Paracetamol pode ser usado na gravidez?

Grávidas podem tomar Paracetamol? Tudo que você precisa saber

Paracetamol pode ser usado na gravidez?

Grávidas podem tomar Paracetamol somente sob orientação médica. Confira alternativas naturais para o alívio de dores de cabeça

Introdução  

A gravidez é um período especial na vida de qualquer mamãe e papai. Porém, também é um período que exige cuidados e muitas vezes isso gera dúvidas. Durante os nove meses – ou 40 semanas – da gestação, a futura mamãe precisa tomar alguns cuidados com a alimentação, com medicamentos e com as atividades físicas, entre outras coisas. 

Dessa forma, alguma das dúvidas que pode surgir durante esse período é sobre o uso de determinados medicamentos como o analgésico Paracetamol.

O Paracetamol pode ser usado durante a gravidez, mas sem exageros e sob orientação médica. Isso porque alguns estudos sugerem que o uso do medicamento durante a gravidez pode aumentar o risco de o bebê desenvolver transtornos, além de afetar seu desenvolvimento.

Entretanto, existem alternativas caseiras com propriedades analgésicas e antiinflamatórias que são permitidas para gestantes.

Aqui abordaremos os possíveis riscos que tomar Paracetamol traz ao bebê, quando é possível tomar o medicamento, alternativas naturais e mais informações para o período da gestação.

Grávidas podem tomar Paracetamol?

O analgésico Paracetamol pode ser utilizado durante a gravidez, mas sem exageros e sempre respeitando as orientações médicas. De acordo com estudos, deve-se respeitar a dose diária máxima de até 1 g por dia.

O medicamento é indicado para combater a febre, a dor de cabeça e outras dores que podem ocorrer durante a gravidez. Contudo, não é indicado se automedicar sem consultar um médico.

Isso acontece porque o uso inadequado de medicamentos, como o Paracetamol, por mulheres grávidas pode trazer graves prejuízos a saúde do bebê e a gravidez.

Em caso de dores, a grávida pode fazer o uso de Paracetamol, porém a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), orienta que um médico seja consultado previamente.

O medicamento também pode ser encontrado com os seguintes nomes: Coristina, Termus, Sonridor, Pratium, Vick Pyrena, Tylidol e outros.

– Quando grávidas podem tomar Paracetamol? 

O uso do medicamento é indicado para o alívio e redução da febre e dores leves a moderadas.

Contudo, o uso para gestantes não deve ser feito sem orientação médica e deve sempre respeitar as quantidades estipuladas.

Isso acontece, porque, como todo medicamento, o Paracetamol pode causar reações adversas e, no caso das gestantes, as reações podem prejudicar a saúde do bebê e a gravidez, uma vez que as substâncias atravessam a placenta.

É indicado que as gestantes evitem ao máximo tomar o medicamento, considerando-o a última opção.

De acordo com a agência Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, o Paracetamol está na categoria de risco B. Além disso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é indicado que o medicamento não deve ser tomado sem orientação médica.

O regulamento técnico da Anvisa que estabelece frases de alerta sobre os princípios ativos e outras substâncias que devem constar nas bulas e rótulos afirma que estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram riscos, mas que não foram confirmados em estudos controlados em mulheres grávidas.

Isso significa que não foi possível concluir se há ou não riscos para a gestante e o bebê.

Em caso de mais dúvidas, recomenda-se que a gestante leia a bula do medicamento e consulte um médico ou farmacêutico.

Somente eles poderão orientar a gestante da maneira correta.

– Qual dosagem de Paracetamol gestante pode tomar?

O uso do Paracetamol durante a gravidez não deve ultrapassar a quantidade máxima diária de 1 g. Contudo, esse consumo (mesmo que não ultrapasse a quantidade máxima diária de 1 g) deve ser sempre feito seguindo orientações médicas ou orientações do seu farmacêutico.

A automedicação não é indicada em nenhum momento, inclusive fora do período da gestação.

– Quando faz mal tomar Paracetamol na gravidez? 

O uso de Paracetamol durante a gravidez pode ser prejudicial quando não orientado corretamente por um médico ou quando ultrapassar a quantidade máxima diária de 1 g.

Entretanto, a utilização do medicamento, mesmo não ultrapassando a quantidade máxima diária de 1 g deve ser prescrita e orientada por um médico. 

– Porque pode afetar o desenvolvimento do bebê?  

O uso incorreto do medicamento pode afetar o desenvolvimento do bebê quando não usado conforme orientação médica e ultrapassando a dose máxima recomendada por dia.

Isso acontece porque quando as grávidas utilizam o Paracetamol, as substâncias são absorvidas e atravessam a placenta. Assim, estudos defendem que as substâncias podem ser absorvidas pelo cérebro do bebê, afetando os receptores que são responsáveis pelo desenvolvimento cerebral do bebê.

Dessa forma, qualquer medicamento deve ser tomado com cuidado e respeitando orientações médicas para não correr o risco de causar prejuízos a saúde do bebê.

Quais os riscos para o bebê?

O uso indevido do medicamento pode causar riscos para o bebê. Existem divergências entre quais são esses riscos.

Porém, para a grávida, o Paracetamol pode causar reação alérgica grave (reação anafilática), reações na pele como urticárias, coceiras e erupções cutâneas, e hipersensibilidade.

Já para o bebê, alguns médicos afirmam que os riscos estão associados a atrasos na linguagem, asma, autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Esses riscos estão associados ao fato de que as substâncias do Paracetamol atravessam a placenta e podem chegar ao cérebro do bebê. Assim, o remédio afeta os receptores cerebrais, mais precisamente o Sistema Nervoso Central (SNC), que estão envolvidos nas conexões dos neurônios e no amadurecimento do bebê.

– Paracetamol durante a gravidez aumenta risco de autismo no bebê?    

Os estudos sobre os riscos do uso de Paracetamol por mulheres grávidas ainda são pouco conclusivos.

Alguns estudos afirmam que o medicamento Paracetamol é o melhor analgésico para o período da gravidez por apresentar menos riscos ao desenvolvimento do feto, quando comparado com outros remédios.

Por outro lado, estudos afirmam que usar o medicamento com muita frequência durante a gravidez pode aumentar os riscos do desenvolvimento do espectro autista.

Contudo, o estudo não apresentou comprovações 100% eficazes e não é considerado válido por muitos médicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e o National Health Service da Inglaterra (NHS), afirmam que o autismo é causado por multifatores, incluindo fatores ambientais, biológicos e genéticos.

Dessa forma, não é possível concluir que o uso indevido de Paracetamol durante a gravidez aumente o risco do desenvolvimento do espectro autista no bebê.

Pode tomar Dipirona grávida?

Antes de utilizar a Dipirona, a gestante também deve consultar um médico.

Contudo, se tem conhecimento que o uso é permitido dependendo da saúde da mulher e da época da gestação, apesar de não ser recomendado devido a substância atravessar a barreira placentária.

Recomenda-se que evite o uso do medicamento especialmente durante o primeiro e o terceiro trimestre da gravidez.

No segundo trimestre (durante o quarto, quinto e sexto mês) o medicamento pode ser tomado sob orientação médica.

De acordo com a categoria de risco de uso durante a gravidez, a dipirona está na categoria D.

Isso significa que, de acordo com a Anvisa:  “o fármaco demonstrou evidências positivas de risco fetal humano, no entanto, os benefícios potenciais para a mulher podem, eventualmente, justificar o risco, como, por exemplo, em casos de doenças graves ou que ameaçam a vida, e para as quais não existam outras drogas mais seguras”.

O uso durante o primeiro trimestre da gravidez pode ser perigoso pelo risco de causar malformações fetais. Já no terceiro trimestre, o medicamento pode fazer com que o ducto arterial (canal sanguíneo existente nos fetos que desvia o sangue venoso dos pulmões) se feche antes da hora.

Caso o ducto se feche antes da hora, o bebê fica sufocado, pois ele ainda não utiliza os pulmões e sem o ducto ele não pode respirar. 

O uso de Dipirona durante o terceiro trimestre da gravidez também pode prejudicar a coagulação do sangue na mãe e no bebê.

Além disso, a dipirona pode causar a diminuição do número de glóbulos brancos (células de defesa) no sangue. Assim, aumentando a predisposição da gestante para desenvolver infecções.

Também não é recomendado o uso da Dipirona durante a amamentação. Caso seja necessário, a lactante não deve amamentar o bebê durante as 48 horas seguintes ao uso do medicamento.

Portanto, antes de fazer o uso de qualquer medicamento consulte seu médico e leia a bula dos medicamentos.

Quais remédios para dor de cabeça grávidas podem tomar?

Além do Paracetamol, é indicado o uso moderado e sob indicação médica do Tylenol.

A Aspirina e o Ibuprofeno não são indicados.

Porém, ao sentir dores no corpo, febre, dores de cabeça, dor de garganta ou qualquer outro sintoma, procure um médico.

Outra opção também são os analgésicos naturais que veremos no próximo item.

Como preparar um analgésico natural para a gravidez?

Como alternativa para o uso do Paracetamol, as gestantes podem optar por analgésicos naturais. Algumas plantas medicinais podem ser tomadas em forma de chá ou através de óleos essenciais.

Ambos auxiliam a proporcionar um efeito analgésico no organismo, atuando no alívio das dores.

Entretanto, pesquise corretamente antes de fazer os chás, porque algumas plantas são contraindicadas, como é o caso do chá verde.

Uma opção, para ser consumida de maneira moderada, é o chá de cúrcuma e o ômega 3. Entretanto, vale lembrar que essas alternativas naturais não funcionam como um remédio, em que o alívio da dor é muito mais rápido.

Assim, as alternativas devem ser incluídas na alimentação do dia a dia para ajudar no alívio das dores, em quantidades e frequência que respeitem a orientação médica.

A seguir, confira uma receita de analgésico natural para aliviar as dores de cabeça durante a gestação.

– Ingredientes

  •         Um cm da raiz de gengibre
  •         Um litro de água

– Modo de Preparo

Coloque o gengibre em uma panela com água e deixe ferver por cinco minutos. Após a fervura, consuma o chá morno ou frio.

Caso você deseje um pouco mais de sabor, acrescente algumas gotinhas de limão ou mel.

Este analgésico natural poderá auxiliar as mulheres grávidas no combate as dores de cabeça e a febre, sem a necessidade de utilizar Paracetamol. Mas o ideal é sempre consultar seu médico e seguir as orientações dele. 

Conclusão

Como vimos, a gestação é um período especial na vida de qualquer mulher, mas alguns cuidados e precauções são necessários.

Alguns desses cuidados é em relação ao uso de medicamentos como o Paracetamol.

O medicamento Paracetamol pode ser utilizado por grávidas de forma moderada e sob orientação médica.

Isso é indicado devido a estudos que afirmam que o uso incorreto de Paracetamol durante a gravidez pode causar atrasos no desenvolvimento neurológico do bebê, devido ao medicamento atravessar a barreira da placenta.

Contudo, o Paracetamol ainda é mais indicado para o alívio de dores durante a gravidez do que os medicamentos com Diripirona.

Aqui buscamos esclarecer dúvidas sobre os riscos do uso de Paracetamol durante a gravidez e também oferecemos alternativas naturais para o alívio das dores.

Dessa forma, se você está grávida procure o seu médico para que ele a oriente sobre a melhor forma de aliviar as dores. Nunca se automedique.

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Fotos: Shutterstock

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Источник: https://guiadafarmacia.com.br/gravidas-podem-tomar-paracetamol-tudo-que-voce-precisa-saber/

Enxaqueca na Gravidez e o Dilema do Remédio – Dr. Alexandre Feldman

Paracetamol pode ser usado na gravidez?

Enxaqueca na gravidez – Que remédio tomar?

A enxaqueca costuma melhorar muito durante a gravidez. Porém, existe uma pequena parcela de grávidas para quem a enxaqueca não melhora, ou até piora. Além disso, mesmo melhorando, nada impede que surja uma ou outra crise na gravidez, ainda que menos frequente. É fato que o paracetamol tem sido, há décadas, universalmente indicado pelos médicos para suas pacientes grávidas com enxaqueca.

No ano 2013, ginecologistas e obstetras do mundo inteiro se reuniram em Nova Orleans, E.U.A., para um congresso. Era o 61° Congresso Americano de Ginecologia e Obstetrícia. É claro que um dos temas discutidos foi o tratamento da crise de enxaqueca na gravidez. (Atenção: Se você tem dúvida sobre o que é enxaqueca, clique aqui agora mesmo!)

O que ficou evidente foi a insatisfação geral com a falta de eficácia do paracetamol para enxaqueca na gravidez. Pelo menos na maioria dos casos.

O paracetamol é um analgésico tido, falsamente, como o mais “seguro” para enxaqueca na gravidez. Acontece que é tambem um dos menos potentes e raramente alivia sozinho a crise de enxaqueca. Naquele congresso, os especialistas debateram, junto com clínicos-gerais e médicos atuantes na área da dor, o que poderiam passar a recomendar, de mais eficaz, para a maioria das grávidas.

O melhor seria não precisar tomar remédio

Adivinhe qual foi a primeira e principal recomendação do que fazer para não ter enxaqueca na gravidez?

Vou dar uma pista: é algo que já venho utilizando, com muito sucesso, faz tempo. E é o tema principal que ensino no meu livro.

Se você pensou em mudanças de hábitos e estilo de vida, adivinhou!

Essas mudanças podem contribuir, e muito, para reduzir a frequência das crises de enxaqueca e, por tanto, simplesmente não precisar tomar remédio.

Posso testemunhar, por experiência, que mudanças de hábitos e estilo de vida contribuem para diminuir crises de enxaqueca e, portanto, a necessidade de remédios farmacêuticos, na gravidez e fora dela. Quer aprender a implementar essas mudanças? Então recomendo a você, enfaticamente, a leitura do meu livro.

Se paracetamol não é tão eficaz, então qual seria?

Mas voltando ao congresso. A conclusão foi que, ao menos na teoria, os remédios da classe das triptanas, caso fossem algum dia liberados a partir de estudos clínicos comprovando sua segurança para uso na gravidez, deveriam passar a ser os medicamentos de eleição nos casos de crise de enxaqueca neste período.

A sumatriptana foi o primeiro dos remédios da família das triptanas a ser lançado no mundo, no início da década de 1990. Desde então, várias triptanas, em várias dosagens e vias de administração, foram lançadas no mercado.

Principais nomes genéricos e comerciais (em itálico) das triptanas:

  • Sumatriptana – Sumax, Imigran
  • Rizatriptana – Maxalt
  • Zolmitriptana – Zomig
  • Naratriptana – Naramig, Naratrin

É possível que outras marcas comerciais existam para uma ou mais triptanas da lista acima.

A lista acima é de triptanas atualmente disponíveis em território brasileiro. Existem mais triptanos no mundo, porém não no Brasil no momento.

Não há estudos comprovando que triptanas não prejudicam o feto

Até hoje não foi possível descartar a possibilidade de que triptanas, usadas na gravidez, possam causar algum prejuízo ao feto.

Por outro lado, até hoje nunca foi confirmado nenhum prejuízo ao feto por conta do uso de triptanas na gravidez.

Em outras palavras, embora até hoje nenhum problema tenha sido detectado, o risco ainda não foi descartado.

Não se sabe se pode vir a ser descoberto algum problema, conforme progridem os estudos e passa o tempo.

Mas a conclusão teórica daqueles especialistas foi que, até o momento, o uso de triptanas para enxaqueca na gravidez pode ser considerado “seguro”. Aliás, em comparação com as possíveis alternativas farmacológicas (inclusive o paracetamol), as triptanas poderiam ser mais seguras e mais eficazes.

Portanto, naquele congresso a conclusão foi: é uma questão de bom senso prescrever triptanas para crises de enxaqueca na gravidez.

Posso até imaginar você concluindo que tudo bem tomar triptanas na gravidez. Mas antes de pular para qualquer conclusão errada, continue lendo até o fim. Não pare.

Prescrever é diferente de se automedicar!

Isso não quer dizer, de modo algum, que qualquer mulher grávida estaria liberada para usar triptanas. Nos Estados Unidos, essas drogas não são vendidas sem prescrição médica. Lá, cabe ao médico avaliar cada caso antes de indicar ou contraindicar a prescrição.

A realidade do Brasil, infelizmente, é diferente. Remédios de tarja vermelha, como as triptanas, que deveriam ser vendidos apenas sob prescrição médica, são vendidos livremente.

Por isso é importante observar e ressaltar que ninguém jamais deveria se automedicar. Seja com triptanas, seja com qualquer outro medicamento, sem recomendação e prescrição médica.

Portanto se você está grávida e sofrendo com uma crise de enxaqueca na gravidez, não caia na tentação de se automedicar. De ir à primeira farmácia para comprar e tomar a primeira triptana que aparecer na sua frente. Nesse momento a segurança do tratamento acaba e você fica exposta a uma série de potenciais complicações. Para não falar do feto que está na sua barriga.

Remédio sem indicação médica é inseguro

Parece contrasenso? Claro que não! Quer um exemplo? Vamos lá.

Qualquer dor de cabeça durante a gravidez pode ser sintoma de uma doença chamada pré eclâmpsia. A pré eclâmpsia pode ser fatal tanto para a mãe quanto para o feto.

E em princípo basta estar grávida para poder ter pré eclâmpsia. Nenhuma grávida está livre dessa possibilidade. E no momento em que surge a dor de cabeça da pré eclâmpsia, não há tempo a perder.

Cada minuto é precioso e pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Estou exagerando? Pesquise “pré eclâmpsia” no Google e tire suas próprias conclusões.

E você ainda assim pensaria em se arriscar a automendicar sua dor de cabeça que supõe ser mais uma crise de enxaqueca na gravidez, com triptanas, paracetamol ou seja lá o que for?

E se for pré-eclâmpsia e não enxaqueca? E se for enxaqueca, porém que está sendo desencadeada por uma pré-eclâmpsia? Você tem médico para isso!

Há contraindicações? Cabe ao seu médico descobrir

Você também pode ser portadora de problemas que contraindicam o uso de triptanas! Contraindicação é um termo que designa casos em que não é recomendado (indicado) usar um determinado remédio.

Contraindicação costuma ser confundida com o termo efeitos colaterais. Na verdade, o termo efeitos colaterais designa os efeitos indesejáveis que um determinado remédio pode exercer em qualquer pessoa.

É só comparar os dois parágrafos anteriores para entender a diferença entre contraindicação e efeitos colaterais.

Um exemplo de contraindicação para o uso de triptanas são certos problemas cardíacos. Há outras. Se você possui ou não contraindicação, é algo que seu médico poderá descobrir.

Conclusão: siga a recomendação do seu médico

As triptanas podem até ter sido consideradas, pelos médicos naquele congresso, seguras e eficazes em geral, para a maioria dos casos de enxaqueca na gravidez. Mas somente um médico – o seu médico! – poderá dizer, durante a consulta médica, se você se enquadra ou não nessa maioria.

Aliás, fica aqui mais uma recomendação: não confunda este artigo que você acaba de ler com o seu médico. Outra coisa: nem pense em me enviar um email descrevendo seu caso.

Para sua própria segurança, você deve fazer isso apenas com seu médico de confiança, durante consulta presencial.

 Use tudo aquilo que você lê na internet, inclusive neste meu site, como mera fonte de informação, e jamais confunda internet com consultório médico. 

Consultas – Informações

Источник: https://www.enxaqueca.com.br/enxaqueca-na-gravidez/

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