Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

Síndrome do ovário policístico: sintomas, tratamento e prevenção

Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

Antes de tudo, é importante destacar que ter ovários policísticos não é sinônimo de sofrer com a síndrome do ovário policístico (SOP) e seus sintomas. Essa diferença também altera o tratamento.

Veja: 20% das mulheres, ao fazerem um ultrassom, apresentam vários cistos no ovário. No entanto, a síndrome em si só é diagnosticada se há aumento de hormônios masculinos no corpo da mulher e um período menstrual irregular.

Acredite: em alguns casos a paciente pode ter SOP e não apresentar vários cistos no ovário! O diagnóstico é definido quando pelo menos dois dos três critérios a seguir estão presentes: aumento da produção de hormônios masculinos, anovulação (período menstrual irregular) e exames de imagem com ovário policístico. Isso, claro, desde que outras doenças que cursam com sintomas parecidos sejam descartadas.

A SOP em si atinge de 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela costuma surgir quando a hipófise, a glândula que regula a produção hormonal, acaba estimulando a liberação em excesso de andrógenos, os hormônios masculinos.

Com isso, o amadurecimento dos óvulos, processo que ocorre todo mês, é comprometido. Quando a célula reprodutiva feminina não se desenvolve como deveria, vira um folículo enrijecido, que fica preso na região. É o famoso cisto no ovário.

Portanto, aglomeração de cistos – em conjunto com o excesso de hormônios masculinos – pode impedir a formação de óvulos saudáveis e, consequentemente, alterar ou interromper o ciclo menstrual, levando à infertilidade. O aumento de andrógenos provoca ainda, entre outros sintomas, o aparecimento de acne e pelos no rosto.

Por trás da síndrome do ovário policístico muitas vezes está a resistência à insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas e responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue. É que o desequilíbrio nessa produção pode desencadear o diabetes tipo 2. E os níveis de glicose muito elevados prejudicam os ovários, que passam a gerar mais andrógenos do que estrógenos, os hormônios femininos.

Sintomas

– Dificuldade para engravidar

– Menstruação desregulada ou inexistente

– Ganho de peso

– Pele muito oleosa

– Acne

– Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen

– Queda de cabelo

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– Atenção: não é regra, mas primeiros sinais da SOP costumam aparecer na adolescência

Causas e fatores de risco

– Histórico familiar

– Resistência à insulina

– Obesidade

A prevenção

Embora não dê para evitar completamente a síndrome do ovário policístico, medidas com perda de peso em geral normalizam parte dos problemas. Estamos falando de espinhas, pelos, alterações menstruais… Levar uma vida saudável, com dieta leve e exercício físico, diminui até mesmo o risco de desenvolver diabetes tipo 2, outro fator de risco da SOP.

O diagnóstico

Desordens típicas da síndrome do ovário policístico podem ser confundidas com alterações da menstruação em si – entre elas o aparecimento da própria acne. Às vezes, esses sintomas e a própria irregularidade menstrual são intensificadas nos primeiros ciclos da adolescente. Por isso é importante procurar um ginecologista para uma avaliação logo que a menina entra na puberdade.

Para o diagnóstico da SOP, o especialista leva em conta sintomas como irregularidade do ciclo menstrual e a presença de muitos pelos no rosto ou no corpo, além de testes laboratoriais que indicam o excesso de hormônios masculinos. Um exame de ultrassom ajuda: num quadro típico, ele revela a presença de dezenas de cistos ou mostra volume ovariano maior que 10 centímetros cúbicos.

Mas, como já dissemos no início, é possível que a imagem do exame nem mostre essas alterações. Converse com o médico.

O tratamento

A síndrome do ovário policístico em si não tem cura. Mas o tratamento, aliado à adoção de um estilo de vida saudável, afasta as consequências.

Antes de tudo, a pessoa deve praticar atividades físicas regularmente e ter uma dieta equilibrada, o que também significa maneirar no açúcar e na gordura.

Se o médico constatar que a SOP está relacionada à resistência à insulina, a paciente via de regra será orientada a se medicar com metformina ou glitazonas, substâncias que corrigem esse defeito. Tais drogas afastam o risco de diabetes.

Para aquelas que não querem engravidar, o tratamento é feito à base de pílula anticoncepcional. Ela contém doses de estrógeno e progesterona que normalizam o ciclo menstrual e diminuem a produção de hormônios masculinos. Uma alternativa é o uso exclusivo de progesterona.

Caso o medicamento não dê resultados, pode-se optar pela cauterização laparoscópica dos cistos. É uma cirurgia pouco invasiva que, digamos, queima as estruturas que estão tomando conta do ovário.

Por outro lado, quando há dificuldade para engravidar, a ovulação é induzida com substâncias como as gonadotrofinas e o clomifeno. O tratamento facilita a gestação porque torna o momento da ovulação mais previsível.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/sindrome-do-ovario-policistico-sintomas-tratamento-e-prevencao/

Nidação: o que isso significa e como pode dar errado? » Dr João Dias

Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

Uma gravidez é um processo muito complexo, que envolve diversas mudanças físicas e hormonais no corpo da mulher. Os nove meses que duram uma gestação são divididos em diversas fases, que vão desde a implantação até o parto. Uma dessas fases é a nidação, que consiste na implantação (também chamada fixação) do embrião no útero, mais especificamente no endométrio.

Hoje vou falar sobre a nidação e sua importância para a fertilidade do casal. Se não houver nidação, não há gravidez.

Continue a leitura para entender melhor.

O que é nidação?

Nidação é o nome dado ao processo de fixação ou implantação do embrião no endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero. O zigoto, que é a célula resultante da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, começa a migrar das tubas uterinas para o endométrio, onde vai fixar-se e começar a se desenvolver para formar o bebê durante os nove meses de gestação.

Durante o deslocamento do zigoto pela tuba uterina, ele começa o processo de divisão celular, quando passa a ser chamado de embrião. Ao chegar ao útero, o processo de divisão celular já está avançado, e o embrião está entrando em sua fase de blastocisto.

A nidação é um processo que acontece em toda gravidez, independentemente de ser alcançada pelos métodos tradicionais ou por meio de reprodução assistida. Para que ela aconteça de forma bem-sucedida, é fundamental que haja uma boa receptividade endometrial e uma boa qualidade embrionária.

Quando acontece a nidação?

A nidação pode acontecer entre 5 e 10 dias após a fecundação do óvulo. Nos casos de reprodução assistida, utilizando técnicas como FIV, recomenda-se a transferência embrionária entre o 3º e 6º dias de desenvolvimento embrionário, quando há condições mais favoráveis para que a implantação aconteça.

Geralmente é neste período que aparecem os sintomas da nidação. Porém, enquanto algumas mulheres não apresentam nenhum sintoma, outras podem vir a tê-los algum tempo depois.

Sintomas da Nidação

Algumas mulheres descobrem ou ao menos desconfiam que estão grávidas graças aos sintomas comuns dessa fase da nidação. Ao mesmo tempo, outras podem confundir esse processo com a menstruação, já que os principais sintomas estão relacionados a sangramentos e cólicas.

A mulher pode sentir pequenas pontadas e leves dores abdominais, muito semelhantes às cólicas menstruais. Outro sintoma comum é o sangramento, que não chega à intensidade do fluxo de uma menstruação e geralmente é amarronzado ou rosado. Além disso, ele não dura mais do que três dias.

Leves tonturas, prisão de ventre, aumento da temperatura corporal e outros sintomas também podem se apresentar durante esse período, mas é importante reforçar que há mulheres que passam pela nidação sem nenhum sintoma.

Qual a importância da nidação para a fertilidade?

A nidação é um processo que necessariamente precisa acontecer para que a gravidez e o embrião possam se desenvolver. Porém, nessa fase pode acontecer a perda ovular, tanto nos processos naturais quanto na reprodução assistida. Isso significa que o óvulo fecundado não consegue se fixar no endométrio ou é eliminado antes mesmo de chegar ao útero. Sendo assim, não há gravidez.

O que pode prejudicar a nidação?

Diversos fatores, além da qualidade embrionária, podem afetar o processo de nidação. O principal deles é a receptividade endometrial, fundamental para que a implantação do embrião aconteça. Nem sempre o endométrio está receptivo ao embrião e essa condição pode inviabilizar a gravidez.

O melhor momento para a implantação é chamado de janela de implantação, que ocorre entre o 19º e 21º dias de um ciclo menstrual regular. Um teste que pode auxiliar os especialistas em reprodução humana a identificar a janela de implantação é o ERA (teste de receptividade endometrial).

A inadequada receptividade uterina pode acontecer por:

  • distúrbios hormonais, uma vez que todo o preparo endometrial, tanto naturalmente como na reprodução assistida, é feito por hormônios;
  • problemas no endométrio, como pouca espessura endometrial;
  • doenças, como miomas, pólipos endometriais, cicatrizes e até mesmo malformação no útero.

Como aumentar as chances de nidação?

Existem algumas maneiras de aumentar as chances de sucesso da nidação, como a utilização de vitaminas e minerais específicos, mas é fundamental conversar com seu médico antes de tomar qualquer decisão e fazer alterações em sua alimentação. Além disso, muitas vezes as vitaminas não serão suficientes, e somente um especialista poderá orientá-la para aumentar suas chances de nidação e, consequentemente, de uma gravidez.

Se considera este conteúdo útil, leia também o texto que preparei sobre endometriose, doença relacionada ao endométrio que pode causar infertilidade.

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Источник: https://drjoaodias.com.br/nidacao-o-que-isso-significa-e-como-pode-dar-errado/

O que é anovulação? | Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP

Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

A fertilidade feminina é um assunto complexo. Existem diversos processos no corpo feminino que garantem a fertilidade ou provocam a infertilidade.

A infertilidade pode acometer a mulher por diversos fatores, como o desequilíbrio hormonal, que causa uma disfunção no crescimento ou liberação do óvulo.

Algumas doenças femininas até comuns, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), podem desencadear a infertilidade.

Outras doenças são a endometriose, que também acomete uma parcela da população feminina dificultando a gravidez, infecções no útero, anovulação, entre outras. A idade da mulher também é um dos fatores que pode provocar infertilidade.

A fertilidade feminina envolve diversos aspectos do corpo, como o bom funcionamento do sistema reprodutor. Isso inclui a ovulação, o equilíbrio hormonal e o estado de saúde da mulher.

Continue lendo este texto e descubra o que é anovulação, suas causas, quais exames fazer, sintomas e outros assuntos pertinentes ao tema.

O que é ovulação/anovulação?

Para compreender a fertilidade feminina, primeiro é preciso entender o que é ovulação e por que ela é fundamental para a gravidez.

A ovulação é uma das etapas do ciclo menstrual feminino. Nessa fase, o ovário libera o óvulo, que chega até as tubas uterinas (também chamadas de trompas de Falópio) seguindo em direção ao útero com o objetivo de ser fecundado.

Quando não ocorre a fecundação do óvulo, a mulher menstrua. Esse é, de forma resumida, o processo de ovulação feminina.

A anovulação é a ausência da ovulação. Ela ocorre quando o óvulo não é liberado pelo ovário, indicando algum tipo de distúrbio, principalmente hormonal.

Quando a anovulação acontece, os hormônios por algum motivo falharam e não estiveram em níveis adequados para desencadear a ovulação. Sem ovulação, a mulher não consegue engravidar.

Causas da anovulação e exames

A anovulação é causada por um desequilíbrio hormonal, e o fator desencadeante deste desequilíbrio nos hormônios pode ter diferentes etiologias.

As causas mais comuns para o desequilíbrio hormonal são:

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP);
  • Alteração no funcionamento da glândula tireoide (Hipo ou Hipertireoidismo);
  • Pessoa abaixo do peso ou acima do peso;
  • Tumores, especialmente os localizados na hipófise, que levam ao aumento do hormônio prolactina.

Quais os exames indicados para detectar e diagnosticar a anovulação?

O médico solicita alguns exames para verificar a ovulação:

  • Exame de sangue (para observar o nível hormonal);
  • FSH, LH e estradiol;
  • Progesterona;
  • Ultrassonografia transvaginal.

Esses são alguns exames que podem ser solicitados, mas existem outros, de acordo com a necessidade da paciente.

Doenças

Anovulação ou ausência de ovulação é uma condição feminina provocada, principalmente, pela SOP, mas essa não é sua única causa.

A anovulação leva a mulher à infertilidade, pois o óvulo não chega a ser liberado pelo ovário para ser fecundado.

Com esse quadro, a mulher precisa de tratamento para engravidar. No entanto, há outras doenças que provocam a anovulação na mulher:

  • Hipotireoidismo;
  • Endometriose;
  • Hipertireoidismo;
  • Adenomas.

As alterações hormonais podem ser causadas por:

  • Peso muito baixo ou muito elevado;
  • Exercícios físicos extremos;
  • Estresse;
  • Desnutrição.

Tratamento

O tratamento da anovulação é fundamental para a mulher engravidar. Depois de realizados todos os exames necessários, o médico indica o melhor tratamento, de acordo com as causas da condição.

Para as mulheres com anovulação desencadeada pela SOP, o médico pode indicar a estimulação ovariana. Se a causa for excesso de peso, indica-se uma dieta para redução da gordura corporal.

Independentemente da doença e/ou da causa que desencadeia a anovulação, o médico sabe qual o melhor tratamento.

Reprodução assistida

As técnicas de reprodução assistida podem ser utilizadas pelas pacientes com anovulação. As taxas de sucesso de gravidez podem chegar a 80%.

Se a paciente deseja engravidar, as técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), podem ser o tratamento mais indicado.

Uma das etapas da FIV, a primeira, denominada estimulação ovariana, possibilita que os ovários produzam um número maior de folículos e, consequentemente, de óvulos.

Com isso, é possível retirar esses óvulos e fecundá-los com espermatozoides em laboratório.

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Источник: https://adrianadegoes.med.br/o-que-e-anovulacao/

Teste de Ovulação: Funciona mesmo?

Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

Revisado pelo: Ginecologista e Obstetra Dr. Rodrigo da Rosa Filho (CRM 119789)

Você já ouviu falar dos testes de ovulação? Saiba que ele tem alto índice de eficácia e ajuda os casais que estão na fase de tentantes, pois, identifica a presença do hormônio luteinizante (LH), sinalizando a proximidade da ovulação e as maiores chances de engravidar no período.

Imagem: Shutterstock

Os testes de ovulação são vendidos em farmácias e cada embalagem contém de duas a 10 tiras ou bastonetes, uma vez que o hormônio LH se evidencia no organismo cerca de 24 horas antes da ovulação. Mulheres com ciclos menstruais mais regulados conseguem provisionar os dias de ovulação, já as que têm ciclo irregular tendem a ter mais dificuldade nesta identificação.

Para entender a funcionalidade dos testes de período fértil, a equipe da Clínica Mater Prime, especialista em reprodução humana assistida, listou as principais dúvidas acerca do tema. Confira a seguir!

O que é teste de ovulação?

Os testes de ovulação ajudam as mulheres tentantes a identificarem os dias férteis. Entende-se por dias férteis o período do ciclo menstrual em que os ovários liberaram um óvulo, sendo esse óvulo o responsável pela fecundação junto ao espermatozoide.

Os testes para ovulação detectam a presença do hormônio LH, que apresenta pico (elevação) de 24 horas antes de o óvulo ser liberado por um dos ovários.

Quando ocorre esse pico, a mulher que quer engravidar deve manter relações sexuais sem prevenção, aproveitando assim a maior chance de conseguir o positivo neste período denominado de período fértil.

Eles são indicados para os casais em fase de tentantes, ampliando assim a porcentagem de chances de engravidar durante aquele ciclo da mulher.

Quando os testes de ovulação devem ser feitos?

Os testes de fertilidade devem ser feitos próximos das datas previstas de ovulação. Isso dependerá do ciclo menstrual da mulher. Exemplificando: comumente a mulher apresenta ciclos menstruais de 28 dias.

Estima-se que o período fértil dessa mulher seja entre o 11º e o 17º dia após o início da menstruação.

Neste caso, a mulher deve começar a fazer os testes para ovulação a partir do 11º dia, sendo esse período o que antecede a liberação do óvulo.

Para as mulheres de ciclos mais longos, por exemplo, de 31 dias, o teste de ovulação deve ser feito a partir do 14º dia. Algumas mudanças sutis ocorrem no organismo feminino quando ela está em fase de ovulação. A temperatura corporal tem aumento de 0,5 graus (em média) e o seu órgão reprodutor libera um muco de consistência diferente — transparente e elástico.

A mulher que tenha conhecimento pleno de seu corpo e ciclo menstrual extremamente regulado consegue provisionar os dias para a realização dos testes para ovulação.

Imagem: Shutterstock

Como é feito o teste de período fértil?

Os testes para identificar o período fértil utilizam os fluidos corporais. Os mais modernos usam a saliva, os mais tradicionais a urina. É importante que essa mulher leia com atenção as instruções que constam nas caixas desses testes de ovulação, uma vez que é necessário seguir alguns passos são esses:

  • Realizar o exame de ovulação com base nos dias do ciclo menstrual;
  • Não pode ser feito com a primeira urina do dia;
  • Eles têm horário específico para ser feito: das 15h até às 20h;
  • Cada caixa de teste contém de 2 a 5 testes de período fértil, sendo que eles devem ser feitos de forma seriada;
  • Descarte o teste em caso de lacre/embalagem violada.

O horário de coleta da urina pode variar de um fabricante ao outro, sendo necessário apenas a leitura da bula para que o resultado seja o mais assertivo o possível.

Interpretando os resultados

Os testes de fertilidade são similares ao de gravidez. Os mais simples, feitos com tiras, a identificação dos resultados é com base no surgimento ou não da segunda linha. A segunda linha deve ter coloração igual ou mais forte que a primeira para que o resultado para o teste de fertilidade tenha captado o resultado correto.

Os testes de ovulação digitais, quando detectam a presença do LH indicam uma carinha sorridente. Quando nada surgir no visor, significa que a ovulação não está para ocorrer.

Demais dúvidas acerca dos testes de ovulação

É importante evidenciar que a realização dos testes para ovulação não vai garantir que a fecundação do óvulo ocorra dentro daquele ciclo menstrual.

É necessário uma série de fatores para a concepção do bebê, como: o óvulo ser saudável e receptível à fecundação, que o espermatozoide consiga fecundar esse óvulo, que o útero da mulher esteja receptivo para a implantação do embrião.

Em resumo, diversos fatores colaboram para que ocorra a fecundação, sendo que os testes de ovulação são apenas um incentivo aos tentantes nessa fase cheia de expectativas e ansiedades.

É importante consultar-se com um ginecologista de confiança que acompanhará essa fase de tentante e indicará outros exames e testes de ovulação que podem ser feitos para verificar a fertilidade feminina.

Fontes:

Dr. Rodrigo da Rosa, da Clínica Mater Prime;

Sociedade Brasileira de Reprodução Humana;

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Источник: https://materprime.com.br/teste-de-ovulacao-funciona/

Período fértil: aprenda a identificar os sinais do corpo

Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

Se um neném está nos seus planos para o próximo ano, este texto é para você!

Vamos entender mais sobre o período fértil, aquele intervalo de tempo em que as chances de engravidar aumentam.

Antes de começarmos, um alerta: apesar de ser bastante útil para as mulheres que querem engravidar, a compreensão sobre o período fértil não é suficiente para evitar uma gravidez indesejada. Afinal, o corpo humano não é uma máquina exata. Para saber mais sobre os métodos anticoncepcionais, confira em: Qual é o melhor anticoncepcional?

Aqui, vamos ver:

Um guia completo sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos

Ovulação: sintomas, causas e testes diagnósticos

Este artigo está disponível também em: English, español

Tradução: Sarah Luisa Santos

As coisas mais importantes para saber

  • A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), conhecida em inglês como PCOS, é uma doença comum, mas permanece não diagnosticada e sem tratamento na maioria das pessoas que a tem.
  • Alguns dos sintomas mais comuns incluem menstruações irregulares, crescimento de pelo facial e corporal, acne, infertilidade e ganho de peso.
  • A SOP é tratável quando diagnosticada, e mudanças no estilo de vida têm mostrado fazer uma grande diferença. O tratamento é importante para prevenir qualquer risco à saúde a longo prazo.
  • Ainda não são conhecidas as causas da SOP.

    Ela é caracterizada pela resistência à insulina e inflamação e talvez envolva uma mistura de fatores genéticos e do ambiente.

O que é SOP?

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição na qual certos hormônios estão desequilibrados.

Esse desequilíbrio geralmente aparece na forma de ciclos menstruais irregulares, altos níveis de andrógenos (tipo de hormônios que inclui a testosterona) no corpo, e pequenos cistos nos ovários.

A SOP pode causar sintomas como excesso de pelos faciais e corporais, acne e mudanças de humor. Ela também pode dificultar engravidar, e pode prejudicar a saúde de um modo geral se ficar sem tratamento.

Cerca de 8 entre 10 pessoas que têm SOP têm ciclos menstruais irregulares (1). Cerca de 7 entre 10 pessoas com SOP tem um alto nível de testosterona (1). Níveis altos de testosterona causam sintomas que incluem pelos faciais e corporais (hirsutismo), perda de cabelo na cabeça e acne.

Não é todo mundo com SOP que desenvolve pequenos cistos nos ovários – cistos são um sintoma da SOP, mas não a causa. Embora eles contribuam para o desequilíbrio hormonal, os próprios cistos são geralmente inofensivos (2).

Cistos da SOP são diferentes do tipo de cisto que cresce no ovário, causa ruptura e dor.

A Síndrome dos Ovários Policísticos é muito comum. Afeta em média 1 entre 12 mulheres e em pessoas na idade reprodutiva (8%, ou ~6-13%), mas esses dados podem variar dependendo da população (3-7). Daquelas que têm, cerca de 7 entre 10 talvez fiquem sem diagnóstico (7,8). A SOP não tratada pode impactar na saúde a curto e longo prazo.

Ela é associada a diabetes tipo 2, infertilidade, doenças cardiovasculares, obesidade, apneia do sono (dificuldade da respiração no sono), gordura não alcóolica no fígado e depressão (9-11). O diagnóstico precoce e tratamento podem ajudar a reduzir esses riscos significativamente.

Profissionais de saúde médicos podem frequentemente dar o diagnóstico depois de uma curta avaliação ou testes simples.

Sintomas da SOP: o que você vai perceber

A SOP pode aparecer e ser sentida de formas diferentes. Alguns dos sintomas mais comuns da SOP são:

  • Ciclos menstruais irregulares: sua menstruação é infrequente (mais comum), frequente, imprevisível ou ausente
  • Menstruação que tem fluxo intenso ou pouco fluxo
  • Pelos novos ou em excesso crescendo na face ou no corpo
  • Cabelo ralo na cabeça
  • Problemas de pele: pele oleosa, acne, marcas escuras na parte de trás da nuca
  • Resistência à insulina
  • Ganho de peso, especialmente em torno do abdômen
  • Dificuldade para engravidar
  • Depressão e ansiedade (10-13)

Sintomas da SOP podem começar já na primeira menstruação (menarca). Isso pode levar as pessoas a crer que seus ciclos ou sintomas são normais quando na verdade podem não ser. Se os sintomas aparecerem ao mesmo tempo da primeira menstruação ou se a menstruação é consistentemente irregular (não frequente ou ausente) 2-3 anos depois da menarca, é uma boa ideia procurar uma assistência médica.

Sintomas da SOP podem se tornar mais notáveis com o tempo, ou apenas se tornarem aparentes depois que alguém ganha muito peso (14).

Porque acontece: causas da SOP

A Síndrome do Ovário Policístico é uma doença complexa do sistema endócrino. Esse sistema é uma rede de glândulas produtoras de hormônios que regulam funções reprodutivas e sexuais, sono, estresse, entre outras. Mas ainda não é exatamente claro o que causa a SOP, e isso provavelmente varia de pessoa para pessoa. Genética, comportamento, estilo de vida e ambiente podem influenciar.

Genética

A SOP pode provavelmente ser passada geneticamente nas famílias (15-17). Isso significa que alguém é muito mais suscetível a ter a síndrome se um parente de primeiro grau a tem.

Um estudo descobriu que em ¼ das vezes, pessoas com SOP têm mães com a doença, e 1/3 das vezes elas têm uma irmã com a doença (18).

Outro estudo descobriu que gêmeas idênticas tinham o dobro de chance das duas terem SOP do que gêmeas não idênticas ou suas irmãs. Ainda não é claro quais genes que estão envolvidos na herança da SOP.

Pesquisadores estão procurando heranças hereditárias na produção e sensibilidade a certos hormônios como naquelas envolvidas na conexão do cérebro e ovários (como GnRH, FSH, ou LH), ou hormônios andrógenos, ou insulina.

Talvez existam diferenças hereditárias no processo de como os ovários preparam os óvulos para liberação na ovulação.

Outra teoria é que a suscetibilidade da SOP tem causas nas diferenças de como o peso e a energia são reguladas em algumas pessoas (15-17).

Insulina

Para algumas pessoas com SOP, desequilíbrios hormonais são provavelmente causados pelo excesso de insulina (12,20). Insulina, um hormônio importante para processar açúcar/glicose, também age como um sinal para os ovários produzirem testosterona.

Quando alguém tem resistência à insulina – quando se tem uma baixa sensibilidade à insulina para processar a glicose – os seus corpos se ajustam para produzir mais insulina.

Isso produz altos níveis de testosterona, que pode tanto retardar quanto parar o crescimento e liberação de óvulos no ovário, e suprimir a produção de hormônios como estrogênio e progesterona que caminham juntos com o funcionamento do ciclo menstrual (20,21).

Cerca de metade a dois terços das pessoas com SOP têm descoberto que são resistentes à insulina – um grupo que talvez tende a sentir mais os sintomas e as complicações de saúde dessa doença com o passar do tempo (20, 22).

Inflamação

Inflamação é quando o tecido se torna vermelho, inchado e mais quente que o normal, geralmente em resposta a uma infecção ou machucado. Você consegue ver a inflamação em ação quando você se corta ou torce um dos tornozelos. Mas, inflamação dentro do corpo pode também acontecer em resposta a doença, obesidade, estresse e até mesmo genética.

Assim, com a resistência à insulina, a inflamação faz com que o corpo produza insulina extra, criando o mesmo caminho para a produção de testosterona. Pessoas com SOP tem muito mais probabilidade de ter inflamação crônica de baixo grau que é medida através de testes sanguíneos que mostram a reação a proteína C (PCR – marcador de inflamação no corpo) (23-25).

A raiz da causa da inflamação nas pessoas com SOP ainda não é clara.

Ambiente

Pesquisadores, como a colaboradora do Clue e a pesquisadora Dra. Shruthi Mahalingaiah, estão procurando se o papel de desreguladores químicos endócrinos do ambiente podem causar SOP.

Pré-natal ou exposição em desenvolvimento a certos compostos em alguns produtos, poluição do ar e cigarros podem predispor o bebê a desenvolver SOP mais tarde na vida (26). Alguns dos compostos investigados são nicotina, bisfenol A, ftalatos e triclocarbanos.

Eles podem ser achados em plásticos, cosméticos, sabonetes, roupas, brinquedos, carpetes, objetos escolares, pacificadores e poluição do ar.

Esses compostos podem alterar o ambiente do feto ao mudar os níveis de andrógenos e estrógenos, e pode contribuir para mudanças relacionadas a SOP na programação do feto, em particular para aqueles com predisposições genéticas a doença (26-28).

Por que se testar

A Síndrome do Ovário Policístico é geralmente mal diagnosticada e não tratada. Isso acontece porque os sintomas podem ser suaves ou parecer não relacionados. Mas, a SOP sem tratamento pode levar a uma série de condições mais sérias de saúde e os sintomas da doença podem causar uma angústia significativa.

Riscos relacionados incluem diabetes tipo 2, infertilidade, apneia do sono (respiração irregular no sono), gordura não alcoólica no fígado, doenças cardiovasculares, depressão, ou até mesmo câncer no útero (9-11).

Em todos os casos, é importante ter a SOP diagnosticada o mais cedo possível e tratá-la com a ajuda de alguma assistência médica.

Como a SOP é diagnosticada?

A Síndrome do Ovário Policístico é geralmente diagnosticada quando alguém tem pelo menos dois dos três critérios:

  1. Ciclos menstruais irregulares, especialmente os que são longos ou ausentes
  2. Evidência de andrógeno em excesso (hyperandrogenemia) como excesso de pelos corporais ou cabelos ralos na cabeça e /ou altos níveis de hormônios androgênicos (como testosterona) no sangue
  3. Ter um número de cistos que parecem saquinhos nos ovários (3,6)

Um(a) médic(a) provavelmente irá perguntar sobre os seus sintomas e seu histórico médico e menstrual e fazer um simples exame físico. Se eles acharem que a SOP pode estar presente, eles também podem:

  • Perguntar sobre o histórico familiar, incluindo história clínica e cirúrgica, social e familiar
  • Fazer testes de sangue para conferir os níveis de hormônios e açúcares no sangue. Hormônios que vão ser checados são: testosterona, TSH (hormônio da tireoide), prolactina, e teste de açúcar no metabolismo
  • Fazer um ultrassom pélvico dos seus ovários e útero

Ciclos menstruais não frequentes ou ausentes podem ser causados por outras condições de saúde, com ter uma disfunção na tireoide (uma glândula tireoide hiper ou hipoativa).

Quando fazer um teste de sangue, sua assistência médica pode incluir a verificação do hormônio da tireoide, assim como os níveis de prolactina (que são altos em pessoas com hiperprolactinemia – outra causa de ciclos não frequentes ou ausentes).

Isso pode ser especialmente importante para as pessoas que não tem outro sintoma relacionado a SOP.

Problemas com prolactina ou hormônios da tireoide podem convergir em algumas pessoas uma condição pode contribuir para a outra, por isso exames são importantes para se ter um diagnóstico.

Tratamento e gerenciamento da SOP: o que você pode fazer

A Síndrome do Ovário Policístico é uma condição para a vida, mas existem diversas opções que ajudam a minimizar os sintomas e prevenir complicações no futuro. Como a SOP é tratada vai depender da potencial causa, e dos sintomas de cada pessoa e objetivos. Estas são apenas algumas das opções:

Mudanças no estilo de vida: dieta, exercícios e mudanças no comportamento pode ter um grande impacto em prevenir e tratar a SOP (29). Restabelecer ovulação regular vai ajudar com os sintomas e no impacto na saúde dessa condição.

Para muitas pessoas com muita gordura corporal não essencial, a perda de peso em mais de 5% (com mudanças na dieta) pode ajudar a restabelecer a função da ovulação, e melhorar os sintomas como crescimento de pelos faciais (32).

Limitar carboidratos simples e açúcares na dieta pode ajudar a manter a insulina equilibrada e pode prevenir inflamação, mas não existem evidências fortes que uma dieta é a melhor para todos (30-34).

Perda de peso pode ser mais difícil para pessoas com SOP, e isso pode ser mais fácil de ganhar peso, então ser compreensível com você mesma é importante. Sintomas de ansiedade e depressão talvez mudem com a mudança no estilo de vida (29).

  • Medicação: pílulas anticoncepcionais geralmente são prescritas como o tratamento seguinte durante ou depois das mudanças no estilo de vida. Medicação antidiabética e antiandrógena também são às vezes prescritas para ajudar a equilibrar os hormônios. Metformina é um medicamento que às vezes é prescrito para regular o açúcar no sangue em algumas formas da SOP. As pessoas que estão tentando engravidar podem ser tratadas com um medicamento para ajudar a ovular (15-17). Medicamentos antidiabéticos, que podem melhorar a forma como o corpo usa a insulina, são as vezes prescritos em combinação com outras formas de gerenciar o peso (17,24). Algumas pessoas procuram medicina complementar incluindo tratamentos com ervas e suplementos para ajudar com os sintomas da SOP. Mais pesquisas precisam ser feitas para ver a eficácia dessas abordagens na SOP.

Acompanhando os sintomas da SOP

Acompanhar o seu ciclo menstrual e os sintomas que você vai ter podem ajudar na hora de conversar com um(a) médico(a). Aqui estão algumas sugestões de sintomas que você pode registrar no seu Clue app:

Acompanhamento fundamental:

Acompanhamento complementar

  • Pele (se você tem acne) – algumas pessoas com SOP desenvolvem acne que mudar com o ciclo
  • Peso (ou controlar a dieta – “desejo”)
  • Digestão
  • Evacuação (“banheiro”)
  • Dor
  • Emoções
  • Qualquer outro sintoma que possa preocupar você

Quanto mais você acompanha e registra no Clue seus sintomas e sensações diárias, mais você sabe sobre seu corpo, e isso te ajuda numa visita médica. Baixe aqui.

Источник: https://helloclue.com/pt/artigos/ciclo-a-z/saiba-tudo-sobre-a-sindrome-do-ovario-policistico-sop

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