O que pode ser a tosse com sangue e o que fazer

Tosse pode indicar doenças crônicas e até câncer de pulmão

O que pode ser a tosse com sangue e o que fazer

Tossir é um reflexo cotidiano, mas dependendo do tipo, a tosse pode indicar doenças crônicas e problemas mais graves.

A princípio, tossir faz bem à saúde. É uma ação reflexiva e natural do organismo para livrar o aparelho respiratório (que inclui, entre outros órgãos, as fossas nasais, a traqueia , a faringe e os pulmões) de substâncias estranhas, de muco ou de partículas absorvidas com a respiração.

No entanto, a tosse pode ser decorrente de um processo inflamatório, infeccioso ou alérgico, portanto não deve ser considerada inofensiva.

Ela pode indicar doenças como asma, bronquite crônica, infecções respiratórias (gripes, resfriados, tuberculose etc.

), alergias, doença do refluxo gastroesofágico, entre outras.

Por terem o sistema imunológico mais frágil, as pessoas idosas e crianças pequenas estão mais suscetíveis a doenças cujo sintoma principal é a tosse, como a pneumonia.

“Mais da metade dos casos de tosse acontecem fora do pulmão e são provocados pelo refluxo gastroesofágico ou por sinusite, entre outras causas.

Esses fatores desencadeantes não podem ser desprezados nem esquecidos no diagnóstico e para o tratamento”, aponta o dr.

Daniel Deheinzelin, médico pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, em entrevista para o Portal Drauzio Varella.

O fumo é outro grave fator de incidência de tosses, devido ao acúmulo de substâncias estranhas e irritantes químicos potentes nas vias áreas.

Então fique atento, pois a tosse em fumantes e em quem está exposto à fumaça do cigarro pode indicar um problema de saúde grave, como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e câncer no pulmão.

Além do tabaco, as pessoas que tomam medicamentos para controlar a hipertensão arterial podem apresentar tosse seca, após o início do tratamento. Nesse caso, procure seu médico para que ele substitua seu remédio anti-hipertensivo.

Mas nem sempre a tosse representa alguma doença. Às vezes, o ato de tossir simplesmente acontece quando um líquido ou um alimento chegam ao aparelho respiratório.

A tosse ocorre para expelir a substância, no momento em que a epiglote (espécie de tampa que evita a comunicação entre os aparelhos digestório e respiratório e que se situa na parte superior da laringe) não se fecha corretamente, deixando de bloquear a passagem de alimentos ou líquidos para o aparelho respiratório.

Tipos de tosse

Alguns sintomas relacionados à tosse, como chiado no peito, dor de garganta e coriza no nariz podem indicar sua causa. A tosse é um dos sintomas mais comuns e requer um diagnóstico cuidadoso. Nem todas as tosses têm as mesmas características. Basicamente, existem dois tipos: a seca e a produtiva.

Tosse seca: Contém pouca ou nenhuma secreção.

A maioria dos casos de tosse seca é decorrente de sinusite, uma inflamação nos seios da face que produz pequenas quantidades de líquido que desce para a região da garganta e provoca tosse.

Há também outros casos, consequentes do refluxo gastroesofágico. É importante avaliar se a tosse é, realmente, seca ou se a secreção não flui por desidratação ou tratamento incorreto.

Tosse produtiva: O organismo expulsa micro-organismos que irritam as vias aéreas, por meio do catarro. Sua coloração pode ser sinal de doenças ou infecções respiratórias.

O mecanismo fundamental para tratamento da tosse é a hidratação do muco. Quanto mais fácil for eliminá-lo, mais depressa a tosse vai desaparecer.

Tosse com secreção amarelada ou esverdeada pode indicar bronquite, sinusite ou pneumonia.

Tosse com secreção marrom e vermelha aponta presença de sangue e sugere doenças graves, tais como pneumonia, tuberculose ou câncer de pulmão

Tosse alérgica: É resultado de uma inflamação provocada por algum agente ou substância não reconhecido pelo corpo.

“O organismo ativa células específicas que produzem um anticorpo chamado IGE que se localiza preferencialmente na parede dos mastóscitos (células de defesa distribuídas pelo tecido conjuntivo).

Se eles percebem a presença da substância indesejada, provocam uma reação inflamatória que ativa os receptores denominados de histamina”, explica o médico.

Precauções

Saber identificar o aspecto do muco é tão importante quanto conhecer o tempo de duração da tosse. Geralmente, as agudas duram menos de 3 semanas, em razão de resfriados. Já as crônicas e persistentes perduram por um período maior, 8 ou mais semanas. Essas podem indicar alguma doença ou alergia, por isso vá a um médico para fazer uma consulta.

O tratamento da tosse depende do seu diagnóstico. Nunca tome remédios por conta própria e procure um médico para uma avaliação.

Algumas dicas simples podem ser úteis: beba bastante água e mantenha ambientes limpos e ventilados, pois isso evita a exposição a fatores irritantes ou alérgicos, além de diminuir a proliferação de vírus e bactérias.

“O mecanismo fundamental para tratamento da tosse é a hidratação do muco. Quanto mais fácil for eliminá-lo, mais depressa a tosse vai desaparecer”, revela o dr. Deheinzelin.

E lembre-se dos cuidados ao tossir. Em ambientes com muita gente, cubra a boca com a parte interna do braço para evitar a proliferação de vírus e bactérias a outras pessoas. Após tossir, lave bem as mãos com água e sabão ou usar álcool gel 70%.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/tosse-pode-indicar-doencas-cronicas-e-ate-cancer-de-pulmao/

Covid-19 é doença sistêmica: conheça estragos e sintomas fora dos pulmões

O que pode ser a tosse com sangue e o que fazer

A ideia de que a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), é um mal sistêmico já está relativamente bem estabelecida entre os profissionais. Ou seja, seus estragos e seus sintomas não se limitam às vias aéreas e aos pulmões — boa parte do corpo pode ser afetada.

Confira alguns dos sinais inciais do coronavírus:

“Por causa da baixa oxigenação no sangue, algumas pessoas podem ainda apresentar confusão mental, irritabilidade, agitação, tontura e mal-estar”, aponta João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Isso ocorre nos casos mais avançados da doença, quando a função pulmonar já está prejudicada, mesmo que a respiração em si pareça normal.

Vale destacar, antes de tudo, que a maioria dos casos da infecção é leve. “São o que chamamos de pacientes oligossintomáticos, que quase não tem sintomas ou os apresentam de maneira discreta”, destaca Prats.

Como o coronavírus afeta os outros órgãos

O adoecimento generalizado é evidente na pequena parcela da população que desenvolve versões graves da Covid-19. O mecanismo mais conhecido até agora é a inflamação exacerbada (ou tempestade inflamatória) que algumas pessoas produzem como resposta ao vírus.

“Nessa situação, uma molécula chamada citocina é liberada aos montes na circulação. Ela chega aos órgãos e inflama o endotélio, que é o revestimento dos vasos sanguíneos”, explica Bruno Naves, cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).

Há evidências de que o Sars-CoV-2 também infecte diretamente as células do endotélio, que fazem a interface entre sangue e tecidos corporais. “E essas células estão praticamente no organismo todo.

Portanto, dá para raciocinar que, se o vírus atua ali, poderia estar em qualquer lugar”, destaca Prats.

Complicações cardiovasculares

Outro mecanismo de ação sistêmica, que também tem a ver com o endotélio, é o risco elevado de formação de trombos e coágulos sanguíneos. Existem relatos de eventos sérios como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, AVC e infarto nos portadores, além de micro trombos que afetam o fornecimento de sangue a determinado local.

“Geralmente, pessoas que ficam muito tempo no hospital, acamadas, já estão suscetíveis aos trombos. Mas temos visto que a Covid-19 parece aumentar mais esse risco do que seria esperado”, comenta Naves.

Cérebro e sistema nervoso

Os efeitos neurológicos extrapolam a questão vascular. “A doença pode deixar os nervos adoecidos e provocar danos no cérebro. Por isso, certas pessoas com quadros graves têm, depois da alta, fraqueza muscular e dificuldades para andar, comer, se equilibrar e realizar atividades cotidianas”, destaca Prats.

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Outra suspeita, ainda a ser esclarecida, é que o vírus infecte diretamente as células do sistema nervoso central.

Já se sabe que os nervos do sistema periférico responsáveis por olfato e paladar são prejudicados pelo Sars-CoV-2 — daí a perda desses sentidos.

Dois estudos ainda não publicados em revistas científicas (o que diminui seu grau de confiabilidade), um norte-americano e um suíço, indicam que eles não atingem as células desses nervos em si, porém atacam o ambiente ao redor, atrapalhando seu funcionamento.

Problemas do coronavírus nos rins

Um estudo fresquinho, publicado no Journal of the American Society of Nephrology, avaliou a literatura já disponível sobre o assunto e destacou que casos severos de Covid-19 estão ligados a um maior risco insuficiência renal aguda — quando esses órgãos de repente param de trabalhar.

“Como ele é responsável por filtrar o sangue, esse monte de substâncias inflamatórias em circulação vai parar lá”, explica Prats. Se o acometimento for intenso, é preciso fazer hemodiálise. O quadro pode ser fatal.

Fora a inflamação, vale dizer que as células renais possuem mais receptores ACE2 do que os pulmões. E daí? Essas partículas servem de porta de entrada para o vírus, como destaca a publicação norte-americana.

Efeitos da Covid-19 no intestino

Alguns trabalhos mostram uma alta incidência de queixas gastrointestinais.

Exemplo: um estudo retrospectivo francês, feito com 114 indivíduos e publicado no Clinics and Research in Hepatology and Gastroenterology, relata uma taxa de 50% de sintomas como diarreia.

Aliás, estima-se que cerca de 3% dos infectados pelo Sars-CoV-2 apresentem somente alterações como vômito, náusea e diarreia — sem manifestações respiratórias.

“Assim como vários tipos de coronavírus, ele parece ter atração especial pela parede que reveste o intestino”, aponta Prats. Pois é, o órgão também possui receptores ACE2, que permitem a entrada do vírus nas células.

Outra coisa é que parte dos nossos linfonodos, estruturas responsáveis pela produção de células de defesa contra infecções, está no intestino e na região do abdômen. “Como a infecção inflama esses gânglios, é natural que haja um desconforto ali”, completa o infectologista.

Sintomas do coronavírus na pele

Mais recentemente, o Sars-CoV-2 tem sido associado a problemas dermatológicos como vermelhidão generalizada, manchas e os já famosos “dedos de covid”, uma complicação em que os dedos, em especial dos pés, ficam avermelhados e até arroxeados.

“Até agora, encontramos cerca de 600 casos de 12 padrões diferentes de manifestações cutâneas descritos na literatura médica”, pontua Paulo Criado, coordenador do Departamento de Medicina Interna da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Como o número é pequeno perto do total de casos da doença (passando agora dos 4 milhões), não está claro se há uma relação direta com o vírus.

No momento, sintomas dermatológicos não entraram nos guias oficiais. “Muitas das manifestações descritas até agora podem ocorrer, inclusive, como efeitos adversos de medicamentos usados no tratamento da Covid-19”, pontua Prats.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/covid-19-e-doenca-sistemica-conheca-estragos-e-sintomas-fora-dos-pulmoes/

Câncer de pulmão: tosse com sangue, dor no tórax e falta de ar são sinais

O que pode ser a tosse com sangue e o que fazer

Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é o mais frequente em todo o mundo, e também o que mais mata: são 1,76 milhão o número de vítimas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para 2018 mais de 31 mil novos casos, sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres.

O tabagismo é a principal causa da doença: o hábito está envolvido em 90% de todos os casos.

Esse é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e o quarto em mulheres no país, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o mais prevalente para ambos os sexos. Estão no grupo de maior risco indivíduos de 55 a 74 anos.

Assim como em outros países, é o tumor maligno que causa mais mortes no Brasil, já que, infelizmente, costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados.

Apesar de se tratar de uma doença grave e letal, muitos avanços foram conquistados nos últimos anos para aumentar a sobrevida dos pacientes, bem como melhorar sua qualidade de vida.

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Como o câncer de pulmão aparece

Os pulmões são órgãos esponjosos que têm como principal função oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. O lado direito é maior, e dividido em três lobos, enquanto o esquerdo é menor (por causa do coração) e possui apenas dois.

Eles são formados por brônquios, que se ramificam a partir da traqueia, que fica entre os órgãos. Os brônquios se ramificam e se estreitam, formando os bronquíolos, que por sua vez chegam aos alvéolos, estruturas onde ocorre a troca gasosa.

Os pulmões são cobertos por uma membrana fina, chamada pleura.

O câncer se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células, deflagrado por mutações no DNA das células. Às vezes essas mutações são herdadas, mas, na maioria dos casos, são adquiridas ao longo da vida. Os diferentes tipos de tumores podem surgir em diferentes células do órgão.

Tipos de câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença bastante heterogênea, ou seja, há vários subtipos e cada um deles tem características e prognósticos distintos. Veja quais são:

Carcinoma de células não pequenas (CNPC), que representa de 80% a 85% dos casos e subdivide-se em:

  • Adenocarcinoma Representa cerca de 50% dos casos e costuma se manifestar como nódulos isolados na periferia dos pulmões, que se iniciam nas células dos alvéolos. Tende a crescer mais lentamente, pode ocorrer em fumantes e não fumantes, mas é o tipo mais comum no segundo grupo;
  • Carcinoma de células escamosas ou epidermoide Corresponde a 30% dos casos, frequentemente nas regiões centrais dos pulmões, como os brônquios maiores. Está relacionado ao tabagismo;
  • Carcinomas de grandes células Pode surgir em qualquer célula grande do pulmão e tende a crescer de forma rápida.

– Carcinoma de células pequenas (CPC), querepresenta de 10% a 15% de todos os cânceres de pulmão. Geralmente está associado ao tabagismo; quase sempre surge nos brônquios e costuma ter crescimento rápido. Um subtipo é o carcinoma neuroendócrino de grandes células.

Ainda há outros tipos mais raros, como tumores pulmonares neuroendócrinos —os tumores carcinoides típicos e atípicos e o carcinoma neuroendócrino de pequenas células, por exemplo —, linfomas e sarcomas.

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão e está associado a 90% dos casos

Imagem: Getty Images

Sintomas

As manifestações quase sempre aparecem quando a doença já alcançou estágios mais avançados, o que dificulta muito o tratamento. As principais são:

  • Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);
  • Presença de sangue no escarro;
  • Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);
  • Falta de ar;
  • Rouquidão;
  • Pneumonias ou bronquites de repetição;
  • Perda de apetite ou de peso inexplicável;
  • Fadiga ou cansaço.

É importante ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Fatores de risco

– Tabagismo: de longe o principal fator, sendo responsável por 90% dos casos. Estima-se que mais de 28 mil ocorrências por ano poderiam ser evitadas se ninguém fumasse.

– Fumo passivo: o risco é pelo menos três vezes maior que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro, segundo a American Cancer Society.

– Poluição do ar: estima-se que, em todo o mundo, a poluição seja responsável por 5% dos casos.

– Fatores genéticos: familiares de pessoas que tiveram câncer de pulmão têm risco levemente aumentado, embora seja difícil estabelecer o quanto dessa probabilidade se deve à genética ou à fumaça do cigarro.

– Radioterapia: quem foi exposto à radiação na região do tórax pode ter risco mais alto de câncer de pulmão.

– Exposição a substâncias:agentes como asbesto (amianto), radônio (gás resultante da decomposição do urânio no solo e nas rochas) e arsênio (que pode estar presente na água), fuligem, cromo, níquel, sílica, produtos de carvão e escapamento de diesel, entre outros, também podem aumentar o risco.

Segundo a American Cancer Society, a maconha e o talco (em sua forma natural, não confundir com o cosmético) têm efeitos incertos ou não comprovados em relação ao câncer de pulmão.

A instituição também alerta que, de acordo com pelo menos dois grandes estudos, suplementos de betacaroteno podem aumentar o risco desse tipo de neoplasia em fumantes pesados.

Diagnóstico do câncer de pulmão

Muitas vezes, o problema é identificado em exames de rotina, ou quando se investiga outras doenças.

Os principais exames que podem levar ao diagnóstico são a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada ou PET-CT, que permite determinar o tumor e sua localização.

Ainda podem ser solicitados pelo médico exames de sangue, ressonância magnética, ultrassonografia, PETscan e cintilografia óssea, para pesquisar a possibilidade de metástases (disseminação para outras partes do corpo).

O câncer só pode ser confirmado por biópsia, que geralmente é realizada por meio de uma broncoscopia (endoscopia respiratória) ou com agulha guiada por tomografia ou ultrassom, e analisada por patologista. Testes moleculares ainda podem identificar mutações genéticas e proteínas no tumor que auxiliam na escolha de terapias específicas.

Com a análise do tumor e os resultados dos exames, é feito o estadiamento.

No caso do câncer de pulmão de não pequenas células utiliza-se o sistema com letras (T, de tumor, N de linfonodos e M de metástase) e números (de 0 a 4) para determinar a extensão da doença e, então, determinar o melhor tratamento.

Para o câncer de pequenas células, é mais comum o uso do sistema de duas fases: estágio limitado (a apenas um pulmão e seus gânglios linfáticos) e estágio extenso (disseminado para o outro pulmão, gânglios linfáticos e outros órgãos, inclusive a medula óssea).

Além de não fumar, para evitar o câncer de pulmão é importante ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada, prática regular de exercícios e baixo consumo de álcool

Imagem: YACOBCHUK

Tratamento

Concluído o estadiamento, uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, radioterapeutas e cirurgião torácico podem decidir qual tratamento é mais adequado para cada situação, com base em fatores como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão dos tumores, bem como o estado geral de saúde do paciente. As terapias a seguir podem ser prescritas isoladamente ou em combinação:

Cirurgia Consiste na remoção das partes do pulmão afetadas e dos gânglios linfáticos envolvidos. Pode ser curativa nas situações em que o câncer de pulmão foi descoberto em fase inicial.

Radioterapia Aplicação de radiações ionizantes no local para destruir o tumor ou inibir seu crescimento.

Pode ser usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois, para destruir células restantes, tratar metástases ou, ainda, como tratamento paliativo. Há várias modalidades diferentes de radioterapia.

O tratamento é indolor e os efeitos colaterais mais frequentes são irritação na pele e fadiga.

Quimioterapia Uso de medicamentos que são sabidamente eficientes em combater as células cancerosas. Podem ser usados juntos ou em combinação, e têm ação sistêmica, ou seja, células saudáveis também são afetadas.

É feita em ciclos, em geral depois da cirurgia, mas também pode ser indicada antes para reduzir o tamanho do tumor. Alguns exemplos de drogas para esse tipo de câncer são: cisplatina, carboplatina, paclitaxel, nab-paclitaxel, docetaxel, gemcitabina, vinorelbina, irinotecano, etoposido e vinblastinaepemetrexede.

Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, perda de cabelo e infecções, entre outros.

Terapia-alvo Uso de medicamentos ou outras substâncias que impedem o crescimento e disseminação do tumor, causando pouco dano às células saudáveis. Há terapias para diversos tipos de câncer de pulmão com perfis moleculares específicos.

É o caso do bevacizumabe e do ramucirumabe, que têm como foco o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF); oerlotinibe, gefitinibe, afarinibe e osimertinibe e necitumumabe, com alvo o gene do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR); e ocrizotinibe, ceritinibe e alectinibe, para pacientes que têm como alvo o gene ALK. Os efeitos colaterais variam para cada terapia.

Imunoterapia As células do câncer dispõem de mecanismos que confundem e freiam o sistema imunológico.

Estudos do imunologista americano James P Allison e do japonês Tasuku Honjo (Nobel de Medicina 2018) proporcionaram, nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos que permitem que o sistema imune reconheça as células do câncer para combatê-las de forma mais eficaz.

Segundo os médicos, as substâncias apresentaram resultados eficazes e duradouros com perfil baixo de toxicidade. Os inibidores de DP-1 e o inibidor de PD-L1 são exemplos de imunoterapia usados no câncer de pulmão de não pequenas células. O alto custo das drogas, porém, é um fator que limita o acesso.

Como prevenir o câncer de pulmão?

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão, não fumar é o primeiro cuidado para evitar a doença.

Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e também possuem menor sobrevida, uma vez diagnosticados.

Fazer cumprir as leis que proíbem o fumo em locais fechados também ajuda a evitar o tabagismo passivo, outro fator de risco.

Ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e rica em vegetais, prática de atividade física regular e moderação para beber são formas de inibir diversos tipos de câncer, inclusive o de pulmão. Evitar o excesso e a falta de vitamina A são outras medidas que têm sido destacadas na prevenção desse tipo de neoplasia. Também deve-se evitar, na medida do possível, viver em locais com muita poluição.

Por último, o Inca recomenda que as pessoas evitem a exposição a certos agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente ocupacional.

Detecção precoce

Não existe uma política pública para rastreamento do câncer de pulmão. Mas estudos recentes sugerem que fumantes e ex-fumantes com mais de 55 anos podem se beneficiar não apenas de raios-X regulares, como também de tomografias de tórax.

Como se ajudar?

Ter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável faz diferença na resposta ao tratamento. Nutricionistas podem ajudar bastante, inclusive com dicas para aliviar os efeitos colaterais das terapias. A prática de atividade física é importante, mas deve ser devidamente orientada.

Parar de fumar é sempre indicado, pois aumenta a expectativa de vida mesmo de quem já tem metástase. Pacientes com doenças respiratórias também devem seguir tratamentos específicos.

O suporte psicológico é muito importante para quem recebe o diagnóstico e durante todo o tratamento, que é muito estressante. Peça ajuda dos familiares e amigos, e converse com outras pessoas que têm ou já enfrentaram o câncer. Técnicas de relaxamento, meditação, ioga e práticas espirituais também podem contribuir para a qualidade de vida do paciente.

Como ajudar quem tem?

A melhor maneira de ajudar quem sofre de câncer de pulmão é garantir que o paciente tenha pleno acesso a informação, tanto sobre o tratamento usual quanto na busca por recursos experimentais por cura ou paliação.

O apoio da família é fundamental para enfrentar o diagnóstico e o tratamento. É importante estar por perto e oferecer ajuda prática, como ir ao supermercado, cozinhar e cuidar da casa enquanto o paciente se recupera.

Muitos médicos recomendam, inclusive, que algum parente participe das consultas médicas.

Fontes: Alexandre Palladino, médico e oncologista clínico do Instituto Nacional de Câncer; Artur Malzyner, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Mauricio A. Muradian, médico oncologista da Clinonco; A. C. Camargo Cancer Center; American Cancer Society; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Instituto Oncoguia; e Organização Mundial da Saúde.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/10/16/cancer-de-pulmao-tosse-com-sangue-dor-no-torax-e-falta-de-ar-sao-sinais.htm

Cuspir sangue – Principais causas, sintomas e o que fazer

O que pode ser a tosse com sangue e o que fazer

Cuspir sangue pode ter como origem infinitas causas, mas seja qual for, é preciso ter atenção aos sintomas. Em resumo, qualquer sintoma pode indicar um sinal de alerta.

Cuspir sangue é a condição clínica conhecida como Hemoptise, onde a pessoa expele sangue pela boca, seja através da saliva ou do catarro durante a tosse. Ademais, o fato de cuspir sangue pode vir tanto de causas inofensivas quanto perigosas, como lesões ou doenças. Seja qual for à causa, pode indicar um alerta à saúde. Ou seja, algo no organismo não vai bem.

E é por isso, que é essencial que se procure orientação médica, para que a causa do sangramento seja detectada. E que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Pois a origem pode vir dos pulmões, da laringe, dos brônquios, da traqueia, da gengiva, da garganta, do estômago, etc. Portanto, são muitas as possibilidades de causas de cuspir sangue.

Mas, antes de procurar ajuda médica, você pode tentar identificar a possível causa de estar cuspindo sangue. Para isso, listamos alguns casos que podem ajudar a identificar a origem do problema. Enfim, confira agora!

Fonte: Greenme Brasil

Devido ao processo inflamatório e infeccioso, que causa inflamação na garganta, é possível que saia saliva e secreções com a presença de sangue. Isso pode ocorrer devido à lesão que pode aparecer na mucosa do nariz ou da garganta, o que causa pequenos sangramentos.

Além disso, essa lesão pode ser causada ao forçar para tossir, causando o rompimento dos minúsculos vasos sanguíneos localizados na garganta.

O que fazer:

O fato de cuspir sangue, quando estiver com a garganta inflamada, não é preocupante. Para que a lesão se cure, é necessário fazer o uso de gargarejos e medicamentos receitados pelo médico. Sendo assim, os sintomas tendem a desaparecer assim que o quadro de infecção melhorar.

Fonte: AGNodontologia

Gengivite ocorre quando há uma inflamação nas gengivas, que podem ser causadas pelo acúmulo em excesso de placa bacteriana nos dentes. Consequentemente, causando sangramentos, além de dor, vermelhidão, inchaço e mau hálito.

Cuspir sangue – Origem respiratória

Fonte: Revista Galileu

Há casos em que cuspir sangue pode indicar doenças respiratórias. Como no caso de tosse com expectoração com sangue, que podem indicar que o sangramento pode vir dos pulmões ou vias aéreas. Alguns exemplos são:

  • Bronquite (aguda ou crônica): causada pela inflamação dos brônquios, provocando seu estreitamento, o que dificulta a respiração. Os sintomas são tosse, falta de ar, catarro com sangue, pernas inchadas e boca e mãos arroxeadas.
  • Bronquiectasia: causada por infecções bacterianas, é uma doença, ou um defeito genético, que dilata permanentemente os brônquios e bronquíolo. Os sintomas são tosse com ou sem sangue, falta de ar, cansaço, dor no peito, mal estar e mau hálito.

Fonte: Aqui há saúde

  • DPOC: conhecida como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, tem como causa a inflamação e lesão dos pulmões. Os sintomas são dificuldades respiratórias e tosse com catarro, podendo ter sangue ou não. A DPOC não tem cura, porém os sintomas podem ser amenizados com medicamentos e um estilo de vida mais saudável.
  • Sinusite: é uma inflamação causada pelo acúmulo de secreções nos seios nasais. Os sintomas são dor de cabeça e garganta, perda do olfato e paladar, mau hálito, secreções nasais com sangue e sensação de peso nas áreas do nariz, testa e maçãs do rosto. Pois são nessas áreas que se encontram os seios nasais.

Fonte: Médico Responde

  • Embolia pulmonar: também conhecida como trombose pulmonar, é causada quando um vaso sanguíneo do pulmão entope, dificultando a passagem de sangue. Os sintomas são dor no peito ao respirar e tosse com sangue. O tratamento deve ser feito de imediato para evitar grandes sequelas.
  • Pneumonia: é causada através de infecção por vírus, que provoca a inflamação dos pulmões. No caso de pessoas com asmas ou bronquites, o tratamento envolve antibióticos, afim de que evite o avanço da doença.
  • Tuberculose: doença infecciosa nos pulmões, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que provoca febre, perda de peso e tosse secreções e cuspir sangue. Trata- se de uma doença contagiosa, transmitida através do ar.
  • Câncer de pulmão: considerado como uma das complicações mais severa, é causado pelo crescimento anormal de células malignas. Logo, os sintomas mais comuns são dor torácica, tosse prolongada e cuspir sangue.

Fonte: stoodi

Da mesma forma, as origens gastrointestinal podem fazer com que a pessoa comece a cuspir sangue. Eventualmente, é causado por sangramentos provenientes do estômago, esôfago ou duodeno.  Esses sangramentos podem ser causados por inflamações, úlceras ou até mesmo câncer, além de outros fatores. Assim, temos como exemplo:

  • Gastrite: é causada quando há uma inflamação da mucosa gástrica, que protege o estômago dos ácidos produzidos. E assim, pode causar dor abdominal, náuseas e vômitos. Eventualmente,  cuspir sangue, é um dos sintomas.
  • Úlcera péptica: é causada quando os ácidos produzidos pelo estômago, lesionam a mucosa que o reveste. Possivelmente, pode apresentar os mesmos sintomas da gastrite.
  • Câncer no estômago ou esôfago: com sintomas similares às outras doenças gastrointestinal, o câncer no esôfago e no estômago e nem ser confundidos com úlcera. Portanto, para um diagnóstico preciso, o médico deve ser procurado.

Sangramentos causados por medicamentos ou drogas

Fonte: UOL

Assim, como causado por lesões ou doenças, o fato de cuspir sangue pode estar relacionado ao uso de medicamentos anticoagulantes. Como também, em alguns casos, pelo uso de drogas. Sendo que, quando inalada, causa irritação das vias nasais, o que provavelmente causará o sangramento.

No caso do uso de remédios como varfarina, rivaroxabano ou heparina, o sangue é impedido de coagular, o que pode causar sangramentos ou até mesmo hemorragias.

Em síntese, seja qual for a causa ou origem, cuspir sangue é sinal de que algo está errado com sua saúde. Portanto, o ideal é que se procure orientação médica, para um melhor diagnóstico. Enfim, de acordo com o que foi exposto nesse post, já aconteceu de cuspir sangue alguma vez?

Então, se você gostou do nosso post, confira também: Sangue pelo nariz é normal? Causas e o que fazer

Fontes: minha vida, médico responde, Tua saúde, Onsalus

Imagens: Greenme Brasil, AGNodontologia, Revista Galileu, Aqui há saúde, Médico responde, Notícia ao minuto,  Stoodi, UOL

Источник: https://segredosdomundo.r7.com/cuspir-sangue/

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