O que podem ser os barulhos na barriga e o que fazer

Barriga do Cachorro Fazendo Barulho – É Grave? Preciso me Preocupar?

O que podem ser os barulhos na barriga e o que fazer

Se você já reparou a barriga do cachorro fazendo barulho em algum momento do dia, certamente se perguntou o que poderia ser.

Afinal, há ruídos muito fortes e há, também, aqueles mais suaves. Em alguns cães o ruído pode ser mais frequente e em outros nem tanto.

O fato é que esta é uma situação que precisa de atenção, pois da mesma forma que pode não ser nada, pode ser uma série de coisas.

No artigo de hoje, vamos entender melhor as principais motivações para a barriga do cachorro estar roncando, de forma que você possa fazer uma análise cronológica e tentar entender o que está acontecendo com seu pet. Ou, pelo menos, ter uma ideia do que pode ser, visto que alguns problemas graves estão relacionados a este sintoma, bem como pode ser uma reação simples comum.

Entenderemos tudo a partir de agora. Continue sua leitura.

Cão sendo examinado – Foto: Freepik

Barriga do cachorro fazendo barulho pode significar que algo está errado – Mas nem sempre é assim

Quem tem cachorro em casa sabe: qualquer anormalidade ou qualquer situação um pouco diferente, já é motivo suficiente para que alguns sinais de alerta sejam ligados. Afinal, nós não queremos que nossos cães sofram e muito menos que este sofrimento seja silencioso, de forma que não possamos perceber para poder ajudar.

A barriga do cachorro fazendo barulho pode significar uma série de coisas. Inclusive, nada. Isso mesmo.

Os famosos “roncos” podem estar associados a diversos problemas relacionados a digestão e até ingestão de alimentos.

Mas também, podem apenas significar um processo natural interno no organismo do cachorro, de forma que há apenas um processo da anatomia do cachorro acontecendo ali.

Mas, não importa: se é algo fora do comum ou fora da normalidade que estamos acostumados, chamará a nossa atenção. E para aqueles tutores que se importam plenamente com a integridade física do pet ao ponto de desconfiar de tudo, um simples barulho na barriga do cachorro pode ser mais do que suficiente para levá-lo a um veterinário.

Desta forma, listamos algumas das causas mais comuns que podem estar diretamente ligadas a situações de roncos e barulhos na barriga do dog. Veja só:

  • Observe a velocidade com que o cão ingere seus alimentos;
  • Alimentos crus podem causar diversos tipos de gases internos;
  • A barriga pode estar roncando de fome – Preste atenção na alimentação do seu cão;
  • Verifique se o cachorro sente algum desconforto ao apalpar a barriga dele;
  • Observe sintomas que podem indicar um problema grave – Vômito, diarréia, falta de apetite ou feridas na pele;
  • O cachorro pode ter ingerido algum corpo estranho e o organismo pode estar com dificuldades para processar;
  • Doenças que inflamam o estômago e alergias alimentares também podem provocar ruídos externos;

Se você identificou alguma situação possível para seu cão em nossa lista acima, não se preocupe. Vamos entender cada situação a partir de agora, de uma forma mais completa e aprofundada. Vamos lá?

Barriga do cachorro fazendo barulho: Observe a velocidade com que o cão ingere seus alimentos

Um dos aspectos mais práticos que você pode começar a observar ainda hoje para identificar possíveis barulhos na barriga do cachorro, é o modo com que ele come.

Sim, a forma com que o cachorro ingere alimentos faz toda diferença para a digestão dele.

Então, se o cachorro come rápido demais ou devagar demais, saiba que isto impactará diretamente nos processos estomacais e do sistema digestivo.

Por exemplo, se você tem um cachorro que não consegue se controlar e devora a ração em pouquíssimos minutos ou mesmo engole a comida quase inteira, pode ser que ele tenha muitos barulhos na barriga.

Isto acontece por vários motivos. Mas o principal deles, é a quantidade de ar que o cachorro engole junto do alimento.

Ou seja, quanto mais rápido ele engole, mais ar vai junto (pois não há um processo de mastigação adequado, que faz o ar se dissipar).

Só que este ar, em algum momento, precisa sair, não é mesmo? E ele disputará espaço físico com o bolo alimentar na barriga do cachorro, podendo causar vários tipos de barulhos bem embaraçosos e até assustadores em algumas ocasiões.

Veja também: Por que os cães soltam tantos gases?

Cão sendo examinado – Foto: Freepik

Barriga do cachorro fazendo barulho: Alimentos crus podem causar diversos tipos de gases internos

Você costuma dar alimentos crus para seu cachorro? Esta é uma prática que pode ser bem maléfica em alguns sentidos.

Por mais que o cachorro possa ter um apetite bem grande para este tipo de alimento, principalmente carne, saiba que você precisa, também, pensar de maneira racional por ele (já que ele não consegue fazer isso).

Alguns tipos de comida crua são excelentes para o organismo do animal. Mas outros, podem trazer bastante desconforto.

E isto acontece por um simples motivo: uma comida crua pode exigir muito mais trabalho das bactérias estomacais que fazem o trabalho de digestão. Logo, o processo digestivo liberará muitos gases. Por mais que seja normal esta liberação de gases, saiba que em excesso pode, sim, fazer com que a barriga do cachorro ronque muito alto. O que pode trazer muitos sustos para o tutor.

Então, se você notar a barriga do cachorro fazendo barulho, tente lembrar o que ele comeu horas antes. Este exercício de análise é fundamental para que você possa ligar os pontinhos e, assim, entender o que pode estar acontecendo. Pense nisso!

Para entender mais sobre comida, leia nosso artigo sobre comidas que o cão pode e não pode comer.

A barriga pode estar roncando de fome – Preste atenção na alimentação do seu cão

Esta é uma dica óbvia, mas vale a pena mencioná-la, não é mesmo? Afinal, a barriga do seu cachorro pode, sim, estar roncando de fome! E isto pode acontecer por diversos motivos, mas principalmente pelo fato de que o animal está há muitas horas sem ter uma alimentação completa. Portanto, sempre verifique a tigela de ração do seu pet para que consiga entender se este é ou não o motivo para os barulhos internos.

Em algumas situações em que você está tentando trocar a alimentação do cachorro, os barulhos estomacais também podem se fazer presentes. Afinal, pode ser que seja difícil para o cachorro se adaptar rapidamente aos novos alimentos e, com isso, rejeite a ração em um primeiro momento, podendo ter sua barriga roncando por fome.

Por isso, em casos de troca de ração, é muito importante que você estabeleça algum tipo de método, de forma que o animal não fique sem comer devido a dificuldade de adaptação. Para te ajudar com isso, leia nosso artigo sobre troca de alimentação do cachorro e entenda mais sobre o tema.

Barriga do cachorro fazendo barulho: Verifique se o cachorro sente algum desconforto ao apalpar a barriga dele

A barriga do cachorro fazendo barulho pode ser um sinal de que as coisas não vão bem.

Por mais que muitas vezes pode ser apenas um sinal de que a digestão está trabalhando a todo vapor, pode ser também que há algum tipo de desconforto na região.

Com os excessos de ruído, muitas vezes o cachorro pode estar com dores de barriga ou até mesmo algum tipo de desconforto pelos próprios gases internos – afinal, quando há gases, há pressão. E quando há pressão, pode haver dor.

Portanto, verifique se o cachorro sente algum tipo de desconforto na barriga quando você o apalpar. Faça testes de leve e veja as reações do animal. Se ele chorar ou tiver alguma reação muito brusca em sinal de sair de perto, neste caso você precisa ligar o sinal de alerta e procurar um veterinário o quanto antes, de forma que ele possa identificar o problema e ajudar seu cão a se curar.

Se você perceber que o seu cachorro está com dor, não se desespere antes de ter um diagnóstico correto, ok? Afinal, talvez tudo não passe apenas de um excesso de gases que estejam causando desconfortos intestinais agudos. Outra dica para verificar se há algum tipo de desconforto na barriga do cachorro, é verificar se a mesma está dura. Se ela estiver dura, também pode ser um sinal para procurar um veterinário com urgência.

Cão sendo examinado – Foto: Freepik

Observe sintomas que podem indicar um problema grave – Vômito, diarréia, falta de apetite ou feridas na pele

Entrando um pouco mais em alguns quadros que podem significar um problema grave na barriga do cachorro, verifique se há outros sintomas que acompanhem a barriga do cachorro fazendo barulho.

Se você notar a presença de vômito, diarréia, falta de apetite ou alguns tipos de feridas na pele, leve o seu cachorro o quanto antes para um veterinário.

Afinal, estes sintomas podem indicar quadros mais graves que estejam relacionados ao dia a dia do cão.

Os vômitos e a diarréia canina, geralmente são sintomas ligados há vários tipos de desconfortos e doenças. Pois uma das primeiras coisas que o organismo do cachorro vai fazer, é tentar expulsar qualquer tipo de anormalidade ou atividade desconhecida no organismo. E isto vai acontecer de maneiras bastante simples para o organismo, geralmente através de líquidos – vômito ou diarréia.

Portanto, é muito importante que você mantenha atenção total a rotina do seu cachorro. Não deixe ele comer qualquer coisa e muito menos deixe ele sair para a rua, de forma que possa ingerir alimentos intoxicados.

Além de que, se o seu cachorro não tiver todas as vacinas em dia, estes quadros podem relatar algum tipo de doença mais grave, gerando, também, falta de apetite e feridas na pele do cachorro (as famosas dermatites).

Procure um veterinário de sua confiança logo nos primeiros sinais de que seu cão não está bem. Assim, qualquer procedimento poderá ser feito com antecedência, de forma a tratar mais facilmente o problema.

O cachorro pode ter ingerido algum corpo estranho e o organismo pode estar com dificuldades para processar

A gente sabe que o organismo do cachorro funciona de uma maneira muito equilibrada. Tudo que o organismo já está acostumado a digerir, será facilmente processado. Ou seja, quanto mais velho o animal vai ficando, mais esperto o sistema digestivo será, de forma a entender que alguns alimentos são bons e outros são ruins.

Neste caso, a partir do momento que o cachorro apresentar qualquer sinal de algum problema digestivo, ele vai avisar, de acordo com os tópicos que mencionamos anteriormente.

Em alguns casos pode ser, inclusive, que o cachorro engoliu algum corpo estranho.

Ou seja, algum elemento que o sistema digestivo não reconhece e não consegue processar, causando muitos gases e jogando o objeto pra lá e pra cá – o que causa roncos bem altos.

Caso você perceba que o cachorro engoliu um corpo estranho, procure um veterinário com muita pressa. Principalmente se o objeto é duro ou rígido, como peças de brinquedos, pedaços de móveis ou qualquer tipo de plástico duro que estivesse pelo chão durante as brincadeiras.

Em casos de ingestão de peças mais flexíveis, como plásticos, papel ou qualquer outra substância semelhante, a digestão poderá acontecer naturalmente de modo que você só perceba nas fezes do animal que ele, de fato, engoliu algo que não deveria. No entanto, aqui a barriga também pode fazer bastante barulho até que a digestão esteja completa. Toda atenção é pouca!

Cãozinho deitado – Foto: Freepik

Doenças que inflamam o estômago e alergias alimentares também podem provocar ruídos externos

E por fim, não podemos deixar de mencionar um problema bastante comum e grave, que pode deixar a barriga do cachorro fazendo barulho: são as inflamações no estômago e as alergias alimentares.

As inflamações podem estar relacionadas a diversos tipos de alimentos que foram ingeridos dias ou semanas antes, de modo que as paredes do estômago ou do intestino estejam inflamadas e causando dor ao animal.

Um sintoma disso, pode ser a propagação de ruídos bem altos vindos da barriga do animal.

Além disso, há também as famosas alergias alimentares. Estas, por sua vez, podem ser notadas apenas poucos minutos depois da ingestão de algum alimento. E por isso, novamente, recomendamos que você esteja sempre atento ao que seu cão come ou deixa de comer, de modo a conseguir analisar e entender o porquê das coisas. Toda ação tem uma reação. Pense nisso!

Источник: https://www.portaldodog.com.br/cachorros/saude/barriga-do-cachorro-fazendo-barulho/

Barulhos do corpo: o que eles significam para a saúde

O que podem ser os barulhos na barriga e o que fazer

O cientista inglês Robert Hooke (1635-1703) registrou em livro que escutar os sons internos era uma maneira de saber se o organismo estava funcionando conforme o esperado.

Hooke, especialista em acústica, acreditava que os conceitos de harmonia e dissonância utilizados na música também se aplicavam à medicina e a diversas outras áreas.

Para ele, o fato de um processo fisiológico ser audível significava que algo poderia estar errado, como um instrumento fora do tempo que se destaca dos demais em um concerto.

A análise faz sentido, mas também não é para levá-la ao pé da letra. “Alguns barulhos são normais e esperados, como as flatulências, para citar um exemplo”, comenta a clínica geral Alessandra Rodrigues Fiuza, da BP — A Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

E, apesar de o volume alto causar constrangimento, não é ele que denuncia se o organismo está em desalinho. “O que diz se um som deve preocupar é a frequência com que ocorre e se existem incômodos associados a ele”, completa a médica.

Outras notas, contudo, devem chamar a atenção assim que forem executadas. Nos tópicos a seguir, a gente explica como a banda (ou melhor, seu corpo) toca — e quando há indícios de que o show está desafinando.

1) Trovoadas na barriga

O ronco que vem do abdômen é um clássico exemplo de ruído natural. Quando chega a hora de comer, o cérebro, apressadinho, já dispara comandos relacionados à digestão. Entre eles está a peristalse, isto é, a contração involuntária dos músculos do aparelho digestivo — sua função é empurrar a comida goela abaixo.

Isso ocorre várias vezes ao dia, mas aparece de forma mais clara quando estamos famintos. É que, nesse momento, o caminho é ocupado principalmente por líquidos e bolhas de ar, sem alimentos para abafar o eco do reflexo gastrointestinal.

Curiosamente, pessoas magras são as que soltam mais grunhidos, já que a gordura do corpo funciona como isolamento acústico.

Nas profundezas do intestino

Cientistas australianos desenvolveram uma cinta capaz de flagrar a doença inflamatória intestinal (DII). A condição altera as contrações do intestino e a quantidade de gases e líquidos presentes ali. Assim, a música muda: com o dispositivo, o grupo identificou 26 sons que caracterizariam o transtorno. Muitos são imperceptíveis aos nossos ouvidos.

2) Gases à solta

A flatulência, ou simplesmente “pum”, é o sopro mais infame da nossa banda interior. Ela é resultado da eliminação de ar ingerido junto com a comida e também de gases produzidos no intestino a partir da fermentação de açúcares feita pelas bactérias que habitam o órgão.

O corpo humano saudável elimina, em média, 20 deles por dia — inclusive enquanto dormimos. Para nossa sorte, nem todos são audíveis.

Certas condições, contudo, reduzem a velocidade do intestino e promovem acúmulo de gases e desconforto. É o caso da doença inflamatória intestinal, intolerâncias alimentares e desequilíbrios na microbiota.

Opa, fedeu!

Apesar de impactantes, cheiros mais intensos não apontam doenças. Gases fétidos são, na verdade, consequência da composição da microbiota e da fermentação de certos alimentos, como feijão, ovo, carnes, leite e tantos outros.

3) Com a boca no trombone

Para nós, é arroto, mas a ciência tem um nome mais bonito: eructação. A história do seu aparecimento é similar à do flato — só que a eliminação é por cima.

Tudo começa ao engolirmos ar, movimento chamado de aerofagia, mais comum nos ansiosos. Esse ar chega ao estômago, que se distende e o envia de volta pelo esôfago. A mistura com os gases concentrados por ali dá o cheiro característico dessa reação, que pode retumbar no ambiente. Mastigar rápido, falar durante as refeições e tomar bebidas gaseificadas são hábitos que patrocinam o processo.

Há ainda o pseudoarroto, que libera gases expelidos pelo estômago. Esse dá as caras eventualmente, mas, se é constante e acompanhado de queimação, dor e regurgitação — quando um pouco da comida volta à boca —, vira sinal de alerta. Pode ser refluxo, gastrite ou outro perrengue. Melhor investigar.

Arrotinho de bebê

Ele é resultado da entrada de ar junto com o leite no sistema digestivo durante a amamentação. Estimular o bebê a arrotar elimina parte dos gases que iriam para o intestino — portanto, o ato até facilita a digestão. Mas isso não é regra: algumas crianças não arrotam, e tudo bem.

Um pouco de leite pode voltar com o ar por causa da imaturidade do sistema digestivo. Assim, o ideal é que o pequeno fique com o corpo inclinado para cima depois da mamada. Desconfie de algo mais sério se ele perder peso ou apresentar chiado no peito.

4) Pulmões em fúria

A tosse se manifesta toda vez que o organismo precisa eliminar algo estranho do aparelho respiratório. Seja resto de alimento, secreção do nariz na garganta ou catarro, o mecanismo é o mesmo: os pulmões se enchem de ar, e a glote, espécie de válvula que tampa a garganta, se fecha para criar um efeito de compressão.

Depois, o ar é liberado de uma tacada só. O golpe, pasme, alcança até 90 km/h — tape a boca para a rajada não atingir o colega.

Essa expiração pra lá de brusca merece avaliação se durar mais de 15 dias, surgir várias vezes ao dia e incomodar. Aliás, a frequência importa mais do que a tosse ser seca ou com secreção.

5) Soprinho no peito

O chiado, aquele som que lembra um rádio sem sinal, é fruto de broncoespasmos. Na prática, falamos de contrações fora do ritmo da musculatura dos brônquios, tubos que comandam a entrada e a saída de ar dos pulmões. Elas indicam que a respiração está difícil e há um atraso no esvaziamento do órgão.

O sibilo, nome técnico do barulho, deve ser avaliado por um médico sempre, pois tem relação com infecções que levam ao acúmulo de muco nos pulmões e a quadros alérgicos desencadeadores de bronquite — inflamação que restringe a circulação de ar.

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Exposição à poluição, mudanças repentinas de temperatura, produtos químicos e até pó provocam a encrenca. Alguns quadros respiratórios mais sérios, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), também estão por trás do assobio. Fique de olho, especialmente se for fumante.

Não abafe o som com a peneira

Muitas pessoas encaram tosse, pigarro e chiado como eventos sem importância. Assim, apostam em soluções caseiras que aliviam o inconveniente: mel, limão, chazinhos… Essas medidas até têm serventia quando se trata de um resfriado leve. Mas só aí. É que elas podem mascarar outros problemas para os quais há poucos sintomas.

Tanto que, neste ano, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia lançou a campanha “Escute Seu Pulmão”, de olho no diagnóstico precoce de condições como a DPOC. Portanto, não invista em nenhum método (por mais inofensivo que pareça) antes de descobrir os motivos por trás da tosse persistente ou incômoda e do chiado vindo dos pulmões.

6) Soluço

O barulho que não nos deixa terminar uma frase é a consequência de uma contração súbita do diafragma, músculo que controla a respiração localizado entre os pulmões e o estômago. Ele tem várias justificativas, como tomar um líquido gelado ou quente demais e dar aquela exagerada à mesa. Nesse segundo cenário, o estômago dilata e faz pressão sobre o músculo.

Outra situação mais rara é o estímulo exagerado dos nervos que comandam o diafragma. Isso pode ocorrer devido a distúrbios do sistema nervoso, tumores e derrame, além de desbalanços químicos que interferem na musculatura, como a falta de potássio.

Mas relaxe: para que o soluço seja algo perigoso, é preciso que a crise persista. Tomar água ou prender a respiração podem aliviar o “hic, hic”. E, mesmo que o soluço seja crônico, é possível silenciá-lo com remédios específicos ou até um marca-passo local.

7) Juntas que rangem

Estalar os ombros durante uma espreguiçada é quase sempre inofensivo: o som reverbera quando os tendões deslizam sobre uma protuberância óssea. Já o estalido constante recebe o nome de crepitação e é caracterizado pelo atrito entre a cartilagem e o osso — algo provocado por irregularidades nos tecidos ou diminuição no líquido que lubrifica a articulação.

Nesse contexto, o estampido pode representar um prelúdio de desgastes vinculados a doenças como artrose, capaz de dificultar a movimentação. Converse com um especialista se o ruído vier seguido de inchaço, dor e sensação de calor no local.

Estalada voluntária

Diferentemente do que diz a sabedoria popular sobre “engrossar” as articulações, estalar os dedos espontaneamente não traz nenhum malefício imediato. A não ser que o ato vire um vício desmedido: aí há risco de incitar um processo inflamatório no local.

8) Zum-zum no ouvido

Está aí um barulho que só o afetado escuta, mas que definitivamente não deve ser ignorado. Em 90% dos casos, ele indica perda auditiva. Com uma parte do ouvido inativa, as outras trabalham em dobro para dar conta da audição. É daí que irrompe o zumbido.

Coisas mais simples, como um entupimento de cera ou a exposição a volumes altos por curto período de tempo, também geram a irregularidade. Na verdade, existem mais de 200 causas por trás do zumbido. Entre as mais comuns, dá para citar diabetes, hipertensão e distúrbios da tireoide.

Como nem sempre o problema é reversível, certas pessoas precisam aprender a conviver com a chatice — técnicas que mascaram o som e aparelhos auditivos são bem-vindos.

9) Sinfonia noturna

O ronco ecoa quando há um estreitamento da passagem de ar nas vias aéreas. Se estamos muito cansados ou bebemos doses extras de álcool, os músculos do pescoço relaxam demais e pressionam a garganta, fabricando um ronco pontual, que geralmente é tranquilo — embora infernal para o companheiro.

A preocupação vem quando o espetáculo é encenado toda santa noite. É que frequentemente há uma apneia do sono envolvida. Tal condição provoca microdespertares e interrupções perigosas na respiração — e é fator de risco para doenças cardiovasculares.

Ainda que ela não esteja instalada, o ideal é investigar roncos insistentes. Isso porque o esforço recorrente para fazer circular o ar já altera a pressão arterial e os batimentos do coração de maneira danosa. Sem falar que abre caminho para a apneia chegar para ficar.

Guerra dos sexos

Eles têm fama de roncar mais — e há certa verdade nisso. Até a menopausa, a mulher possui uma proteção natural no tônus dos músculos por causa do hormônio estrogênio. Assim, a garganta delas mantém sustentação por mais tempo. Mas os especialistas alertam: depois dos 50 anos, a fraqueza muscular dá as caras e a incidência da ressonada noturna é praticamente igual entre os sexos.

A boa notícia é que, com medidas preventivas, dá para garantir o silêncio no quarto. Praticar atividade física e manter uma alimentação equilibrada são as principais estratégias, pois ajudam a evitar e combater o excesso de peso, um dos principais fatores de risco para a apneia.

10) Dentes em atrito

Apertá-los demais durante a noite pode ser indicativo de bruxismo. O quadro se apresenta de duas formas: a rangida de um lado para o outro e o apertamento do maxilar. Em ambas, o sistema nervoso manda os músculos da região se contraírem.

A causa disso não está totalmente estabelecida, mas se sabe que ansiosos são alvos mais frequentes. Ter a mordida cruzada também pode travar a boca à noite. Há ainda gente que vê a mandíbula apertar involuntariamente de dia e crianças que têm episódios de bruxismo durante períodos de maior agitação.

O som tem que baixar

Quem ouve os rangidos dos dentes de noite costuma ser o parceiro. Mas o efeito deles em quem os produz é bem pior do que os ecos. A arcada dentária fica desgastada e há risco de inflamações na gengiva e cansaço durante a fala e a mastigação.

Além disso, o problema mexe com a qualidade do sono. Fora as dores de cabeça, pescoço, ombros e até mesmo coluna. Converse com seu dentista ou procure um profissional se você ou o cônjuge suspeitarem do bruxismo.

Fontes: Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo; Mary Webberley, bióloga e pesquisadora da Universidade da Austrália Ocidental; Fernando Lundgren, pneumologista e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia; Frederico Polito Lomar, clínico geral da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, em São Paulo; Moisés Cohen, ortopedista e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo; Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo; Luciane Kraul, odontologista especialista em disfunção temporomandibular pela Universidade de São Paulo; Denise Abranches, odontologista da Universidade Federal de São Paulo e coordenadora do Serviço de Odontologia do Hospital São Paulo e Marcia Pradella Hallinan, neurologista e especialista em sono do Instituto do Sono, na capital paulista.

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Источник: https://saude.abril.com.br/bem-estar/barulhos-do-corpo-o-que-eles-significam-para-a-saude/

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