PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

Contents
  1. Pneumonia viral: sintomas, transmissão e tratamento
  2. O que é pneumonia viral?
  3. Pneumonia viral e bacteriana: qual é mais grave?
  4. Sintomas de pneumonia viral
  5. Pneumonia viral é contagiosa?
  6. Como é o tratamento para pneumonia viral?
  7. Pneumonia viral em bebês e crianças: como identificar sintomas?
  8. Como tratar pneumonia viral em bebê?
  9. Existe relação entre coronavírus e a pneumonia viral?
  10. Prevenção da pneumonia viral em adultos e crianças
  11. Como é o contágio da pneumonia e como prevenir
  12. Como evitar pegar pneumonia
  13. 1. Manter a hidratação e uma dieta equilibrada
  14. 2. Evitar o uso do cigarro
  15. 3. Controlar crises de rinite alérgica
  16. 4. Manter o ar condicionado limpo
  17. 5. Umidificar o ar
  18. 6. Manter as mãos limpas
  19. 7. Evitar locais fechados e com muita gente
  20. 8. Vacinar-se anualmente contra a gripe
  21. Como prevenir a pneumonia infantil
  22. A pneumonia é grave?
  23. Pneumonia: sintomas, como se pega, tratamento e mais
  24. O que é pneumonia?
  25. Causas de pneumonia: como se pega?
  26. Fatores de risco
  27. Hospitalização
  28. Doença crônica
  29. Tabagismo
  30. Sistema imunológico enfraquecido
  31. Baixo nível socioeconômico
  32. Sintomas de pneumonia
  33. Pneumonia atípica tem sintomas diferenciados
  34. Diagnóstico
  35. Qual médico procurar?
  36. Como é a consulta?
  37. Bacteriana
  38. Viral
  39. Complicações
  40. Bacteremia
  41. Dificuldade ao respirar
  42. Líquido ao redor dos pulmões
  43. Abscesso pulmonar
  44. Prevenção
  45. Mantenha uma boa higiene
  46. Não fume
  47. Fortaleça o sistema imunológico
  48. Cuide bem de gripes e resfriados
  49. Mantenha os ambientes bem ventilados
  50. Vacine-se
  51. PNEUMONIA É CONTAGIOSA?
  52. Como se pega pneumonia?
  53. Papel da gripe na transmissão
  54. Tipos de pneumonia contagiosa e não contagiosa
  55. Pneumonia viral
  56. Pneumonia bacteriana
  57. Isolamento do paciente
  58. Referências

Pneumonia viral: sintomas, transmissão e tratamento

PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

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Vacinas 07 ago 2020 | AUTOR: Equipe Vacinas.com.br

A pneumonia é uma doença que acomete o trato respiratório inferior e deve ser tratada imediatamente para evitar qualquer complicação.

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é a principal causa de morte em crianças abaixo de 5 anos. Além disso, a PAC coloca uma carga substancial nos serviços de saúde e é a principal causa de encaminhamento e admissão hospitalar.

No Brasil, em 2017, ocorreram 1.117.779 internações em crianças menores de 5 anos e foram registrados 2.349 óbitos por doenças respiratórias na mesma faixa etária.

Embora a PAC não seja uma causa frequente de morte, é uma das principais causas de internação hospitalar no Brasil.

Entre o final do século passado e o início do atual, ocorreram mudanças significativas no cenário da PAC na infância. Isso ocorreu graças à implementação progressiva de vacinas bacterianas conjugadas, especificamente a vacina Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e as vacinas pneumocócicas conjugadas.

Entenda o que é, os sintomas em bebês e crianças, como se prevenir e como tratar.

O que é pneumonia viral?

A pneumonia viral é uma infecção do trato respiratório inferior que compromete as trocas gasosas nos alvéolos e pode ser acompanhada por inflamação do parênquima pulmonar.

É uma infecção causada pelo vírus Influenza A ou B, que é o causador da gripe. Outros vírus respiratórios podem também causar pneumonia, como o Coronavírus, hantavírus americanos, vírus do sarampo e varicela.

Pneumonia viral e bacteriana: qual é mais grave?

A pneumonia bacteriana geralmente é mais grave, podendo levar os pacientes a desenvolverem quadros mais sérios da doença. A pneumonia viral normalmente pode ser tratada de maneira simples e normalmente possui uma recuperação mais rápida. Entretanto, há exceções: a pneumonia pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) pode ser muito grave, apesar de ser causada por um vírus.

Sintomas de pneumonia viral

Os sintomas de pneumonia viral são:

  • Tosse seca ou com catarro ou pus;
  • Dores agudas no peito ou nas costas;
  • Febre;
  • Calafrios;
  • Dificuldade ou dor ao respirar;
  • Falta de ar;
  • Arritmia cardíaca;
  • Respiração acelerada;
  • Fadiga;
  • Fraqueza
  • Sudorese. 

Pneumonia viral é contagiosa?

Sim, a pneumonia viral pode ser transmitida através de pequenas partículas aerossolizadas pela tosse ou espirro de pacientes infectados. 

Geralmente, esse tipo de pneumonia ocorre com maior frequência durante o inverno, tempo em que as pessoas tendem a ficar aglomeradas em locais fechados e sem grande circulação de ar, o que possibilita a disseminação do vírus.

Como é o tratamento para pneumonia viral?

A maioria dos pacientes com pneumonia viral recupera-se sem grandes complicações. Dependendo de cada caso, o médico especialista poderá recomendar o uso de antivirais para controle dos sintomas.

Pneumonia viral em bebês e crianças: como identificar sintomas?

 A pneumonia viral em bebês e crianças pode se manifestar através de sintomas como:

  1. Febre;
  2. Respiração curta e rápida;
  3. Dificuldade para dormir;
  4. Tosse;
  5. Vômito;
  6. Diarreia;
  7. Choro sem motivo aparente. 

Como tratar pneumonia viral em bebê?

O tratamento da pneumonia viral em bebês deve ser prescrito por um pediatra, que será capaz de avaliar a situação de cada caso. 

Existe relação entre coronavírus e a pneumonia viral?

Sim, a COVID-19 pode desencadear quadros graves em alguns pacientes, que desenvolvem pneumonia: a pessoa fica com falta de ar, fraqueza intensa e a febre persiste após os 7 dias.

O médico Richard Levitan, relatou em um artigo publicado pelo The New York Times, que a pneumonia da COVID-19 pode em alguns casos causar uma hipóxia silenciosa, que significa uma privação do oxigênio sem que a pessoa sinta desconforto respiratório. Esses pacientes apresentavam baixa saturação de oxigênio e não sentiam nenhum desconforto respiratório, o que pode comprometer o diagnóstico precoce da doença. 

Prevenção da pneumonia viral em adultos e crianças

Os especialistas afirmam que as melhores formas de prevenção são: 

  • Tomar a vacina da gripe;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Evitar o uso de cigarro ou tabaco;
  • Evitar locais aglomerados com pouca circulação de ar.

Veja também: Vacina Pneumocócica

Veja onde se vacinar em Locais de Aplicação

Fontes

Michelin L, Weber FM, Scolari BW, Menezes BK, Gullo MC. Mortalidade e custos da pneumonia pneumocócica em adultos: um estudo transversal. J Bras Pneumol. 2019;45(6):e20180374 

Nascimento-Carvalho CM. Community-acquired pneumonia among children: the latest evidence for an updated management. J Pediatr (Rio J). 2020;96(S1):29-38.

Tuasaude.com. Sintomas de pneumonia no bebê e como tratar [Julho 2020]. Disponível em: Tua Saúde

Источник: https://vacinas.com.br/blog/pneumonia-viral/

Como é o contágio da pneumonia e como prevenir

PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

A pneumonia é uma inflamação dos pulmões, geralmente provocada por infecções por bactérias, vírus ou fungos. Apesar da pneumonia em si não ser contagiosa, os microrganismos que causam esta doença podem ser transmitidos de uma pessoa para outra, facilitando a instalação da doença nas pessoas com o sistema imune enfraquecido, como em idosos, crianças ou imunocomprometidos, por exemplo.

Assim, é importante adotar estratégias que reduzam as chances de contrair pneumonia, como lavar bem as mãos, vacinar-se anualmente contra a gripe e controlar as crises de rinite alérgica, por exemplo.

Como evitar pegar pneumonia

A prevenção da pneumonia consegue-se através da adoção de medidas que contribuam para o reforço do sistema imunológico, evitando não só essa, mas também outras doenças causadas por microrganismos e que podem ser facilmente transmitidas de uma pessoa para outra. Assim, as 7 principais dicas para evitar a pneumonia são:

1. Manter a hidratação e uma dieta equilibrada

É importante manter uma alimentação equilibrada e beber cerca de 2 litros de água por dia, para manter uma imunidade bem ativa e capaz de combater os agentes causadores, como vírus e bactérias, antes que a infecção atinja os pulmões. Além disso, é recomendado diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, uma vez que o consumo de álcool pode interferir na imunidade e facilitar a aspiração de secreções e vômitos, favorecendo a ocorrência da pneumonia;

2. Evitar o uso do cigarro

O hábito de fumar causa inflamações nos tecidos das vias aéreas, que facilitam a proliferação de microrganismos, além de haver diminuição da capacidade do pulmão em promover a expulsão do microrganismo;

3. Controlar crises de rinite alérgica

Ao evitar situações que desencadeiam a alergia, como poeira, pelos de animais, pólen ou ácaros, por exemplo, reduz-se a probabilidade de contrair pneumonia, pois a inflamação provocada pela alergia pode funcionar como porta de entrada para vírus, bactérias e fungos.

4. Manter o ar condicionado limpo

Manter o ar condicionado limpo e em condições adequadas para o uso, contribuem para evitar que se espalham agentes que causam alergias.

5. Umidificar o ar

Umidificar o ar usando o umidificador ou colocando uma bacia com água nos quartos à noite, principalmente no inverno, período em que o ar fica mais seco e aumenta a quantidade de poluição, é uma boa forma de evitar que as partículas fiquem suspensas no ar e provoquem irritação das vias aéreas;

6. Manter as mãos limpas

Lavar frequentemente as mãos, com sabão ou limpá-las com o uso de álcool gel, sempre que estiver em ambientes públicos, como shoppings, ônibus ou metrô, ajuda a prevenir a transmissão de microrganismos, responsáveis por causar infecções respiratórias.

7. Evitar locais fechados e com muita gente

Deve-se evitar locais fechados e com muita gente, principalmente em épocas de epidemias de infecções, pois isto facilita a transmissão de doenças. Veja quais são e como evitar as doenças mais comuns do inverno;

8. Vacinar-se anualmente contra a gripe

É importante fazer a vacinação para a gripe, pois as vacinas são preparadas para a proteção contra os vírus da gripe mais perigosos que circulam no ambiente ao longo do ano, sendo essencial para grupos de risco, como para crianças até 5 anos, idosos e portadores de doenças crônicas, como diabetes, cardiopatias e doenças pulmonares.

Além disso, pessoas que têm doenças crônicas, como diabetes, cardiopatias, doenças respiratórias ou doenças do fígado, por exemplo, devem mantê-las sempre bem tratadas e controladas, com o uso correto dos remédios e acompanhamento médico, pois a descompensação destas doenças compromete a imunidade e facilita a infecção dos pulmões.

Como prevenir a pneumonia infantil

Os bebês e crianças de até cerca de 2 anos já têm uma predisposição às infecções devido ao sistema imune ainda em desenvolvimento.

Por isto, é importante não expor a criança ao contato com pessoas com infecções respiratórias, como gripes e resfriados, além de evitar frequentar ambientes muito cheios ou com excesso de poluição e fumaça de cigarro, principalmente em períodos de epidemias de infecções.

A alimentação também deve ser bem equilibrada, de preferência com aleitamento materno exclusivo até por volta dos 6 meses, para que as defesas da criança sejam bem desenvolvidas, e iniciar a introdução de novos alimentos conforme orientação do pediatra. Confira qual a alimentação adequada e qual a rotina alimentar ideal para o bebê. 

Além disso, as crianças também devem ser vacinadas anualmente para a gripe, principalmente aquelas com história de infecções repetidas ou que têm problemas pulmonares, como bronquite e asma.

A pneumonia é grave?

Na maioria das vezes, a pneumonia não é grave, e pode ser tratada em casa de acordo com a sua causa, geralmente, com comprimidos antibióticos,e alguns cuidados como repouso e hidratação, orientados pelo médico. Confira mais algumas orientações para o tratamento da pneumonia.

Entretanto, em alguns casos, a pneumonia pode evoluir de forma grave, causando sinais como dificuldade para respirar, confusão mental e alteração no funcionamento de outros órgãos. Nestes casos, é necessária a internação hospitalar, uso de medicamentos na veia e, até, uso de oxigênio para auxiliar a respiração.

Alguns fatores que determinam a gravidade de uma pneumonia são:

  • Tipo de microrganismo, que podem ser mais agressivos, como bactérias do tipo Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa, por exemplo, que são muito perigosas por terem uma grande capacidade de infecção e serem resistentes a muitos antibióticos;
  • Imunidade da pessoa, que é importante para criar barreiras e impedir infecção dos pulmões, estando prejudicada em idosos, bebês e pessoas com doenças auto-imunes, AIDS, câncer ou diabetes descompensado, por exemplo;
  • Tempo de início do tratamento, pois uma detecção rápida e início logo do tratamento impede que a infecção se agrave e se torne mais difícil de tratar.

Assim, na presença de sinais e sintomas que indiquem uma pneumonia, é importante passar por uma avaliação médica para um diagnóstico rápido e o início do tratamento o quanto antes.

Источник: https://www.tuasaude.com/dicas-para-evitar-a-pneumonia/

Pneumonia: sintomas, como se pega, tratamento e mais

PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

Pneumonia é uma doença que afeta os pulmões e provoca uma infecção generalizada que pode ser causada por diversos motivos. A gravidade da doença varia, podendo ser leve até ter risco de morte. É mais perigosa em bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com problemas de saúde ou sistema imunológico debilitado.

O que é pneumonia?

A infecção acontece pela presença de alguma substância estranha que penetra o sistema respiratório, chegando até os alvéolos – ou espaço alveolar – e provocando uma reação inflamatória intensa, como resultado da tentativa do  organismo em expulsar o invasor.

O processo inflamatório pode ser desencadeado por alguma bactéria ou vírus, mas outros agentes irritantes também podem ser responsáveis, como fungos e até reações alérgicas.

São nos alvéolos que ocorrem as trocas gasosas da nossa respiração, trazendo oxigênio para o sangue e retirando o gás carbônico para ser expirado. Por este motivo, a inflamação nesse tecido é delicada, já que afeta diretamente uma função básica da sobrevivência.

Causas de pneumonia: como se pega?

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Muitos germes podem causar a doença. Os mais comuns são bactérias e vírus presentes no ar que respiramos.

A condição é classificada de acordo com os tipos de micro-organismos que a causam. A maioria dos casos é de pneumonia bacteriana, o que requer um tratamento com antibióticos. Já a pneumonia viral tende ser curada espontaneamente após certo tempo. Cada caso requer uma abordagem médica diferente.

A doença, em geral, se desenvolve a partir de outros problemas de saúde, como gripes e garganta inflamada. A imunidade é um fator crucial, já que o sistema imunológico de pessoas saudáveis consegue lidar com os agentes infecciosos, enquanto que alguém mais debilitado tem mais chances de desenvolver o acometimento.

“Algumas pneumonias são causadas por germes mais potentes e que têm uma agressividade maior”, explica a pneumologista Fernanda Gois, do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba. “A situação depende também de quem foi acometido. Crianças e idosos têm saúde mais vulnerável, por exemplo”, finaliza.

Fatores de risco

Pneumonia pode afetar qualquer pessoa, mas existem dois grupos etários com maior risco: crianças com 2 anos ou menos e pessoas com 65 anos ou mais.

Outros fatores de risco incluem:

Hospitalização

gá maior risco de pneumonia em indivíduos internados em unidades de terapia intensiva de hospitais, especialmente se estiverem em máquinas que ajudam a respirar (chamadas de ventilador).

Doença crônica

Quem tem asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou doença cardíaca têm mais chance de contrair pneumonia.

Tabagismo

Fumar prejudica as defesas naturais do corpo contra bactérias e vírus que causam pneumonia.

Sistema imunológico enfraquecido

Pessoas que têm HIV / AIDS, que passaram por um transplante de órgão ou que recebem quimioterapia ou esteróides de longo prazo estão em risco.

Baixo nível socioeconômico

Trata-se de um problema que está diretamente ligado a desigualdades socioeconômicas. Crianças que sofrem de subnutrição, por exemplo, estão sempre em maior risco.

Sintomas de pneumonia

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Saber identificar os sintomas da pneumonia é essencial, pois as chances de cura e possibilidades de tratamento estão diretamente relacionadas a um diagnóstico precoce da doença.

Os principais sintomas de pneumonia são:

  • Febre acima dos 38º
  • Tosse
  • Falta de ar
  • Secreção amarelada
  • Dor no peito ao respirar
  • Cansaço
  • Enjoo
  • Vômito
  • Diarreia

Em idosos, é possível notar também confusão mental, sensação de fraqueza e mudança na pressão arterial.

Já em bebês, a observação deve ser mais cuidadosa. Perda de apetite, respiração ofegante e a pouca expansão da caixa torácica ao inalar são sinais de que algo não está certo.

Com crianças um pouco mais velhas, é possível que haja a reclamação de dor de barriga, pois dores nas partes inferiores dos pulmões podem ser confundidas.

Pneumonia atípica tem sintomas diferenciados

Casos de pneumonia atípica, que é causada por microrganismos menos frequentes, são mais raros. Ela tem esse nome porque não apresenta os sintomas corriqueiros da doença, o que dificulta sua identificação.

A pneumonia não é altamente contagiosa, mas a atípica pode ser detectada quando, por exemplo, uma família inteira manifesta os mesmos sintomas.

Apesar de não se manifestar com febre, podem se apresentar com tosse com catarro ou outros sinais isolados.

Diagnóstico

diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no tratamento, já que aumenta as chances de cura e evita consequências graves que podem levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia matou mais de 900 mil crianças com menos de 5 anos de idade em 2015 ao redor do mundo – o que representa aproximadamente 16% de todas as mortes registradas nesta faixa etária.

Em 2009, foi criado o Dia Mundial da Pneumonia, celebrado todo 12 de novembro. O objetivo é justamente relembrar as precauções necessárias e alertar quanto aos perigos da doença.

Qual médico procurar?

Geralmente, quando o paciente manifesta os sintomas de pneumonia, ele primeiro consulta um clínico geral. Após um exame inicial, o médico encaminha para um pneumonologista, que faz o diagnóstico.

Como é a consulta?

O primeiro passo do médico é auscultar a respiração do paciente com o estetoscópio. Pessoas com pneumonia apresentam um som característico ao respirar, que é justamente a secreção presente nos alvéolos.

Constatada a irregularidade, costuma ser pedido um raio X para observar com mais clareza a situação dos pulmões. O exame é importante para estabelecer a gravidade do acúmulo de líquido nos pulmões e o tamanho da infecção.

Por vezes, o médico também pode pedir exames de sangue e outros testes complementares para tentar identificar a origem da disfunção – ou seja, se é viral, bacteriana ou de outra causa.

Bacteriana

Quando a pneumonia é causada por uma bactéria, não há muito segredo: o tratamento é feito por meio de antibióticos e deve durar até duas semanas, em média.

Nos primeiros dias, a febre cessa e o nível de toxinas no sangue – liberadas pela infecção pulmonar – diminui. Os outros sintomas se vão com o tempo.

Viral

Se a doença tiver origem viral, porém, o controle é mais sintomático – ou seja, trata-se os sintomas apresentados pelo paciente até que o corpo esteja fortalecido para combater o vírus.

O tratamento é comumente feito em casa, mas a internação pode ser necessária em casos mais graves. Se a febre for muito alta, a pressão arterial estiver descontrolada ou a dificuldade para respirar for muito grande, é provável que médico responsável indique que o paciente permaneça no hospital.

Complicações

Mesmo com o tratamento, principalmente aquelas em grupos de alto risco, podem apresentar complicações, incluindo:

Bacteremia

As bactérias que entram na corrente sanguínea a partir dos pulmões podem espalhar a infecção para outros órgãos, causando potencialmente sua falência.

Dificuldade ao respirar

Se a sua pneumonia for grave ou se existirem doenças pulmonares subjacentes, pode haver dificuldade em respirar grave, a qual requer uma aparelhos respiratórios.

Líquido ao redor dos pulmões

A doença pode causar a formação de líquido no espaço entre as camadas de tecido que revestem os pulmões e a cavidade torácica. Caso o fluido se infecte, pode ser necessário drená-lo ou retirá-lo em cirurgia.

Abscesso pulmonar

Um abscesso ocorre se o pus se formar em uma cavidade no pulmão. O problema é geralmente tratado com antibióticos, mas pode ser necessário cirurgia ou drenagem.

Prevenção

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De acordo com a pneumologista Fernanda Gois, já existem medicamentos de ponta para o tratamento da pneumonia, mas o fundamental é trabalhar na prevenção.

Mantenha uma boa higiene

Para se proteger das infecções respiratórias que às vezes levam à pneumonia, lave as mãos regularmente ou use um desinfetante à base de álcool.

Não fume

Além de causar câncer de boca, fumar prejudica as defesas naturais dos seus pulmões contra infecções respiratórias. Evite o hábito.

Fortaleça o sistema imunológico

Durma o suficiente, faça exercícios regularmente e mantenha uma dieta saudável.

Este, inclusive, é o principal caminho de combate à doença apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem uma preocupação particular com a saúde infantil e, entre diversas orientações, sugere que as crianças sejam exclusivamente amamentadas durante os primeiros seis meses de vida como forma de fortalecer o sistema imunológico desde cedo.

Cuide bem de gripes e resfriados

Como a pneumonia é muitas vezes uma evolução de um quadro menos grave, também é importante cuidar bem de gripes e resfriados.

Mantenha os ambientes bem ventilados

Fazer o ar circular em ambientes que permanecem fechados por muito tempo (principalmente no inverno, época do ano em que as doenças respiratórias são mais comuns) e não expor o corpo a mudanças bruscas de temperatura são outras precauções válidas.

Vacine-se

Em 2010, o Ministério da Saúde colocou a vacina pneumocócica no calendário básico de imunização. Segundo o Portal da Saúde do governo federal, ela deve ser aplicada em duas doses, aos 2 e aos 4 meses de idade, e um reforço é recomendado quando a criança completar um ano de vida.

A vacina contra pneumonia é eficiente contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por diversos tipos de infecções respiratórias e uma das causadoras mais comuns da doença. A imunização também diminui os riscos de transmissão da bactéria de uma pessoa para a outra.

Idosos acima dos 60 anos estão entre os indicados para receber a dose, especialmente os que vivem em casas de saúde e abrigos. A vacina também pode ser indicada para pessoas que sofrem de condições que facilitam o desenvolvimento da doença, como:

  • Diabetes;
  • Dependentes de álcool;
  • Fumantes;
  • HIV
  • Doenças pulmonares;
  • Problemas cardíacos, renais ou hepáticos;
  • Gravidez.

A principal contraindicação da vacina pneumocócica é para pessoas que sofram de púrpura trombocitopenia, doença sanguínea que afeta o número de plaquetas no sangue. A dose pode agravar o quadro, levando a sangramentos ou até hemorragias graves.

Источник: https://www.ativosaude.com/saude/pneumonia/

PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

PNEUMONIA É CONTAGIOSA?

De um modo geral, a pneumonia não é uma doença contagiosa. Entretanto, existem exceções. Há alguns tipos especiais que podem ser transmitidos de uma pessoa para outra, como as de origem viral e algumas formas de pneumonia bacteriana.

É importante destacar, porém, que a maioria das pessoas que entra em contato com algum paciente que esteja doente com uma forma contagiosa de pneumonia não vai contrair a doença.

Neste artigo vamos explicar como se “pega pneumonia” e quais são os tipos de pneumonias contagiosas.

Se você quiser saber mais sobre a pneumonia, incluindo os seus sintomas, diagnóstico e tratamento, acesse o seguinte link: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento.

Como se pega pneumonia?

Pneumonia é o nome dado à infecção do tecido pulmonar, principalmente dos alvéolos, que são as microscópicas bolsas de ar responsáveis pela passagem do oxigênio dos pulmões para o sangue. Cada pulmão possui milhões de alvéolos, que são estruturas completamente estéreis, ou seja, livres da presença de qualquer microrganismo causador de doenças.

Para que alguém desenvolva pneumonia é preciso que um fungo, vírus ou bactéria chegue até os alvéolos.

Em geral, isso é muito difícil, pois o trato respiratório possui um complexo sistema de defesa, que incluem desde cílios que “varrem” constantemente as vias respiratórias até milhões de anticorpos e células do sistema imunológico espalhadas por toda a sua superfície.

O próprio espirro e o reflexo da tosse são mecanismos de defesa, ativados para expulsar qualquer estrutura das porções mais internas do sistema respiratório.

Os indivíduos que contraem pneumonia são geralmente expostos a dois fatores: um germe altamente virulento e uma falha no sistema de defesa das vias respiratórias.

A pneumonia pode ser transmitida pelo ar após o contato com secreções de pessoas contaminadas. Essa via de transmissão, porém, é uma das menos comuns e só ocorre com alguns germes específicos, conforme veremos mais à frente.

Na maioria dos casos, o germe que provoca a infecção pulmonar vem da cavidade nasal ou da orofaringe do próprio paciente. São as bactérias que habitualmente colonizam as vias aéreas superiores as responsáveis pela maioria dos casos de pneumonia.

Enquanto o sistema imunológico do paciente encontra-se forte, essas bactérias são impedidas de migrarem para o pulmão. Porém, ao primeiro sinal de fraqueza, elas podem conseguir ultrapassar a barreira de defesa e se instalar no tecido pulmonar.

Existem mais de 100 germes, entre vírus, bactérias, parasitos e fungos, que podem provocar pneumonia. Contudo, a imensa maioria dos casos é provocada por apenas 4 ou 5 germes, que habitualmente colonizam nossas vias respiratórias superiores.

Pessoas idosas, crianças muito pequenas, fumantes, indivíduos desnutridos, portadores de doenças crônicas, portadores de doenças pulmonares ou pacientes imunossuprimidos são o grupo com maior risco de desenvolverem essa forma de infecção pulmonar, pois costumam apresentar um sistema imunológico mais fraco e/ou um pulmão cronicamente doente.

Viroses respiratórias, como aquelas causadas pelo vírus da gripe ou do resfriado, também aumentam o risco de pneumonia (leia: DIFERENÇAS ENTRE GRIPE E RESFRIADO).

Papel da gripe na transmissão

A gripe e outras viroses respiratórias aumentam o risco de pneumonia de duas formas: a primeira é através da inflamação das vias aéreas, que atrapalha o funcionamento das células de defesa e favorece a invasão do pulmão por bactérias da orofaringe. Uma das complicações mais comuns da gripe é exatamente a pneumonia bacteriana, que surge geralmente dias após o início dos sintomas da gripe.

Nesses casos, o que costuma ocorrer é um paciente que, passados alguns dias de virose, começa a apresentar sinais de melhora da gripe, mas subitamente volta a piorar, com subida febre, agravamento da tosse e queda do estado geral.

A segunda forma na qual a gripe aumenta o risco de pneumonia é através de uma infecção pulmonar pelo próprio vírus Influenza. Na maioria dos casos, o Influenza se restringe às vias áreas superiores, mas em determinados indivíduos, o próprio vírus da gripe pode ser a origem da pneumonia.

Portanto, a gripe é um fator de risco tanto para pneumonia bacteriana quanto viral.

Para saber mais sobre a gripe, acesse os seguintes artigos:

  • GRIPE – Sintomas, Tratamentos e Vacina.
  • GRIPE H1N1 – Gripe Suína.

Tipos de pneumonia contagiosa e não contagiosa

Como já referido, existem pneumonias contagiosas e não contagiosas. As pneumonias provocadas por fungos ou parasitos não são transmitidas diretamente de uma pessoa para outra. Já as pneumonias virais são habitualmente contagiosas. As de origem bacteriana não são contagiosas na maioria dos casos, mas existem algumas exceções.

Pneumonia viral

As quatro formas de pneumonia viral mais comuns são provocadas pelos vírus Influenza, Parainfluenza, Adenovírus e Vírus sincicial respiratório. O primeiro é o agente infeccioso da gripe, já os três restantes são vírus que provocam resfriado.

Em pacientes susceptíveis, essas viroses podem ir além de uma virose respiratória simples, provocando uma pneumonia viral. Esta situação é muito comum em idosos, crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas.

Consideramos as pneumonias virais como de origem contagiosa, mas, na verdade, quem é contagioso é a virose. Se você tiver contato com um paciente portador de pneumonia por Influenza, por exemplo, o seu grande risco é de ficar gripado. Agora, se você tiver um sistema imunológico fraco, pode também desenvolver pneumonia viral, mas isso será uma complicação da virose que você adquiriu.

Pneumonia bacteriana

A maioria dos casos de pneumonia bacteriana não é contagiosa. Os principais agentes bacterianos que provocam pneumonia são: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. Nenhuma dessas bactérias é habitualmente transmitida de uma pessoa para outra, são bactérias já presentes no nosso organismo.

Em algumas situações, porém, germes como o Streptococcus pneumoniae podem ser contagiosos. Apesar de não ser a forma mais comum de contaminação, crianças pequenas e pacientes imunossuprimidos podem adquirir pneumonia após o contato direto com pessoas infectadas.

É importante salientar que o Streptococcus pneumoniae é muito menos contagioso que qualquer um dos vírus respiratórias descritos anteriormente, sendo necessário contato próximo e prolongado para haver transmissão.

Existe também um grupo de bactérias que são responsáveis por um tipo de pneumonia conhecida como pneumonia atípica. Essa forma de pneumonia é chamada de atípica porque as manifestações clínicas são habitualmente diferentes.

O quadro clínico costuma ser mais brando e arrastado que o da pneumonia tradicional. Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae são duas bactérias desse grupo, que podem ser transmitidas diretamente de uma pessoa para outra através de secreções respiratórias, da mesma forma que viroses comuns são transmitidas.

Apesar do Mycoplasma pneumoniae ser uma bactéria bastante contagiosa, a maioria das pessoas que a adquire não desenvolve doença ou apresentam apenas sintomas respiratórios brandos. A infecção dos pulmões só costuma ocorrer em pacientes clinicamente mais vulneráveis e com fatores de risco.

A tuberculose não é considerada exatamente uma pneumonia, mas é uma forma de infecção pulmonar altamente contagiosa (leia: DIFERENÇAS ENTRE PNEUMONIA E TUBERCULOSE).

Isolamento do paciente

Grande parte dos pacientes internados com pneumonia não precisa ficar em isolamento respiratório, pois o risco de transmissão para a equipe médica ou para outros pacientes é muito baixo.

Medidas simples de higiene, como lavar as mãos e evitar o contato direto de um paciente com o outro são suficientes. Apenas nos casos provocados pela bactéria Mycoplasma pneumoniae é que sugere-se que o paciente fique em quarto separado e a equipe médica deve vestir máscaras respiratórias.

Pacientes com pneumonia por gripe, principalmente quando a infecção ocorre durante quadros de epidemias de novas cepas, como ocorreu recentemente com a Influenza H1N1, também costumam ficar em isolamento. Máscaras devem ser utilizadas pela equipe de saúde e pelos familiares que vêm para visita.

No caso da tuberculose, a transmissão de uma pessoa para outra é bem mais comum, e o isolamento respiratório deve ser ainda mais rigoroso. O paciente precisa ficar isolado em um quarto especial, com pressão atmosférica negativa e renovação do ar. A equipe médica só pode entrar no quarto vestindo máscaras com filtros.

Referências

  • Pneumonia in children: Epidemiology, pathogenesis, and etiology – UpToDate.
  • Epidemiology, pathogenesis, and microbiology of community-acquired pneumonia in adults – UpToDate.
  • Is pneumonia contagious? – National Health Service Website (NHS).
  • Mycoplasma pneumoniae Infections – National Center for Immunization and Respiratory Diseases, Division of Bacterial Diseases.
  • Pneumonia – The National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI).
  • Goldman L, et al., eds. Overview of pneumonia. In: Goldman-Cecil Medicine. 25th ed. Philadelphia, Pa.: Saunders Elsevier; 2016.

Источник: https://www.mdsaude.com/pneumologia/pneumonia-contagiosa/

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