O que pode ser a Dor no Intestino e o que fazer

Dor de barriga: causas, tipos e o que é bom para aliviar

O que pode ser a Dor no Intestino e o que fazer

A dor de barriga é um sintoma bastante comum. Trata-se de um incômodo na região entre o tórax e a virilha. Ela costuma ser chamada também por outros nomes, como dor de estômago e dor abdominal.

A intensidade da dor de barriga varia e pode ser recorrente ou contínua; aguda ou crônica.

Além disso, pode variar também no local da dor na barriga (partes superior, inferior, esquerda ou direita do abdômen).

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Existem diversas formas diferentes de se descrever uma dor na barriga e ela quase sempre está relacionada a uma doença ou lesão.

Tratamento de Dor abdominal

O tratamento para dor de barriga varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

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Alguns remédios caseiros podem ajudar a aliviar a dor de barriga. É o caso de remédios para a diarreia, chás para eliminar gases intestinais e inchaços na região abdominal.

Causas

A dor de barriga pode ser causada por diferentes condições. O importante é saber quando a pessoa precisa de cuidados médicos imediatos. As causas também podem variar de acordo com o local da dor.

Se a dor abdominal for no lado esquerdo e na parte inferior (de baixo), as causas mais prováveis são:

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Quando a dor de barriga localizada no lado esquerdo, mas na parte superior (de cima), as causas podem ser:

  • Diverticulite
  • Angina (redução do fluxo sanguíneo para o coração)
  • Empiema (infecção da membrana que envolve os pulmões)
  • Impactação fecal (fezes endurecidas que não podem ser eliminadas)
  • Gastrite (inflamação do revestimento do estômago)
  • Infarto
  • Esofagite (parte do estômago se projeta para dentro do tórax por uma abertura no diafragma causando refluxo)
  • Infecção renal ou cálculo renal
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas)
  • Pneumonia
  • Embolia pulmonar
  • Estenose pilórica (obstrução quase completa da ligação entre o estômago e o intestino)
  • Ruptura do baço (secundário a um trauma)

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Prováveis causas para a dor abdominal no lado direito e inferior são:

  • Diverticulite
  • Endometriose
  • Hérnia inguinal
  • Colecistite (inflamação da vesícula biliar)
  • Obstrução intestinal
  • Cálculo renal
  • Gastroenterite
  • Câncer
  • Problemas no colo do útero, como infecção ou inflamação
  • Cisto de ovário
  • Inflamação da vesícula (vesiculite seminal)
  • Dor relacionada à ovulação
  • Úlcera

Se for dor no lado direito da barriga, mas na região superior do abdômen, as causas mais comuns são:

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  • Apendicite
  • Colangite
  • Diverticulite
  • Gastrite
  • Hepatite
  • Pancreatite
  • Esofagite
  • Obstrução intestinal
  • Cálculo renal
  • Abscesso hepático
  • Câncer de fígado
  • Úlcera péptica
  • Pericardite
  • Pleurisia (inflamação da membrana que envolve os pulmões)
  • Pneumonia
  • Embolia pulmonar
  • Estenose pilórica (em crianças)
  • Câncer de pâncreas
  • Câncer de vesícula biliar
  • Câncer de rim
  • Câncer de estômago

Às vezes, a dor abdominal pode ser causada por um problema em outra parte do corpo, como tórax ou região pélvica. Por exemplo, você poderá ter dor na barriga se sofrer:

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Durante os três primeiros meses, é comum a dor de barriga na gravidez devido a gases, prisão de ventre e todas as alterações da barriga da mulher.

Como acabar com a prisão de ventre?

As dores abdominais durante a gestação costumam ser leves, pontuais e transitórias. Caso o incômodo for intenso e contínuo, procure um médico.

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Teste: Sente dor na barriga ou tem diarreia frequente? Descubra se pode ser uma inflamação no intestino

Buscando ajuda médica

Busque ajuda médica imediata ou chame o serviço de emergência quando você sentir dores abdominais e estiver em/com:

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  • Tratamento para câncer
  • Dificuldade de evacuar
  • Vômito
  • Sangue no vômito ou nas fezes
  • Dor no peito, pescoço ou ombro
  • Dor abdominal aguda e súbita
  • Dor na escápula acompanhado de náusea
  • Sensibilidade na barriga
  • Rigidez na barriga, dura ao toque
  • Gravidez
  • Lesão recente no abdômen
  • Dificuldade de respirar
  • A dor abdominal (dor na barriga) persistir por uma semana ou mais
  • A dor abdominal não melhorar entre 24 a 48 horas
  • A dor abdominal se tornar mais intensa e frequente, acompanhada de náusea e vômito
  • Apresentar timpanismo abdominal (quando o abdômen fica visivelmente inchado) por mais de 2 dias
  • Sentir queimação ao urinar ou micção frequente
  • Apresentar diarreia por mais de 5 dias
  • Apresentar febre
  • Tiver falta de apetite prolongada
  • Tiver sangramento vaginal prolongado
  • Perder peso não-intencional

Na consulta médica

Os profissionais de saúde que podem diagnosticar e tratar a dor abdominal incluem:

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  • Clínico geral
  • Gastroenterologista
  • Nefrologista
  • Urologista
  • Ginecologista

Diagnóstico de Dor abdominal

O diagnóstico para descobrir a origem da dor de barriga é feito geralmente em associação do quadro clínico do paciente (histórico de doenças, histórico familiar, sintomas) com exames.

Exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico da causa de dor de barriga. A tomografia computadorizada (TC) abdominal costuma ser a mais indicada, pois auxilia a identificar muitas causas da dor abdominal – mas não todas.

Afinal, exame de urina costuma ser feito com frequência para procurar sinais de infecção urinária ou cálculos renais. Ainda, exames de sangue também são pedidos para casos de suspeita de pancreatite. Na gravidez, o diagnóstico pode ser feito graças à ultrassonografia – usada também para suspeita de doenças ginecológicas que possam causar dor abdominal.

Na gravidez, o diagnóstico pode ser feito graças à ultrassonografia – usada também para suspeita de doenças ginecológicas que possam causar dor abdominal.

Medicamentos para Dor abdominal

Os remédios mais comuns no tratamento de dor na barriga são:

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Referências

Ministério da Saúde

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/dor-abdominal

Cólicas intestinais: entenda como alimentação pode influenciar no sintoma

O que pode ser a Dor no Intestino e o que fazer

Diferente da famigerada dor de barriga, que costuma estar ligada à necessidade ou vontade de evacuar, as cólicas intestinais geram picos de dor intensa e prolongada e podem acontecer de maneira esporádica ou cíclica.

Esse sintoma pode ser originado por um número extenso de causas, e comumente podem ser consequência da sua alimentação, por isso o VivaBem entrevistou alguns especialistas no assunto para poder entender um pouco mais sobre essa relação.

Segundo Cinara Martins, gastroenterologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, as cólicas intestinais “são dores abdominais decorrentes do mal funcionamento intestinal, geralmente pelo excesso de gases e aumento do esforço do órgão, relacionadas a um tipo de dor que lembra muito uma torção”, explica. “É uma dor que ocorre de forma cíclica, com aumento da intensidade gradual até atingir um pico para depois melhorar” adiciona Alexandre de Souza Carlos, gastroenterologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Para os profissionais, para além de possíveis doenças que acometem o intestino, a alimentação está intimamente ligada às cólicas intestinais e pode potencializar sua ocorrência.

Dentre as principais causas apontadas estão justamente a dieta com baixa ingesta de fibras e o consumo de alimentos fermentativos e muito gordurosos.

A médica também pontua que os excessos alimentares e refeições com grandes quantidades estão entre as principais causas do sintoma na população geral.

Alimentos que podem desencadear os sintomas

“Não existe associação direta entre um alimento específico e cólicas intestinais em indivíduos completamente saudáveis e sem qualquer comprometimento do trato gastrointestinal”, aponta Adriana Carrieri, nutricionista coordenadora de estudos do Albert Einstein College of Medicine. Ela pontua que o que ocorre com maior frequência é que alguns alimentos podem provocar maior formação de gases, levando a um desconforto que pode alcançar uma grande intensidade. É o caso das leguminosas como feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha, entre outros.

Carrieri esclarece que além das leguminosas, “alimentos com alto teor de frutose, especialmente proveniente do xarope de milho, amplamente utilizado pela indústria em produtos ultraprocessados, também podem causar flatulência por conta da sobrecarga de frutose”, que possui uma capacidade de absorção limitada no intestino delgado. Assim, a nutricionista aconselha a limitar o consumo de alimentos que utilizem esse tipo de ingrediente.

Além destes, outros grupos alimentares têm potencial de aumentar a produção de gases, são eles os ovos e as brassicas — gênero ao qual pertencem o brócolis, couve-flor e os aspargos. Carlos também adverte sobre o alto consumo dos derivados do leite, comumente “conhecidos por serem fermentativos”, sinaliza.

Entretanto, mesmo diante dos sintomas e sua possível associação com os grupos acima citados, Elisa Yumi, nutricionista do NASF-IABAS (Núcleo de Apoio à Saúde da Família do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), faz um alerta: “Não se deve necessariamente excluir esses alimentos da alimentação, pois uma restrição alimentar severa sem acompanhamento profissional pode gerar deficiências nutricionais”, orienta. Yumi pondera que a tolerância individual deve ser observada, já que os alimentos que causam cólicas costumam variar de pessoa para pessoa.

Alternativas no preparo

Leguminosas devem ser postas de molho para reduzir as chances de causarem gases Imagem: iStock

Carrieri e Yumi argumentam que mudanças no preparo destes alimentos podem diminuir seu potencial de ocasionar os sintomas.

Para as nutricionistas consultadas na reportagem, no caso das leguminosas um processo que auxilia na redução da formação de gases é a utilização da técnica de remolho, que consiste em deixar os grãos de molho em água de 6 a 12 horas.

“Cerca de 1/3 dos componentes envolvidos na produção de gases podem ser eliminados nesta água de remolho” esclarece Carrieri.

Ela também orienta à troca da água durante o remolho, que também deve ser descartada e não utilizada para a cocção. Yumi acrescenta que o ideal é evitar combinar vários desses alimentos listados na mesma refeição e ponderar na quantidade ao consumi-los.

Alimentos benéficos

Por outro lado, existem alimentos que podem auxiliar no bom funcionamento do intestino e assim ajudar na prevenção a cólicas ou outros sintomas correlacionados.

“Alimentos probióticos como o iogurte, kefir e kombucha contém microorganismos saudáveis que competem com bactérias patogênicas”, explica Yumi.

A nutricionista também relembra que beber água é fundamental para o bom funcionamento intestinal, bem como uma alimentação equilibrada rica em fibras e com poucos alimentos ultraprocessados.

E como dica adicional, Yumi também recomenda os chás de plantas como boldo-alumã, funcho (da mesma planta que a erva-doce) e folhas da alcachofra, reconhecidos por suas propriedades digestivas. Porém, ela também alerta que mesmo chás devem ser usados com parcimônia, pois podem ter efeitos colaterais a depender do organismo e particularidades de cada pessoa.

Carrieri também aponta a importância da mastigação, “uma vez que ela é fundamental para que a digestão adequada ocorra, prevenindo a fermentação de ingredientes que não foram possíveis de digerir e absorver por uma falta de trabalho mecânico durante a mastigação”, observa. A profissional também pondera que uma alimentação saudável deve promover a ocorrência de certa quantidade de gases, o que é natural e esperado devido a um maior conteúdo de fibras consumido.

Por isso, ainda que os grupos de alimentos citados tenham potencial de causar o aumento de gases, seu consumo deve ser evitado apenas quando eles causem quadros de dores ou alterações que comprometam a funcionalidade do organismo. A ocorrência tão somente de gases deve ser encarada como uma reação normal do nosso organismo ao consumo de alimentos saudáveis.

Como aliviar as cólicas?

Imagem: iStock

“Na presença de cólicas intestinais leves deve-se ingerir grande quantidade de líquidos, aumentar ingestão de fibras e diminuir a de alimentos sabidamente fermentativos”, aconselha Carlos.

O médico também orienta que diante de cólicas intensas, pode-se fazer uso de medicações antiespasmódicas, que relaxam a musculatura lisa intestinal.

Além disso, como alternativa não medicamentosa, compressas mornas podem ser usadas para aliviar o desconforto.

No entanto, Martins reflete que o alívio real dos sintomas, assim como a prevenção, são somente possíveis se tivermos o conhecimento da causa. Dentre os cuidados com a alimentação, ela recomenda “evitar excessos” alimentares de qualquer tipo.

E quando a causa não está ligada aos alimentos?

Todos os profissionais de saúde consultados pelo VivaBem foram unânimes em afirmar que diante de uma recorrência de quadros de dor e cólica intestinal é fundamental buscar auxílio médico especializado para que se possa obter um diagnóstico preciso das causas desses sintomas.

Para além das interações e complicações digestivas relacionadas aos alimentos contemplados nesta matéria, as cólicas intestinais também podem representar sinais de intolerâncias e alergias alimentares como intolerância ao glúten, à lactose ou algum outro alimento. Mas também quadros mais graves, relacionados a doenças como: a Síndrome do Intestino Irritável, inflamações resultantes de infecções gastrointestinais, doença de Chron, diverticulite, dentre outras doenças.

Ainda de acordo com Carlos, os sintomas que necessitam de atenção e podem indicar um quadro mais grave podem incluir “febre alta, distensão abdominal, diarreia com sangramento e até mesmo ficar sem evacuar”.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/07/24/colicas-intestinais-entenda-como-alimentacao-pode-influenciar-no-sintoma.htm

O QUE É SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL?

O que pode ser a Dor no Intestino e o que fazer

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio gastrointestinal caracterizado por dor abdominal e alterações do trânsito intestinal, sem que haja qualquer causa orgânica identificável.

A SII é extremamente comum, sendo responsável cerca de 30% de todos os encaminhamentos para os médicos gastroenterologistas.

Apesar de apresentar sinais e sintomas que podem ser bastante incômodos, a síndrome do intestino irritável não provoca inflamações ou lesões no intestino nem aumenta o risco de câncer intestinal.

Apenas um pequeno número de pessoas com esta doença têm sinais e sintomas graves. A maioria dos indivíduos consegue controlar os seus sintomas através de modificações na dieta, no estilo de vida e no controle do estresse.

Causas

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio dos intestinos capaz de provocar quadros dor abdominal, excesso de gases, constipação e/ou diarreia, sem que haja nenhuma anormalidade identificável que justifique a ocorrência de tais sintomas.

A SII é uma doença na qual o intestino não funciona de forma esperada, mas nós ainda não sabemos bem o motivo dessa alteração. Várias pesquisas feitas ao longo do últimos anos têm levantado algumas hipóteses, e o mais provável é que a síndrome do intestino irritável seja provocada por múltiplos fatores.

As paredes dos intestinos são revestidas por camadas de músculos que se contraem e relaxam em ritmo coordenado, de forma a fazer com que os alimentos ingeridos progridam ao longo de todo o trato gastrointestinal. No paciente que tem SII, as contrações podem ser mais intensas e mais prolongadas que o habitual, aumentando a velocidade do trânsito gastrointestinal, o que provoca gases, cólicas e diarreia.

Por outro lado, a SII também pode provocar uma situação inversa, com as contrações intestinais fracas e menos frequentes, o que faz com que o transito intestinal torne-se lento, favorecendo a formação de fezes secas e duras, o que leva à constipação intestinal.

Anormalidades na inervação do trato gastrointestinal também podem desempenhar um papel importante na gênese deste distúrbio, fazendo com que os receptores da dor reajam de forma mais intensa quando o intestino encontra-se cheio de fezes ou gases.

Além disso, o paciente com síndrome do intestino irritável pode queixar-se de uma sensação de aumento dos gases, quando, na verdade, a quantidade de gás produzida pelo seu intestino é semelhante ao de outras pessoas. Na SII, mesmo uma pequena distensão da parede do intestino pode ser um evento bastante incômodo, muito mais do que é para o resto da população.

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio crônico, que dura anos, que costuma alternar fases de agravamentos dos sintomas com fases praticamente assintomáticas. A SII costuma surgir antes dos 35 anos de idade e é 2 a 3 vezes mais comum nas mulheres.

Fatores psicológicos desempenham um importante papel tanto na gênese da doença quanto na exacerbação das crises em muitos pacientes.

Há também relatos de casos de desenvolvimento da SII após uma gastroenterite viral ou bacteriana.

O paciente apresenta um quadro de diarreia infecciosa, cura-se, mas passa a ter de forma recorrente quadros de diarreia compatíveis com a síndrome do intestino irritável.

Sintomas

Os pacientes com síndrome do intestino irritável podem apresentar uma grande variedade de sintomas, que incluem não só queixas gastrointestinais, mas também extra-intestinais. Contudo, são as manifestações intestinais que caracterizam a doença, sendo a dor abdominal, a diarreia e a constipação a tríade de sintomas mais típicos.

A localização e a intensidade da dor, os fatores desencadeantes e de alívio, o padrão de evacuação, o tipo de sintomas extra-intestinais, etc., podem ser bem diferentes de um paciente para o outro, o que pode tornar o diagnóstico da SII um desafio para o médico.

Dor abdominal crônica

A dor abdominal da SII é habitualmente descrita como uma dor tipo cólica, com intensidade variável e exacerbações periódicas. Não há uma localização típica para dor. O local mais comum é a parte inferior do abdômen, especificamente no quadrante inferior esquerdo, porém, o paciente com SII pode se queixar de dor em qualquer ponto do abdômen.

Os episódios agudos de dor podem ser desencadeados por refeições ou estresse, mas em muitos pacientes, o simples ato de evacuar é suficiente para amenizar a dor. Esse padrão de dor desencadeada pela alimentação e aliviada pela evacuação é bem comum, mas não está presente em todos os pacientes.

Como a dor da síndrome do intestino irritável não é muito fácil de ser caracterizada, o mais importante é o médico saber reconhecer quando o quadro de dor NÃO parece ser da SII, mas sim de alguma doença orgânica do trato gastrointestinal.

Por exemplo, dor abdominal associada à perda de peso involuntária ou à perda do apetite de forma relevante não costuma estar presente na SII.

Uma dor aguda, que torna-se progressivamente mais intensa e atrapalha o sono do paciente, também não é habitual.

Da mesma forma, uma dor abdominal associada à febre é um sinal de alerta que fala a favor de infecções gastrointestinais ou situações como uma apendicite ou diverticulite.

Diarreia ou constipação

Um sintoma típico da SII é a alteração dos hábitos intestinais, que pode se apresentar como diarreia, constipação intestinal ou um quadro em que há alternância entre episódios de diarreia e constipação.

Os episódios de diarreia da SII geralmente ocorrem durante o dia, na maioria das vezes na parte da manhã ou após as refeições.

As evacuações diarreicas costumam ser precedidas por cólicas abdominais, que aliviam após o fim da defecação.

O paciente pode ter um quadro de diarreia súbita, com urgência para evacuar e incapacidade de segurar as fezes por muito tempo. Em alguns casos, após a dejeção, o paciente pode ter uma incômoda sensação de evacuação incompleta.

Exceto pela presença de muco nas fezes, queixa que cerca de metade dos pacientes tem, a diarreia da síndrome do intestino irritável costuma ser branda, com poucas evacuações diárias e sem outros sinais de alarme.

Se o paciente apresentar diarreia com sangue, com gotas de gorduras, fezes com cor preta, vômitos ou uma diarreia muito intensa, capaz inclusive de atrapalhar o sono durante a noite, outro diagnóstico que não a SII deve ser considerado, como por exemplo, uma diarreia bacteriana ou viral.

Constipação

Os pacientes com SII podem ter quadros de prisão de ventre que duram de dias a meses, com intervalos curtos de diarreia ou função intestinal normal. Passado o evento agudo, o indivíduo pode permanecer semanas sem alterações relevantes do trânsito intestinal, até que uma nova crise seja desencadeada.

Em alguns pacientes, a constipação apresenta-se como uma dificuldade de formar um bolo fecal volumoso, fazendo com que o paciente evacue em pequenas quantidades e com fezes em formato de bolinhas. Uma sensação de evacuação incompleta, mesmo quando o reto já está vazio, também é comum.

Outros sintomas gastrointestinais

Diarreia, constipação intestinal e dor abdominal são os sintomas gastrointestinais mais típicos da SII, mas não os únicos. Inchaço abdominal, excesso de gases, refluxo gastroesofágico, dificuldade para engolir, saciedade precoce, azia e náuseas também podem ocorrer.

Frequentemente, os pacientes com ISS apresentam também sintomas extra-intestinais, incluindo cólica menstrual, dor durante o ato sexual, aumento da frequência urinária e sintomas da fibromialgia.

Diagnóstico

Como a síndrome do intestino irritável não possui uma causa orgânica identificável, os exames laboratoriais ou de imagem costumam ser completamente normais. Na verdade, a existência de alterações nesses exames é um dado que fala contra o diagnóstico da SII.

Portanto, como não há exames complementares específicos para a SII, o seu diagnóstico precisa ser feito através da avaliação cuidadosa dos sinais e sintomas do paciente.

Para facilitar e padronizar o diagnóstico, um grupo internacional de especialistas criou em 1992 um conjunto de critérios para o diagnóstico da síndrome do intestino irritável, chamado critérios de Roma (não confundir com os critérios de Roma para constipação intestinal). Esses critérios têm sido atualizados ao longo dos anos, e a última publicação de 2006, chamada de “critérios de Roma III para a síndrome do intestino irritável”, é atualmente a mais utilizada.

Segundo os critérios de Roma III, o paciente para ter SII precisa nos últimos 3 meses ter apresentado dor ou desconforto abdominal por pelo menos 3 dias em cada mês MAIS 2 dos 3 seguintes achados:

  • Melhoria da dor abdominal após evacuação.
  • A dor abdominal inicia-se junto com alterações na aparência das fezes.
  • A dor abdominal inicia-se junto com alterações nos hábitos intestinais (i.e. diarreia ou constipação).

Após o estabelecimento do diagnóstico, a SII pode ainda ser classificada em 4 subtipos, de acordo com as características dos sintomas, a saber:

  • Síndrome do intestino irritável com constipação intestinal: fezes endurecidas ou em bolinhas em pelo menos 25% das evacuações / fezes moles ou líquidas em menos de 25% das evacuações.
  • Síndrome do intestino irritável com diarreia: fezes moles ou líquidas em pelo menos 25% das evacuações / fezes endurecidas ou em bolinhas em menos de 5% das evacuações.
  • Síndrome do intestino irritável mista: fezes moles ou líquidas em pelo menos 25% das evacuações / fezes endurecidas ou em bolinhas em pelo menos 25% das evacuações
  • Síndrome do intestino irritável inespecífica: Qualquer padrão que não se encaixe nas 3 definições acima.

Tratamento

Porque as causas da síndrome do intestino irritável ainda são desconhecidas, os tratamentos atuais da doença concentram-se no alívio dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida.

Na maioria dos pacientes com quadros leves de SII, os sinais e sintomas podem ser facilmente controlados com mudanças no estilo de vida e na dieta. É importante que o paciente aprenda a reconhecer que tipos de alimentos desencadeiam a crise, para que possa evitá-los. A redução do estresse também é um fator vital no tratamento, mas isso nem sempre é muito fácil de ser implementado.

Exercício físico regular e ingestão frequente de água, este último principalmente naqueles com SSI com diarreia, também são importantes.

Dicas em relação à dieta para a síndrome do intestino irritável

Pacientes com SII podem ser mais sensíveis a alguns tipos de carboidratos que são fermentados durante o processo de digestão, já que este processo pode levar ao aumento da produção de gases pelas bactérias intestinais. Alguns pacientes também se beneficiam quando restringem alimentos ricos em glúten.

A lista de alimentos que podem desencadear crises de diarreia, distensão ou dor abdominal na síndrome do intestino irritável é bem grande, e nem sempre o que é ruim para um indivíduo tem o mesmo efeito para outro.

O importante é conhecer a lista e tentar detectar quais são os alimentos que no seu caso em particular são menos tolerados.

São eles: refrigerantes, repolho, brócolis, couve-flor, feijão, derivados de leite, cebola, trigo, cevada, centeio, alho-poró, alho, cebolinha, alcachofras, beterraba, erva-doce, ervilhas, chicória, pistache, castanha de caju, lentilhas, grão de bico, maçã, pera, manga, cereja, melancia, aspargos, mel, xarope de milho, damasco, nectarina, pêssego, ameixa, cogumelos e goma de mascar.

Remédios para síndrome do intestino irritável

Nos pacientes com SII moderada a grave, cujos sintomas interferem na qualidade de vida, o tratamento medicamentoso costuma ser necessário. Neste caso, uma consulta com médico gastroenterologista é essencial.

Pacientes nos quais a diarreia é o sintoma predominante, antidiarreicos, como a loperamida (Imosec) podem ser uteis. Se a cólica for o principal sintoma, antiespasmódicos, como a escopolamina (Buscopan) ajudam (leia: BUSCOPAN – Indicações, Como tomar e Efeitos Colaterais). Nos pacientes com prisão de ventre, laxantes costumam ser necessários para regularizar o trânsito intestinal.

Os antidepressivos podem ser úteis nos pacientes com depressão ou elevados níveis de estresse, o que sabemos ser um fator de agravamento dos sintomas da síndrome do intestino irritável.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/sindrome-do-intestino-irritavel/

Conheça as 4 doenças mais comuns do intestino – Blog IPEMED

O que pode ser a Dor no Intestino e o que fazer

Gastroenterologia é a especialidade médica que estuda a fisiologia e patologias não apenas do trato gastrintestinal, mas, também, do pâncreas, vesícula, ductos biliares e do fígado. E entre as principais queixas no consultório médico, estão as doenças do intestino.

Ter uma compreensão atualizada da fisiopatologia e tratamento, a fim de manter a digestão e absorção de nutrientes nos pacientes de forma saudável, é fundamental ao gastroenterologista.

Saiba, a seguir, quais sãos as formas mais comuns de apresentações das doenças intestinais e os tratamentos mais atuais preconizados para cada uma delas.

Principais doenças do intestino

Os principais motivos de consulta médica no gastroenterologista são cólicas, distensão, obstrução, dificuldade de evacuar e diarreia. Esses sintomas são comuns a muitas doenças intestinais e saber diferenciá-las e tratar corretamente de acordo com as recomendações e estudos atuais é fundamental ao gastroenterologista.

As principais patologias que afetam o intestino (tanto delgado quanto grosso) e que frequentemente aparecem no consultório, são:

  • doença de Crohn;
  • síndrome do intestino irritável;
  • retocolite ulcerosa;
  • obstipação.

Vamos falar melhor sobre cada uma delas, tendo uma visão crítica do diagnóstico diferencial e tratamentos atualmente prescritos. Acompanhe a seguir!

Patologia

Trata-se de uma doença inflamatória que se manifesta ao longo de todo o trato gastrintestinal, sendo mais comum na porção distal do intestino delgado e do intestino grosso. Acomete desde a mucosa até as camadas musculares das alças.

Etiologia

É uma doença idiopática, ou seja, sua causa ainda não está bem estabelecida, mesmo nos estudos mais recentes. Pode se manifestar com surtos agudos recorrentes intercalados com períodos longos de remissão.

Quadro clínico

  • estomatite;
  • diarreia frequente (com ou sem muco nas fezes);
  • dor abdominal do tipo cólica;
  • emagrecimento;
  • febre.

É possível também a ocorrência de fístulas. Até 30% dos doentes com Crohn tem manifestações no ânus e região perianal. Outras manifestações extraintestinais podem surgir na pele, articulações, olhos e fígado.

Tratamentos

O tratamento depende da forma de apresentação da doença e da gravidade. Ele é iniciado, em um primeiro momento, sempre com medicamentos e os corticosteroides são as medicações mais utilizadas atualmente.

Várias outras drogas podem ser associadas com o objetivo de fazer regredir a inflamação dos tecidos, como os aminossalicilatos, os fistulectomia, imunossupressores e a terapia biológica (anticorpos monoclonais). No entanto, alguns casos necessitam de intervenção cirúrgica para tratamento de complicações.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da constipação é essencialmente clínico, não necessitando de investigação complementar específica, podendo ser iniciado o tratamento clínico empírico com o aumento da ingestão oral de fibra vegetal e de água (pelo menos 2 litros ao dia). A melhora do quadro clínico com essas medidas e na ausência de outras alterações confirma o diagnóstico.

O paciente deve ainda ser estimulado a praticar atividade física e, em alguns casos selecionados, ter uma abordagem psicoterápica para complementar o tratamento clínico.

Como você pode perceber, é essencial que todo médico conheça e saiba tratar as doenças do intestino, sendo essas queixas frequentes em consultórios e pronto atendimentos. Se manter sempre atualizado é fundamental, sendo a pós-graduação em gastroenterologia uma excelente opção para adquirir conhecimentos na área e estar apto a diagnosticar e tratar os pacientes.

Gostou deste conteúdo? Então, não deixe de conhecer a pós-graduação em Gastroenterologia da IPEMED! Baixe o Manual do Aluno e tire suas dúvidas!

Источник: https://ipemed.com.br/blog/conheca-as-4-doencas-mais-comuns-do-intestino/

Dor abdominal: o que pode ser (e o que fazer)

O que pode ser a Dor no Intestino e o que fazer

A dor abdominal é causada, principalmente, por alterações no intestino, estômago, vesícula, bexiga ou útero. O local onde aparece a dor pode indicar o órgão que está com problemas, como, por exemplo, a dor que surge do lado esquerdo do abdômen, na parte de cima, pode indicar uma úlcera gástrica, enquanto a do lado direito pode indicar problemas no fígado.

Os motivos da dor variam desde situações simples, como excesso de gases, até mais complicadas, como apendicite ou cálculo renal. Assim, havendo uma dor abdominal muito intensa ou que dura mais que 24h ou que é acompanhada de outros sintomas, como febre, vômitos persistentes e sangue nas fezes ou urina, deve-se ir ao pronto-socorro ou consultar o clínico geral.

Principais causas de dor abdominal

De acordo com o local onde surge a dor, as principais causas são:

Local da Barriga

(Número correspondente à região indicada na imagem)

Lado direitoMeioLado esquerdo
123

Pedra ou inflamação na vesícula;

Doenças do fígado;

Problemas no pulmão direito;

Excesso de gases.

Refluxo;

Má digestão;

Úlcera gástrica;

Gastrite;

Inflamação na vesícula;

Infarto.

Gastrite;

Úlcera gástrica;

Diverticulite;

Problemas no pulmão esquerdo;

Excesso de gases.

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Inflamação no intestino;

Excesso de gases;

Inflamação na vesícula;

Cólica renal;

Problemas na coluna.

Úlcera gástrica;

Pancreatite;

Gastroenterite;

Inicio de apendicite;

Prisão de ventre.

Gastrite;

Inflamação intestinal;

Excesso de gases;

Doença no baço;

Cólica renal;

Problemas na coluna.

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Excesso de gases;

Apendicite;

Inflamação intestinal;

Cisto no ovário.

Cólica menstrual;

Cistite ou infecção urinária;

Diarréia ou prisão de ventre;

Cólon irritável;

Problemas na bexiga.

Inflamação intestinal;

Excesso de gases;

Hérnia inguinal;

Cisto no ovário.

Esta regra serve para as principais causas de dor na barriga, mas existem problemas abdominais que causam dor em mais de um local, como a dor causada por gases, ou que se manifestam em locais distantes do órgão, como no caso da inflamação da vesícula, por exemplo.

Entenda melhor quando a dor abdominal pode ser apenas sintoma de gases.

A dor abdominal persistente ou crônica, que dura mais de 3 meses, geralmente, é causada por refluxo, intolerâncias alimentares, doença inflamatória do intestino, pancreatite, vermes intestinais ou até câncer, e podem ser mais difíceis de identificar.

Tipos de dor abdominal

A forma como a dor se manifesta também pode ajudar a encontrar a sua causa, como por exemplo:

  • Dor em queimação: as dores que surgem no estômago devido a gastrite, úlcera e refluxo, geralmente, aparecem com a sensação de queimação ou ardor nesta região.
  • Dor tipo cólica: problemas no intestino, como diarreia ou prisão de ventre, e também da vesícula podem se manifestar como cólicas. Também aparecem nas dores causadas no útero, como as cólicas menstruais.
  • Pontada ou agulhada: dor causada por excesso de gases, ou por inflamações no abdômen, como apendicite ou inflamação intestinal. Veja outros sinais de apendicite.

Existem ainda outros tipos de dor abdominal, como sensação de estar cheio ou inchado, dores tipo aperto ou sensação inespecífica de dor, quando a pessoa não sabe identificar bem como surge a dor.

Nestes casos, normalmente, a causa só é identificada após exames diagnósticos como ultrassom e exames de sangue ou através do histórico pessoal, feitos pelo clínico geral ou gastroenterologista.

Quando pode ser grave

Existem sinais de alarme que, quando aparecem em conjunto com a dor, podem indicar doenças preocupantes, como inflamações ou infecções graves, e na presença de algum deles, é orientado procurar atendimento em pronto-socorro. Alguns exemplos são:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Vômitos persistentes ou com sangue;
  • Sangramento nas fezes;
  • Dor intensa que faz acordar no meio da noite;
  • Diarreia com mais de 10 episódios por dia;
  • Perda de peso;
  • Presença de apatia ou palidez;
  • Dor que aparece após queda ou pancada.

Um sintoma que merece atenção especial é a dor na região do estômago, em queimação, pois pode indicar infarto, por isto, se esta dor vier acompanhada de falta de ar, suor frio, dor no peito ou que irradia para os braços, deve-se procurar atendimento imediato em pronto socorro.

Saiba como identificar corretamente um infarto.

O tratamento da dor na barriga depende da sua causa e sua localização. Assim, o clínico geral, ou o gastroenterologista, indica o tratamento mais adequado após realização de exames físicos, de sangue e, se necessário, ultrassom abdominal. Alguns dos remédios mais usados para tratar problemas leves são:

  • Antiácidos, como Omeprazol ou Ranitidina: utilizados em casos de dor na região do estômago causado por má-digestão, refluxo ou gastrite;
  • Anti-flatulentos ou antiespasmódicos, como a dimeticona ou Buscopan: aliviam a dor causada por excesso de gases ou diarreia;
  • Laxantes, como lactulose ou óleo mineral: aceleram o ritmo intestinal para tratar a prisão de ventre;
  • Antibióticos, como amoxicilina ou penicilina: são usados para tratar infecções na bexiga ou no estômago, por exemplo.

Nos casos mais graves, em que existe infecção ou inflamação de um órgão, como acontece na apendicite ou na inflamação da vesícula, pode ser recomendado fazer cirurgia para retirar o órgão afetado.

Confira ainda alguns remédios caseiros para tratar as principais causas de dor na barriga.

Além do uso destes medicamentos, em alguns casos, o médico pode ainda recomendar fazer alterações na dieta, como evitar frituras e refrigerantes, assim como ingerir menos alimentos flatulentos como feijão, grão de bico, lentilha ou ovos, já que a dieta é uma das principais causas de dor abdominal, uma vez que pode aumentar a produção de gases. Confira no vídeo a seguir o que comer para acabar com os gases:

Dor abdominal na gravidez

A dor abdominal na gravidez é um sintoma frequente que surge devido às alterações do útero da mulher e à prisão de ventre, característica desta fase.

No entanto, quando a dor piora ao longo do tempo ou é acompanhada por outros sintomas, como sangramentos, pode indicar problemas mais sérios, como gravidez ectópica ou aborto, e nestes casos, deve-se consultar o obstetra o mais rápido possível.

Além disso, a dor abdominal no final da gravidez também é normal e, geralmente, está relacionada ao estiramento dos músculos, ligamentos e tendões devido ao crescimento da barriga e, por isso, a grávida deve repousar várias vezes durante o dia.

Источник: https://www.tuasaude.com/dor-abdominal/

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