cérebro e a fatores emocionais. E atinge cerca de 8% da população sofre com a doença. 

O distúrbio não tem cura, mas tratamentos paliativos, que incluem até a aplicação de botox, podem reduzir seus sintomas.

Há dois tipos de bruxismo: o do sono e o da vigília. Quem range ou aperta os dentes pode ter um desgaste anormal deles e ficar com a língua e as bochechas marcadas.

José Ricardo de Albergaria-Barbosa, pesquisador de odontologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), explica que o fator principal para o bruxismo noturno é “a excitação do sono por vários neurotransmissores no sistema nervoso central”.

Dores na face e no pescoço, travamento da mandíbula, dores de cabeça provocadas por tensão, são outros sintomas. José Ricardo cita ainda dores e zumbido no ouvido, dificuldade, cansaço ou estalos ao mastigar alimentos mais duros.

Bruxismo pode causar dor de cabeça, de ouvido, na face e no pescoço

Imagem: Thinkstock

Apertar os dentes de nervoso

Os sintomas do bruxismo do sono e da vigília são semelhantes, apesar de a pressão da mordida tender a ser menor intensa quando a pessoa está acordada. No entanto, apertar os dentes enquanto está acordado está mais associado a um hábito que a problemas neurológicos.

“É como o hábito de roer as unhas”, diz Daniela Aparecida Godoi Gonçalves, professora da Faculdade de Odontologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara. 

Ela explica que também pode estar ligado a fatores emocionais e provocam tensão, como ansiedade e estresse.

No bruxismo da vigília é mais comum que a pessoa aperte os dentes. Já com a pessoa dormindo, tanto o apertar quanto o ranger dos dentes são frequentes para que tem o problema. Segundo a especialista, “durante o bruxismo do sono, a pessoa tende a apertar com mais força” –chegando a quebrar os dentes.

“Às vezes, o relato de alguém que dorme junto com a pessoa, que observa que ela range os dentes, é que permite realizar o diagnóstico”, completa Daniela. 

Para quem tem o distúrbio, cafeína, álcool, chocolate, e drogas que deixam a pessoa mais agitada podem intensificar os sintomas do problema.

Imagem: Getty Images

E como evitar o desgaste dos dentes

Não há medicamento que possibilite interromper os sintomas do bruxismo e não há “cura” para o problema. Assim, as atenções do dentista são para atenuar as consequências nos dentes e evitar lesões. 

Quando o bruxismo ocorre com a pessoa acordada, o foco principal é o aconselhamento. A ideia é que a pessoa possa identificar os momentos em que aperta ou range os dentes e consiga evitar.

“Ela pode fazer isso quando está mexendo no computador, no celular, dirigindo. Nesses momentos, deve ter atenção e procurar manter postura relaxada na mandíbula”, diz Daniela. A especialista explica que nossos dentes não devem ficar encostados o tempo todo. 

Placa de acrílico colocada entre os dentes evita desgaste provocado pelo bruxismo

Imagem: iStock

Quando o bruxismo ocorre durante o sono, é indicado o uso de uma placa de resina acrílica na boca, encaixada entre os dentes, para evitar desgaste e fraturas. O objetivo principal da placa é proteger os dentes. “Ela não vai curar o bruxismo, mas reduz a frequência”, diz Daniela. 

O tratamento com a placa de acrílico, que é paliativo, pode ser complementado com outros que busquem atuar nas causas do bruxismo. José Ricardo lembra a importância de se realizar orientações ao paciente com relação à “higiene do sono”.

Para ele, podem ser benéficas “técnicas de meditação e relaxamento, hipnoterapia, controle do estresse, atendimento psicológico e fonoaudiológico”. É importante comunicar os resultados dos tratamentos adicionais ao dentista. 

Botox reduz bruxismo, mas pesquisas indicam efeitos colaterais

Um outro tipo de tratamento coadjuvante do bruxismo é o uso da toxina botulínica, o botox.  “Ele minimiza os sintomas, reduz a intensidade das contrações musculares. Com isso temos diminuição ou ausência do ranger dentário, dores musculares, dores de cabeça, dores ou zumbido no ouvido, melhora na qualidade do sono”, diz José Ricardo.

Contudo, os especialistas dizem que há ainda poucos estudos sobre essa técnica.

Segundo Daniela, algumas pesquisas indicam que o tratamento com botox pode causar efeitos adversos, como deixar marcas na face ou afetar a estrutura dos ossos. “Há estudos que mostram que a parte interna da mandíbula fica mais porosa, perde qualidade, predispondo a fraturas”, argumenta Daniela.

Источник: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/17/dor-no-rosto-sem-motivo-disturbio-do-sono-causa-ate-quebra-de-dentes.htm

Dor no rosto: entenda o que pode ser

O que pode ser a dor na face e como tratar

As causas e origens que levam a uma pessoa ter dor no rosto são variadas. Podem ser sinusites, problemas ou abscessos dentários, disfunções na articulação da mandíbula, neuralgia do trigêmeo e até mesmo um acidente cerebral vascular.

É recomendável procurar ajuda clínica principalmente se esta dor se prolonga por muitos dias e é de forte intensidade, dificultando atividades que até então eram simples, como comer e falar.

Veja a seguir com mais detalhes possíveis causas e como proceder caso ela persista. Seguem abaixo algumas das doenças que podem desencadear dor no rosto:

Dor no rosto pode significar Neuralgia do trigêmeo

Neuralgia do trigêmeo é uma condição que causa dores intensas em um lado da face. Em geral estas dores duram segundos, podem ser em queimação ou choque. Geralmente são exacerbadas por gatilhos como lavar o rosto, falar ou ingerir alimentos.

O diagnóstico é feito pelo neurologista, através dos sintomas e, eventualmente, por exames de imagem.

O tratamento é feito com medicamentos como, por exemplo, alguns antiepilépticos. Em alguns tratamentos, é comum o uso de remédios antiepilépticos. Em alguns casos é necessária a realização de um procedimento cirúrgico.

Dor no rosto pode significar Sinusite

É uma infecção que ocorre nos seios nasais, que são cavidades preenchidas por ar, que estão entre os ossos do crânio e do rosto, se comunicando com as fossas nasais. É também conhecida como rinossinusite.

Essa infecção é geralmente causada por vírus ou bactérias, e a dor na face pode ser apenas de um lado ou ambos. Geralmente, este tipo de doença é acompanhado de outros sintomas, como febre, coriza e congestão nasal, além de dores em outras partes do corpo.

No caso de sinusites bacterianas o médico prescreve antibióticos. A infecção dura alguns dias, sendo necessário procedimentos como lavagens nasais, analgésicos e muita hidratação. Ficar em repouso também é imprescindível para o tratamento.

Problemas dentários

Esse talvez seja uma das principais origens da dor no rosto, e pode apresentar complicações mais extremas se não forem tratadas da maneira correta. Além de um médico, a procura de um bom odontologista é essencial para saber como tratar essas dores.

Inflamação no dente como a periodontite, um dente trincado, cárie profunda ou um abcesso dentário podem causar dores fortemente incômodas e que se irradiam para a face. Não se esqueça que existem uma infinidade de nervos na região dentária, e as dores podem ser muito intensas.

Disfunção temporomandibular

A dor na articulação temporomandibular (ATM), acontece por um distúrbio na articulação que une a mandíbula ao crânio. A pessoa sente dores intensas ao mastigar, falar, além de apresentar dores de cabeça e sentir estalos ao contrair a mandíbula.

Esta enfermidade pode ser classificada em:

· Muscular: quando a musculatura da ATM realiza muito esforço ou sofre tensão

· Articular: sobrecarga da articulação, trauma e até doenças degenerativas

· Mista: quando ocorre a disfunção muscular e articular ao mesmo tempo

A ajuda médica e por um especialista em dor orofacial é imprescindível para o tratamento de DTM, principalmente de um cirurgião buco-maxilo-facial. Em muitos casos, o tratamento é feito com uso de analgésicos e relaxantes musculares. É também indicado o uso de placas de dormir, aparelhos ortodônticos, fisioterapia e técnicas de relaxamento.

Como a região é complexa e extremamente delicada, só em último caso, é aconselhado procedimentos cirúrgicos.

Sempre busque orientação profissional especializada.

Inflamações no ouvido ou olhos

É comum em casos envolvendo otites e lesões no ouvido repercutirem em dor no rosto. A região do ouvido é extremamente sensível, e a dor pode irradiar-se para toda a face. O otorrinolaringologista é o especialista a ser procurado nesses casos.

As inflamações nos olhos, como a celulite orbitária, blefarite, herpes ocular ou até mesmo um trauma no olho, podem causar dores intensas na face. A avaliação de um oftalmologista é imprescindível.

Dor no rosto: Quando buscar ajuda médica?

O médico deverá ser procurado sempre que os sintomas foram intensos ou persistentes.

Quando for ao médico, é bom ter algumas informações em mente para repassá-las ao profissional. Se necessário, anote algumas coisas que pode ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso como:

· Informar se a dor é no rosto inteiro, ou só em partes

· A intensidade da dor

Se há algum gatilho, como falar ou lavar o rosto.

· Se está fazendo uso de medicamentos ou tratando de outras enfermidades

· Com que frequência está indo a um dentista ou oftalmologista

· Se recebeu alguma vacinação recentemente

Leia também: Dor de cabeça: tipos, causas e tratamentos

Источник: https://senneliquor.com.br/dor-no-rosto-entenda-o-que-pode-ser/

Dor de cabeça e desconforto no ouvido pode ser sinal de DTM. Entenda!

O que pode ser a dor na face e como tratar

A DTM pode se manifestar de diversas formas, e a dor de cabeça e ouvido pode significar mais do que você imagina

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Sentir dor nunca é normal: há sempre um motivo por trás dela.

E, apesar da dor de cabeça ser algo relativamente comum no geral, quando ela se torna constante e é combinada com desconfortos no ouvido, é preciso ficar atento: pode ser que um sintoma de DTM – mas claro, é preciso consultar um especialista para ter certeza antes de tirar conclusões a respeito. Para esclarecer essa questão, convidamos a cirurgiã-dentista Yara Moura Brasil para falar sobre isso.

O que é DTM e como ela surge

Quando se fala em DTM, não é todo mundo que sabe exatamente o que isso quer dizer. A sigla, na verdade, se refere a “disfunções temporomandibulares”, caracterizadas por anormalidades na ATM (articulação temporomandibular) e/ou nos músculos de mastigação, segundo a especialista.

No entanto, apesar de se saber as consequências dessa condição para o organismo, não há uma causa específica para que ela aconteça.

“Não há uma causa definida para o surgimento da DTM, sendo, assim, multifatorial e muitas vezes especulativa, mas sabe-se que fatores biomecânicos e neuromusculares podem contribuir, além de traumatismos, problemas de oclusão, idade e predisposição genética”, explica.

Dor de cabeça e dor de ouvido podem ser sinais de DTM?

Sim! Esses são sintomas bem comuns da DTM, na verdade. E pelo que Yara destaca, não é somente a dor em si que se faz presente nessas ocasiões, mas sintomas otológicos em geral (zumbido, sensação de ouvido cheio, surdez momentânea) e a dor de cabeça constante.

O motivo para que essas dores surjam, a especialista explica: “Isso acontece porque a DTM envolve um mau funcionamento muscular ou articular, podendo gerar travamentos, fadiga muscular e outros fatores que geram dor na cabeça e no ouvido, que é o local mais próximo da articulação temporomandibular”.

Apesar disso, vale ressaltar que a dor de cabeça também pode estar relacionada à outros problemas bucais, como o bruxismo (ranger involuntário dos dentes), infecções, dentes com pulpite, apertamento dentário e odontalgia atípica (dores persistentes no dente, sem causa identificada), além de tumores faciais e de problemas relacionados à outras partes do corpo. Então, nada de ignorar uma “simples dor de cabeça”, hein? Ainda mais quando elas se tornam frequentes, pois esse é um sinal emitido pelo seu organismo de que alguma coisa não está certa.

Outros sintomas para ficar atento

Dor de cabeça e dor de ouvido já estão na listinha de sintomas para ficar de olho, mas não são os únicos.

Segundo a profissional, outros sintomas bastante comuns à DTM são dores na face, limitação para abrir a boca, estalos na ATM, cansaço nos músculos da face e travamento na mandíbula.

“Dor no pescoço, ombro, nuca e costas são sintomas menos comuns, mas que podem aparecer, assim como inchaço na face, vertigem e desvios da mandíbula.”

Quais são os tratamentos indicados para quem tem DTM?

De acordo com a cirurgiã-dentista, normalmente os tratamentos envolvem exercícios terapêuticos, aplicação de compressas frias ou quentes, uso de anti-inflamatórios e, dependendo da situação, pode ser necessário realizar procedimentos um pouco mais invasivos como agulhamentos ou infiltrações nos músculos ou antrocentese (“lavagem” da ATM”). Mas vale lembrar que existem vários subtipos de DTM, e em cada caso será investigada a causa da disfunção para, posteriormente, ser indicado o tratamento mais apropriado.

Que riscos o paciente pode correr se não procurar o tratamento adequado?

Ignorar os sinais nunca é uma boa ideia. Afinal, o tratamento indicado pelo especialista é o que vai ajudar a resolver o problema da melhor forma.

Até mesmo porque, quando se deixa o tratamento de lado, pode-se desenvolver dores crônicas e, em alguns casos mais graves, o paciente pode não conseguir fechar a boca, fazendo com que seja necessário atendimento de emergência para recolocar a mandíbula no lugar, segundo Yara.

Este artigo tem a contribuição da especialista:
Yara Moura Brasil – Cirurgiã-dentista especialista em estética e harmonização
orofacial; Membro da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia (SBTI).
Rio de Janeiro – RJ
CRO-RJ 36646

Источник: https://www.sorrisologia.com.br/noticia/dor-de-cabeca-e-desconforto-no-ouvido-pode-ser-sinal-de-dtm-entenda_a9380/1

SINUSITE – Sintomas, causas e tratamento

O que pode ser a dor na face e como tratar

Sinusite, ou sinusopatia, é o nome que se damos à inflamação dos seios paranasais, também conhecidos como seios da face.

A sinusite pode ser resultado de infecções virais, bacterianas ou fúngicas, alergias ou problemas do sistema imunológico, incluindo as doenças autoimunes.

A sinusite habitualmente vem acompanhada de rinite, que é a inflamação da cavidade nasal, provocando um quadro chamado rinossinusite. Na maioria dos casos, a rinossinusite é provocada por vírus respiratórios, tais como rinovírus, vírus influenza e vírus parainfluenza.

O que são os seios paranasais?

Os seios paranasais, também chamados de seios nasais ou seios da face, são cavidades cheias de ar dentro dos ossos do crânio e da face, que comunicam-se com a cavidade nasal.

São quatro o número de seios paranasais, a saber:

  • Seio frontal.
  • Seio etmoidal.
  • Seio esfenoidal.
  • Seio maxilar.

Os seios da face são estruturas anatômicas importantes, pois desempenham as seguintes funções:

  • Umidificação e aquecimento do ar respirado pelo nariz.
  • Aumento da ressonância da voz.
  • Equilíbrio das pressões intracranianas quando há variações na pressão atmosférica (mergulhos, viagens de avião ou subidas a grandes altitudes).
  • Secreção de muco para proteção das vias aéreas superiores.
  • Absorção de impacto em casos de trauma (materiais ocos absorvem mais impacto do que materiais maciços).

Os seios paranasais são bilaterais e simétricos, ligam-se à cavidade nasal por pequenos orifícios por onde é drenado o muco produzido.

Quadros de alergia ou gripe, por exemplo, causam edema da mucosa nasal e aumento das secreções, obstruindo facilmente a drenagem dos seios da face. A impossibilidade de escoar o muco produzido leva à congestão dos seios e, consequentemente, à sinusite.

Tipos

A sinusite pode acometer qualquer um dos 4 seios paranasais, podendo ser bilateral ou unilateral.

A sinusopatia por ser classificada em:

  • Sinusite aguda: quando os sintomas duram menos de 4 semanas.
  • Sinusite subaguda: quando os sintomas duram entre 4 e 12 semanas
  • Sinusite crônica: quando os sintomas duram mais que 12 semanas.
  • Sinusite recorrente: quando há 4 ou mais episódios de sinusite durante o ano.

A imensa maioria das sinusites agudas são de origem viral ou alérgica, mas não é incomum que elas transformem-se em sinusite bacteriana.

Ocorre que a obstrução e a estase do muco nos seios da face favorecem a proliferação de bactérias que vivem silenciosamente nas vias respiratórias. O paciente, portanto, pode ter um quadro inicial de sinusite alérgica ou viral que após alguns dias pode se transformar em uma sinusite bacteriana.

As sinusites bacterianas que não são completamente curadas podem progredir para o quadro de sinusite crônica.

Sintomas

Os principais sintomas da sinusite aguda são:

  • Congestão nasal.
  • Corrimento nasal purulento (coriza amarelada).
  • Dor de cabeça.
  • Dor na face.
  • Dor na arcada dentária superior.
  • Dor em volta dos olhos.
  • Sensação de pressão quando se abaixa a cabeça.
  • Ouvidos entupidos,
  • Tosse (principalmente noturna).
  • Diminuição do paladar e do olfato.

É comum a presença de dor quando fazemos pressão com os dedos sobre os seios nasais, principalmente nos seios frontais e maxilares, que são os mais superficiais.

A maioria dos casos de sinusite viral ou alérgica melhora espontaneamente dentro de 10 dias. Sinusites bacterianas leves também podem ser autolimitadas, mas nos casos mais sintomáticos, com febre alta e coriza purulenta, a cura geralmente só vem com tratamento antibiótico.

Sinusite bacteriana

Quando há contaminação da sinusite por bactérias é comum surgir febre.

Porém, como a gripe pode desencadear sinusopatia e também cursar com febre, nem sempre é fácil fazer a distinção entre uma sinusite viral e uma sinusite bacteriana.

Como já foi salientado, a sinusopatia pode começar como uma infecção viral ou um quadro alérgico e depois de alguns dias se transformar em sinusite bacteriana.

Em muitos casos não é possível distinguir uma sinusite viral de uma sinusite bacteriana nos primeiros 10 dias de doença.

A existência de uma rinossinusite bacteriana aguda deve ser suspeitada em pacientes com qualquer uma das seguintes características:

  1. Sinais ou sintomas de sinusite aguda com duração de 10 ou mais dias sem melhora clínica.
  2. Início do quadro já com sintomas mais graves, como febre maior que 39ºC e descarga nasal purulenta, com duração de pelo menos três dias consecutivos.
  3. Quadro de sinusopatia aguda que melhora após poucos dias, mas subitamente volta a piorar, surgindo febre, dor na face e coriza purulenta.

Complicações

Como os seios da face apresentam íntima relação com órgãos nobres, como olhos, ouvidos e cérebro, a sinusite bacteriana pode levar a complicações graves.

É importante procurar atendimento médico sempre que houver os seguintes sinais de complicação listados abaixo:

  • Febre acima de 39ºC.
  • Edema ou vermelhidão na face.
  • Edema e vermelhidão em volta dos olhos.
  • Visão dupla ou qualquer outra alteração visual.
  • Confusão mental.
  • Dor de cabeça muito intensa.
  • Rigidez de nuca.
  • Prostração intensa.

A sinusite bacteriana, apesar de apresentar uma taxa de mortalidade baixa, é uma infecção que não deve ser negligenciada, principalmente quando existem os sinais descritos acima.

Entre as suas possíveis complicações podemos citar a infecção dos olhos, meningite, abscesso cerebral, infecção dos ossos da face, otite e labirintite.

Diagnóstico

O diagnóstico da sinusite quase sempre é clínico, obtido através da história e do exame físico.

Se o médico que estiver atendendo for um otorrinolaringologista, ele pode fazer uma rinoscopia (endoscopia nasal) para tentar visualizar diretamente os seios paranasais e confirmar a suspeita clínica.

Radiografia dos seios da face

Em caso de dúvida, pode-se lançar mão de exames de imagem. A radiografia dos seios da face, muito usada antigamente, não é mais considerada um bom exame, pois a sua sensibilidade é baixa.

Quando o resultado é positivo, como na foto abaixo, que mostra uma sinusopatia do seio maxilar esquerdo, o diagnóstico pode ser confirmado. O problema é que se a radiografia for normal, não dá para descartar a existência da sinusite, pois o exame não consegue detectar até 40% dos casos.

Tomografia computadorizada dos seios da face

O exame de imagem mais utilizado atualmente é a tomografia computadorizada (TC). Compare as imagens abaixo de duas tomografias computadorizadas dos seios da face e veja como a qualidade das imagens é muito superior.

A TC da direita está normal e os seios paranasais estão preenchidos apenas com ar (imagem preta). À esquerda, podemos ver uma TC de seios da face evidenciando sinusopatia bilateral, mais evidente no seio maxilar direito, que está completamente tomado por líquido (imagem cinzenta).

As imagens fornecidas pela TC são muito mais bem definidas. Ao contrário do que ocorre na radiografia simples dos seios da face, uma tomografia computadorizada com resultado normal é capaz de excluir o diagnóstico de sinusite.

Tratamento

A maioria dos casos de sinusite aguda melhora espontaneamente em 7 a 10 dias. O tratamento, portanto, é basicamente sintomático. Mesmo as sinusites bacterianas costumam ter bom prognóstico, pois as complicações são pouco comuns.

Para o tratamento das sinusopatia agudas não bacterianas estão indicados a lavagem da cavidade nasal com solução salina (soro fisiológico) e aplicação de corticoides nasais em spray. Compressas mornas sobre o rosto podem trazer alívio, e ingestão vigorosa de líquidos ajuda a diluir as secreções.

Durante as crises é importante evitar contato com fumaça de cigarro, pois este é um importante fator de irritação das vias aéreas. Além da fumaça é importante tentar identificar outros estímulos que possam ser irritantes para as vias aéreas, como frio ou produtor químicos de odor forte.

Fora essas orientações, nada mais é muito eficaz. Ao contrário do que a maioria das pessoa pensa, não é necessário se encher de remédios para tratar uma sinusite.

Descongestionantes nasais

Os descongestionantes nasais são geralmente usados em excesso e desnecessariamente.

Quando necessário, indica-se o seu uso por no máximo 3 dias, uma vez que estas drogas estão associadas a recaídas, provocadas por congestão nasal de rebote.

O paciente usa o descongestionante, apresenta alívio temporário dos sintomas, mas quando o suspende, a congestão nasal retorna rapidamente, criando-se assim um ciclo vicioso.

Anti-histamínicos

O uso de anti-histamínicos (antialérgicos), apesar de ser muito prescrito, não apresenta evidências de benefícios na sinusite. Se não há um processo alérgico por trás, é pouco provável que essa classe de remédios traga algum benefício.

Antibióticos

Os antibióticos só devem ser usados quando há evidências de sinusite bacteriana. Os mais usados são amoxacilina com ácido clavulânico, Bactrim®, levofloxacino, moxifloxacino, claritromicina ou azitromicina.

Deve-se ter cuidado para não usar antibiótico indiscriminadamente para que não haja seleção de bactérias resistentes. Se a sinusopatia não tiver características de origem bacteriana, não há motivos para usar antibióticos.

Sinusite crônica

A sinusite crônica é aquela que permanece por mais de 12 semanas consecutivas apesar do tratamento.

A forma crônica está muito associado à presença de desvio de septo nasal e/ou pólipos nasais. Os dois propiciam a cronicidade por causarem obstrução da comunicação entre os seios paranasais e as vias nasais.

Outras causas de infecção crônica são a sinusite por fungos, doença do refluxo gastroesofágico, alergia respiratória recorrente, HIV, asma e fibrose cística.

Enquanto a sinusite aguda costuma resolver-se sozinha em alguns dias, a sinusite crônica é uma inflamação mais difícil de ser controlada, devendo ser sempre avaliada por um otorrinolaringologista. Apesar de ser de difícil cura, ela pode ser controlada com tratamento adequado.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/otorrinolaringologia/sinusite/

Neuralgia do trigêmeo: o que é e como tratar uma das piores dores do mundo

O que pode ser a dor na face e como tratar

Com um nome até que pouco conhecido entre leigos, a neuralgia do trigêmeo é uma doença comum no Brasil, entre as patologias neurológicas. A incidência anual estimada no país dessa, que é uma das piores dores que alguém pode sentir e que é localizada na face, é de 4,5 por 100 mil indivíduos.

Ainda sem um caminho simples e duradouro para o alívio das crises periódicas da neuralgia do trigêmeo, especialistas tentam afinar o diagnóstico e melhorar a qualidade de vida de quem, tantas vezes por décadas, sofre com tal dor crônica.

O que é?

A neuralgia do trigêmeo é um quadro de dor associado a um nervo, o trigêmeo. Tal estrutura é responsável pela sensibilidade da face. Essa é uma doença classificada como uma dor crônica, pois perdura por mais de três meses. Ela costuma ser incapacitante, ou seja, pode afastar o paciente de suas atividades sociais e profissionais.

O que sinto?

Tal neuropatia é caracterizada por uma dor facial intensa, aguda, forte e súbita. Pode ser comparada a uma pontada, um choque ou um ardor (sensação de queimação).

Em 90% dos casos, é sentida em apenas um lado do rosto e, raramente, ultrapassa poucos segundos. O problema é que ela causa uma crise chamada paroxística, que recorre em vários episódios ao longo do dia.

A crise pode durar semanas ou até meses.

O paciente fica livre de dor, entre as crises, até a recorrência de novos episódios. Os 'períodos de remissão', com o passar do tempo, tornam-se menores, aumentando a frequência e a intensidade da crise dolorosa.

“Como todas as outras dores neuropáticas, a neuralgia tem como característica a intensidade elevada e extremamente incapacitante da dor, tornando-se reconhecidamente como uma das piores do corpo humano. Ela causa incapacidade extrema, distúrbios psiquiátricos e até mesmo leva ao suicídio”, diz o neurocirurgião Gleidson Campos Rodrigues, do Hospital São Francisco, de Mogi Guaçu (SP).

Para Samanta Coelho, esteticista de 38 anos de Capão da Canoa (RS), a doença teve início aos 29 anos. “Foi após uma crise epiléptica. A princípio, extrai três dentes, pois acharam que era o problema. Só fui diagnosticada corretamente após 21 dias de internação hospitalar, pois não parava em pé por causa das intensas dores”, explica Samanta.

Em 2013, tive uma crise tão forte que minha única vontade era morrer. Tentei suicídio e acabei 14 dias em uma clínica, para adequar medicações.

Hoje em dia, após o uso de remédios e uma cirurgia, ela nota as dores mais brandas e melhora na qualidade de vida. Em junho de 2019, após crises que envolviam desmaios e uso de morfina, Samanta passou pelo procedimento e aguarda a chegada do inverno de 2020 para entender se a melhora da dor seguirá estável mesmo em baixas temperaturas.

O que desencadeia a crise?

Geralmente, a dor é desencadeada por um estímulo sensorial, como um toque ou ao escovar os dentes, mastigar, beber água, falar e até mesmo através de um golpe de vento frio na face.

“Quanto mais o tempo estiver frio, maior é a dor. Me sinto bem com temperaturas acima dos 36ºC”, diz Divino César de Sousa, mecânico de Goiânia, 51. Atualmente, Divino faz tratamento contra a neuralgia com medicamentos que, segundo ele, causam sonolência e prejudicam o convívio social e as atividades do trabalho.

O que fazer ao sentir os sintomas?

O paciente deve procurar um médico para estabelecer o diagnóstico correto ao sentir as fortes dores na face. Ele é feito, na grande maioria dos casos, através de uma análise clínica. Ou seja, só necessitando de exames complementares se houver suspeita de ser um quadro secundário a outra doença.

Qual especialista procurar?

A especialidade mais indicada para o tratamento da neuralgia do trigêmeo é a neurologia e a neurocirurgia. Os cirurgiões que atuam em cabeça/pescoço e base de crânio, nesses casos os otorrinolaringologistas e bucomaxilofaciais, também são adequados.

É importante salientar que o diagnóstico correto é fundamental para a adequada proposta terapêutica. O especialista deve afastar outras causas comuns de dor facial, como doenças odontológicas, sinusopatias, doenças das articulações têmporo-mandibulares, tipos específicos de cefaleias primárias e secundárias, doenças infecciosas e reumatológicas, entre outras.

É necessário procurar um pronto-socorro?

O pronto-atendimento pode ser acionado para momentos agudos, quando é necessária a analgesia e sedação do paciente de forma urgente, para diminuir o desconforto que torna-se insuportável.

Pode ser fatal?

Por si só, a neuralgia do trigêmeo não é uma doença fatal, mas essa é uma dor crônica que está intimamente relacionada a casos de depressão associados à intensidade, recorrência e cronicidade da dor.

Qual é o perfil das pessoas que mais sofrem com a doença?

Ela é um problema de saúde que acomete mais os idosos. Isso é explicado pelo processo degenerativo dos vasos sanguíneos, que evolui com a idade, tornando as artérias e veias mais tortuosas, endurecidas, calcificadas e espessas.

Hipertensos apresentam maior chance de desenvolver a doença que a população geral e há uma maior incidência no sexo feminino também.

A neuralgia do trigêmeo causa uma dor facial intensa, aguda, forte e súbita

Imagem: iStock

Existe tratamento?

A neuralgia do trigêmeo é um tipo de dor que não responde tão bem ao uso de analgésicos conhecidos, como o paracetamol ou a dipirona.

Entre os tratamentos que surtem efeito, a primeira opção é o protocolo clínico, envolvendo algumas drogas antiepilépticas. Entre as opções estão a carbamazepina e a oxcarbazepina.

Elas devem ser administradas em doses baixas, sempre com acompanhamento médico, pois causam efeitos colaterais.

Outras opções são a lamotrigina, o baclofeno, o topiramato, o clonazepam e a fenitoína, tendo nestas quatro últimas o uso associado à carbamazepina.

Para casos em que os remédios não funcionam tão bem, o médico deve avaliar a cirurgia como forma de conter as dores e melhorar a qualidade de vida do paciente. Os procedimentos cirúrgicos mais utilizados são de descompressão neurovascular, rizotomia por radiofrequência ou glicerol.

Na técnica de descompressão, há alívio por um tempo mais longo, com controle da dor em 70% dos pacientes com mais de 10 anos de acometimento. Essa técnica remove irregularidades ósseas da base craniana que estão perto do nervo trigêmeo ou vasos sanguíneos que pulsam sobre o nervo, desencadeando a dor.

Já a rizotomia por radiofrequência destrói, de forma seletiva, as fibras nervosas sensoriais, por esmagamento ou aplicação de calor. As fibras nervosas causadoras da dor são localizadas, selecionadas e destruídas por uma radiofrequência, o que proporciona alívio da dor em até 97% dos casos iniciais e 58% em 5 anos.

Em certos casos, pode ser depositado substâncias tóxicas no local da cirurgia, tais como o glicerol (rizotomia glicerol), para destruição da fibra. Ambas as técnicas causam lesões irreversíveis à fibra selecionada do nervo trigêmeo.

Por fim, o balão de compressão é uma técnica que oferece conforto para um longo tempo e com taxas de controle da dor que chegam a 91% em 6 meses, 66% em 3 anos e recorrência de 30%, com menor morbidade e sem mortalidade. No procedimento é inserido um cateter no paciente, dentro da bochecha, e um pequeno balão é insuflado na extremidade do cateter, comprimindo o gânglio do trigêmeo e eliminando a dor em 98% dos casos.

Causas e cura

A cura da neuralgia do trigêmeo deve ser considerada um controle dos ataques de dor extrema que engloba os tipos de neuralgia e tratamentos relacionados.

Em sua forma primária ou idiopática, possui como principal hipótese de surgimento a compressão de um vaso sanguíneo sobre as raízes do nervo trigêmeo. Esse tipo representa 80 a 90% dos casos. O mais comum dentro dessa realidade é o tratamento medicamentoso.

“Apesar de não haver uma estatística precisa, na maioria dos casos o tratamento apresenta resposta de controle de dor, podendo ser considerado assim uma cura clínica.

Sem dor, o indivíduo pode voltar a ser funcional”, explica Eliane Ghirelli, neurologista e professora da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). “Outra alternativa para o tratamento é uma cirurgia.

Ele apresenta entre 70 a 90% de controle da dor, o que remete à cura”, completa a especialista.

A neuralgia do trigêmeo também pode ser relacionada a outras doenças que acometem o nervo trigêmeo, como esclerose múltipla, isquemias vasculares, tumores do ângulo pontocerebelar, tumores do próprio nervo e outras lesões locais. Tais quadros representam apenas 10% dos casos e a cura está intimamente ligada ao controle do problema de saúde primário.

Fontes: Eliane Ghirelli, neurologista e professora da PUC-PR (Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná), Roberto Debski, clínico-geral da Unimed Santos e professor na Universidade Santa Cecília e Gleidson Campos Rodrigues, neurocirurgião do Hospital São Francisco, de Mogi Guaçu (SP).

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/06/19/neuralgia-do-trigemeo-o-que-e-e-como-tratar-uma-das-piores-dores-do-mundo.htm

Dor na face? Saiba o que pode estar causando esse problema

O que pode ser a dor na face e como tratar

Entender suas dores é o primeiro passo para identificar as causas e buscar o melhor tratamento para ela. O diagnóstico da dor na face, porém, é especialmente complicado em razão da complexa anatomia do rosto. Outro fator que dificulta este diagnóstico é que os sintomas são semelhantes aos de várias outras doenças.

De um modo geral, o local em que a dor aparece, assim como, os sintomas que acompanham, podem indicar do que se trata, ajudando na hora de identificar a doença. Neste artigo, abordaremos as principais dores na face e quais as possíveis causas. Confira:

As causas mais comuns de dor na face

A dor na face pode ser percebida em um ou ambos os lados do rosto, assim como na região T (testa e nariz). Entre suas principais causas estão:

  • Neuralgia do trigêmeo- é uma disfunção que causa dores intensas na face, provocada por danos a um nervo chamado trigêmeo, com ramificações responsáveis por ajudar na mastigação e dar sensibilidade ao rosto.
  • Sinusite- Infecção geralmente provocada por vírus ou bactérias. Pode atingir apenas um ou os dois lados da face. A dor costuma ser como uma sensação de peso. Pode ser acompanhada de sintomas como dor de cabeça, corrimento nasal, tosse e febre.
  • Cefaleia- Conhecida como Dor de cabeça, a cefaleia pode provocar sensibilidade na face. Pode surgir em casos de enxaqueca, onde há disfunções no sistema nervoso, ou de cefaleia tensional, em que há aumento na sensibilidade dos músculos da cabeça causados pela tensão.
  • Problemas dentários- Dentes inflamados, cariados, ou com abscessos que podem comprometer alguns nervos, geralmente provocam dores locais que se irradiam pela face.

Se a dor na face é forte, contínua ou então some e aparece várias vezes, é aconselhado que se busque ajuda de um clínico geral. A fim de realizar exames que possam identificar o que provoca o incômodo e, assim, seguir o tratamento ou ser encaminhado para um especialista.

Dores causadas pela DTM

A Articulação Temporomandibular (ATM) é classificada como a articulação mais complexa do organismo humano.  Ela é responsável pelos movimentos de abrir e fechar a boca ligando a mandíbula ao crânio. Comer e falar são rotinas que executamos graças a esta articulação. Quando sofremos de alguma Disfunção da ATM, o que era fácil se torna difícil e doloroso.

As DTMs podem ser classificadas em três categorias principais, são elas:

  • Muscular– quando a musculatura do sistema mastigatório realiza muito esforço ou sofre de tensão;
  • Articular- pode ocorrer por uma sobrecarga da articulação, traumas ou até doenças degenerativas;
  • Mista– aquela que une as disfunções musculares e articulares.

Quem sofre de uma disfunção de ATM tende a sentir dor na face e fortes incômodos ao falar ou mastigar. Essas dores podem variar entre temporárias ou constantes e a sensibilidade ocorre mais frequentemente nesses lugares:

  • Rosto;
  • Cabeça;
  • Maxilar (Área correspondente à ATM);
  • Pescoço;
  • Ombros;
  • Ao redor da orelha durante a mastigação, ao falar ou abrir a boca;

É identificado, também, o aparecimento de uma dor reflexa. Geralmente ela é desencadeada por espasmos musculares, os quais poderão aumentar o incômodo. Outros sintomas presentes em quem sofre de alguma DTM são:

  • Dor na mandíbula;
  • Sensibilidade;
  • Dificuldade em engolir e falar;
  • Endurecimento e inchado maxilar;
  • Dormência na face;
  • Incapacidade de fechar a boca.
  • Ruídos no ouvido;
  • Inchaço ao lado da face
  • Sensação de cansaço no rosto;
  • Capacidade limitada para abrir a boca.

Como são tratadas as dores de DTM?

A causa exata desta disfunção, geralmente, é impossível de ser identificada. Seus sintomas, contudo, podem ser combatidos. Basicamente, o tratamento para esse tipo de dor na face  depende da alteração que o paciente está apresentando. Podem variar entre:

  • Exercícios para redução do estresse;
  • Analgésicos e relaxantes musculares;
  • Protetor bucal para evitar que o paciente ranja os dentes.

É importante salientar que somente um dentista poderá avaliar qual a causa da dor na face o melhor método para tratar este incômodo. Ele poderá receitar medicações e indicar acompanhamentos psicológicos, com fonoaudiólogos e também fisioterapeutas.

Você sofre de dor na face? Agende uma consulta com os profissionais da Oral Face Care. Lembre-se, sua saúde e bem-estar são prioridades!

Источник: https://facecare.com.br/dor-na-face-saiba-o-que-pode-estar-causando-esse-problema/

Dor de cabeça de sinusite é diferente: saiba como não confundir

O que pode ser a dor na face e como tratar

A dor de cabeça de sinusite é uma condição bastante incômoda, especialmente para as crianças. Trata-se de uma doença também chamada de cefaleia sinusal, que se caracteriza por uma intensa dor na região da cabeça e rosto que vem acompanhada de outros sintomas, como inflamação nos seios da face.

A sinusite é agravada, principalmente, quando o indivíduo é acometido por resfriados e alergias. De fato, esse quadro clínico acaba trazendo congestionamento e inflamação das vias nasais.

Quer saber como evitar que você e seus filhos sejam vítimas da dor de cabeça de sinusite? Este artigo vai abordar as causas, sintomas e meios de prevenção dessa doença. Acompanhe a leitura e saiba mais detalhes!

A dor de cabeça de sinusite

A dor de cabeça de sinusite é uma condição que se caracteriza, principalmente, por uma pressão no crânio e forte dor latente na região próxima aos olhos, nariz e maçãs do rosto — conhecidas como seios paranasais da face. São cavidades ósseas e ocas do crânio que apresentam 2 aberturas na direção ao nariz.

Os seios da face são estruturas fundamentais para o rosto.

Eles apresentam várias funções, como aumentar a ressonância da voz, aquecer o ar que é inspirado, diminuir o peso do crânio sobre o pescoço e facilitar a sustentação dessa região.

São revestidos por um tipo de mucosa com grande quantidade de glândulas, que sintetizam o muco e transportam substâncias estranhas e nocivas para o ambiente exterior, impedindo que elas penetrem nas vias aéreas.

Os fatores de risco da dor de cabeça de sinusite

As situações que têm o potencial de aumentar a probabilidade de desenvolver a cefaleia decorrente da sinusite são:

  • alergias — rinite alérgica e asma, por exemplo;
  • resfriado ou infecções na região respiratória;
  • infecções na região do ouvido;
  • amígdalas cultivadas;
  • pólipos nasais;
  • problemas nasais — desvio de septo, por exemplo;
  • fibrose cística;
  • baixa imunidade;
  • lesões na região facial que acabam impedindo a passagem sinusal;
  • infecção ou abscesso dentário.

Os sintomas da dor de cabeça da sinusite

A dor de cabeça de sinusite pode variar de leve a intensa, podendo ser maior durante o período da manhã. Ela costuma ser caracterizada por uma dor na face, atrás da testa, nas bochechas, na parte ao redor dos olhos e ouvidos e no maxilar superior.

O sintoma também pode piorar quando a pessoa se inclina, principalmente ao abaixar a cabeça ou se deitar. No entanto, o quadro clínico não tem qualquer relação com a luminosidade. Em regra, os sinais costumam variar conforme a origem da doença e o quadro de saúde do paciente.

A dor na cabeça também pode vir associada a outros sinais de sinusite, como:

  • congestão nasal;
  • drenagem nasal espessa;
  • secreção nasal nas cores branca, amarelada ou verde;
  • coriza;
  • febre;
  • fadiga;
  • dor de garganta;
  • tosse intensa;
  • mau hálito.

Essa condição é bastante comum em bebês ou crianças pequenas, decorrente da sinusite infantil. Por isso, é importante que os pais fiquem em estado de alerta e observem a existência de secreções nasais e sinais de febre, tosse, sonolência e eventuais dificuldades para respirar e engolir alimentos.

As causas da dor de cabeça decorrente da sinusite

As causas desse problema geralmente decorrem de alergias e infecções virais que atingem o trato respiratório superior e causam inflamação do tecido nasal, aumentando, assim, a quantidade de secreção nasal e causando congestão e nariz entupido.

Isso acontece porque a passagem dos seios nasais está obstruída e não consegue fazer a drenagem normal de líquidos e secreções que, por sua vez, acabam se acumulando e deixando os tecidos inchados, trazendo pressão e dor para a região.

Em condições normais, o fluxo e a quantidade de secreção que passam pelos seios da face são normais e praticamente imperceptíveis. Contudo, as alterações anatômicas, condições infecciosas e alérgicas promovem a inflamação do tecido das mucosas e deixam a região mais vulnerável ao surgimento da doença.

O diagnóstico e o tratamento da dor de cabeça de sinusite

O diagnóstico da doença deve ser feito pelo médico. Para isso, o profissional vai fazer algumas perguntas para o paciente sobre hábitos de vida e histórico médico. Após, ele poderá solicitar a realização de alguns exames a fim de observar a existência de secreções sinusais, como a tomografia computadorizada e a endoscopia nasal.

O tratamento para a dor de cabeça do seio envolve a desobstrução do canal nasal, combate à infecção e a drenagem do líquido e secreção presentes no local. Para isso, são utilizados medicamentos específicos. Caso eles não sejam suficientes para conter a doença, poderá ser indicada a realização de cirurgia.

Medicamentos

Os medicamentos que podem ser prescritos pelo médico são:

  • analgésicos;
  • anti-histamínicos para evitar alergias;
  • descongestionantes para desbloquear as fossas nasais;
  • spray nasal com esteroides que diminuem a inflamação;
  • antibióticos para tratar eventual infecção bacteriana.

É válido lembrar que os medicamentos só devem ser ingeridos se forem prescritos pelo médico, jamais por meio de automedicação.

Cirurgia

A cirurgia apenas costuma ser recomendada para pacientes que apresentam deformidades na estrutura óssea facial e que, por isso, desenvolvem a sinusite crônica com mais facilidade.

Para isso, o médico faz a intervenção cirúrgica com o objetivo de ampliar a área de abertura dos seios e cavidades nasais.

Contudo, a maioria dos indivíduos responde bem ao tratamento medicamentoso, sem que necessitem de cirurgia.

Cuidados pessoais

Alguns cuidados pontuais podem contribuir para evitar o surgimento da doença:

  • evitar o cigarro;
  • beber bastante líquido;
  • usar sprays de água salgada para umedecer o canal nasal e expelir sujeiras;
  • respirar ar úmido e quente;
  • evitar ingerir bebidas alcoólicas, pois o álcool gera inflamação dos tecidos nasais.

Os tipos de sinusite

A dor de cabeça decorrente de sinusite é oriunda de uma inflamação dos seios nasais. Essa doença pode se apresentar de várias formas. A depender da causa, ela pode assumir as seguintes modalidades:

  • sinusite viral;
  • sinusite alérgica;
  • sinusite bacteriana;
  • sinusite fúngica.

A dor de cabeça de sinusite é uma condição bastante desconfortável, causada pela obstrução da passagem nasal e inflamação dos tecidos dessa região. A boa notícia é que esse quadro clínico pode ser facilmente revertido, caso o paciente siga corretamente as instruções médicas.

Quer saber mais sobre a causa desse sintoma desagradável? Então, entenda o que você deve analisar para saber se o seu filho está com sinusite!

Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/dor-de-cabeca-de-sinusite/

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