O que são cistos, principais tipos e como tratar

Os Diferentes Tipos de Cistos Ovarianos – Clínica Ayroza Ribeiro

O que são cistos, principais tipos e como tratar

Esse tipo de cisto é assintomático e costuma afetar apenas um lado do ovário.

Cisto folicular: formado a partir do crescimento anormal de um folículo ovariano durante a menstruação e a ruptura que causa a liberação do óvulo não ocorre.

Cistos foliculares costumam ser resolvidos de maneira espontânea em questão de semanas ou meses.

Cisto dermóide:  é um tipo de tumor benigno que costuma afetar mulheres mais jovens. Conhecido também pelo nome de teratoma cístico maduro, esse tipo de cisto pode apresentar ossos, gordura, cartilagem e pelos em sua composição.

Cisto endometrioide ou endometrioma:  ocorre quando o endométrio, tecido que reveste as paredes internas do útero, se aloja e cresce nos ovários. Quando sangram eles formam áreas císticas de coloração marrom popularmente chamadas de “cistos chocolate”.

Acometem mulheres em idade fértil e gera dor pélvica crônica durante os ciclos menstruais.

Cisto hemorrágico: categoria de cisto funcional que apresenta sangramentos internos resultantes de lesões em seus pequenos vasos sanguíneos. Pode causar dores abdominais do lado em que o cisto se encontra.

Cistoadenoma: tumor benigno de característica serosa ou mucosa. Pode crescer bastante e tornar-se consideravelmente volumoso, a ponto de necessitar de intervenção cirúrgica para ser removido.

Ovários com aparência policística: quando os dois ovários apresentam aumento considerável de volume devido à presença de pequenos cistos na área ovariana exterior.

Condição que diferencia-se da Síndrome dos Ovários Policísticos pois não apresenta outras complicações fisiológicas e os riscos ao metabolismo e sistema cardiovascular decorrentes da resistência à insulina, características da SOP.

Os sintomas

A maioria dos casos de cistos nos ovários não apresentam sintomas, fator que dificulta muito o diagnóstico precoce. Por isso é essencial realizar as consultas ginecológicas e exames de rotina.

Todavia, quando os sintomas se manifestam, costumam ser os seguintes:

  • Dor pélvica após exercícios físicos e relações sexuais;
  • Infertilidade;
  • Desconforto ou sensação de peso na pelve ou parte inferior do abdômen;
  • Sangramento menstrual irregular;
  • Vômitos e enjoos;
  • Dor pélvica durante ciclo menstrual que irradia para a lombar;
  • Pressão ou dor ao evacuar e urinar;
  • Dor vaginal.

O diagnóstico

É possível perceber a possibilidade de ocorrência de cistos nos ovários com o exame pélvico e exame físico abdominal. Entretanto, esses métodos investigativos não são suficientes para confirmar as suspeitas.

Para tanto, são necessários exames de imagem, como o ultrassom transvaginal. Esse é um exame indolor que, geralmente, possibilita a identificação das características do cisto.

As imagens fornecidas pelo ultrassom permitem identificar a composição do cisto e qualificá-lo como simples (preenchido somente por fluidos), complexo (material sólido combinado com áreas de fluido) ou totalmente sólido.

Para avaliar a dimensão dos cistos, a tomografia pélvica pode ser indicada e em outros casos, quando houver necessidade de um exame mais detalhado, é recomendada a ressonância magnética.

Dosagem de Ca-125

É um exame feito para apurar os níveis de Ca-125, marcador sanguíneo que identifica o câncer ovariano e auxilia a definir se um cisto tende a ser maligno.

Válido ressaltar que nem sempre níveis elevados de Ca-125 representam malignidade.

Teste de Gravidez (beta-hCG)

Exame feito para descartar a possibilidade de uma gravidez ectópica (fora do útero), pois os sintomas podem ser bastante similares aos que normalmente acompanham os cistos no ovário.

Tratamentos

Os cistos ovarianos fisiológicos (ou funcionais) são os mais comuns. Muitas vezes eles regridem e desaparecem sem a necessidade de tratamento.

Quando a remissão natural não acontece e as lesões crescem e permanecem por meses, é necessário removê-las para confirmar se não há risco de malignidade.

Outros tratamentos, mais conservadores e indicados para casos menos complexos, incluem o uso de anticoncepcionais orais para regular os ciclos menstruais e, dessa forma, evitar o surgimento de outros cistos.

Para as intervenções cirúrgicas, o método mais recomendado é a videolaparoscopia. Seu caráter minimamente invasivo possibilita uma recuperação rápida e garante menor tempo de internação da paciente.

É fundamental conversar com o profissional da saúde de sua confiança para compreender melhor os mecanismos dos tipos de cistos ovarianos e as possibilidades de tratamentos. Cada caso possui sua especificidade e, portanto, as consultas são indispensáveis.

Caso tenha qualquer dúvida, ou sinta qualquer um dos sintomas, marque uma consulta. Não deixe para depois.

Источник: https://www.ayrozaribeiro.com.br/materias/os-diferentes-tipos-de-cistos-ovarianos/

Cisto de ovário: sintomas, causas, tipos e tratamentos

O que são cistos, principais tipos e como tratar

O cisto de ovário é uma bolsa cheia de líquido que se forma dentro ou ao redor ovário. Geralmente causa dores fortes na região pélvica.

A maioria dos cistos costuma desparecer sozinho, segundo o Manual MSD, conforme o tempo passa. Há casos, porém, que exigem cirurgia de remoção.

Cerca de 30% das mulheres que estão com atividade menstrual apresentam cistos de ovário.

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Sintomas de Cisto de ovário

O cisto de ovário não demonstra sintoma na maior parte dos casos . Porém, os sintomas que ocorrem normalmente são dor ou irregularidade no período menstrual.

Normalmente, se a mulher sente dor, um dos motivos é um aumento do volume do cisto, sangramento, rompimento do cisto, colisão com o cisto durante a penetração no sexo, ou uma torção das trompas de Falópio provocada pelo cisto.

Além de dor e irregularidade menstrual, outros sintomas dos cistos de ovário são:

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  • Inchaço no abdômen
  • Dor ao evacuar
  • Dor na pélvis pouco antes ou depois do início do período menstrual
  • Dor no sexo
  • Dor pélvica ao mover-se
  • Dor pélvica leve e constante
  • Dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno

Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar náuseas ou sangramentos.

Causas

A causa do cisto de ovário depende do tipo de cisto. Há pelo menos dois tipos de cistos, divididos em subcategorias.

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Tipos

O tipo mais comum de cisto de ovário é o cisto funcional, que pode ser tanto um cisto folicular quanto cisto lúteo. Vale destacar, ainda, que os cistos funcionais estão relacionados à idade fértil (da puberdade à menopausa) da mulher.

Cisto folicular: Na maioria dos meses, um óvulo éliberado deste folículo, num processo conhecido como ovulação. Se o folículo não conseguir abrir e liberar o óvulo, o líquido permanece dentro dele e origina um cisto. Isto é chamado de cisto folicular.

Cisto de corpo lúteo: ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.

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O cistos não estão relacionados ao ciclo menstrual e são bem menos comuns. São os casos dos cistos dermoide, cistadenoma.

Cisto dermoide: é formado a partir de células que também dão origem à pele, portanto encontra-se em dentes e nos cabelos, para citar dois exemplos.

Cistadenoma: se desenvolve a partir do tecido que reveste os ovários.

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Cisto endometrioma: é resultado da endometriose, uma condição na qual o endométrio, o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para uma mulher vir a desenvolver cistos de ovário:

  • Histórico familiar de cistos ovarianos funcionais
  • Uso de medicamentos para impulsionar a ovulação

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Buscando ajuda médica

Procure um especialista em caso de dores abdominais e pélvicas muito fortes, principalmente se elas vieram acompanhadas de febre e vômito. Não se automedique.

Os sintomas de cistos no ovário são muito similares aos de outras doenças, por isso consulte um médico para que ele possa fazer o diagnóstico e orientar qual o melhor tratamento para seu caso.

A depender do caso de cisto no ovário, a cirurgia pode ser recomendada pelo médico – Foto: Shutterstock

Na consulta médica

Na consulta, descreva todos os sintomas que estiver sentindo e tire todas as dúvidas com o médico. Você pode perguntar, por exemplo:

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  • Cistos no ovário podem causar câncer ou infertilidade?
  • O que eu posso fazer para evitar que esse problema seja recorrente?
  • Cistos no ovário podem ser sintomas de um problema mais grave?

O especialista também deverá lhe fazer algumas perguntas, como:

  • Há quanto tempo você está sentindo esses sintomas?
  • Os sintomas surgem junto ao ciclo menstrual?
  • Há alguma medida que melhore ou piore seus sintomas?

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Diagnóstico de Cisto de ovário

Geralmente, um cisto no ovário pode ser diagnosticado em um simples exame pélvico. Mas para determinar o tamanho e o tipo exato do cisto, o médico deverá recorrer a outros exames, como por exemplo:

  • Teste de gravidez: se der positivo, o especialista saberá que o tipo de cisto em questão é lúteo.
  • Ultrassom pélvico: o exame de imagem possibilitará ao médico identificar o tamanho do cisto e também sua composição (se é sólido, fluido, misto, etc.).
  • Laparoscopia: por meio de um laparoscópico, o médico poderá examinar mais atentamente a região dos ovários em busca de um cisto.

Cisto de ovário tem cura?

O cisto de ovário tem cura. Os que ocorrem em mulheres que ainda menstruam costumam desaparecer sozinhos.

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Mesmo quando isso não acontece, o tratamento costuma ser eficiente. Existe um risco maior de câncer em mulheres que estão na pós-menopausa.

Tratamento de Cisto de ovário

O tratamento depende muito da idade da paciente, dos sintomas do tamanho e do tipo do cisto. Muitas vezes, o cisto desaparece por conta própria, dispensando a terapia. Porém, isso pode demorar alguns meses.

Para garantir que o cisto se foi completamente, pode ser necessário realizar ultrassons e exames pélvicos periódicos. Caso esta não seja uma opção ou caso o cisto não vá embora sozinho, existem outros meios para tratar a doença.

Confira:

  • Anticoncepcionais costumam ser uma opção para evitar que novos cistos se desenvolvam nos ovários.
  • Cirurgia de retirada de cistos também pode ser uma alternativa, mas geralmente o médico só recorre a esse tipo de intervenção quando não há outra opção. No entanto, pode ser também a única solução caso o cisto seja grande demais, não seja funcional ou esteja crescendo.

Caso o cisto seja cancerígeno, talvez seja necessário extrair ambos os ovários.

Complicações possíveis

O risco de complicações podem ocorrer com cistos de ovários são:

  • Sangramento do cisto
  • Rompimento do cisto
  • Alterações que sinalizam câncer
  • Torções

Referências

Revisado por: Dra. Barbara Alencar Rolim Murayama, ginecologista – CRM: 112527

Ministério da Saúde

Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cisto-de-ovario

O que é Cisto de ovário? Saiba como identificar os sintomas

O que são cistos, principais tipos e como tratar

O cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquidos que se forma dentro ou ao redor do ovário, e que pode resultar em dor, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar.

Geralmente, o aparecimento de cistos nos ovários não provoca sintomas e não precisa de tratamento específico, normalmente, a tendência é que eles desapareçam naturalmente.

No entanto, quando o cisto cresce muito, se rompe ou quando ele fica torcido no ovário, podem surgir sintomas como dor no abdômen e menstruação irregular, que podem piorar durante a ovulação, contato íntimo ou devido aos movimentos intestinais.

Tipos de Cisto de ovário

Existem vários tipos de cisto de ovário, eles são:

Cisto folicular:

Forma-se quando não há ovulação ou quando o óvulo não sai do ovário durante o período fértil. Geralmente, não apresenta sintomas e não necessita de tratamento. Seu tamanho pode variar de  2,5 cm à 10 cm e normalmente diminui de tamanho entre 4 a 8 semanas, e não é considerado câncer.

Cisto de corpo lúteo:

Pode surgir após a liberação do óvulo. Seu tamanho varia entre 3 e 4 cm e pode se romper durante o contato íntimo, mas não é necessário tratamento específico.Se houver dor intensa, queda da pressão e batimento cardíaco acelerado, pode ser necessário retirar através de cirurgia por laparoscopia.

Cisto de Teca-luteína:

Acontece raramente, sendo mais comum nas mulheres que tomam remédios para engravidar.

Cisto hemorrágico:

Acontece quando há sangramento na parede do cisto para o seu interior, podendo causar dor pélvica.

Cisto dermoide:

também chamado de teratoma cístico maduro, que pode ser encontrado contendo cabelo, dente ou fragmento ósseo, sendo preciso laparoscopia.

Fibroma ovariano:

É uma neoplasia mais comum na menopausa, o tamanho pode variar, desde microcistos, até pesarem 23 kg, e devem ser retirados por cirurgia.

Endometrioma ovariano:

Surge em casos de endometriose nos ovários (presença do endométrio fora do útero), necessitando ser tratado com remédios ou cirurgia.

Cisto adenoma:

Cisto ovariano benigno, que deve ser retirado através de laparoscopia.

Além disso, o diagnóstico do cisto no ovário pode ser feito através de exames como palpação da região pélvica, ultrassonografia transvaginal, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O ginecologista também pode pedir o teste de gravidez  (Beta HCG) para excluir a possibilidade de gravidez ectópica, que apresenta os mesmos sintomas, e ainda ajuda a identificar o tipo de cisto que a mulher possui.

Após a identificação do cisto no ovário, o médico ginecologista também pode solicitar exames de sangue para verificar se o cisto é maligno ou benigno.

Causas para o cisto de ovário

É mais comum encontrar cistos em mulheres entre 20 e 35 anos de idade, durante o período fértil, mas também podem ser detectados também em mulheres que já estão na menopausa.

Entre as principais causas para a formação do cistos no ovário estão o histórico familiar e o uso de alguns medicamentos, como por exemplo, remédios para estimular a ovulação.

Nesse sentido, o tipo de cisto mais comum é o cisto funcional e ele surge quando há crescimento do folículo no entanto não ocorre a sua rotura (anovulação). Deste modo, o folículo continua crescendo e pode atingir um tamanho bem maior que o habitual.

Sintomas do cisto de ovário

É raro um cisto de ovário apresentar sintomas, no entanto, quando este evidenciar um tamanho muito grande, podem surgir sintomas como:

a. Dor no ovário, do lado onde está o cisto;

b. Dor durante a ovulação;

c. Dor durante o contato íntimo;

d. Atraso da menstruação;

e. Aumento da sensibilidade nas mamas;

f. Sangramento vaginal fora do período menstrual;

g. Aumento de peso;

h. Dificuldade para engravidar.

Como o cisto de ovário pode dificultar a gravidez?

Os cistos de ovário podem ser encontrados em uma a cada quatro mulheres. Eles não causam infertilidade, no entanto podem causar dificuldades para engravidar.

Isso acontece porque os cistos de ovário podem provocar alterações hormonais, disfunções no processo ovulatório e irregularidade ou ausência de menstruação. Sendo assim, quando os cistos permanecem muito tempo nos ovários, eles podem dificultar novas ovulações.

Tratamento para cisto de ovário

O tratamento mais comum para o cisto de ovário é esperar que ele diminua de tamanho sozinho, sem necessidade de tratamento.

No entanto, o cisto ovariano também pode ser tratado com a ingestão regular da pílula anticoncepcional (que deve ser indicada pelo seu médico), e quando provoca sintomas ou dificulta o funcionamento do ovário, pode-se recomendar a cirurgia para retirada do cisto, sem retirar o órgão.

Nos casos mais graves, em que o cisto é muito grande e apresenta indícios de câncer, ou em caso de torção do ovário, pode ser necessário retirar completamente o ovário.

Além disso, a principal dica é que, se você tiver dores abdominais e pélvicas muito fortes, acompanhadas de febre e vômito, deve procurar um especialista. Faça uma avaliação médica para obter o diagnóstico correto e procurar o tratamento adequado para o seu caso.

Se você achou que o nosso post ajudou você a saber um pouco mais sobre o cisto de ovário, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

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Источник: https://www.nilofrantz.com.br/o-que-e-cisto-de-ovario-saiba-como-identificar-os-sintomas/

CISTO NO OVÁRIO – Sintomas e tratamento

O que são cistos, principais tipos e como tratar

O cisto de ovário é uma alteração benigna, que pode aparecer em mulheres jovens e idosas, e que não tem relação com câncer na imensa maioria dos casos. O cisto ovariano é uma lesão que, quando pequena, não costuma provocar sintomas e pode desaparecer espontaneamente com o tempo.

Neste artigo vamos explicar o que é um cisto de ovário, quais são suas causas, seus sintomas e as opções de tratamento.

Vamos abordar apenas os cistos simples. Se você procura informação sobre ovários policísticos, o seu texto é esse: SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS.

O que é um cisto?

O cisto é uma lesão que pode surgir em várias partes do nosso organismo. Ele é basicamente uma bolha envolta por uma fina membrana, que contém ar ou substâncias líquidas (ou semi-líquidas) em seu interior.

Cistos também podem ocorrer nos rins, na pele, no fígado, no pâncreas, nas mamas, no cérebro, nas cordas vocais e em dezenas de outros pontos do corpo.

O cisto por natureza é uma lesão benigna. Ele é apenas um acúmulo de líquido em determinado tecido. Porém, em raros casos, tumores malignos podem ter aspecto semelhantes aos de um cisto. Por isso, uma avaliação cuidadosa da lesão é sempre importante.

O que é o cisto de ovário?

O cisto de ovário é, portanto, uma bolsa ou saco com líquido em seu interior, que se forma no próprio ovário ou ao redor do mesmo.

Existem vários tipos de cisto no ovário, os mais comuns são os chamados cistos funcionais, que se formam durante o processo de ovulação.

Cistos funcionais

Cisto folicular

A cada ciclo menstrual, as variações hormonais estimulam o crescimento de um folículo ovariano, que é um pequeno cisto que contém o óvulo em seu interior. Na metade do ciclo menstrual, esse folículo se rompe e libera o óvulo em direção a uma das trompas.

Esse processo chama-se ovulação. Caso o folículo não consiga ser rompido, ele continua a acumular líquidos em seu interior e a crescer, formando um cisto. Todo folículo não rompido que atinge, pelo menos, 2,5 cm de diâmetro é chamado de cisto folicular.

O cisto folicular é o cisto ovariano mais comum de todos e ocorre principalmente em mulheres jovens. Este tipo de cisto costuma desaparecer espontaneamente após algumas semanas.

Cisto de corpo lúteo

Quando no momento da ovulação o folículo ovariano rompe-se e liberta o óvulo, ele passa a se chamar corpo lúteo. O papel do corpo lúteo é produzir estrogênio e progesterona de forma a preparar o útero e o organismo da mulher para receber uma gravidez. Caso o óvulo libertado não seja fecundado, o corpo lúteo involui e desaparece em poucos dias.

O cisto de corpo lúteo surge quando logo após o seu rompimento para liberação do óvulo, ele volta a se fechar, passando a acumular líquido em seu interior. O cisto de corpo lúteo costuma ter mais de 3 cm de diâmetro e também desaparece espontaneamente após algumas semanas.

Medicamentos usados no tratamento da infertilidade, como o citrato de clomifeno (Clomid®, Indux®, Serofene®) aumentam o risco de formação de um cisto de corpo lúteo.

É bom lembrar que mulheres após a menopausa não ovulam, por isso, não podem ter a forma mais comum de cisto ovariano, que são os cistos foliculares. Da mesma forma, mulheres jovens que tomam anticoncepcional hormonal também não ovulam, e não é esperado que tenham cistos foliculares. O mesmo raciocínio vale para o cisto de corpo lúteo.

Outros tipos de cisto ovariano

Endometrioma

Mulheres com endometriose podem desenvolver cistos nos ovários, que recebem o nome de endometriomas ou cistos de chocolate, devido ao seu conteúdo escuro e sanguinolento.

Os endometriomas costumam ser dolorosos, principalmente na época do período menstrual ou durante o ato sexual. Quando se rompem, pode haver um quadro de intensa dor abdominal e febre baixa, simulando um quadro de doença inflamatória pélvica (DIP) ou apendicite.

Cisto dermoide

Também chamado de teratoma cístico maduro, o cisto dermoide é um tumor benigno que surge em mulheres jovens. Por ser uma neoplasia de células germinativas, esse cisto pode conter pedaços de osso, cabelo, pele, gordura e até dentes. O cisto dermoide é o tipo de tumor mais comum nas mulheres entre 20 e 40 anos. Apesar de ser uma lesão benigna, em casos raros ele pode se transformar em câncer.

O cisto dermoide pode causar dor e alguns deles crescem bastante, podendo facilmente ultrapassar os 10 cm de diâmetro.

Explicamos o teratoma de ovário com mais detalhes no artigo: TERATOMA DE OVÁRIO – Tipos, Sintomas e Tratamento.

Cistadenoma

O cistadenoma também é um tumor benigno dos ovários e pode chegar a ter até 20 cm de diâmetro. O cistoadenoma pode surgir em ambos os ovários e não costuma desaparecer sozinho com o tempo.

Cisto de ovário pode ser câncer?

O câncer de ovário costuma se apresentar como um tumor sólido no ovário, mas, em alguns casos, ele pode ter uma aparência parecida com a de um cisto.

Nas mulheres em idade fértil, o tumor de ovário é incomum e menos de 1% dos cistos de ovário representam, na verdade, um tumor maligno. Nas mulheres pós-menopausa, a maioria dos cistos também é benigno, porém, a ocorrência de tumores com aspecto semi-cístico é maior, o que demanda um pouco mais de atenção por parte do médico.

Na maioria dos casos, os cistos foliculares, de corpo lúteo, endometriomas ou cistos dermoides são facilmente distinguíveis pela ultrassonografia ou ressonância magnética, não havendo muito espaço para confusão com tumores malignos.

Porém, quando não é possível descartar um tumor através destes exames de imagens, o cisto deve ser retirado cirurgicamente para avaliação histopatológica. Alguns exames de sangue, como a dosagem do CA 125, ajudam a distinguir tumores malignos de cistos benignos, pois em 80% dos casos de câncer ovariano este exame encontra-se com valores aumentados.

Portanto, a resposta para a pergunta acima é: sim, um cisto de ovário pode ser um câncer, mas na imensa maioria dos casos não é.

Sintomas

A maioria dos cistos de ovário não causa sintomas e acaba por desaparecer espontaneamente após algumas semanas. Portanto, muitas mulheres têm cistos de ovários e nem sequer ficam sabendo.

Em geral, os cistos ovarianos não causam infertilidade nem provocam alterações menstruais. O endometrioma é uma das exceções.

O cisto no ovário costuma provocar sintomas quando, pelo menos, uma das seguintes situações está presente:

Crescimento do cisto

Nestes casos, a mulher pode sentir dor ou sensação de peso na região pélvica ou abdominal, dor durante o ato sexual, distensão abdominal, enjoos, vontade de urinar frequentemente (caso a bexiga esteja sendo comprimida), dificuldade ou vontade súbita de evacuar (caso o reto esteja sendo comprimido) e ganho de peso (caso o cisto esteja crescendo muito).

Ruptura do cisto

O quadro clínico de uma ruptura de cisto ovariano costuma ser uma súbita e intensa dor unilateral na pelve. As rupturas geralmente ocorrem durante um esforço físico ou relação sexual. Raramente, a ruptura do cisto pode provocar hemorragias graves. Sangramento vaginal pode até ocorrer, mas não é um sintoma comum do cisto de ovário rompido.

Torção do cisto

Quando cisto cresce muito, ele pode girar ao redor do seu próprio eixo, causando um torção do cisto, do ovário ou da trompa uterina. O quadro é parecido com o da ruptura do cisto, com intensa e súbita dor unilateral pélvica ou abdominal. A dor pode intensa o suficiente para causar náuseas e vômitos.

Mulheres jovens

Nas mulheres jovens, em idade fértil, a maioria dos cistos não requer nenhum tratamento, pois causam poucos ou nenhum sintoma e desaparecem sozinhos após 1 ou 2 meses. Uma reavaliação ultrassonográfica após 8 semanas é geralmente indicada para o médico avaliar se o cisto sumiu ou aumentou de tamanho neste intervalo.

Se o cisto for grande, geralmente maiores que 5 cm e com crescimento contínuo, causarem sintomas muito intensos ou, principalmente, se tiverem uma aparência suspeita aos exames de imagem, a cirurgia para retirada do cisto ovariano é um opção a ser levada em conta. Cistos de ovário causados por endometriose também costumam requerer tratamento cirúrgico.

É bom destacar que o tamanho do cisto não tem relação direta com a possibilidade do mesmo ser um câncer. Cistos grandes ou que crescem não são necessariamente malignos, do mesmo modo que cistos pequenos não são necessariamente benignos.

Mulheres após a menopausa

Nas mulheres no período pós-menopausa, a aparência do cisto pela ultrassonografia e o valor do CA 125 ajudam a definir a melhor conduta.

Se o cisto tiver uma aparência benigna e o CA 125 for baixo, o médico irá apenas acompanhá-lo com exames de ultra-som a cada 3 ou 6 meses.

 Entretanto, se houver alguma dúvida quanto à benignidade da lesão, a cirurgia pode ser a conduta mais recomendada.

Os cistos em mulheres mais velhas não costumam desparecer espontaneamente. Isso não significa, porém, que eles precisam ser obrigatoriamente removidos por cirurgia. Se o cisto for pequeno, assintomático e claramente benigno, basta segui-lo com exames de imagem.

Referências

Os artigos de Obstetrícia do mdsaude.com estão de acordo com os manuais e diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e do Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos de Portugal.

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/cisto-no-ovario/

Cisto de Baker no Joelho: O que é? Como tratar?

O que são cistos, principais tipos e como tratar

O cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo, é uma lesão benigna, caracterizada pelo acúmulo de líquido em uma pequena bolsa que surge atrás do joelho (região poplítea), formando um cisto, que se apresenta como um nódulo abaixo da pele.

Em muitos casos ele chega a ser palpável e até visível, podendo provocar dor e dificuldade de movimentação do joelho.

Agendar sua Avaliação

De forma mais específica, sabe-se que esse cisto é formado entre dois grandes músculos que estão na região posterior e mais interna (medial) do joelho, o músculo gastrocnêmico medial e semimembranoso.

No adulto, o surgimento do cisto de Baker está comumente relacionado a lesões intra-articulares que podem levar ao acúmulo de líquido dentro da articulação (líquido sinovial) formando o cisto. Já na criança, essa formação cística é mais rara, geralmente é descoberta ao acaso e não está relacionada a histórico de trauma no joelho.

Causas do Cisto de Baker

O cisto de Baker é causado pelo acúmulo de líquido sinovial

O líquido sinovial é o líquido produzido dentro do joelho e tem como uma das principais funções a lubrificação da articulação. De forma geral, existe um bom equilíbrio entre a produção e a absorção desse líquido por parte das estruturas articulares.

Agendar sua Avaliação

Quando ocorre uma produção excessiva do líquido sinovial (sinovite), normalmente por condições inflamatórias na articulação do joelho, como lesão meniscal, artrite e processos degenerativos que consequentemente causam inchaço no joelho, esse líquido tende a ser comprimido e empurrado para se acomodar na região posterior do joelho, formando uma herniação na região poplítea, que constitui o cisto de Baker.

O excesso de líquido não absorvido pela articulação, pode também ser acumulado em uma estrutura semelhante a uma bolsa, chamada bursa poplítea, que se expande, dando origem ao cisto.

Outros exemplos de doenças que estão associadas a formação do cisto de Baker são a osteoartrose do joelho, artrite reumatoide, artrite infecciosa e traumas no joelho, de forma geral.

Fatores de Risco

Já que o surgimento do cisto de Baker está relacionado a uma condição que gera inflamação no joelho, pessoas de qualquer idade estão suscetíveis a desenvolvê-lo, mas os indivíduos acima de 60 anos são os mais propensos.
Isso acontece principalmente porque com o passar do tempo a articulação do joelho fica cada vez mais propensa ao desenvolvimento de doenças degenerativas e inflamatórias como a osteoartrite/osteoatrose.

Sinais e Sintomas

Um dos principais sintomas ocasionados pelo Cisto de Baker é o desconforto na região posterior de joelho

Em alguns casos, sobretudo em crianças, o cisto poplíteo é assintomático e é descoberto ao acaso, ao ser observada a presença de uma massa ou tumoração na região posterior do joelho. Mas os principais casos exibem sinais que indicam a presença dessa massa cística e dentre eles pode-se apontar:

    • Inchaço na região posterior do joelho (às vezes, na perna também);
    • Dor ou sensação de incômodo na mesma região do inchaço ou em áreas próximas;
    • Sensação de pressão atrás do joelho;
    • Percepção de saliência incomum na região posterior do joelho durante palpação (semelhante à sensação de tocar em um balão cheio de água);
    • Dor mais intensa ao esticar o joelho ou subir escadas;
    • Rigidez na musculatura próxima ao joelho.

Os sintomas podem piorar depois que o paciente com o cisto de Baker realiza exercícios físicos, ao permanecer longos períodos em pé ou parado em uma mesma posição.

Na maioria dos casos, os sintomas não ficam restritos à região posterior do joelho e as queixas clínicas estão mais associadas às doenças que deram origem ao cisto.

Isso faz com que sinais e sintomas relacionados à osteoartrose ou lesão de menisco (ou outras doenças associadas), por exemplo, sejam muito comuns nesses pacientes.

Complicações do Cisto de Baker

As principais complicações do cisto poplíteo ocorrem quando seu volume aumenta excessivamente ou quando ele se rompe. Nesses casos os sinais e sintomas podem ser confundidos com doenças graves como trombose venosa profunda ou tromboflebite.

A região posterior do joelho (poplítea) acomoda nervos e vasos sanguíneos importantes e em casos em que o cisto é muito volumoso, o paciente pode apresentar sintomas de compressão dessas estruturas, queixando-se de sensação de formigamento (parestesia), alteração de força, dor intensa e até mesmo edema na perna, pois o cisto pode comprimir vasos importantes e atrapalhar o fluxo de sangue na perna.

Nos casos em que o cisto se rompe, o líquido que ele acomodava pode escorrer para a articulação ou por entre os músculos da perna, provocando uma reação inflamatória. Este quadro vem acompanhado de dor e vermelhidão na região atrás do joelho e aumento de volume e empastamento (endurecimento) da panturrilha.

Diagnóstico e Exames

O diagnóstico do Cisto de Baker é feito através de um exame clínico.

Normalmente o cisto de Baker pode ser diagnosticado por meio de um exame físico, já que costuma ser palpável e visível.

Porém, como em alguns casos os pacientes apresentam sinais e sintomas compatíveis com doenças mais graves como trombose, aneurisma ou tumor, faz-se necessário uma investigação mais criteriosa, envolvendo também exames de imagem.

Além disso, exames complementares são úteis para a realização de diagnóstico diferencial, já que a dor atrás da articulação do joelho pode ser confundida com vários outros diagnósticos como tendinopatia do músculo poplíteo, dos isquiotibiais, lesão em gastrocnêmios ou até mesmo com artrose do joelho, o que faz com que o exame físico deva ser criterioso e auxiliado pelas imagens.

A causa da dor atrás da articulação do joelho pode ser confundida com outros diagnósticos em virtude da quantidade de estruturas anatômicas que constituem esta região

Quando há suspeita de cisto de Baker, o exame físico é feito com o paciente deitado de barriga para baixo e a palpação da região posterior do joelho é realizada com o joelho em extensão (esticado) e em flexão de 90 graus. Nessas condições, palpa-se uma massa arredondada, com aspecto gelatinoso, mas com bordas bem delimitadas.

Aproximadamente em 45 graus de flexão do joelho o cisto normalmente não é palpável e esse fato é comumente utilizado para distinguir o cisto de Baker de outras massas sólidas como tumores de partes moles, por exemplo.

Os exames de imagem que mais são utilizados para auxiliar o diagnóstico do cisto são a ressonâncias nuclear magnética (RNM) e a ultrassonografia.

A RNM é particularmente útil para diagnosticar lesões articulares associadas ao cisto, como por exemplo tendinopatias, que podem surgir em virtude das compensações geradas pelo indivíduo na tentativa de realizar as atividades do dia a dia ou esportes sem incômodos ou dores.

A ultrassonografia não permite análise de outras estruturas do joelho, mas é muito útil para delimitar o tamanho e a localização do cisto, bem como distinguir se o mesmo é constituído de líquido ou de algum tecido sólido.

Vale lembrar que a radiografia do joelho tem utilidade para o diagnóstico de uma doença associada como no caso da artrose, mas não é útil para identificar o cisto em si.

A Fisioterapia e o Cisto de Baker

A fisioterapia visa uma abordagem global do paciente com cisto poplíteo, direcionando o tratamento para a doença ou lesão primária responsável pelo aumento do líquido intra-articular.

Nesse contexto, a reabilitação passa por fases que objetivam inicialmente a redução da dor e do processo inflamatório no joelho, através de recursos da eletrotermofototerapia e modulação de sintomas.

Com base na doença primária e no grau de comprometimento articular, o fisioterapeuta desenvolve um programa específico de ganho de amplitude do movimento e de fortalecimento dos músculos dos membros inferiores, objetivando o reequilíbrio muscular, a melhora da absorção das cargas que passam pelo joelho e consequentemente melhora funcional desses indivíduos.

Por fim, o tratamento abrange treino do controle do movimento, ganho de força e restauração do equilíbrio, na tentativa de proporcionar ao paciente melhor qualidade de movimentação em seu ambiente de vida diária ou durante atividades esportivas, da melhor forma possível.

Existe prevenção?

Não existe um protocolo específico de prevenção do cisto de Baker, mas uma vez que entendemos que o seu surgimento está intimamente relacionado à outras doenças do joelho, pode-se inferir que a manutenção de força e de um bom equilíbrio da musculatura dos membros inferiores pode ser útil para prevenir o aparecimento de patologias primárias que apresentam como sintoma/complicação o aparecimento do Cisto de Baker.

Vídeo do Dr. Fukuda

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Atualmente é diretor-clínico do Instituto TRATA – Joelho e Quadril.

Graduado em Fisioterapia no ano de 2001 e Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia neuro-musculo-esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP (2003)

Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (2006)

Doutor em Ciências pelo programa de Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011)

Pós-doutorado (post doc) em Biomecânica pela University of Southern California – USC (2013)

Docente da graduação do Centro Universitário São Camilo – CUSC e Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino

Foi Professor Adjunto da pós-graduação em Fisioterapia musculo-esquelética – ISCMSP e Supervisor do Grupo de Joelho, Quadril, Traumatologia Esportiva e Ortopedia Pediátrica – ISCMSP

Vencedor dos prêmios EXCELLENCE IN RESEARCH AWARD pelo melhor artigo publicado no ano de 2010 e EXCELLENCE IN CLINICAL INQUIRY no ano de 2011 no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE). Tem mais de 60 publicações nacionais e internacionais com ênfase em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia, Joelho e Quadril, Traumatologia esportiva e Eletrotermofototerapia.

Источник: https://www.institutotrata.com.br/cisto-de-baker/

Cisto no Ovário: o que é, principais sintomas e tipos

O que são cistos, principais tipos e como tratar

​O cisto no ovário, também conhecido como cisto ovariano, é uma bolsa cheia de líquido que se forma dentro ou ao redor do ovário, podendo provocar dor na região pélvica, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar. Geralmente, o cisto no ovário é benigno e desaparece passado alguns meses sem necessitar de tratamento, no entanto, caso apresente sintomas, pode necessitar de tratamento médico.

Ter um cisto no ovário, na maioria das vezes, não é grave porque é uma situação comum que acontece em muitas mulheres entre os 15 e os 35 anos de idade, podendo surgir várias vezes ao longo da vida.

Na maioria das vezes a presença de cisto no ovário não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, apenas quando o cisto tem mais do que 3 cm de diâmetro, podendo haver dor no ovário, durante a ovulação ou durante a relação sexual, atraso na menstruação e sangramento fora do período menstrual. Saiba identificar os sintomas de cisto no ovário.

No entanto, para confirmar o diagnóstico, o ginecologista deve realizar exames físicos e de imagem para identificar a presença do cisto, características e tipo, indicando o tratamento mais adequado.

Tipos de cistos no ovário

O tipo de cisto no ovário pode ser avaliado no ginecologista através de exames como ultrassom ou laparoscopia, sendo os principais:

  • Cisto folicular: forma-se quando não há ovulação ou quando o óvulo não sai do ovário durante o período fértil. Geralmente, não apresenta sintomas e não necessita de tratamento. Seu tamanho pode variar de  2,5 cm à 10 cm e normalmente diminui de tamanho entre a 4 a 8 semanas, pois não é considerado câncer.
  • Cisto de corpo lúteo: pode surgir após a liberação do óvulo e, normalmente, desaparece sem tratamento. Seu tamanho varia entre 3 e 4 cm e pode se romper durante o contato íntimo, mas não é necessário tratamento específico, mas se houver dor intensa, queda da pressão e batimento cardíaco acelerado, pode ser necessário retirar através de cirurgia por laparoscopia.
  • Cisto de Teca-luteína: Acontece raramente, sendo mais comum nas mulheres que tomam remédios para engravidar.
  • Cisto hemorrágico: acontece quando há sangramento na parede do cisto para o seu interior, podendo causar dor pélvica;
  • Cisto dermoide: também chamado de teratoma cístico maduro, que pode ser encontrado na criança, contendo cabelo, dente ou fragmento ósseo, sendo preciso laparoscopia;
  • Fibroma ovariano: é uma neoplasia mais comum na menopausa, o tamanho pode variar desde microcistos até pesarem até 23 kg, e devem ser retirados por cirurgia.
  • Endometrioma ovariano: surge em casos de endometriose nos ovários, necessitando ser tratado com remédios ou cirurgia;
  • Cisto adenoma: cisto ovariano benigno, que deve ser retirado através de laparoscopia.

Por estarem cheios de líquido, estes cistos podem ainda ser conhecidos como cistos anecoicos, pois não refletem os ultrassom utilizados nos exames de diagnóstico, no entanto, o termo anecoico não está relacionado com a gravidade.

O cisto no ovário não causa infertilidade, mas a mulher pode ter dificuldade em engravidar devido às alterações hormonais que levaram ao surgimento do cisto. Porém, com o tratamento adequado, o cisto no ovário tende a diminuir ou desaparecer, fazendo com que a mulher retorne ao seu ritmo hormonal normal, facilitando a fertilização.

Quando a mulher com cisto no ovário consegue engravidar, deve fazer consultas regulares no obstetra pois existe maior risco de complicações, como gravidez ectópica, por exemplo.

Cisto no ovário é câncer? 

Um cisto ovariano normalmente não é câncer, sendo apenas uma lesão benigna que pode desaparecer sozinha ou ser retirada através de cirurgia, quando é muito grande havendo risco de rompimento ou causa dor e desconforto importantes. O câncer de ovário é mais comum em mulheres com mais de 50 anos, sendo muito raro abaixo dos 30. 

Algumas características dos cistos que podem ser câncer são os com grande tamanho, com septo espesso, área sólida. Em caso de suspeita o médico deve solicitar o exame de sangue CA 125, porque esse valor elevado pode indicar uma lesão cancerígena, no entanto as mulheres com endometrioma ovariano pode ter CA 125 elevado, e não ser câncer. 

Tratamento para cisto no ovário

Ter um cisto no ovário nem sempre é perigoso, sendo na maioria dos casos indicado pelo ginecologista que seja apenas realizado acompanhamento para ter a certeza de que o cisto diminui ao longo do tempo sem ser necessário qualquer tipo de tratamento.

No entanto, em alguns casos, o cisto ovariano também pode ser tratado com o uso de pílula anticoncepcional de acordo com a recomendação do médico.

Nos casos em que o cisto é muito grande e causa sintomas, pode ser indicada a realização de cirurgia para retirada do cisto ou do ovário quando há sinais indicativos de câncer ou de torção do ovário.

Veja mais detalhes do tratamento para cisto no ovário.

Além disso, uma forma de aliviar o desconforto é utilizar uma compressa de água morna sobre a região dolorida. Confira outras formas de aliviar a dor e o desconforto do cisto no ovário assistindo ao vídeo a seguir:

Источник: https://www.tuasaude.com/cisto-no-ovario/

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