O que pode significar a cor da urina (urina amarela, branca, laranja)

Cor da urina escura, amarela ou com espuma: o que pode ser?

O que pode significar a cor da urina (urina amarela, branca, laranja)

A cor da urina normal (considerada saudável) é o amarelo claro (e não transparente, como muitos pensam). Então, se a sua urina está amarela e mais forte, transparente, ou vermelha, marrom, mais escura ou roxa, leia este artigo.

Nenhum desses cenários é considerado ideal e cada um desses tons pode indicar que a sua saúde não anda bem. Confira!

Atenção: para uma identificação mais precisa da cor da sua urina e para te ajudarmos melhor, é importante que avalie os tons com base em um vaso sanitário branco, de preferência. 

Urina amarela forte ou muito amarela

Geralmente, quando a urina está muito amarela pode ser um indicativo de desidratação. Mas, em alguns casos, também pode ser um sintoma de quadros mais sérios, como infecção urinária, seja na bexiga (cistite) ou na uretra (uretrite), especialmente se estiver com um odor forte.

Você sabe o que significa Infecção Urinária Recorrente? O Dr. Renato, médico do IMEB, explica sobre o assunto no vídeo abaixo. Assista e informe-se!

Urina laranja/alaranjada

Urina em tons alaranjados pode ser um sinal de problemas no fígado ou na bile ou, também, de falta de hidratação.

Cor da Urina Escura, vermelha, rosada, avermelhada ou marrom

Tons como esses, semelhantes a cor de “chá mate” ou “refrigerante de cola”, por exemplo, costumam ser um sinal de presença de sangue na urina, o que pode ser um sintoma de infecção urinária, pedra nos rins e outras doenças renais, além de problemas no fígado, próstata, nefrites, tuberculose e até tumores, o que é preocupante. 

Deve-se ter cuidado com urina escura e amarela forte.

Urina com espuma

Urina com espuma é completamente normal.

Isso ocorre na grande maioria das vezes pela velocidade e força que o xixi atinge a água do vaso sanitário, formando espuma. Assim como a água forma espuma quando sai da torneira rapidamente, a urina forma espuma quando atinge o vaso sanitário.

Às vezes, aparece espuma também quando a urina está concentrada, ou seja quando se está desidratado ou ingeriu pouco líquido durante o dia. Urina espumosa também pode indicar que você tem proteínas em excesso, como a albumina.

Urina roxa: bactérias

Em geral, a urina roxa costuma aparecer apenas em alguns casos raros de pacientes que utilizam sonda vesical, devido às bactérias que se encontram no tubo da sonda e que causam infecção urinária. Ou, ainda, em quadros de insuficiência renal. 

Urina transparente

Uma urina muito clara, praticamente transparente, pode significar duas coisas: que você bebeu água em excesso (o que também pode ser prejudicial ao organismo, já que pode resultar na sobrecarga dos rins e em consequente perda de sais minerais, inchaço em alguma parte do corpo, sonolência e até mal-estar), ou ser um sinal de doença renal crônica, quando os rins não conseguem mais concentrar o xixi, um quadro mais sério.

Diferente tons de cor da urina possuem seus significados.

Outras cores, como urina azul ou verde

Se a sua urina se encontra nesses tons pode ser um sinal de infecção bacteriana, hipercalcemia em crianças (doença hereditária rara), ou, ainda, apenas devido ao uso de contraste de mesma cor em algum exame de diagnóstico por imagem que deve ter realizado, como tomografia computadorizada.

Cor da urina diferente necessariamente significa que tenho algum problema de saúde?

Não, pois a cor da urina também pode ser afetada ocasionalmente por questões externas, como alimentos (geralmente corantes naturais, como beterraba, amora e mirtilo), ou medicamentos e remédios (que podem conter algum corante artificial que está alterando a cor da sua urina).

Leia também: TOP 6 melhores alimentos do mundo para a saúde

Então, se a cor da sua urina está diferente, apresentando algum dos tons que falamos aqui, não de desespere.

Olhe primeiro para o seu dia a dia e tente identificar alguma questão externa que pode ser a responsável pela variação de cor. 

Urina com cheiro forte (odor forte)

A urina consiste principalmente em água. É a quantidade e a concentração de vários compostos residuais excretados pelos rins que causam o odor da urina.

A urina que contém muita água e poucos compostos residuais tem pouco ou nenhum cheiro. Se a urina ficar altamente concentrada – um alto nível de resíduos com pouca água – pode ficar com um forte odor de amônia.

Alguns alimentos e medicamentos, como certas vitaminas, podem causar um odor perceptível à urina, mesmo em baixas concentrações.

Às vezes, o odor incomum de urina indica uma condição médica ou doença, como:

  • Cistite (inflamação da bexiga)
  • Desidratação
  • Cetoacidose diabética
  • Fístula gastrointestinal na bexiga (conexão anormal entre os intestinos e a bexiga)
  • Desordem metabólica (um problema com a maneira como seu corpo converte os alimentos que você ingere em energia)
  • Diabetes tipo 2 (não controlada)
  • Infecção do trato urinário

Veja também:

Quais os sintomas da diabetes alta ou baixa?

Na dúvida sobre coloração da urina é sempre melhor procurar um médico

A cor da urina considerada saudável é a amarela clara, e uma coloração diferente desta pode ser um sinal de algum problema de saúde.

Especialmente se a cor da sua urina estiver alterada/diferente por 3 dias ou mais

E, ainda, se a urina estiver acompanhada de sintomas como: sangue visível, dor ao urinar, fezes claras ou pele/olhos amarelos, que costumam ser sinais de problemas mais graves.

Você pode ir em um clínico geral ou direto em um urologista, que é o especialista mais recomendado.

O especialista irá fazer perguntas pontuais (como desde quando a cor da urina está diferente, se a mudança foi repentina, se a cor se mantém durante todo o dia, perguntas do seu histórico, entre outras) e solicitar um exame de urina simples para diagnosticar com mais precisão o problema e começar o tratamento adequado, se necessário.

Dependendo do histórico do paciente e/ou do resultado, também podem ser solicitados outros exames complementares de imagem, como ultrassonografia do abdômen e da pelve, urografia excretora, cintilografia renal, tomografia do abdômen, entre outros.

Cor da urina amarelo citrino e amarelo ouro. Importância da hidratação.

Esses exames estão disponíveis na Clínica Imeb, referência em diagnóstico por imagem e Medicina Nuclear no Distrito Federal. Saiba mais aqui.

Por mais que seja algo simples, prestar mais atenção na cor da urina pode ajudar a prevenir e diagnosticar precocemente problemas sérios, evitando problemas futuros e facilitando o tratamento.

Lembre-se que a informação é a melhor forma de prevenção, você já está no caminho certo!

Baixe o Infográfico e conheça os exames que toda mulher deve fazer por faixa etária – IMEB (Imagens Médicas de Brasília)

Источник: https://imeb.com.br/cor-da-urina-diferente-o-que-pode-ser-devo-me-preocupar/

As cores da urina e suas relações com doenças e medicamentos

O que pode significar a cor da urina (urina amarela, branca, laranja)

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quarta-feira, 08 de janeiro de 2020

A cor normal da urina1 é o resultado de um pigmento chamado urocromo e varia de amarelo pálido a âmbar profundo, conforme a maior ou menor diluição da urina1.

Se a urina1 estiver mais clara que usualmente (às vezes transparente) pode ser que a pessoa tenha bebido muita água ou tomado diuréticos2 (medicamentos que ajudam o corpo a se livrar de líquidos).

Ao contrário, uma urina1 mais amarelo-escura que o normal pode ser sinal3 de desidratação4. A urina1 com cores anormais pode ter tons de vermelho, laranja, azul, verde, marrom ou branco turvo.

Quais são as causas das diversas cores da urina1?

Muitas coisas podem fazer com que a urina1 desenvolva uma cor incomum. Algumas causas são temporárias e inócuas, sendo reações fisiológicas5 normais a certos eventos comuns, e outras são mais graves e podem corresponder a doenças.

A cor da urina1 pode também ser alterada por pigmentos e outros compostos em certos alimentos ou medicamentos. Por exemplo: beterraba, frutas e favas. Muitos medicamentos dão tons vívidos à urina1, como vermelho, amarelo ou azul esverdeado.

Uma cor de urina1 incomum pode também ser causada por alguma doença.

Leia sobre “Principais transtornos do volume e da frequência da micção6” e “Infecção7 urinária” e “Urocultura”.

Quais são os significados clínicos das cores da urina1?

Partindo do normal, a cor da urina1 varia na dependência da quantidade de água que a pessoa ingere. Quanto mais água, mais clara fica a cor da urina1; quanto menos, a cor fica mais concentrada, sinal3 de desidratação4.

Mas, além dessas variações fisiológicas5, a urina1 pode apresentar as cores vermelho, azul, verde, marrom e branco turvo.

  1. Urina1 vermelha ou rosada: apesar de sua aparência alarmante, a urina1 vermelha não é necessariamente séria. Pode ser causada por hematúria8, que é a presença de sangue9 na urina1 (infecções10 do trato urinário11, aumento da próstata12, tumores, cistos renais, corrida de longa distância e cálculos renais ou da bexiga13), certos alimentos (beterraba, amoras, ruibarbo e outros) e medicamentos (rifampicina, fenazopiridina [Pyridium] e outros).
  2. Urina1 alaranjada: a urina1 de cor laranja pode resultar de medicamentos (sulfasalazina, fenazopiridina, alguns laxantes14 e certos quimioterápicos). A urina1 laranja pode indicar também um problema no fígado15 ou no ducto biliar, especialmente se a pessoa também tiver fezes de cor clara. A desidratação4 também pode fazer com que a urina1 pareça alaranjada.
  3. Urina1 azul ou verde: a urina1 azul ou verde pode ser causada por corantes alimentares de cores vivas. Os corantes utilizados para alguns testes da função renal16 e da bexiga13 podem tornar a urina1 azul. Vários medicamentos podem produzir urina1 azul ou verde (amitriptilina, indometacina e propofol). A hipercalcemia benigna familiar (síndrome17 da fralda azul) é um distúrbio hereditário raro que produz urina1 azul. Às vezes, a urina1 verde ocorre durante infecções10 do trato urinário11 causadas por bactérias pseudomonas.
  4. Urina1 marrom escura ou cor de coca-cola: a urina1 marrom pode resultar de comer grandes quantidades de feijão, ruibarbo ou aloe, ou do uso de medicamentos antimaláricos18, antibióticos, laxantes14 ou relaxante muscular. Alguns distúrbios hepáticos e renais e algumas infecções10 do trato urinário11 podem transformar a urina1 em marrom escuro. Também as lesões19 musculares devido a exercícios extremos podem resultar em danos na urina1 e nos rins20 de cor rosa ou de coca-cola. Uma urina1 de cor marrom, acompanhada de fezes claras, geralmente indica obstrução de ductos biliares21.
  5. Urina1 turva: infecções10 do trato urinário11 e cálculos renais podem fazer com que a urina1 pareça turva ou escura.

Como o médico pode diagnosticar a partir das cores da urina1?

O médico deve levantar um histórico médico completo, realizar um exame físico detalhado e recomendar certos testes de diagnóstico22 que inclua exames de urina1 e de sangue9.

Dependendo da cor da urina1 e de outros sintomas23 mais, o médico pode solicitar outros exames. O médico também poderá solicitar uma ultrassonografia24 da bexiga13 ou dos rins20.

Uma tomografia computadorizada25 abdominal e pélvica26 pode ser realizada se houver suspeita de cálculos do trato urinário11.

Como o médico trata as cores da urina1?

O plano de tratamento que o médico recomendará depende da causa da alteração da cor da urina1.

Em alguns casos, basta mudar o estilo de vida: beber mais líquidos ou evitar certos alimentos ou comer menos deles e, se possível, evitar certos medicamentos.

Caso a alteração da cor da urina1 se deva a uma enfermidade, esta deve ser tratada. Em alguns casos, como cálculos vesicais ou tumores, por exemplo, será necessária cirurgia.

Como evolui em geral as cores da urina1?

Quando é possível fazer cessar, de maneira provisória ou definitiva, a causa da alteração da cor da urina1, ela retorna à sua cor natural. Em alguns casos ela pode voltar a mudar de cor, quando a pessoa voltar a ter contato com os fatores causais.

Quais são as complicações possíveis das cores incomuns da urina1?

As alterações das cores da urina1 não geram, em si mesmas, nenhuma complicação. Contudo, complicações podem ser geradas pelas enfermidades causais, sendo, portanto, muito variadas.

Saiba mais sobre “Sangue9 na urina1”, “Cálculos renais”, “Cálculos biliares” e “Exame de urina27”.

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Mayo Clinic e da Harvard Medical School.

ABCMED, 2020. As cores da urina e suas relações com doenças e medicamentos. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.

2 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos.

São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado.

Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.

3 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.

4 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.

5 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.

6 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.

7 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

8 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.

9 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo.

Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares).

Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.

10 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

11 Trato Urinário:

12 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.

13 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.

14 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.

15 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras.

Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado.

Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco.

Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.

16 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.

17 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.

18 Antimaláricos: Agentes usados no tratamento da malária. Geralmente são classificados com base na sua ação contra os plasmódios nas diferentes fases de seu ciclo de vida no homem. São exemplos, a cloroquina e a hidroxicloroquina.

19 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo.

Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais.

Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.

20 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.

21 Ductos Biliares: Canais que coletam e transportam a secreção biliar dos CANALÍCULOS BILIARES (o menor ramo do TRATO BILIAR no FÍGADO), através dos pequenos ductos biliares, ductos biliares (externos ao fígado) e para a VESÍCULA BILIAR (para armazenamento).

22 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

23 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

26 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).

27 Exame de urina: Também chamado de urinálise, o teste de urina é feito através de uma amostra de urina e pode diagnosticar doenças do sistema urinário e outros sistemas do organismo. Alguns testes são feitos em uma amostra simples e outros pela coleta da urina durante 24 horas. Pode ser feita uma cultura da urina para verificar o crescimento de bactérias na urina.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1356138/as+cores+da+urina+e+suas+relacoes+com+doencas+e+medicamentos.htm

7 ALTERAÇÕES NA COR DA URINA

O que pode significar a cor da urina (urina amarela, branca, laranja)

Examinar a aparência da urina é uma das formas mais antigas de avaliação da nossa saúde. Mudanças no seu aspecto normal podem indicar desde a presença de desidratação até a ocorrência de sangramento no sistema urinário.

A urina humana é habitualmente amarelada, podendo haver variações no tom de acordo com a quantidade de água presente na mesma.

Quando nos encontramos desidratados, os rins tendem a reter água no corpo, fazendo com que a urina fique com um tom amarelo mais forte.

Por outro lado, quando bebemos muita água, ou quando utilizamos substâncias diuréticas, que podem ser desde remédios até bebidas alcoólicas, os rins permitem mais perda da água, tornando a urina muito diluída e com uma coloração que tende a ser bem clara, parecida com água.

Eventualmente, a urina pode apresentar uma coloração atípica, bem diferente dos tons de amarelo que estamos habituados. Situações como consumo de corantes, alimentos de coloração forte, medicações, infecção do trato urinário ou doenças sistêmicas podem fazer com que a urina mude completamente de cor, às vezes, assumindo cores muito curiosas, tais como roxo, azul, rosa ou até preto.

Variação da cor da urina de acordo com o grau de hidratação do organismo

Nem sempre a mudança de cor da urina indica algum problema grave de saúde, porém, se a causa da alteração da cor não for óbvia, e ela persistir por várias micções seguidas, o ideal é procurar a opinião de médico nefrologista.

Vídeo

Antes de seguirmos em frente com o artigo, assista ao vídeo sobre cores da urina produzido pela equipe do MD.Saúde.

Urina Amarela escura

A cor natural da urina varia de amarelo bem claro até amarelo escuro. Quanto mais hidratada a pessoa estiver, mais clara a urina será. Uma urina acastanhada ou amarela escura normalmente é uma urina extremamente concentrada, devido a pouca quantidade de água disponibilizada pelos rins para diluí-la.

Todavia, quando o amarelo se torna muito intenso e persistente, é possível que haja algum problema por trás que não só desidratação.

Algumas doenças, como a hepatite, provocam a presença bilirrubina (pigmento natural) na urina. Quanto mais bilirrubina, mais escura fica urina, ao ponto dela poder ficar da cor semelhante à Coca-cola ou mate. Nos casos de hepatite, a urina escura costuma vir acompanhada de uma pele com coloração amarelada, chamada icterícia.

A presença de sangue costuma deixar a urina avermelhada, mas se o sangramento for em pequena quantidade, a urina pode adquirir uma coloração apenas um pouco mais escura que o habitual.

Entre os medicamentos, o antibiótico metronidazol é aquele que mais frequentemente causa escurecimento do amarelo da urina.

Entre os alimentos, o aspargo é o que está mais associado ao aumento da tonalidade do amarelo na urina.

Urina Laranja

Assim como ocorre na urina mais amarelada, a desidratação é uma das causas a se pensar quando o paciente tem uma urina alaranjada. Sangue ou bilirrubinas também podem ser a origem.

Todavia, se a urina for realmente laranja a causa geralmente é outra.

A ingestão de grandes quantidades de beterraba, cenoura ou amoras silvestres também podem levar a uma urina alaranjada. Na verdade, qualquer alimento contendo carotenoides, pigmentos ou corantes de cor laranja ou vermelha, se ingeridos em grande quantidade, podem mudar a cor da urina para algo próximo do laranja.

Entre os medicamentos que podem causar uma urina alaranjada, os mais comuns são a rifampicina, pyridium e a nitrofurantoína. Ingestão de vitamina B, principalmente a riboflavina (Vitamina B2), também é uma causa possível. Alguns destes medicamentos podem deixar a urina bem alaranjada, com cor de Fanta laranja.

Urina Roxa

Uma urina arroxeada pode ser causada por colonização do trato urinário por bactérias que alcalinizam a urina, tais como a Providencia stuartii, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli ou Enterococcus.

É bom destacar, porém, que uma urina roxa causada por uma infecção urinária é um fato bem incomum e só costuma ocorrer em pacientes acamados e que usam cateter vesical de forma prolongada. Por este motivo, a ocorrência de urina roxa é muito mais comum nos pacientes internados em hospitais do que na população sadia.

O mecanismo é meio complexo e envolve a metabolização do triptofano, um aminoácido presente em alimentos como peixes, peru, ovo, arroz integral, chocolate amargo, nozes, castanhas, leguminosas e queijo tofu, por bactérias presentes na urina. Esta metabolização pode produzir pigmentos azuis e vermelhos, que ao se misturarem, produzem uma urina roxa. Geralmente, algum grau de insuficiência renal e uma urina com pH bem elevado também são necessários para esse fenômeno ocorrer.

A urina também pode apresentar um tom arroxeado se o paciente ingerir grandes quantidades de amoras ou beterraba, apesar disso não ser algo comum. Corantes azulados também podem ser a causa.

Urina verde

As causas de urina verde costumam ser parecidas com as da urina azul, que serão explicada mais abaixo.

Uma das origens mais comuns de uma urina esverdeada é a ingestão de corantes, principalmente o azul de metileno, muito usado em alguns testes diagnósticos ou como tratamento de uma doença chamada metemoglobinemia.

Entre os alimentos, o aspargo é quem mais frequentemente provoca esta alteração na cor. Em geral, a urina fica com um tom entre o amarelo e o verde. Os corantes utilizados nas cerveja de cor verde também podem provocar uma urina esverdeada. Alcaçuz preto também é rico em corante verde e pode alterar a cor da urina.

Eventualmente, a origem de uma urina esverdeada é uma infecção urinária. A bactéria que pode deixar a urina verde é a Pseudomonas aeruginosa.

Entre os medicamentos que tornam a urina verde, os mais comuns são: amitriptilina, propofol, nitazoxanida, Sepurin® (Metenamina + Metiltionínio) e indometacina.

Urina vermelha

Urina vermelha, em geral, é sinal de sangramento nas vias urinárias, evento chamado hematúria.

Doenças do trato urinário, incluindo infecção urinária, glomerulonefrites e cálculo renal são as principais causas de hematúria. Medicamentos anticoagulantes, tais como varfarina e a heparina, aumentam o risco de sangramento urinário e também podem ser a origem da urina avermelhada.

Laxantes, principalmente os que possuem Sena em sua fórmula, Rifampicina, Pyridium, vitamina B, beterraba e amoras são causas descritas.

Uma doença chamada metahemoglobinemia também pode ser a causa.

Em uma pessoa com boa hidratação, a urina vermelha pode ficar diluída pela água e se apresentar mais rosada ou alaranjada. Ao longo do dia, a urina pode variar entre vermelho, rosa ou laranja, dependendo da quantidade de água para diluí-la.

Urina Azul

Normalmente a urina azulada é causada por medicamentos ou ingestão de corantes, como azul de metileno. Assim como na urina verde, a infecção pela bactéria Pseudomonas aeruginosa pode causar uma urina azulada.

Drogas descritas como causas de urina azul incluem triantereno, amitriptilina, indometacina e o famoso Viagra.

A hipercalcemia benigna familiar, uma doença hereditária rara, é às vezes chamada de síndrome da fralda azul, porque as crianças com esse transtorno podem ter uma urina azul.

Urina preta ou muito escura

Uma urina preta pode ser causada por uma doença genética rara chamada de alcaptonúria. Nesses pacientes, a urina inicialmente tem cor normal, mas após algumas horas exposta ao ar, ela torna-se preta.

Uma urina muito concentrada, que também contenha sangue, pode adquirir uma cor bem escura. Nos casos de icterícia a urina pode ficar com cor bem castanha escura, semelhante à Coca-Cola.

Entre os medicamentos, aqueles que podem causar uma urina preta ou marrom são: cloroquina, levodopa, nitrofurantoína, laxantes à base de sena, metronidazol, metildopa e hidroquinona.

Outras alterações da urina além da cor

Além da cor, outras características da urina podem ser uma dica para a identificação de doenças. Exemplos:

Uma urina saudável tem cor amarelo clara, quase transparente, sem cheiro, com uma quantidade pequena de espuma e não causa dor ou desconforto ao urinar.

Referências

  • Urinalysis in the diagnosis of kidney disease – UpToDate.
  • Red, brown, green: Urine colors and what they might mean – Harvard Health Publishing.
  • Abnormal urine color – Southern medical journal.
  • The Meaning Behind the Color of Urine – Urology Care Foundation.
  • Green urine: A cause for concern? – Journal of anaesthesiology, clinical pharmacology.
  • Alkaptonuria (Black Urine Disease) – Medscape.
  • Buttaravoli P, et al. Colorful urine. In: Minor Emergencies. 3rd ed. Philadelphia, Pa.: Mosby Elsevier; 2012.
  • Wein AJ, et al., eds. Evaluation of the urologic patient: History, physical examination, and urinalysis. In: Campbell-Walsh Urology. 11th ed. Philadelphia, Pa.: Elsevier; 2016.

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/urina-colorida/

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