Pandemia: o que é, porque acontecem e o que fazer

Pandemia: o que é, problemas atuais e exemplos

Pandemia: o que é, porque acontecem e o que fazer

Uma pandemia ocorre quando uma doença espalha-se por uma grande quantidade de regiões no globo, ou seja, ela não está restrita apenas a uma localidade, estando presente em uma grande área geográfica.

Nem todas as doenças podem causar uma pandemia, entretanto, algumas podem espalhar-se rapidamente e causar a contaminação de milhares de pessoas. O caso mais recente em nossa história é a pandemia de COVID-19, decretada em 2020.

Leia também: 10 principais causas de morte no mundo

O que é uma pandemia?

Pandemia é uma designação usada para referir-se a uma doença que se espalhou por várias partes do mundo de maneira simultânea, havendo uma transmissão sustentada dela. Isso quer dizer que, em vários países e continentes, essa mesma doença está afetando a população, a qual está infectando-se por meio de outras pessoas que vivem na mesma região.

É importante deixar claro que o termo pandemia não diz respeito à gravidade de uma doença, sendo o fator geográfico determinante para essa classificação.

Trata-se de uma pandemia quando uma doença ocorre simultaneamente em vários países.

Epidemia e pandemia são dois termos diferentes que não devem ser utilizados como sinônimos.

Quando falamos em epidemia, referimo-nos ao aumento de casos de uma doença em uma região que excede o número esperado para aquele período do ano.

As epidemias podem atingir municípios, estados e até mesmo todo um país. No caso da pandemia, observa-se a distribuição da doença por diferentes países.

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Pandemias na atualidade

As pandemias atualmente podem ocorrer com mais facilidade. Isso porque é cada vez mais fácil o deslocamento das pessoas de um local para outro e, consequentemente, haver disseminação de uma doença entre eles.

Muitas vezes, o doente não apresentou sintomas de uma determinada doença e relaciona-se com outras pessoas não se preocupando com a transmissão. A falta de cuidado causa a transmissão da doença e a infecção de um grande número de pessoas. Nesses casos em que não há sintomas, é fácil ir de uma região para outra sem levantar suspeitas das autoridades de saúde.

Quando uma doença espalha-se por várias regiões, torna-se difícil prever o desfecho da história. Uma doença grave, por exemplo, ao atingir uma região pobre, pode causar uma grande devastação em virtude da falta de recursos para conter o avanço da enfermidade.

Além disso, dependendo da gravidade da doença e do número de casos, o sistema de saúde de um país pode não estar preparado para garantir o tratamento de todos. Na pandemia de COVID-19, por exemplo, observou-se um grande número de mortes na Itália em decorrência, entre outros fatores, do colapso do sistema de saúde.

Nesse caso, o número de leitos em UTI rapidamente foram ocupados, e a falta de equipamentos de proteção individual para os médicos agravou ainda mais o quadro. Até o dia 23 de março de 2020, a Itália registrou mais de seis mil mortos.

Leia mais: COVID-19, a pandemia mais recente na nossa história

Exemplos de pandemias

A COVID-19 é uma doença causada por um tipo de coronavírus que se espalhou rapidamente por todos os continentes.

A pandemia mais recente é a de COVID-19, a qual foi declarada pela Organização Mundial da Sáude (OMS) em 11 de março de 2020. Essa doença é causada por um novo tipo de coronavírus, o SARS-CoV-2, o qual desencadeia sintomas respiratórios.

Os principais sintomas dela são: febre, tosse e dificuldade respiratória. A doença pode levar à morte, sendo especialmente preocupante ao atingir idosos e pessoas com problemas de saúde, como problemas cardíacos e diabetes. Até o dia 23 de março de 2020, foram confirmados, no mundo, 332.

930 casos de COVID-19 e 14.510 mortes.

Além da COVID-19, outra pandemia recente foi a gripe H1N1. Essa pandemia, que ocorreu em 2009, levou várias pessoas à morte em virtude do avanço relativamente rápido do vírus da gripe A(H1N1)pdm09.

De acordo com a OMS, em apenas oito semanas, o vírus da gripe H1N1 alcançou cerca de 120 territórios. No Brasil, a pandemia, que se finalizou em 2010, levou duas mil pessoas à morte.

Vale destacar que, atualmente, existe vacina contra a gripe H1N1, liberada gratuitamente para alguns grupos, como idosos e pessoas com doenças crônicas.

Outro caso é a pandemia de aids, uma doença sexualmente transmissível que infectou e infecta milhões de pessoas em todo o planeta.

Essa doença, que também pode ser transmitida via transfusões com sangue contaminado e compartilhamento de objetos perfurocortantes com o doente, afeta o sistema imunológico, deixando o indivíduo mais propenso a infecções.

São essas infecções que levam o paciente à morte, e não propriamente a aids.

Não podemos esquecer-nos também de um dos casos mais graves da história: a pandemia de Gripe Espanhola, que ocorreu entre 1918 e 1920. Estima-se que essa doença infectou cerca de 600 milhões de pessoas e causou a morte de 20 a 40 milhões de pessoas.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

Professora de Biologia

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/pandemia.htm

Covid-19: por que a perda de olfato acontece e como tratar

Pandemia: o que é, porque acontecem e o que fazer

A perda de olfato é um dos sintomas mais característicos da contaminação pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). E, diferentemente do que se vê em outras enfermidades respiratórias (rinite, sinusite, resfriados), na Covid-19 essa falha ocorre de forma abrupta e intensa.

O otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, em São Paulo, explica que a causa ainda não está totalmente clara — assim como muita coisa que envolve a Covid-19, já que a doença é nova e complexa. “Já é possível afirmar que o coronavírus afeta as células responsáveis pelo olfato e pelo paladar”, diz.

Esse impacto culmina não apenas no sumiço total ou parcial da capacidade olfativa, mas também na dificuldade em distinguir corretamente os odores, levando o portador a sentir cheiros inexistentes naquele momento — como o de fumaça. “Isso demonstra que as células olfativas não estão funcionando corretamente”, raciocina o médico.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, com camundongos, primatas não humanos e pessoas já trouxe indícios de como esse mecanismo se dá na prática, como você pode ler aqui.

Assim como a maioria dos sintomas, a perda de olfato costuma se resolver um tempo depois que o paciente se cura. No entanto, parte dos infectados permanece por um período maior sem esse sentido, o que gera bastante incômodo.

O tratamento para a perda de olfato

Os infectados pelo Sars-CoV-2 que deixam de sentir cheiros são tratados por otorrinolaringologistas com um protocolo usado mundialmente em qualquer caso, independentemente do diagnóstico de Covid-19.

Pizarro explica que, primeiramente, aplica-se um teste da Universidade da Pensilvânia (EUA), baseado em quatro cartelas com 40 odores diferentes. “Assim, dá para identificar de forma precisa o tipo de cheiro que foi perdido e acompanhar, com a mesma cartela, a evolução da recuperação”, ensina.

“Se o problema persistir, que é o que tem ocorrido com parte dos portadores do coronavírus, é possível indicar uma terapia também realizada no mundo todo, conhecida como treinamento olfatório”, acrescenta o otorrino.

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A ideia dessa “reabilitação” é estimular várias regiões do nervo olfatório. Funciona assim: o paciente leva para casa recipientes com certos ingredientes dentro, como hortelã.

Ele não consegue enxergar o conteúdo, apenas sentir o aroma. Todo dia ele precisa cheirar os frascos por 10 segundos e tentar identificar o que tem ali – a resposta fica embaixo do pote.

Se o indivíduo não acertar a identificação, segue com o treinamento duas vezes ao dia.

Se algum dos cheiros for reconhecido (mesmo que de forma leve, como se estivesse bem distante), o médico conta que o paciente também deve continuar focado no treino porque é isso que fará seu olfato evoluir. “É como se fosse uma fisioterapia”, compara.

Ora, você pode até fazer determinado movimento com o pé na terceira sessão, mas continuará o processo para aprimorar.

 No caso do olfato, esse aperfeiçoamento consiste em sentir os cheiros com clareza, sem qualquer dúvida e sem erros em relação à distância em que está o recipiente, por exemplo.

Se o sentido não retornar corretamente ou não evoluir como o esperado, os especialistas lançam mão de remédios para auxiliar na recuperação.

O tratamento pode ser realizado normalmente em casa, desde que haja acompanhamento. “Ele não requer internação ou isolamento. Mas, sem auxílio médico, não é possível identificar quais percepções foram afetadas e em quais intensidades. Sem essas informações, a terapia não é eficaz”, alerta Pizarro.

O quão comum é a perda de olfato na infecção pelo coronavírus?

Pizarro relata que as informações sobre a incidência divergem.

Os dados divulgados em agosto do Estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (Epicovid19-BR), conduzido pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), mostrou que 57% dos infectados relataram alteração na capacidade de sentir cheiros e gostos. Até aquele momento, os cientistas haviam entrevistado quase 90 mil pessoas pelo Brasil.

Já uma análise feita em hospitais da China, França e Alemanha, com 394 indivíduos que pegaram o Sars-CoV-2, revelou que 41% (161) sofreram com essa situação.

Outra pesquisa, feita pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Academia Brasileira de Rinologia (ABR), constatou que, de 253 pacientes analisados, 90% (227) apresentaram o sintoma. Dentre eles, 53% (121) se recuperaram totalmente, 34% (76) tiveram recuperação parcial e 13% (30) não recuperaram o sentido até o fim da avaliação.

O otorrino conta ainda que, até novembro deste ano, 180 indivíduos procuraram o Ambulatório de Olfato do Hospital Paulista. “Todos pegaram coronavírus e registraram algum grau de danificação do olfato, sendo que 4,5% (oito) tiveram sumiço total desse sentido e 18% (32), redução parcial”, complementa.

O restante se recuperou rapidamente após tratamento ou de forma natural. “Em média, o comprometimento dura de 15 dias a um mês, mas o período oscila bastante, dependendo do grau dos sintomas”, conclui o profissional.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/covid-19-por-que-a-perda-de-olfato-acontece-e-como-tratar/

Pandemia: o que é, casos na história, COVID-19

Pandemia: o que é, porque acontecem e o que fazer

  Pandemia é um termo utilizado para descrever uma situação em que determinada doença apresenta uma distribuição em grande escala, espalhando-se por diversos países. Uma das maiores pandemias que já afligiram a humanidade foi a de gripe espanhola, entre os anos de 1918 e 1920, em que cerca de 50 milhões de pessoas morreram.

Atualmente o mundo está em alerta com o surgimento de uma nova pandemia, causada pelo vírus SARS-CoV-2. Os primeiros casos da doença, denominada de COVID-19, surgiram na China, no final do ano de 2019. Em meados de março de 2020, a doença já estava presente em mais de 100 países.

Leia também: Coronavírus – a família do vírus que tem causado a pandemia de COVID-19

O que é pandemia?

O termo pandemia refere-se a uma situação em que a ocorrência de uma determinada doença infecciosa não ocorre apenas em uma determinada localidade, espalhando-se por diversos países e em mais de um continente, com transmissão sustentada entre pessoas. A transmissão sustentada é caracterizada pela transmissão da doença por um indivíduo infectado que não esteve nos países com registro da doença a outro indivíduo que também não esteve em tais países.

A pandemia ocorre quando uma determinada doença apresenta distribuição em diversos países, em mais de um continente.

Geralmente as pandemias são ocasionadas por doenças virais, pois, em virtude da falta de medicamentos para o tratamento desse tipo de doença e da necessidade de tempo para a produção de vacinas que possam imunizar a população, elas acabam sendo transmitidas mais facilmente.

Embora a declaração pela Organização Mundial de Saúde (OMS) do surgimento de uma pandemia cause um certo temor na população, essa declaração não está relacionada com a gravidade da doença, mas, sim, com a sua distribuição geográfica, indicando que toda a população mundial corre o risco de adquiri-la.

Leia também: Doenças causadas por bactérias

Diferença entre endemia, epidemia, pandemia e surto

Endemia, epidemia, pandemia e surto são alguns termos utilizados pelos setores de saúde para caracterizar a ocorrência e distribuição de algumas doenças. Entenda cada um deles:

  • Surto: é caracterizado pelo surgimento de um grande número de casos de determinada doença em uma região. No Brasil, é observado o surgimento de surtos de dengue, principalmente em abril, em decorrência do período chuvoso.
  • Epidemia: está relacionada com o aumento do número de surtos, que não ficam restritos a apenas uma determinada região. Um exemplo de epidemia no Brasil ocorre também com a dengue, quando o número de surtos aumenta de tal forma que os municípios e os estados declaram o surgimento da epidemia.
  • Endemia: está relacionada com a ocorrência de um frequente número de casos de determinada doença em uma região mais restrita. No Brasil, por exemplo, a febre amarela é considerada uma doença endêmica da Região Norte.
  • Pandemia: está relacionada com a distribuição de uma doença a nível mundial, com a ocorrência de casos em diversos países, como a COVID-19.

Leia também: Diferenças entre gripe e resfriado

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Um dos primeiros relatos de pandemia data do ano de 1580, quando uma doença causada por um vírus influenza, que surgiu na Ásia, espalhou-se pela África, Europa e América do Norte.

Diversas pandemias surgiram em seguida, como a disseminada pelo vírus HIV, causador da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Acredita-se que essa pandemia tenha surgido na República Democrática do Congo, em 1920.

Após a transmissão homem-animal, em Camarões, no fim do século XIX, o vírus chegou à capital da República Democrática do Congo, onde encontrou um ambiente propício para sua propagação para o resto do mundo, como mudanças culturais, comportamentais e uma grande rede ferroviária pela qual circulavam milhares de pessoas anualmente.

A maior de todas as pandemias, no entanto, foi a gripe espanhola, entre os anos de 1918 e 1919. Acredita-se que cerca de 40% da população mundial tenha sido contaminada, e cerca de 50 milhões de pessoas tenham morrido.

Hospital do Exército, em Nova Iorque, durante pandemia de gripe espanhola.

Dentre as pandemias mais recentes, podemos citar a de gripe A ou H1N1, no ano de 2009. Os primeiros casos surgiram como uma variante da gripe suína no México. Um total de 187 países registraram casos da doença e cerca de 300 mil pessoas morreram. Atualmente, o mundo encontra-se diante de mais uma pandemia, a do COVID-19, como veremos a seguir.

Pandemia de COVID-19

A COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, teve seus primeiros casos apresentados na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China, no final do ano de 2019. A doença pode apresentar-se como uma infecção branda, podendo também desencadear pneumonia, insuficiência respiratória e até a morte.

No dia 23 de janeiro de 2020, foi decretada quarentena na cidade de Wuhan, no entanto, a doença não ficou restrita àquela localidade e espalhou-se, primeiramente, pela China, em seguida, Ásia e, assim, para outros países.

No dia 11 de março do mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou estado de pandemia da COVID-19. Naquela data, já havia mais de 118 mil casos da doença registrados em mais de 100 países e 4.291 mortes.

Saiba mais sobre a COVID-19 lendo nosso texto: Coronavírus.

Por Helivania Sardinha dos Santos

Источник: https://www.biologianet.com/doencas/pandemia.htm

Pandemia: o que é, riscos, epidemia x pandemia

Pandemia: o que é, porque acontecem e o que fazer

Cada doença comporta-se de uma maneira especifica, disseminando-se de diferentes formas. Algumas não conseguem espalhar-se por grandes regiões, ficando restritas a algumas populações.

Outras, no entanto, podem atingir o país inteiro e até mesmo outros continentes.

Conhecer como uma doença comporta-se é essencial para compreender o que é uma pandemia e como ela acontece.

Pandemia de COVID-19

A mais recente pandemia em nossa história é a deCOVID-19, uma doença causada por um novo coronavírus, conhecido como SARS-CoV-2.

Essa pandemia foi declarada, pela Organização Mundial de Saúde, em 11 de março de 2020, sendo que os primeiros casos da doença foram relatados no final do ano de 2019. Até o dia 29 de março de 2020, haviam sido confirmados, no mundo, 634.835 casos e 29.

957 mortes. No Brasil, haviam sido confirmados 4.256 casos e 136 mortes até a tarde da mesma data.

A doença caracteriza-se por provocar febre, tosse e dificuldade respiratória. Sem tratamento específico até o momento, ela causa complicações, principalmente, em adultos com mais de 60 anos de idade e pessoas com doenças preexistentes, como diabetes.

A transmissão é feita de uma pessoa para outra por meio de gotículas respiratórias ou ainda ao tocar-se um objeto contaminado e, em seguida, tocar-se olhos, boca ou nariz. Sendo assim, uma das formas de prevenção da doença é a higienização adequada das mãos.

Leia também: Diferenças entre COVID-19, gripe e resfriado

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Por que atualmente os riscos de pandemia são maiores?

Os riscos de pandemia são maiores na atualidade porque as pessoas possuem uma maior capacidade de deslocamento. Hoje é muito comum a movimentação de pessoas entre os continentes, o que pode ajudar a levar agentes patogênicos de uma área para outra.

Apesar dos alertas em casos em que se observa uma doença avançando de maneira perigosa sobre a população, é possível que pessoas doentes passem despercebidas por aeroportos e rodoviárias. Isso acontece porque nenhuma doença apresenta sintomas imediatos e, por isso, uma pessoa sem sintomas, mas contaminada, pode passar tranquilamente de um país para outro.

Pandemias da atualidade

O vírus HIV é responsável por causar a AIDS, uma doença que atualmente é considerada uma pandemia

Uma das pandemias mais conhecidas da atualidade é a de aids,uma doença sexualmente transmissível causada pelo vírus HIV. Esse vírus ataca algumas células do nosso sistema imunológico, deixando-nos mais propensos a infecções. Ter o vírus HIV no organismo, no entanto, não é a mesma coisa que ter AIDS, uma vez que o soropositivo pode passar vários anos sem manifestar a doença.

Além da AIDS, podemos citar a pandemia de gripe H1N1 observada em 2009. Essa doença apresenta sintomas bem semelhantes aos da gripe comum, entretanto, com maiores chances de agravamento do quadro. Entre os sinais de agravamento conhecidos, podemos citar a falta de ar, tontura, fraqueza e confusão mental.

A dengue também pode ser considerada uma pandemia, pois atinge mais de um país. No Brasil, essa virose é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e causa febre alta, dores de cabeça e no corpo, manchas na pele e redução do número de plaquetas no sangue.

Surto, epidemia e pandemia são a mesma coisa?

Surto, epidemia e pandemia não são a mesma coisa. Dizemos que ocorreu um surto quanto há um aumento inesperado de casos da doença em um local específico.

Pode ocorrer um surto, por exemplo, em uma escola ou creche. Epidemia, por sua vez, ocorre quando em uma região há o aumento dos casos da doença em níveis superiores ao esperado.

A pandemia, como vimos anteriormente, é uma epidemia que ocorre em grande escala.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Источник: https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/pandemia.htm

Pandemias na História: o que há de semelhante e de novo na Covid-19 – Sanar Medicina

Pandemia: o que é, porque acontecem e o que fazer

Desde janeiro de 2020, a crescente proliferação do novo Coronavírus transformou-se em um dos maiores desafios da humanidade. Entretanto, lidar com uma pandemia infecciosa de proporções continentais e mundiais não é algo recente na história. 

Surtos de doenças repetem-se pelos séculos com algumas semelhanças tanto na forma de propagação quando de contenção destas doenças. Dessa maneira, podemos equiparar esta pandemia com outras que ocorreram anteriormente e criar alguns paralelos entre os casos.

Pandemia: conceito e características

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, Pandemia é um termo usado para uma determinada doença que rapidamente se espalhou por diversas partes de diversas regiões (continental ou mundial) através de uma contaminação sustentada. Neste quesito, a gravidade da doença não é determinante e sim o seu poder de contágio e sua proliferação geográfica. 

“Pandemia não é uma palavra para ser usada à toa ou sem cuidado. É uma palavra que, se usada incorretamente, pode causar um medo irracional ou uma noção injustificada de que a luta terminou, o que leva a sofrimento e mortes desnecessários”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, durante a proliferação da Covid-19 em março de 2020. 

É preciso destacar que Pandemia tem conceito diferente de Endemia e Epidemia. No caso das Endemias, se classificam doenças que se encontram em uma determinada zona de maneira permanente durante anos e anos. 

Já as epidemias são classificadas quando existe o aumento de casos até um máximo de infecções e depois uma diminuição dos mesmos. Os dois se diferem da pandemia, que a grosso modo ocorre em todo um continente ou em todo o mundo ao mesmo tempo”.

Histórico das Pandemias

Nos últimos 30 anos, tem crescido o número de surtos de vírus, proliferando assim as doenças que assolam todo o mundo. Entretanto, relatos históricos de pandemias vão além do século XX e já preocupam a humanidade há dois mil anos. Vamos relembrar alguns casos mais famosos?

Peste de Justiniano

Um dos primeiros casos de Pandemia registrados é a Peste de Justiniano, acontecida por volta de 541 D.C. e que se iniciou no Egito até chegar à capital do Império Bizantino.

Provocada pela peste bubônica, transmitida através de pulgas em ratos contaminados, a enfermidade matou entre 500 mil a 1 milhão de pessoas apenas em Constantinopla, espalhando por Síria, Turquia, Pérsia (Irã) e parte da Europa.

Estima-se que a pandemia tenha durado mais de 200 anos.

Peste Negra

Em 1343, a peste bubônica foi mais uma vez a causa de outra pandemia que assolou em sua totalidade os continentes asiático e europeu: A Peste Negra. Com seu auge até o ano de 1353, a Peste ainda apareceu de forma intermitente até o começo do século XIX e matou entre 75 a 200 milhões de pessoas. 

Gripe Russa

Já em 1580, existem relatos da primeira pandemia de gripe, que se espalhou por Ásia, Europa, África e América.

Séculos depois, em 1889, a Gripe Russa foi a primeira a ser documentada com detalhes, com proliferação inicial de duas semanas sobre o Império Russo e chegando até o Rio de Janeiro.

Ao todo, 1 milhão de pessoas morreram por conta de um subtipo da Influenza A. 

Gripe Espanhola

Em 1918, a Gripe Espanhola causou a morte de 20 a 50 milhões de pessoas, afetando não só idosos e pacientes com sistema imunológico debilitado como também jovens e adultos. Com possível origem nos Estados Unidos, essa enfermidade quase dizimou as populações indígenas e levou a óbito cerca de 35 mil brasileiros. 

Com outras variáveis durante o século XX, a gripe ocasionou surtos pandêmicos nos anos de 1957 e 1968. Já em 2009, uma variação da Gripe Suína – anteriormente evitada na década de 70 – assolou a América do Norte, Europa, África e Ásia oriental.

Semelhanças entre Covid-19 e outras pandemias

Mesmo com origens distintas, o que mais se assemelha entre os surtos pandêmicos é o comportamento humano perante as enfermidades. Um primeiro ponto a se observar se deve ao fato do temor da população as doenças ter ligação direta com os primeiros métodos de prevenção. 

Foi durante a Peste Negra que a cidade de Veneza adotou o conceito de quarentena, herdado do Velho Testamento da Bíblia como tempo de isolamento para surtos de hanseníase na antiguidade. 

Entretanto, outra “herança” dos surtos de pandemia que se repete a cada novo caso não é justamente uma vantagem para a prevenção. Com medo e certa falta de conhecimento, as pessoas acabam se apegando a crendice popular ou informações falsas para se prevenir. 

Sobre a Gripe Espanhola na Bahia, a historiadora baiana Christiane Maria Cruz de Sousa, do Núcleo de Tecnologia em Saúde do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, declarou em sua tese:

“Aconselhava-se à população precaver-se, fazendo uso de limonadas, quinino, aspirina e piramidon, evitando contato com os doentes.

A limonada era prescrita em virtude do teor de vitamina C contido no limão, o que podia contribuir para aumentar a imunidade.

O quinino era tido em todo país como preventivo da gripe, ainda que durante a epidemia tenha se mostrado totalmente ineficaz; os outros remédios eram analgésicos e febrífugos, que só teriam valia para atenuar os sintomas dos já acometidos pela doença”.

Hoje, as recomendações de prevenção à Covid-19 têm foco total em isolamento social e em maiores cuidados higiênicos, primeiro passo quase universal para impedir a proliferação das enfermidades. 

Mesmo com suas diferenças biológicas, sociais, temporais e geográficas, as pandemias costumam resguardar alguns pontos em comum, como o caos social, mudanças de comportamento e disseminação de informações falsas.

Olhando para trás, fica clara a necessidade de investir e valorizar cada vez mais as pesquisas científicas, os estudos e os profissionais da saúde. Afinal, mesmo com um histórico tão grande de pandemias, ainda temos muito o que avançar para impedir que esse tipo de fenômeno volte a assolar de forma terrivelmente fatal a humanidade.

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Источник: https://www.sanarmed.com/pandemias-na-historia-comparando-com-a-covid-19

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