O que são os Anti-Inflamatórios (AINES)?

Contents
  1. O que são os Anti-Inflamatórios (AINES)?
  2. Exemplos de anti-inflamatórios não esteroides
  3. Para que servem os anti-inflamatórios?
  4. Como agem os anti-inflamatórios?
  5. Ações da COX no organismo
  6. Proteção do estômago contra ácidos produzidos no seu interior
  7. Fluxo de sangue no rins
  8. Coagulação sanguínea
  9. Efeitos colaterais dos anti-inflamatórios
  10. Pacientes que não devem tomar anti-inflamatórios sem orientação médica
  11. Referências
  12. Farmacologia dos AINEs: Tudo que você precisa saber
  13. Inflamação
  14. Mecanismo de Ação dos AINEs
  15. Quanto aos efeitos TERAPÊUTICOS dos AINEs, são 3 os principais:
  16. Efeitos adversos
  17. Classificação dos AINEs
  18. 1. Salicilatos
  19. 2. Derivados do ácido Propiônico: ibuprofeno, naproxeno, cetoprofeno, flurbiprofeno. 
  20. 3. Derivados do ácido acético: indometacina, sulindaco e etodolaco (indolacéticos); diclofenaco e cetocoralaco (fenilacéticos).
  21. 4. Derivados do oxicam: piroxicam.
  22. 6. Paracetamol (acetaminofeno):
  23. 7. Inibidores da COX-2: Celecoxibe, Meloxicam, Etoricoxibe. 
  24. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA DOS AINEs
  25. OUTRAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
  26. Os Anti-inflamatórios
  27. Como atuam?
  28. Para que são utilizados?
  29. Quais os efeitos adversos?
  30. Efeitos gastrointestinais
  31. Efeitos cardiovasculares
  32. Efeitos renais
  33. Efeitos no sangue
  34. Efeitos sobre o fígado
  35. Conclusão
  36. Referências recomendadas
  37. AINEs: quais são os principais efeitos colaterais? / Blog Jaleko
  38. Qual a função dos AINEs?
  39. Tipos de COXs
  40. COX 2
  41. COX 3
  42. Efeitos colaterais
  43. Gastrotoxicidade
  44. Alteração da função plaquetária
  45. InsuficiênciaHepática
  46. Leucopenia
  47. Alteraçõesrenais
  48. Reações de Hipersensibilidade
  49. Gestação

O que são os Anti-Inflamatórios (AINES)?

O que são os Anti-Inflamatórios (AINES)?

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINE ou AINES), como o próprio nome diz, fazem parte de uma classe de medicamentos que agem sobre processos inflamatórios no organismo.

Os AINES são uma das classes de medicamentos mais vendidas no mundo, sendo especialmente eficazes no tratamento das dores de leve a moderada intensidade e nas inflamações, principalmente a nível osteoarticular.

Todos os anti-inflamatórios apresentam três efeitos básicos:

  • Antipirético (abaixa a febre).
  • Analgésico (combate a dor).
  • Anti-inflamatório (reduz a inflamação).

As diferenças entre os mais de 20 tipos de anti-inflamatórios presentes no mercado costumam estar na potência de cada uma dessas três ações e nos tipos de efeito colaterais.

Neste artigo vamos falar sobre os benefícios e os riscos do uso os anti-inflamatórios não esteroides.

Exemplos de anti-inflamatórios não esteroides

Existem dezenas de anti-inflamatórios, alguns exemplos são:

Todos os anti-inflamatórios citados acima são fármacos que apresentam mecanismos de ação semelhantes, mas com particularidades entre cada uma delas.

Para que servem os anti-inflamatórios?

Em geral, os anti-inflamatórios são medicamentos utilizados como sintomáticos, ou seja, eles aliviam os sintomas, mas não tratam diretamente as doenças que os estão provocando.

Um paciente com faringite, por exemplo, pode tomar AINES para aliviar a dor de garganta, mas se a causa for uma infecção bacteriana, é preciso também tomar um antibiótico para curar a infecção.

Os AINES devem ser prescritos preferencialmente para o tratamento dos quadros de dor de leve a moderada intensidade e/ou quando há inflamação de origem osteoarticular.

Entre as condições mais indicadas podemos citar:

Como agem os anti-inflamatórios?

De forma bem simplificada, podemos dizer que os quadros inflamatórios surgem quando há um aumento da produção de uma substância chamada prostaglandina. A prostaglandina é gerada através da ação de uma enzima chamada ciclooxigenase (COX).

Os anti-inflamatórios agem inibindo a ação dessa enzima COX. Sem COX, há menor produção de prostaglandinas e menos estímulo para ocorrer inflamações. Como é a presença da prostaglandina que estimula o surgimento de inflamação, dor e febre, a sua inibição pelos AINES acaba tendo efeito analgésico, antipirético e anti-inflamatório.

O problema é que existem mais de um tipo de prostaglandina e de ciclooxigenase. Nem toda prostaglandina causa inflamação ou febre e nem toda COX age sobre todos os tipos de prostaglandinas. Como a ação dos anti-inflamatórios sobre a produção de prostaglandinas não é seletiva, além de abortar a inflamação, podem surgir também os efeitos colaterais, como veremos mais à frente.

Ações da COX no organismo

As a COX e as prostaglandinas são responsáveis pelos seguintes efeitos no organismo:

Proteção do estômago contra ácidos produzidos no seu interior

As prostaglandinas agem no estômago inibindo a produção de ácido clorídrico e aumentando a produção do muco que reveste e protege a parede estomacal.

Quando as prostaglandinas são inibidas, o estômago fica mais vulnerável à ação do ácido, aumentando o risco do surgimento de gastrite e úlceras. Não é por acaso que uma das principais causas de hemorragia digestiva alta é o sangramento de úlceras gástricas ou duodenais provocadas pelo uso indiscriminado de AINES.

Existe uma classe de anti-inflamatórios chamada inibidores seletivos da COX-2, que conseguem inibir as prostaglandinas responsáveis pela inflamação sem alterar as prostaglandinas que protegem o estômago. O Colecoxib e o Etoricoxibe são dois exemplos de AINES seletivos que apresentam baixa incidência de lesões gástricas.

Fluxo de sangue no rins

As prostaglandinas agem nos rins aumentando o fluxo de sangue. Em pessoas com rins saudáveis, a ação das prostaglandinas renais é baixa e o uso de AINES por pouco tempo acaba não provocando grandes problemas.

Porém, pacientes com doenças renais ou com problemas que causem diminuição do aporte de sangue para os rins, como insuficiência cardíaca, desidratação ou cirrose, dependem muito da ação das prostaglandinas para manterem os rins funcionando bem.

Nesses pacientes, o uso de AINES é contra-indicado, pois todos eles provocam inibição das prostaglandinas que agem nos rins, o que invariavelmente leva ao agravamento da insuficiência renal.

Explicamos a lesão renal provocada por anti-inflamatórios com detalhes no artigo: Anti-inflamatórios fazem mal para os rins.

Coagulação sanguínea

Além atuar na produção das prostaglandinas, a COX também estimula a produção de tromboxano A2, que é uma substância que estimula a agregação das plaquetas, facilitando a sua ação nos processos de coagulação do sangue.

Quando a COX e o tromboxano A2 são inibidos pelos AINES, uma das consequências é a redução da capacidade de agregação das plaquetas, o que reduz a capacidade do organismo de coagular o sangue.

Essa inibição da coagulação pode ser perigosa em pacientes com elevado risco de hemorragia ou que vão ser submetidos à alguma cirurgia. Em geral, os AINES devem ser suspensos alguns dias antes de qualquer operação.

Todos os AINES agem como antiagregantes plaquetários, mas o AAS (ácido acetilsalicílico) é o fármaco dessa classe que exibe maior efeito sobre as plaquetas.

Esse efeito colateral é frequentemente aproveitado nos pacientes com elevado risco de infarto ou AVC. O que as pessoas chamam de “afinar o sangue” é, na verdade, uma descrição leiga para a potente ação antiplaquetária do AAS (aspirina).

Efeitos colaterais dos anti-inflamatórios

Os AINES são medicamentos seguros, se administradas com indicação médica. O problema é que essa seja, talvez, a classe de fármacos mais utilizada como auto-medicação pela população.

Existem inúmeros efeitos colaterais e interações com outros medicamentos que devem ser levados em conta antes de tomar um anti-inflamatório.

Alguns dos efeitos adversos mais comuns dos anti-inflamatórios são:

Portanto, apesar de ser uma droga muito usada e relativamente segura, ela está longe de ser isenta de complicações. O seu consumo sem indicação médica ou por longos períodos pode provocar consequências graves.

Pacientes que não devem tomar anti-inflamatórios sem orientação médica

Por todos os problemas que já foram explicados até aqui, faz sentido tratar os anti-inflamatórios como uma classe de medicamentos que não deve ser tomada sem orientação médica, principalmente se você fizer parte dos seguintes grupos:

  • Idosos.
  • Grávidas.
  • Pacientes com insuficiência renal.
  • Pacientes com cirrose.
  • Pacientes com hipertensão descontrolada.
  • Pacientes com insuficiência cardíaca.
  • Pessoas que consomem, em média, mais de 3 doses de álcool por dia.
  • Pacientes medicados com varfarina.
  • Pacientes com risco de hemorragia.
  • História de úlcera péptica ou gastrite.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/reumatologia/anti-inflamatorios-aines/

Farmacologia dos AINEs: Tudo que você precisa saber

O que são os Anti-Inflamatórios (AINES)?

A farmacologia dos antiinflamatórios não esteroidais, ou AINEs, é ampla e diversificada, mas sua função pode ser resumida de forma bastante precisa. 

Os AINES têm três efeitos principais:

  • analgésico,
  • antipiréticos,
  • e anti-inflamatórios. 

Esses três efeitos são altamente vantajosos no cenário clínico, já que muitos pacientes são acometidos por um ou mais desses sintomas.

  Por esse motivo, os AINEs são usados em condições como cefaleia e enxaqueca, condições artríticas inflamatórias (espondilite anquilosante, artrite psoriática), dor pós-operatória, dor nas costas e gota – entre muitos outros.

Aqui, vamos levá-lo através da farmacologia dos AINEs, olhando primeiro para as várias classes (e respectivos mecanismos), antes de avaliar seus efeitos adversos e interações medicamentosas.

Mas antes para entender melhor os medicamentos anti-inflamatórios, será interessante fazer uma breve revisão do que vem a ser o processo inflamatório.

CONHEÇA OS MELHORES PREPARATÓRIOS PARA CONCURSOS E RESIDÊNCIAS EM FARMÁCIA!

Inflamação

A reação inflamatória está presente em quase todas as lesões produzidas no organismo humano. As manifestações clínicas ou os sinais do processo inflamatório são: CALOR, RUBOR (eritema/ avermelhamento), EDEMA (inchaço), DOR e PERDA DA FUNÇÃO (limitação funcional).

Fisiologicamente podemos explicar o processo inflamatório lembrando que quando uma célula sofre lesão, o fosfolipídio de membrana metabolizado pela enzima fosfolipase A2, resultando em ácido araquidônico.

  Por sua vez, o ácido araquidônico pode ser metabolizado pelas enzimas cicloxigenases originando os prostanóides (as prostaglandinas que são, em sua maioria, vasodilatadoras e os tromboxanos (TXA2) que possui ação trombótica e vasoconstritora.

Existem muitas classes diversas de AINEs – a maioria das quais pode ser encontrada no gráfico abaixo. 

OS MELHORES LIVROS E PREPARATÓRIOS NA ÁREA DE FARMÁCIA ESTÃO AQUI!

Mecanismo de Ação dos AINEs

Os AINEs – ou drogas antiin?amatórias não-esteroidais – compartilham um modo de ação comum, que envolve a inibição das enzimas ciclooxigenases (enzima COX, daqui em diante). 

Diferentes AINEs inibem as isoenzimas COX – COX-1 e COX-2 – em diferentes extensões, e esse modo de ação diferencial entre os AINEs explica os diferentes per?s de efeitos adversos (e, de fato, seus per?s terapêuticos). 

A inibição da COX é vital, são as enzimas COX responsáveis pela geração de prostanoides – substâncias que consistem em três componentes principais:

• Prostaglandinas – responsáveis por reações inflamatórias / ana?láticas

• Prostaciclinas – ativas na fase de resolução da in?amação

• Tromboxanos – mediadores da vasoconstrição

É importante lembrar que o efeito terapêutico dos AINEs não depende apenas do AINE escolhido, mas também da dose em que o AINE é administrado.

Tanto os efeitos terapêuticos quanto os efeitos adversos dos AINES são mediados pela inibição da produção de prostaglandinas, conseguida por meio da inibição da COX.

Quanto aos efeitos TERAPÊUTICOS dos AINEs, são 3 os principais:

  1. Efeito Anti-inflamatório: Diminuição da produção de prostaglandinas derivadas da COX-2, levando a diminuição da vasodilatação, edema e dor;
  2. Efeito Analgésico: Diminuição da dor (principalmente a inflamatória), diminuição de prostaglandinas que sensibilizam nociceptores da DOR (PGE2 e PGI2);
  3. Efeito antipirético: reduz a temperatura corporal patologicamente elevada, e tem como mecanismo de ação a inibição da produção das prostaglandinas PGE2, produzida a partir de IL-1, no hipotálamo.

Efeitos adversos

A Classe dos AINEs é tão diversificada que leva a uma gama variada de potenciais efeitos adversos. 

Esses efeitos adversos variam do leve e moderado ao grave e absolutamente perigoso. 

Os AINEs devem ser usados com cautela, por exemplo, em pacientes com história de problemas gastrointestinais e em pacientes que sofrem de síndrome do intestino irritável. 

Isso ocorre porque os AINEs estão associados a um risco aumentado de sangramento gastrointestinal e formação de úlcera. Aproximadamente 15% dos pacientes apresentam dispepsia administração de AINEs também

Já quanto aos efeitos adversos, os principais e que você deve OBRIGATORIAMENTE saber são:

1. Irritação gástrica:

Mediada pela inibição da COX-1, que inibe a síntese de prostaglandinas que atuam na produção de muco, atuando como protetores gastricos;

2. Fluxo renal comprometido:

  • Por inibir a PGE2 e PGI2 e por consequência diminuir a vasodilatação. 
  • Efeito adverso importante para pacientes susceptíveis a insuficiência renal

3. Tendência a prolongar o sangramento:

Por inibição da função plaquetária  mediada por inibição da COX Plaquetária.

Classificação dos AINEs

Os AINES, dividem-se em NÃO-SELETIVOS (inibem as 2 isoformas da COX, ou seja, COX-1 e COX2)  e SELETIVOS para COX-2.

• INIBIDORES NÃO SELETIVOS DA COX (AINE- anti-inflamatório não esteroidal): Geralmente bloqueiam as duas isoformas da COX em diferentes graus e reversivelmente. São eles:

1. Salicilatos

Acido acetilsalicílico (AAS), ao contrário dos outros AINES promove a inibição irreversível das COX, sendo necessário fabricar novas enzimas.  Por esse motivo (inibição da COX1, constitutiva e que promove agregação plaquetária pelo TXA2) é muito utilizado como antitrombogênico para profilaxia de problemas coronarianos vascular encefálico.

  Essa inibição irreversível da COX1 das plaquetas se prolonga por aproximadamente 10 dias, até que novas enzimas sejam fabricadas (esse longo período se deve as plaquetas não terem núcleo).

  Os efeitos adversos são os dos AINES em geral, e um que tem importância clínica bastante relevante é a broncoconstrição em pacientes asmáticos (que pode ocorrer com outros AINES também e que é abordada na aula de sistema respiratório). 

O AAS não é indicado para o tratamento de crianças de pouca idade (em infecções com febre), pois há uma hipótese de que cause a Síndrome de Reye (marcada por encefalopatia e esteatose hepática).

2. Derivados do ácido Propiônico: ibuprofeno, naproxeno, cetoprofeno, flurbiprofeno. 

O ibuprofeno é analgésico potente usado no tratamento de artrites e o naproxeno é 20 vezes mais potente que o AAS e causa menos efeitos adversos gastrointestinais.

3. Derivados do ácido acético: indometacina, sulindaco e etodolaco (indolacéticos); diclofenaco e cetocoralaco (fenilacéticos).

Muito utilizados em distúrbios musculoesqueléticos e artrites. O cetocoralaco tem propriedades analgésicas fortes.

4. Derivados do oxicam: piroxicam.

É tão eficaz quanto AAS, naproxeno e outros, mas é mais bem tolerado, além de ter ação longa podendo ser utilizado uma vez ao dia.

6. Paracetamol (acetaminofeno):

Tecnicamente não é um AINE. 

Tem efeitos analgésicos e antipiréticos, mas efeito insignificante como anti- inflamatório. Produz um metabólito tóxico quando metabolizado pelas enzimas do citocromo P450 no fígado que normalmente é neutralizado pela glutationa, ou seja, é potencialmente hepatotóxico. Intoxicações por paracetamol podem ser tratadas com N-acetilsisteína.

7. Inibidores da COX-2: Celecoxibe, Meloxicam, Etoricoxibe. 

Inibem aproximadamente 100 vezes mais a COX2 do que a COX1. Possuem as mesma propriedades anti-inflamatórias dos AINE, porém sem o efeito de inibição plaquetária.  Esse detalhe tem se mostrado cada dia mais perigoso e pesquisas recentes têm descoberto que os coxibes podem causar trombose, hipertensão e problemas cardíacos severos quando em utilização prolongada.

A princípio teriam sido criados porque não causariam tantos problemas a mucosa gástrica como os AINE, mas isso também está em estudo e discussão e alguns como o rofecoxibe e o valdecoxibe já foram retirados do mercado.

IMPORTANTE SABER!!! 

Obs: o meloxicam e a nimesulida inibem preferencialmente COX-2 a COX-1, em especial quando administrados em doses terapêuticas mais baixas.

Não são TÃO seletivos quanto os coxibes, podendo ser considerado “preferencialmente seletivo”.

Para concursos: analise as alternativas, se a alternativa “mais correta” incluir meloxicam ou nimesulida como seletivos COX-2, não pense duas vezes!

INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA DOS AINEs

Atenção para interação medicamentosa MUITO cobrada em provas e na VIDA: AINES e Anti-hipertensivos! Os AINES inibem a COX, o que inibe a formação de prostaglandinas, certo? Uma das prostaglandinas inibidas é a PGI2 que atua como vasodilatadora renal. 

Assim, com a COX inibida pelos AINES, há diminuição da vasodilatação renal, o que diminui a taxa de filtração glomerular. Menos água é filtrada e como resultado há um AUMENTO da reabsorção de sódio e consequente aumento da P.A.

OUTRAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Os AINEs interagem com drogas anticoagulantes – como a varfarina, já que os AINEs têm um efeito de hipocoagulabilidade. Interagem também com os diuréticos, até porque os AINEs reduzem o fluxo sanguíneo renal.

Eles inibem a eliminação de drogas como o lítio e o metotrexato, reduzem o efeito terapêutico dos antidepressivos, como os ISRSs e interagem com os inibidores da ECA na medida em que os primeiros podem agravar a hipertensão arterial.

Cadastre-se para ter acesso personalizado ao conteúdo completo da Sanar.

Источник: https://www.sanarsaude.com/portal/carreiras/artigos-noticias/aines-tudo-que-voce-precisa-saber

Autor: Vera Costa

Última atualização: 2017/10/27

Palavras-chave: Anti-inflamatórios não esteróides; Polimedicação; Automedicação; Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos; Medicamentos sem prescrição.

Os anti-inflamatórios não esteroides são dos medicamentos mais prescritos e consumidos em todo o mundo.São utilizados principalmente pelo seu efeito analgésico, anti-inflamatório e anti-trombótico, auxiliando no alívio da dor e de outros sintomas característicos do processo inflamatório, tais como o edema, febre e rubor. São facilmente acessíveis, o que leva ao seu consumo mesmo sem prescrição médica. Contudo, não estão livres de riscos, associando-se a problemas gastrointestinais, cardiovasculares, renais, hematológicos e hepáticos.É importante estar informado. Os idosos são um grupo particularmente vulnerável pelo maior risco que apresentam para efeitos adversos da medicação, pelo maior risco de interações farmacológicas, pela interferência com outras doenças (doença cardiovascular e renal) e por serem maiores consumidores de medicamentos para as dores, sobretudo para as doenças osteoarticulares que apresentam.

Os Anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são um grupo terapêutico muito utilizado a nível mundial. Segundo dados do Infarmed, em Portugal verificou-se um consumo de cerca de 10 milhões de embalagens de AINEs por ano entre 2004 e 2008, com uma tendência ligeiramente decrescente ao longo do tempo.

O consumo apresenta um padrão de sazonalidade, sendo maior nos meses de inverno, acompanhando a maior prevalência de infeções respiratórias e queixas osteoarticulares.

A comercialização destes medicamentos em determinadas doses é de venda livre, sem necessidade de receita médica, o que aumenta a responsabilidade de quem toma a medicação.

Como atuam?

A ação dos AINEs consiste na inibição da síntese de prostaglandinas (substância mediadora do processo inflamatório) por meio da inativação de enzimas denominadas ciclo-oxigenases (COXs).

Essas isoenzimas são divididas em dois grupos: COX-1 e COX-2. Com isto obtém-se a inibição da dor, da inflamação e da febre.

Nem todos os AINEs inibem de igual forma as enzimas e, podem ser agrupados segundo a seletividade que apresentam em:

  • Convencionais ou tradicionais: (exemplos: ibuprofeno, naproxeno, diclofenac), que apresentam diversos graus de seletividade, mas que inibem ambas as enzimas;
  • Seletivos: os inibidores seletivos da COX 2, que apenas inibem esta enzima (exemplos: celecoxib, etoricoxib)

Para que são utilizados?

Os AINEs são recomendados em situações de inflamação e dor associada.

São aconselhados para o alívio da dor em doenças crónicas, como artroses, artrite reumatoide e dor lombar, e em situações agudas, como a pequena cirurgia, intervenções dentárias, dor menstrual, dor generalizada, enxaquecas e gota.

Muitas vezes é possível obter um alívio eficaz da dor através da utilização de outros medicamentos como os opióides ou os adjuvantes analgésicos, evitando muitos dos riscos associados a estes fármacos.

Quais os efeitos adversos?

Dado o seu mecanismo de ação, os AINEs vão atuar um pouco por todos os órgãos e tecidos do corpo, onde podem ajudar a curar os problemas de saúde, mas podem também apresentar efeitos adversos com maior ou menor gravidade.

Muitas pessoas vão ter um efeito adverso dos medicamentos que tomam. Apesar da maior parte serem problemas sem importância significativa, algumas pessoas apresentam quadros mais complicados com necessidade de assistência médica, inclusivamente em internamento, e podem até ser fatais.

Entre os medicamentos mais vezes implicados estão os AINEs.

Se juntarmos a aspirina em dose baixa, utilizada como antiagregante plaquetário, este grupo é o principal responsável por admissões hospitalares por eventos adversos devido a medicamentos, representando milhares de doentes e milhões de euros em toda a Europa.

Efeitos gastrointestinais

Os efeitos adversos mais frequentes dos AINEs ocorrem ao nível do sistema gastrointestinal.

Os AINEs inibem a COX 1 presente na mucosa gastrointestinal, resultando numa série de efeitos adversos com diversas gravidades, desde a dor abdominal, diarreia e dispepsia até úlceras, hemorragias gastrointestinais e perfuração.

O risco de complicações é maior em pessoas com antecedentes pessoais de úlceras pépticas, hemorragias gastrointestinais, dispepsia ou intolerância; e condições como a idade avançada e o sexo masculino.Estas pessoas devem evitar o consumo de AINEs.

Efeitos cardiovasculares

A inibição seletiva da COX 2 faz com que haja maior risco de trombose e aumento da pressão arterial, podendo levar a um evento cárdio ou cerebrovascular, como o enfarte ou o AVC. Por isso, os AINEs devem ser utilizados apenas por pessoas com baixo risco cardiovascular, em doses baixas e no menor período de tempo possível para o alívio dos sintomas.

Efeitos renais

Nos doentes com insuficiência renal crónica, insuficiência cardíaca congestiva ou cirrose, os AINEs podem agravar os sintomas e levar ao desenvolvimento de disfunção renal aguda.

Efeitos no sangue

A COX 1 sintetiza o tromboxano A2 que apresenta um efeito pró-trombótico. Por sua vez, a COX 2 sintetiza a prostaciclina que apresenta um efeito anti-trombótico.

Os efeitos hematológicos ocorrem pelo desequilíbrio imposto pela seletividade de um fármaco para determinada enzima.

Como exemplo, os seletivos da COX 1 podem provocar hemorragias gastrointestinais, e os inibidores seletivos da COX 2 eventos trombóticos como o AVC.

Efeitos sobre o fígado

Os efeitos sobre o fígado são raros, contudo pode ocorrer aumento ligeiro transitório das enzimas hepáticas em 15% dos doentes que tomam AINEs. As pessoas com doença hepática crónica deverão ter especial cuidados na toma dos AINEs e sempre sob controlo médico, pelo risco de agravamento da doença.

Conclusão

Os AINEs são dos medicamentos mais consumidos em todo o mundo. Contudo, podem desencadear problemas gastrointestinais, cardiovasculares, renais, hematológicos e hepáticos, pelo que as pessoas devem tomar estes medicamentos durante o menor tempo possível para alívio sintomático.

Referências recomendadas

Tem alguma dúvida? Fale connosco

Источник: http://metis.med.up.pt/index.php/Medicamentos_para_as_dores_%E2%80%93_os_perigos_dos_AINEs

AINEs: quais são os principais efeitos colaterais? / Blog Jaleko

O que são os Anti-Inflamatórios (AINES)?

Os AINEs (anti – inflamatórios não esteroidais) são medicamentos de suma importância no meio médico, uma vez que estão presentes em diversas estratégias terapêuticas, devido a sua função, por exemplo, em processos inflamatórios, febre e dor, situações que são “comuns” em nossa vida.

O primeiro AINEs utilizado foi a aspirina (o AAS, ou ácido acetil salicílico) em 1899.

É claro que esses anti – inflamatórios são essenciais para controle de diversas alterações as quais estamos suscetíveis. Mas, como a maioria dos fármacos ou substâncias exógenas, em geral, existem efeitos colaterais, que ocorrem concomitantemente aos efeitos terapêuticos.

É sobre esses efeitos colaterais que vamos conversar hoje, buscando entender o motivo deles acontecerem, isto é, o mecanismo.

Qual a função dos AINEs?

Os AINEs são tão importantes, pois eles possuem a capacidade de controlar diversas alterações em nosso organismo, ocasionadas, principalmente, por processos inflamatórios.

E a forma utilizada para realizar tal ação é inibindo uma enzima, a ciclooxigenase ou COXs.

Diversos estímulos, tais como lesão e traumas, podem levar a ativação da fosfolipase A2, que realiza fosforilação do ácido araquidônico, que, então, pode ser convertido em algumas substâncias pelas COX, ou entrar na via da lipoxigenase (LOX).

Diferentes tipos de COXs existem, sendo as principais: COX 1, COX 2 e COX 3 (=COX 1b). Da mesma forma, existem diferentes tipos de AINEs, que inibem tais COXs. Alguns possuem mais afinidade pela COX 1, outros pela COX 2.

Para entender os efeitos colaterais ocasionados pelo uso de AINEs, precisamos falar das funções desempenhadas pelas COXs, pois, se elas são o alvo do medicamento, os efeitos colaterais estão relacionados a sua inibição.

Tipos de COXs

Três diferentes tipos de COXs, principais, existem em nosso organismo.

A COX 1 é uma enzima constitutiva, ou seja, ela está presente normalmente em nosso organismo, sendo de suma importância para processos fisiológicos e homeostáticos.

Pela ação dessa enzima, são produzidas prostaglandinas que atuam na mucosa gástrica, promovendo proteção da mesma, uma vez que reduzem a secreção de HCl (ácido clorídrico), pelas células parietais do estômago.

Além disso, aumentam a produção de muco rico em bicarbonato, fazendo, assim, o controle do pH gástrico, regulando a acidez do estômago.

A COX 1 também promove a produção de tromboxano A2, que é uma substância pró agregante.

A agregação plaquetária, controlada, é de suma importância para a vida, pois faz parte da primeira etapa do processo de hemostasia (prevenção e controle de sangramentos).

Também há a produção de prostaglandinas vasodilatadoras que atuam a nível renal, aumentando a taxa de filtração glomerular (pelo aumento do fluxo sanguíneo nos rins) a níveis normais, uma vez que promovem dilatação da arteríola aferente.

Além disso, ativam o sistema renina – angiotensina – aldosterona, e a angiotensina II promove vasoconstricção da arteríola eferente.

COX 2

A segunda forma é a COX 2. Ao contrário da COX 1, a maior parte da COX 2 é induzida, ou seja, não está constitutivamente presente em nosso organismo. Ela surge quando há algum estímulo.

A COX 2 induzida está relacionada principalmente aos processos inflamatórios. Relacionada à febre, dor, e inflamação.

Não podemos nos esquecer que, apesar da COX 2 induzida ser um fator muito importante a ser controlado em processos inflamatórios, a COX 2 pode estar constitutivamente em nosso organismo e possui funções importantes.

A primeira delas é que, na mácula densa, há uma expressão importante de COX 2, e essa atua fazendo controle também da taxa de filtração glomerular, e excreção de sódio.

Outro local que possui COX 2 é no endotélio vascular, e no endotélio sua ação leva a produção de PGI2 , você lembra o que essa substância faz?

Essa prostaciclina promove vasodilatação e função antiagregrante plaquetária, ou seja, potencial antitrombogênico.

COX 3

E, por último, a COX 3 (ou COX 1b) que está presente principalmente no sistema nervoso central, e relacionada a processos de febre e dor.

Agora que já abordamos um pouco das funções das ciclooxigenases, vamos aos efeitos colaterais.

Efeitos colaterais

Alguns efeitos são esperados ou previstos quando se faz uso de AINEs, pois conhecemos a função normal de determinadas substâncias produzidas por ação das COXs, e, estando inibida tal função, podemos imaginar algumas consequências.

Ao utilizar um AINEs que inibe a COX 1, nós perdemos as funções fisiológicas que ela desempenha.

Gastrotoxicidade

Quando inibimos a COX 1, inibimos indiretamente o mecanismo de proteção gástrica mediado por prostaglandinas.

Na ausência das prostaglandinas, as células parietais aumentam sua produção de HCl, há redução da secreção de muco, redução das concentrações de bicarbonato no muco, ou seja, aumenta ácido e reduz bases, resultando em um meio cada vez mais ácido.

E essa acidez pode levar a um quadro de inflamação gástrica e úlceras gástricas, quadro esse que vem sendo cada vez mais relacionado ao uso de anti-inflamatórios (provavelmente pelo uso indevido).

Alteração da função plaquetária

Quando em uso de AINEs, podem ocorrer alterações plaquetárias, que acarretam, consequentemente, em alterações da hemostasia primária.

O tipo de alteração a ocorrer varia de acordo com o tipo de AINEs que está sendo utilizado, podendo ocorrer tanto sangramentos, quanto trombos por agregação plaquetária aumentada.

Figura 1: Plaquetas

Quando inibimos a COX 1, como no uso de AAS que possui uma maior afinidade pela COX 1 do que pela COX 2, há redução do tromboxano A2 , uma substância vasoconstrictora e que aumenta a agregação plaquetária, que seria produzido pela ação da COX 1, mas estando a enzima inibida, essa produção é reduzida.

E ainda, temos a COX 2 livre produzindo PGI2, uma substância vasodilatadora e que reduz a agregação plaquetária.

Então, uma vez que temos redução de uma substância pró agregante (tromboxano A2) e aumento de uma substância antiagregante (PGI2), perde-se o equilíbrio.

E esse indivíduo, no caso de uma cirurgia ou trauma, por exemplo, pode vir a sangrar exageradamente, pois ele “perde” em grande parte essa capacidade de hemostasia.

Esse risco é maior em idosos.

Por outro lado, se inibirmos a COX 2, utilizando um celecoxib, por exemplo, que é altamente seletivo para COX 2, temos o inverso do quadro anterior.

Quem estará aumentado será o tromboxano A2 e a PGI2 reduzida. E, com isso, um paciente com fatores de risco para tromboembolismo, ou que tenha história pregressa de eventos tromboembólicos, sofrem um aumento do risco cardiovascular, pois aumenta a chance de formação de trombos patologicamente, desenvolvendo trombose.

Perceba a importância de fazer uma boa anamnese antes de prescrever qualquer medicamento, uma simples informação pode ser fundamental.

InsuficiênciaHepática

O paracetamol é um AINE inibidor da COX 3 (COX 1b). Esse fármaco pode provocar lesão renal, mas não pela inibição da COX, e sim por metabólitos hepatotóxicos.

O paracetamol é metabolizado no fígado, e, ao passar por esse processo, formam-se metabólitos como NAPQI, que é tóxico ao fígado.

“Então não posso tomar paracetamol, pois irá provocar lesão hepática?” Não!! É normal que esse composto seja formado, mas após ser formado, o NAPQI sofre conjugação com a glutationa e, então, é liberado para ser excretado pelos rins.

O que leva a lesão hepática é quando não há glutationa suficiente para ser conjugada ao NAPQI.

E, então, o metabólito se acumula no fígado, e isso pode ocorrer em quadros de uso de associação ao álcool, ou no consumo de altas doses (acima de 4 mg por dia), e ainda na associação à medicamentos que potencializam a atividade das CYPs (Família do Citocromo P450).

Ou seja, você pode utilizar ou prescrever paracetamol sem problema algum! Você precisa apenas conhecer a dose correta, já dizia Paracelso, “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

E lembre-se de sempre orientar o seu paciente, informando-o sobre o uso correto do medicamento, utilizar apenas o que foi prescrito, esclarecer a respeito da associação com o álcool, além de saber se ele faz uso de algum outro medicamento, para que você tenha certeza que tal medicamento não interfere com a velocidade do metabolismo hepático.

Leucopenia

Temos um AINE, muito utilizado, e que há muito tempo se discute a respeito de um efeito colateral grave.

A dipirona é um AINE reversível não seletivo (inibe COX 1 e COX 2) e, por meio de seus metabólitos ativos, inibe também a COX 3.

É amplamente utilizada, principalmente por seu efeito antitérmico e analgésico.

Mas sabe-se que é uma importante causa de anemia aplásica, levando a agranulocitose e leucopenia.

Em alguns países, como Estados Unidos e diversos países da Europa, é proibida a comercialização da dipirona.

Alteraçõesrenais

Todos os AINEs, independente se inibem a COX 1 ou COX 2, podem provocar lesão renal. Isso porque tanto a COX 1 quanto a COX 2 estão expressas constitutivamente nos rins, e, em sua normalidade, mantêm a taxa de filtração glomerular (TFG).

Por exemplo, quando a TFG diminui, prostaglandinas vasodilatadoras são liberadas e promovem dilatação da arteríola aferente, aumentando a perfusão renal, ao mesmo tempo que ativam o sistema renina angiotensina aldosterona.

E a angiotensina II atua promovendo vasoconstricção da arteríola eferente, fazendo com o fluxo sanguíneo permaneça mais tempo nos capilares renais, e, assim, aumenta a filtração glomerular.

Quando utilizamos um AINE, esse processo fisiológico de regulação é inibido, pois reduzem-se as prostaglandinas vasodilatadoras, e reduz a angiotensina II, e, com isso, a TFG sofre redução, e certas partes dos rins, como a medula renal pode sofrer isquemia, provocando uma lesão renal

Além disso, a redução de prostaglandinas na medula renal pode levar à retenção hidrossalina, e consequente edema.

Por isso, em um paciente com alterações renais pré-existentes, ou um paciente idoso, você deve se atentar muito ao prescrever um AINE, a dose prescrita, e o tempo de uso, pois, independentemente do tipo de AINE que for prescrito, pode provocar alterações nos rins, mas os fatores citados (dose e tempo de uso) têm relação direta com a possibilidade de nefrotoxicidade.

Reações de Hipersensibilidade

Os AINEs, hoje, têm sido considerados uma das principais causas de hipersensibilidade induzida por drogas, senão a principal. O número cresce em pacientes asmáticos.

Ao fazer uso de AINEs, principalmente de maneira prolongada, também há risco de hipersensibilidades e até reações anafiláticas. Isso ocorre, pois, ao inibir a via das COXs, a via da LOX torna-se a única via ativa plenamente.

A via da LOX converte o ácido araquidônico em leucotrienos, que são mediadores de reações alérgicas.

Os leucotrienos promovem quimiotaxia, vasoconstricção, broncoespasmo e aumento da permeabilidade vascular – eventos de uma reação alérgica.

Por isso, no uso prolongado de AINEs, podem ocorrer essas reações alérgicas, manifestações cutâneas, pelo excesso de leucotrienos, e, em alguns casos, podem agravar-se, como em reações anafiláticas.

Gestação

Durante a gestação, o uso de AINEs também pode interferir.

Temos nas células uterinas produção de PGF2A, que é importante no processo de contração uterina que ocorre no parto.

Caso seja utilizado algum AINE nesse período, pode levar a diminuição de PGF2A, e, assim, reduzir as contrações uterinas, prolongando o parto.

Um outro efeito que pode ocorrer, mais relacionado ao feto, é o fechamento precoce do ductus arteriosus.

Durante a gestação, é fisiológico que o sangue arterial e o sangue venoso se misturem, pois há uma comunicação entre a artéria aorta e a artéria pulmonar. Porém, isso é interrompido quando o cordão umbilical é cortado.

O uso de AINEs pela gestante pode fazer com que haja um fechamento precoce dessa comunicação, pois as prostaglandinas estão relacionadas a essa comunicação, e, uma vez que se produção é inibida, essa comunicação pode se fechar e ocorrer, inclusive, aborto.

Vimos diversos riscos relacionados ao uso de AINEs. É importante conhecer tais riscos, saber que eles existem e, assim, buscar formas de evitar (muitos dos casos podem ser solucionados alterando o tipo de AINE utilizado).

Mais do que tudo, é preciso entender que tais fármacos são importantíssimos. O que precisamos é saber usá-los a nosso favor.

Observa-se, hoje, um uso inadequado do medicamento, muitas vezes sem nenhuma prescrição médica. E, com isso, os efeitos colaterais podem vir a acontecer.

Bons estudos, pessoal!! Espero que tenham gostado! Até a próxima!

Источник: https://blog.jaleko.com.br/aines-quais-sao-os-principais-efeitos-colaterais/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: