Por Que Comer Sal em Excesso é Perigoso?

Por que precisamos ingerir sal?

Por Que Comer Sal em Excesso é Perigoso?

Para os químicos, sal é o nome dado a uma série de substâncias resultantes da reação de um ácido com uma base – encontro que, fatalmente, também gera água. Mas, na cozinha, o que se conhece simplesmente por sal é um desses sais: o cloreto de sódio. Trata-se de uma substância sem a qual ninguém consegue viver, tão essencial que já foi usada até como dinheiro na antiguidade.

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O cloreto de sódio, nosso bom e velho sal de cozinha, é um dos mais preciosos alimentos de que se tem conhecimento. Nossas células precisam dele o tempo todo, uma vez que o sódio é um importante controlador de substâncias que entram e que saem de dentro delas.

Ingerindo de 6 a 8 gramas de cloreto de sódio por dia – isso dá um pouco mais que duas pitadas – conseguimos manter o equilíbrio do corpo, isto é, um balanço ideal dos nutrientes e de água dentro das células.

Na quantidade adequada, o sal aumenta os movimentos peristálticos dos intestinos, contribuindo para uma boa digestão, facilita a produção de energia, auxilia o funcionamento renal, além de ser muito importante para quem pratica mais de uma hora de exercícios físicos, pois ajuda a repor o sódio perdido com o suor. Se alguém tentar uma dieta que exclua totalmente o sal corre o risco de ficar enrugado como uma uva passa.

Sem o sódio, seu controlador de água celular, o organismo não conseguiria reter líquidos e as células perderiam seu volume normal. Já o excesso de sal é bem perigoso, pois ele suga a água das células, retém excessiva quantidade de líquidos no organismo, o que força demais os vasos sanguíneos, podendo levar a um aumento da pressão arterial.

Enquanto uma pequena quantidade de sal promove a função renal, o excesso afeta os rins e interfere no metabolismo de absorção de cálcio e de nutrientes em geral.

“O problema é que nosso paladar exige cerca de dez vezes mais sal do que deveria”, diz Graziela Friedler, nutricionista e doutouranda no Laboratório de Metabolismo da Universidade de São Paulo (USP).

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Por que as carnes salgadas são difíceis de estragar?

O que faz a comida cozida estragar é a proliferação de micro-organismos como bactérias e leveduras. Nos alimentos crus, as enzimas do próprio alimento se encarregam de fazer a decomposição. O sal é usado como conservante porque inibe a ação de enzimas degradativas, sejam elas do alimento ou dos micro-organismos.

Fora isso, ele faz com que a água das células animais saia até que a concentração em sal seja a mesma no interior e no exterior das células. Um ambiente seco, sem água, e encharcado de sal não é nada propício para agentes decompositores.

“Afinal, como nós, eles também precisam de água para sobreviver”, explica Jaime Amaya Farfan, professor titular da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp).

É bom lembrar que a salga pode perder seu poder conservante se não for feita em altas concentrações de sal, permitindo que a carne seja contaminada por bactérias halófilas – aquelas que vivem em ambiente salgado e com pouca água.

Esse processo de conservação é usado em algumas carnes desde a Idade Média. O bacalhau, por exemplo, depois de salgado, era transportado, na Europa, em cima de mulas. Hoje em dia, só o transporte mudou – a conservação continua a mesma, pois a carne do bacalhau tem uma textura bem peculiar que, depois de reidratada, fica muito parecida com o que era antes.

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Por que azeitonas são curadas em sal?

Ao serem colhidas, as azeitonas têm um sabor amargo insuportável causado pela oleoropeína, um composto orgânico presente em sua polpa. Para ficarem gostosas e rechonchudas, elas são deixadas por alguns meses de molho em salmoura (solução salina), renovada regularmente.

Em uma temperatura de 25ºC a 28ºC, começa a fermentação láctica, que decompõe os açúcares da fruta e origina ácido láctico. O ácido produzido provoca uma descida do pH, o que proporciona um ambiente ideal para conservação longa.

“A salmoura e o ácido láctico fazem com que a oleoropeína se dilua e o amargor seja bem reduzido”, diz o engenheiro de alimentos Nelson Sakazaki.

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Por que jogamos sal no balde de gelo da cervejinha?

O sal altera as temperaturas em que a água muda de estado físico. No caso do gelo da cerveja, adição de sal faz com que a água necessite de mais energia para passar do estado sólido para o líquido, perdendo mais calor.

O resultado prático é uma cerveja mais gelada do que outra que estivesse mergulhada em gelo puro. “O sal é usado porque está sempre à mão em uma mesa de bar.

Mas pode ser substituído por qualquer outro pó solúvel em água, como o açúcar, por exemplo”, explica Maria Eunice Ribeiro Marcondes, professora do Instituto de Química da USP. O mesmo fenômeno ocorre quando se põe água salgada para ferver.

Aí a água também vai necessitar de mais calor para deixar de ser um líquido e passar a ser um gás. Só que, neste caso, o calor extra é puxado da chama do fogão e a temperatura de ebulição se eleva. Quanto mais sal na água, maiores serão as variações de temperatura em ambos os casos.

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Faz diferença ingerir sal grosso? E sal marinho?

O sal que você compra no supermercado é sempre cloreto de sódio, não importa a denominação que vem escrita no pacote. Os sais refinados, depois de extraídos das salinas, passam por uma lavagem, são moídos, centrifugados e novamente secos em altas temperaturas.

Em seguida, são peneirados para extrair impurezas e recebem algum tipo de antiumectante (para deixá-los bem soltinhos), além de uma dose de iodato de potássio, exigido pela legislação brasileira para prevenir o bócio, uma doença na tireoide.

O sal grosso também é refinado, só que seu processo de recristalização é mais lento e gera cristais grandes. Na hora de comer, a diferença essencial está nas sensações geradas por pedaços maiores ou menores. Portanto, usar sal grosso em pratos em que os cristais são dissolvidos em água não faz muito sentido.

O sal pode ser obtido de duas formas: por meio da evaporação da água do mar e pela exploração de depósitos no subsolo.

O nome “sal marinho” nem sempre quer dizer somente que ele saiu do mar, mas também que não passou por nenhum procedimento de refinação – apenas a adição de iodo. Do sal marinho é retirada a “flor de sal”, vendida a preços estratosféricos. Trata-se da primeira camada fina de cristais que se forma na superfície das salinas, que os chefs garantem ter um sabor inigualável.

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É possível salvar uma sopa salgada demais? Batata adianta?

Eis uma questão que causa controvérsia entre os cientistas. Para o químico norte-americano Robert L. Wolke, autor do livro O que Einstein disse a seu cozinheiro, isso não passa de um mito. Wolke conduziu experiências controladas para verificar o fenômeno.

Segundo ele, a batata absorve o sal, mas também absorve água – e a concentração salina da solução permanece inalterada. Já para a nutricionista Graziela Friedler, a batata puxa mais sódio que outras substâncias, alterando a salinidade da solução.

Segundo ela, pode-se diminuir o sal de um caldo sem perder o sabor dos outros ingredientes. Ainda supondo que o truque funcione, um efeito parecido poderia ser obtido usando-se, no lugar de batata, mandioca ou mandioquinha. Agora, se você errou a mão no sal do feijão, esqueça, porque nada poderá salvar seu almoço.

O feijão tem a mesma propriedade de absorção do tubérculo – por isso, deixe sempre para salgá-lo no final do preparo.

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Por que algumas receitas pedem manteiga sem sal e… sal?

Pode parecer mais fácil usar manteiga salgada, afinal o sal já está lá mesmo. Mas isso é uma prática culinária um tanto arriscada. A questão é que a proporção de sal adicionada à manteiga varia de acordo com o fabricante: por isso, fica impossível determinar o quanto de manteiga salgada uma receita deve levar.

Uma colherada a mais e pronto – lá se vai um prato salgado demais para a lata de lixo. Além disso, as propriedades conservantes do sal fazem com que alguns laticínios reservem para a manteiga salgada a sobra da produção, uma manteiga de qualidade um pouco inferior.

Mas nada que impeça você de passar aquela manteiga em lata, salgadinha e deliciosa, num pão francês quentinho.

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  • Benefícios dos alimentos
  • Corpo humano
  • Curiosidades

Источник: https://super.abril.com.br/saude/por-que-precisamos-ingerir-sal/

18 dicas simples para evitar comer muito sal

Por Que Comer Sal em Excesso é Perigoso?

Equipe eCycle Consuma Consciência – Alimentos
Imagem: Miroslava on Unsplash

Sal de cozinha, ou sal refinado, é o nome popular para o cloreto de sódio (NaCl). Os cristais desse composto químico contêm em média 39% de sódio e 61% de cloro. O sódio é um nutriente essencial para a nossa saúde.

Ele está presente em tudo, do nosso sangue até os oceanos. No corpo humano, ele representa cerca de 1,5% da massa corporal, ou seja, uma pessoa com 50 kg possui 75 g de sal.

Apesar de ser primordial para manter o corpo em funcionamento, o excesso de sódio pode causar sérios problemas de saúde, como retenção de líquidos no corpo, aumento da pressão arterial, desenvolvimento de doenças cardiovasculares e problemas renais.

Além do consumo de muito sal junto com a comida, o grande problema é que o sódio está presente em produtos industrializados (mesmo os de sabor doce), integra a formulação de conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).

No Brasil, recomenda-se a ingestão diária de 2 g (2000 mg) de sódio. Porém, de acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), o brasileiro consome em média 4,5 g de sódio diariamente.

Você também integra o grupo das pessoas que consomem muito sal? A menos que você tenha pressão baixa e comer muito sal seja uma recomendação médica, dê uma olhada nessas dicas para reduzir o excesso de sal e diminuir a ingestão diária de sódio em sua dieta.

Isso vai amenizar (ou evitar) vários problemas de saúde.

1. Diminua o sal gradativamente

Não tente cortar o sal de uma vez dos seus alimentos; faça esse processo gradativamente, assim você não vai desanimar e criará tempo para seu paladar se acostumar.

2. Substitua o sal por outros temperos

Pimenta, limão, ervas, gersal cebola e alho são ótimas opções de tempero que possuem quantidades bem mais baixas de sódio quando comparadas ao sal de cozinha.

3. Leia as embalagens

Ao observarmos o quanto de sódio está presente nos alimentos que consumimos, o seu controle fica mais fácil, incentivando a troca por produtos com menores quantidades de sódio. Muitas vezes, produtos semelhantes podem ter níveis muito diferentes de sódio.

4. Evite consumir produtos ricos em sódio

Macarrão instantâneo, queijo parmesão e molho de soja são exemplos de alguns alimentos ricos em sódio.

5. Tire o saleiro da mesa

Tirar o saleiro da mesa evita que você adicione mais sal à sua comida.

6. Evite petiscos

Alimentos como amendoins e batatas chips possuem altas quantidades de sal em sua composição. Invista em opções mais saudáveis.

7. Prefira produtos in natura aos congelados

Os alimentos congelados possuem grandes quantidades de sal, que ajudam a conservá-los por mais tempo.

8. Opte por um café da manhã mais saudável

Substitua o famoso pão com manteiga e produtos industrializados, como cereais, por frutas frescas e pães integrais.

9. Modifique as receitas

Evite colocar muito sal nas receitas dos seus pratos. Sempre que possível, diminua o sal. Em alguns casos, é possível cortar pela metade a quantidade sem perder o sabor do alimento.

10. Prefira o sal marinho ao sal de cozinha comum

Por não passar por um processo de refinação, o sal marinho possui diversos sais minerais, que são benéficos para o nosso corpo. Uma pesquisa da USP analisou os nutrientes e quantidades de sódio presentes em diversos tipos de sal.

Os resultados indicam que o sal marinho é mais nutritivo do que o sal refinado, mas há pouca variação. Na prática, isso quer dizer que o controle deve ser igual ao do sal de cozinha comum, pois o sal marinho apresenta também níveis altos de sódio (conheça outros tipos de sal clicando aqui).

Se tiver condições de usar o sal do himalaia, melhor ainda – mas os cuidados permanecem os mesmos.

11. Procure novas maneiras de preparar seus pratos

Ao grelhar vegetais, por exemplo, é possível manter mais o sabor do alimento, diminuindo a necessidade de condimentos.

12. Evite temperos industrializados

Temperos industrializados possuem níveis muito altos de sódio, além de grandes quantidades de gordura. A maioria deles, que são usados no preparo de caldos, molhos, temperos e outras receitas, possui quantidades de sódio que chegam próximas à quantidade recomendada de ingestão diária.

13. Evite produtos light

Para reduzir as quantidades de calorias nos produtos é adicionado o sal, para garantir uma consistência e textura. Um exemplo disso são refrigerantes light, que apesar de quase não possuírem calorias, apresentam mais que o dobro da quantidade de sódio das versões convencionais.

14. Corte as carnes processadas e curadas

Carnes processadas são ricas em sódio e conservantes que fazem mal à nossa saúde. Carnes curadas possuem grandes quantidades de sal, que é utilizado no processo de sua fabricação, em que o sal atua como conservante natural.

15. Evite produtos processados e enlatados

Esses alimentos possuem grandes quantidades de sódio em sua composição;

16. Descarte a água de produtos enlatados

Descartar a água presente nos produtos enlatados pode diminuir em até 50% a quantidade de sódio presente no alimento;

17. Procure utilizar produtos sem conservantes

Conservantes, fermentos, adoçantes e realçadores de sabor, que estão presentes em vários produtos industrializados, possuem grandes quantidades de sódio.

18. Procure um nutricionista

Para um controle melhor dos níveis de sódio ingeridos, conte com a ajuda de um nutricionista; o profissional irá ajudar a escolher os alimentos certos e tornar o processo de redução de sódio menos dolorido.

Veja também:

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Источник: https://www.ecycle.com.br/2994-muito-sal.html

.: Sociedade Portuguesa de Hipertensão :

Por Que Comer Sal em Excesso é Perigoso?
Onde está o sal?
O sal é um mineral constituído por dois elementos: o sódio e o cloro.

O sódio é um nutriente essencial ao organismo mas, consumido em excesso, comporta sérios riscos para a saúde, estando relacionado com o aumento da pressão arterial (PA).

Cerca de 10% do sódio ingerido tem origem no conteúdo natural dos alimentos e o restante é proveniente de adição, durante o fabrico de alimentos processados ou aquando da sua confeção.

Qual a quantidade de sal que devo consumir?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de 5g de sal por dia para um adulto (1 colher de chá rasa) e 3g diárias para as crianças. Isto já inclui não só o sal acrescentado aos alimentos, como o que faz parte da sua composição, na totalidade de todas as refeições realizadas ao longo de um dia. Em média, os portugueses consomem 10,7g de sal por dia (estudo PHYSA), o que corresponde ao dobro do recomendado.

NOTA: 5g de sal – corresponde a 2g de sódio.

Como fazer a leitura de rótulos?


É verdade que muitas pessoas não sabem identificar o sódio nos rótulos dos alimentos que compram. Ler o rótulo é uma atividade importante de que nunca se deve esquecer, para saber sempre o que está a comprar. O sódio pode aparecer sob diversas designações: teor de sal, sódio, NaCl (cloreto de sódio), Na (símbolo químico do sódio), glutamato monossódico, bicarbonato de sódio, bissulfato de sódio, fosfato dissodico, hidróxido de sódio e propionato de sódio. Quando for fazer as suas compras não se esqueça: há alimentos que naturalmente contêm elevados valores de sódio. Tome atenção aos rótulos e evite os que têm mais de 5% da dose diária recomendada (DDR) de sódio ou com mais de 1,5 g de sal por 100 g (0,6 g de sódio).

Quais os alimentos com maior quantidade de sal?


Existem certos alimentos que tendencialmente têm excesso de sódio, pelo que é necessário uma maior atenção e alguma limitação no seu consumo: carnes processadas (ex: salsichas, hamburguer, rissóis, folhados, enchidos), algumas conservas (ex: milho, ervilha, atum, sardinha), molhos embalados, caldos concentrados, batatas-fritas de pacote, bacalhau (é importante que seja bem demolhado), alguns lacticínios (manteigas com sal, queijos curados), refrigerantes (o sódio pode ser adicionado a sumos como conservante), refeições pré-cozinhadas e snacks. Prefira, sempre que possível, os alimentos na sua forma natural e opte por ingredientes frescos.

Dicas para reduzir o sal?

  • Adicione menos sal aos pratos – Os alimentos já têm sódio, ao adicionar sal está a aumentar a quantidade de sódio que ingere por dia. Substitua o sal por especiarias e ervas aromáticas. Dê mais cor e sabor ao seu prato. Outro conselho é ir provando os seus petiscos à medida que vai cozinhando. Assim, evita condimentar demasiado os seus cozinhados, ao mesmo tempo que controla os níveis de sódio.
  • Temperos da comida – Tenha cuidado com os molhos e temperos que compra já preparados! Muito ricos em sal, estes são, muitas vezes, alimentos que consome sem se ter a perceção do seu real teor de sódio. Como solução, experimente temperar a sua carne, peixe ou saladas com sumo de limão ou vinagre balsâmico. Vai ver que dá nova vida às suas refeições.
  • Como temperar carne grelhada – Quer organizar um churrasco e não sabe o que fazer para temperar as carnes sem ser com sal? Então experimente fazer um molho de azeite, alho, um pouco de vinho, sumo de limão e pimentão e use-o para regar a sua carne enquanto vai assando. Vai ver que confere imenso sabor e sem pitada de sal.
  • Como temperar o peixe – O peixe fresco faz parte da cozinha portuguesa e faz parte de uma alimentação saudável, mas atenção aos temperos realizados! Substitua o sal por uma maceração de ervas frescas, azeite e um pouco de alho. Combine as ervas aromáticas que mais gosta, seja rosmaninho, coentros, salsa ou até cebolinho, e aprecie as suas refeições de maneira mais saudável.
  • Batatas fritas sem sal – Quando come um delicioso prato de batata-frita, o que apetece é sempre um pouco de sal, correto? Mas, experimente fazer um simples molho de iogurte tipo grego com umas gotas de sumo de limão ou lima, uns ramos de cebolinho picado e um pouco de pimenta e vai ver que o seu petisco fica bem mais delicioso!
  • Molho de iogurte – Quer acompanhar a sua refeição com um molho fresco mas sabe que os disponíveis no mercado estão cheios de sódio? Então experimente fazer um simples molho de iogurte com limão ou lima, tempere a gosto e junte cebolinho – o ideal para a sua carne. Mas se tem um prato de peixe, que tal um fio de azeite com limão e um pouco de salsa picada? Vai gostar e o seu corpo agradece!


Curiosidades

  • Porque faz mal o sal? – O sal não faz mal, aliás é necessário à sobrevivência dos seres humanos. É o seu excesso que faz mal. Quando consumido em demasia faz o organismo reter mais líquidos e aumentar o volume, levando a uma sobrecarga no sistema circulatório, prejudicando os rins e contribuindo para o aumento da pressão sanguínea.
  • É mesmo importante reduzir o sal? Segundo dados da população portuguesa, se cada pessoa consumisse menos 2g de sal (0,8g de sódio) por dia a taxa de AVC cairia entre 30 e 40% nos 5 anos seguintes, ou seja, em média, seriam menos 11.000 casos de AVC por ano em Portugal! Em todo o mundo, o consumo excessivo de sal é responsável por 2,3 milhões de mortes por ano, devido a doenças cardiovasculares.
  • Quais as doenças que estão associadas ao excesso de sal? O consumo em excesso de sódio está associado a várias doenças onde a mais crítica é a Hipertensão, que quando não é controlada pode levar a eventos fatais como o AVC ou o enfarte do miocárdio.Para além da Hipertensão está também relacionado com as seguintes patologias: doenças renais, cancro no estômago e osteoporose.

Tabaco e Hipertensão Arterial

O que é que o tabaco tem que faz mal?
O fumo do tabaco tem mais de 4000 substâncias tóxicas.

As mais importantes são:

  • A nicotina, que cria no nosso corpo a necessidade de fumar;
  • Os derivados do alcatrão, que causam vários tipos de cancro;
  • Os irritantes tóxicos, que causam doenças como bronquite e asma;
  • O monóxido de carbono, que bloqueia o oxigénio no sangue.

Estes efeitos não ocorrem só no fumador ativo, existem evidências sobre os efeitos nocivos à saúde do tabagismo passivo. 

Porque devo deixar de fumar?
Deve saber que o tabaco é a maior causa evitável de doenças e morte nos países desenvolvidos.

Mais de 12 000 pessoas morrem em Portugal por ano devido a problemas relacionados com o tabaco. Portanto, deixar de fumar é o melhor que pode fazer para proteger a sua saúde agora e no futuro.

Qual a relação do tabaco com a hipertensão arterial?

Fumar provoca um aumento agudo da Pressão Arterial (PA) e da frequência cardíaca, que persiste por mais de 15 minutos depois de fumar um cigarro. Vários estudos demonstraram que os fumadores apresentam valores da PA diária mais elevados do que os não-fumadores. Além do impacto sobre os valores da PA, o tabagismo, tal como a hipertensão, são importantes fatores de risco cardiovascular, contribuindo para doenças como acidente vascular cerebral, enfartes e doença arterial periférica. 


Que benefícios tenho no dia-a-dia em deixar de fumar?

  • Se deixar de fumar notará imediatamente benefícios na sua vida diária:
  • Terá mais dinheiro para outras coisas;
  • Notará que o tabaco não o controla e sentir-se-á melhor consigo próprio;
  • A sua família e amigos deixarão de inalar o fumo dos seus cigarros;
  • Desaparecerá o mau hálito e as manchas amarelas nos dentes;
  • O seu paladar e olfato melhorarão, bem como a sua capacidade para o desporto;
  • Acabará com o cheiro a tabaco da roupa, carro, casa, etc;
  • Os sintomas respiratórios como a tosse melhorarão.

Onde encontrar mais informações sobre cessação tabágica?
Pode-se informar com o seu médico assistente, consultar a internet (www.deixar.net) ou contactar a
Linha Vida – SOS droga (Tel. 211 112 700).

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Источник: https://www.sphta.org.pt/base8_detail/25/105

Por que o excesso de sal faz mal à saúde? | Artigo

Por Que Comer Sal em Excesso é Perigoso?

Aumento da pressão ocorre por conta da propriedade osmótica do cloreto de sódio. Artigo do dr. Drauzio que explica por que o excesso de sal faz mal à saúde.

Há mais de 5 mil anos o sal já era usado no Egito e na China, mas com uma função diferente da que lhe cabe hoje: em vez de servir para temperar os alimentos, era usado para conservá-los da deterioração, já que possui característica osmótica, ou seja, retira água dos alimentos e assim evita que bactérias se proliferem. Em tempos sem geladeira, essa era a forma utilizada para conservar a comida, e assim permaneceu até o início do século 20, quando passou a ser usado como tempero.

Veja também: Artigo do dr. Drauzio sobre sal e pressão alta

Ironicamente, se antes a função do sal era manter a qualidade dos alimentos e, consequentemente, a saúde das pessoas, hoje ele recebe o título de vilão e integra a lista dos condimentos prejudiciais à saúde. Isso não ocorre à toa: o consumo excessivo de sal aumenta a pressão arterial.

O cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração do Incor (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), explica que o aumento da pressão ocorre por conta da propriedade osmótica do cloreto de sódio, principal componente do tempero, que atrai moléculas de água para si e leva à retenção de líquidos.

  “Quando o sal entra no organismo, ele é absorvido pelo intestino e vai direto para o sangue. Se é consumido em grande quantidade, cai na mesma proporção nos vasos.

Como a água do corpo é sugada pelo cloreto, o organismo, na tentativa de manter o equilíbrio e normalizar a falta de água, eleva a pressão arterial para aumentar o fluxo de sangue circulando”, esclarece Lopes.

Acontece que os vasos estão acostumados com um determinado volume sanguíneo circulando em seu interior. Quando a quantidade de sangue circulante aumenta muito, os vasos se contraem para tentar diminuir o fluxo e restabelecer o estado habitual.

Como explica a nutricionista Camila Leonel, da escola de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a constrição dos vasos de fato diminui a quantidade de sangue circulando no organismo, mas a pressão de bombeamento do coração continua aumentada.

“Consequentemente, o órgão não é irrigado de maneira adequada, justamente quando precisa trabalhar com mais intensidade, o que faz com que seu tecido fique mais espesso”, completa Leonel.

A sequência de alterações pode levar a uma série de problemas graves: hipertensão arterial, problemas renais, arritmia e infarto.

Círculo vicioso

O problema afeta também os rins. “Como têm função de filtrar as substâncias do organismo, eles são os responsáveis por expelir o excesso de sal. Se não conseguem retirar o excedente de cloreto, ele acaba caindo na corrente sanguínea em quantidade abundante”, explica Lopes.

Os rins têm papel-chave no círculo vicioso em que o organismo entra a partir do consumo excessivo de sal.  “Por não eliminarem totalmente o excesso do sódio, eles contribuem para o aumento da pressão e simultaneamente sofrem com a hipertensão, que influencia o funcionamento de todos os órgãos.

Em estado normal, os rins são capazes de filtrar 1.070 litros de sangue, mas com hipertensão eles começam a reter os resíduos do organismo.

Com isso, a pessoa desenvolve problemas nos rins, que ficam com mais dificuldade para excretar o excesso de cloreto de sódio, reiniciando todo o ciclo”, explica Lopes.

Em geral, quando há grande desproporção entre as quantidades de água e sal no organismo, o primeiro sinal evidente é o inchaço nas pernas e nos pés. Entretanto, normalmente um descontrole dessa magnitude acontece em pessoas com predisposição genética a ter problemas renais.

Veja também: O sal na dieta

O lado bom

Esses males não significam que sal e cloreto de sódio devam ser eliminados da dieta. A sua ausência também tem consequências ruins. A necessidade diária de sódio para os seres humanos é de 500 mg, e a ingestão de sal é considerada saudável até o limite de 2 g (aproximadamente 1/2 colher de café) por dia. O consumo médio do brasileiro, contudo, corresponde ao dobro do recomendado.

A indústria de alimentos é responsável por 23,8% do sódio consumido pelos brasileiros, contra 76,2% do sódio que é adicionado no preparo final dos alimentos, de acordo com dados da POF/IBGE (Pesquisa de Orçamentos Familiares).

“O sódio é um dos 22 minerais considerados essenciais na alimentação e tem papel fundamental na manutenção do equilíbrio e distribuição dos líquidos corporais (dentro e fora das células), além de contribuir para a contração muscular e transmissão dos impulsos nervosos e do ritmo cardíaco, permitindo o bom funcionamento do cérebro e o controle adequado das funções vitais do organismo”, explica Leonel.

Quando há uma queda rápida dos níveis de sódio (hiponatremia), os principais sintomas são: diminuição da pressão, confusão mental, letargia, anorexia, convulsões, coma, náuseas, vômitos, câimbras e fraqueza. “Ainda, o sal de cozinha é para nós a principal fonte de iodo. A deficiência dessa substância no corpo pode causar deficiência mental e abortos espontâneos”, completa o cardiologista Lopes.

Tipos de sal no mercado

Sal de cozinha: É o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve conter iodo para prevenir o bócio, crescimento anormal da glândula tireoide.

Possui 40% de sódio e 60% de cloro. Porém, é importante não errar na mão na hora de temperar os alimentos. Pelo alto teor de sódio em sua composição, o sal pode contribuir para o aumento da pressão arterial, caso seja consumido em demasia.

O ideal é consumir, no máximo, 2g por dia.

Light: É um produto com teor de sódio reduzido, indicado para hipertensos. Possui 30% de sódio e 70% de cloro. Cuidado: como seu sabor é mais suave, deve-se ficar atento para não salgar muito a comida e anular o benefício de possuir menos sódio. Por conta da alta taxa de cloro, também dá sensação de ardido. É o mais recomendado pelos especialistas.

Marinho: Bastante usado na alimentação funcional, pode ser moído na hora e misturado com ervas frescas.

Como não passa pelo sistema de branqueamento, como o sal de cozinha, ele permanece com aproximadamente 84 elementos, dentre eles iodo, enxofre, bromo, magnésio e cálcio, componentes importantes para o metabolismo e, também, para ativar a glândula da tireoide. Depois do sal light,  é o tipo mais indicado pelos especialistas, pois é rico em minerais.

Grosso: Produto não refinado, apresentado na forma que sai da salina. Em culinária, é usado em churrascos, assados de forno e peixes curtidos. Possui 40% de sódio e 60% de cloro.

Por ser em forma granulada, geralmente é consumido com mais cautela do que o sal refinado, já que pouca quantidade tempera consideravelmente.

Deve ser consumido com parcimônia, pois o consumo exagerado pode levar à hipertensão.

Medida preventiva do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde e a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação) anunciaram em junho de 2017 a renovação do Plano de Redução de Sódio em produtos processados no Brasil, que tem como meta a retirada de 28,5 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados até 2020.

Até 2017, a indústria retirou 17.254 toneladas de sódio dos alimentos.

 Ao todo, foram assinados quatro termos de compromisso com o Ministério da Saúde para redução gradual de sódio em 35 categorias de alimentos industrializados.

Pães de forma, bisnaguinha e massas instantâneas, categorias que integram o 1º Termo de Compromisso, alcançaram as metas estabelecidas e novas metas foram definidas para 2017, 2018 e, no caso dos pães, até 2020.

A indústria de alimentos é responsável por 23,8% do sódio consumido pelos brasileiros, contra 76,2% do sódio que é adicionado no preparo final dos alimentos, de acordo com dados da POF/IBGE (Pesquisa de Orçamentos Familiares).

Produtos processados campeões de sódio

  • Macarrão instantâneo com tempero – 2721 mg de sódio em 85 g
  • Macarrão instantâneo sem tempero – 1198 mg de sódio em 80g
  • Frango empanado – 759 mg de sódio em 130 g
  • Hambúrguer bovino – 567 mg de sódio em 80g
  • Salsicha – 551 mg de sódio em 50g
  • Hambúrguer de frango – 525 mg de sódio em 80 g
  • Biscoito de polvilho – 270 mg de sódio em 30g
  • Biscoito cream cracker – 230 mg de sódio em 30g
  • Salgadinho de milho – 176,9 mg de sódio em 25g
  • Requeijão – 165 mg de sódio em 30

Fonte: Anvisa

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/por-que-o-excesso-de-sal-faz-mal-a-saude-artigo/

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