Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

Contents
  1. Quais exames pré-natais as grávidas devem realizar?
  2. Consulta pré-concepcional
  3. Exames pré-natais no primeiro trimestre
  4. Exames pré-natais no segundo trimestre
  5. Exames pré-natais no terceiro semestre
  6. Gravidez de risco
  7. Exames pré-natais recomendados de acordo com o período da gestação
  8. Pré-natal: quais são os exames que toda grávida deve fazer
  9. Primeira consulta ou primeiro trimestre
  10. Segundo trimestre
  11. Terceiro trimestre
  12. Exames do 1º trimestre de gestação
  13. 1. Exame ginecológico
  14. 2. Exames de rotina
  15. 3. Ultrassom
  16. 4. Exame de urina
  17. 4. Exames de sangue
  18. Pré-natal: A Importância dos Exames Laboratoriais
  19. Tipagem Sanguínea
  20. Hemograma
  21. Papanicolau
  22. Glicemia
  23. Exame de Urina
  24. Pesquisa de Infecções Através dos Anticorpos IgG e IgM
  25. IgM positivo e IgG negativo:
  26. IgM negativo e IgG positivo:
  27. IgM negativo e IgG negativo:
  28. Exames de gravidez obrigatórios e complementares na gestação
  29. Exames do segundo semestre de gravidez
  30. Exames do terceiro semestre de gravidez
  31. Procedimentos invasivos
  32. Biópsia de vilo corial
  33. Amniocentese
  34. Testes genéticos para grávidas
  35. Por que fazer exames genéticos na gestação?
  36. Exames disponíveis para complementar o pré natal tradicional
  37. NIPT
  38. Sexagem Fetal
  39. RH Fetal
  40. Marcadores sorológicos para Síndrome de Down
  41. Marcadores sorológicos para pré-eclâmpsia
  42. Quantas vezes se faz exame de sangue na gravidez?
  43. O que deve ser feito na primeira consulta de Pré-natal?
  44. Quantas horas de jejum para fazer exame de sangue na gravidez?
  45. Qual é o exame de sangue que detecta gravidez?
  46. Agende seus exames no Delboni Auriemo
  47. Segundo trimestre de gestação: quais exames fazer – Clínica CEU Diagnósticos
  48. Segundo trimestre de gestação: o que acontece?
  49. Exames físicos
  50. Exames laboratoriais
  51. Exames de imagem

Quais exames pré-natais as grávidas devem realizar?

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

Para garantir a saúde da mãe e do bebê, o ideal é que a mulher que queira ter filho procure um médico ginecologista antes de começar a tentar engravidar, para que ela passe por uma avaliação pré-concepcional e realize os exames pré-natais.

Segundo o art. 226, §7º da Constituição Federal, o planejamento familiar é livre decisão do casal. Portanto, toda mulher tem direito de planejar se quer ser mãe e, em caso afirmativo, quantos filhos deseja ter e qual o momento mais adequado para isso.

Assim que decide engravidar, a mulher começa a preocupar-se com a gravidez e saúde do futuro bebê. Será que conseguirei engravidar com facilidade ou terei alguma condição médica que dificultará ou mesmo impedirá a concepção? Será que a gravidez transcorrerá bem? E o bebê, nascerá saudável?

Para garantir a saúde da mãe e do bebê, o ideal é que a mulher que queira ter filho procure um médico ginecologista antes mesmo de começar a tentar engravidar, para que ela passe por uma avaliação pré-concepcional que tem como objetivo identificar possíveis fatores de risco ou doenças que podem afetar o curso normal da gestação.

Consulta pré-concepcional

“A realização de uma consulta pré-concepcional com um especialista para identificação de riscos e orientações relevantes a cada mulher é um excelente início para uma gravidez saudável”, reforça a dra. Renata Lopes Ribeiro, médica obstetra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e membro da equipe de Medicina Fetal do Fleury

Nessa avaliação, o médico analisará o histórico clínico, ginecológico e obstétrico da paciente, além de realizar um exame físico e solicitar exames laboratoriais.

O histórico clínico é feito com o intuito de identificar e tratar possíveis doenças prévias, como diabetes e hipertensão arterial, que podem afetar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe, além de reconhecer hábitos cujos efeitos adversos podem ser prejudiciais à gravidez, como tabagismo e uso excessivo de álcool.

O histórico ginecológico e obstétrico, por sua vez, serve para verificar a ocorrência de gestações anteriores, intervalo entre elas, partos e possíveis intercorrências, como abortamento e pré-eclâmpsia.

No exame físico, são avaliadas a pressão arterial, o peso e a altura da paciente, para que ela recebe orientação nutricional adequada e informações sobre hábitos saudáveis que devem ser cultivados, como manter uma atividade física regular.

“Nessa consulta pré-concepcional, aconselhamos também o uso de ácido fólico por 60 a 90 dias antes da concepção, para a prevenção de anomalia congênita do tubo neural (a dose dessa vitamina vai depender se houve ou não antecedente desse tipo de má-formação)”, explica a dra. Ribeiro.

Além disso, os médicos em geral solicitam exames laboratoriais gerais como hemograma, glicemia e função da tireoide, além das seguintes sorologias infecciosas: HIV, hepatites B e C, rubéola e sífilis.(Veja a lista completa de exames por período no fim da matéria.)

No caso da rubéola e da hepatite B, se a sorologia vier negativa, há indicação de imunização (vacina) prévia à gravidez. Na presença do teste negativo de HIV, hepatites B e C e sífilis, a paciente deve ser orientada sobre os cuidados preventivos.

Na vigência de testes positivos, ela deve ser esclarecida acerca dos tratamentos disponíveis para reduzir o risco de transmissão vertical (para o recém nascido), além de aconselhada sobre a importância do diagnóu001cstico e tratamento do parceiro.

 Veja também: Enigma da gravidez

Exames pré-natais no primeiro trimestre

Contudo,  para muitas mulheres a gravidez acontece sem que tenha sido planejada ou antes que a futura mãe tenha ido ao médico. Nesse caso, quando a gestante deve começar o pré-natal?

O ideal, segundo especialistas, é que, nesse caso, a mulher vá ao ginecologista assim que a gravidez for confirmada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de consultas durante o pré-natal deve ser igual ou superior a seis, para que haja acompanhamento adequado de cada fase da gestação.

Durante a primeira consulta são pedidos exames pré-natais como tipagem sanguínea, fator Rh e Coombs indireto (em caso de Rh negativo), para identificar o risco de incompatibilidade do sistema Rh do sangue materno e fetal (quando o fator Rh da mãe é negativo e o do feto, positivo). Além disso, são pedidas sorologia para doenças como rubéola, HIV, toxoplasmose, hepatites B e C e citomegalovírus.

Nessa fase da gravidez os médicos também costumam solicitar exame de urina e de fezes e de secreção vaginal, se houver indicação clínica.

“Além desses exames, o médico deve solicitar uma ultrassonografia obstétrica inicial para confirmar a data da gestação, se o embrião está se desenvolvendo no lugar correto dentro do útero, e se a gravidez é única ou de gêmeos”, esclarece a dra. Ribeiro.

Entre 11 semanas e 3 dias a 13 semanas e 6 dias está indicada a ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, exame de imagem mais importante para estabelecer o risco de o feto ter síndrome cromossômica, representada principalmente pela síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21).

Exames pré-natais no segundo trimestre

Esse período é considerado por muitas mulheres o mais tranquilo da gravidez, pois os sintomas iniciais como enjoo e mal-estar já diminuíram ou passaram e o feto ainda não ocupa muito espaço na cavidade abdominal materna.

Em geral, nessa fase é feito, nas pacientes com glicemia de jejum normal verificada em avaliação prévia, o teste de tolerância oral a glicose 75 mg, para diagnóstico de diabetes gestacional. É recomendado que seja realizado entre 24 e 28 semanas.

[A gravidez de risco ocorre] quando existem doenças maternas prévias à gestação, ou antecedente de intercorrência em gestação anterior ou condições obstétricas de risco vigentes na gestação atual

Também é no segundo trimestre (entre 20 e 24 semanas) que as grávidas costumam descobrir o sexo do feto, ao realizar a  ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, exame feito para identificar má-formações fetais estruturais , como por exemplo fenda labial e anomalias congênitas cardíacas.

Exames pré-natais no terceiro semestre

Nessa fase, repetem-se o hemograma e algumas sorologias, como para sífilis, HIV, hepatites B e C e toxoplasmose, se as anteriores forem negativas. Também se realiza a pesquisa da bactéria estreptococo do grupo B (entre 35 e 37 semanas), que pode ser transmitida para o bebê durante o parto normal.

Gravidez de risco

“Cerca de aproximadamente 10% das gestações cursam com critérios de risco, que aumentam o risco de intercorrências para o feto e para a mãe. Esse cenário acontece quando existem doenças maternas prévias à gestação, ou antecedente de intercorrência em gestação anterior ou condições obstétricas de risco vigentes na gestação atual”, informa a dra. Ribeiro.

São inúmeras as situações possíveis, e cada uma em particular requer exames adicionais pertinentes. Uma das doenças maternas prévias que exigem mais atenção médica é a hipertensão arterial crônica.

A gestante hipertensa deve realizar outros exames além dos rotineiros do pré-natal, tanto para o auxílio da avaliação clínica da hipertensão e função renal da paciente, quanto para evitar ou diagnosticar a pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morte materna no país.

Gravidezes consideradas de risco devem ser acompanhadas com mais rigor, o que pode incluir consultas e exames pré-natais adicionais.

“A realização de uma consulta pré-concepcional com um especialista para identificar riscos e receber orientações relevantes de forma individualizada é um excelente início para uma gravidez saudável”, finaliza a obstetra.

Exames pré-natais recomendados de acordo com o período da gestação

Pré-concepção:

Hemograma;

Glicemia;

Função da tireoide;

Sorologias infecciosas para HIV, hepatites B e C, rubéola e sífilis

Primeiro trimestre:

Tipagem sanguínea e fator Rh;

Coombs indireto (se a mãe for Rh negativo);

Glicemia em jejum;

Dosagem de TSH e T4 livre;

Sorologias infecciosas para  sífilis, rubéola, citomegalovírus (somente para grupo de risco), HIV, toxoplasmose IgM e IgG, hepatite B (HbsAg) e C;

Urocultura + urina tipo I;

Citopatológico de colo de útero (papanicolau), se for necessário;

Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica);

Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica);

Ultrassonografia obstétrica inicial;

Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre (avalia o risco de algumas síndromes cromossômicas), entre 11 semanas e 3 dias a 13 semanas e 6 dias.

Segundo trimestre:

Teste de tolerância oral a glicose 75 mg, empacientes com glicemia de jejum normal em avaliação prévia, para diagnóstico de diabetes gestacional (recomendado entre 24 a 28 semanas);

Ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, feita entre 20 e 24 semanas com o intuito de identificar má-formações fetais estruturais, como por exemplo fenda labial e anomalias congênitas cardíacas. Nessa fase da gestação, já é possível determinar o sexo do feto.

Terceiro trimestre:

Hemograma;

Sorologias para  sífilis, HIV, toxoplasmose (se permanever negativa) e  hepatites B e C;

Pesquisa do estreptococo do grupo B (entre 35 e 37 semanas);

Ultrassonografia obstétrica para avaliação do crescimento fetal (entre 34 e 37 semanas).

Agradecimento especial: Dra. Renata Lopes Ribeiro, médica obstetra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e membro da equipe de Medicina Fetal do Fleury.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/mulher-2/obstetricia/quais-exames-as-gravidas-devem-realizar-durante-o-pre-natal/

Pré-natal: quais são os exames que toda grávida deve fazer

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

A gestação é um período que pede exames específicos, até porque um pré-natal bem assistido ajuda no desenvolvimento do bebê e preserva a saúde e segurança da mãe. E nada melhor do que abordar o tema hoje, 28 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013 ocorreram 289 mil mortes maternas devido a complicações durante a gravidez e o parto – uma queda de 45% se comparado aos 523 mil óbitos em 1990. A entidade também afirma que o Brasil reduziu sua taxa de mortalidade materna em 43% entre 1990 e 2013. Apesar de ser um dos mais baixos da América Latina, o índice ainda é considerado alto.

Para que esse número continue a cair, existem exames básicos que toda gestante deve fazer e que são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o auxílio do médico Olímpio Barbosa, presidente da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-natal da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), SAÚDE traz essa lista para você. Converse com seu médico sobre ela:

Primeira consulta ou primeiro trimestre

– Hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

– Glicemia em jejum

– Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

– Teste rápido para HIV

– Toxoplasmose IgM e IgG

– Sorologia para hepatite B

– Urocultura + sumário de urina

– Ultrassonografia (exame morfológico)

– Exame citopatológico de colo de útero (se houver indicação clínica)

– Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica)

– Exame parasitológico de fezes (se houver indicação clínica)

Segundo trimestre

– Teste de tolerância para glicose, se a glicemia estiver acima de 85mg/dl ou se houver fator de risco para diabetes. Ele deve ser realizado preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana.

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– Coombs indireto (se for Rh negativo)

Terceiro trimestre

– Hemograma e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

– Glicemia em jejum

– Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

– Teste rápido para HIV

– Sorologia para hepatite B

– Toxoplasmose IgM e IgG (se IgG negativo na primeira consulta)

– Urocultura + sumário de urina

Há, claro, mais testes oferecidos pela rede privada. Porém, Barbosa informa que a Febrasgo não orienta aos obstetras pedirem exames complementares sem uma real necessidade, que deve ser discutida individualmente. Até porque 80% das gestações no nosso país não são de alto risco.

“Existe no Brasil uma cultura do consumo. As pessoas acreditam que, se o médico pede muitos exames, é um profissional melhor, o que não é o caso”, afirma. Ele cita o exemplo do ultrassom tridimensional, que ofereceria as mesmas informações para o médico de um ultrassom normal. “Sua funcionalidade é maior para a mãe, que pode ver o rosto do bebê, do que para o médico em si”, completou.

Já a obstetra e ginecologista Silvia Herrera, coordenadora de Medicina Fetal do SalomãoZoppi Diagnósticos, adota uma postura um pouco diferente: “Os exames preconizados pela Febrasgo e disponíveis no SUS são de fato o necessário para uma gravidez bem assistida. Porém, nós já temos tecnologias relacionadas ao diagnóstico de doenças genéticas que acrescentam eficácia e qualidade. Infelizmente, elas não estão disponíveis para todos, mas quem tiver condições deve fazer”, opina.

Confira os principais exames complementares citados pela médica:

– Perfil bioquímico (Fração Livre BHCG e PAPP-A): “O exame morfológico diagnostica 90% dos casos de síndrome de Down, mas, com o perfil bioquímico, chegamos a 96%.

Embora o SUS não o disponibilize, os convênios passaram a cobri-lo há dois anos. Na Europa, não se faz o exame morfológico sem marcador bioquímico”, afirma.

Se recomendado, ele deveria ser realizado entre a décima e a 14ª semanas.

– NIPT (DNA Fetal no Sangue Materno): “É o que temos de mais novo. É um exame de sangue que detecta 99,9% dos casos de síndrome de Down sem trazer risco para o feto”. Pode ser feito a partir da décima semana.

– Doppler Colorido das Artérias Uterinas: “Ele é associado ao exame morfológico do primeiro trimestre para rastrear o risco de pré-eclâmpsia. É um exame bom para intervirmos antes de a pressão subir”. Deve ser feito entre a 18ª e a 24ª semanas.

– Avaliação do Colo Uterino Via Transvaginal: “Se for curto, o colo uterino começa a abrir por dentro à medida que o bebê vai crescendo. Isso eleva o risco de um parto extremamente prematuro. A avaliação detecta essa situação e assim podemos prevenir que evolua. É um exame simples e barato, mas não muito solicitado pelos médicos”. Deve ser feita entre a 18ª e a 24ª semanas.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/pre-natal-quais-sao-os-exames-que-toda-gravida-deve-fazer/

Exames do 1º trimestre de gestação

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

Os exames do primeiro trimestre de gravidez devem ser feitos até a semana 13 de gestação e tem como objetivo avaliar a saúde da mulher e, assim, verificar se há risco da mãe passar alguma doença para o bebê. Além disso, esses exames também ajudam a identificar malformações e verificar o risco de aborto espontâneo.

É importante que esses exames sejam feitos de acordo com a recomendação do ginecologista, pois assim é possível garantir que a gravidez ocorra como esperado e sejam prevenidas complicações.

1. Exame ginecológico

O exame ginecológico é realizado logo na primeiro consulta do pré-natal e é feito com o objetivo de avaliar a região íntima da mulher e, assim, identificar sinais de infecção ou inflamação na região genital, isso por que algumas situações como candidíase, inflamações vaginais e câncer de colo do útero, por exemplo, quando não identificadas e tratadas podem influenciar no desenvolvimento do bebê.

2. Exames de rotina

Em todas as consultas de acompanhamento, o ginecologista pode realizar alguns exames mais gerais para avaliar a saúde da mulher. Assim, é comum que seja feita a medição da pressão arterial com o objetivo de avaliar o risco de eclâmpsia, o que pode levar à antecipação do parto, além de também ser feita a avaliação do peso da mulher.

Outro exame de rotina que é normalmente feito é a verificação da altura uterina, em que é feita a medição da região abdominal com o objetivo de avaliar o crescimento do bebê.

3. Ultrassom

O exame de ultrassom realizado no primeiro trimestre de gravidez é o transvaginal, que é normalmente realizado entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação e serve para verificar que o bebê está mesmo no útero e não nas trompas, verificar o tempo de gestação e calcular a data prevista do parto. 

Esse ultrassom também pode ser feito para verificar a frequência cardíaca do bebê e saber se são gêmeos, por exemplo. No ultrassom realizado com 11 semanas é possível fazer a medida da translucência nucal, que é importante para avaliar o risco do bebê ter alguma alteração genética como a Síndrome de Down, por exemplo.

4. Exame de urina

O exame de urina de tipo 1, também chamado de EAS, e o exame de urocultura são frequentemente indicado no primeiro trimestre de gestação, isso porque esses exames permitem verificar se há algum sinal indicativo de infecção urinária que possa interferir no desenvolvimento do bebê. Assim, no caso de ter sido identificada infecção, o ginecologista pode indicar a realização de tratamento com antibióticos. Veja como deve ser o tratamento da infecção urinária na gravidez.

Confira no vídeo a seguir algumas dicas de alimentação para ajudar a combater a infecção urinária na gravidez:

4. Exames de sangue

Alguns exames de sangue podem ser recomendados pelo médico no primeiro trimestre de gravidez, sendo eles:

  • Hemograma completo: Serve para verificar se há alguma infecção ou anemia.
  • Tipo sanguíneo e fator Rh: Importante quando o fator Rh dos pais é diferente, quando um é positivo e outro é negativo.  
  • VDRL: Serve para verificar se há sífilis, uma doença sexualmente transmissível, que se não for devidamente tratada, pode levar a malformação do bebê ou aborto espontâneo.
  • HIV: Serve para identificar o vírus HIV que provoca a AIDS. Se a mãe for devidamente tratada, as chances do bebê se contaminar são baixas.
  • Hepatite B e C: Serve para diagnosticar as hepatites B e C. Se a mãe receber o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
  • Tireoide: Serve para avaliar o funcionamento da tireoide, os níveis de TSH, T3 e T4, pois o hipertireoidismo pode levar ao aborto espontâneo.
  • Glicose: Serve para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da diabetes gestacional.
  • Toxoplasmose: Serve para verificar se a mãe já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondi, o qual pode causar malformação no bebê. Caso não seja imune, ela deverá receber orientações para evitar a contaminação.
  • Rubéola: Serve para diagnosticar se a mãe possui rubéola, pois esta doença pode provocar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê e também aumenta o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
  • Citomegalovírus ou CMV: Serve para diagnosticar a infecção pelo citomegalovírus, que quando não é devidamente tratada pode causar restrição de crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.

Além disso, durante o pré-natal também podem ser feitos exames para identificar outras infecções sexualmente transmissíveis como gonorreia e clamídia, que podem ser diagnosticadas por meio do exame das secreções vaginais ou exame de urina. Se houver alguma alteração em algum destes exames, o médico poderá solicitar a repetição do exame no segundo trimestre de gestação. Saiba quais são os exames indicados no segundo trimestre de gravidez.

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.

Источник: https://www.tuasaude.com/exames-do-primeiro-trimestre-de-gravidez/

Pré-natal: A Importância dos Exames Laboratoriais

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

Uma agenda repleta de compromissos médicose laboratoriais passa a fazer parte do dia a dia da mulher assim que seconstata uma gravidez.

É na consulta do pré-natal que o médico deveráidentificar qual é a idade gestacional, a classificação de risco da gravidez,se é de baixo risco ou de alto risco e informar a data provável do nascimento,de acordo com a altura uterina e a data da última menstruação.

Esse cuidado temcomo objetivo acompanhar a evolução da gestação e prevenir diversas doenças ecomplicações que podem levar inclusive ao parto prematuro e ao aborto.

O Ministério da Saúde consideraseis consultas o número mínimo para um pré-natal saudável.

No entanto, o númerode consultas pode variar de acordo com a conduta de cada médico e tambémconforme as peculiaridades da gestação, em geral a paciente é orientada aretornar ao consultório do obstetra mensalmente até o sétimo mês de gravidez.No oitavo, ocorrem duas visitas, uma em cada quinzena. Já no nono e último mês,o encontro com o especialista passa a ser semanal.

Tipagem Sanguínea

A tipagem sanguínea é importantepara detectar mulheres que tenham sangue com fator Rh negativo que estejamgrávidas de bebês com sangue Rh positivo.

Em geral, o sangue do bebê não semistura com o sangue da mãe durante a gravidez, porém, durante o parto, podeocorrer esse contato, estimulando o sistema imunológico materno a produziranticorpos contra o fator Rh do bebê.

Em uma próxima gravidez, o sistemaimunológico da mãe pode rejeitar um feto com fator Rh positivo, causando uma gravecomplicação conhecida como eritroblastose fetal.

Toda gestante com fator Rh negativoque está grávida de um bebê com fator Rh positivo deve receber injeção deimunoglobulina no terceiro trimestre e dentro das primeiras 72 horas após oparto, de forma a impedir o sistema imunológico da mãe de produzir anticorpospermanentes contra o fator Rh.

Gestantes fator Rh positivo no sangue não precisam se preocupar com esse tipo de complicação na gravidez.

Hemograma

Tem como principal objetivo ainvestigação de anemia, que em gestantes é definido quando o valor dahemoglobina é abaixo de 11 g/dl ou um hematócrito menor que 33%.

As gestantes costumam reterlíquidos e há uma diluição natural do sangue, fazendo com que o valor normal dahemoglobina seja um pouco mais baixo que nas mulheres não gestantes. Todagrávida pode ter uma anemia leve por causa do aumento do volume de água dosangue, sem que isso tenha relevância clínica. Somente valores de hemoglobinaabaixo de 11 g/dl são preocupantes e devem ser tratados.

O hemograma é habitualmente solicitado na primeira consulta e pode ser repetido, a critério do médico, no segundo e no terceiro trimestre de gestação.

Papanicolau

O exame ginecológico dePapanicolau, também chamado de citologia cérvico-vaginal, é usado para orastreio do câncer do colo do útero. Toda mulher deve fazer este exame de formaregular e o fato de estar grávida não muda essa rotina.

O exame ginecológico comum tambémserve para detectar corrimentos ou sinais de colpite ou cervicite que possamsugerir uma infecção ginecológica em curso. Todo corrimento com aspectosuspeito deve ser investigado.

Entre as ISTs virais, o HPV possui a maior prevalência com 40,4% dos casos. Além disso, está envolvido com o desenvolvimento de câncer em outros locais: 85% dos casos de câncer de ânus, 40% de vulva, 70% de vagina e 10% de laringe, inclusive em crianças. Existem testes moleculares para a detecção e genotipagem do HPV. A importância do diagnóstico molecular está justamente na possibilidade de conseguir diferenciar os tipos que progridem para o câncer e personalizar a abordagem preventiva.

Glicemia

A dosagem da glicemia no pré-natalserve para o rastreio da diabetes mellitus gestacional. O exame é feito com umaglicemia de jejum na primeira consulta e um teste de tolerância oral à glicoseentre a 24ª e a 28ª semana.

As gestantes com glicemia entre 85 e 125 mg/dl sãoas que apresentam alto risco para desenvolver diabetes gestacional ao logo da gravideze devem ter muito cuidado com a alimentação e com o ganho de peso durante agestação.

Não existe um consenso universal para o rastreio e diagnóstico da diabetes gestacional, os dados apresentados acima são orientações da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). As sociedades americana e europeia utilizam métodos e valores diferentes.

Exame de Urina

Serve para detectar uma eventualinfecção urinária e a presença de proteínas que podem indicar tendência adesenvolver pré-eclâmpsia. Dois exames de urina fazem parte da avaliação básicado pré-natal:  EAS (Elementos Anormais deSedimentoscopia – Urina tipo 1) e a urocultura.

O EAS é um exame simples de urina,que serve, principalmente, para detectar sangramentos, presença de pus(leucócitos) ou de proteínas na urina. A presença de sangue ou pus pode ser umsinal de inflamação do trato urinário, principalmente infecção urinária. Já apresença de proteínas na urina, é um dos possíveis sinais da pré-eclâmpsia,doença que pode surgir no 3° trimestre de gestação.

A urocultura é um exame de urinaespecífico para identificar bactérias na urina. A presença de bactérias naurina da gestante, mesmo sem sintoma, deve ser investigada e tratada, poisaumenta o risco de complicações da gravidez.

Muitas das bactérias causadoras de uretrites são sexualmente transmissíveis, são elas: Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae e Mycoplasma genitalium. As ISTs são umas das principais causas de partos pré-maturos no mundo.

Pesquisa de Infecções Através dos Anticorpos IgG e IgM

Outro ponto importante do pré-natal é o rastreio de doenças infecciosas que possam causar complicações no curso da gravidez.

Infecções, como toxoplasmose, rubéola, sífilis, herpes, HIV, hepatite e outras, se adquiridas Durante a gravidez, podem provocar aborto, parto prematuro ou má-formações no bebê.

Nesses casos é realizado exames desangue chamados sorologias, que pesquisam a presença de anticorpos no sangue damãe contra essas infecções. Em geral, os anticorpos pesquisados são o IgG e oIgM.

Um anticorpo do tipo IgM significa que o paciente adquiriu a infecçãomuito recentemente. Já o anticorpo IgG é um anticorpo de memória, sugere que ainfecção é antiga e já curada.

Portanto, podemos ter as seguintes situações:

IgM positivo e IgG negativo:

Este resultado indica infecção recente. Se esse tipo de sorologia surgir durante a gravidez, a gestação corre risco.

IgM negativo e IgG positivo:

Esse tipo de sorologia indica que a paciente já teve a doença há muito tempo, curou-se e hoje encontra-se imunizada, sem risco de tê-la novamente. É o melhor resultado para a gestante.

IgM negativo e IgG negativo:

Este resultado indica que a gestante nunca teve a doença. Esse tipo de sorologia sugere que a paciente não está doente, mas não tem imunidade contra a infecção, podendo contraí-la, caso seja exposta durante a gravidez.

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Referências:

Источник: https://kasvi.com.br/pre-natal-importancia-exames-laboratoriais/

Exames de gravidez obrigatórios e complementares na gestação

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

Acompanhar a saúde durante a gestação é essencial para segurança da mãe e do bebê. Para isso, é importante conhecer e realizar os exames do pré-natal após uma consulta com o obstetra.

Abaixo estão listados os primeiros exames que geralmente são pedidos no primeiro trimestre da gestação para iniciar o acompanhamento:

  • Tipagem sanguínea e fator Rh; 
  • Teste de Coombs indireto nas pacientes Rh negativo; 
  • Hemograma; 
  • Urina tipo I; 
  • Urocultura e antibiograma;
  • Glicemia de jejum; 
  • Exame parasitológico de fezes; 
  • Citologia cérvico-vaginal (Papanicolaou); 
  • Sorologia para sífilis (VDRL);
  • Sorologia ELISA anti-HIV; 
  • Sorologia ELISA para hepatite B (HBsAg); 
  • Sorologia ELISA para hepatite C (HCV); 
  • VDRL
  • Painel biomolecular de identificação de doenças sexualmente transmissíveis (DST)
  • Sorologia para toxoplasmose (IgG e IgM); 
  • Sorologia para rubéola; 
  • Pesquisa de Chlamydia trachomatis;
  • Androstenediona
  • Testosterona
  • Cortisol basal
  • Painel diagnóstico da doença hipertensiva específica da gestação (DHeG)
  • Sódio
  • Potássio
  • Uréia
  • Creatinina
  • TGO
  • TGP

Exames do segundo semestre de gravidez

Os exames do segundo trimestre de gravidez são realizados entre a 13ª e a 27ª semana de gestação. Neste grupo de exames existe uma atenção especial para avaliar o desenvolvimento do bebê.

Os exames são: 

  • Altura do útero;
  • Ultrassom morfológico;
  • Urina e urocultura;
  • Hemograma;
  • Glicose;
  • VDRL;
  • Toxoplasmose;
  • Fibronectina fetal.
  • Curva Glicêmica ( avaliação de diabetes gestacional)  

Exames do terceiro semestre de gravidez

Os exames do terceiro trimestre de gravidez são realizados entre a 28ª semana até o nascimento do bebê, alguns exames serão repetidos, e servem para acompanhar a saúde materna, verificar o desenvolvimento do bebê e para mapear riscos inerentes ao momento do parto.

Os exames são:

  • Hepatite B e HBSAG;
  • Hepatite C;
  • Cultura vaginal e retal;
  • Análises de coagulação;
  • Cardiotocografia (CTG).

Procedimentos invasivos

Na gravidez, algumas mulheres podem necessitar de procedimentos invasivos, para análise do material fetal. Esses exames são feitos para determinação do cariótipo fetal, sexo e diagnóstico de doenças metabólicas hereditárias e para avaliar a maturidade do feto . 

Conheça um pouco sobre os procedimentos invasivos disponíveis no período da gestação: 

Biópsia de vilo corial

O exame de biópsia de vilo corial (BVC) é realizado a partir da 12ª semana de gestação, com a introdução de uma fina agulha no útero, guiado por ultrassom, e assim é retirado um fragmento da placenta.

Amniocentese

O exame de amniocentese é realizado a partir da 15ª semana de gestação, consiste numa pequena coleta direta do líquido amniótico por uma fina agulha, também guiada por ultrassom.

Esse exame diferente do exame BVC, avalia também infecções congênitas e a maturidade pulmonar.

Testes genéticos para grávidas

Durante a gravidez a mulher é aconselhada a fazer exames genéticos para acompanhar a saúde do bebê. A solicitação é específica e deve levar em consideração suspeitas clínicas, história gestacional pregressa, idade materna, consanguinidade dentre outros fatores.A seguir conheça um pouco sobre eles:

  • CGH/SNP Array: Esse exame é uma ferramenta para ajudar a identificar síndromes genéticas, causadas por anomalias cromossômicas, autismo e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor
  • Pesquisa de mutação pontual pré-natal: Esse exame identifica uma mutação específica no feto, que pode ser hereditária.
  • Teste pré-natal de aneuploidias por NGS: Esse exame serve para identificar o cariótipo de feto em gestação, analisando se há uma má formação.
  • Teste pré-natal por PCR: Esse exame serve para identificar doenças hereditárias, analisando os cromossomos 13, 18, 21, X e Y.
  • Exoma completo pré-natal: Esse exame é indicado para casos de fetos com múltiplas anomalias congênitas, em que há uma análise das regiões codificadores de aproximadamente 20.000 genes. Assim pode ser encontrada malformações.  

Por que fazer exames genéticos na gestação?

Fazer exames genéticos durante a gestação é de extrema importância. Identificar precocemente síndromes genéticas permite a individualização do acompanhamento pré natal, bem como iniciar tratamentos e cuidados prévios ao nascimento.
 

Exames disponíveis para complementar o pré natal tradicional

Exames complementares durante a gestação pedidos pelo médico no Pré-natal, para ter uma análise mais ampla da saúde do bebê.

NIPT

O NIPT é um exame não invasivo, que avalia se há um risco de cromossomopatias através de uma coleta de sangue da mãe. 

Sexagem Fetal

O exame de sexagem fetal investiga se há o cromossomo Y no sangue materno, assim indicando que o bebê é do sexo masculino, mas se estiver ausente no sangue, indica que o sexo do bebê é feminino.

RH Fetal

Esse exame detecta com a coleta de sangue da mãe o fator Rh do bebê, que é importante saber caso o Rh da mãe for negativo e ter o risco de ocorrer a doença eritroblastose fetal.

Marcadores sorológicos para Síndrome de Down

Esse exame após a coleta de sangue da mãe identifica se há alguma possível anormalidade cromossômica no bebê.

Marcadores sorológicos para pré-eclâmpsia

Esse exame através de uma coleta de sangue da mãe detecta se há pré-eclâmpsia, quadro de hipertensão arterial específico da gestação que pode ser perigosa para a mãe e para o bebe.

Quantas vezes se faz exame de sangue na gravidez?

Exames de sangue podem ser feitos várias vezes durante a gestação, mas no mínimo uma vez a cada trimestre.

O que deve ser feito na primeira consulta de Pré-natal?

Na primeira consulta, o médico fornecerá todas as orientações a respeito dos exames de pré-natal que devem ser feitos, das vitaminas que devem ser ingeridas e das vacinas que precisam ser atualizadas para esse período 
 

Quantas horas de jejum para fazer exame de sangue na gravidez?

Isso dependerá do exame de sangue que será coletado. Alguns não necessitam de jejum, enquanto outros precisam. Os preparos dos exames são passados após o agendamento online.
 

Qual é o exame de sangue que detecta gravidez?

O exame de sangue para detectar a gravidez é o Beta hCG. Para realizar o exame, o recomendado é aguardar 10 dias após a fecundação, ou após 5 a 10 dias de atraso menstrual.

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Источник: https://delboniauriemo.com.br/saude/exames-de-gravidez

Segundo trimestre de gestação: quais exames fazer – Clínica CEU Diagnósticos

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

O segundo trimestre de gestação é um período bastante diferente para mamães e bebês. Enquanto os primeiros três meses são de mais expectativas e dúvidas, o segundo trimestre traz mais tranquilidade, pois já é possível acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê. Por isso, é da 13ª à 27ª semana de gestação que os pais mais descobrem  novidades e desafios.

A seguir, vamos falar sobre os exames mais importantes no segundo trimestre de gravidez, complementando nossa postagem sobre os cuidados no primeiro trimestre. Continue lendo para descobrir como fazer de tudo para passar por essa fase sem surpresas!

Segundo trimestre de gestação: o que acontece?

O primeiro trimestre de uma gravidez é quase sempre um período tenso. A mulher acaba de descobrir que está grávida e começa a se preparar para ser mãe, enquanto sofre com os enjoos, que podem vir pela manhã e até mesmo ao sentir o cheiro do perfume do marido ou da sua comida preferida.

Ao mesmo tempo, os riscos de aborto ainda são grandes no começo, então a chegada do segundo trimestre é muito comemorada: afinal, já é mais seguro contar para todos a boa notícia!

Assim que o segundo trimestre se inicia, começam as expectativas para o crescimento da barriga, a descoberta do sexo e o acompanhamento da saúde do bebê a cada consulta do pré-natal. É nessa fase que a mãe pode sentir os primeiros movimentos de seu filho na barriga, que começam tímidos, mas por volta da 20ª semana já são bastante perceptíveis.

Com o crescimento do bebê, a barriga aumenta e o peso também. Aqui é que começam as dores nas costas, cólicas, inchaços nos pés e nas pernas e o aumento da vontade de urinar.

Algumas mães experimentam azia e prisão de ventre.

A dificuldade para dormir também acontece com frequência no segundo trimestre de gestação, pois a gestante sente muito sono durante o dia, e alguns cochilos podem atrapalhar toda a rotina de sono à noite.

Como podemos ver, as mudanças são muitas, tanto para o bebê quanto para a mãe. Por isso, é fundamental que haja um cuidado especial com a saúde de ambos. É importante frisar isso, pois muitas mulheres esquecem de cuidar de si, e dão foco apenas ao bebê, esquecendo que qualquer alteração na sua saúde pode afetá-lo.

Sendo assim, vamos falar um pouco mais sobre os exames que devem ser realizados ao longo do segundo trimestre de gestação?

Exames físicos

A cada consulta do pré-natal, o obstetra vai examinar clinicamente a mulher e escutá-la relatar como tem passado cada dia.

No exame clínico, é importante medir a pressão arterial, pois a hipertensão oferece riscos para o desenvolvimento da placenta e do bebê, podendo provocar pré-eclâmpsia (hipertensão e perda de proteínas pela urina), eclâmpsia (crises convulsivas provocadas pela pressão alta) e um parto prematuro. A hipertensão gestacional aparece comumente por volta da 20ª semana.

Além disso, o médico sempre faz a medição da altura do útero. Ao longo do desenvolvimento da gestação, o útero vai subindo, se posicionando acima do umbigo. Por isso, a altura do útero é o que dá uma boa noção do ritmo de crescimento do bebê, junto dos exames de ultrassonografia.  

Exames laboratoriais

Feito o exame clínico, o médico pode solicitar uma série de exames complementares, especialmente de sangue e urina.

O hemograma sempre é solicitado para avaliar se a mulher está anêmica. Como já falamos em outro post, toda mulher grávida apresenta uma anemia leve, causada pela diluição do sangue em decorrência da retenção de líquidos. Entretanto, quadros de anemia grave precisam ser tratados com urgência.

Outros exames de sangue que podem ser indicados ou repetidos são:

    • Glicemia: por volta da 24ª semana, para atestar diabetes gestacional;
    • VDRL: exame que detecta a sífilis, que pode causar malformações no bebê;
    • Toxoplasmose: doença que pode causar sequelas no cérebro, na visão e na audição do bebê;
  • Ureia, creatinina e ácido úrico: exames para avaliar a função renal da mãe.

Há ainda a possibilidade de coletar amostras da secreção vaginal para realizar o exame de fibronectina fetal, na 22ª semana de gestação, para avaliar o risco de um parto prematuro.

Por fim, um exame laboratorial comum é o de sexagem fetal, que consiste na análise do DNA do sangue da gestante. Se um cromossomo Y (o cromossomo masculino) for identificado, o bebê é um menino; se não, é uma menina. O exame pode ser feito desde o primeiro trimestre, mas muitos pais preferem esperar passar o período de risco para realizá-lo.

Exames de imagem

Os exames mais importantes do segundo trimestre de gestação são os ultrassons, em especial o ultrassom morfológico. Esse exame, realizado por volta da 20ª semana de gravidez, confirma a idade gestacional e mostra o funcionamento dos órgãos do bebê: coração, rins, bexiga e estômago. Ele também permite ver a formação dos ossos, dos braços e das pernas.

O ultrassom morfológico revela problemas cardíacos logo no princípio do desenvolvimento fetal, além de doenças como a espinha bífida, lábio leporino, hidrocefalia e doenças renais. Ele mostra também a saúde da placenta e a qualidade do líquido amniótico.

É durante essa ultrassografia obstétrica que ocorre a clássica contagem dos dedinhos das mãos e pés, além da descoberta do sexo da criança. Se alguma anormalidade for identificada no exame, os médicos já podem escolher a melhor forma de tratar (se for possível), garantindo o melhor cuidado para a gestante e o bebê.

Após a 11ª semana, a mãe já pode realizar o exame da translucência nucal, uma medida da nuca do feto, que identifica o risco de possuir a Síndrome de Down.

Fetos com anomalias genéticas têm tendência de acumular líquido na região da nuca, por isso alterações na medida podem ser indicativo de alguma síndrome.

Para confirmar a Síndrome de Down ou outra anomalia, a gestante precisa passar por exames complementares de análise do líquido amniótico (amniocentese).

Para aproveitar o segundo trimestre de gravidez com segurança, a gestante deve sempre seguir as recomendações de seu obstetra, mantendo as consultas e exames do pré-natal em dia. Uma dica importante é realizar os exames sempre na mesma clínica, para ter mais conforto e familiaridade nesse momento tão significativo!

A Clínica CEU oferece toda a estrutura para que você realize suas ultrassonografias a cada trimestre da gestação. Agende seus exames online e receba os resultados na hora!

Segundo trimestre de gestação: quais exames fazer

Источник: https://www.clinicaceu.com.br/blog/segundo-trimestre-de-gestacao-quais-exames-fazer/

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