Perigos da inalação de fumaça em incêndios

5 principais riscos de inalar fumaça de incêndio

Perigos da inalação de fumaça em incêndios

Os perigos de inalar fumaça de incêndio variam desde queimaduras nas vias aéreas até ao desenvolvimento de doenças respiratórias como bronquiolite ou pneumonia. Isso porque a presença de gases, como monóxido de carbono, e outras pequenas partículas são arrastadas pela fumaça até aos pulmões, onde causam irritação dos tecidos e causam inflamação.

Dependendo da quantidade de fumaça que foi inalada e do tempo de exposição, a pessoa pode evoluir de intoxicação respiratória relativamente leve até uma parada respiratória em poucos minutos.

Por esse motivo, o ideal é que sempre se fique longe de algum tipo de incêndio, não apenas pelo perigo das chamar, assim como pela presença da fumaça.

 No caso de ser necessário ficar por perto, é importante que se utilize material de proteção adequado, como acontece no caso dos bombeiros, por exemplo.

Veja o que fazer em caso de inalação de fumaça de incêndio.

As principais situações causadas pela inalação da fumaça proveniente de incêndios são:

1. Queimadura das vias respiratórias

O calor provocado pelas chamas pode causar queimaduras no interior do nariz, laringe e faringe, especialmente de pessoas que estão muito perto do incêndio. Esse tipo de queimadura leva ao inchaço das vias respiratórias impedindo a passagem do ar. Basta que a pessoa fique exposta a fumaça do incêndio por cerca de 10 minutos para ter suas vias aéreas queimadas;

2. Asfixia

O fogo consome o oxigênio presente no ar e, por isso, respirar fica cada vez mais difícil. Com isso há acumulo de CO2 no sangue e com menos oxigênio chegando aos pulmões a pessoa se sente fraca, fica desorientada e desmaia. Quanto mais tempo a pessoa ficar sem oxigênio, maiores são os riscos de morte ou de lesão cerebral e de ficar com sequelas neurológicas permanentes;

3. Intoxicação por substâncias tóxicas

A fumaça de um incêndio contém diversas partículas diferentes, e entre elas, estão o cloro, cianeto e o enxofre, que provocam inchaço das vias aéreas, extravasamento de líquido e consequentemente, impedem a passagem do ar pelos pulmões;

4. Bronquite/bronquiolite

A inflamação e o acumulo de líquido dentro das vias aéreas pode impedir a passagem do ar. Tanto o calor da fumaça como as substâncias tóxicas presentes podem levar ao desenvolvimento de bronquite ou bronquiolite, que são situações em que acontece inflamação das vias aéreas, impedindo a troca de oxigênio;

5. Pneumonia

Com o sistema respiratório afetado há uma maior facilidade de entrada e proliferação de vírus, fungos ou bactérias que podem levar ao desenvolvimento da pneumonia. Esta pode se manifestar até 3 semanas depois do incidente.

Quem tem maior risco de problemas

A exposição à fumaça traz um maior risco de problemas em crianças e idosos, devido à fragilidade do sistema imune, mas também em pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e DPOC, ou com doenças cardíacas.

O risco de problemas respiratórios também é maior, quanto maior for a concentração de fumo no ar, assim como o tempo de exposição à fumaça.

A maioria das vítimas sobreviventes de um incêndio se recupera completamente não tendo qualquer problema respiratório no futuro, mas as vítimas que inalaram uma grande quantidade de fumaça tóxica, podem apresentar dificuldade respiratória, tosse seca e rouquidão por meses.

Quando ir ao hospital

Os principais sinais de alerta que podem surgir nas vítimas de um incêndio incluem:

  • Tosse seca muito forte;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade em respirar;
  • Tonturas, enjoos ou desmaio;
  • Boca e pontas dos dedos arroxeadas ou azulados.

Ao notar algum destes sintomas deve-se ir ao hospital ou consultar um médico, sem tomar nenhum medicamento, para evitar que ele mascare os sintomas e dificulte o diagnóstico da situação. A pessoa deverá ser observada e o médico poderá pedir exames como raio-x do tórax e gasometria arterial, para ajudar no diagnóstico.

Além disso, qualquer pessoa que tenha ficado exposta a fumaça de um incêndio por mais de 10 minutos sem qualquer tipo de equipamento próprio, também deve ir ao hospital, para ficar em observação durante 24 horas.

Se não houverem manifestações de sinais ou sintomas, os médicos poderão dar alta, mas ainda recomendam que caso algum sintoma esteja presente nos próximos 5 dias, a pessoa deve voltar ao hospital para receber o tratamento adequado.

Como é feito o tratamento para vítimas de incêndio

O tratamento deve ser feito no hospital e pode ser feito com o uso de toalhas molhadas em soro fisiológico e pomadas para proteger a pele queimada, mas os cuidados respiratórios são essenciais para garantir a segurança da vítima. 

Todas as vítimas precisam de máscaras de oxigênio a 100% para conseguirem respirar melhor. Os médicos podem observar os sinais de angústia respiratória e avaliar a passagem do ar pelo nariz, boca e garganta, avaliando a necessidade de colocar um tubo dentro da boca ou no pescoço da vítima para que ela consiga respirar mesmo com a ajuda de aparelhos. 

Dentro de 4 a 5 dias os tecidos queimados das vias aéreas devem começam a se soltar, juntamente com alguma secreção, e nesta fase a pessoa pode precisar de aspiração das vias aéreas para não se sufocar com os resíduos dos tecidos. 

Источник: https://www.tuasaude.com/perigos-de-inalar-fumaca-de-incendio/

Perigos da inalação de fumaça em incêndios

Perigos da inalação de fumaça em incêndios

Em situações de incêndio, a maioria das pessoas automaticamente relaciona as mortes e os ferimentos com as queimaduras pelo fogo.

Entretanto, a principal causa de morte e necessidade de internação hospitalar de indivíduos expostos a incêndios ocorre devido às injúrias causadas pela inalação de fumaça.

Cerca de 80% dos óbitos são por inalação de vapores e produtos químicos, principalmente monóxido de carbônico e cianeto.

Neste artigo vamos discutir os principais problemas de saúde que ocorrem em pessoas expostas à fumaça de grandes incêndios. Se você está à procura de informações sobre queimaduras de pele, leia: QUEIMADURAS – Cuidados, graus e complicações.

Riscos da fumaça de incêndio

A fumaça originada da combustão pode causar morte ou graves lesões por 3 mecanismos básicos: injúria do trato respiratório pelo calor do ar respirado, asfixia por falta de oxigênio e irritação direta da árvore pulmonar pelas substâncias químicas inaladas.

a. Lesão térmica pela fumaça

As lesões térmicas pela fumaça, ou seja, as queimaduras causadas pelo calor da fumaça nas vias aéreas, geralmente se limitam à região da orofaringe. O contato das vias respiratórias com ar muito quente estimula o fechamento da glote, diminuindo a passagem de calor para dentro dos pulmões.

Outro fator de proteção é a elevada dissipação de calor no trato respiratório superior, que ajuda a reduzir a temperatura da fumaça antes desta chegar aos pulmões.

Experimentos em animais mostram que fumaça inalada a 142ªC chega a arrefecer até 38ªC no momento em que alcança os brônquios principais, já não sendo mais capaz de queimar os pulmões.

Uma exceção ocorre no caso de aspiração de calor úmido, como vapores, que conseguem manter-se quentes até os pulmões, podendo causar sérias lesões térmicas nos mesmos. O ar úmido quente é mais perigoso que o ar seco quente.

b. Asfixia

A lesão pelo calor pode provocar grave edema (inchaço) das vias aéreas, obstruindo a passagem do ar para os pulmões, de modo semelhante ao que ocorre em casos de alergia grave e edema de glote. Sem conseguir respirar, o indivíduo morre por asfixia.

A asfixia também pode ocorrer por outros motivos além da obstrução das vias áreas pelos inchaços das queimaduras. Como todos sabemos, para que ocorra combustão de qualquer substância é preciso haver consumo de oxigênio.

Grandes incêndios em locais fechados, com pouca ventilação, consomem rapidamente uma grande quantidade de oxigênio. No ar ambiental que respiramos, cerca de 21% do volume é composto por oxigênio.

Em incêndios, a concentração de oxigênio cai pela metade, sendo insuficiente para a oxigenação do sangue e das células, levando os pacientes à hipoxemia (falta de oxigênio no sangue).

Além da queda da concentração de oxigênio no ar, a aspiração de outras substâncias na fumaça, como monóxido de carbônico e/ou cianeto também podem provocar asfixia. O mecanismo é o seguinte:

As hemoglobinas são proteínas presentes nas hemácias (glóbulos vermelhos), responsáveis pelo transporte de oxigênio pelo sangue. As hemoglobinas vão aos pulmões, captam o oxigênio respirado e o leva em direção ao resto do corpo, de forma a oxigenar células e tecidos.

Substâncias como monóxido de carbônico ou cianeto ligam-se às hemoglobinas e impedem que estas recebem o oxigênio dos pulmões.

Uma molécula de monóxido de carbônico tem 240 vezes mais afinidade pela hemoglobina que a molécula de oxigênio, vencendo facilmente a disputa por um lugar nestas proteínas transportadoras. Em situações normais apenas 3% das hemoglobinas estão ligadas a monóxido de carbônico.

Fumantes costumam ter cerca de 10% das sua hemoglobinas ocupadas. Já pacientes expostos a incêndios, habitualmente, têm mais de 25% das suas hemoglobinas incapazes de transportar oxigênio.

O cianeto age de forma semelhante ao monóxido de carbônico, sendo considerado uma das substâncias mais venenosas que conhecemos. Gases de cianeto são produzidos a partir da combustão de materiais como lã, seda, poliuretanos, poliacrilonitrilas, náilon, resinas de melamina e plásticos.

Resumindo: o ambiente tem oxigênio, o paciente consegue respirá-lo, mas os pulmões não conseguem levá-lo ao sangue, às células e aos tecidos do organismo, pois as hemoglobinas estão “ocupadas”, preenchidas com outras substâncias.

c. Lesão das vias aéreas por substâncias químicas inaladas

A fumaça de um incêndio é uma mistura de partículas e de gases aquecidos, sendo impossível saber exatamente a sua composição. Os produtos que estão sendo queimados, a temperatura do incêndio e a quantidade de oxigênio disponível para combustão podem alterar o tipo de fumaça produzida.

Em geral, nas fumaças há grande quantidade de substâncias irritativas às mucosas do sistema respiratório. Exemplos de irritantes químicos encontrados em incêndios incluem: dióxido de enxofre, amoníaco, cloreto de hidrogênio e cloro.

Estas substâncias, quando em contato com as mucosas da árvore respiratória, provocam intensa reação inflamatória, levando à extravasamento de líquidos, formação de edemas, produção de muco, descamação do epitélio, morte celular e necrose do tecido pulmonar.

Todos esses eventos contribuem para uma menor capacidade de funcionamento do pulmão, podendo causar insuficiência respiratória aguda.

Tratamento imediato do paciente com inalação de fumaça

Todo indivíduo exposto a um incêndio deve receber os primeiros atendimentos médicos já no local do acidente. É importante avaliar o padrão respiratório e as condições da orofaringe.

Como o edema das vias respiratórias se desenvolve rapidamente e pode ocluir de forma total a passagem de ar, os médicos devem decidir se há necessidade ou não de intubar o paciente de forma a garantir a permeabilidade das vias respiratórias.

É primordial impedir a insuficiência respiratória, pois esta é a principal causa de mortes em pacientes que envolvidos em incêndios.

A intubação se justifica se qualquer um dos seguintes sinais estiverem presentes: estridor ao respirar, uso intenso da musculatura abdominal e torácica para conseguir respirar, dificuldade respiratória, hipoventilação, queimaduras profundas no rosto e/ou no pescoço, formação de bolhas ou edema da orofaringe. Todas essas situações indicam elevado risco de grave lesão das vias respiratória, com iminente insuficiência respiratória.

Os pacientes que sabidamente foram expostos à fumaça, mas não apresentam estes sinais de gravidade devem ser observados por 24 horas, pois o edema das vias aéreas pode demorar algumas horas para surgir. Qualquer pessoa exposta à fumaça por mais de de 10 minutos deve ficar em observação.

Todos os indivíduos expostos a fumaça devem receber suplementação de oxigênio a 100% (lembre-se que o ar que respiramos é oxigênio a 21%). Este grande volume de oxigênio serve para reverter a hipoxemia causada pelas baixas concentrações de oxigênio nos incêndios e para aumentar a competição pela hemoglobina contra o monóxido de carbônico e o cianeto.

Pacientes queimados e expostos à fumaça devem ser preferencialmente tratados em unidades de terapia intensiva especializada em grandes queimados. O rápido atendimento por médicos acostumados a lidar com esse tipo de lesão é importante para reduzir o risco de morte.

Seguimento do paciente

Nas primeiras horas o edema das vias respiratórias e a hipoxemia são as principais causas de morte.

Após 12 a 36 horas de exposição à fumaça, os pacientes começam a desenvolver os sintomas relacionados à irritação das vias aéreas por substâncias químicas.

Dificuldade respiratória, sibilos (chiado no peito) e tosse com grande produção de muco são sinais de irritação e injúria dos brônquios e alvéolos pulmonares.

Nos pacientes com grave intoxicação por monóxido de carbônico, tratamento com oxigênio hiperbárico pode estar indicado. A administração de oxigênio a 100% em altas pressões ajuda a deslocar o monóxido de carbônico das hemoglobinas, melhorando o estado de oxigenação sanguínea. O oxigênio hiperbárico acelera em até 5x a eliminação do monóxido de carbônico das hemoglobinas.

Tratamento tardio

Se tiver ocorrido grave lesão da árvore traqueobrônquica, os tecidos necrosados começarão a se desprender em 3 ou 4 dias. O aumento das secreções e o acúmulo de tecido morto põe o paciente em risco elevado de obstrução das vias respiratórias.

A infecção do pulmão por bactérias se torna propícia, sendo a pneumonia uma complicação comum nestes pacientes (leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento).

As secreções costumam diminuir dentro de 7 a 10 dias, se não houver desenvolvimento de infecção pulmonar.

A síndrome do desconforto respiratório agudo (SARA ou SDRA) pode surgir vários dias após a exposição à fumaça. Este é um quadro que ocorre por intensa atividade inflamatória dos pulmões, havendo grande extravasamento de líquidos para dentro das vias respiratórias e insuficiência respiratória aguda.

Sequelas da exposição à fumaça de incêndios

A maioria dos pacientes que sobrevive não sofre graves sequelas a longo prazo.

Porém, há pacientes que apresentam lesão permanente das cordas vocais, mantendo-se roucos; outros pacientes queixam-se de falta de ar por tempo prolongado, principalmente durante esforço físico.

Os pacientes com lesão pulmonar por substância químicas são aqueles com maior risco de terem sequelas a longo prazo.

Pessoas que demoraram a receber tratamento adequado e tiveram hipoxemia prolongada podem apresentar lesões neurológicas devido à má oxigenação cerebral. A instituição precoce de oxigênio hiperbárico (nas primeiras 6 horas) parece reduzir os risco de lesão neurológica.

Источник: https://www.mdsaude.com/pneumologia/fumaca-incendio/

De doenças respiratórias a câncer: os perigos da fumaça de queimadas

Perigos da inalação de fumaça em incêndios

Ao atender ao telefone, Kátia Vieira, 56, logo pede desculpas pela tosse que a acompanha ao final de quase todas as frases. Com bronquite alérgica, a moradora de Cuiabá tem sofrido fortes crises desde o começo dos episódios de queimadas na região do Pantanal. “Já costumo ter sintomas como tosse e falta de ar durante a época da seca, mas este ano está bem pior”, conta.

Pela crise sanitária causada pela pandemia da covid-19, Kátia também sente medo de buscar ajuda no posto de saúde que fica próximo à sua casa e acabar se contaminando. “É um impasse. Como já sou do grupo de risco, tenho sobrepeso e problema respiratório, não quero me arriscar”, afirma.

Confeiteira, ela diz já ter cancelado encomendas por não conseguir trabalhar, tamanho chega a ser o mal-estar que sente. “Às vezes, eu tusso tanto que vomito, coloco tudo para fora. A fumaça incomoda demais, sentimos o cheiro até dentro de casa. Mas como não abrir a janela com um calor de 40°C?”

Avenida do bairro CPA (Centro Político Administrativo), em Cuiabá, no dia 17 de setembro Imagem: Carlos Valverde/Arquivo pessoal

Os sintomas de Kátia, infelizmente, são comuns e têm causa clara: quando inalados, os poluentes oriundos da fumaça, como monóxido de carbono, dióxido de carbono e óxidos de nitrogênio, são distribuídos pelo corpo na corrente sanguínea, podendo causar diversos problemas.

Conforme mostrou uma reportagem do UOL no dia 17 de setembro, dados do Lapis (Laboratório de Análise e Processamentos de Imagens de Satélite), ligado à UFAL (Universidade Federal de Alagoas), apontam que só em Cuiabá, cidade onde Kátia reside, o índice de CO (monóxido de carbono) está em torno de 738 ppm (partes por milhão). A máxima aceitável de CO na atmosfera é de 50 partes por milhão.

Por conta disso, no último mês, médicos relatam um aumento nos atendimentos relacionados a problemas respiratórios causados pela poluição do ar.

Quais os efeitos das queimadas na saúde humana?

Embora não sejam facilmente vistos, os minúsculos materiais particulados que ficam no ar após incêndios —especificamente, partículas que medem não mais do que 2,5 micrômetros (cerca de 30 vezes menor do que um fio de cabelo humano)— quando inalados, podem causar diversos danos.

Em curto prazo, a exposição pode causar dificuldade para respirar, dor e ardência na garganta, rouquidão, dor de cabeça, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos, mas diversas pesquisas já mostram que os danos vão além disso: a fumaça pode prejudicar os pulmões, os vasos sanguíneos e o sistema imunológico.

De acordo com o estudo publicado na revista científica Nature, “ao entrarem nos pulmões, as partículas aumentam a inflamação, o estresse oxidativo e provocam danos genéticos nas células de pulmão humano. O dano no DNA é tão grave que pode provocar incapacidade de sobrevivência ou a perda do controle celular, causando uma reprodução desordenada e evoluindo para câncer de pulmão”.

“Embora em um primeiro momento outros órgãos não pareçam ser afetados, já sabemos que, de forma direta ou não, a fumaça tem relação com o aumento da prevalência de infarto, AVC, maior risco de câncer e até doenças crônicas”, explica Guilherme Pulici, alergista e médico do Hospital de Urgências e Emergências da cidade, em Rio Branco, no Acre, onde a população sofre os efeitos de incêndios na floresta Amazônica.

E o potencial de prejudicar muitas vidas é alto: essas partículas de diferentes componentes químicos podem ficar suspensas no ar durante dias e com os ventos fortes podem ser carregadas para distâncias de milhares de quilômetros —inclusive, a fumaça do Pantanal e da Amazônia já chegou a São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e até em outros países da América Latina, como Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Por experiência pessoal, o médico, que é paulistano, mas mora há 15 anos no Acre, diz que a situação tem piorado nos últimos anos. “É só abrir a porta de casa que você já sente o olho arder, parece que está queimando a dois metros. Ao olhar para o céu, já não dá mais para saber se está nublado ou se é só fumaça.”

Assim como em Rio Branco, em Cuiabá quem mais sofre são crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias, conforme conta a médica pediatra Aparecida Pereira Camacho, do Complexo Hospitalar de Cuiabá, que tem atendido diversos pacientes com queixas de sintomas provocados pela fumaça.

“Aqui, a sensação é que respiramos um ar pesado, sujo. Agora, com uso das máscaras, é comum no final do dia observar um resíduo escuro na superfície. Em tempos de pandemia, a fumaça agrava os problemas respiratórios causados pela covid-19, muitas vezes dificultando diagnóstico clínico”, afirma Camacho.

Incêndio em uma seção da floresta Amazônica em agosto de 2019, na região de Candeias do Jamari, perto de Porto Velho, em Rondônia Imagem: Getty Images

  • Manter uma boa hidratação, consumindo entre dois a três litros de água todos os dias;
  • Evitar sair em horários nos quais a umidade do ar está baixa, geralmente entre 12h e 16h;
  • Evitar, sempre que possível, a proximidade com incêndios;
  • Manter os ambientes da casa e do trabalho fechados, mas umidificados, com o uso de vaporizadores, bacias com água e toalhas molhadas;
  • Usar máscara ao sair na rua, evitar aglomerações e locais fechados;
  • Optar por uma dieta leve, com a ingestão de verduras, frutas e legumes;
  • Evitar banhos muito quentes e produtos com agentes químicos que tirem a umidade natural da pele;
  • Utilizar hidratante após o banho para evitar que a pele perca água;
  • Usar soro fisiológico para umidificar os olhos e o nariz constantemente;
  • Evitar a prática de exercícios físicos entre 10h e 16h;
  • Em caso de urgência, buscar ajuda médica imediatamente.

Alguns biomas, como é o caso do Cerrado, típico da região Centro-Oeste do Brasil, possuem condições favoráveis para ocorrência das queimadas, como o clima quente e seco, baixa umidade, acúmulo de biomassa seca no solo (as raízes são extremamente profundas), ventos fortes e até a presença de espécies de vegetais que produzem substâncias inflamáveis, como é o caso de gramíneas da espécie Echinolaena inflexa.

Para as regiões que não apresentam as mesmas características, fatores como raios, fogos artificiais, balões, cigarros acesos jogados em áreas próximas a vegetação, podem começar incêndios, mas não são as causas mais comuns.

“O que causa maior impacto, devastando milhares de hectares, é a queimada utilizada para expansão agropecuária. É uma prática de manejo utilizada para abrir espaço para as plantações de subsistência (conhecida como agricultura de corte-e-queimada).

Primeiro, retira-se as árvores de médio e grande porte (para comercialização da madeira) e, em seguida, o fogo é usado para queimar as vegetações rasteiras, abrindo uma nova área que será utilizada para criação de gado e para plantação agrícola, as principais atividades econômicas do Brasil”, explica Mariana Rossi, bióloga e mestranda em Conservação da Biodiversidade e Sustentabilidade na USP-IPE (Instituto de Pesquisas Ecológicas).

Com grandes áreas desmatadas, os animais agonizam, queimados ou sem alimentos, e os impactos à biodiversidade podem ser irreversíveis. “Na Amazônia, o avanço da agropecuária formou um cinturão que percorre todo o bioma de leste à oeste do Brasil, coincidentemente, mesma área onde encontram-se os principais de incêndios”, afirma Rossi.

Fumaça de queimadas no Pantanal deixa céu de SP nublado e alaranjado. Foto de 18 de setembro de 2020 Imagem: André Lucas/Estadão Conteúdo

Em 2020, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) já registrou mais de 72 mil focos de incêndio na Amazônia (12% a mais do que o período similar em 2019) e mais de 16 mil no Pantanal (um aumento de 183% em relação ao ano passado), segundo dados atualizados em 22 de setembro.

Só no Pantanal, entre janeiro a agosto, a área destruída —quase três milhões de hectares, mais de 16% de toda a área— já equivale a todas as queimadas dos últimos seis anos. É a maior devastação já constatada.

A tragédia ambiental é, em maior parte, de causa criminosa. Dados do ICV (Instituto Centro de Vida) apontam que 95% das queimadas no Pantanal foram detectadas em áreas de vegetação nativa, ou seja, que ainda não haviam sido desmatadas.

Além disso, o monitoramento feito pelo instituto via satélite do INPE mostra que 86% dos focos de calor foram detectados em imóveis rurais, sendo 52% em imóveis já inscritos no CAR (Cadastro Ambiental Rural) e 34% em imóveis ainda não cadastrados.

O governo federal proibiu as queimadas intencionais por 120 dias, mas sem grandes fiscalizações por parte de agentes federais e com apenas 0,4% da verba destinada a programas de preservação entre janeiro e agosto deste ano gasta pelo Ministério do Meio Ambiente, parte da riqueza do nosso país se perde a cada dia.

Conheça ONGs que ajudam regiões afetadas

Para ajudar grupos de voluntários que prestam assistência às comunidades e animais afetados pelas queimadas no Pantanal, confira a lista criada por Ecoa.

A atuação das ONGs vai de levar alimentos para as pessoas e animais a criar projetos sociais que contribuam para a educação, comércio local e sustentabilidade.

Entre os grupos que atuam na Amazônia, estão o SOS Amazônia, Ecam (Equipe de Conservação da Amazônia), FAS (Fundação Amazonas Sustentável), AMPA e o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/09/23/quais-os-efeitos-da-fumaca-de-queimadas-na-saude.htm

Queimadas: a fumaça pode matar, alertam os médicos

Perigos da inalação de fumaça em incêndios

Na última segunda-feira, 19, a capital paulista  – e algumas cidades litorâneas de São Paulo – foi surpreendida pelo que foi nomeado de “o dia que virou noite”, evento que fez o céu escurecer no meio da tarde.

O fenômeno foi provocado pela combinação de uma frente fria com resíduos resultante das queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, assim como as que atingem países vizinhos (Bolívia e Paraguai).

O episódio chamou a atenção para um problema ainda maior: as intensas queimadas que acontecem há mais de duas semanas no país.

Além do dano ambiental irreparável, a fumaça tem levado muitas pessoas, especialmente crianças, aos centros médicos nas regiões por onde o fogo se alastra. Em Porto Velho (RO), por exemplo, um garoto de 4 anos está há quatro dias internado devido a uma crise de asma provocada pela fumaça que cobre a cidade desde a semana passada.

Segundo a mãe de Maycon, o menino começou a sentir falta de ar no domingo. “Ele começou a passar mal, ficou com a respiração difícil e falta de ar. Viemos correndo para a emergência e já internaram. Agora ele está melhor, mas como a névoa de fumaça se mantém muito forte por aqui, a médica achou melhor mantê-lo no hospital”, contou Maricelia Passos Damásio, de 31 anos, à BBC.

De acordo com o hospital que atende a criança, ele não é o único caso: até dia 20 de agosto já foram atendidas 500 crianças com problemas respiratórios.

“Moro em Porto Velho há 20 anos, e esse, com certeza, é o pior período de incêndios. Em alguns dias, não conseguimos nem ver o sol.

Isso, aliado ao tempo seco, tem causado muitos problemas de saúde na população”, explicou Daniel Pires de Carvalho, do Hospital Infantil Cosme e Damião, à BBC.

Um risco à saúde

De acordo com especialistas, a fumaça proveniente das queimadas pode afetar muito à saúde das pessoas, agravando doenças respiratórias, como asma, bronquite, rinite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) – em alguns casos, ela pode até mesmo provocá-las em indivíduos sadios. Isso acontece porque as partículas presentes na fumaça são formadas de compostos químicos que, ao serem inalados, afetam o sistema respiratório, prejudicando as trocas gasosas (oxigênio/gás carbônico).

Um composto já conhecido por seu perigo é o monóxido de carbono (CO): quando inalado, ele chega ao sangue e se liga à hemoglobina, cuja a função é transportar oxigênio.

Essa ligação não permite que essa proteína leve oxigênio até as células. “Isso tudo desencadeia um processo inflamatório sistêmico, com efeitos deletérios sobre o coração e o pulmão.

Em alguns casos, pode até causar a morte”, explicou Marcos Abdo Arbex, da Faculdade de Medicina da Universidade de Araraquara (Uniara), à BBC.

Continua após a publicidade

Segundo especialistas, os mais afetados por esse efeitos danosos são crianças e idosos.

Entre os sintomas mais comuns provocado pela inalação de fumaça de queimadas são tosse seca, falta de ar, dificuldade para respirar, dor e ardência na garganta, rouquidão, dor de cabeça, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos. O contato com a fumaça também pode causar alergias, pneumonia, problemas cardiovasculares e insuficiência respiratória.

Câncer de pulmão

A exposição prolongada às partículas da fumaça de queimadas também aumenta o risco de câncer. Estudo brasileiro publicado na revista Nature em 2017 mostrou que esse tipo de fumaça aumenta inflamação, stress oxidativo e causa danos genéticos nas células do pulmão.

As descobertas mostraram que “o dano no DNA pode ser tão grave que a célula perde a capacidade de sobreviver e morre ou perde o controle celular e começa a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão”. Os resultados foram obtidos quando a equipe analisou os efeitos das partículas de fumaça coletadas em Porto Velho (uma das cidades mais afetadas pelos incêndios na Amazônia) em células do pulmão humano.

Poluição

Não é apenas a fumaça das queimadas que prejudica a saúde humana. Diversos estudos publicados esta semana têm mostrado que a poluição nas cidades aumenta o risco de uma série de doenças de saúde física e – acredite – mental.

O primeiro estudo, publicado no periódico The New England Journal of Medicine, descobriu que mesmo os menores níveis de exposição à partículas poluentes aumentam o risco de mortalidade precoce.

De acordo com os pesquisadores, que analisaram 652 cidades no mundo, quanto mais poluição no ar, maiores são os índices de mortalidade.

Outra pesquisa, publicada na revista PLOS Biology, indicou que a poluição ambiental aumenta em 29% o risco de problemas mentais, além de elevar em 27% o risco de desenvolver transtorno bipolar. O risco de depressão chega a 6%. O trabalho foi realizado nos Estados Unidos e na Dinamarca.

Por último, estudo publicado no Journal of Investigative Medicine, apontou que a exposição à poluição provocada pelos veículos torna as pessoas duas vezes mais propensas a desenvolverem alguma deficiência visual debilitante, como a degeneração macular relacionada à idade. O trabalho analisou 40.000 pessoas entre 1998 e 2010.

Continua após a publicidade

  • Amazônia
  • Câncer
  • fogo
  • Morte
  • Pesquisa Científica
  • Poluição
  • Saúde

Источник: https://veja.abril.com.br/saude/queimadas-a-fumaca-pode-matar-alertam-os-medicos/

Você sabe o risco de inalar a fumaça de incêndio? Veja como prevenir

Perigos da inalação de fumaça em incêndios

Inalar fumaça de incêndio pode apresentar consequências graves para o organismo humano, mesmo que os extintores consigam sanar o problema do fogo.

A temperatura e os gases que podem ser liberados no ar, a partir da ação dos agentes combatentes em contato com as chamas, podem gerar novos compostos químicos que ao serem inspirados pelas pessoas, prejudicam sua saúde. 

Pensando nisso, preparamos esse texto para alertar sobre os perigos que a fumaça de incêndio oferece ao serem aspiradas e como se prevenir para que problemas mais sérios não aconteçam. 

Desejamos uma boa leitura!

A fumaça de incêndio

A fumaça de incêndio, quando inalada pelas vias respiratórias, pode ocasionar queimaduras no organismo por conta da alta temperatura que a fumaça se encontra. Porém, esse não é o único perigo, doenças como pneumonia e bronquiolite também podem ser geradas pelo alto contato da fumaça com as vias aéreas. 

Esses quadros se justificam, principalmente por conta da presença de gases corrosivos para a natureza humana, como o monóxido de carbono e demais partículas que acabam sendo carregadas para os pulmões, o que causa irritação nos tecidos e inflamação dos mesmos. 

Dependendo do quanto de fumaça foi inalado e do tempo que esteve exposto à ela, a pessoa pode ter um quadro de intoxicação respiratória que pode evoluir para uma parada respiratória em pouquíssimos minutos. Dessa forma, é ideal que as pessoas se mantenham longe de incêndios ao máximo e evacuem o local ao menor sinal de fogo. 

Para o caso de profissionais que precisam lidar com as chamas e inevitavelmente com a fumaça, é importante que haja a utilização de material de proteção adequado que proteja as vias respiratórias, como máscaras de gás, por exemplo, que permitem que o profissional continue respirando sem ser intoxicado pela inalação de fumaça. 

Perigos em inalar fumaça de incêndio

Agora, vamos falar de forma mais aprofundada quais são os perigos principais que uma pessoa pode sofrer ao inalar a fumaça de incêndio. Confira abaixo:

Queimaduras em vias respiratórias

Com o calor que é provocado pelo fogo, queimaduras no interior das vias nasais, faringe e laringe podem ser sentidas, principalmente nas pessoas que se encontram mais próximas do fogo. 

Com essas queimaduras, pode ocorrer o inchaço das vias respiratórias, o que impede a passagem de ar. Ficar por cerca de 10 minutos expostas à fumaça de incêndio já é suficiente para queimar as vias respiratórias. 

Asfixia

O fogo se alimenta do oxigênio que está presente no ar. Dessa forma, respirar fica mais difícil, pois a quantidade de oxigênio tende a diminuir dentro do local atingido. O CO2 presente no sangue começa a se acumular, em contrapartida, há menos oxigênio no organismo humano. 

Quanto maior for o tempo da pessoa em um ambiente sem o oxigênio, maiores serão os riscos de lesões cerebrais e sequelas neurológicas permanentes ou até levar à morte. 

Intoxicação por substâncias tóxicas

Na fumaça de incêndio, pode conter muitas partículas diferentes. É possível encontrar cloro, enxofre e cianeto dentro dessas partículas, sendo eles os responsáveis pelo inchaço nas vias áreas, além de impedirem a passagem de ar nos pulmões. 

Bronquiolite/bronquite

Acúmulo de líquido e inflamação das vias aéreas, o que leva a passagem de ar ser impedida. O calor da fumaça ingerido pode levar ao desenvolvimento da doença que, pode passar a ser recorrente na vida da pessoa, mesmo quando a crise já foi sanada. 

Isso acontece porque as vias respiratórias ficam sensíveis e vulneráveis após o ocorrido e o tempo de tratamento é longo até que a doença seja resolvida de forma definitiva. 

Pneumonia

O sistema respiratório, quando está afetado, fica vulnerável para que a proliferação de vírus, bactérias e fungos aconteça com facilidade. Esse quadro pode levar à pneumonia, que pode apresentar seus sintomas até 3 semanas depois da ocorrência de inalação de fumaça. 

A fumaça de incêndio e os extintores

Os extintores são conhecidos, principalmente, por conseguirem conter as chamas em menor tempo quando são acionados. Porém, dependendo do extintor e da composição química que ele possuir, há risco de intoxicação das vias respiratórias também pelos componentes emitidos pela ferramenta e que podem ser potencializados na presença da fumaça do fogo. 

Por isso, a ressalva de que, além de evacuar qualquer local que esteja sendo consumido pelas chamas para que não haja intoxicação pela fumaça, vale também para o local que está recebendo os componentes químicos dos extintores quando estão agindo para controlar o incêndio. 

Por vezes, a inalação conjunta desses componentes químicos com a fumaça pode acarretar na piora progressiva do quadro de doenças respiratórias, como a pneumonia, além de ser de difícil tratamento. 

Existem agentes extintores limpos e que apresentam em suas composições químicas, componentes que não resultam em danos para a saúde humana e nem para o meio ambiente. Além disso, são altamente eficientes, independentemente da complexidade que a ocorrência apresente para que o fogo seja resolvido efetivamente. 

Para conhecer um pouco mais dessas alternativas, recomendamos a leitura do material complementar “6 Alternativas sustentáveis para combate a incêndio em empresas e sistemas complexos”. 

O tratamento para a inalação de fumaça 

Na presença de fumaça no ambiente, as vias respiratórias precisam ser cobertas por um pano para que o contato do organismo com a fumaça seja o menor possível. Ao sair do ambiente atingido, é necessário buscar atendimento para avaliação de intoxicação. 

Quando se inala fumaça, o tratamento deve ocorrer em um hospital, onde serão utilizadas toalhas molhadas com soro fisiológico e pomadas que protejam a pele queimada. As vítimas precisam usar uma máscara de oxigênio colocadas a 100% para conseguirem respirar de forma completa. 

O paciente ficará em observação para que constate se há sinais de angústia respiratória e se há a passagem suficiente de ar pela garganta, nariz e boca. Se necessário, é colocado um tubo dentro da boca ou no pescoço para que o paciente consiga respirar com a ajuda de aparelhos. 

Após cerca de 4 a 5 dias, os tecidos que foram queimados e as secreções presentes no organismo devem se soltar das vias aéreas, o que pode necessitar de aspiração para que não haja asfixia com esses resíduos. 

Mais sobre saúde e segurança no combate a incêndio

O incêndio oferece riscos sérios à saúde e à integridade humana, como a intoxicação por vias respiratórias e que podem prejudicar de forma exponencial o organismo. 

Pensando nisso e para podermos dar continuidade ao assunto sobre os riscos que a inalação da fumaça em excesso oferece, indicamos a leitura do material complementar “Sintomas, riscos e tratamentos para a pneumonia química: as sequelas que as classes de incêndio podem deixar”. 

Esperamos que tenha uma boa leitura!

Considerações finais

Manter-se longe da fumaça e de agentes químicos que são expelidos por extintores ao apagar o fogo, é essencial para que tenha a saúde protegida contra possíveis danos que ocorrem quando ambos são inalados pelas vias respiratórias. 

Por isso, tenha sempre em vista os cuidados que precisam ser tomados para que o socorro médico aconteça de forma rápida, se pessoas forem atingidas pela fumaça.

Tendo isso em vista, se você deseja entrar em contato com profissionais preparados para sanar suas dúvidas sobre as melhores alternativas para combate a incêndio de forma segura e eficiente, clique aqui para falar com um dos nossos consultores.

Источник: https://www.mifire.com.br/2019/10/17/voce-sabe-o-risco-de-inalar-a-fumaca-de-incendio-veja-como-prevenir/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: