Osteoartrite (artrose): causas, sinais e tratamento

Artrose de quadril

Osteoartrite (artrose): causas, sinais e tratamento

As causas mais comuns estão doenças da infância como displasia do desenvolvimento do quadrilExistem duas formas básicas de alterações: a artrose primária (ou idiopática) e a artrose secundária. Esses dois tipos são determinados de acordo com os fatores responsáveis pela causa da doença.

A artrose primária ocorre em cerca de 48% dos casos e é aquela em que, geralmente, não se é possível identificar a causa precisa do desgaste articular.

São os casos em que apesar de uma avaliação bem detalhada e de uma boa análise clínica do paciente e dos exames de imagem, o fator causador da doença não pode ser claramente determinado.

Até o momento, sabe-se que alguns fatores como predisposição genética, estilo de vida com intensa sobrecarga (atividades repetitivas de impacto nas articulações, a grande mobilidade da articulação do quadril e atividade física intensa) e desequilíbrios musculares podem estar relacionados à artrose primária.

Já a artrose secundária é responsável por cerca de 52% dos casos de desgaste da articulação do quadril e é basicamente definida por casos em que a degeneração foi provocada por defeitos congênitos ou adquiridos.

Nesse contexto, dentre as causas mais comuns estão doenças da infância como displasia do desenvolvimento do quadril (alteração da forma do acetábulo- cavidade na qual a cabeça do fêmur se encaixa) e síndrome de Legg-Calvé-Perthes ou doença de Perthes (degeneração da cabeça do fêmur por falta de irrigação sanguínea); impacto femoroacetabular, processos inflamatórios ou infecciosos no quadril; distúrbios metabólicos e hormonais e também a obesidade.

Em particular, os distúrbios metabólicos e hormonais apresentam relação importante com o aparecimento de artrose, sobretudo nas mulheres. Isso ocorre normalmente na pós-menopausa, porque alguns hormônios, principalmente o estrogênio, tem impacto direto no metabolismo ósseo das mulheres.

Sinais e sintomas

Os sintomas da artrose de quadril são progressivos.Como a artrose é uma doença de progressão gradual, os sinais e sintomas do acometimento da articulação do quadril também seguem uma sequencia progressiva de leves e pouco limitantes para intensos e extremamente limitantes.

De forma geral, os primeiros sinais da artrose de quadril são: rigidez articular, sobretudo pela manhã; dor em locais próximos da articulação como a nádega, virilha e lateral da coxa e dor associada à limitação de movimentos do quadril durante a realização de atividades de vida diária como entrar e sair do carro ou calcar os sapatos.

Inicialmente os sintomas são leves, a rigidez na articulação do quadril melhora ao longo do dia, a dor tende a diminuir ou passar completamente após um período de descanso e a limitação de movimento é muito leve.

Contudo, no decorrer do processo, a doença e o comprometimento articular progridem e, assim, a rigidez na articulação passa a ser mais constante, as dores se tornam mais intensas, podem ser percebidas em outros locais (pode irradiar para a coluna lombar ou até o joelho) e não melhoram com o repouso e a limitação dos movimentos do quadril é cada vez maior.

Se o comprometimento articular for grande, o desconforto pode  ser permanente, esteja o paciente em pé, deitado ou se movimentando.Como consequência disso e na tentativa de controlar a dor, o paciente se torna cada vez menos ativo e pode passar a andar mancando, para evitar ao máximo a sobrecarga no membro com dor.

Essas estratégias parecem ajudar, no início, mas na verdade contribuem para o agravamento do quadro, pois geram enfraquecimento dos músculos da perna e nádega, que são importantes protetores da articulação do quadril.O avanço progressivo do comprometimento articular é quase uma regra, quando se trata de artrose do quadril. Isso sugere que a procura por tratamento seja feita quanto antes surgirem os sintomas.

Confira uma lista dos principais sinais e sintomas da artrose de quadril (coxartrose):

  • Dor na nádega, coxa ou virilha (em torno na articulação do quadril);
  • Rigidez articular (dificuldade para movimentar a articulação, principalmente pela manhã);
  • Crepitação articular durante o movimento (estalidos na articulação);
  • Dificuldade para realizar as atividades de vida diária como ficar de pé por muito tempo, sentar em cadeiras ou sofás mais baixos, caminhar, sair e entrar no carro, cruzar as pernas, calçar sapatos e meias ou lavar os pés:
  • Deformidade articular;
  • Posição antálgica, apoiando o peso no quadril saudável (o que provoca uma sobrecarga no quadril e pelve opostos);
  • Quando o estágio já é avançado, o paciente pode sentir as dores e desconfortos da artrose de quadril mesmo que esteja parado (principalmente à noite).

Diagnóstico e exames

O diagnóstico é feito basicamente por meio de avaliação clínica, na qual o profissional da saúde colhe todo o histórico da doença, coleta dados como força dos músculos glúteos, da coxa e perna, avalia a amplitude de vários movimentos do quadril e faz alguns testes para analisar a condição funcional do paciente.

 Tudo isso para identificar alguns sinais e sintomas citados anteriormente.Posteriormente também é realizada uma análise minuciosa dos exames de imagem como radiografias e ressonância nuclear magnética (RNM) do quadril.

Esses exames são essenciais para a determinação do grau de comprometimento das estruturas articulares, sobretudo cartilagem e osso subcondral.

É possível também determinar se existe redução do espaço articular (espaço entre a cabeça do fêmur e o acetábulo), presença de deformidades das superfícies articulares e proeminências ósseas ao redor da articulação do quadril (bicos de papagaio), o que representa um importante nível de sobrecarga dessa articulação.

Agendar sua Avaliação

Fisioterapia para artrose de quadril

A Fisioterapia é excelente para artrose de quadrilQuanto ao tratamento da artrose de quadril, vale ressaltar que cada abordagem deve ser individualizada e voltada para as expectativas de vida e atividade de cada paciente. Nesse sentido, geralmente a primeira opção é o tratamento conservador, que utiliza métodos não cirúrgicos como ferramentas de tratamento.

 Essa abordagem pode ser feita através do uso de medicamentos anti-inflamatórios e condroprotetores e também com exercício físico específico, direcionado pela fisioterapia.

Sabe-se que os músculos são importantes estabilizadores e protetores das articulações, sendo assim, a abordagem de doenças articulares através de um enfoque direcionado e exercícios específicos vem ganhando cada vez mais espaço e notoriedade como opção eficaz de tratamento conservador.

A fisioterapia tem como objetivo inicial aliviar a dor, reduzir o processo inflamatório e promover ganho de amplitude dos movimentos do quadril (sempre que possível) através de recursos eletrotermofototerapêuticos (TENS, CIV, LASER, Ultra Som) e técnicas de liberação miofascial e mobilizações articulares.

Em um segundo momento, o enfoque do tratamento passa a ser o ganho de força de músculos responsáveis pela estabilização da articulação do quadril.

Essa abordagem faz com que a musculatura passe a ter melhores condições de absorver as cargas que passam pela articulação durante as atividades do dia a dia ou das atividades esportiva e consequentemente impede que essas cargas sejam dissipadas na cartilagem e no osso subcondral (que é uma importante fonte de dor, nesse caso).

Isso, além de melhorar a função do paciente, possibilita alivio dos sintomas e melhora da capacidade física do mesmo.Em outras palavras, o fortalecimento muscular evita a progressão da artrose, pois estabiliza a articulação e impede o atrito e sobrecarga nas superfícies desgastadas.

Por fim, o tratamento progride para uma etapa de reequilíbrio da musculatura do tronco e membros inferiores em geral, treino do controle do movimento, treino de estabilidade em superfícies estáveis e instáveis e treino do gesto esportivo (quando necessário), na tentativa de devolver o paciente para o seu ambiente de vida, da melhor forma possível.Vale ressaltar que a fisioterapia não tem capacidade de reverter os danos já instalados na articulação acometida pelo desgaste, porém auxilia no controle da dor, melhora da função e, sobretudo, tem potencial para impedir a progressão da doença para níveis mais incapacitantes. Atrelado a isso, sabe-se também que em qualquer tipo de artrose nos membros inferiores, seja no quadril ou joelho, a perda de peso e a fisioterapia serão aliados contra o problema.

Muitas vezes a realização da cirurgia e colocação da prótese de quadril é inevitável, mas uma abordagem conservadora feita de forma correta pode ser muito eficaz na restauração da função do quadril e redução dos sintomas, devolvendo qualidade de vida ao paciente, postergando a cirurgia.

Cirurgia para artrose de quadril

Dependendo do nível de comprometimento da articulação, a cirurgia é vista como a última opção de tratamento. Normalmente é uma opção após a falha dos tratamentos conservadores ou diante de um grau muito avançado de desgaste do quadril.

Para a artrose do quadril, a cirurgia mais indicada é a artroplastia ou prótese de quadril, que consiste basicamente na substituição total ou parcial das superfícies articulares por estruturas de cerâmica ou metal (na maioria dos casos) que possuem o mesmo formato dos ossos que constituíam a articulação.

É uma cirurgia bastante invasiva, porém, quando bem indicada, apresenta grandes taxas de sucesso, principalmente na redução da dor e melhora da função do paciente.

Vale lembrar que essa cirurgia necessita de um tempo prolongado de recuperação e, ainda assim, é necessário que o paciente, após a operação, seja submetido a um processo de reabilitação com fisioterapia especializada para que possa atingir o máximo de independência, com o mínimo de limitação possível.

Agendar sua Avaliação

Atualmente é diretor-clínico do Instituto TRATA – Joelho e Quadril.

Graduado em Fisioterapia no ano de 2001 e Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia neuro-musculo-esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP (2003)

Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (2006)

Doutor em Ciências pelo programa de Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011)

Pós-doutorado (post doc) em Biomecânica pela University of Southern California – USC (2013)

Docente da graduação do Centro Universitário São Camilo – CUSC e Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino

Foi Professor Adjunto da pós-graduação em Fisioterapia musculo-esquelética – ISCMSP e Supervisor do Grupo de Joelho, Quadril, Traumatologia Esportiva e Ortopedia Pediátrica – ISCMSP

Vencedor dos prêmios EXCELLENCE IN RESEARCH AWARD pelo melhor artigo publicado no ano de 2010 e EXCELLENCE IN CLINICAL INQUIRY no ano de 2011 no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE). Tem mais de 60 publicações nacionais e internacionais com ênfase em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia, Joelho e Quadril, Traumatologia esportiva e Eletrotermofototerapia.

Источник: https://www.institutotrata.com.br/artrose-quadril/

Osteoartrite (Artrose) – Sociedade Brasileira de Reumatologia

Osteoartrite (artrose): causas, sinais e tratamento

Baixe o material sobre Osteoartrite em formato PDF

Download do arquivo

Assista o vídeo e confira mais informações sobre Osteoartrite:

O que é osteoartrite?

Osteoartrite é o mesmo que osteoartrose, artrose ou doença articular degenerativa. No conjunto das doenças agrupadas sob a designação de “reumatismos”, a osteoartrite é a mais freqüente, representando cerca de 30 a 40% das consultas em ambulatórios de Reumatologia.

Além deste fato, sua importância pode ser demonstrada através dos dados da previdência social no Brasil, pois é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho; é a segunda doença entre as que justificam o auxílio-inicial, com 7,5% do total; é a segunda também em relação ao auxílio-doença (em prorrogação) com 10,5%; é a quarta a determinar aposentadoria (6,2%).

A osteoartrite (artrose), em conjunto, tem certa preferência pelas mulheres, mas há localizações que ocorrem mais no sexo feminino, por exemplo mãos e joelhos, outras no masculino, como a da articulação coxofemoral (do fêmur com a bacia).

Ela aumenta com o passar dos anos, sendo pouco comum antes dos 40 e mais freqüente após os 60.

Pelos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias queixam-se de dor crônica.

A osteoartrite (artrose) é uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos, vulgarmente, como “bicos de papagaio”.

A pode ser dividida em sem causa conhecida (dita primária) ou com causa conhecida (dita secundária).

As causas desta última forma são inúmeras, desde defeitos das articulações, como os joelhos com desvios de direção (valgo ou varo), até alterações do metabolismo.

A participação da hereditariedade é importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os nódulos dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos).

Exercícios e osteoartrite

É importante considerar dois aspectos em relação a exercícios e artrose: 1) osteoartrite como conseqüência de exercícios físicos; 2) participação dos exercícios no tratamento da osteoartrite.

A nutrição de uma articulação depende de sua atividade dentro de limites fisiológicos. Portanto, a atividade funcional de uma junta é fundamental para a sua saúde. A inatividade excessiva é nitidamente prejudicial.

Uma articulação pode sofrer através de um trauma agudo ou crônico. O trauma crônico corresponde a uma atividade repetitiva que excede a capacidade que a junta tem de se proteger, através de seus músculos satélites, cápsula e tendões, fazendo com que a cartilagem receba forças excessivas que não está preparada para absorver.

Há atividades de trabalho e desportivas, principalmente em esportes que muito exigem de quem os pratica, em que o uso repetitivo das juntas é habitual e que podem determinar dano articular.

São exemplos de profissões que podem levar à osteoartrite: os trabalhadores da indústria têxtil, que têm maior prevalência de nódulos de Heberden (nodosidades nas pontas dos dedos das mãos); os trabalhadores que executam tarefas duradouras com seus joelhos em flexão, levando à artrose dessas articulações; os agricultores que têm com freqüência artrose da coxofemoral (junta da coxa com a bacia); os trabalhadores de minas que fazem artrose de joelhos, coxofemorais e coluna.

Os atletas de elite estão em alto risco de desenvolvimento posterior de artrose nas juntas que recebem carga. Do mesmo modo, os jogadores de futebol, mesmo aqueles sem história de traumatismos significativos.

Parece que os corredores têm maior risco de desenvolverem artrose de joelho e coxofemoral tardiamente. Em indivíduos idosos sem artrose de joelhos, seguidos por 8 anos, foi observado que a atividade física elevada correlacionou com maior risco de desenvolvimento radiológico daquela doença.

A atividade física habitual não aumentou o risco de artrose de joelhos para homens e mulheres.

Na avaliação do risco que uma pessoa tem de desenvolver artrose, através da atividade física, é fundamental levar em consideração as condições próprias de sua articulação.

Juntas normais podem tolerar exercícios prolongados e até vigorosos sem maiores conseqüências clínicas, mas indivíduos que têm fraqueza muscular, anormalidades neurológicas, juntas defeituosa (por exemplo, joelhos com desvios para dentro ou para fora – valgus ou varus), diferença significativa de comprimento dos membros inferiores, alterações articulares hereditárias ou congênitas (displasias), etc. e que praticam exercícios excessivos que sobrecarregam os membros inferiores, provavelmente acabam acelerando o desenvolvimento de osteoartrite em joelhos e coxofemorais. Deste modo, é importante avaliar a existência das anormalidades citadas em indivíduos que se dispõem a executar exercícios com sobrecarga, com a finalidade de orientá-los, caso elas existam, a desempenharem atividades físicas que não forcem as juntas, como natação, bicicleta, por exemplo. Do mesmo modo, isto é válido para indivíduos que sofreram dano de ligamentos, tendões ou meniscos que estão sujeitos a um desenvolvimento acelerado de artrose das articulações que suportam carga.

Quanto à participação dos exercícios no tratamento das artroses basta acentuar que eles conseguem melhorar o desempenho funcional das juntas, diminuem a necessidade do uso de fármacos, e têm ainda influência sobre o estado geral do paciente, trazendo, inclusive, benefícios psicológicos, podendo atuar modificando possíveis fatores de risco na progressão da doença. Os exercícios são particularmente úteis quando há instabilidade articular. O fortalecimento da musculatura anterior da coxa é fundamental e indispensável no tratamento da artrose de joelho. Os exercícios posturais também são de grande valia. É preciso acentuar, entretanto, que os exercícios devem seguir uma estrita avaliação médica que servirá para indicar o que deve ser feito em cada caso. Não se deve fazer simplesmente exercícios e sim os exercícios adequados e que deverão ser corretamente executados.

Dieta ajuda?

Na osteoartrite, a única dieta que deve ser considerada é a que tem por finalidade diminuir o peso. Nas osteoartrites dos membros inferiores, principalmente dos joelhos, a obesidade é um fator causal, ou, no mínimo, agravante.

Sendo assim, é fundamental manter o peso nos limites da normalidade quando são atingidas as juntas que suportam peso. A redução preventiva do peso corporal faz diminuir a incidência de artrose de joelhos. Nos casos já instalados, perder peso é indicação importantíssima do tratamento. Por menor que seja a redução, haverá sempre um benefício.

Emagrecer não é fácil, mas o sacrifício é compensado com o alívio dos sintomas e o retardamento da evolução da doença.

Não há nenhuma prova científica de que qualquer outro tipo de dieta tenha influência significativa no tratamento da osteoartrite (artrose).

Источник: https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/osteoartrite-artrose/

Dor e rigidez nas juntas podem ser sinais de artrite

Osteoartrite (artrose): causas, sinais e tratamento

A artrite é uma inflamação das articulações que gera sintomas como dor, deformidade e dificuldade no movimento, que ainda não tem cura. Em geral, seu tratamento é feito com medicamentos, fisioterapia e exercícios, mas, em alguns casos, pode-se recorrer à cirurgia.

A osteoartrite, como também é chamada, pode ser causada por um traumatismo, excesso de peso, alimentação, desgaste natural da articulação ou devido a uma alteração no sistema imune de indivíduos com pré-disposição genética para isso.

Ela pode ser de diversos tipos, como artrite reumatoide, artrite séptica, artrite psoriática, artrite gotosa (gota) ou artrite reativa, dependendo da sua causa. Por isso, para o diagnóstico da artrite é necessário fazer exames específicos.

Artrite e artrose são a mesma doença

A nome Artrite é mais genérico porque não define qual a sua causa ou fisiopatologia, por isso o termo artrite agora indica o mesmo que artrose.

Essa mudança na nomenclatura aconteceu porque foi descoberto que em todo caso de artrose existe sempre uma pequena inflamação, que era a principal característica de artrite.

No entanto, quando se refere a artrite reumatoide, artrite psoriática ou artrite juvenil, os termos continuam sendo os mesmos.

Mas sempre que se refere somente a Artrite, isso é na verdade, Artrose, embora os termos mais corretos para estas duas doenças sejam Osteoartrite e Osteoartrose.

Sintomas de artrite

Se acha que pode estar com artrite, assinale os seus sintomas e descubra o risco de ter a doença:

Estes sintomas podem surgir em pessoas de qualquer idade, inclusive crianças, e é muito comum que mais de uma articulação seja afetada ao mesmo tempo. A osteoartrite é uma das doenças inflamatórias crônicas mais comuns em mulheres, obesos e em indivíduos com mais de 40 anos de idade. No entanto, alguns tipos são mais comuns em homens, como é o caso da artrite gotosa.

Artrite tem cura?

A artrite ainda não tem cura e por isso é uma doença crônica, mas o indivíduo pode recorrer a diversas formas de tratamentos sempre que ela se tornar dolorosa e comprometer suas atividades diárias.

Conviver diariamente com uma doença crônica não é fácil, sendo este um processo delicado e demorado, que exige muito esforço e dedicação. Veja algumas dicas que podem ajudar em Aprenda a Conviver com uma Doença que não tem cura. 

Para trazer o alívio da dor e melhora da capacidade de movimentos, recomenda-se uma alimentação cuidada, onde bebe-se bastante água e evita-se o consumo exagerado de alimentos ricos em proteína, além de recorrer a medicamentos anti-inflamatórios, imunossupressores, receitados pelo médico reumatologista, e à fisioterapia. A cirurgia para a colocação de uma prótese articular pode, em muitos casos, representar a cura da artrite naquela articulação, como ocorre na artrite séptica, por exemplo, mas não é sempre que ela pode ser realizada.

Exames para confirmar se é artrite

Para o diagnóstico da Osteoartrite, o médico ortopedista poderá, além de observar os sinais clínicos da doença, como a deformidade articular e as características inflamatórias, pedir um exame de raio-x para comprovar o inchaço local e a deformidade articular. Pode-se necessitar de exames como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, mas ouvir as queixas do paciente costuma ser suficiente para o diagnóstico.

Em alguns casos, os exames laboratoriais que podem ser solicitados pelo reumatologista, para descobrir qual tipo de artrite a pessoa possui, são:

  • Fator reumatoide para saber se é artrite reumatoide;
  • Punção do líquido sinovial da articulação afetada para saber se é artrite séptica;
  • Avaliação dos olhos pelo oftalmologista para saber se é artrite juvenil.

A osteoartrite não leva a alterações no hemograma comum, e por isso existe uma forma popular de dizer que a artrite não é um reumatismo no sangue.

Tratamentos para artrite

O tratamento para artrite visa basicamente aliviar os sintomas da doença e melhorar sua função, porque o desgaste articular não pode ser totalmente revertido.

Para tal, pode-se recorrer a medicamentos e mudanças no estilo de vida, onde preconiza-se evitar esforços físicos.

A dieta também deve ser rica em anti-inflamatórios e pobre em alimentos industrializados, como salsichas e bacon. Confira outras dicas de alimentação para artrite.

Os principais tratamentos para Osteoartrite são:

1. Remédios para artrite

Podem ser receitados pelo médico clínico geral ou ortopedista Paracetamol, Ibuprofeno, além de pomadas contendo cetoprofeno, felbinaco e piroxicam, e outras substâncias como sulfato de glucosamina ou cloroquina. Quando estes não são suficiente, pode ser usado ainda uma injeção de corticoide a cada 6 meses ou 1 vez ao ano.

Para impedir a progressão da doença podem ser indicados remédios como Infliximabe, Rituximabe, Azatioprina ou Ciclosporina, por exemplo.

2. Fisioterapia para artrite

A fisioterapia pode em muito ajudar o paciente com artrite. Através do tratamento fisioterapêutico, a inflamação poderá diminuir e será mais fácil realizar os movimentos. Poderão ser utilizados recursos anti-inflamatórios, analgésicos e exercícios de alongamento e de mobilização articular para preservar os movimentos da articulação e evitar que novas deformidades se instalem.

A fisioterapia deve ser realizada no mínimo 3 vezes por semana, até a completa remissão dos sintomas da artrite. Cabe ao fisioterapeuta decidir que recursos usará para tratar esta doença.

A prática de exercícios como natação, hidroginástica e Pilates também é indicada, pois ajudam no combate à inflamação e ajudam no fortalecimento muscular.

Veja mais detalhes sobre a fisioterapia para artrite.

3. Cirurgia para artrite

Se o médico achar que a articulação está muito desgastada e se não houver outros inconvenientes, ele poderá sugerir que se faça uma cirurgia para a colocação de uma prótese no local da articulação afetada. Uma das articulações que mais têm indicação cirúrgica é a do quadril e, em seguida, a do joelho.

4. Tratamento natural para artrite

Um ótimo tratamento natural para complementar o tratamento habitual da artrite é tomar chás e infusões de plantas medicinais, como, por exemplo, o gengibre e o açafrão.

O consumo de pimenta caiena e de orégano diariamente também atua como um poderoso anti-inflamatório natural, assim como massagear os locais afetados com óleo essencial de lavanda ou de unha-de-gato. 

Veja quais os analgésicos naturais que pode tomar para aliviar a dor na artrite:

Atenção: o tratamento natural não exclui o tratamento medicamentoso e fisioterapêutico da artrite, ele somente contribui para um resultado mais rápido e mais satisfatório.

O que pode causar artrite

O desgaste natural da articulação é uma das causas mais comuns da artrite, mas esta doença também pode ser causada pelo excesso de peso, super uso, idade, traumatismo direto ou indireto, fator genético e devido a fungos, bactérias ou vírus, que se instalam através da corrente sanguínea na articulação, gerando o processo inflamatório. Se esse processo não for revertido a tempo, pode levar à completa destruição da articulação e consequente perda da função.

Se está em dúvida sobre o que está causando sua artrite converse com o médico ou fisioterapeuta.

Geralmente a osteoartrite surge a partir dos 40 anos de idade, mas pessoas mais jovens também podem ser afetadas. Um tipo de artrite que se manifesta em crianças é a artrite juvenil. No entanto, sua forma mais comum, afeta especialmente idosos com mais de 65 anos de idade.

Источник: https://www.tuasaude.com/artrite/

Artrose (osteoartrite)

Osteoartrite (artrose): causas, sinais e tratamento

Artrose (osteoartrite) é uma doença das articulações que tem como possíveis causas obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes como futebol.

Osteoartrite é a forma mais comum de artrite, caracterizada por degeneração das cartilagens acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. As mais atingidas são as articulações das mãos, joelhos, coxofemurais (ligação da coxa com o quadril) a coluna.

Representação de desgaste em cartilagem do joelho à direita. | rob3000

Se as cartilagens articulares não existissem, um osso se chocaria contra outro. A água constitui 70% do conteúdo das cartilagens — do que sobra, 90% são formados por uma rede elástica de colágeno e agregados de moléculas grandes chamadas proteoglicanos. Sob impacto, as cartilagens são comprimidas e expulsam água de seu interior, que é reabsorvida quando as forças compressivas relaxam.

Veja também: Entrevista sobre artrite e artrose

A osteoartrite se instala quando há aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso. Ela é a mais comum das doenças reumáticas que se manifesta na mesma proporção em ambos os sexos.

Cerca de 80% a 90% das pessoas acima de 40 anos mostram sinais de osteoartrite ao raio X, embora grande parte delas não apresente sintomas. A intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade.

Causas de artrose

A osteoartrite é um processo natural do envelhecimento, mas o desgaste pode ser acentuado por diversos fatores.

Causas primárias: Em boa parte dos pacientes não há fatores que justifiquem o quadro de osteoartrite. Talvez anormalidades anatômicas sutis, como pequenas irregularidades na superfície articular, levem ao desgaste da cartilagem.

O exercício atlético, quando não excessivo nem associado a traumatismos, não predispõe à enfermidade. Ao contrário, a obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes com impacto são fatores de risco.

Por outro lado, o condicionamento através de exercícios aeróbicos pode reduzir os sintomas.

Causas secundárias: As osteoartrites secundárias podem se instalar como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, enfermidades em que há comprometimento de nervos periféricos e outras.

Sintomas de artrose

Indivíduos abaixo dos 40 anos não costumam apresentar sintomas. A evolução geralmente é lenta, mas a piora é progressiva com o passar dos anos.

Quando há sintomas, eles podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos. Quando há sintomas, geralmente são:

  • Dor nas articulações, que começa aos poucos e aumenta de intensidade no decorrer dos anos. Caracteristicamente, nas fases iniciais a dor surge com o movimento e vai embora com o repouso;
  • Rigidez e diminuição da mobilidade articular. O enrijecimento tende a desaparecer segundos ou minutos depois que a pessoa começa a se movimentar, diferença importante com os casos de artrite reumatoide, em que pode persistir por horas;
  • Perda de flexibilidade. Em alguns casos a pessoa pode não conseguir dobrar como antes aquela articulação;
  • Rangidos e estalos na articulação;
  • Inchaço, quando há inflamação.

ARTICULAÇÕES MAIS ACOMETIDAS

1) Mãos

Afeta principalmente as articulações entre a segunda (média) e a terceira falange (distal), provocando abaulamentos articulares (as articulações ficam curvadas, com os chamados nódulos de Heberden). Mais raramente, esses nódulos surgem na articulação da primeira (proximal) com a segunda falange (nódulos de Bouchard).

Pode haver vermelhidão local, dor e inchaço por períodos variáveis. A limitação do movimento costuma estar ausente ou ser discreta.

Nódulos de Heberden, característica da artrose. | Drahreg01 / Wikimedia Commons

2) Joelhos

Por ser uma articulação que suporta peso, limitações de movimento não são raras. Derrames articulares, dor e alargamento das estruturas ósseas vizinhas à articulação, com ou sem crepitação (como se houvesse areia na junta), podem estar presentes. O joelho permanece estável até as fases mais avançadas, quando aparecem deformidades que desalinham os ossos.

3) Coxofemurais

A dor é sentida na virilha ou na região lateral da articulação, com eventual irrradiação para as nádegas ou para os joelhos, confundindo o quadro. Como defesa, os pacientes rodam a coxa para fora e dobram a perna, dando a impressão de que o membro sofreu encurtamento. O comprometimento, às vezes, acontece nos dois lados e é incapacitante para atividades simples.

Articulação acometida em casos de artrose coxofemural. | megija

4) Coluna

Quando o envolvimento do tecido fibroelástico — que constitui o disco entre as vértebras — e as alterações ósseas vizinhas comprimem as raízes nervosas que emergem da coluna, surgem dor, espasmos, atrofias musculares e limitação dos movimentos.

Os locais mais acometidos são a coluna cervical baixa (no pescoço próximo dos ombros) e as últimas vértebras lombares (pouco acima das nádegas).

A radiografia pode mostrar a presença de osteofitose (bico de papagaio), cuja presença não guarda relação direta com a dor.

Tratamento da artrose

Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico, mas o condicionamento físico com exercícios aeróbicos (como natação e caminhada) é uma medida importante para controle dos sintomas.

O principal objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dor ou limitações de movimento.

 Ácido acetilsalicílico e analgésicos comuns, como acetaminofeno ou dipirona, podem ser úteis para tratar episódios isolados de dor, mas sua ação é pouco duradoura.

É necessário cautela com o uso frequente de ácido acetilsalicílico, pois ele pode alterar a coagulação e causar sangramentos.

Corticosteroides não são indicados. Em casos excepcionais, a injeção intra-articular está indicada para aliviar dores rebeldes, mas a repetição é capaz de lesar ainda mais os tecidos, agravando o quadro.

Embora a osteoartrite seja considerada uma enfermidade não inflamatória, as alterações que ocorrem nas cartilagens articulares costumam atrair inflamações para o local. Esse componente pode ser reduzido com drogas que pertencem à classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), mas esse uso deve se limitar aos casos de inflamação.

Em casos selecionados, o tratamento é cirúrgico. As intervenções mais frequentes são

  • Artroplastia (substituição parcial ou total da parte destruída por uma prótese);
  • Artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada principalmente na coluna);
  • Osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea deteriorada);
  • Osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através do corte de partes ósseas).

Recomendações para quem tem artrose

  • Repouse por algum tempo durante o dia e depois de atividades que solicitem a articulação acometida pela artrose;
  • Adote uma postura cuidadosa ao sentar, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem as articulações;
  • Evite atividades que promovam impactos repetitivos e carregamento de pesos;
  • Use sapatos confortáveis que ofereçam boa base de apoio;
  • Pratique exercícios isométricos (aqueles em que a pessoa fica imóvel, como a prancha) para conferir estabilidade às articulações;
  • Controle o ganho de peso;
  • Se necessário, não dispense bengalas ou andadores, que podem dar maior independência de locomoção;
  • Utilize sempre os corrimãos das escadas e as alças de apoio no banheiro.

Perguntas frequentes sobre artrose

Qual a diferença entre artrite e artrose?

A artrose é um tipo de artrite, nome que designa qualquer enfermidade que atinja as articulações.

Muitas vezes, a artrose é confundida com a artrite reumatoide, que se diferencia principalmente pelo quadro inflamatório, caracterizada por dor, calor e vermelhidão na região acometida.

Embora a artrose também possa ocasionar inflamação, geralmente ela é pontual, e não um traço marcante dessa condição.

Por que exercícios aeróbicos ajudam a prevenir artrose?

Por que o fortalecimento cardíaco adquirido com esse tipo de atividade faz com que os músculos, de forma geral, trabalhem de forma mais eficiente, exigindo menos de estruturas como as articulações.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/artrose-osteoartrite/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: