Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Contents
  1. Aprenda agora 11 maneiras de controlar a taquicardia
  2. O que é taquicardia e quais as causas?
  3. O que acontece quando os batimentos estão acelerados? 
  4. Quando a taquicardia pode ser sinal de algo mais grave?
  5. Como controlar a taquicardia? Veja 11 maneiras!
  6. Conclusão
  7. Arritmia (palpitação)
  8. Fatores de risco para arritmias
  9. Recomendações para evitar e para quem tem arritmia
  10. Perguntas frequentes sobre arritmias
  11. Arritmia Cardíaca – O que é – Doenças Cardiovasculares
  12. Sintomas
  13. Fatores de Risco
  14. Prevenção
  15. Arritmias cardíacas | SNS24
  16. Como se carateriza a morte súbita?
  17. Existem diferentes tipos de arritmias cardíacas?
  18. Quando ocorrem as arritmias cardíacas?
  19. Quais os sintomas das arritmias?
  20. Qual é a causa das arritmias?
  21. Quais os fatores de risco para desenvolver as arritmias?
  22. Quais as principais complicações das arritmias?
  23. Como é feito o diagnóstico das arritmias?
  24. É possível prevenir as arritmias?
  25. Qual é o tratamento das arritmias?
  26. Arritmia cardíaca
  27. Tipos de arritmias
  28. Taquicardia
  29. Bradicardia
  30. Doença do nó sinusal
  31. Fibrilação auricular
  32. Extrassístoles (Supraventriculares ou Ventriculares)
  33. Bloqueios fascicular e aurículo – ventricular (AV)
  34. Arritmias ventriculares
  35. Arritmias hereditárias e Morte Súbita
  36. Causas da arritmia cardíaca
  37. Sintomas na arritmia cardíaca
  38. Diagnóstico da arritmia cardíaca
  39. Arritmia cardíaca tem cura?
  40. Tratamento da arritmia cardíaca
  41. Estilo de vida saudável
  42. Terapêuticas farmacológicas
  43. Dispositivos cardíacos
  44. Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas
  45. O que são taquicardia sinusal e taquiarritmia?
  46. Causas
  47. Tratamento

Aprenda agora 11 maneiras de controlar a taquicardia

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Nem sempre sentir o coração acelerado é sinal de uma doença mais grave. Há diversas situações no dia a dia que podem levar a essa condição, e saber como controlar a taquicardia ajuda a ter de volta a sensação de bem-estar e normalidade.

Mas além de saber como fazer para que os batimentos cardíacos voltem ao normal, é importante conseguir identificar quando esse quadro indica uma arritmia cardíaca, situação que torna a ajuda médica fundamental.

Por isso, criamos este artigo que vai lhe orientar em ambos os casos. Para entender melhor cada um deles e como agir em cada caso, basta continuar a leitura.

O que é taquicardia e quais as causas?

Antes de começarmos a explicar como controlar a taquicardia, é importante que você entenda um pouco melhor sobre o que se trata essa condição.

A taquicardia consiste no aumento do número de batidas do coração. Considerado normal termos entre 60 a 100 batidas por minutos, o aumento desse número pode ser a indicação de uma doença cardíaca, mas também uma resposta natural do organismo a alguma condição externa.

O consumo de cafeína, tabaco, álcool, drogas estimulantes, ou mesmo o efeito colateral de certos remédios, são alguns fatores que podem desencadear uma taquicardia. Além desses, situações de medo, susto, dor, estresse, crises de ansiedade ou de pânico, além de exercícios físicos intensos, também podem levar ao aumento da frequência cardíaca.

O que acontece quando os batimentos estão acelerados? 

Quando o coração está acelerado, é normal sentir palpitação, falta de ar ou respiração rápida, cansaço, tontura, vertigem, fraqueza e até sensação de desmaio. 

O fluxo sanguíneo e o aporte de oxigênio também podem ficar comprometidos. Mas, em situações que não são decorrentes de alguma patologia, podem ser aplicadas técnicas para controlar a taquicardia e evitar consequências graves.

Quando a taquicardia pode ser sinal de algo mais grave?

Por outro lado, temos as causas do aumento do ritmo cardíaco devido a diferentes doenças, como as cardíacas, pulmonares, alterações na tireoide, hipertensão e outras.

Nesses casos, o número de batimentos cardíacos pode chegar a 200 por minuto. Em condições como essas, ainda que se saiba exatamente como controlar a taquicardia, o atendimento médico se torna essencial para que a vítima receba o tratamento adequado e tenha a função normal do coração restabelecida, evitando o agravamento do quadro.

Porém, nem todas as pessoas sabem que estão com alguma patologia, sendo muitas, inclusive, silenciosas. Assim, uma forma de identificar quando é necessário buscar socorro por conta da taquicardia é:

  • identificar se os batimentos demoram mais de 30 minutos para normalizarem;
  • caso haja dor que se irradia do peito para o braço esquerdo;
  • quando há dor de cabeça ou falta de ar intensa;
  • se houver desmaio e/ou febre associados;
  • quando se sente o aumento dos batimentos cardíacos mais de 2 vezes por semana.

Sempre que identificar esses sintomas em conjunto, procure um médico imediatamente.

Como controlar a taquicardia? Veja 11 maneiras!

Com todas essas informações em mente, fica mais claro identificar quando o coração está batendo mais rápido devido a um fator externo temporário e esporádico, ou por conta de alguma possível doença. 

No caso de uma resposta natural do organismo, você consegue restabelecer os batimentos normais utilizando uma das técnicas abaixo:

  1. bebendo um copo de água bem gelada;
  2. forçando a expiração pelo nariz com as narinas tampadas (manobra de valsalva);
  3. mergulhando, por um breve período, o rosto em um recipiente com água bem fria ou gelada;
  4. colocando uma toalha umedecida com água gelada no pescoço;
  5. tomando uma xícara de chá calmante, como o de camomila ou maracujá;
  6. pressionando, levemente, os dedos indicador e médio contra os olhos fechados;
  7. mantendo a calma e controlando a respiração, inspirando pelo nariz e expirando pela boca; 
  8. ficando em pé e dobrando o tronco em direção às pernas;
  9. tossindo com força por 5 vezes seguidas;
  10. soprando o ar, vagarosamente, com a boca semifechada por 5 vezes;
  11. contando de 60 a 0 de maneira lenta e olhando para cima.

A maioria dessas ações visam ativar o nervo vago, estrutura que passa pela nossa cavidade torácica. Ativando-o, ele tende a baixar os batimentos cardíacos, restabelecendo seu funcionamento normal.

Mas mesmo obtendo resultados com uma das maneiras de controlar a taquicardia citadas, é indicado evitar situações que possam levar ao quadro novamente. 

Por isso, a dica para manter o bem-estar e o ritmo normal do seu coração após restabelecido é evitando bebidas e alimentos estimulantes, como café, chocolate e energéticos, bem como reduzir (ou eliminar) o consumo de álcool, drogas e cigarro, além de situações de estresse intenso e outras situações que podem desencadear a taquicardia.

Conclusão

Antes de saber como controlar a taquicardia, é essencial entender as suas causas e diferenciar quando se trata de uma manifestação normal do organismo, ou de uma doença que requer atendimento médico.

Algumas patologias, inclusive, pedem intervenção imediata. É o caso das que levam a um quadro de PCR, Parada Cardiorrespiratória. Acidentes, hemorragias e doenças cardiovasculares são apenas algumas das causas que podem levar a esse tipo de arritmia.

Ao se deparar com essa condição é essencial que você saiba como proceder, a fim de ajudar a salvar a vida da pessoa vítima da PCR. 

Por isso, baixe agora o nosso Guia de Reanimação Cardiopulmonar e aprenda o passo a passo de como agir nessas situações.

Источник: https://cmosdrake.com.br/saude-do-coracao/como-controlar-a-taquicardia/

Arritmia (palpitação)

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Arritmia é um distúrbio do ritmo cardíaco que provoca a sensação de que o coração deixou de dar uma batida.

Arritmia ou palpitação é um distúrbio do ritmo cardíaco, que provoca a sensação de que o coração deixou de dar uma batida. Na maioria das vezes, se ocorre ocasionalmente, esse fato não tem consequências.

Em alguns casos, porém, pode ser sinal de um problema mais grave. O ritmo das batidas de um coração normal descansado é de 60 a 100 por minuto.

 Os átrios (as duas câmaras menores do coração) contraem-se simultaneamente e o mesmo acontece, logo em seguida, com os ventrículos (as duas câmaras maiores).

Esse mecanismo ocasiona a “batida dupla” característica do coração: tum-tá, tum-tá… Exercícios ou estresse emocional podem aumentar o ritmo cardíaco para até 200 ou mais pulsações. Em pessoas com coração sadio, quando a demanda de esforço volta ao normal, o ritmo cardíaco também se restabelece rapidamente.

Veja também: Leia aqui uma entrevista sobre arritmias cardíacas

No entanto, às vezes a arritmia se instala por um período maior de tempo. O coração pode bater demasiado lento (bradicardia), ou demasiado rápido (taquicardia).

Na maioria dos casos, as arritmias são breves, desaparecem espontaneamente e não representam risco para a saúde. No entanto, se o ritmo cardíaco acelerado tornar-se constante, pode conduzir à falência cardíaca congestiva. Arritmias graves, muitas vezes, ocorrem por causa de infartos do miocárdio.

Vídeo: Especialista responde 8 perguntas frequentes sobre fibrilação atrial, um tipo mais grave de arritmia

Um tipo de arritmia cardíaca grave, com risco de vida, é a chamada “fibrilação”, que ocorre quando os átrios ou os ventrículos se contraem de forma irregular, descoordenada. Pessoas com aterosclerose estão particularmente sujeitas a essa anomalia, que vem acompanhada de dor no peito nos casos de infarto.

Fatores de risco para arritmias

Cafeína, fumo, álcool e outras drogas estimulantes (legais ou ilícitas) podem desencadear batimentos extras tanto nos átrios quanto nos ventrículos. Histórico de infarto também aumenta o risco.

Usualmente as arritmias desaparecem assim que a pessoa afasta os fatores desencadeantes. Todavia, se os batimentos extras forem rápidos ou muito lentos e vierem acompanhados de tontura e falta de ar, o quadro merece atenção porque pode indicar doenças cardíacas.

Recomendações para evitar e para quem tem arritmia

  • Se fuma, faça tudo o que puder para parar de fumar;
  • Se notar batimento cardíaco irregular, rápido, ou batimento extra e não houver histórias de doenças do coração em sua família, o problema pode estar relacionado ao consumo de cafeína, fumo, estresse emocional e/ou uso de certos medicamentos. Corte o café, certos tipos de chá, colas e outras bebidas que contenham cafeína;
  • Procure um médico. Existem diversos medicamentos que podem ser indicados para trata a arritmia. Certos casos exigem a implantação cirúrgica de um marcapasso no peito do paciente para regular os batimentos cardíacos;
  • Se você é nervoso, sente calor demais, tem tremores nas mãos e transpira muito, sua arritmia pode estar associada à hiperatividade da tireoide. Vá ao médico que lhe indicará o tratamento adequado.

* Atenção com certos sintomas das arritmias: Palpitações acompanhadas de compressão ou aperto no peito ou de perda de consciência são graves. Procure socorro imediatamente.

Veja também: Dr. Drauzio fala sobre diagnóstico e tratamento da fibrilação atrial

Perguntas frequentes sobre arritmias

Qual é o ritmo cardíaco adequado?

O ritmo cardíaco normal fica em torno de 60 a 100 batimentos por minuto. Quando praticamos esforço ou atividade física é normal que essa frequência aumente e passe de 100.

Arritmia cardíaca é grave?

Há arritmias que são benignas e outras que podem ser graves, por indicarem a existência de uma doença cardíaca ou porque a própria arritmia oferece um grande risco ao paciente. Portanto, é importante buscar um cardiologista para diagnosticar o problema de forma precisa e identificar sua gravidade.

A arritmia cardíaca pode provocar morte súbita?

Sim. Em situações extremas, a arritmia cardíaca pode causar uma parada cardíaca que pode levar à morte súbita.

A doença é mais comum em pessoas mais velhas? 

Não, qualquer pessoa pode ter arritmia cardíaca, homem ou mulher, jovem ou idoso.

O que é marcapasso?

O marcapasso é um dispositivo que ajuda a regular os batimentos cardíacos emitindo impulsos elétricos e estimulando as câmaras cardíacas. A cirurgia para implante é feita com anestesia e normalmente o paciente tem alta em até dois dias.

Como saber se tenho arritmia cardíaca?

Além de sentir o coração batendo de forma lenta ou acelerada, o paciente com arritmia pode ter dor no peito, falta de ar, tontura, palpitações, entre outros sintomas que vêm e vão repentinamente. Esses sintomas podem acometer qualquer pessoa, mas aqueles que já têm alguma doença do coração, como aterosclerose, ou os que já sofreram infarto, devem ficar ainda mais atentos.

Vídeo: Dr. Drauzio explica o que é a fibrilação atrial, um tipo grave de arritmia

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/arritmia-palpitacao/

Arritmia Cardíaca – O que é – Doenças Cardiovasculares

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Também conhecida como disritmia ou “palpitação”, a arritmia cardíaca é uma alteração nos batimentos do coração. Se ele bater muito rápido, é chamado de taquicardia. Caso for muito lento, o nome dado é bradicardia. Normalmente, um coração sadio e descansado tem de 60 a 100 batidas por minuto.

Quem tem esse problema de saúde pode sentir um desconforto com a mudança na cadência ou ter a sensação de falta ou interrupção desses batimentos. A arritmia pode ser sentida no tórax, na garganta ou no pescoço.

As arritmias podem ser benignas, que causam apenas desconforto, ou malignas, com alto risco de morte súbita. A doença pode fazer com que o coração não consiga bombear sangue suficiente para suprir as necessidades do corpo, o que pode causar infarto.

A arritmia mais comum é a fibrilação atrial. Ela ocorre devido ao ritmo irregular proveniente dos átrios, que mandam estímulos de forma desorganizada e rápida. Como resultado, há um ritmo irregular, que pode fazer com que o sangue não circule como deveria, podendo gerar a formação de um trombo. O problema de saúde aumenta com o avançar a idade.

Como funciona o coração?

Para realizar a irrigação sanguínea, o coração precisa de energia que vem das artérias coronárias. Os batimentos ocorrem de forma organizada por meio de um impulso elétrico, fazendo com que a contração do músculo seja efetiva para bombear o sangue para o corpo e pulmões.

Qualquer alteração que cause um funcionamento elétrico inadequado do sistema de condução ocasiona as arritmias cardíacas.

Doenças associadas

A arritmia, quando não tratada, pode causar outras doenças, como angina, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e derrame.

DIAGNÓSTICO

Ao ter algum sintoma de arritmia cardíaca, a pessoa deve procurar um cardiologista que avaliará o histórico clínico do paciente, além de solicitar exames capazes de auxiliar na identificação do problema, como:

  • Ecocardiograma: também conhecido como EcoDopplercardiograma, é uma ultrassonografia que mostra imagens do coração. O objetivo é verificar a estrutura e o funcionamento do órgão. Com o resultado, o médico consegue fazer a avaliação do fluxo sanguíneo. O procedimento não exige nenhum tipo de preparo para o paciente.
  • Eletrocardiograma: exame de rotina que integra o check-up cardiológico por meio de eletrodos colocados sob a pele no tórax, nos braços e nas pernas. É usado para que o médico possa avaliar o ritmo do coração do paciente e o número de batimentos por minuto. Em alguns casos, torna-se necessário realizá-lo durante os sintomas, pois o resultado pode ser normal mesmo em casos de pessoas com arritmia. O procedimento não exige nenhum tipo de preparo para o paciente.
  • Estudo eletrofisiológico: é um teste realizado por meio de cateteres que permite uma avaliação completa do sistema elétrico do coração. Também induz arritmias por meio de estimulação do coração, em pacientes com predisposição.
  • Holter 24 horas: importante para monitorar a atividade cardíaca por 24 horas. Durante esse período, o paciente mantém quatro eletrodos colados no tórax e conectados por meio de cabos ao gravador, que fica fixado na cintura. Durante o exame, o paciente não deve usar cremes na região do tórax.
  • Monitores de eventos: são aparelhos que gravam o eletrocardiograma por 7 a 15 dias e são acionados pelo próprio paciente, quando a crise aparece.
  • Teste ergométrico: é realizado para detectar arritmias que aparecem durante o esforço físico ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço. Sendo assim, coletam-se dados do paciente e depois colocam-se 10 eletrodos no tórax para registro do eletrocardiograma. A pessoa é colocada em uma esteira rolante e o exercício é realizado conforme o protocolo escolhido. A pressão arterial e traçados eletrocardiográficos são registrados antes do esforço e ao final de cada etapa.
  • Tilt-teste: indicado para pessoas que têm desmaios, tonturas, visão turva ou sudorese. O paciente é deitado em uma mesa que se inclina e a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos são monitorados. Se a frequência cardíaca ou a pressão apresentar queda, o exame é considerado positivo.

Sintomas

Os sinais de arritmia não são contínuos, podendo aparecer de forma repentina e desaparecer, voltando depois. Esses sinais podem afetar pessoas com o coração saudável ou aqueles que já possuem alguma doença cardíaca instalada. Confira os sintomas mais comuns:

  • Falta de ar
  • Dores no peito
  • Excesso de suor
  • Sentir o coração lento ou acelerado
  • Desmaio súbito
  • Palpitações
  • Tontura
  • Ansiedade
  • Palidez

Fatores de Risco

Entre os fatores que podem levar uma pessoa a sofrer de arritmia cardíaca está o infarto. Pacientes que já passaram por essa experiência estão mais propensas a terem arritmias.

Além desse fator, confira outros motivos que podem causar a doença e evite-os:

  • Alcoolismo: ainda sem evidências científicas claras, sabe-se que o uso de bebidas alcoólicas em excesso está associado a episódios agudos de arritmia em algumas pessoas.
  • Diabetes: pessoas com diabetes têm mais chances de desenvolver o problema de saúde aumentando os riscos de sofrer um infarto ou derrames. Esse risco é maior para quem toma medicamento para tratar diabetes e com controle glicêmico ruim.
  • Drogas e medicamentos: drogas ilícitas como cocaína, maconha, ecstasy e crack, podem causar diversos tipos de arritmias, inclusive levar à morte. Alguns medicamentos descongestionantes, antitussígenos, suplementos nutricionais podem levar ao aceleramento do coração.
  • Estresse: em excesso, o estresse pode deixar a pessoa mais propensa a ter arritmias como a fibrilação atrial. O estresse crônico causado, geralmente, pela apneia do sono, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, pode levar à arritmia e até mesmo morte súbita.
  • Hipertensão: quem tem pressão alta possui maiores riscos de desenvolver doenças cardíacas. Sendo assim, pessoas com a pressão acima de 12 por 8 precisam de tratamento adequado e acompanhamento médico.
  • Poluição do ar: um estudo da Suécia demonstrou que a exposição à poluição pode rapidamente (em apenas duas horas) induzir à arritmia ventricular.
  • Tabagismo: o uso do tabaco pode levar ao aceleramento do coração (taquicardia sinusal), sentido geralmente por meio de palpitações. Além disso, o cigarro pode causar a doença coronariana, que pode levar a arritmias.

Prevenção

 A prevenção de arritmias cardíacas está associada ao que a pessoa faz para evitar os fatores de risco. Para as doenças do coração, é indispensável o controle da pressão arterial, obesidade, manter uma alimentação saudável, além de incluir atividades físicas no dia a dia.

A visita regular ao cardiologista também é fundamental para uma detecção precoce de doenças pré-existentes. Assim, o paciente poderá ter atitudes específicas para os cuidados em relação às arritmias.

Nutrição

O consumo excessivo de café, chocolate, refrigerante e bebidas alcoólicas está diretamente ligado ao sistema nervoso e ao coração. Para quem já sofre de arritmia, o café pode gerar batimentos mais rápidos do órgão e, por isso, a bebida não é indicada para quem sofre da doença.

Источник: https://www.ladoaladopelavida.org.br/arritmia-cardiaca-o-que-e-doencas-cardiovasculares

Arritmias cardíacas | SNS24

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

A arritmia é um batimento cardíaco anormal. Assim, as alterações do ritmo do batimento cardíaco designam-se por arritmias e podem manifestar-se por:

  • alterações da frequência com que se dá o batimento cardíaco: mais rápida ou mais lenta
  • alterações da regularidade com que o batimento cardíaco ocorre

Algumas arritmias são consideradas benignas, mas outras podem ser fatais e originar morte súbita.

Como se carateriza a morte súbita?

A morte súbita cardíaca é definida como sendo uma morte de causa natural, devida a uma doença cardíaca, caracterizada por uma perda súbita de consciência, e que ocorre dentro de uma hora após o início dos sintomas agudos.

Em Portugal, em média, cerca de 10 mil pessoas sofrem de morte súbita cardíaca anualmente.

A prevalência desta situação é superior em faixas etárias mais elevadas, no entanto também pode afetar jovens com doença cardíaca não diagnosticada e assintomática.

No geral, cerca de 20% das mortes ocorre de forma súbita e, aproximadamente, metade das mortes por doença cardiovascular são atribuídas a episódio de morte súbita.

Existem diferentes tipos de arritmias cardíacas?

Sim. A arritmia pode ser:

  • lenta
  • rápida: aquelas cujos batimentos são acima de 100 por minuto. Estas arritmias dividem-se em dois tipos, conforme o local onde têm origem:
    • arritmias supraventriculares: quando a sua origem é ao nível das aurículas
    • arritmias ventriculares: quando a origem é nos ventrículos
  • sinusal respiratória: este tipo de arritmias pode ocorrer na criança ou no jovem e é totalmente normal que ocorram
  • extrassístole: estas arritmias caracterizam-se por batimentos precoces que ocorrem mais cedo no ciclo cardíaco. São muito frequentes na população e, na grande maioria das vezes, são benignas
  • taquicardia sinusal: aquelas cujos batimentos são acima de 100 batimentos por minuto
  • taquicardia ventricular mantida: caracterizam-se por batimentos rápidos a nível dos ventrículos, e que pode culminar na fibrilhação ventricular, com paragem cardíaca ou morte súbita
  • fibrilhação auricular: é uma arritmia que se manifesta por batimentos cardíacos rápidos e irregulares. Nestes casos pode ocorrer uma espécie de “curto circuito” nas aurículas, que perdem a capacidade de contraírem normalmente. O coração em fibrilhação auricular não funciona de forma adequada, torna-se menos eficaz e apresenta o risco de formação de coágulos no seu interior. Estes coágulos podem libertar-se para a circulação sanguínea e dar origem a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a principal complicação desta arritmia

Quando ocorrem as arritmias cardíacas?

As arritmias, ou alterações do ritmo cardíaco, ocorrem quando os impulsos elétricos do coração que coordenam os batimentos cardíacos não são emitidos de forma adequada originando que o coração bata:

  • demasiado depressa
  • demasiado devagar
  • de um modo irregular

Quais os sintomas das arritmias?

Os sintomas possíveis das arritmias são:

  • aumento ou diminuição da frequência do batimento cardíaco
  • irregularidades do batimento cardíaco
  • palpitações
  • dor no peito
  • dificuldade na respiração

Quando as arritmias afetam a capacidade do coração para bombear sangue, podem causar:

Qual é a causa das arritmias?

As arritmias podem ser de causa:

  • primária: originadas nas células cardíacas responsáveis pela condução do impulso elétrico, não existindo doença do músculo cardíaco, das artérias coronárias nem das válvulas cardíacas. Algumas destas arritmias podem ser de origem congénita/genética
  • secundária: têm origem numa doença do coração subjacente. Como exemplos são a doença coronária (enfarte do miocárdio agudo ou antigo), dilatação das cavidades cardíacas, doença valvular, alcoolismo, uso indevido de drogas, etc.

Quais os fatores de risco para desenvolver as arritmias?

Uma vez que muitas arritmias estão associadas à doença cardiovascular, os principais fatores de risco são:

  • colesterol elevado
  • tabagismo
  • diabetes
  • hipertensão arterial
  • obesidade
  • sedentarismo
  • aterosclerose

Segundo os dados disponíveis, 55% da população portuguesa entre os 18 e os 79 anos apresenta dois ou mais fatores de risco.

Quais as principais complicações das arritmias?

A maior parte das arritmias não apresenta sintomas, e não interfere na capacidade cardíaca de bombear o sangue. Por isso, normalmente, implicam pouco ou nenhum risco, embora possam causar grande ansiedade se a pessoa tiver consciência da arritmia.

No entanto, qualquer arritmia que interfira na capacidade cardíaca de bombear o sangue deve ser considerada grave. O prognóstico depende, em parte, da origem da arritmia. Habitualmente, as arritmias iniciadas nos ventrículos são mais graves e podem resultar em morte súbita.

A fibrilhação auricular, pelo risco de formação de coágulos no interior do coração, pode causar AVC, pelo que deve ser medicada com anticoagulantes para prevenir os mesmos.

Como é feito o diagnóstico das arritmias?

A descrição dos sintomas permite ao médico, em muitos casos, realizar um diagnóstico preliminar e determinar a gravidade da arritmia. Contudo, é necessário a realização de exames específicos para determinar com exatidão a natureza e causa da arritmia. Os principais são:

  • eletrocardiograma (ECG): é o principal exame diagnóstico uma vez que fornece uma representação gráfica da produção de corrente elétrica a cada batimento do coração, durante o período da realização desse exame (menos de um minuto).
  • ECG portátil: é principalmente útil nas arritmias intermitentes uma vez que regista o ritmo cardíaco de forma contínua, durante 24 a 48 horas (Holter), ou quando a pessoa percebe uma anormalidade no ritmo cardíaco e ativa o aparelho (monitor de eventos). Posteriormente, o médico pode correlacionar os sintomas com o ritmo cardíaco naquele momento

Para detetar arritmias ainda mais raras, os médicos podem igualmente utilizar:

  • gravador de eventos implantável: trata-se de um pequeno dispositivo subcutâneo de gravação implantado na região subcutânea do tórax, junto ao esterno, podendo aí permanecer durante anos a transmitir informação
  • teste eletrofisiológico: consiste em cateteres com pequenos elétrodos nas extremidades que são inseridos pelas veias da perna, ou do pescoço, até ao seu coração sob anestesia local. Os elétrodos vão estimular o coração e vão monitorizar a resposta para analisar que tipo de arritmia está presente, em que parte do coração é originada e qual é o melhor tratamento para esta alteração

É possível prevenir as arritmias?

É possível prevenir as arritmias na medida em que a prevenção da doença cardiovascular reduz também a ocorrência da maioria das arritmias.

Qual é o tratamento das arritmias?

O tratamento vai depender do tipo e gravidade da arritmia. Em pessoas com uma arritmia inofensiva, o tratamento suficiente pode ser a confirmação de que a arritmia não tem gravidade. Evitar o consumo de álcool, cafeína e tabaco são medidas igualmente importantes.
Em geral os tratamentos dividem-se em:

  • medicamentos antiarrítmicos, para arritmias com frequência cardíaca rápida
  • estimulação do ritmo cardíaco (pacemaker), para arritmias com frequência cardíaca lenta. O pacemaker é um sistema de estimulação implantado sobre a pele abaixo da zona clavicular para controlar e promover os batimentos cardíacos
  • aplicação de choque elétrico, para arritmias com frequência cardíaca rápida, sob sedação/anestesia
  • ablação por cateter, aplicação de energia (radiofrequência ou crioenergia) no interior do coração, para terminar ou modificar a arritmia

Fonte: Sociedade Portuguesa de Cardiologia

Источник: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-do-coracao/arritmias-cardiacas/

Arritmia cardíaca

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Arritmias cardíacas ou disritmias cardíacas são alterações do ritmo ou da frequência dos batimentos cardíacos (do coração).

A principal atividade cardíaca de “bombear” (ejetar) o sangue para todo o corpo é comandada por um sistema elétrico natural (intrínseco) – o tecido de condução elétrico cardíaco que através da formação e propagação de impulsos elétricos determina o ritmo e a frequência dos batimentos cardíacos.

Em condições normais o impulso elétrico é iniciado no nó sinusal (marcapasso ou pacemaker natural que se encontra na aurícula direita) propagando-se depois através do nó aurículo- ventricular, feixe de His e fibras de Purkinje até aos ventrículos, originando a contração destes e consequentemente o efeito de bombear o sangue.

A frequência normal de batimentos cardíacos varia entre 60 a 100 por minuto (bpm), permitindo ao coração “bombear” em média cerca de 5L de sangue por minuto.

Tipos de arritmias

As arritmias cardíacas podem resultar de qualquer anomalia nos diferentes componentes deste circuito elétrico e podem classificar-se de acordo com as alterações que provocam na frequência cardíaca (taquicardia, bradicardia, pausas) assim como pelo local de origem das disritmias (taquicardia supraventricular- a nível das aurículas, bloqueio aurículo ventricular – nó aurículo ventricular, taquicardia ventricular – ventrículos, etc).

Taquicardia

Frequência cardíaca superior a 100 bpm pode ocorrer em diversos tipos de arritmias como fibrilação auricular, taquicardia supraventricular, taquicardia ventricular.

Bradicardia

Frequência cardíaca inferior a 60 bpm pode ocorrer em diversos tipos de arritmias como bradicardia sinusal (doença no só sinusal), bloqueio aurículo-ventricular, fibrilação auricular.

Doença do nó sinusal

Disfunção do nó sinusal, o marcapasso natural da ativade cardíaca, manifestando-se como bradicardia sinusal, pausas sinusais, taquicardia sinusal ou uma mistura destes fenómenos.
Taquicardia supraventricular

Engloba um conjunto de arritmias originadas nas estruturas cardíacas e tecido de condução acima dos ventrículos, podendo originar frequências cardíacas muito rápidas, entre 150 a 250 bpm, e portanto muito sintomáticas.

Na maior parte das vezes resultam de focos arrítmicos provenientes das aurículas (fibrilação auricular, taquicardia auricular) ou de circuitos elétricos anómalos ao nível de nó aurículo ventricular ou mediados por vias de condução acessória (taquicardia de reentrado nó aurículo ventricular/ aurículo-ventricular).

Fibrilação auricular

A fibrilação auricular é uma das arritmias mais frequentes, especialmente a partir dos 60 anos.

Esta arritmia é particularmente importante porque é uma das principais causas de acidentes vasculares cerebrais (AVC’s)- a principal causa de morte e incapacidade em Portugal.

Resulta de uma atividade auricular caótica que se sobrepõe ao ritmo cardíaco normal, originando batimentos cardíacos irregulares, na maior parte das vezes rápidos mas que também poderão ser lentos.

A contração ineficaz das aurículas pode originar a formação de pequenos coágulos sanguíneos (trombos) nesta região, que poderão migrar para a circulação sanguínea e originar AVC’s. Daí que nos casos de maior risco os pacientes necessitem de ser medicados com um fármaco que diminua o risco de formação desses trombos – a Hipocoagulação oral.

Extrassístoles (Supraventriculares ou Ventriculares)

As extrassístoles são batimentos cardíacos extra, com origem nas aurículas ou ventrículos, que alternam com o ritmo cardíaco normal. Originam batimentos cardíacos irregulares e podem causar sintomas como palpitações, tonturas, sensação de mal estar torácico, etc.

Bloqueios fascicular e aurículo – ventricular (AV)

Caracterizam-se por uma deficiência (bloqueio) na condução dos impulsos elétricos gerados ao nível do nó sinusal ou das aurículas até aos ventrículos levando a um atraso ou diminuição das contrações ventriculares.

Nos bloqueios de ramo fascicular ocorrem alterações na condução a nível do feixe de His (Bloqueio Ramo Direito, Bloqueio de ramo esquerdo, Hemibloqueio fascicular anterior ou posterior). Em grande parte dos casos estas situações são benignas e assintomáticas. Podem surgir associados aos Bloqueios AV.

Nos bloqueios AV a condução no nó AV está danificada. Existem 3 tipos de bloqueio AV – 1º, 2º ou 3º grau e podem cursar com Bradicardia severa, Síncope (desmaio) ou Morte súbita. Nos casos de maior risco poderão necessitar de um Pacemaker para garantir o normal funcionamento do coração.

Arritmias ventriculares

arritmia ventricular como o próprio nome indica, possui origem nos ventrículos como taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular. São arritmias graves, com frequências cardíacas muito elevadas e que podem cursar com Morte Súbita ou Síncope (desmaio).

Na maior parte das vezes, surgem em pacientes com doença cardíaca prévia como enfarte agudo do miocárdio ou insuficiência cardíaca. Nalguns casos estes pacientes necessitam de implantar um Cardidesfibrilhador (CDI) para prevenir a Morte Súbita.

Arritmias hereditárias e Morte Súbita

Existe um conjunto de arritmias secundárias a anomalias genéticas hereditárias (que se transmitem de pais para filhos).

Manifestam-se em idades mais jovens, por vezes em corações estruturalmente normais, e originam arritmias graves (taquicardia ventricular, fibrilação ventricular) que podem causar morte súbita.

Nalguns casos estes pacientes necessitam de implantar um Cardidesfibrilhador (CDI) para prevenir morte súbita.

Exemplos:

  • Síndrome de Brugada;
  • Síndrome de QT longo;
  • Displasia Arritmogénica do ventrículo direito;
  • Miocardiopatia Hipertrófica;
  • Taquicardia Catecalominérgica.

Causas da arritmia cardíaca

As causas de arritmias são diversas, uma vez que o sistema de condução elétrico cardíaco pode sofrer vários tipos de interferências ou estar danificado em vários tipos de patologias:

  • Degenerativa – envelhecimento normal do tecido de condução elétrico que altera o seu normal funcionamento – exº Bloqueios aurículo ventriculares, doença do só sinusal,etc.
  • Enfarte Agudo do Miocárdio;
  • Hipertireoidismo, Hipotireodismo;
  • Alterações metabólicas: alterações nos níveis sanguíneos de sódio, potássio, cálcio, magnésio;
  • Medicamentos : Antiarritmicos, Antihipertensores, Broncodilatadores, Antiasmáticos;
  • Consumo de álcool, café, tabaco e drogas como cocaína, heroína;
  • Hereditárias: mutações genéticas hereditárias que alteram o sistema de condução cardíaco com Síndrome de Brugada, Displasia Arritmogénica do Ventrículo direito, Taquicardia Catecalominérgica, Síndrome de QT longo;
  • Ansiedade / Stress;
  • Infecções várias;
  • Doenças Infiltrativas como Amiloidose, Hemocromatose.

Sintomas na arritmia cardíaca

Os principais sintomas relacionados com arritmias são os seguintes: palpitações, tonturas, síncopes (desmaio), astenia (cansaço) com esforços, dispneia (dificuldade em respirar, “falta de ar”), dor ou mal estar torácico e morte súbita.

Diagnóstico da arritmia cardíaca

O diagnóstico das arritmias é habitualmente efetuado através de um Electrocardiograma (ECG).

Um ECG é um registo instantâneo da atividade elétrica cardíaca, captada através de vários elétrodos posicionados na pele.

É o exame mais utilizado em cardiologia, sendo especialmente útil quando realizado na mesma altura dos sintomas dos pacientes mas também como exame de rotina ou rastreio.

Saiba, aqui, tudo sobre electrocardiograma.

Os registadores Holter são dispositivos portáteis que permitem registar e gravar continuamente eletrocardiogramas dos pacientes durante períodos de tempo maiores – 24 h, 48h, 7 dias. 

Saiba, aqui, tudo sobre Holter.

Quando as arritmias se manifestam em intervalos de tempo mais alargados (meses ou anos), podem ser identificadas através de implantação de registadores de eventos cardíacos subcutâneos, que se colocam debaixo da pele dos pacientes, na região do toráx, e permitem gravar a atividade cardíaca durante 3 a 6 anos.

Noutras circunstâncias as arritmias só surgem durante o esforço pelo que podem ser despoletadas e identificadas por uma Prova de Esforço. Uma prova de esforço é um exame onde os pacientes exercem atividade física (marcha, bicicleta) sob monitorização eletrocardiográfica contínua.

Saiba, aqui, tudo sobre prova de esforço.

O Teste TILT ou teste de inclinação pretende identificar distúrbios no sistema nervoso autónomo, um dos reguladores da pressão arterial e frequência cardíaca, e que pode causar arritmias e alterações na pressão arterial causando sintomas como tonturas ou síncope.

O Estudo Electrofisiológico é um exame invasivo que permite registar a atividade elétrica intracardíaca, através de cateteres posicionados diretamente em contacto com as diferentes estruturas cardíacas.

Esses cateteres são avançados através das veias e artérias femorais até ao coração e depois são capazes de identificar diferentes circuitos ou mecanismos responsáveis pelas arritmias.

Por vezes, esses circuitos podem ser eliminados (Ablação) através de aplicação de energia externa (radiofrequência ou térmica).

Saiba, aqui, tudo sobre estudo electrofisiológico.

Para além dos atrás referidos, outros meios complementares de diagnóstico são habitualmente utilizados no diagnóstico. Estes meios permitem auxiliar na identificação de causas ou condições associadas a arritmias, a saber:

Arritmia cardíaca tem cura?

Grande parte das arritmias têm cura definitiva, em alguns casos podem recorrer (surgem por episódios esporádicos de maior ou menor duração) e noutros casos podem ser permanentes mas são controlados os seus sintomas.

Tratamento da arritmia cardíaca

O tratamento da arritmia cardíaca inclui medidas comportamentais e de estilo de vida, terapêutica farmacológica (medicação), os dipositivos cardíacos e os estudos eletrofisiológicos.

Estilo de vida saudável

Um estilo de vida saudável, que inclui dieta equilibrada, atividade física regular e controle de peso corporal, previne doenças cardiovasculares e a maior parte das arritmias a elas associadas.

Como exemplo, em doentes obesos com fibrilação auricular, a diminuição do peso corporal é mais eficaz que qualquer medicamento na prevenção de recorrência desta arritmia.

Terapêuticas farmacológicas

Existe uma grande variedade de medicamentos ou remédios, com diversos mecanismos de acção, que previnem o aparecimento de arritmias – chamados de Antiarrítmicos, ou tornam as arritmias melhor toleradas, modulando a frequência cardíaca.

Os mais utilizados são: Bisoprolol, carvedilol, atenolol, metoprolol, nebivolol, amiodarona, digoxina, flecainida, propafenona, diltiazem, verapamilo.

Dispositivos cardíacos

Pacemaker ou traduzindo – Marcapasso, é um dispositivo de estimulação artificial cardíaca. É constituído por um gerador implantado na região peitoral, subcutâneo, ao qual se conectam um ou mais cateteres que vão depois através das veias torácicas estimular a aurícula direita e/ou o ventrículo direito.

Estes dispositivos têm a capacidade de medir continuamente a atividade cardíaca dos pacientes e substituí-la, quando necessário, através da emissão e propagação de estímulos elétricos artificiais. São especialmente úteis em pacientes com bradicardia, bloqueios aurículo-ventriculares, doença do nó sinusal, etc..

Recentemente, foram desenvolvidos pacemakers sem fios – leadless pacemakers – em que todo o dispositivo é implantado na própria cavidade ventricular direita, sem qualquer fio, e possuem dimensões e formato semelhante a uma bala.

CDICardiodesfibrilhador implantável – este dipositivo semelhante a um pacemaker mas mais complexo, tem a capacidade adicional de permitir identificar arritmias malignas/ fatais como taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular e eliminá-las através da atribuição de um choque eléctrico. Foi um dos principais avanços tecnológicos na prevenção de Morte Súbita, demonstrando-se superior a qualquer medicamento.

CRT -D (ou P) – dispostivo de ressincronização cardíaca ou pacemaker biventricular- trata-se de um tipo de pacemaker mais avançado, em que um cateter adicional estimula também o ventrículo esquerdo. Pode também ter associada a capacidade de desfibrilhação chamando-se CRT-D.

A estimulação dos dois ventrículos em simultâneo permite, nalguns doentes com Insuficiência cardíaca e perturbações da condução intraventricular (a mais frequente é o Bloqueio completo de ramo esquerdo), melhorar, ressincronizando, a contração cardíaca, diminuindo desta forma insuficiência cardíaca e a mortalidade cardiovascular.

Estudo Electrofisiológico – Como já referido, trata-se de um exame invasivo que permite registar a atividade elétrica intracardíaca. Este exame permite identificar diferentes circuitos ou mecanismos responsáveis pelas arritmias e quando possível eliminá-los (Ablação) através de aplicação de energia externa (radiofrequência ou térmica).

Saiba, aqui, tudo sobre estudo electrofisiológico e ablação.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/cardiologia/arritmia-cardiaca/

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Palpitações, Taquicardia e Arritmias Cardíacas

Palpitação é o nome que se dá a percepção dos batimentos cardíacos, normalmente com desconforto e sensação de que estes batimentos estão irregulares.

Na maioria dos casos, a palpitação é um quadro benigno e de curta duração, que se resolve sozinho. Porém, se a palpitação for frequente ou prolongada, isso pode ser sinal de doença do coração ou efeito colateral de algum medicamento.

O nosso coração, quando estamos em repouso, realiza entre 60 e 100 batimentos por minuto. São, portanto, em média, 4.800 batimentos por hora e 115.200 batimentos por dia.

Exceto quando nos exercitamos, não sentimos os nossos batimentos cardíacos. Na verdade, nem nos damos conta que temos uma bomba funcionando ininterruptamente dentro do nosso peito, colocando o sangue para circular.

A palpitação é exatamente uma anormal consciência do batimento do coração quando estamos em repouso.

Normalmente o paciente se queixa de que o coração está acelerado, que sente os batimentos na garganta, ou ainda, que o coração vai sair pela boca.

Essa sensação costuma estar associada a mal estar, cansaço aos pequenos esforços, falta de ar, e às vezes, dor no peito. Se a palpitação ocorrer por uma arritmia, é possível até ocorrer desmaios (leia: DESMAIO, SÍNCOPE E REFLEXO VAGAL).

Algumas pessoas quando estão deitadas com o lado esquerdo para baixo, podem sentir os batimentos cardíacos normais sem que isso possa ser chamado de palpitação.

Como foi descrito acima, a frequência cardíaca normal varia entre 60 e 100 batimentos por minutos (bpm). Quando o coração está com mais de 100 bpm chamamos de taquicardia. Quando está abaixo dos 60 bpm, chamamos de bradicardia. As palpitações estão associadas normalmente às taquicardias.

As taquicardias são dividas entre sinusais e taquiarritmias. Vamos descrever rapidamente como funciona a atividade elétrica do coração para melhor entendermos esses dois tipos de taquicardia.

O que são taquicardia sinusal e taquiarritmia?

No ápice do átrio direito, na ponta de cima do coração, encontra-se a fonte elétrica cardíaca, chamada de nodo sinoatrial (também chamado de nó sinusal ou nódulo sinusal).

O nodo sinusal é uma espécie de marcapasso natural do coração e produz, em uma frequência regular, descargas elétricas que induzem a contração dos músculos cardíacos.

Qualquer batimento cardíaco normal sempre se origina de um impulso elétrico originado neste nodo, por isso, chamamos o ritmo cardíaco normal de ritmo sinusal.

Condução dos impulsos elétricos cardíacos

O caminho normal desta corrente elétrica segue primeiro para ambos os átrios e, depois, desce para os ventrículos. Esses impulsos elétricos são gerados a uma frequência média de 80 por minuto, podendo variar entre 60 e 100 bpm.

A atividade elétrica gerada pelo nodo sinusal é transmitida para o nodo atrioventricular e posteriormente para todo o músculo cardíaco através do feixe de His e das fibras de Purkinje (veja ilustração).

Toda vez que temos uma frequência cardíaca elevada devido a um aumento da frequência destes impulsos gerados no nodo sinusal, estamos diante de uma taquicardia sinusal.

É o que ocorre, por exemplo, quando nos exercitamos ou tomamos um susto. É uma resposta normal e esperada do coração.

Portanto, a taquicardia sinusal é apenas uma resposta natural do coração ao aumento da demanda de sangue e oxigênio pelos tecidos.

Quando temos impulsos elétricos vindos de outros pontos do coração que não o nodo sinusal, estamos diante de impulsos anômalos, caracterizando uma arritmia cardíaca.

Se esses impulsos anômalos forem transmitidos com grande frequência para os ventrículos, levando a uma aceleração dos batimentos cardíacos, o resultado é uma taquiarritmia., ou seja, uma taquicardia causada por uma arritmia.

As taquiarritmias podem chegar a 200 batimentos por minuto.

Condução elétrica atrial normalCondução elétrica caótica

Na ilustração acima, podemos ver à esquerda um ritmo sinusal e à direita um tipo de arritmia cardíaca (neste caso uma fibrilação atrial), no qual vários pontos diferentes do átrio geram impulsos elétricos ao mesmo tempo.

Reparem que neste exemplo temos uma arritmia sem taquicardia, pois apesar da grande produção de estímulos elétricos nos átrios, poucos são transmitidos para o ventrículos. Portanto, apesar da arritmia, o paciente mantém a frequência cardíaca entre 60 e 100 bpm.

Vamos fechar os conceitos:

  • Taquicardia: coração com frequência acelerada (maior que 100 bpm).
  • Bradicardia: coração com frequência lentificada (menor que 60 bpm).
  • Ritmo sinusal: é o batimento cardíaco normal. Pode haver taquicardia sinusal ou bradicardia sinusal.
  • Arritmia: ritmo cardíaco anômalo, não gerado pelo nodo sinusal. Pode existir taquiarritmia, bradiarritmia ou até arritmia com frequência normal (entre 60 e 100 bpm).

Leia também: EXAME ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Causas

Diante de um quadro de palpitação, a primeira coisa a se fazer é tentar definir se trata-se de uma arritmia ou apenas um taquicardia sinusal.

Entra as causas comuns de palpitações por taquicardias sinusais podemos citar:

  • Quadros psiquiátricos como síndrome do pânico, distúrbios de ansiedade e depressão.
  • Anemia (leia: 7 SINTOMAS DE ANEMIA).
  • Febre (leia: POR QUE TEMOS FEBRE?).
  • Desidratação.
  • Exercício físico.
  • Estresse emocional (ex: final de campeonato ou uma apresentação em público).

Alguns fatores podem ser responsáveis por taquicardias sinusais, mas também por desencadear arritmias. São eles:

As arritmias cardíacas podem também ser geradas por defeitos na condução elétrica do coração,  por quadros de isquemia do músculo cardíaco ou por insuficiência cardíaca.

A distinção entre taquicardia sinusal e taquiarritmias é feita através do eletrocardiograma (ECG). O grande problema é que grande parte das palpitações são intermitentes, e no momento do ECG elas podem já não estar mais presentes.

Uma opção, então, é o Holter, que nada mais é do que uma máquina que registra o ECG durante 24 horas. Deste modo, consegue-se detectar qualquer arritmia que se manifeste neste período.

Mais uma vez, existe o risco de não haver episódios de arritmias durante o período do exame, não sendo possível estabelecer o diagnóstico.

A importância de se determinar a causa das palpitações está no fato de que, apesar deste sintoma ser benigno na sua grande maioria dos casos, existem algumas alterações cardíacas que podem levar arritmias graves com risco de morte.

Existem quatro fatores na história clínica dos pacientes que apontam para etiologia cardíaca:

  • Sexo masculino.
  • Descrição pelo paciente de batimentos irregulares.
  • História prévia de doença cardíaca como insuficiência cardíaca ou infarto.
  • Duração da palpitação maior que 5 minutos.

Se você tem palpitações mas não apresenta nenhum dos fatores acima a chance dos seus sintomas ter origem em problemas cardíacos é muito pequena. Se tem os 4, é quase certo que tenha alguma arritmia cardíaca.

Deve-se salientar que mesmo aqueles que têm palpitações por arritmias cardíacas apresentam prognóstico favorável na maioria dos casos. Palpitações causadas por arritmias malignas são a minoria, mas como são muito graves, devem sempre ser investigadas.

Se você sente palpitações é importante colocar o dedo no próprio pulso e avaliar dois dados. O primeiro é o ritmo cardíaco. O coração normal bate de modo regular, com intervalos de tempo iguais entre os batimentos. Se notar um ritmo irregular, é provável tratar-se de uma arritmia cardíaca. Atenção, porém, que nem toda arritmia se manifesta com um ritmo cardíaco irregular.

Ritmo regular:
tum…..tum…..tum…..tum…..tum…..tum…..tum…..tum…..tum…..tum….tum.

Ritmo irregular:
tum…..tum………tum..tum.tum……..tum…tum………tum……tum…..tum.tum.

Outro dado importante é a frequência cardíaca. Frequências maiores que 150 batimentos em repouso e na ausência de febre são quase sempre indicativas de arritmias, mesmo se houver um ritmo cardíaco regular. Em idosos, frequências maiores que 130 BPM já sugerem arritmias.

Existem vários tipos de arritmias, mas as mais comuns são a fibrilação atrial e a taquicardia supraventricular. A primeira é mais comum em idosos e a segunda em jovens.

Tratamento

O tratamento das palpitações depende da causa. Se a palpitação for causada por um taquicardia sinusal e a sua origem for anemia. Basta corrigi-la. Se for febre, ela desaparecerá quando a temperatura corporal se normalizar. Se a taquicardia ocorre por distúrbios de ansiedade, o tratamento com o ansiolíticos costuma ser eficaz.

No caso de arritmias cardíacas, principalmente naqueles sem doença cardíaca prévia, o tratamento pode ser a ablação (destruição por cauterização) do foco elétrico anômalo.

Em outros casos, pode-se lançar mão de alguns medicamentos para o controle da frequência cardíaca como, entre outros, a amiodarona e os beta-bloqueadores, este último, medicamentos também usados no tratamento da hipertensão.

Em casos de taquiarritmias graves que podem levar à parada cardíaca, chamada de arritmias malignas, pode ser necessária a colocação cirúrgica de um desfibrilador implantável, um aparelho que detecta estas arritmias  e imediatamente lança um choque elétrico no coração, restabelecendo o ritmo cardíaco normal e abortando a parada cardíaca.

Источник: https://www.mdsaude.com/cardiologia/palpitacoes-taquicardia-arritmias/

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