Por que câncer de pâncreas emagrece?

Cancro do pâncreas | SNS24

Por que câncer de pâncreas emagrece?

O cancro do pâncreas ocorre quando se formam células malignas no tecido pancreático. O termo “cancro do pâncreas” corresponde genericamente ao adenocarcinoma do pâncreas, que é o tumor maligno do pâncreas mais frequente, e que se forma a partir das células exócrinas (que produzem as enzimas digestivas).

Pode existir mais do que um tipo de cancro do pâncreas?

Sim. No pâncreas podem desenvolver-se vários tipos de tumores malignos.

O que é o pâncreas?

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, tem cerca de 15 centímetros de comprimento e encontra-se localizado na parte superior do abdómen, atrás do estômago. O pâncreas divide-se em três partes:

  • cabeça (lado direito)
  • corpo (secção central)
  • cauda (lado esquerdo)

Qual a função do pâncreas?

O pâncreas tem duas funções principais:

  • é responsável pela produção de enzimas digestivas, fundamentais para a digestão dos alimentos (função exócrina)
  • produção de várias hormonas libertadas para o sangue, a mais conhecida a insulina, fundamental para a regulação dos níveis de açúcar (função endócrina)

Quais os fatores de risco do cancro do pâncreas?

Não são conhecidas as causas para o cancro do pâncreas, mas são conhecidos alguns fatores de risco. Os principais são:

  • tabagismo crónico: é o principal fator de risco identificado, aumentando o risco de cancro cerca de duas a três vezes
  • obesidade: indivíduos obesos têm um risco ligeiramente superior em desenvolver cancro do pâncreas
  • diabetes mellitus com início a partir dos 50 anos, sobretudo nos 3 primeiros anos após o diagnóstico
  • pancreatite crónica, geralmente associada ao consumo de álcool e tabaco, é um fator de risco adicional
  • doentes portadores de determinado tipo de quistos (mucinosos) do pâncreas
  • predisposição familiar: o risco de desenvolver cancro do pâncreas é superior nos familiares de 1º grau (pais, irmãos ou filhos) que tenham ou tiveram a doença (particularmente quando esta surge antes dos 50 anos)

Quais os sintomas do cancro do pâncreas?

O cancro do pâncreas é habitualmente silencioso até uma fase avançada da doença e os sintomas variam com a localização do tumor no próprio órgão.

Os sintomas são relativamente inespecíficos, como:

  • dor abdominal
  • perda de apetite
  • emagrecimento
  • cansaço

Pode ainda surgir coloração amarelada dos olhos e pele (icterícia) se o tumor envolver a cabeça do pâncreas e provocar obstrução da drenagem biliar (por invasão da via biliar, que leva a bílis do fígado para o intestino).

Como se faz o diagnóstico do cancro do pâncreas?

O diagnóstico do cancro do pâncreas é habitualmente feito através do exame físico e exames auxiliares, como:

  • ecografia abdominal: é muitas vezes a opção inicial por ser um exame simples, não invasivo e inócuo
  • tomografia computadorizada (TC) com contraste endovenoso e a ressonância magnética (RM): exames de imagem com excelente pormenor na avaliação do pâncreas e muito importante no diagnóstico e estadiamento (para caracterização da localização e fase da doença)
  • ecoendoscopia, também conhecida por ultrassonografia transendoscópica: técnica realizada por um gastrenterologista, sob sedação, e que permite visualizar, através de uma sonda de ecografia de alta resolução, todo o pâncreas através do estômago e duodeno (porção inicial do intestino). É um exame de extrema utilidade no diagnóstico e estadiamento do cancro do pâncreas, com a vantagem única de permitir a realização de biópsias (único meio para obter o diagnóstico definitivo)

É possível fazer o rastreio do cancro do pâncreas?

Não existe um programa de rastreio definido para a população geral. Existem, contudo, exames de fácil execução, rapidamente disponíveis, isentos de complicações e com elevada acuidade que possibilitam o diagnóstico do cancro do pâncreas.

Em vários centros europeus são realizados rastreios a subgrupos específicos com elevado risco de cancro do pâncreas (pela história familiar ou pela identificação de determinadas síndromes hereditárias).

Qual o tratamento do cancro do pâncreas?

O tratamento do cancro do pâncreas vai depender em primeiro lugar de:

  • seu estadiamento
  • sua localização

Assim, a abordagem terapêutica deve ser individualizada, tendo em consideração as características do doente e do próprio tumor.
As opções terapêuticas podem incluir:

  • a cirurgia: a abordagem mais indicada, especialmente quando o cancro é detetado numa fase inicial. A técnica cirúrgica realizada depende essencialmente da localização e relação do tumor com estruturas vizinhas
  • a radioterapia
  • a quimioterapia
  • as anteriores de forma combinada

Contudo, o único tratamento que pode curar efetivamente o cancro é a cirurgia radical, em que é retirado o pâncreas afetado e os gânglios regionais. Trata-se de uma cirurgia complexa, que deve ser realizada apenas em centros de referência, com experiência em cirurgia pancreática.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia 

Источник: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-oncologicas/tipos-de-cancro/cancro-do-pancreas/

Câncer no estômago: conheça os sintomas e tratamentos deste tipo de tumor | HCor

Por que câncer de pâncreas emagrece?

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Você pode até não ouvir falar com muita frequência do câncer no estômago, mas na lista dos tumores que mais matam, elaborada pelo Inca – Instituto Nacional do Câncer –, ele aparece em 4º lugar.

“Anualmente, temos mais de 20 mil casos de câncer no estômago e, infelizmente, mais de 50% são diagnosticados em situação que já não têm mais chances de cura”, afirma o Dr. Osmar Kenji Yagi, cirurgião do aparelho digestivo do HCor.

Quando descoberto a tempo, esse tipo de câncer tem alta taxa de cura, mas isso nem sempre acontece. “Se fazemos a cirurgia com intenção curativa, nós curamos mais da metade dos casos de câncer no estômago, mas para isso é preciso encontrar o paciente quando a doença está no começo” explica o cirurgião do HCor.”.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 21.290 novos casos de câncer de estômago (13.540 em homens e 7.750 em mulheres) no Brasil.

Esses valores correspondem a um risco estimado de 13,11 casos novos a cada 100 mil homens e 7,32 para cada 100 mil mulheres. Entre homens, é o quarto tipo mais incidente e o sexto entre as mulheres.

O câncer de estômago afeta principalmente as pessoas mais velhas. A idade média dos pacientes quando são diagnosticados é de 68 anos. Cerca de 60% dos pacientes com câncer de estômago tem 65 anos ou mais. O risco médio de uma pessoa desenvolver câncer de estômago em sua vida é cerca de 1 em 154. Os riscos individuais podem ser influenciados por alguns outros fatores.

A importância do diagnóstico precoce do câncer no estomago é tão grande que, de acordo com o médico do HCor, esse é um ponto que precisa ser amplamente difundido.

“As pessoas precisam entender que a gente não deve esperar o emagrecimento, vômitos com sangue, perfuração gástrica para buscar um diagnóstico, porque os sintomas de câncer no estômago em estágio inicial não apresentam indícios muito importantes.

Por isso, a ocorrência de dor no estômago com mais de duas semanas de duração precisa ser investigada”, alerta o médico que completa: “Emagrecimento, vômitos com sangue, entre outras coisas não são sintomas do câncer no estômago em si, e sim sintomas de complicações do tumor”.

O médico diz ainda que as pessoas devem ter em mente que uma perda de peso inexplicada precisa ser verificada. “Muitas pessoas começam a apresentar uma perda de peso e não buscam ajuda. É preciso ligar o alerta de que alguma coisa está errada. Não precisa esperar emagrecer 20 quilos para buscar assistência médica.

As nutricionistas sempre consideram normal a variação de 2 quilos, mas se perder mais que isso, tem que investigar o que está causando. O câncer no estômago, por exemplo, é um dos que faz o paciente perder mais peso.

Em casos de câncer de intestino, próstata, mama, a perda de peso não é importante, mas quem tem problemas no estômago logo sente falta de apetite e isso tem que ser investigado e não comemorado”, pontua o médico do HCor.

Kenji Yagi alerta também para o fato de que no Brasil as pessoas, muitas vezes, negligenciam a dor no estômago persistente, e conta que em países com risco aumentado para câncer no estômago, a realização de endoscopia é indicada anualmente a partir dos 50 anos de idade.

“Nas décadas passadas, a endoscopia era feita com o paciente acordado e isso era traumatizante, mas, atualmente, o paciente não vê nada. Esse exame quase não aumenta os riscos, causa pouco desconforto e somente ele permite um diagnóstico precoce para fazer o tratamento e conseguir a cura da doença.

Não há razão para ele não ser feito”.

Causas do câncer no estômago

Engana-se quem acredita que a vida agitada e os elevados níveis de estresse são os causadores desse tipo de câncer: “A gastrite aguda e a úlcera gástrica não têm correlação com o câncer gástrico. Isso é mito, porque até agora não há dados científicos que nos leve a essa conclusão”.

De acordo com o cirurgião, o fator genético é bastante forte entre os casos de câncer no estômago, mas a má alimentação também é uma grande causadora da doença. O alto consumo de produtos enlatados, industrializados e, principalmente, os excessivamente salgados, trazem riscos consideráveis para a saúde do órgão.

“A medicina já constatou que há relação entre as pessoas que consomem excesso de produtos industrializados, ou com muito sal, com o câncer no estômago. Países que consomem muito sal têm um índice elevado da doença, ao contrário dos que consomem menos”, explica Kenji Yagi.

Por isso, diminuir o consumo de sal é uma necessidade preventiva. “Existem vários programas em países que têm incidência de câncer no estômago para a redução anual de alguns miligramas nos alimentos e isso tem surtido efeito.

Mas, de forma geral, é preciso desenvolver uma alimentação saudável com o consumo de mais legumes, verduras e coisas frescas em detrimento dos industrializados. Sabemos que, em alguns países, o limite de consumo de sal é de 5 a 6 gramas; e no Brasil a gente consome muito mais que isso.

Segundo o IBGE, cada brasileiro consome 11 gramas de sal, ou seja, o dobro do recomendado. Por isso, a conscientização é importantíssima, uma vez que esse consumo realmente aumenta o risco da doença”.

Tratamento e cirurgia do câncer no estômago

Para quem sofre com o tumor, as notícias são boas. Recentemente o câncer no estômago ganhou o primeiro tratamento dentro da imunoterapia.

“Vários tumores bloqueiam o sistema de defesa do organismo. Agora, nós temos medicamentos que destroem esse bloqueio, o que melhora a defesa imunológica contra os tumores.

Estamos na fase inicial de estudos, mas estamos cada vez mais próximos de um medicamento que vai trazer a cura e ajudar uma porcentagem significativa dos pacientes com o câncer no estômago avançado.

A novidade está em ter um inibidor daquilo que bloqueia a imunologia, o que favorece um pouco mais o tratamento desse tipo de tumor”.

Para os que, dentro do tratamento do câncer, optam pela cirurgia – e sentem medo da necessidade de retirar o órgão –, o cirurgião tranquiliza: “De fato, são poucos os casos em que a pessoa não tira o estômago.

Em 90% das operações, a gente tira quase todo ou todo o estômago, e aí pegamos esse pedaço de estômago que sobrou e ligamos direto no intestino, ou o paciente simplesmente fica sem estômago. Mas, ele sobrevive sem maiores transtornos dessa forma.

O prejuízo e comprometimento da qualidade de vida é praticamente zero. Inicialmente, o paciente tem que comer mais vezes ao dia, mas a longo prazo, pouca coisa muda em sua vida.

Alguns precisam de suplementação vitamínica e acabam sofrendo uma perda de peso pequena, mas isso não compromete o paciente, é detalhe técnico, o paciente tolera bem essa retirada”, garante o cirurgião do HCor.

Nos EUA, o número de novos casos de câncer de estômago diminuiu aproximadamente 1,5% ao ano nos últimos 10 anos. O câncer de estômago é muito mais comum nos países menos desenvolvidos, sendo uma das principais causas de mortes relacionadas ao câncer no mundo.

Esses valores correspondem a um risco estimado de 13,11 casos novos a cada 100 mil homens.

7,32 casos novos a cada 100 mil mulheres. Entre homens, é o quarto tipo mais incidente e o sexto entre as mulheres.

Tipos de Câncer

Adenocarcinoma
Cerca de 95% das neoplasias de estômago são adenocarcinomas. O termo câncer de estômago ou câncer gástrico, quase sempre se refere ao adenocarcinoma. Esses cânceres se desenvolvem a partir das células que formam a camada mais interna do estômago (mucosa).

Linfoma
Os cânceres do sistema imunológico são encontrados na parede do estômago, e correspondem a cerca de 4% dos cânceres de estômago. O prognóstico e tratamento desse tipo de câncer de estômago dependem do tipo do linfoma.

Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST)
Os tumores gastrointestinais são raros e se iniciam nas células da parede do estômago denominadas células intersticiais de Cajal. Alguns desses tumores são benignos e outros malignos. Embora estes tumores possam ser encontrados em qualquer parte do aparelho digestivo, a maioria ocorre no estômago.

Tumor Carcinoide
Esses tumores se originam nas células do estômago que produzem hormônios. A maioria desses tumores não se dissemina para outros órgãos. Cerca de 3% dos cânceres de estômago são tumores carcinoides.

Источник: https://www.hcor.com.br/hcor-explica/oncologia/cancer-no-estomago-nao-ignore-os-sintomas/

Apesar de comum, a perda de peso no câncer pede atenção – Revista Online ABRALE

Por que câncer de pâncreas emagrece?

Emagrecer é um processo muito comum durante o tratamento oncológico, porém é preciso ter muito cuidado com isso. A perda de peso no câncer pode interferir no progresso da terapia, por isso é importante ingerir alimentos que supram as necessidades calóricas do corpo. E, mais importante ainda, é o paciente se alimentar com aquilo que tem vontade.

O principal perigo é a pessoa entrar em um estado de desnutrição que comprometa à resposta ao tratamento.

Marisa Resende Coutinho, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, explica que a desnutrição ocorre quando além de peso, o paciente perde massa muscular e tecido gorduroso. “Com isso, ele pode chegar a uma distribuição de pouco peso para sua altura, que comprometa a saúde, diz ela.

Uma das maneiras de saber se essa distribuição está adequada é por meio do cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea), ou medindo a circunferência; pregas cutâneas; bioimpedância e outros métodos que calculem a composição corporal.

Caso esses níveis estejam abaixo do recomendado, “o organismo sofre com a perda de proteínas, carboidratos e gordura. Isso atrapalha o processo de cicatrização, coagulação e aumenta o risco de infecção, sangramentos e dificulta o prognóstico. Além de dificultar até atividades rotineiras do dia a dia”, conta a nutricionista.

Perda de peso no câncer

Em algumas situações mais complicadas, o câncer em si pode fazer o paciente emagrecer. Tanto que a perda de peso sem motivos aparentes é um dos sintomas da doença.

Isso acontece porque o tumor causa um aumento nos processos metabólicos das proteínas. Como consequência, o corpo passa a precisar de mais calorias para realizar suas funções diárias, levando a um emagrecimento.

Como não emagrecer se não tenho vontade de comer?

A principal queixa dos pacientes oncológicos em relação à alimentação é a perda de apetite. Para combatê-la, “é necessário investir em alimentos que possam apetecer o paciente, ou seja, que ele tenha vontade naquele momento”, conta Marisa Coutinho.

É preciso observar também a tolerância da pessoa a temperos, aromas e consistências, adaptando ao que ela consegue comer neste momento.

De acordo com orientações da nutricionista, “deve-se dar preferência a alimentos de maior densidade calórica e/ou proteica.

Além de respeitar as restrições que o paciente possa ter em função do quadro clínico ou doenças pré-existentes. Por exemplo: diabetes, hipertensão, presença de diarreia, vômito ou outro comprometimento do sistema digestório.

Bem como dar preferência a alimentos mais naturais de boa procedência em lugar dos ultra processados”.

Outra solução para suprimir a falta de apetite é comer uma menor quantidade, porém mais vezes ao longo do dia. Em vez de ter três grandes refeições, o paciente pode fazer cinco: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Alimentos mais recomendados durante o câncer

Marisa diz que se alimentar bem durante esse processo é importante, pois capacita o paciente a lidar melhor com os efeitos colaterais. Dessa forma, “uma regra primordial é ingerir vários alimentos diferentes todos os dias”, indica ela.

Nenhum alimento ou grupo de alimentos contém todos os nutrientes necessários e para manter o vigor do organismo, a dieta deve conter porções diárias dos seguintes grupos de alimentos:

  • Frutas e vegetais. Verduras cruas ou cozidas, frutas e sucos de frutas são fontes de algumas vitaminas e minerais necessários ao organismo.
  • Alimentos proteicos. As proteínas contribuem para a regeneração do organismo e o combate às infecções. Carnes em geral, peixes, aves, ovos, leite, iogurte e queijo fornecem não só proteínas como também muitas vitaminas e minerais.
  • Tanto in natura quanto os presentes no pão, nas massas e arroz, eles fornecem principalmente os carboidratos e fibras. Os carboidratos são as fontes de energia, sendo necessários para que o organismo funcione bem.
  • Laticínios. O leite e seus derivados fornecem proteínas, vitaminas e minerais, dentre eles destacando a melhor fonte de cálcio.

“O ideal é que o paciente tente comer de tudo um pouco e mantenha uma dieta equilibrada. Consumir alimentos de todos os grupos evita que o organismo precise usar outras fontes de energia, como as proteínas musculares”, alerta Marisa.

Ela ressalta que existe no mercado uma variedade de suplementos nutricionais tanto para pacientes oncológicos quanto para o público geral. “Eles são uma boa alternativa para completar o aporte nutricional que o paciente precisa e que, por vezes, não consegue ingerir”, finaliza Marisa.

Sabia que tomar água ajuda a reduzir os efeitos colaterais do tratamento?

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Источник: https://revista.abrale.org.br/perda-de-peso-no-cancer/

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