Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

Contents
  1. Dor de barriga: causas, tipos e o que é bom para aliviar
  2. Tratamento de Dor abdominal
  3. Causas
  4. Buscando ajuda médica
  5. Na consulta médica
  6. Diagnóstico de Dor abdominal
  7. Medicamentos para Dor abdominal
  8. Referências
  9. Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez
  10. Dor abdominal na gravidez provocada pela própria gravidez
  11. Dores normais no primeiro trimestre
  12. Dores abdominais relacionadas a complicações do primeiro trimestre de gravidez
  13. Dores normais a partir do segundo trimestre
  14. Dores abdominais relacionadas a complicações do segundo trimestre de gravidez
  15. Causas de dor abdominal não relacionada à gravidez
  16. Infecção urinária na gravidez
  17. Referências
  18. Dor ovariana e outras dores durante a gravidez é normal
  19. As dores podem ser normais
  20. As principais causas da dor
  21. Quando a dor vem acompanhada de outros sintomas
  22. O que fazer ao sentir dor durante a gravidez
  23. Desconforto abdominal durante a gravidez
  24. Dor abdominal e complicações na gravidez
  25. Dor abdominal ou contrações reais?
  26. Almofada de caroços de cerejeira e sacos térmicos
  27. Massagens
  28. Faixas para a barriga e cintas
  29. Quando é necessário que um médico trate a dor abdominal?
  30. Dor abdominal na gravidez é sempre sinal de preocupação?
  31. PRINCIPAIS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL NA GRAVIDEZ
  32. Dor abdominal na gravidez considerada “normal”
  33. Dor abdominal na gravidez: casos de risco
  34. AS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL: PRIMEIRO TRIMESTRE
  35. 1. Aborto espontâneo ou interrupção da gravidez espontânea ou intencional
  36. 2. Gravidez ectópica
  37. 3. Infeção urinária ou Cistite
  38. AS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL: SEGUNDO TRIMESTRE
  39. 1. Contrações de Braxton-Hicks
  40. 2. Descolamento da placenta
  41. 3. Pré-eclampsia
  42. AS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL: TERCEIRO TRIMESTRE
  43. 1. Dor no ligamento redondo
  44. 2. Obstipação e flatulência (gases)
  45. 3. Trabalho de parto

Dor de barriga: causas, tipos e o que é bom para aliviar

Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

A dor de barriga é um sintoma bastante comum. Trata-se de um incômodo na região entre o tórax e a virilha. Ela costuma ser chamada também por outros nomes, como dor de estômago e dor abdominal.

A intensidade da dor de barriga varia e pode ser recorrente ou contínua; aguda ou crônica.

Além disso, pode variar também no local da dor na barriga (partes superior, inferior, esquerda ou direita do abdômen).

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Existem diversas formas diferentes de se descrever uma dor na barriga e ela quase sempre está relacionada a uma doença ou lesão.

Tratamento de Dor abdominal

O tratamento para dor de barriga varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico.

Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

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Alguns remédios caseiros podem ajudar a aliviar a dor de barriga. É o caso de remédios para a diarreia, chás para eliminar gases intestinais e inchaços na região abdominal.

Causas

A dor de barriga pode ser causada por diferentes condições. O importante é saber quando a pessoa precisa de cuidados médicos imediatos. As causas também podem variar de acordo com o local da dor.

Se a dor abdominal for no lado esquerdo e na parte inferior (de baixo), as causas mais prováveis são:

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Quando a dor de barriga localizada no lado esquerdo, mas na parte superior (de cima), as causas podem ser:

  • Diverticulite
  • Angina (redução do fluxo sanguíneo para o coração)
  • Empiema (infecção da membrana que envolve os pulmões)
  • Impactação fecal (fezes endurecidas que não podem ser eliminadas)
  • Gastrite (inflamação do revestimento do estômago)
  • Infarto
  • Esofagite (parte do estômago se projeta para dentro do tórax por uma abertura no diafragma causando refluxo)
  • Infecção renal ou cálculo renal
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas)
  • Pneumonia
  • Embolia pulmonar
  • Estenose pilórica (obstrução quase completa da ligação entre o estômago e o intestino)
  • Ruptura do baço (secundário a um trauma)

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Prováveis causas para a dor abdominal no lado direito e inferior são:

  • Diverticulite
  • Endometriose
  • Hérnia inguinal
  • Colecistite (inflamação da vesícula biliar)
  • Obstrução intestinal
  • Cálculo renal
  • Gastroenterite
  • Câncer
  • Problemas no colo do útero, como infecção ou inflamação
  • Cisto de ovário
  • Inflamação da vesícula (vesiculite seminal)
  • Dor relacionada à ovulação
  • Úlcera

Se for dor no lado direito da barriga, mas na região superior do abdômen, as causas mais comuns são:

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  • Apendicite
  • Colangite
  • Diverticulite
  • Gastrite
  • Hepatite
  • Pancreatite
  • Esofagite
  • Obstrução intestinal
  • Cálculo renal
  • Abscesso hepático
  • Câncer de fígado
  • Úlcera péptica
  • Pericardite
  • Pleurisia (inflamação da membrana que envolve os pulmões)
  • Pneumonia
  • Embolia pulmonar
  • Estenose pilórica (em crianças)
  • Câncer de pâncreas
  • Câncer de vesícula biliar
  • Câncer de rim
  • Câncer de estômago

Às vezes, a dor abdominal pode ser causada por um problema em outra parte do corpo, como tórax ou região pélvica. Por exemplo, você poderá ter dor na barriga se sofrer:

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Durante os três primeiros meses, é comum a dor de barriga na gravidez devido a gases, prisão de ventre e todas as alterações da barriga da mulher.

Como acabar com a prisão de ventre?

As dores abdominais durante a gestação costumam ser leves, pontuais e transitórias. Caso o incômodo for intenso e contínuo, procure um médico.

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Teste: Sente dor na barriga ou tem diarreia frequente? Descubra se pode ser uma inflamação no intestino

Buscando ajuda médica

Busque ajuda médica imediata ou chame o serviço de emergência quando você sentir dores abdominais e estiver em/com:

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  • Tratamento para câncer
  • Dificuldade de evacuar
  • Vômito
  • Sangue no vômito ou nas fezes
  • Dor no peito, pescoço ou ombro
  • Dor abdominal aguda e súbita
  • Dor na escápula acompanhado de náusea
  • Sensibilidade na barriga
  • Rigidez na barriga, dura ao toque
  • Gravidez
  • Lesão recente no abdômen
  • Dificuldade de respirar
  • A dor abdominal (dor na barriga) persistir por uma semana ou mais
  • A dor abdominal não melhorar entre 24 a 48 horas
  • A dor abdominal se tornar mais intensa e frequente, acompanhada de náusea e vômito
  • Apresentar timpanismo abdominal (quando o abdômen fica visivelmente inchado) por mais de 2 dias
  • Sentir queimação ao urinar ou micção frequente
  • Apresentar diarreia por mais de 5 dias
  • Apresentar febre
  • Tiver falta de apetite prolongada
  • Tiver sangramento vaginal prolongado
  • Perder peso não-intencional

Na consulta médica

Os profissionais de saúde que podem diagnosticar e tratar a dor abdominal incluem:

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  • Clínico geral
  • Gastroenterologista
  • Nefrologista
  • Urologista
  • Ginecologista

Diagnóstico de Dor abdominal

O diagnóstico para descobrir a origem da dor de barriga é feito geralmente em associação do quadro clínico do paciente (histórico de doenças, histórico familiar, sintomas) com exames.

Exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico da causa de dor de barriga. A tomografia computadorizada (TC) abdominal costuma ser a mais indicada, pois auxilia a identificar muitas causas da dor abdominal – mas não todas.

Afinal, exame de urina costuma ser feito com frequência para procurar sinais de infecção urinária ou cálculos renais. Ainda, exames de sangue também são pedidos para casos de suspeita de pancreatite. Na gravidez, o diagnóstico pode ser feito graças à ultrassonografia – usada também para suspeita de doenças ginecológicas que possam causar dor abdominal.

Na gravidez, o diagnóstico pode ser feito graças à ultrassonografia – usada também para suspeita de doenças ginecológicas que possam causar dor abdominal.

Medicamentos para Dor abdominal

Os remédios mais comuns no tratamento de dor na barriga são:

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Referências

Ministério da Saúde

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/dor-abdominal

Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

Grávidas costumam ter episódios de dor abdominal ou dor pélvica de pequena a moderada intensidade ao longo de toda a gravidez devido às inúmeras alterações fisiológicas e anatômicas pelo qual o organismo da gestante passa.

Embora a maioria das causas de dor abdominal na gravidez sejam benignas e esperadas, algumas delas podem ser um sinal de um problema mais grave.

Além de complicações inerentes à gestação, como gravidez ectópica, abortamento ou problemas no útero ou placenta, as grávidas também podem apresentar doenças abdominais comuns a qualquer indivíduo, como apendicite, colecistite, pancreatite, infecção urinária, gastroenterites, etc.

Portanto, se você é uma gestante, é importante educar-se sobre as causas mais comuns de dor abdominal na gravidez, de forma que você torne-se capaz de reconhecer os sintomas que possam indicar problemas potencialmente graves.

Se você quiser informações sobre outros possíveis sinais de problemas da gravidez, além da dor abdominal, leia: 10 SINAIS QUE PODEM INDICAR PROBLEMAS NA GRAVIDEZ.

Dor abdominal na gravidez provocada pela própria gravidez

Episódios de dor abdominal ou pélvica costumam surgir nos primeiros meses de gravidez e podem durar até o momento do parto. A dor abdominal “normal” da gravidez não costuma ser constante, mas pode aparecer com grande frequência ao longo dos 9 meses de gestação.

As causas e as características da dor abdominal vão mudando durante o percurso da gravidez. Alterações hormonais, mudanças na anatomia abdominal e pélvica, crescimento do útero, contrações uterinas, movimentação do feto, compressão de órgãos abdominais e alterações dos ligamentos da pelve são algumas das causas comuns das dores “normais” da gravidez.

Existem também as dores da gravidez que não são consideradas normais, ou seja, são dores provocadas por complicações da própria gravidez. Essas dores que podem indicar um problema mais sério é que precisam ser identificadas de forma precoce, para que a gestante possa procurar logo atendimento obstétrico, minimizando, assim, os riscos de complicações.

Vamos a seguir explicar as causas de dor abdominal na gravidez, sejam elas normais ou anormais, de acordo com o trimestre gestacional

Dores normais no primeiro trimestre

Nos primeiros meses de gravidez, a dor abdominal costuma ser causada pelas alterações hormonais que interferem com o funcionamento normal dos intestinos.

Excesso de gases, sensação de barriga inchada e prisão de ventre são alguns dos problemas que podem fazer com que a grávida queixe-se de desconforto abdominal já a partir do primeiro trimestre (leia: PRIMEIROS SINAIS E SINTOMAS DE GRAVIDEZ).

Em geral, essas dores são leves e transitórias. Qualquer dor abdominal de forte intensidade e persistente ou que esteja acompanhada de sintomas como, sangramento vaginal, corrimento vaginal purulento, febre, diarreia volumosa, diarreia com sangue, hipotensão, prostração ou vômitos* deve ser avaliada pelo seu obstetra.

* Náuseas e vômitos são comuns no primeiro trimestre de gravidez, mas eles não costumam estar associados à dor abdominal, febre ou diarreia (leia: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ).

Dores abdominais relacionadas a complicações do primeiro trimestre de gravidez

No primeiro trimestre de gestação duas são as principais causas de dor abdominal provocada por complicações da gravidez: gravidez ectópica e abortamento.

Gravidez ectópica

Chamamos de gravidez ectópica toda gravidez que se desenvolve fora do útero, como, por exemplo, na trompa de Falópio.

Obviamente, qualquer local do corpo da mulher que não seja o útero não está preparado para desenvolver uma gravidez, provocando, assim, complicações graves quando o feto começa a crescer. A gravidez ectópica é uma urgência médica.

Os sintomas da gravidez ectópica costumam surgir a partir da 6ª semana de gravidez. Os mais comuns são:

  • Moderada a intensa dor abdominal unilateral (do lado onde o embrião se implantou), geralmente na região inferior do abdômen.
  • Enrijecimento da musculatura abdominal.
  • Sangramento vaginal.
  • Dor ao evacuar.
  • Presença de massa palpável na região da virilha (no caso de gravidez ectópica em uma das trompas).
  • Náuseas e vômitos.

O diagnóstico é habitualmente feito pela ultrassonografia, que consegue demonstrar que o embrião não está localizado dentro do útero.

Para saber mais sobre a gravidez ectópica, leia: GRAVIDEZ ECTÓPICA – Sintomas, Fatores de Risco e Tratamento.

Aborto espontâneo

Chamamos de abortamento (ou aborto) qualquer interrupção da gravidez, espontânea ou intencional, que ocorra antes das 20 semanas de gestação. Interrupções da gravidez após a 20ª semana são chamadas de parto prematuro.

O abortamento é uma das causas de dor abdominal no primeiro trimestre de gestação. A maioria dos abortos espontâneos ocorre nas primeiras 13 semanas de gravidez.

Sinais e sintomas de abortamento incluem:

  • Moderada dor tipo cólica na linha média do abdômen.
  • Dor pélvica.
  • Sangramento vaginal leve a moderado.
  • Contrações uterinas que surgem a cada 5 a 20 minutos. As cólicas podem se parecer com as contrações uterinas da menstruação.

O exame ginecológico e o ultrassom são geralmente utilizados para confirmar um abortamento.

Dores normais a partir do segundo trimestre

Ao chegar às 12 semanas de gravidez, o útero já cresceu o suficiente para se tornar um órgão intra-abdominal (antes, ele se localizada apenas na pelve).

Portanto, além de todas as causas de dor abdominal “normal” do primeiro trimestre, a gestante agora passa a conviver com as dores e desconfortos provocados pela compressão de órgãos abdominais pelo útero, além do progressivo aumento de peso que a pelve precisa suportar.

Entre as causas inofensivas de dor abdominal da gravidez a partir do segundo trimestre duas se destacam: contrações de Braxton Hicks e dor do ligamento redondo.

Contrações de Braxton Hicks

As chamadas contrações de Braxton Hicks são contrações uterinas não expulsivas, que costumam surgir a partir 2º trimestre de gravidez (em algumas mulheres elas surgem no final do primeiro trimestre) e servem como “treinamento” para o útero.

Essas contrações são inocentes; elas costumam ser curtas, com intervalos irregulares e baixa frequência. As contrações de Braxton Hicks não aumentam o risco de parto prematuro e provocam mais desconforto do que propriamente dor.

Em geral, mudar de posição e ficar em repouso são suficientes para fazer com que elas desaparecerem. A desidratação pode desencadear essas contrações, motivo pelo qual a maioria dos médicos sugere que a paciente beba mais água caso elas sejam frequentes.

Para saber mais sobre as  contrações de Braxton Hicks, leia: CONTRAÇÕES DE BRAXTON HICKS – Contrações de Treinamento da Gravidez

Dor do ligamento redondo

O ligamento redondo é responsável por ligar o útero à região pélvica. Conforme o útero cresce e fica mais pesado, o ligamento redondo vai ficando cada vez mais sobrecarregado.

O estiramento do ligamento redondo costuma surgir no segundo trimestre e vai se tornando cada vez maior conforme a gravidez avança. A dor que ele provoca costuma ser uma pontada que surge na pelve ou na região inferior do abdômen toda vez que a gestante muda de posição. Sair da cama, tossir, levantar da cadeira e sair de um carro são algumas situações que podem desencadear esse tipo de dor.

A dor do ligamento redondo também pode surgir de forma contínua após um dia particularmente ativo, no qual a gestante andou muito ou fez mais esforço do que deveria.

Dores abdominais relacionadas a complicações do segundo trimestre de gravidez

Conforme a gravidez avança, o número de complicações gestacionais possíveis também cresce, principalmente após a 20ª semana. Vamos falar brevemente sobre algumas dessas complicações que costumam cursar com dor abdominal. As causas descritas a seguir também são válidas para o terceiro trimestre de gestação.

Trabalho de parto

Todo o parto que ocorre após a 37ª semana de gravidez é considerado normal, sendo classificado como parto a termo. Por outro lado, consideramos um parto prematuro quando ele ocorre antes da 37ª semana de gestação. Quanto mais prematuro for o parto, menos tempo de desenvolvimento intrauterino terá tido o bebê, aumento, assim, os riscos de complicações para o neonato.

Assim como o abortamento espontâneo, o trabalho de parto também se manifesta com dor abdominal. Os sintomas mais comuns são:

  • Contrações uterinas frequentes e ritmadas, que vão se intensificando com o passar das horas.
  • Sangramento vaginal leve.
  • Rompimento da bolsa d’água.
  • Sensação de pressão na região pélvica.

Ao mínimo sinal de parto prematuro, a gestante deve entrar em contato com o seu obstetra imediatamente. O exame ginecológico é capaz de identificar se o útero está mesmo em processo de expulsão do feto.

Descolamento prematuro da placenta

O descolamento prematuro da placenta (DPP) surge quando a placenta se descola total ou parcialmente da parede do útero. Essa é uma grave complicação da gravidez, pois o descolamento impede que a placenta continue recebendo sangue do útero, colocando a vida do feto em risco.

O descolamento prematuro da placenta é mais comum no 3º trimestre de gravidez, mas ele pode ocorrer a partir das 20 semanas de gestação.

Os sintomas mais comuns do descolamento da placenta são:

  • Sangramento vaginal, que pode ser volumoso ou apenas discreto.
  • Intensa dor abdominal e lombar.
  • Contrações uterinas.
  • Hipotensão arterial (em casos de sangramento maciço).

O DPP também é uma urgência médica e a indução do parto é habitualmente a forma de tratar o problema.

Para saber mais sobre a DPP, leia: DESCOLAMENTO PREMATURO DA PLACENTA – Causas, Sintomas e Tratamento.

Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma síndrome caracterizada pelo surgimento de hipertensão arterial e proteinúria (perda de proteínas na urina) após 20 semanas de gestação. Em casos mais graves, o fígado também pode estar envolvido.

Dor abdominal, inchaço no rosto, mãos e pernas, dor de cabeça, visão turva, náuseas e vômitos são os sintomas mais comuns.  Quando uma paciente com pré-eclâmpsia desenvolve crise convulsiva, chamamos o quadro de eclâmpsia.

Temos um artigo específico sobre pré-eclâmpsia que pode ser acessado através do seguinte link: ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA – Sintomas, Causas e Tratamento.

Causas menos comuns

Outras complicações menos comuns da gestação, que ocorrem a partir do segundo trimestre e podem causar dor abdominal, incluem:

  • Rutura uterina.
  • Infecção do líquido amniótico.
  • Útero encarcerado.
  • Colestase gravídica.
  • Hemoperitônio espontâneo.

Causas de dor abdominal não relacionada à gravidez

Assim como qualquer indivíduo, as grávidas também podem ter doenças abdominais que não são específicos da gravidez, como apendicite, colecistite, gastroenterites ou cálculo renal.

O diagnóstico desses problemas costuma ser mais difícil nas grávidas devidos às inúmeras alterações que a sua região abdominal sobre. Até a localização da dor pode ser atípica.

Falamos sobre as diferentes causas de dor abdominal no artigo: PRINCIPAIS CAUSAS DE DOR ABDOMINAL.

Dentre as dezenas de complicações abdominais que podem surgir na gravidez, mas que não estão diretamente ligadas à gravidez, uma se destaca: a infecção urinária.

Infecção urinária na gravidez

A cistite, que é o nome que damos à infecção da bexiga, é um problema comum durante a gravidez, que pode surgir em qualquer período da gestação. Seus sintomas  mais comuns incluem:

Falamos especificamente da infecção urinária na gravidez no seguinte artigo: INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ – Sintomas, Causas e Tratamento.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/dor-abdominal-da-gravidez/

Dor ovariana e outras dores durante a gravidez é normal

Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

Comitê Editorial IVI Salvador

Sentir algumas dores durante o período da gestação é uma condição que praticamente não dá para ser evitada. Nessa fase da vida da mulher, as dores podem ou não ser normais. Por isso, é fundamental estar sempre alerta! Logo no início da gravidez, as dores podem se tornar um pouco assombrosas. Cólicas, dores nas costas e até mesmo uma leve dor ovariana durante o período são situações comuns.

O útero é um órgão super elástico, na verdade ele é um músculo. A princípio ele tem o tamanho de um punho fechado. À medida em que a gestação vai evoluindo, ele cresce, e por conta disso é que surgem as cólicas. Órgãos como o intestino, o estômago, o fígado e até mesmo o coração vão se ajustando. Tudo para oferecerem espaço para o útero e, claro, para o bebê.

As dores podem ser normais

Por tudo isso, sentir dores na barriga durante a gestação é algo mais comum do que se imagina. Dessa forma, a depender da sensibilidade da mulher, essas dores podem se tornar motivo de queixas para o médico. Com os ovários, também não é diferente.

Logo nos primeiros meses de gravidez, os ovários tem uma estrutura chamada corpo lúteo, que se mantém até a décima segunda semana. Ele quem produz os hormônios que mantêm a gravidez na fase inicial. A depender do tamanho deste corpo lúteo, as mulheres mais sensíveis podem sentir e manter uma queixa persistente de dor ovariana.

Assim, durante o primeiro e o segundo trimestres da gravidez, é possível, e bastante freqüente, que a mulher sinta dores.

Tudo não passa de um reflexo de todas essas mudanças que estão acontecendo no corpo da gestante. No entanto, os especialistas alertam que é necessário observar. Dores na gravidez são passageiras e podem ir e vir conforme o bebê vai crescendo e a gestação avança. Mas se essa dor se tornar crônica e intensa, é necessário consultar o médico, para que a causa específica seja identificada.

As principais causas da dor

A dor pélvica no período da gravidez, muitas vezes pode se assemelhar ao desconforto habitual que acontece durante a menstruação. Essas dores são frequentemente causadas por todas as mudanças típicas do período da gestação.

A primeira delas é o aumento gradativo do tamanho do útero. Isso pode causar câimbras ou até uma tensão abdominal. Nesse caso, as dores podem ser mais notadas especialmente durante o primeiro trimestre. Em geral, é uma dor mais leve, de baixa intensidade, que pouco a pouco desaparece à medida que a gravidez progride.

A mulher grávida que sofre de dores abdominais ao fazer movimentos repentinos, ou até quando espirra, não precisa se preocupar. Além de ser muito comum, trata-se também de um incômodo pontual.

Problemas digestivos comuns, como gases ou lentidão na digestão, normalmente são agravados na gravidez. Quem já convive antes da gestação com algum problema digestivo já compreende a dor habitual que pode ocorrer.

Mas para quem nunca teve uma dor de estômago, já fica o alerta: no caso de gestantes, esses problemas podem causar desconforto e alguma dor na região abdominal.

Quando a dor vem acompanhada de outros sintomas

Caso a gravidez comece a apresentar complicações, a dor pélvica pode ser um sinal de que existe algo errado. Mesmo porque, nesses casos, normalmente a dor vem acompanhada por outros sintomas. Um dos principais motivos de quando a dor vem associada a outros sintomas, pode ser por conta de uma gravidez ectópica.

Esse tipo de gestação acontece fora do útero, e requer uma atenção especial e imediata por parte do médico. Entre os inúmeros sinais de alerta, está a dor pélvica.

Além disso, nesse caso específico, a dor ainda pode vir acompanhada de sangramento vaginal irregular.

Outros sintomas como enjoos e vômitos; e uma possível turgescência mamária (mamas mais duras e inchadas) também podem ser verificados.

Uma possível chance de aborto também entra na lista de dor associada a algum outro fator de risco. A combinação de dor pélvica com cólicas constantes e intensas e sangramento vaginal pode indicar risco de aborto. Por isso a importância de, ao detectar uma dor mais crônica ou insistente, buscar auxílio médico com um profissional capacitado.

Em alguns casos, pouco dias de repouso já são suficientes. Assim, quando a situação estiver normalizada, a gravidez volta a ser levada normalmente até o final dos nove meses.

Mas, infelizmente, a dor pélvica quando vem acompanhada de outros sintomas pode ser o aviso de um aborto espontâneo. O colo do útero se abre, produzindo dois sintomas muito notáveis. Sangramento vaginal abundante e dor abdominal intensa devido a contrações uterinas que estão ocorrendo e que se findarão no aborto.

Algumas patologias importantes, como a Doença Inflamatória Pélvica também podem provocar dor.

O que fazer ao sentir dor durante a gravidez

Como diz o ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”. Por isso, caso a mulher sinta dores na região pélvica durante a gravidez, o caminho mais indicado é buscar logo uma consulta com o médico que a acompanha. Desse modo, pode-se descartar qualquer tipo de complicação.

Especialmente se a dor continuar persistindo com o tempo, se for muito intensa ou vier acompanhada de outros sintomas. Especialmente sangramento, vômito ou náuseas. Buscando o atendimento com um especialista, a futura mamãe ficará mais tranquila para seguir sua trajetória com mais leveza.

Nesses casos de dores mais fortes e constantes, com outros sintomas associados, é provável que a equipe médica recomende repouso. Além disso, existem soluções para aliviar dores mais leves, como a aplicação de compressas quentes na região pélvica.

Muita gente tem medo de procurar o médico, mas só com o devido acompanhamento, a mulher que venha a sofrer de algo mais sério, conseguirá tratar da forma devida e realizar o seu sonho de ser mãe.

Источник: https://ivi.net.br/blog/dor-ovariana/

Desconforto abdominal durante a gravidez

Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

Desconforto abdominal durante a gravidez

Contrações de Braxton Hicks ou dor de barriga? Todas as gravidezes são acompanhadas por uma dor abdominal mais ou menos intensa. Nalgumas mulheres, apenas se manifesta como um puxão, enquanto que noutras podem sentir-se verdadeira cãibras.

As dores abdominais suaves são frequentemente um dos primeiros sintomas da gravidez.

Muitas mulheres interpretam esse sinal, talvez junto com outras mudanças físicas e psicológicas, corretamente como uma fase muito inicial e logo em seguida recebem a confirmação “oficial” do seu ginecologista de que estão grávidas.

  • A causa mais importante de dor abdominal durante a gravidez é o crescimento do útero e da criança, o que aumenta a tensão nos músculos, ligamentos e órgãos internos. A dor pode tornar-se bastante intensa numa inicial da gravidez, e os fatores hormonais (incluindo o afrouxamento dos tecidos corporais causados pelas hormonas da gravidez) também desempenham um papel importante.
  • Problemas típicos da gravidez incluem dor nos ligamentos uterinos, que podem chegar a transformar-se em cãibras. Os ligamentos uterinos são filamentos de músculos lisos e tecido conjuntivo que viajam das paredes do útero para a parede pélvica e daí para a vulva. A sua missão é manter o útero numa posição estável e erguida. A progressão da gravidez faz com que se estressem, o que causa dor em ambos os lados do abdómen, bem como dor nas costas. Estas dores manifestam-se na região dos ligamentos cruzados e ligamentos da virilha, bem como através da dor abdominal, que é semelhante a cólicas menstruais ou dores de estômago. Muitas mulheres experimentam mais dor e mais frequentemente no lado direito do útero, uma vez que, durante a gravidez, o útero tende a mover-se ligeiramente para o lado direito.
  • Sexo durante a gravidez também pode causar dor abdominal e dor lombar leve. Normalmente, as mulheres sentem o orgasmo como uma ondulação agradável na vagina e no útero, mas agora também pode ser acompanhada por uma sensação de dor semelhante à das contrações leves, especialmente na parte final da gravidez. Isso não representa nenhum perigo para o bebé ou para a gravidez: a menos que haja contraindicações médicas, o sexo durante a gravidez está permitido.

Dor abdominal e complicações na gravidez

Dor abdominal e cãibras também podem ser sintomas de complicações durante a gravidez:

  • No início da gravidez, por exemplo, elas podem ser causadas por um aborto espontâneo precoce ou uma gravidez extrauterina. Um aborto espontâneo precoce (até a 12ª semana de gestação) manifesta-se por sangramento e dor semelhantes às cãibras no baixo-ventre; do ponto de vista médico, normalmente não pode ser impedido. Uma gravidez extrauterina inadvertida, geralmente entre a oitava e a décima semana de gestação, leva a um sangramento, assim como uma dor intensa que começa no lado em que o embrião está localizado e afeta todo o abdómen. Em ambos os casos, é necessária assistência médica.
  • No segundo trimestre de gestação, a dor abdominal intensa semelhante à das cólicas pode indicar um aborto espontâneo tardio (da 13ª a 23ª semana de gestação), algo que segundo as estatísticas é raro e afeta aproximadamente uma em cada 100 gravidezes. Um aborto iminente está ligado não apenas à dor, mas também ao sangramento. Em caso de dor abdominal e hemorragia ou fluxo moderado, é necessário consultar imediatamente o médico para saber como proceder. O sangramento agudo é uma emergência e requer tratamento hospitalar urgente.
  • Entre a 24ª e a 37ª semana de gravidez, a dor abdominal, pélvica e nas costas (parcialmente acompanhada de diarreia) pode ser um sinal de que pode ocorrer parto prematuro. Neste caso é necessário ir urgentemente ao hospital. Se não tiverem rebentado as águas, o início do trabalho pode ser atrasado ou impedido.
  • Na segunda metade da gravidez, a dor abdominal intensa também pode ser um sintoma de outras complicações da gravidez. Por exemplo, a síndrome de HELLP, uma complicação grave da gravidez, é caracterizada por dor intensa na parte superior direita do abdómen.

Dor abdominal ou contrações reais?

Para as mulheres grávidas, é importante saber se o desconforto que sentem é devido à dor abdominal relacionada com a gravidez ou se são verdadeiras contrações. Todas as mulheres grávidas temem contrações prematuras.

Além disso, as chamadas contrações de treino (contrações de Braxton Hicks) também ocorrem desde o início da segunda metade da gravidez: os músculos uterinos contraem-se levemente e o abdómen endurece.

O mais tardar a partir da 32ª semana de gravidez, todo o útero está sujeito a esse “treino para o parto.

“Essas contrações geralmente não são dolorosas, acontecem em intervalos irregulares e desaparecem no máximo após um minuto.

As contrações anteriores geralmente começam por volta da semana 36 da gravidez e indicam que o trabalho de parto se aproxima, mas ainda pode tardar dias a semanas. Também aparecem em intervalos irregulares, não são muito dolorosos e desaparecem novamente.

As contrações reais, por outro lado, ocorrem em intervalos regulares que vão sendo cada vez mais curtos enquanto a dor vai aumentando progressivamente. Se antes da semana 36 começar a ter contrações mais de três vezes por hora, forem dolorosas, especialmente na parte inferior das costas, e estiverem associadas a fluxo aguado ou sanguinolento, é preciso consultar um médico.

As mulheres que não sabem exatamente a que se deve a sua dor devem consultar o médico, pois é melhor prevenir do que remediar. A propósito, contrações prematuras nem sempre indicam que o trabalho começou de forma irreversível. Também podem ser um sinal de que a gestante se excedeu física ou psiquicamente e precisa urgentemente de descanso e relaxamento.

Almofada de caroços de cerejeira e sacos térmicos

O calor, a tranquilidade e o relaxamento ajudam a aliviar a dor aguda. Uma almofada térmica, por exemplo, uma almofada quente de caroços de cereja, um saco térmico ou um banho quente ajudam a aliviar a dor no útero.

Massagens

As massagens abdominais com óleos de massagem suave proporcionam relaxamento, as compressas de óleo na região da virilha impedem o aumento da dor. Além disso, os óleos para mulheres grávidas melhoram a elasticidade da pele e ajudam a prevenir as estrias.

Faixas para a barriga e cintas

Quando a gravidez já está avançada, faixas abdominais ou cintas podem aliviar a tensão do tecido durante o dia. No entanto, as mulheres grávidas não devem deixar de fazer exercício regularmente ou algum tipo de desporto de equilíbrio leve, o que também pode ter um efeito preventivo contra a dor relacionada com a gravidez.

Quando é necessário que um médico trate a dor abdominal?

No caso de dor abdominal persistente, grave ou aguda, é essencial que o médico examine os sintomas. Essas dores podem não apenas estar associadas a complicações na gravidez, mas também a outras doenças, como apendicite, cistite, cálculos renais ou cálculos biliares.

Uma visita ao médico também é absolutamente necessária se houver outros sintomas além da dor abdominal. Os sinais de alarme são, entre outros:

  • Febre, arrepios
  • Sangramento
  • Náuseas, vómitos, diarreia
  • Sangramento e fluxo alarmante
  • Comichão ou dor ao urinar

A dor abdominal é um dos efeitos colaterais normais da gravidez.
Deve-se principalmente ao crescimento do útero e do bebé.
Se a dor for aguda e persistir, é necessário um exame médico urgente para detetar se é devido a complicações na gravidez ou doenças orgânicas numa fase inicial.
Conselho da ginelogista Dr.ª Verena Breitenbach

  • É melhor consultar um médico com demasiada frequência e fazer uma cardiotocografia do que negligenciar alguma coisa.
  • Doenças sofridas fora da gravidez também podem ser sofridas durante a gravidez, por isso é necessário obter um diagnóstico exato.

Este artigo foi revisado por nossa equipe de especialistas.

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Dor abdominal na gravidez é sempre sinal de preocupação?

Principais Causas de Dor Abdominal na Gravidez

Saiba que a dor abdominal na gravidez pode estar relacionada com problemas graves gestacionais para os quais é preciso estar alerta e agir rapidamente.

Frequentemente as grávidas referem ao longo da gestação experienciar dores abdominais de intensidade variável, sendo na maioria das vezes dores não preocupantes, no entanto é importante saber reconhecer quando a dor abdominal na gravidez pode ser um risco para a gestação.

De forma a diminuir o stress e a ansiedade das futuras mamãs, neste artigo abordamos as principais causas da dor abdominal na gravidez e como deve de agir perante elas.

As causas podem estar relacionadas com coisas bastante simples, porém, é necessário dar-lhe a devida atenção porque delas podem resultar complicações mais graves.

PRINCIPAIS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL NA GRAVIDEZ

As dores abdominais durante a gravidez geralmente devem-se às inúmeras alterações fisiológicas e anatómicas pelo qual o organismo da gestante passa, podendo dever-se por exemplo, ao crescimento do útero, gases ou obstipação.

No entanto, podem também ser um sintoma de complicações mais graves, como descolamento da placenta, gravidez ectópica, pré-eclâmpsia ou até mesmo aborto.

Não esquecendo que as grávidas também podem apresentar doenças abdominais comuns a qualquer indivíduo, como apendicite, infeção urinária, gastroenterites, etc.

O diagnóstico desses problemas costuma ser mais difícil nas grávidas devidos às inúmeras alterações que a sua região abdominal sobre. Até a localização da dor pode ser atípica.

É necessário estar atenta para saber identificar os sinais e sintomas e saber agir em conformidade.

Dor abdominal na gravidez considerada “normal”

A dor abdominal “normal” e esperada durante a gravidez não costuma ser constante, mas pode aparecer com grande frequência ao longo dos 9 meses de gestação, podendo a sua causa ser devida a:

  • Alterações hormonais
  • Mudanças na anatomia abdominal e pélvica
  • Crescimento do útero
  • Movimento fetal
  • Contrações uterinas
  • Compressão de determinados órgãos abdominais
  • Entre outros

Dor abdominal na gravidez: casos de risco

Em alguns casos, a dor abdominal é provocada por complicações gestacionais, que podem indicar sérios problemas. Geralmente este tipo de dor vem acompanhada de outros sintomas como por exemplo, corrimento vaginal, distúrbios visuais, edema (inchaço) ou hemorragia.

Nestes casos, é de extrema importância reconhecer precocemente os sintomas e recorrer urgentemente a um atendimento médico especializado (obstetras), tentando minimizar ao máximo a gravidade da situação.

AS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL: PRIMEIRO TRIMESTRE

A fase de maior risco numa gravidez acontece até às 12 semanas, uma vez que existe um maior risco de aborto espontâneo. É um tempo para ter especial cuidado consigo e para estar atenta aos sinais do seu corpo.

1. Aborto espontâneo ou interrupção da gravidez espontânea ou intencional

Consiste na expulsão espontânea do embrião ou do feto antes de ele ser capaz de viver fora do útero.

É mais provável que aconteça antes das 20 semanas (após esta data são considerados partos prematuros) pelo que deve estar atenta a sintomas como:

  • Dor abdominal aguda tipo cólica
  • Dor pélvica
  • Cefaleias (dor de cabeça)
  • Hemorragia vaginal leve a moderada
  • Contrações uterinas rítmicas e frequentes (em intervalos que variam entre 5 a 20 minutos)
  • Perda de líquido (amniótico) pela vagina

Se sentir a combinação destes fatores, não perca tempo e vá imediatamente para o hospital.

2. Gravidez ectópica

Esta situação surge quando o bebé se desenvolve fora do útero (por exemplo, numa das trompas de falópio).

Nestes casos, a dor abdominal é apenas num lado, com intensidade entre o moderado e o intenso, piora quando se move e vai também sentir tonturas, náuseas e vómitos, dor ao evacuar, dor na relação sexual e sangramento.

Se sentir estes sintomas deve ir imediatamente para o hospital.

3. Infeção urinária ou Cistite

Muito comum durante a gravidez, é responsável por dores abdominais e ao urinar, febre, enjoos, vontade urgente de urinar, odor desagradável, urina turva ou hematúria (sangue na urina).

Consulte o médico para confirmar o diagnóstico e avançar com o tratamento.

AS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL: SEGUNDO TRIMESTRE

Naquele que é o período do verdadeiro estado de graça na gravidez, quando terminam os enjoos e a sonolência incontrolável, já sente o seu bebé e está mais bonita do que nunca, é importante continuar a ter atenção à dor abdominal na gravidez.

1. Contrações de Braxton-Hicks

Este tipo de contrações são consideradas falsas contrações de parto ou contrações de treino, podendo surgir a partir das 20 semanas, elas costumam ser curtas, com intervalos irregulares e baixa frequência.

Os músculos uterinos contraem e provocam estas contrações que, apesar de normais, são desconfortáveis e podem causar dor abdominal na gravidez. Deite-se numa posição confortável, procure relaxar e aumentar a ingestão hídrica no seu dia-a-dia.

2. Descolamento da placenta

Surge quando a placenta se descola total ou parcialmente da parede do útero.

É uma condição grave que exige cuidados porque pode provocar um aborto ou um parto prematuro, de acordo com o tempo de gravidez.

Além da intensa dor abdominal ou lombar (no fundo das costas), poderá sentir contrações uterinas, hemorragia vaginal e, se esta for intensa, pode levar a hipotensão arterial.

Deve ir imediatamente para o hospital, pois o descolamento impede que a placenta continue a receber o sangue do útero, colocando a vida do feto em risco.

Se os sinais vitais do bebé se mantiverem e a placenta se tiver separado ligeiramente da parede uterina, poderá ser recomendado repouso absoluto. Se a separação for significativa, será necessário antecipar o parto.

3. Pré-eclampsia

É um síndrome caraterizado por hipertensão arterial (pressão arterial acima de 149/90 mmHg) e proteinúria (proteínas na urina), surge geralmente a partir das 20 semanas.

Pode sentir dor abdominal, cefaleias, visão turva, edema da face, mãos e pés, náuseas, vómitos, e caso inicie uma crise convulsiva, chamamos o quadro de eclâmpsia.

Outras complicações menos comuns da gestação, que ocorrem a partir do segundo trimestre e podem causar dor abdominal, incluem:

  • Rutura uterina;
  • Infeção do líquido amniótico;
  • Colestase gravídica.

AS CAUSAS DA DOR ABDOMINAL: TERCEIRO TRIMESTRE

Chegou às 28 semanas e ao terceiro trimestre. O bebé mexe-se alegremente na sua barriga, está na reta final mas agora é que começam os desconfortos. Nesta fase, a dor abdominal na gravidez tem causas menos assustadoras mas ainda há riscos.

1. Dor no ligamento redondo

O ligamento que une o útero à região pélvica pode nesta fase sofrer um alongamento excessivo e assim provocar dor abdominal na parte inferior até á virilha durante alguns segundos.

Procure relaxar e vá mudando de posição até a dor aliviar, ajuda se colocar um travesseiro entre as pernas e outro por baixo da barriga.

2. Obstipação e flatulência (gases)

Devido à pressão do útero e ao efeito das hormonas, o intestino não tem a vida facilitada durante a gravidez e isso agrava-se no último trimestre.

É natural que nesta altura sinta dor relacionada com gases, aos quais se podem juntar rigidez no abdómen, cólicas e inchaço.

A melhor forma de solucionar é realizar uma atividade física adequada (por exemplo, caminhadas suaves) e consumir mais fibras e água.

3. Trabalho de parto

No terceiro trimestre, esta é a principal causa de dor abdominal.

Se a sentir aliada a cólicas, um corrimento gelatinoso, sangramento e contrações com intervalo de 10 minutos entre si, está na hora de ir para o hospital.

De uma forma geral, sempre que sentir algum incómodo que a deixe preocupada ou que interfira com a sua qualidade de vida, deve procurar aconselhamento médico.

Enfermeira Bárbara Andrade Enfermeira Especialista em Reabilitação e Formadora em várias entidades. Terminou a Especialidade em Enfermagem de Reabilitação na ESEnfCVPOA e exerce atualmente o cargo de enfermeira no CHEDV – HSS.

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