Principais causas de prisão de ventre

6 causas de Prisão de Ventre e o que fazer

Principais causas de prisão de ventre

A prisão de ventre pode acontecer como consequência de alguns hábitos, como alimentação pobre em fibras, beber poucos líquidos e não fazer atividade física, por exemplo, o que pode fazer com que a pessoa sinta-se desconfortável, com mal-estar e irritada.

Assim, é importante identificar a causa da prisão de ventre para que se possam tomar atitudes para favorecer o movimento intestinal, como por exemplo aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras e começar a praticar exercícios, por exemplo.

1. Alimentação pobre em fibras

As fibras são importantes para o bom funcionamento do intestino e para fazer com que as fezes fiquem mais macias, sendo mais fáceis de serem eliminadas. Assim, quando se tem uma alimentação pobre em fibras, as fezes ficam mais endurecidas e o intestino não funciona corretamente, resultando na prisão de ventre.

O que fazer: Para evitar a prisão de ventre, é importante acrescentar alimentos ricos em fibras na dieta, além de aumentar o consumo de água e chás, por exemplo. Para o bom funcionamento do intestino, é recomendado consumir cerca de 20 a 40 g de fibras por dia, que podem estar presentes em frutas e legumes, alimentos integrais e grão-de-bico, por exemplo.

Confira quais os alimentos que ajudam a soltar o intestino preso:

2. Beber poucos líquidos

Beber água ao longo do dia favorece o funcionamento do intestino e, consequentemente, a eliminação das fezes. Além disso, a água é importante para que as fibras solúveis sejam dissolvidas e haja a formação de uma espécie de gel no estômago e no intestino que garante maior sensação de saciedade.

O que fazer: É recomendado que sejam consumidos pelo menos 2 litros de água por dia para que o intestino possa funcionar corretamente e para que também existam outros benefícios. Além da água, podem ser ingeridos outros líquidos, como chás ou sucos de frutas, por exemplo. Conheça os principais benefícios de beber água.

3. Não fazer atividade física

O sedentarismo também pode resultar em prisão de ventre, isso porque acontece a diminuição do metabolismo e dos movimentos intestinais, fazendo com que as fezes permaneçam mais tempo no intestino.

O que fazer: É importante realizar atividades físicas pelo menos 30 minutos por dia para que o intestino possa funcionar corretamente e os sintomas de prisão de ventre sejam aliviados. Além disso, a prática regular de exercícios físicos promove aumento da disposição, melhora a imunidade e promove a sensação de bem-estar. Veja outros benefícios da atividade física.

4. Não ir ao banheiro quando sentir vontade

Quando a pessoa não vai ao banheiro quando sente vontade, as fezes voltam para o intestino e ficam mais ressecadas e endurecidas e o intestino acaba por perder lentamente as suas funções, o que faz com que haja mais dificuldade na hora da defecação, sendo necessário realizar mais força e favorecendo o aparecimento de hemorroidas, por exemplo.

O que fazer: Uma estratégia interessante para regular o intestino e evitar a prisão de ventre é ir ao banheiro todos os dias no mesmo horário, mesmo que não exista vontade, e ficar cerca de 15 a 20 minutos. Isso faz com que seja estabelecido um relógio biológico e a prisão de ventre seja combatida.

Saiba como fazer cocô do jeito certo para evitar a prisão de ventre assistindo o vídeo a seguir:

5. Ansiedade e Nervosismo

Situações psicológicas e emocionais, como ansiedade e nervosismo, por exemplo, podem diminuir o fluxo sanguíneo para o intestino, por exemplo, e fazer com que o trânsito intestinal seja afetado, resultando na prisão de ventre.

O que fazer: Nesses casos é importante identificar a causa da prisão de ventre e tentar relaxar, pois assim é possível que os sintomas associados à prisão de ventre sejam controlados e o funcionamento do intestino regulado.

6. Uso excessivo de laxantes

O uso frequente de laxantes pode irritar a mucosa e diminuir a rugosidade do intestino, dificultando o movimento das fezes e impedindo a sua liberação. Além disso, o uso frequente de laxantes faz com que passe a acontecer dependência, ou seja, o intestino só funciona após o uso dos laxantes.

O que fazer: Para evitar o uso de laxantes, é importante estimular o funcionamento do intestino de maneira natural, ou seja, por meio do aumento do consumo de fibras, prática de atividade física e ingestão de pelo menos 2 litros de água por dia. O uso de laxantes só deve ser feito com recomendação médica, quando a pessoa necessita fazer algum tipo de exame de diagnóstico ou quando mesmo com alimentação adequada não consegue evacuar. Conheça alguns remédios que ajudam a combater a prisão de ventre.

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Prisão de ventre (constipação intestinal)

Principais causas de prisão de ventre

Prisão de ventre é um distúrbio caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. As causas mais comuns são dieta pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos, sedentarismo e consumo excessivo de proteína animal. 

Prisão de ventre e intestino preso são os nomes populares pelos quais é conhecida a constipação (ou obstipação) intestinal, um distúrbio comum caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. É preciso considerar, entretanto, que não existe um padrão rígido para classificar a frequência normal de funcionamento dos intestinos, que pode variar de 3 a 12 vezes por semana.

Veja também: Incontinência fecal

Só se considera um quadro típico de constipação, quando ocorrem duas ou menos evacuações por semana e/ou o esforço para evacuar é grande demais e pouco produtivo.

Algumas pessoas se queixam de que o intestino não funciona regularmente em ambientes estranhos, ou quando quebram a rotina, como ocorre durante as viagens, por exemplo. Essa alteração, porém, costuma desaparecer tão logo a pessoa retoma suas atividades habituais.

A constipação é um transtorno mais comum nas mulheres, especialmente durante a gravidez, nas crianças e nos idosos.

Causas

As causas mais comuns da prisão de ventre costumam ser a dieta pobre em fibras, a pequena ingestão de líquidos, o sedentarismo, assim como o consumo excessivo de proteína animal e de alimentos industrializados. Não atender à urgência para evacuar, quando ela se manifesta, também pode comprometer o funcionamento regular dos intestinos.

A prisão de ventre pode, ainda, estar associada a doenças do cólon e do reto, como diverticulose, hemorroidas, fissuras anais e câncer colorretal.

Pode, igualmente, ser provocada pelo uso de certos medicamentos e por alterações neurológicas e do metabolismo.

Estresse, depressão e ansiedade são outras ocorrências capazes de interferir nos hábitos intestinais.

Veja também: Leia entrevista sobre estresse

A complicação mais comum da constipação é o fecaloma, massa compacta de fezes endurecidas, que se deposita no reto ou no cólon-sigmoide, e interrompe o trânsito intestinal. A tendência é o fecaloma aparecer mais nas pessoas com dificuldade de locomoção, como os idosos acamados e os cadeirantes.

Sintomas

Os sintomas da prisão de ventre podem variar de uma pessoa para outra ou na mesma pessoa nas diferentes crises. Os mais característicos são:

  • Número reduzido de evacuações;
  • Dificuldade para eliminar as fezes que se apresentam ressecadas, muito duras e pouco volumosas;
  • Sensação de esvaziamento incompleto dos intestinos.

No entanto, esses não são os únicos sintomas. Desconforto, distensão e inchaço abdominal, mal-estar, gases e distúrbios digestivos são manifestações  que também podem estar correlacionadas com a prisão de ventre.

Diagnóstico

O levantamento da história do paciente, seguido de um exame clínico minucioso, é o passo fundamental para o diagnóstico da constipação.

Exames de laboratório, como hemograma e sangue oculto nas fezes, e de imagem – enema opaco, colonoscopia e tempo de trânsito das fezes – são importantes para determinar as causas do distúrbio, estabelecer o diagnóstico diferencial e conduzir o tratamento.

Tratamento

Posto que a prisão de ventre é apenas um sintoma e não uma doença em si, o objetivo do tratamento é corrigir as causas do distúrbio. A maioria dos pacientes se beneficia com mudanças na dieta e no estilo de vida.

Basicamente, a primeira delas consiste na maior ingestão de fibras (legumes, verduras, frutas, cereais integrais, etc.

), de alimentos com propriedades laxativas, como o mamão e a ameixa, de farelos em pó misturados aos alimentos ou diluídos em água ou em sucos e de suplementos com fibra na forma de biscoitos ou comprimidos.

A segunda, é beber bastante líquido (aproximadamente dois litros por dia, se não houver contraindicação médica, pois pessoas com insuficiência cardíaca ou renal, por exemplo, podem não tolerar esse volume de líquido).Praticar atividade física é outra medida essencial para o bom funcionamento dos intestinos.

Em alguns casos, porém, pode ser necessário prescrever o uso de supositórios e de enemas (lavagens intestinais) para facilitar a eliminação das fezes. Em virtude de possíveis efeitos adversos, o uso de laxativos deve ser criteriosamente orientado por um médico. Finalmente, só em situações muito especiais e raras, é preciso recorrer à cirurgia para retirada do fecaloma endurecido.

Recomendações

  • Vá ao banheiro sempre que tiver vontade;
  • Beba muito líquido, mas álcool com moderação, porque ele ajuda a desidratar as fezes;
  • Saiba que a ingestão de farelo em pó pode aumentar a produção de gases;
  • Coma frutas, se possível com casca, nos intervalos entre as refeições;
  • Tente administrar as situações de estresse e as crises de ansiedade. Se precisar de ajuda, não se acanhe. As emoções podem ter influência sobre o funcionamento dos intestinos. Lembre-se de que esse órgão já foi chamado de segundo cérebro;
  • Procure assistência médica se notar mudanças significativas nos hábitos intestinais. Não deixe também de ir ao médico, se as fezes estiverem muito ressecadas ou muito finas, se houver sinais de sangramento, ou se você estiver emagrecendo sem nenhuma explicação aparente.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/prisao-de-ventre-constipacao-intestinal/

Alimentos que causam prisão de ventre

Principais causas de prisão de ventre

O primeiro passo para vencer a prisão de ventre — problema que afeta cerca de 20 a 30% da população brasileira — é buscar ajuda médica. No entanto, é bom ter em mente que hábitos de vida inadequados, especialmente a alimentação, são os responsáveis pela constipação em boa parte das vezes.

Veja abaixo os principais componentes da dieta que estão por trás de um intestino preso. Para conhecer também os alimentos que ajudam a enfrentar esse problema, clique aqui.

Arroz branco

Se ele ocupar grande parte do prato, talvez o intestino se ressinta. “O arroz branco é pobre em fibras.

Assim, ao ser consumido sozinho, é aproveitado praticamente em sua totalidade”, explica Ana Luísa Faller, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

E, se não gerar resíduos, o alimento não colabora para a formação do bolo fecal. De acordo com a especialista, isso é essencial para estimular o intestino. Melhor, então, optar pela versão integral.

“Mas as fibras podem vir de outros alimentos presentes na mesma refeição”, pondera Maria Tereza Beling, nutricionista que atende em consultório em Belo Horizonte e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Daí a importância de recrutar leguminosas (como feijão), verduras e legumes no prato. Até sementes caem bem misturadas ao arroz.

Itens ricos em farinha refinada

Sabe o pãozinho branco do café da manhã, o macarrão do almoço e os biscoitos do lanche? Eles ajudam a trazer bastante farinha refinada para a rotina. O gastro e cirurgião Rodrigo Surjan, do Hospital 9 de Julho, na capital paulista, afirma que o ingrediente prejudica os movimentos intestinais e o fluxo da comida pelo órgão.

“Escolher alimentos desse tipo ainda leva à diminuição do consumo de opções mais saudáveis e ricas em fibras”, completa. Para driblar possíveis atravancos, o primeiro passo é preferir receitas com farinha integral e, claro, distribuir fontes fibrosas ao longo do dia.

Carne vermelha

Já notou como muita gente reclama de morosidade intestinal após um churrasco? “A carne vermelha tem uma digestão mais lenta quando comparada às demais”, explica Fabiana Aparecida Rasteiro, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Fora isso, sua colega Andrea Esquivel, do Centro de Diagnóstico em Gastroenterologia, também na capital paulista, informa que, por ser pobre em fibras, o alimento é quase todo absorvido. “Assim, não gera volume fecal”, raciocina.

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Além de evitar abusos, o recado é associar o bife a uma porção caprichada de salada. Não despreze o vinagrete.

Batata-inglesa sem casca

Se ela estiver cozida ou em formato de purê, atenção — ainda mais se for colocá-la ao lado do arroz branco e da carne vermelha. Aí é balde de água fria no pobre intestino. É que, de novo, não tem matéria-prima suficiente para fabricar as fezes — culpa do miserê de fibras. E, se o cocô não se forma direito, o órgão não tem nadica para empurrar adiante.

Andrea recomenda priorizar a batata rústica, feita com casca e no forno. Outra sugestão é botar couve, brócolis e outros vegetais na refeição. Só não precisa ser radical. “Em uma dieta equilibrada, não há nenhuma indicação de retirar a batata do dia a dia”, frisa Maria Tereza.

Refris e refrescos

Hidratação é palavra de ordem para quem quer ter fezes bem formadas e que saiam do corpo sem esforço descomunal. Só que não adianta se entupir de refrigerantes e bebidas artificiais como néctares de frutas e refrescos. Eles são isentos de fibras e, para piorar, carregam elementos críticos à saúde, a exemplo de açúcar.

“Os refrigerantes ainda dão gases e distendem o estômago e o intestino”, ressalta o gastroenterologista Ricardo Barbuti, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles não servem para nada. Só engordam”, afirma.

Aliás, o médico aproveita para desfazer um mito: o de que bebidas à base de cola são bacanas durante uma crise de diarreia. “Na verdade, pode até piorar o quadro”, comenta. Para a médica Elaine Moreira, da Federação Brasileira de Gastroenterologia (G), compensa muito mais apostar na água de coco, que devolve ao organismo os minerais eliminados com as fezes.

Quando a constipação é sintoma

Na maioria das vezes, a prisão de ventre é de causa primária — isto é, está ligada ao estilo de vida. Mas vale confirmar com o médico. “Já recebi paciente com queixa de constipação e, ao investigar, encontrei um câncer”, conta a médica Elaine, da G.

Hipotireoidismo e distúrbios neurológicos são exemplos de outras doenças capazes de se manifestar por meio do intestino preguiçoso. “Alguns remédios, como antidepressivos e anti-hipertensivos, também podem levar à constipação”, nota o gastroenterologista Sergio Alexandre Liblik, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/alimentos-causam-prisao-de-ventre/

Prisão de ventre: idade, doenças metabólicas e até neurológicas são causas

Principais causas de prisão de ventre

Muita gente pensa que não evacuar todos os dias é sinal de prisão de ventre. Mas segundo o CAG (Colégio Americano de Gastroenterologia), isso é um mito.

Se o seu intestino funciona até 3 vezes por semana, ou mesmo 3 vezes ao dia, relaxe por que está tudo bem.

Na constipação, pouco importa você “ser um reloginho”: o que a define é a presença de fezes duras, seu pequeno volume e a sensação de evacuação incompleta.

A constipação intestinal ou prisão de ventre é considerada uma queixa bastante comum que afeta cerca de 16% da população em todo o mundo. As mulheres são as mais acometidas pelo problema, que pode se manifestar em qualquer idade, desde a infância até a maturidade, quando a sua prevalência aumenta entre os indivíduos com mais de 65 anos.

Parte desses grupos ainda sofrerá com o esforço da evacuação e também apresentará distensão abdominal.

A maioria convive com a prisão de ventre por anos, portanto, de forma crônica, mas a dificuldade para evacuar pode aparecer de repente, especialmente nos períodos em que ocorrem mudanças na alimentação, viagens, ou entre pacientes acamados. Nestes, o intestino se movimenta mais lentamente pela falta de atividade física ou o uso de medicamentos.

Para 8 em cada 10 pessoas, o problema se relaciona a maus hábitos de vida, ou seja, dieta inadequada, sedentarismo e hidratação deficiente.

“Outra causa muito comum, especialmente no sexo feminino, é a chamada constipação funcional: não se identifica uma origem física para a enfermidade” explica Joaquim Prado P. Moraes Filho, professor de Gastroenterologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e membro da diretoria da G (Federação Brasileira de Gastroenterologia).

Conheça outras causas, algumas raras, outras mais frequentes:

Metabólicas

Neurológicas

Enfermidades estruturais do cólon ou reto (obstrução de saída)

  • Tumores
  • Doenças ano-retais

Medicamentosas

  • Anti-inflamatórios
  • Antiespasmódicos
  • Medicações com cálcio
  • Antidepressivos
  • Opioides

Psicogênicas

  • Problemas emocionais ou psíquicos

Idade

  • Entre os idosos, perda de força muscular abdominal, uso de medicamentos e doenças degenerativas (Alzheimer e Parkinson)
  • Nas crianças, as mesmas causas dos adultos, destacando-se erros alimentares e fatores psicogênicos, além da Doença de Hirschsprung.

Gestação

  • Alterações hormonais e do metabolismo

Como reconhecer os sintomas

Além da dificuldade de evacuar, você pode também observar os seguintes sinais:

  • Cólicas abdominais;
  • Dificuldade para eliminar gases;
  • Náuseas;
  • Distensão abdominal;
  • Dor anal devido ao ressecamento das fezes e o aumento do bolo fecal, o que provoca fissuras anais que podem sangrar.

Quando é a hora de procurar ajuda?

José Joaquim Ribeiro da Rocha, docente da Divisão de Coloproctologia do Hospital das Clínicas da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo) relata que, geralmente, as pessoas se “ajeitam” com uma solução caseira ou se automedicam, e podem passar anos sem procurar atendimento médico. O que esses indivíduos não sabem é que a “a automedicação é imprecisa, não trata a causa da constipação, e ainda piora o quadro”, diz.

De acordo com o especialista, o ideal é marcar uma consulta ao perceber que os sintomas persistem por mais de 30 dias, sem melhora.

Fique atento também aos sinais de alarme: a constipação começou depois dos 40 anos de idade, há sangue nas fezes; perda de peso; endurecimento do abdome ou impactação fecal (endurecimento das fezes). Ao notar qualquer uma dessas situações, marque uma consulta imediatamente para uma avaliação de um gastroenterologista ou proctologista.

Entre as crianças, os pais devem procurar o pediatra quando os sintomas persistam por mais de 2 semanas ou aumentem, progressivamente, logo após o nascimento.

Como é feito o diagnóstico

O médico levantará os dados da sua história clínica, seus hábitos de vida e antecedentes pessoais e familiares, e ainda fará exame físico e proctológico. Exames complementares podem ser solicitados, não só para conhecer do seu estado geral de saúde, mas também para detectar alguma doença relacionada à sua queixa.

A depender de cada caso, os testes mais importantes são a radiografia contrastada do intestino grosso (Enema Opaco), o tempo de trânsito colônico, exames de sangue e colonoscopia (eventualmente), além de biópsia do reto e manometria anoretal —para avaliar a pressão dos músculos da região anal.

Entre os idosos, além das peculiaridades da idade, é preciso investigar tumores colorretais.

Como é feito o tratamento

Uma vez definido o diagnóstico, a abordagem terapêutica é sempre personalizada. A gastroenterologista Sandra Beatriz Marion, professora do curso de medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), explica que, na maioria dos casos, a terapia consiste em mudar os hábitos de vida.

Os pacientes recebem orientações sobre dieta, hidratação e atividade física, bem como estratégias para estabelecer uma nova rotina evacuatória. Medicamentos naturais à base de fibra também podem ser úteis e poderão ser de uso contínuo.

“A primeira coisa que é preciso saber é que não existe remédio milagroso que faça o intestino funcionar a vida inteira”, fala a médica. “Se não houver parceria do paciente, se ele não se conscientiza da importância desses cuidados essenciais, ele não alcançará o resultado que deseja”, completa.

Para as pessoas que não respondem a essa estratégia, há uma série de fármacos disponíveis, como os que umidificam as fezes (laxantes osmóticos) ou as deixam mais oleosas (emolientes). Existem ainda medicamentos que atuam no equilíbrio de um tipo de serotonina do intestino.

As últimas opções são os laxantes irritantes, exatamente os que as pessoas utilizam em primeiro lugar na automedicação. Muito potentes, têm efeito imediato, mas se usados por longo período lesionam os nervos do intestino (mioentérico). O resultado é que a prisão de ventre só piora.

Terapias para casos mais complexos

Quando a constipação é mais grave, especialmente entre as mulheres, e não se conheça a causa, além de todas as possibilidades acima descritas, o tratamento poderá ter solução cirúrgica com a remoção do intestino grosso ou colectomia total (retirada do cólon).

Mais recentemente tem-se utilizado a neuromodulação sacral, um marca-passo na região lombar que emite estímulos elétricos nos nervos modulares.

Saiba como adequar a dieta

O correto consumo de fibras solúveis está relacionado à adequada formação do bolo fecal, com fezes mais macias e volumosas, enquanto as fibras insolúveis aceleraram o trânsito intestinal. O consumo diário indicado delas é de 25g/dia. E não adianta comer 5 folhas de alface americana e 1 tomate por dia! Esses itens têm 0,9g 1,5g de fibra, respectivamente.

Às fibras, junte o consumo adequado de água (ele deve ser calculado de acordo com o seu peso: 0,35ml por quilo) e evite o sedentarismo. Até a introdução de probióticos e prebióticos na alimentação pode ser benéfica e necessária.

A orientação de um nutricionista é bem-vinda.

Isso porque “nem todos respondem à mesma dieta e, assim, devem ser avaliados individualmente, sempre considerando seus hábitos, restrições e preferências alimentares, a fim de garantir um melhor resultado”, explica a nutricionista Camila Naegeli Caverni, nutricionista clínica e mestranda da EPM-Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo).

Note-se que, para algumas pessoas, a mudança de hábitos alimentares é de grande ajuda, mas não resolve totalmente o problema. Nesse caso, gastroenterologista e nutricionista devem trabalhar juntos para garantir melhores resultados.

Como colaborar com o tratamento

Nem sempre é possível prevenir a prisão de ventre. Contudo, caprichar no consumo de fibras deve ser um hábito para toda a vida. Além disso, mantenha-se sempre bem hidratado e pratique atividades físicas regulares.

Você também pode adotar as seguintes medidas para evitar o desconforto de uma crise ou colaborar com a terapia:

  • Organize-se para ter um horário certo para ir ao banheiro, de preferência pela manhã, após o café –ou depois das refeições;
  • Vá ao banheiro quando sentir necessidade de evacuar. Evite adiar essa urgência;
  • Prefira alimentos naturais e integrais;
  • Beba ao menos 1 litro e ½ de líquidos ao dia;
  • Aprenda a ler o rótulo dos produtos que consome para neles identificar o teor de fibras;
  • Evite o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, como arroz branco, farinha de trigo refinada, fubá, polvilho;
  • Priorize, à mesa: feijão, lentilha, ervilha, arroz integral, linhaça, aveia, milho, farinha de centeio, verduras e legumes (todos), frutas (todas);
  • Mantenha uma atividade física satisfatória – 30 minutos, 4 vezes por semana.

Fontes: Joaquim Prado P.

Moraes Filho, professor livre-docente de Gastroenterologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e membro da diretoria da G (Federação Brasileira de Gastroenterologia); José Joaquim Ribeiro da Rocha, docente da Divisão de Coloproctologia do Departamento de Cirurgia e Anatomia do Hospital das Clínicas da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), e médico responsável técnico pela Proctogastroclínica de Ribeirão Preto; Sandra Beatriz Marion, professora do curso de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), especialista em Gastroenterologia e endoscopista titulada; Camila Naegeli Caverni, nutricionista clínica da Headache Center Brasil, e mestranda da EPM-Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo). Revisão técnica: Sandra Beatriz Marion.

Referências: Ministério da Saúde; ACG (American College of Gastroenterology); Maria Vazquez Roque, Ernest P Bouras. Epidemiology and management of chronic constipation in elderly patients.

Clin Interv Aging. 2015; Treatments for Constipation: A Review of Systematic Reviews. Rapid Response Report: Summary with Critical Appraisal.

Ottawa (ON): Canadian Agency for Drugs and Technologies in Health; 2014.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/11/19/idade-doencas-metabolicas-e-ate-neurologicas-podem-causar-prisao-de-ventre.htm

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