O que significa Folie à Deux

Transtorno delirante induzido (folie à deux) – IPP

O que significa Folie à Deux

11 out 2018

38Photo by Elvin Ruiz

Também conhecido como psicose de associação, o transtorno delirante induzido é um fenômeno raro no qual um sujeito em um quadro psicótico transfere seus delírios para outras pessoas.

Geralmente, isso ocorre entre pessoas em um relacionamento íntimo (mãe-filhos, marido-mulher, irmãos etc.) e em condições de isolamento (por barreiras linguísticas, geográficas, sociais, entre outras).

No entanto, nem sempre é necessário tal isolamento para que o fenômeno ocorra.

Na maioria dos casos, o indivíduo que “recebe” o delírio (indivíduo secundário) não sofre de qualquer tipo de transtorno psicótico, apresentando sintomas apenas enquanto há contato com o indivíduo indutor (que transfere o delírio). Muitas vezes, o afastamento das duas pessoas resolve o problema para o indivíduo secundário, que tende a ser passivo na sua relação com o indivíduo indutor.

O quadro foi relatado pela primeira vez por Harvey, em 1641, mas ganhou mais detalhes nos relatos de Laségue e Falret, em 1877.

De acordo com estes autores, para que o delírio seja transmitido de uma pessoa à outra, é necessário que o conteúdo do delírio seja verossímil, ou seja, facilmente acreditável para o indivíduo secundário.

Ainda segundo eles, o fenômeno seria mais frequente em mulheres, sendo elas as principais indutoras de delírios em seus familiares — especialmente filhos e parceiros românticos.

Um outro nome para o transtorno é folie à deux (“loucura a dois” em francês), que pode sofrer modificações de acordo com a quantidade de indivíduos secundários: folie à trois, à quatre, à famille (“em família”) ou à plusieurs.

Em geral, delírios persecutórios são os mais comuns nesse transtorno. No entanto, podem ocorrer delírios religiosos, necessitando um bom discernimento entre o que é fé e o que é sintoma psicótico.

Uma boa maneira de ver isso é observar se as outras pessoas também foram afetadas, ou se só poucos dos indivíduos em convivência partilham o delírio.

Além disso, se os sintomas se espalham para dimensões além da religiosa, pode ser um indício de que não se trata apenas de fé.

Além disso, é comum que o indivíduo secundário tenha uma predisposição biológica para o desenvolvimento de sintomas psicóticos. No que tange o ambiente em que a pessoa está inserida, o contato prolongado com o indivíduo primário e uma falta de contato com outros círculos sociais estão associados ao desenvolvimento do transtorno.

Apesar de ser um transtorno raro, quando identificado, o tratamento pode ter uma evolução bem favorável, embora muitas vezes envolva o afastamento de duas pessoas ou mais.

Subtipos de folie à deux

De acordo com Gralnick, o transtorno delirante induzido pode ser dividido em 4 subtipos. Contudo, esses subtipos não são reconhecidos pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição) nem pelo DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição) e, portanto, estão listados aqui apenas a título de curiosidade.

  1. Folie imposée: Ocorre quando os delírios da pessoa indutora são transferidos a uma pessoa secundária mentalmente saudável. Os delírios do indivíduo secundário desaparecem após a separação.
  2. Folie simultanée: Quando ocorre um delírio simultâneo e idêntico em duas pessoas intimamente associadas e predispostas à psicose.
  3. Folie communiquée: O indivíduo secundário possui uma resistência inicial ao delírio induzido mas, após algum tempo, passa a apresentar os sintomas e demora mais para se recuperar, mesmo após o afastamento do indivíduo indutor.
  4. Folie induite: Dá-se quando um indivíduo que já se encontra em um quadro psicótico adota novos delírios induzidos por outro indivíduo em episódio psicótico.

Photo by Jake Davies

Folie à deux na história e na ficção

Apesar de se tratar de uma condição rara, existem diversos casos de transtorno delirante induzido na história — e também em algumas obras de ficção. Aqui vão alguns exemplos:

Caso Margaret e Michael

Um dos primeiros casos de transtorno delirante induzido registrado se passou com o casal Margaret e Michael, ambos com 34 anos de idade na época. Os dois acreditavam que algumas pessoas os perseguiam. De acordo com o casal, tais perseguidores entravam em sua casa espalhando poeira e outras sujeiras, chegando até mesmo a desgastar seus sapatos.

Sr. e Sra. A

O caso do Sr. e da Sra. A parece até mesmo história de filme, mas aconteceu de verdade. Desde criança, Sra. A conversava com deuses de elementos da natureza, como o mar, o céu e as estrelas. Sua família acreditava na religião espírita, mas mesmo assim repreendiam os comportamentos da menina pois não eram completamente compatíveis com suas crenças.

Já o Sr. A foi diagnosticado com esquizofrenia quando tinha apenas 8 anos de idade, e acreditava ter em sua companhia 3 demônios “bons”.

Após publicar um anúncio a procura de uma companheira, Sr. A recebeu uma resposta de Sra. A. Em apenas uma semana, os dois se conheceram, se apaixonaram e casaram. Em seguida, Sra. A viu seu marido ser “possuído” por um dos demônios, que a fez a acreditar que ele era o mesmo deus do mar com quem ela conversava quando era criança.

Durante muitos anos, o casal viajou a procura de emprego seguindo os conselhos dos demônios. Em um determinado momento, um dos demônios disse que Sr. A seria assassinado e a Sra. A seria estuprada, o que fez com que o casal adquirisse uma arma.

Em uma determinada noite, o casal foi jantar em um restaurante, onde viram dois garçons rindo deles. Os dois foram para casa, chateados, e os demônios então disseram que eles deveriam ir ao restaurante matar os garçons. Eles pegaram a arma e voltaram ao restaurante, atirando e matando os dois garçons.

Após o incidente, Sr. e Sra. A se separaram.

Família Tromp

Em 2016, uma família australiana deixou sua fazenda em Silvan, no estado de Victoria, de maneira repentina. Mark Tromp pegou sua mulher, Jacoba, e seus 3 filhos adultos Mitch, Ella e Riana, e deixou sua casa completamente destrancada, indo em direção a Nova Gales do Sul, um outro estado australiano.

No segundo dia de viagem, os irmãos ficaram com medo a respeito do que iria acontecer e resolveram se separar do casal. Mitch ficou em Bathurst e foi para Sydney, onde pegou um trem para voltar para Melbourne, capital do estado de Victoria. Já Ella e Riana foram para Goulburn, onde se separaram.

Riana foi encontrada em estado catatônico se escondendo na parte de trás de uma picape. Ella, por outro lado, roubou um carro e voltou para casa.

Poucos dias depois, Jacoba foi avistada perdida na pequena cidade de Yass e foi levada para o hospital.

Por último, Mark foi encontrado perto de Wangaratta, uma cidade ao nordeste de Victoria, ainda delirando e tentando fugir de pessoas que ele acredita que iriam matá-lo.

Felizmente, a família se encontra novamente em casa nos dias atuais. Todos receberam tratamento médico e psicológico para lidar com o trauma do evento, e hoje voltaram a levar a vida cuidando da fazenda.

O Babadook

Se você assistiu o filme australiano O Babadook (2014), já deve ter se perguntado como aqueles eventos pareciam tão reais tanto para a mãe quanto para o filho. Trata-se de um caso de folie à deux no qual o delírio da mãe era transmitido ao filho.

Ainda que seja raro, o transtorno delirante induzido é uma realidade com a qual os profissionais da saúde mental devem estar preparados para lidar.

Embora alguns casos de folie à deux sejam curiosos, outros causam prejuízos graves aos indivíduos envolvidos, que tendem a piorar caso não haja intervenção médica.

Por isso, é de extrema importância levar em consideração a quantidade de pessoas apresentando sintomas semelhantes.

Caso você conheça alguém que passou a se comportar de maneira diferente e prejudicial após um tempo em contato frequente com uma pessoa em específico, não hesite em conversar sobre a possibilidade de procurar ajuda.

Referências

Nishihara, R. M. and Nakamura, C. T. (1993) A Case Report of Folie’a Deux: Husband-and-Wife. Jefferson Journal of Psychiatry, 11(1) , Article 9. DOI: https://doi.org/10.29046/JJP.011.1.012 Available at: http://jdc.jefferson.edu/jeffjpsychiatry/vol11/iss1/9

Machado, L.; Cantilino, A.; Petribú, K. & Pinto, T. (2015). Folie à deux (transtorno delirante induzido). Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 64(4), 311-314. https://dx.doi.org/10.1590/0047-2085000000095

10 Highly Unusual Examples Of Folie A Deux Or Shared Psychosis

Источник: http://institutodepsiquiatriapr.com.br/transtorno-delirante-induzido-folie-a-deux/

“Folie à deux” (Loucura a dois)

O que significa Folie à Deux

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terça-feira, 29 de maio de 2018

Folie à deux”, “loucura de dois”, psicose1 induzida ou psicose1 compartilhada são algumas denominações de uma síndrome2 psiquiátrica rara em que os sintomas3 de uma crença delirante e, menos comumente, alucinações4, são transmitidas de um indivíduo acometido de uma doença psiquiátrica para outro, susceptível.

Ela pode ser compartilhada por três (“folie à trois”), quatro (“folie à quatre”) ou mais pessoas, chegando a acometer toda uma família (“folie en famille”) e mesmo todo um grande grupo de pessoas (“folie à plusieurs“). Embora a literatura psiquiátrica continue a usar a denominação original em francês, as classificações psiquiátricas recentes referem-se à síndrome2 como transtorno delirante induzido (CID-10) ou transtorno psicótico compartilhado (DSM-5).

Essa desordem foi inicialmente conceituada na psiquiatria francesa em 1877 por Charles Lasègue e Jean-Pierre Falret e por isso é conhecida também como síndrome2 de Lasègue-Falret.

Quais são as causas da “Folie à deux” (Loucura a dois)?

Fatores genéticos parecem estar envolvidos, mas fatores ambientais também ajudam a determinar o desenvolvimento desta doença, pois é necessário o convívio íntimo entre os parceiros para que ela ocorra. Em vista disso, relações pessoais próximas, duradouras e isoladas socialmente são o maior fator de risco5 para o desenvolvimento desta condição.

Saiba mais sobre “Isolamento social”, “Psicose1 reativa” e “Alucinose orgânica”.

Quais são as principais características clínicas da “Folie à deux” (Loucura a dois)?

Como dito, essa síndrome2 ocorre mais comumente quando dois ou mais indivíduos envolvidos são muito próximos, estão social ou fisicamente isolados e têm pouca interação com outras pessoas.

A “folie à deux” é um transtorno psicótico compartilhado no qual o doente consegue “convencer” a outra pessoa das suas próprias crenças psicóticas, embora esta segunda pessoa não apresente distúrbios psicológicos.

Várias subclassificações foram propostas para descrever como a crença delirante vem a ser sustentada por mais de uma pessoa:

  1. Folie imposée” (loucura imposta) — uma pessoa dominante, conhecida como “primária”, “indutora” ou “principal”, forma inicialmente uma crença ilusória durante um episódio psicótico e a impõe a outra pessoa ou pessoas, conhecidas como “secundárias” ou “receptoras”.
  2. Folie simultanée” (loucura simultânea) — descreve a situação em que duas pessoas que sofrem independentemente de psicose1 influenciam o conteúdo das ilusões uma da outra, tornando-se idênticas ou surpreendentemente semelhantes.
  3. Folie communiquée” (loucura comunicada) — após longo período de resistência, a pessoa saudável acaba sendo envolvida, mas a psicose1 persiste mesmo quando a pessoa secundária é separada da causadora.
  4. Folie induite” (loucura induzida) — um paciente com psicose1 grave adiciona ideias delirantes a um paciente susceptível à psicose1.

O indivíduo que é o verdadeiro psicótico (agente “primário”) geralmente é de caráter mais enérgico e ativo que o indivíduo induzido (agente “secundário”), mas este também exerce um papel ativo.

O indivíduo que sofre a influência do indutor é mais tímido, mais passivo e com menor autoestima que o doente primário e costuma viver uma relação constante com esse último, de forma praticamente isolada de outras pessoas, alheio, portanto, à uma rede mais ampla de contatos sociais significativos.

Ele se engaja na sua loucura em função de algum interesse pessoal. A natureza desse interesse parece apontar para uma recompensa em termos do apoio e de intimidade que se fortalecem com o desenvolvimento da loucura a dois. As ideias delirantes de ambos participantes se retroalimentam e eles passam a compartilhar um sistema comum de crenças.

A esquizofrenia6 parece ser o diagnóstico7 mais comum do caso primário, embora possa haver também outros diagnósticos. Num arremedo menos incisivo dessa ocorrência, os transtornos paranoides ou histéricos costumam ser seguidos, pelo menos transitoriamente e até certo ponto, por um indivíduo sadio.

O conteúdo das crenças delirantes compartilhadas pode depender do diagnóstico7 do caso primário e incluir delírios relativamente bizarros, delírios congruentes com o humor ou delírios não-bizarros característicos do Transtorno Delirante.

Leia sobre “Psicoses”, “Esquizofrenia6”, “Paranoia” e “Histeria”.

Como tratar a “Folie à deux” (Loucura a dois)?

Frequentemente é necessário começar o tratamento separando os dois ou mais indivíduos envolvidos. A simples separação dos indivíduos envolvidos quase sempre já é suficiente para curar a pessoa induzida a acreditar na psicose1.

O agente “primário” geralmente exige tratamento medicamentoso com antipsicóticos. O agente “secundário” na maioria dos casos pode ser tratado com psicoterapia, mas se seu comprometimento for especialmente grave e ele for excessivamente susceptível à psicose1 pode também exigir medicação, caso o afastamento não seja suficiente.

Como evolui a “Folie à deux” (Loucura a dois)?

As pessoas de idade avançada parecem ser mais vulneráveis à essa condição.

Sem intervenção terapêutica8, o curso pode ser crônico9, uma vez que o transtorno ocorre com maior frequência em relacionamentos de longa duração e resistentes a mudanças.

Com a separação do agente primário, as crenças delirantes do outro indivíduo desaparecem, às vezes rapidamente e, outras vezes, bem lentamente.

Veja também sobre “Antipsicóticos”, “Psicoterapia” e “Alucinações4”.

ABCMED, 2018. “Folie à deux” (Loucura a dois). Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2021.

Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

1 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.

2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.

3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

4 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.

5 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.

6 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.

7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

8 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.

9 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.

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Источник: https://www.abc.med.br/p/psicologia-e-psiquiatria/1319433/folie+a+deux+loucura+a+dois.htm

Folie à Deux (loucura compartilhada): os casos mais estranhos

O que significa Folie à Deux

La Folie à Deux ou transtorno psicótico compartilhado é um daqueles fenômenos que são difíceis de explicar. Como é possível que duas pessoas compartilhem um surto psicótico? Não há muitos casos relatados dessa patologia, mas sua presença continua sentindo falta de psicólogos e psiquiatras em todo o mundo.

A raridade do Folie à Deux inspirou diferentes romances e filmes. Ele foi levado ao cinema com o filme Heavenly Creatures , no qual duas meninas sofreram o delírio compartilhado de que precisavam matar a mãe de uma delas para ficarem juntas, e no filme Intruders . Além disso, em um dos capítulos da famosa série Arquivo X , um indivíduo faz com que todos pensem que seu chefe é um monstro.

O que é o Folie à Deux?

Quando falamos sobre o que é a realidade, tendemos a entendê-la como a verdade objetiva que sempre permanece lá, mesmo que ninguém preste atenção ou reflita sobre ela. A realidade é, portanto, o objetivo, que não depende de pontos de vista.

Assim, é fácil para uma pessoa desenvolver uma visão distorcida da realidade, mas entende-se que o diálogo entre diferentes pessoas nos permite abordar uma visão mais realista das coisas.

Mas … o que acontece quando duas ou mais pessoas percebem a realidade de uma maneira totalmente ilusória? É o que acontece no Folie à Deux .

Esse distúrbio ocorre quando duas ou mais pessoas compartilham sintomas psiquiátricos, geralmente delírios . Embora na CID-10 e no DSM-IV-TR o Folie à Deux seja considerado um tipo de transtorno psicótico, no DSM V ele é realocado e não há distinção específica para essa psicopatologia.

‘Folie à Deux’ significa loucura de dois

O nome Folie à Deux, que literalmente significa loucura de dois , tem origem francesa porque foi usado pela primeira vez para descrever o caso do casamento de Margaret e Michael.

Este casal experimentou esse distúrbio psicótico compartilhado.

Os psiquiatras não sabiam qual dos dois iniciou o ciclo da psicose, mas ambos mergulharam em um ciclo de feedback que reforçava os delírios do casamento .

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Ambos pensaram que sua casa estava no centro das atenções de diferentes pessoas aleatórias. Essas pessoas nunca roubaram ou tentaram destruir sua casa, mas espalharam poeira ou pedaços de cotão pela casa, ou andaram com os sapatos do casal até gastar suas solas.

Quem pode sofrer Folie à Deux?

Geralmente, as pessoas que sofrem de Folie à Deux geralmente têm um relacionamento próximo e um nível significativo de isolamento social . É por isso que isso pode acontecer entre os membros de um casamento, entre irmãos ou entre pais e filhos .

O caso das irmãs Úrsula e Sabina Eriksson

Um caso que ficou muito famoso ocorreu em 2008, quando Úrsula e Sabina Eriksson, duas irmãs gêmeas que estavam sendo presas por tentativa de suicídio atravessando a rodovia.

Depois de repreender os agentes e paramédicos e acusando -os de tentar para roubar os corpos e eles não eram reais, c onsiguieron atravessar a rodovia e ser atropelado por dois veículos .

Ursula ficou gravemente ferida após ser atropelada por um caminhão, enquanto Sabrina, após ser atropelada por um carro, se recuperou em poucos dias.

Depois de passar uma noite na masmorra por tentar atacar os agentes, continuo com suas ilusões. No mesmo dia em que saiu na rua, matou um homem e tentou novamente cometer suicídio. Ela foi condenada a cinco anos de prisão.

O evento foi gravado por câmeras da polícia. Avisamos que as imagens são difíceis.

Folie a Trois: outro caso estranho de transtorno psicótico compartilhado

Outro caso que ficou famoso é o de três irmãs americanas que estrelaram um caso de Folie à Trois . Nenhum deles sofreu abuso ou teve um histórico médico caracterizado por transtornos mentais.

O distúrbio surgiu de repente quando as três irmãs reforçaram seus laços, já que a mais velha precisava de ajuda para cuidar de seus filhos.

As outras duas irmãs se mudaram para uma casa próxima, e passaram muito tempo juntas.

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Com o tempo, as três irmãs tinham fortes crenças religiosas e a menina começou a questionar como poderia haver diferentes interpretações da Bíblia. Em seu delírio compartilhado, ela foi a escolhida para dar ordem a essa situação.

Depois de três dias rezando, sem dormir, as irmãs acreditavam que deveriam começar o trabalho em uma casa que não era deles. Eles foram para aquela casa e pediram aos proprietários que os deixassem entrar. Quando foram rejeitados, tentaram entrar na casa.

Então a polícia apareceu, o que levou as três irmãs a atacar os agentes .

Causas do Transtorno Psicótico Compartilhado

Embora a origem desse distúrbio não seja clara, uma característica característica geralmente aparece nesses casos, além do relacionamento próximo, é o isolamento social de ambos os membros. Além disso, uma situação estressante pode desencadear sintomas psicóticos .

Os especialistas pensam que entre os atores dessa psicopatologia existe uma pessoa dominante que é a primeira a sofrer do distúrbio, e uma pessoa dependente que é considerada uma pessoa induzida ao transtorno.

Possíveis tratamentos para esse distúrbio

O objetivo do tratamento é separar a pessoa induzida e tentar estabilizar a pessoa dominante . Portanto, pode haver um tratamento diferente para os dois afetados.

Esse tratamento requer psicoterapia para ajudar o paciente a reconhecer que ele tem a patologia. Bem como tratar os problemas emocionais e relacionais que estão presentes no distúrbio. O tratamento farmacológico também é necessário para atuar diretamente sobre os sintomas psicóticos. Portanto, é necessário administrar antipsicóticos para estabilizar o paciente com delírios.

Источник: https://maestrovirtuale.com/folie-a-deux-loucura-compartilhada-os-casos-mais-estranhos/

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