Picada de mosquito: riscos e tratamento

Alergia a insetos

Picada de mosquito: riscos e tratamento

Há pessoas que são muito sensíveis à picada de insetos.

Existem vários tipos de reações de hipersensibilidade possíveis após a picada de insetos, que se dividem em dois grandes grupos: as de causa imunológica (que são realmente as reações alérgicas), e reações não imunológicas. Uma reação imunológica é uma reação “exagerada” do nosso sistema imunitário (sistema de defesa do nosso organismo).

A alergia a insetos é, portanto, uma reação imunológica à picada. As reações não-imunológicas são respostas dos tecidos aos componentes farmacológicos e enzimáticos do veneno do inseto.

Que insetos provocam alergia?

Diversos insetos podem provocar reações alérgicas. Os principais insetos que causam alergia são os himenópteros: abelha, vespa e formiga. O veneno de himenópteros pode causar reações muito graves, mesmo fatais.

Outros insetos frequentes, como os mosquitos, melgas, moscas, pulgas, percevejos, etc., provocam reações alérgicas à própria picada, em pessoas sensíveis. Algumas destas reações de hipersensibilidade não são imunológicas, e por isso são mais ligeiras.

Sinais e sintomas na alergia a insetos

As reações alérgicas podem dividir-se em dois tipos: reações locais – alergia na pele na zona da picada, com edema (inchaço), prurido (comichão) e dor, que apesar de incomodarem não têm gravidade; e reações sistémicas, em que os sinais e sintomas não se limitam à zona da picada e se generalizam com manchas na pele em todo o corpo, podendo originar sintomas respiratórios (como tosse, dificuldade em respirar, sensação de aperto na garganta, etc.) ou gastrointestinais, ou mesmo choque. Em certos casos, pode se tratar de uma situação muito grave, podendo mesmo ser fatal (risco de morte).

As reações de hipersensibilidade não-imunológicas, geralmente, aparecem após mais tempo ou possuem uma duração maior. Entre 24-48 horas após a picada, com inflamação à volta da picada com diâmetro menor do que 10 cm, e alguma dor associada.

Estas reações podem ou não generalizar, mas quando isso acontece o quadro é habitualmente ligeiro.

Podem propagar-se localmente, sobretudo nas extremidades, por vezes, originando situações de celulite ou inflamação do tecido celular subcutâneo, que podem ser muito extensos e precisar mesmo de medicação injetável.

Em que idade se manifesta a alergia?

A alergia a picadas de insetos pode ocorrer em qualquer idade, desde a infância até à idade adulta. Algumas reações são mais frequentes na criança, como é o caso do prurigo estrófulo, e vão melhorando ao longo dos anos.

A alergia a abelhas ou vespas é mais frequente em adultos, mais ainda se vivem em meios rurais.

Diagnóstico da alergia a insetos

O diagnóstico baseia-se na história clínica e em exame para determinar a sensibilização ao veneno no sentido de saber qual o inseto responsável.

Porém, de momento só existem testes e análises para identificar himenópteros (abelha, vespa e formiga), e não para os restantes insetos.

Nesses casos, o médico alergologista (especialista em alergologia) pode ajudar a descodificar a situação.

Complicações da alergia a insetos

O quadro clínico de alergia a picada de abelhas ou vespas é o que tem mais complicações, a pior das quais é a anafilaxia.

Nesta situação, os sintomas afetam vários órgãos e sistemas, e pode ser mesmo muito grave, incluindo a morte.

Nos Estados Unidos ocorrem cerca de 40 mortes por ano devido à alergia às picadas, e em França entre 16 a 38 mortes por ano.

Saiba, aqui, o que é anafilaxia.

Algumas condições clínicas aumentam os riscos de reações mais graves: a quantidade de veneno inoculado, a gravidade da reação prévia, o tratamento com alguns medicamentos para as tensões arteriais e a presença de mastocitose.

A alergia a insetos tem cura?

A alergia a insetos na criança muitas vezes passa, ou pelo menos melhora. Exceto nos casos de alergia a himenópteros, nessas situações em qualquer idade é habitualmente crónica.

Mas nestas situações existe vacina (imunoterapia específica) que é altamente eficaz, induzindo níveis de proteção de 92-98% contra novas picadas, e se pode iniciar a partir dos 5 anos de idade, com indicação para reações sistémicas moderadas-graves. Mais recentemente tem sido considerada também em situações de reação local.

Saiba, aqui, tudo sobre vacinas para alergia.

Saiba, de seguida, como tratar a alergia a insetos.

Tratamento da alergia a insetos

O tratamento das reações locais consiste em aliviar os sintomas através de aplicação de frio (fazer gelo por exemplo) no local da picada. Os medicamentos ou remédios anti-alérgicos usados nestes casos incluem anti-histamínicos orais, pomadas com cortisona ou mesmo cortisona oral.

O tratamento medicamentoso da anafilaxia consiste em administrar adrenalina. Este tratamento não deve ser atrasado porque a reação pode ir progredindo de gravidade.

Saiba, aqui, tudo sobre o tratamento da anafilaxia.

Como já referido anteriormente, existe a possibilidade de administrar vacinas (imunoterapia específica) em alguns doentes diagnosticados com alergia a abelhas ou vespas e que é altamente eficaz.

Esta permite induzir níveis de proteção entre 92 a 98%, podendo iniciar-se após os 5 anos de idade.

Estas vacinas não são um tratamento de alívio sintomático após uma picada, mas sim para prevenir reações se ocorrerem novas picadas.

Saiba, aqui, tudo sobre vacinas para alergia.

Não existe nenhum remédio caseiro ou natural com eficácia comprovada no tratamento destas alergias e o doente nunca deve em caso algum automedicar-se sob pena de poder agravar o seu estado de saúde.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/alergologia/alergia-a-insetos/

O mosquito é o animal que mais mata. Veja 7 doenças transmitidas por ele

Picada de mosquito: riscos e tratamento

Quando pensamos em animais “mortais”, é comum vir em mente o leão, a serpente, o tubarão, o hipopótamo, o escorpião… Porém, o bicho responsável pelo maior número de mortes de pessoas no mundo é um ser bem pequenininho e que muitas vezes não tememos: o mosquito.

Sim, o inseto é 180 vezes mais letal que cobras, hipopótamos e tubarões, segundo o levantamento da Fundação Bill e Melinda Gates. Enquanto as serpentes causam aproximadamente 125 mil mortes anuais, os mosquitos matam cerca de 725 mil pessoas por ano no mundo. Isso porque são responsáveis por transmitir várias doenças.

Como o verão brasileiro é a época propícia para a proliferação desses bichos —por causa da quantidade de chuvas (os ovos precisam de água para se desenvolver) e da alta temperatura (que acelera em duas vezes o período reprodutivo do mosquito) —, mostramos a seguir os sintomas e como tratar problemas trazidos por eles.

Vale lembrar que esses pequenos insetos são apenas vetores das doenças. Ou seja, eles precisam picar um hospedeiro que carrega o vírus, larva ou protozoário para se infectar e depois transmitir para as pessoas.

  • Principal transmissor: Aedes aegypti

– Sintomas: a primeira manifestação é febre alta, seguida de dores musculares intensas, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas no corpo, falta de apetite e dor de cabeça.

– Tratamento: na maioria dos casos, a dengue tem cura espontânea depois de 10 dias, mas é preciso procurar um médico ao sentir os primeiros sintomas. É usado medicamento antitérmico ou analgésico para aliviar os sintomas. O ácido acetilsalicílico (aspirina, ASS) não é indicado, pois pode estimular hemorragias.

O risco de gravidade e morte é maior quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão. Vômito, desmaio ou dor na região abdominal é sinal de que o quadro está piorando. Existe vacina contra a doença, mas só deve ser tomada por pessoas que já foram expostas ao vírus, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Zika

  • Principal transmissor: Aedes aegypti

– Sintomas: a doença se inicia com manchas vermelhas em todo o corpo, febre baixa, dores pelo corpo e nas juntas e, em alguns casos, conjuntivite. Após alguns dias, as manchas vermelhas começam a coçar.

Se não for tratada, há o risco de desenvolver complicações neurológicas, como encefalites e Síndrome de Guillain Barré. Uma das principais complicações é a microcefalia, que causa malformação fetal do bebê, no caso de mulheres grávidas.

Diferentemente do que é visto em outras doenças causadas por mosquitos, pode ter transmissão sexual.

– Tratamento: na maioria dos casos, a zika tem cura espontânea depois de 10 dias, mas é preciso procurar um médico nos primeiros sintomas. É usado medicamento antitérmico apenas para aliviar os sintomas. Mulheres grávidas devem procurar atendimento médico aos primeiros sinais.

Chikungunya

  • Principal transmissor: Aedes aegypti

– Sintomas: a principal característica da doença é a dor articular, que às vezes pode ser incapacitante, atingindo principalmente joelhos, cotovelos e tornozelos.

Algumas pessoas podem desenvolver um quadro pós-agudo e crônico com dores nas juntas que duram meses ou anos. O sintoma inicial é febre, dor de cabeça e mal-estar. Também aparecem manchas vermelhas ou bolhas pelo corpo.

A transmissão da mulher para o feto pode acontecer quando a mãe fica doente na última semana de gravidez. Também existe transmissão por transfusão sanguínea.

– Tratamento: assim como dengue e zika, a cura é espontânea após 15 dias. O paciente deve repousar e beber muito líquido. O tratamento é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e anti-inflamatórios para aliviar febre e dores. Em casos de sequelas mais graves, pode ser recomendada a fisioterapia.

Febre amarela

  • Principais transmissores Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti (somente a versão urbana, que não ocorre desde 1942 no Brasil)

– Sintomas: pacientes com febre amarela costumam apresentar início súbito de febre, calafrios, prostração, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença, podendo ocasionar icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), sangramentos (gengival ou intestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, como rins e fígado. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. A febre amarela não é passada de pessoa a pessoa.

– Tratamento: a pessoa deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando necessário. Medicamentos podem ser usados para aliviar a dor e a febre.

O ácido acetilsalicílico (aspirina, ASS) não é indicado, pois pode estimular hemorragias. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para reduzir as complicações e o risco de óbito.

A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Malária

  • Principal transmissor: Anopheles darlingi

– Sintomas: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica.

Muitas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. Em casos graves, o paciente tem fraqueza, alteração da consciência e até hemorragias.

A malária não é contagiosa.

– Tratamento: comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente pacientes com casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; e condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

Febre oropouche

  • Principais transmissores: Culicoides paraensis e Culex quinquefasciatus

– Sintomas: o principal inseto que transmite essa doença no ciclo urbano é o popular borrachudo (ou maruim).

A febre oropouche pode ser facilmente confundida com a dengue, já que os sinais são parecidos —febre, calafrios, dor de cabeça, dor nas articulações e náuseas. Alguns pacientes sentem fotofobia (sensibilidade à luz), dor nos olhos e tontura.

Em casos graves, se houver evolução da doença, a complicação mais comum é a meningite viral.

– Tratamento: é prescrito medicamento para alívio dos sintomas. No caso de meningite viral, a doença é benigna e o tratamento consiste no alívio dos sintomas como febre, rigidez na nuca, dor de cabeça e vômitos.

Elefantíase (Filariose Linfática)

  • Principal transmissor: Culex quinquefasciatus

– Sintomas: a doença é popularmente conhecida pelo nome elefantíase porque provoca edemas (acúmulo anormal de líquido) nos membros (pernas e braços), seios e bolsa escrotal. Depois da picada do mosquito, a larva vai para a corrente sanguínea, se reproduz e dá origem a vermes adultos, que causam lesões nos vasos linfáticos e consequentemente inflamação local.

– Tratamento: não tem cura, mas é possível controlar os inchaços com medicamento.

Como se proteger dos mosquitos

O uso de repelentes para afastar os insetos é indicado em áreas de riscos

Imagem: Photoboyko/IStock

De acordo com os especialistas, a prevenção mais eficaz é evitar a proliferação dos mosquitos, eliminando água acumulada em vasos, pneus, garrafas plásticas e até recipientes pequenos como tampas, que podem se tornar um criadouro

É prudente deixar as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol e utilizar telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros.

Mosquiteiros devem ser utilizados para quem dorme de dia, como bebês, idosos, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos e por pessoas que moram em regiões onde se concentram os mosquitos que transmitem malária (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), febre oropouche e filariose linfática (região metropolitana de Pernambuco).

Em áreas de risco ou no caso de gestantes é prudente usar roupas que cubram braços e pernas. Medidas paliativas podem ser adotadas como o uso de repelentes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como o IR3535, DEET e Icaridina. Porém, esses produtos devem ser usados com parcimônia, pois podem provocar reações alérgicas e tóxicas.

Fontes: Joaquim Nunes Pinto entomologista da seção de arbovirologia do Instituto Evandro Chagas; Rafael Freitas, biólogo e pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz); Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emilio Ribas; Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Ministério da Saúde.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/02/22/doencas-transmitidas-por-mosquitos-veja-sintomas-e-como-tratar.htm

Malária | SNS24

Picada de mosquito: riscos e tratamento

A malária é provocada por protozoários do género Plasmodium. O parasita é transmitido através da picada do mosquito (género Anopheles). Uma vez no ser humano, os parasitas vão multiplicar-se no fígado, infetando os glóbulos vermelhos do sangue.

Quais são os sintomas iniciais?

Os sintomas iniciais da malária são:

  • febre
  • calafrios
  • suores
  • dores de cabeça
  • dores musculares
  • falta de apetite
  • náuseas
  • vómitos
  • fadiga

Os sintomas da malária (além de febre) são variáveis, nomeadamente dependendo do tipo de parasita da malária. Em casos extremos, nomeadamente quando causados pela espécie Plasmodium falciparum, os sintomas graves e a morte podem acontecer em menos de um dia.

Quais são os sintomas de doença grave?

Os sintomas de doença grave são:

  • alterações de comportamento
  • alterações de estado de consciência (de sonolência marcada até coma)
  • convulsões
  • anemia grave
  • dificuldade respiratória
  • alterações da coagulação sanguínea
  • tensão arterial baixa
  • diminuição da produção de urina

A malária tem cura?

Apesar de potencialmente muito grave, a malária é uma doença curável. O diagnóstico deve ser o mais precoce possível. Caso tenha estado nos últimos meses em zonas endémicas de malária e desenvolva febre, procure cuidados médicos o mais depressa possível e refira as suas estadias.

Como se transmite?

A transmissão ocorre pela picada do mosquito e consequente inoculação de parasitas da malária na corrente sanguínea humana, onde estes desenvolverão parte do seu ciclo de vida, infetando maioritariamente as células do fígado e os glóbulos vermelhos.

Quais são os países com risco de transmissão?

A malária é endémica (existe sempre) em regiões tropicais e subtropicais de África, Ásia, América Central e América do Sul.

Onde posso fazer o diagnóstico?

O diagnóstico da malária pode ser realizado de diversas formas, desde uma simples consulta médica até testes laboratoriais (avaliação do sangue ao microscópio ou técnicas complexas de imunologia e biologia molecular).

Quais são os tipos de tratamento?

Existem vários tipos de medicamentos utilizados no tratamento da malária (antimaláricos), desde comprimidos para toma oral a fármacos diretamente na corrente sanguínea. A decisão relativa à abordagem terapêutica caberá ao médico responsável.

Como posso prevenir com medicação?

As formas mais graves da malária são evitáveis através da toma de medicação de forma profilática (preventiva). Existem diferentes medicamentos que podem ser tomados com este objetivo, devendo o aconselhamento nesta matéria ser obtido no âmbito de uma Consulta do Viajante.

Como posso prevenir as picadas de mosquitos?

A melhor forma de evitar a malária é evitar as picadas de mosquitos. É importante tomar medidas:

  • use vestuário de forma a cobrir a maior parte das zonas do corpo possível, nomeadamente blusas com mangas compridas e calças
  • use repelentes ou inseticidas nas roupas, uma vez que as picadas podem ocorrer através da roupa
  • utilize repelentes na pele, nas zonas do corpo expostas

Se acampar, dormir em zonas ao ar livre ou sem ar condicionado deve usar uma rede mosquiteira. As redes mosquiteiras são de fácil transporte e estão acessíveis em lojas que vendem material de campismo ou de viagem. Alguns mosquitos de pequenas dimensões podem passar através da rede, pelo que deve impregnar a rede com inseticida.

Que tipo de repelentes existem?

Os repelentes estão disponíveis em várias formulações e em diferentes concentrações. A maioria das formulações contém dietiltoluamida (DEET), uma substância comprovadamente mais eficaz na prevenção de picada de insetos.

As formulações em spray:

  • podem ser aplicadas sobre o vestuário
  • na pele devem ser pulverizadas primeiro na palma das mãos e só depois nas restantes áreas expostas
  • não devem ser aplicadas diretamente na cara

Outras formulações em creme, loção roll-on ou stick são mais adequadas para a aplicação direta na pele.

As formulações numa baixa concentração de DEET (30-50%) são geralmente utilizadas para a pele e as formulações com elevadas concentrações (100%) são recomendadas para aplicar sobre o vestuário.

Como posso utilizar o repelente?

Deve usar o repelente:

  • nas zonas expostas da pele, nomeadamente pescoço, punhos e tornozelos
  • depois da aplicação do protetor solar (use um fator de proteção solar 30-50)

Não deve usar o repelente:

  • sobre cortes ou feridas e pele irritada
  • nos olhos ou na boca

Leia atentamente o folheto informativo do repelente. Em caso de dúvida, contacte o seu médico.

Que cuidados devo ter com o uso de repelentes em crianças?

Os repelentes não devem ser manuseados por crianças, pelo potencial risco de aplicação nos olhos. Devem ser reforçadas as medidas de proteção com vestuário, e utilizado o repelente nas zonas expostas ao sol. Os repelentes podem ser aplicados em crianças com idade superior a 2 meses.

Qual é o período de incubação?

O período de incubação (o tempo entre a infeção e os sintomas) da malária varia normalmente entre 7 e 30 dias, podendo ser mais longo.

Fontes: Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV), Direção-Geral da Saúde (DGS)

Источник: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/malaria/

Aedes Aegypti: doenças transmitidas pelo mosquito e como se prevenir

Picada de mosquito: riscos e tratamento

O a Aedes Aegypti é o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya, Zika e da Febre Amarela urbana. No artigo de hoje, você vai conhecer algumas curiosidades sobre a origem do mosquito, as doenças transmitidas e as formas de prevenção.

Origem

  • O mosquito é originário do Egito, sendo que a dispersão pelo mundo ocorreu da África.

    As teorias mais aceitas indicam que o Aedes Aegypti tenha se disseminado da África para o continente americano por embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de escravos.

  • É um inseto preto, menor que os mosquitos comuns, e apresenta pequenos riscos brancos no dorso da cabeça e nas pernas. Seu habitat é urbano, ou seja, ele vive perto do homem e dentro dos domicílios.
  • Ele tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir dos ovos colocados pelas fêmeas.
  • Confira as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti:

Dengue

Os sintomas iniciam 5 a 6 dias após a picada do mosquito, podendo variar de 3 a 15 dias. A Dengue pode se apresentar de forma leve ou causar doença grave, levando à morte.

Normalmente, a primeira manifestação da Dengue é a febre alta (39° a 40° C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas na pele.

A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Chikungunya

Os sintomas iniciam 3 a 7 dias após a picada do mosquito, podendo variar de 1 a 12 dias. O quadro clínico é semelhante ao da Dengue – febre alta de início rápido, com duração de cerca de 2 a 4 dias, acompanhada de dores articulares e musculares, dor de cabeça, náusea, cansaço e manchas na pele.

As principais manifestações clínicas são as fortes dores nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos, que muitas vezes podem estar acompanhadas de inchaço. Essas dores podem perdurar por anos e comprometer a qualidade de vida.

Zika

Os sintomas iniciam 3 a 12 dias após a picada do mosquito, porém cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Nos poucos casos que apresentam sintomas, os principais são febre baixa com duração de cerca de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos.

No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês.

Há evidências de que a transmissão pode ocorrer também da mãe para o feto durante a gestação, por transfusão de sangue e por via sexual.

Neste último caso, diante de achados recentes, como a presença do vírus no sêmen, é crescente a evidência de que o vírus pode ser sexualmente transmissível.

 Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva.

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde já reconheceram oficialmente a relação entre o nascimento de bebês com má-formação cerebral (microcefalia) e a circulação simultânea do vírus Zika no Brasil. Estudos indicam também uma ligação entre o vírus e a Síndrome de Guillain-Barré.

Febre amarela

O período de incubação varia de 3 a 6 dias, podendo se estender para até 15 dias. O quadro clínico apresenta-se como infecção leve até formas graves e fatais.

O início é abrupto com febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dor muscular, prostração, náuseas e vômitos com duração de cerca de 3 dias.

O quadro pode evoluir para a cura ou para a forma grave caracterizada pelo aumento da febre, diarreia, vômitos com aspecto de borra de café, icterícia, manifestações hemorrágicas, insuficiência hepática e renal.

A vacina contra a Febre Amarela é a medida mais importante para prevenção e controle dessa doença.

Produzida no Brasil desde 1937, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos apresenta eficácia acima de 95%.

A imunidade se desenvolve entre o sétimo e décimo dias após a aplicação da vacina, razão pela qual a imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de transmissão.

Tratamento e medidas de prevenção

Não existe tratamento específico para a Dengue, Chikungunya e Zika. O tratamento é feito para aliviar os sintomas. Quando aparecerem os sintomas, é importante procurar atendimento médico, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Anti-inflamatórios e medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico são contraindicados na suspeita dessas doenças, pelo risco de hemorragia.

Já foi liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), uma vacina contra o vírus da Dengue, em três doses.

Ela protege contra os quatro tipos de vírus da doença, porém sua eficácia não é considerada muito alta.

Está em fase final de testagem, outra vacina contra a Dengue, em dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan (SP), em parceria com institutos de saúde americanos, que também protege contra os quatro tipos de vírus.

Enquanto essas vacinas ainda não estiverem sendo distribuídas e aplicadas em larga escala, a forma mais importante de prevenção da Dengue, Chikungunya e Zika é o combate ao mosquito.  Veja algumas dicas:

  • Mantenha o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros nas suas casas e vizinhança.
  • Cuide para que lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus, pratos com vasos de plantas e, até brinquedos, não sirvam de criadouro para as larvas do mosquito.
  • Use roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas durante surtos.
  • Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo.
  • Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).
  • Telas em janelas e portas também podem ser adotadas com boa eficácia.
  • No caso da prevenção da Zika acrescenta-se a prática do sexo seguro, com o uso de preservativos.

Veja também nosso post com dicas para proteger seu filho contra o mosquito da dengue e compartilhe nossas dicas em suas redes sociais!

Colaboração de Dr. Paulo Julio Bianchin – CRM 70636, médico infectologista e clínico geral que atende no Pronto Atendimento da Portomed Santo Amaro.

Источник: https://www.meuportoseguro.com.br/bem-estar/sua-saude/aedes-aegypti-doencas-transmitidas-pelo-mosquito-e-como-se-prevenir/

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