O que pode ser a queimação nos pés e como tratar

Eritromelalgia

O que pode ser a queimação nos pés e como tratar

         A eritromelalgia é uma alteração vascular periférica que se manifesta como uma sensação dolorosa, em geral queimação em pés e mãos, acompanhada de eritema, palidez ou cianose. Edema e aumento da temperatura local também podem acompanhar o seu aparecimento, o qual se em crises.

Pode ser um fenômeno isolado, mas costuma ocorrer como uma manifestação de outras doenças, em particular a policitemia vera. A primeira descrição foi feita em 1878 por Mitchel e, por esse motivo, foi por muito tempo denominada doença de Mitchel.

Ele descreveu a tríade característica desta doença: hipertermia paroxística de extremidades com eritema, dor em queimação intensa e aumento da temperatura cutânea.

         A incidência e a prevalência de eritromelalgia nos Estados Unidos não são bem determinadas, mas um estudo demonstrou, na população norueguesa, uma incidência de 0,25/100.000 e uma prevalência de 2/100.000.

         A eritromelalgia pode ser primária ou secundária.

Os casos primários podem ter início espontâneo em qualquer idade e podem ser subdivididos em familiar (herança autossômica dominante), esporádicos e de início juvenil (antes dos 20 anos, frequentemente antes dos 10 anos) ou adulto. A eritromelalgia familiar de início juvenil está associada a mutações no gene SCN9A que codifica um canal de sódio voltagem-dependente.

         A eritromelalgia secundária, por sua vez, está associada a muitas patologias, embora sua associação clássica seja com a policitemia vera, mas também existem descrições com trombocitose, outras policitemias, neuropatias e doenças autoimunes. As principais causas são especificadas na Tabela 1.

Tabela 1. Causas de eritromelalgia secundária

Doenças hematológicas
Policitemia, trombocitose
Leucemia, leucemia mieloide crônica, em particular
Esferocitose hereditária
Anemia perniciosa
Púrpura trombocitopênica trombótica
Alterações cardiovasculares
Aterosclerose
Hipertensão
Insuficiência venosa
Causas embólicas
Ateroembolismo por cristais de colesterol
Distúrbios metabólicos
Diabetes melito
Hipercolesterolemia
Gota
Alterações de tecidos conectivos
Artrite reumatoide
Lúpus eritematoso sistêmico
Doença mista do tecido conectivo
Síndroma de Sjögren
Vasculite
Causas infecciosas
Aids
Infecções bacterianas recorrentes
Infecções virais
Sífilis
Distúrbios osteomusculares
Lombalgia com ciatalgia
Síndrome do túnel do carpo, peritendinite
Trauma ou cirurgia em mãos
Trauma de pescoço ou em outras regiões
Distúrbios neurológicos
Neuropatias
Esclerose múltipla
Doença medulares
Induzida por drogas
Iodeto de injeção de contraste
Vacinas: gripe, hepatite
Medicações orais: nifedipina, felodipina, nicardipina, bromocriptina, norefedrina, pergolida, ticlopidina
Outras condições
Carcinoma: abdominal, colônico, timoma, astrocitoma
Frostbite
Transtorno de conversão
Envenenamento por mercúrio

         Ao contrário do fenômeno de Raynaud, os pacientes com eritromelalgia primária normalmente não desenvolvem doenças autoimunes em anos subsequentes. Ainda assim, seu curso é tipicamente crônico e está associado a diminuição da qualidade de vida e morbidade considerável.

         O início da eritromelalgia pode ser gradual, com alguns casos em que permanece leve e inalterado por décadas; por outro lado, pode ter início agudo e se tornar incapacitante em semanas.

Manifestações clínicas

         A eritromelalgia é caracterizada por dor em queimação intensa, eritema marcado e temperatura da pele aumentada. A maioria dos pacientes experimentam eritromelalgia nos pés, mas as mãos podem ser os locais primários. As orelhas são outro local frequentemente acometido. O estudo de Davis et al. revelou que os pés são acometidos em mais de 88% dos casos.

         O acometimento é tipicamente bilateral, mas pode ser unilateral, sobretudo em casos secundários. Em casos graves, pode disseminar para os membros inferiores e superiores em maior extensão ou para a face e orelhas, em geral de forma bilateral.

         Em casos leves, os sintomas só aparecem em situações específicas como exposição ao calor. Os sintomas podem ser aliviados com exposição ao frio e elevação dos membros.

A sensação de queimação ocorre normalmente no final do dia e continua até a noite, prejudicando o sono. Em casos graves, pode precisar manter os membros inferiores elevados a maior parte do dia para obter alívio.

Alguns pacientes queixam-se de parestesias e pode ocorrer neuropatia sensitivo-dolorosa.

         Uma das manifestações características é a intolerância ao calor e alívio com o frio. A exposição ao calor, como já pontuado, pode iniciar o quadro de queimação ou aumentar a sua gravidade. Pacientes descrevem que seus sintomas iniciam em determinadas temperaturas, com variação interindividual considerável.

         O alívio da dor com imersão em água gelada é tão comum que é considerado por alguns autores como patognomônico. Aparelhos de ar-condicionado ou uso de ventiladores comuns nas áreas afetadas também levam a alívio. Em casos graves, o excesso de imersões em água de gelada pode levar a complicações como maceração da pele, úlceras cutâneas, infecções, necrose e amputações.

         A eritromelalgia pode afetar muito o funcionamento normal e a qualidade de vida dos pacientes.

Muitas vezes, é necessário evitar temperaturas maiores, mudar para climas mais amenos e limitar as atividades a locais frescos ou com ar-condicionado. Muitos pacientes não podem usar meias ou sapatos fechados, mesmo no inverno.

Em casos graves, a sensação de queimação se torna contínua e pouco tolerável, o que atrapalha o trabalho e o funcionamento social.

         Algumas semelhanças com o fenômeno de Raynaud existem, como o desconforto inicial que ocorre com o aquecimento das mãos e a hiperemia reativa, mas pode ser diferenciado sem maiores problemas.

         Semelhante ao que ocorre no fenômeno de Raynaud, a vasoconstrição precede a hiperemia reativa e existe considerável variação na temperatura externa do membro durante o dia.

         A perfusão periférica é adequada, mas, em alguns casos, pode ocorrer hipóxia local, mesmo com a hiperemia associada.

         Não existem testes confirmatórios apropriados para o diagnóstico e é necessária uma boa história para confirmação. A imersão de pés ou mãos em água quente pode reproduzir os sintomas, facilitando o diagnóstico.

         A eritromelalgia primária deve ser diferenciada da secundária. Em todos os casos novos, as causas subjacentes devem ser procuradas com investigação de policitemia ou trombocitose.

Diagnóstico diferencial

         Inclui síndromes de dor regional complexa como a distrofia simpático-reflexa, que também está associada a aumento de temperatura, eritema e dor em queimação. É importante lembrar que a maioria dos casos da distrofia simpático-reflexa é secundária a trauma, embora existam descrições de aparecimento espontâneo.

         As parestesias dolorosas da eritromelalgia podem confundir-se com neuropatias porque, por vezes, a dor precede o eritema por meses, o que dificulta o diagnóstico.

         Os sintomas da menopausa e as reações a medicamentos podem produzir rubor ou sensações de calor intenso, mas não causam a hiperemia específica e a dor localizada e profunda da eritromelalgia.

Tratamento

         Terapias com biofeedback, relaxamento e hipnose são relatadas com benefícios tanto para casos primários como secundários, mas a evidência se baseia apenas em relatos de casos.

         O tratamento tópico padrão com creme de capsaicina pode diminuir a dor, mas pode causar piora paradoxal, portanto, devem ser usados com cuidado.

         As medicações orais são as mais utilizadas para o tratamento e são relatados benefícios com propranolol (10 mg 3 vezes/dia), clonazepam, cipro-heptadina, metisergida e piroxicam, mas, na maioria dos casos, este benefício é limitado.

         O uso de aspirina é extremamente benéfico para pacientes com eritromelalgia secundária a policitemias, trombocitoses e discrasias sanguíneas; infelizmente, este benefício é pequeno em pacientes com a forma primária da doença.

         Os inibidores da recaptação da serotonina, como venlafaxina (18,75 a 75 mg 2 vezes/dia) e sertralina (25 a 200 mg/dia), foram benéficos em alguns estudos, mas remissões completas não foram alcançadas. Melhora também tem sido relatada com paroxetina, fluoxetina e tramadol. Alguns pacientes são bastante sensíveis a estes medicamentos e necessitam de doses muito baixas inicialmente.

         Os antidepressivos tricíclicos têm relatos de casos com benefícios, mas não devem ser usados de rotina nestes pacientes.

         O uso da gabapentina (400 a 3.600 mg/dia) reduz a dor, mas não existem descrições de remissão da doença com a medicação.

         O uso de bloqueadores dos canais de cálcio pode ser benéfico, pois diminuem a vasoconstrição periférica, mas, paradoxalmente, existem descrições de aparecimento de eritromelalgia com seu uso. O uso de misoprostol pode melhorar o fluxo sanguíneo, mas remissões são raras.

         O uso de combinações destas medicações pode ter benefício adicional, mas existe pouca evidência na literatura sobre este uso.

         Existem ainda descrições de uso lidocaína endovenosa e, posteriormente, mexiletina oral. Devem-se considerar os efeitos adversos potenciais destas medicações antes de serem administradas. Existem também descrições com uso de prostaglandinas endovenosas, mas o benefício também parece limitado.

Infusões de prostaglandina

         As realizações de bloqueios simpáticos e epidurais podem ter benefício, assim como simpatectomia, mas também existe pouca experiência documentada com estas terapias.

         Assim, a aspirina em casos secundários, como na policitemia, a gabapentina e a venlaflaxina parecem ser as alternativas de melhor resultado nesses pacientes.

Bibliografia recomendada

1.    Cohen J. Erytromelalgia: new theories and therapies. Journal of the American Academy of Dermatology. 2000; 43(5).

2.    Albuquerque LG et al. eritromelalgia primária – relato de caso. An Bras Dermatol 2011; 86(1).

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5395/eritromelalgia.htm

4 perguntas e respostas sobre queimação nos pés – Blog Meu Pé de Conforto

O que pode ser a queimação nos pés e como tratar

Postado em 01/10/2018

Se você ainda não ouviu falar sobre queimação nos pés, saiba que esse é um problema comum para muitas pessoas. Apesar de inicialmente não ser uma questão tão preocupante, é bom ficar atento para que ela não se agrave.

Além do mais, identificar as causas e começar o tratamento é fundamental para que o incômodo pare de persistir — afinal, preservar a saúde dos nossos pés garante maior qualidade de vida.

Quer saber mais sobre o tema? Então continue a leitura e desvende as principais perguntas sobre ele.

1. O que causa queimação nos pés?

A sensação é realmente de que os pés estão pegando fogo, sendo que muitas vezes esse desconforto também passa para as pernas. Normalmente, a pessoa só começa a perceber a queimação nas solas quando a situação fica constante e cada vez mais dolorida.

Logo, o mais importante é procurar um especialista para entender as razões dessa ocorrência. Dentre as mais comuns temos:

  • infecções: a ação de bactérias e vírus pode inflamar os nervos periféricos e ocasionar a queimação;
  • má circulação: a falta de circulação de sangue na parte inferior do corpo é capaz de gerar diversos sintomas como esse;
  • fasciste plantar: é a inflamação da fáscia (tecido presente na sola do pé);
  • diabetes: uma das complicações da doença é diminuir o fluxo de oxigênio que vai para os nervos, impactando os pés;
  • alterações hormonais: certas disfunções podem resultar nesse sintoma, principalmente em mulheres no período menstrual ou na menopausa.
  • uso de sapatos inadequados: se o conforto não é uma característica do calçado, há grande risco de comprometer a circulação, causar machucados, dores e queimação.

2. Quais são os riscos para a saúde?

A maior ameaça ocorre quando essa situação se torna constante e a pessoa não procura nenhum tipo de ajuda para solucioná-la, posto que há inúmeros riscos envolvidos que só podem ser identificados de acordo com a sua motivação.

Por exemplo, em alguns casos há comprometimento das artérias e é necessário fazer até uma intervenção cirúrgica. Em outros, os pacientes acabam perdendo a sensibilidade da região dos pés com o passar do tempo.

Se o quadro for de diabetes, os perigos dessa doença serão potencializados. Ou seja, cada caso é um caso, o que não pode acontecer é deixar que essa sensação se estenda por muito tempo sem tentar resolver o problema.

3. Quando devo me preocupar com o problema?

A partir do momento que você identificar que ele faz parte da sua rotina. Na verdade, após um dia muito cansativo é até “normal” sentir os pés queimando, mas nada que um banho relaxante e um pouco de descanso não resolvam.

Há outros fatores que dificultam a circulação, como obesidade, sedentarismo, tabagismo, calor excessivo, roupas e sapatos apertados, entre outros. Então a pessoa começa a notar esse tipo de incômodo especialmente pela noite, quando já teve um dia agitado.

Acontece que o sintoma pode se tornar persistente e progressivo, indicando que o caso merece maior atenção. Portanto, o ideal é sempre procurar um médico (a princípio, um clínico geral ou ortopedista) para prevenir algo mais grave.

4. Como é o tratamento dessa doença?

Como cada paciente pode apresentar uma causa diferente, é difícil definir um tratamento que se aplique a todos os contextos.

No caso da diabetes, provavelmente o controle da glicemia precisa ser revisto, inclusive com a prescrição de medicamentos para normalizar os sintomas e uma dieta personalizada.

Se a raiz do problema for a obesidade, um acompanhamento nutricional e endocrinológico são essenciais para ter um bom resultado. Para os casos de má circulação, é indicado procurar um profissional vascular para que ele inicie o melhor tratamento.

Enfim, a análise do médico é primordial para identificar a razão e orientar sobre as soluções possíveis. Para completar, vale seguir algumas dicas que contribuem para o bem-estar de todos:

  • dê prioridade para calçados confortáveis;
  • fique atento à sua pisada;
  • mantenha os pés elevados sempre que possível;
  • evite ficar em uma mesma posição por muito tempo;
  • faça exercícios físicos regularmente; e
  • beba bastante água.

Gostou de saber mais sobre queimação nos pés? Se ainda restou alguma dúvida ou você quer compartilhar sua experiência sobre o assunto, deixe o seu comentário!

Источник: https://doctorshoes.com.br/blog/calcados/4-perguntas-e-respostas-sobre-queimacao-nos-pes/

Pés saudáveis? Veja 12 problemas que afetam a região e como preveni-los

O que pode ser a queimação nos pés e como tratar

Quantas vezes você olhou para os seus pés com atenção ultimamente? Apesar de serem responsáveis pela sustentação do corpo e locomoção, esses membros costumam ser negligenciados. É provável que eles só chamem a atenção quando há algo errado, seja na aparência ou por apresentarem dor ou desconforto.

Formados por ossos, articulações, músculos, tendões e ligamentos, os pés estão expostos constantemente ao uso de sapatos inadequados e em contato com o ambiente externo. Por isso, frequentemente apresentam problemas de saúde específicos que causam dores, inflamações, lesões e alterações na pele ou unhas. Algumas doenças são sérias e podem afetar até mesmo a mobilidade.

Veja lista de quais são os problemas mais comuns nos pés e o que pode ser feito em cada situação.

1. Joanete

Imagem: Fernanda Garcia/VivaBem

Sapato apertado, com salto e bico fino são desconfortáveis e ainda podem causar joanete nas mulheres, em alguns casos.

Esse problema de saúde, conhecido como hálux valgo pelos médicos, trata-se de uma saliência óssea na lateral do pé, próximo a articulação na base do dedão.

A pele da região pode ficar vermelha, dolorida e apresentar deformidade no primeiro dedo. É menos frequente em homens, mas também pode ocorrer.

Em alguns casos, proporciona um desvio do eixo do tornozelo, o que gera instabilidade. O formato do pé contribui com o surgimento da joanete, além da artrite, ou seja, inflamações nas articulações. Vale destacar que também aparece no quinto dedo devido à pressão do calçado.

O que pode ser feito: é importante se atentar para o sapato escolhido —ele deve ser adequado para o formato do pé, não apertando ou pressionando demais. Palmilhas ou protetores ortopédicos podem ser indicados, além de medicamentos e bolsa de gelo. São raros os casos que exigem cirurgia, que costuma ser pouco invasiva.

2. Fascite plantar

A condição se caracteriza por uma dor intensa na planta do pé —ardências, fisgadas ou queimação. É um processo inflamatório na sola do pé, conhecida como fáscia plantar, que é responsável pela estabilidade do corpo. A dor costuma ser intensa após períodos de repouso.

Ocorre por um encurtamento da região, alguma lesão, movimento repetitivo no trabalho ou em esportistas. Também acontece por causa de atrofias musculares, diminuição da gordura da região e infecções.

O que pode ser feito: o tratamento consiste em fisioterapia para melhora da mobilidade e tratamento com anti-inflamatório e analgésicos. Podem também ser prescritas massagens terapêuticas e uso de palmilhas específicas. A cirurgia para aliviar os sintomas ocorre em poucos casos.

3. Neuroma de Morton

Apesar do nome complicado, o problema de saúde é um tipo de nódulo benigno localizado entre o terceiro e quarto dedo. Essa condição acarreta espessamento ou aumento do volume do nervo, o que gera formigamento e queimação na região da planta do pé. Acontece por conta de traumas, sapatos de bico fino e alterações anatômicas. É mais comum em mulheres que usam salto alto e em corredores.

O que pode ser feito: mudanças nos calçados, uso de palmilhas e de algumas medicações que melhoram o desconforto. Em último caso, é indicado tratamento cirúrgico do neuroma.

4. Esporão do calcanhar

É um crescimento ósseo na parte inferior do calcanhar, como se fosse um caroço na sola do pé. Esse problema é identificado na radiografia quando aparece uma calcificação no começo da fáscia em formato bicudo de esporão.

É bastante comum que seja confundido com fascite plantar, mas geralmente os esporões não geram dor e surgem após essa inflamação na planta do pé.

É mais frequente em pessoas com mais de 40 anos, obesas, com pés chatos (planos) e em quem tem artrite ou gota.

O que pode ser feito: além de medicamentos, são indicadas palmilhas ortopédicas para amortecer o impacto das pisadas. Fisioterapia e massagens também são eficazes. Já as cirurgias para resolver o problema são mais raras e recomendadas só em casos graves.

5. Neuropatia diabética

Imagem: Getty Images

Quem tem diabetes precisa ter um cuidado especial com as extremidades do corpo. Essas pessoas podem ter alterações vasculares que comprometem os pés e levam a complicações sérias como amputações.

Uma doença comum nesses quadros é a neuropatia diabética, que consiste na perda da função dos nervos do pé. Sendo assim, há menor sensibilidade, o que aumenta o risco de lesionar o pé, feridas e infecções. Entre os sintomas, destacam-se dificuldade de coordenação, dormência ou sensação de queimação nos pés e inchaços.

O que pode ser feito: medicamentos são usados para diminuir a dor. O ideal é manter os níveis de açúcar no sangue controlado e realizar consultas médicas periódicas para controlar a diabetes.

6. Rachaduras

Outro problema é a rachadura no pé, principalmente nos calcanhares. São fissuras na pele que geram desconfortos e, em alguns casos, dor. É raro, mas algumas pessoas podem ter inchaços, sangramentos e vermelhidão na região. Ocorre devido ao ressecamento excessivo da pele e pressão do próprio corpo no pé.

O que pode ser feito: o ideal é hidratar os pés com cremes diariamente e evitar lixá-los para prevenir novas fissuras. Os especialistas indicam cremes específicos que ajudam na cicatrização. É importante controlar o peso e usar sapatos fechados com sola acolchoada para evitar atrito e não deixar o pé por muito tempo abafado.

7. Micose

Imagem: iStock

Conhecido também como frieiras ou “pé de atleta”, esse problema é causado por fungos e atinge a pele entre os dedos. Esses parasitas podem ser encontrados em quase qualquer tipo de solo —desde o banheiro das casas até a areia da praia. Mas as micoses só se manifestam quando os pés sofrem com excesso de calor e umidade.

Por isso, é comum surgir em quem tem sudorese excessiva ou não seca o local corretamente após o banho. Isso porque os fungos necessitam de calor e umidade para se proliferarem e infectarem a superfície de pés e unhas.

Vale ressaltar que algumas pessoas apresentam uma maior predisposição genética ao seu desenvolvimento. As micoses também atingem as solas dos pés e unhas. Os sintomas mais comuns são pele rachada ou seca entre os dedos dos pés, odor desagradável, queimação, fissuras e dor. Causa também descolamento da unha, geralmente na ponta, coloração amarelada, marrom, branca ou escurecida.

O que pode ser feito: os especialistas indicam medicamentos locais como cremes ou sprays antifúngicos, medicações orais e lasers em casos específicos.

Para evitar o problema é importante tomar medidas básicas de higiene como lavar os pés regularmente com sabão e secar adequadamente.

Também é recomendado usar chinelos em locais públicos e trocar de meias com frequência para evitar a umidade.

8. Unha encravada

Conhecida cientificamente como onicocriptose, esse problema ocorre quando a borda da unha cresce para dentro da pele do dedo, gerando inflamação, dor, vermelhidão e inchaço na região.

É mais frequente no dedão do pé e as pessoas idosas são mais atingidas, uma vez que a unha engrossa com a idade e dificulta os cuidados adequados.

Em alguns casos, aparece pus e dor insuportável levando a pessoa a um dermatologista.

O que pode ser feito: evite o corte dos cantos, deixando a unha reta. Não use palitos e alicates para cutucar, retire somente o excesso da pele dos cantos com cautela.

Vale ressaltar que é bastante arriscado usar materiais de manicure sem esterilização. O médico prescreve cremes e, em casos mais graves, indica-se uma cirurgia simples com anestesia local.

Mas, na maioria das vezes, não há necessidade de retirar a unha, apenas remover a carne esponjosa que se forma na região para aliviar o desconforto.

9. Bolhas

Imagem: iStock

Quem nunca usou um sapato pela primeira vez e teve bolhas nos pés? Essa situação ocorre com o atrito da pele e o calçado apertado. Surgem assim esses bolsões de pele que contêm um líquido claro, são dolorosos e que podem dificultar a caminhada. O problema costuma passar sem precisar de ajuda médica.

O que pode ser feito: não estoure a bolha! Essa é a primeira recomendação dos especialistas, pois isso piora a situação e machuca ainda mais a região.

O ideal é deixar a pele descansar e evitar sapatos apertados para aliviar o atrito. Se estiver muito dolorida, procure um médico para averiguar se há alguma inflamação.

Nesses casos, são indicadas pomadas específicas para o problema.

10. Verrugas plantares

Conhecidas popularmente como “olho de peixe”, elas são causadas pelo HPV (papiloma vírus humano). O contágio ocorre pelo contato direto com pessoas ou objetos contaminados e pés machucados ou com rachaduras. Essas verrugas aparecem na sola do pé e são lesões dolorosas que podem ser confundidas com calos.

São benignas, mas muito incômodas, pois trazem desconforto pela aparência e pela dor. Podem ficar inalteradas por muitos anos ou se desenvolverem rapidamente. A cor é semelhante a da pele com manchas pretas no centro.

O que pode ser feito: o tratamento é realizado com cauterizações para “queimar” a verruga e uso de medicamentos e cremes em casa. Ter o cuidado de usar calçados em ambientes públicos como piscinas e vestiários ajuda a evitar a contaminação. Importante não manipular a verruga em casa para que não se espalhe para outras regiões do corpo.

11. Calos

Imagem: Istock/Getty Images

Esse problema aparece por trauma repetido em determinado ponto de apoio do pé. Os calos são uma reação da pele a agressões externas, por isso surgem camadas de pele endurecidas e espessas. Isso ocorre pelo uso de sapatos apertados, por algum distúrbio ortopédico ou por má distribuição do peso. É mais comum no calcanhar ou na ponta do pé e geralmente são indolores.

O que pode ser feito: para evitar os calos é necessário escolher sapatos adequados ao tamanho dos pés, evitar aqueles com solados muito finos que não absorvem a pressão do peso na sola e corrigir distúrbios ortopédicos que causem problemas para caminhar. Precisa de tratamento apenas em casos mais graves e quando causam muita dor. A cirurgia raramente é necessária.

12. Gota

Essa doença inflamatória é um tipo de artrite que ocorre devido ao aumento do ácido úrico nos tecidos e articulações. Pode afetar o dedão do pé e gerar dor, inchaço, vermelhidão e, em alguns casos, protuberâncias. Esse problema é mais comum em homens com idade entre 40 e 50 anos e com sobrepeso. Já as mulheres podem desenvolver gota após a menopausa, mas é bem menos frequente.

O que pode ser feito: evite fatores que desencadeiam crises de gota, tais como consumir alguns alimentos como bebidas alcoólicas, frutos do mar, sardinha e carne vermelha em excesso.

Também é preciso aumentar a ingestão hídrica e fazer o acompanhamento com o médico regularmente.

O tratamento cirúrgico só é indicado quando há uma grande deformidade nas articulações do pé ou em casos de destruição óssea.

Cuidados essenciais com os pés

Com ações simples do dia a dia é possível evitar muitos problemas nos pés. Veja algumas dicas:

  • Manter a higiene das unhas: cortar de maneira transversal e preservar os cantinhos que não devem ser retirados;
  • Hidratação diária, principalmente na região dos calcanhares;
  • Lavar os pés com sabão dando atenção para os dedos e secar bem;
  • Usar sapatos confortáveis e que não apertem as pontas dos dedos;
  • Evitar retirada das cutículas, que só devem ser feitas caso exista excesso de pele no local;
  • Pessoas que tenham dificuldade para alcançar os pés para secá-los podem utilizar um secador de cabelos com ar frio;
  • Ao perceber qualquer alteração, buscar ajuda profissional: dermatologista em problemas de pele e ortopedista para doenças ósseas ou dificuldade para caminhar.

Fontes: Alexandre Leme, ortopedista e professor do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da USP (Universidade de São Paulo); Nemi Sabeh Júnior, ortopedista do Hospital Sírio-Libanês (SP); Fábio Nicolau, ortopedista e professor de medicina da Unisa (Universidade Santo Amaro); Paula Silva Ferreira, dermatologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); e Camila Hoffman, dermatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP). Revisão técnica: Fábio Nicolau e Camila Hoffman.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/08/13/pes-saudaveis-veja-12-problemas-que-afetam-a-regiao-e-como-preveni-los.htm

Dor, dormência e Queimação nas Pernas e Pés | Clínica Alecrim

O que pode ser a queimação nos pés e como tratar

Uma queixa frequente de pessoas que buscam a médica Jerusa Alecrim é a dormência e queimação nas pernas e pés. Muitos têm a impressão de estar calçando uma “botinha indesejável” que não lhes abandona o dia todo e não lhes deixa dormir. No inverno então, essas pessoas não conseguem cobrir os pés.

Com o tempo esses sintomas geram muita ansiedade e alguns pacientes chegam a se deprimir.

Essa sensação de queimação é chamada pela medicina de dor neuropática. Algumas vezes a queimação vem acompanhada de fisgadas intensas, choques tanto nas pernas e nos pés.

Quando afeta vários nervos, esses sintomas ficam mais disseminados em ambos os pés e/ou mãos, a esse quadro, a medicina denomina polineuropatia periférica.

Esses sintomas tipo dor/queimação/dormência/pontada/fisgada/sensação de choque ocorrem quando o sistema nervoso está lesionado na sua estrutura.

Estudos recentes apontam mais de cem possíveis causas de polineuropatias periféricas.

Destacam-se como causas a diabetes, a pré-diabetes (aumento da glicose no sangue), o consumo de bebidas alcoólicas, as lesões geradas no sistema nervoso por tratamentos de câncer (quimioterapia) e o uso crônico de alguns medicamentos dentre eles alguns usados para o controle do nível de colesterol.

Outras causas: lesões de nervos por trauma, algumas infecções, transtornos da tireoide, doenças inflamatórias intestinais, causas genéticas, nutricionais e ambientais (agrotóxicos e metais pesados).As pessoas idosas costumam ser as mais afetadas.

Embora seja frequente, este distúrbio é pouco diagnosticado e muitas vezes não devidamente tratado. Provoca muito sofrimento e compromete a qualidade de vida do paciente. Gera incapacidade física e impacto socioeconômico, pois os pacientes acabam se ausentando do trabalho, têm menor produtividade e evitam os eventos sociais devido ao quadro doloroso.

Encontrar sapatos que não lhes provoquem desconforto fica cada dia mais difícil. Com a evolução do problema, muitos passam a apresentar alterações do sono, depressão e quadro de ansiedade. As coisas “perdem sua graça”.

A queimação lhes impede de dormir ou os acorda no meio da madrugada. Pelas noites e nos momentos mais críticos durante o dia, alguns colocam os pés embaixo d’água ou os envolvem em gelo. O alívio vem, mas é passageiro.

Tratamentos “tradicionais”

Os medicamentos disponíveis para tratar esse problema (amitriptilina, gabapentina, pregabalina, carbamazepina) costumam aliviar a sensação de queimação, porém são raros os casos em que a resposta seja satisfatória.

A literatura científica relata muito bem isso! Muitas pessoas abandonam o tratamento porque não tolerarem os efeitos adversos dos medicamentos. Também não assimilam a ideia de que terão que consumir esses remédios por tanto tempo ou pelo resto da vida.

Então, eles acabam migrando de médico em médico com a esperança de algum “doutor” possa lhe dar uma pílula que solucione essa queimação que lhes consome a alegria de viver.

Ouvem com frequência de seus médicos que eles devem se acostumar ao problema, pois não tem solução. Até pouco tempo, na medicina, acreditava-se que o sistema nervoso uma vez lesionado, não se recuperava.

Avanços recentes na neurociência têm demonstrado que as técnicas de neuromodulação com estímulos elétricos são o melhor caminho para o tratamento dos pacientes com neuropatias periféricas e polineuropatias.

Os resultados em pacientes com polineuropatias diabéticas e com neuropatias pós-quimioterapia são animadores, muito bons.

Essa técnica é uma grande aliada no tratamento das pessoas idosas, pois permite o cuidado desses pacientes, sem que se introduza nenhum medicamento no corpo e deste modo evita-se os efeitos adversos e as interações entre os medicamentos.

Outra vantagem dessa técnica é que ela ajuda na recuperação da estrutura do sistema nervoso, na circulação sanguínea e linfática, enquanto os medicamentos mais amplamente prescritos pelos médicos não revertem as lesões existentes no sistema nervoso, apenas aliviam os sintomas, por isso devem ser tomados pelo resto da vida.

Técnicas e procedimentos utilizados pela Dra. Jerusa Alecrim

A Dra. Jerusa Alecrim tem grande experiência no tratamento de pacientes com neuropatias periféricas e polineuropatias. Com o objetivo de aliviar o sofrimento de seus pacientes usa principalmente a eletroneuromodulação periférica percutânea (técnica muito moderna, mais difundida nos EUA, Alemanha, Itália e Canadá).

Como médica, associa a esse procedimento vários recursos, tais como: medicamentos via oral, medicamentos de uso local, nutracêuticos, técnicas da neurociência para potencializar os efeitos dos procedimentos aplicados e dos medicamentos prescritos. Orienta exercícios.

Além disso, orienta sempre cada paciente sobre o problema que apresenta. Considera isso fundamental. Informa aos familiares e acompanhantes sobre os tratamentos que lhe serão aplicados e sobre os medicamentos que serão prescritos.

Os tratamentos são individualizados, planejados e decididos em conjunto com cada paciente e familiar acompanhante.

Enfim, a razão da existência da Clínica da Dra. Jerusa Alecrim é seus pacientes. Toda a equipe é treinada para acolher com presteza, carinho e muito respeito cada pessoa que busca por tratamento.

Источник: https://alecrim.med.br/outras-dores/dores-e-queimacao-nas-pernas-e-pes/

Dores na Sola do Pé, Entenda e Saiba Mais

O que pode ser a queimação nos pés e como tratar

A dor na sola do pé é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de ortopedia — no entanto, é alto o número de pacientes que mudam suas atividades da rotina e usam remédios para conviver com a dor, sem se preocupar em investigar qual a causa do problema.

Visitar um especialista periodicamente é muito importante para avaliar a saúde dos seus ossos e articulações. Assim, é possível evitar que os sintomas tornem-se tão graves a ponto de medidas convencionais não surtirem mais efeitos.

Neste post, você vai descobrir quais são as principais causas de dores na sola do pé. Fique atento e procure ajuda assim que necessário. Vamos lá?

As principais causas de dores na sola do pé

De acordo com o Dr. Thiago Bertoche, médico ortopedista e traumatologista especialista em cirurgia do pé e tornozelo e membro titular da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia de Tornozelo e Pé), a dor na sola do pé pode ser causada por fatores mecânicos, neurológicos ou inflamatórios ou por distúrbios mistos. Na sequência, elencamos as principais causas desse problema.

Fascite plantar

A fascite plantar é uma das doenças que mais causam dor na sola do pé. Mais frequente entre as mulheres, essa inflamação no tecido que reveste a estrutura tem como principal sintoma a dor forte — semelhante a uma fisgada —, a rigidez e a queimação nos pés.

A fascite plantar se manifesta, principalmente, pelo período da manhã. Com o movimento do corpo, o que melhora a circulação sanguínea na região inflamada, as dores vão diminuindo ao longo do dia.

Geralmente, o problema acomete pessoas que estão acima do peso, que praticam exercícios físicos de alto impacto e que utilizam sapatos inadequados, como os de bico fino e salto muito alto.

Esporão de calcâneo

Trata-se de uma doença que acontece como consequência da pressão excessiva da fáscia plantar sobre o osso calcâneo, o que acaba provocando uma protuberância no calcanhar.

O problema é mais comum entre pessoas que estão com sobrepeso, que têm o arco do pé muito elevado ou plano e entre aquelas que têm hábitos que aumentam a pressão sobre o calcanhar, como:

  • usar sapatos muito duros;
  • correr sem tênis com amortecimento;
  • passar muitas horas do dia em pé.

O principal sintoma do esporão de calcâneo é a dor aguda ao acordar, visto que a inflamação da fáscia é mais intensa nesse período do dia.

Entorse do pé

Quem nunca deu aquela pisada errada que causou uma torção no pé? Embora seja mais comum entre os atletas, a entorse pode acontecer com qualquer pessoa enquanto ela caminha, corre ou dança, ou seja, se movimenta.

Caracterizado pela torção exagerada do tornozelo, o que faz com que os ligamentos sejam esticados em excesso, esse problema pode causar alguns sintomas, como inchaço, dificuldade para caminhar e dor na sola do pé.

Excesso de atividades físicas

Pegar pesado na academia também pode deixar a sua sola do pé dolorida, visto que alguns exercícios podem causar inflamação dos tecidos e tendões dos pés, o que resulta em dor e desconforto.

Nesses casos, o tipo de calçado que você usa para executar os movimentos é muito importante para prevenir as lesões. Caso sinta dor, é melhor parar — afinal, o seu corpo emite sinais quando algo não está certo.

Alterações anatômicas

Alterações anatômicas do pé, como pé plano, conhecido popularmente como pé chato, ou pé torto, também podem fazer com que a sola fique dolorida. Além disso, esses desvios também podem causar problemas e dores em outras regiões do corpo, como na coluna e na articulação do joelho.

Metatarsalgia

A dor nos metatarsos, que são os ossos medianos e longos da ponta dos pés, atinge a região plantar e é causada pelo aumento de pressão no local, o que desencadeia um processo inflamatório no tecido.

Além da dor, a pessoa pode apresentar inchaço e calosidades na sola do pé, assim como desvio dos dedos e saliências ósseas. Geralmente, a dor é agravada quando a pessoa faz caminhadas, usa sapatos de saltos altos ou permanece em pé por muito tempo.

O Dr. Bertoche destaca, ainda, que a dor nos pés pode ser gerada por fraturas por estresse, compressão dos nervos e tendinites, assim como doenças de pele, como a verruga plantar, e calosidades por proeminências ósseas.

Os fatores de risco associados ao sintoma

Ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre as dores na sola do pé estão ligadas somente a problemas nos membros inferiores, como nos pés e nas pernas.

Como você pôde perceber no tópico anterior, outros fatores, como o sobrepeso e o uso de calçados inapropriados, também podem desencadear as dores nos pés.

O Dr. Thiago cita também o sedentarismo, o encurtamento de tendões e até algumas doenças sistêmicas, como o diabetes e a doença vascular periférica, como fatores associados ao desenvolvimento de dores nos pés.

O tratamento da dor na sola do pé

O momento ideal para começar o tratamento para dor na sola do pé é no início dos sintomas, os quais surgem de forma branda e sofrem agravos progressivamente, até ficarem insuportáveis, chamados, então, de fase aguda.

“O quanto antes identificarmos e tratarmos corretamente o paciente, podemos evitar alterações morfológicas das estruturas acometidas. Com a demora, podemos perder o melhor momento para tratar de forma efetiva”, destaca Bertoche.

Equipe multidisciplinar

Para ser mais efetivo, o tratamento das dores na sola do pé deve ser multidisciplinar, ou seja, acompanhado por uma equipe de profissionais de diferentes áreas — entre eles, ortopedista, fisioterapeuta, podólogo, reumatologista, neurologista e nutricionista.

As terapias aplicadas incluem o uso de medicações anti-inflamatórias e analgésicas para amenizar os sintomas, sessões de fisioterapia e mudanças nos hábitos de vida, como a prática de atividades físicas e a perda de peso para evitar que os problemas voltem.

Além disso, é indispensável que o paciente siga algumas medidas compensatórias, como aplicar gelo, fazer exercícios de alongamento, evitar andar descalço e usar calçados de solado firme, com palmilhas com distribuição uniforme da carga e órteses noturnas como terapia adjuvante.

Órteses e palmilhas

A SalvaPé tem soluções específicas para tratar a dor na sola do pé, entre elas:

No caso de inchaço das pernas e dos pés, as meias elásticas compressivas são grandes aliadas no manejo da dor.

Cirurgia

De acordo com o Dr. Thiago, o procedimento cirúrgico é sempre a última opção no caso de dores na sola dos pés, reservado apenas para pacientes com sintomas refratários, que sempre voltam, e que não obtêm sucesso com o tratamento convencional — o qual pode levar até 6 meses para a resolução total dos sintomas.

Procure um médico ortopedista membro da ABTPé assim que perceber a dor na sola do pé para ter uma avaliação, um diagnóstico correto e um melhor prognóstico. Fazer o tratamento adequado é fundamental para recuperar a sua qualidade de vida.

Gostou deste post? Assine a nossa newsletter para receber todos os nossos conteúdos na sua caixa de e-mail. Aproveite!

Powered by Rock Convert

Источник: https://salvape.com.br/blog/dor-na-sola-do-pe/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: