Principais causas do excesso de gases e o que fazer

6 principais causas do excesso de gases (e o que fazer)

Principais causas do excesso de gases e o que fazer

Os gases intestinais, chamados cientificamente de flatulência, são produzidos por bactérias que fermentam os alimentos durante a digestão.

Os gases são involuntários, sendo produzidos naturalmente pelo organismo, e, na maioria das vezes, não cheira muito mal. No entanto, quando a pessoa come muito depressa, faz uso de antibióticos ou possui uma dieta rica em proteínas, principalmente com o consumo regular de carne de porco, há maior produção e maior concentração de gases, podendo cheirar muito mal.

A formação de gases é muito influenciada pelos hábitos e estilo de vida da pessoa. Assim, as principais causas de gases intestinais são:

1. Engolir ar durante as refeições

Quando se come muito rápido, devido ao estresse ou a ansiedade, por exemplo, pode haver a entrada de ar no organismo, o que provoca a formação de gases, sendo chamada esta condição de meteorismo intestinal. Além disso, engolir ar durante as refeições deixa a barriga inchada e promove aumento dos arrotos. Entenda mais sobre o meteorismo intestinal.

2. Comer alimentos de difícil digestão

Alguns alimentos, principalmente carboidratos, proteínas e gorduras, possuem digestão um pouco mais lenta e aumentam a fermentação no intestino, havendo a formação de gases. Os principais alimentos responsáveis pelo excesso de gases intestinais são:

  • Repolho, brócolis, couve-flor, milho, leite;
  • Grão de bico, ervilhas, lentilha, batata;
  • Feijão, batata doce, iogurte, ovos, farelo de trigo;
  • Bebidas com gás, cerveja, cebola, aspargos.

A combinação de alimentos ricos em fibras com alimentos que possuem muita gordura também favorecem a formação de gases, por isso deve-se evitar comer um pão integral com queijo cheddar, por exemplo.

Contudo, um alimento que pode causar gases num indivíduo pode não causar em outro, e portanto, se notar o aparecimento de gases tente saber qual foi o alimento que o causou e evite-o. Saiba como a dieta pode diminuir a produção de gases.

3. Tomar antiácidos ou antibióticos

O uso de antiácidos e de antibióticos podem alterar a flora intestinal e, assim, o processo de fermentação dos microrganismos. Dessa forma, ocorre uma maior produção de gases intestinais.

4. Não praticar atividades físicas

A falta de atividades físicas faz com que o processo de digestão se torne mais lento, aumentando a fermentação dos alimentos. Além disso, pessoas sedentárias tendem a ter prisão de ventre, o que também favorece a formação de gases intestinais devido à permanência das fezes no intestino por mais tempo. Saiba quais são as consequências do sedentarismo.

Elas facilitam a deglutição de mais ar e, por isso, eliminar as bebidas com gás pode melhorar bastante a necessidade de arrotar e de eliminar gases.

6.  Prisão de ventre

Como as fezes permanecem mais tempo no intestino elas aumentam a fermentação e dificultam a saída dos gases, por isso, recomenda-se acabar com a prisão de ventre fazendo alterações na alimentação.

Principais sintomas

Os principais sintomas de gases intestinais são:

  • Distensão abdominal, barriga inchada ou estufada;
  • Mal estar geral;
  • Dor abdominal em forma de pontadas;
  • Flatulência.

Se estes sintomas estiverem causando grande incômodo, o que se pode fazer é tomar um chá para gases ou tomar um remédio para gases que se compra na farmácia, mesmo sem receita médica. Veja como pode ser feito o tratamento para gases.

Remédio para gases intestinais

Algumas boas opções de remédios para gases intestinais são:

  • Dimeticona (Luftal);
  • Chá de funcho com erva cidreira;
  • Chá de anis estrelado com canela em pau.

Além disso, um ótimo remédio natural para acabar com os gases intestinais é praticar algum exercício de forma regular, como andar de bicicleta ou caminhar por 30 a 40 minutos diariamente. Saiba como preparar os remédios caseiros para os gases.

Assista ao vídeo seguinte e saiba quais as dicas para se livrar dos gases:

Gases intestinais na gravidez

A formação de gases intestinais é um pouco maior na gravidez e isto deve-se também à lentidão da digestão que ocorre nesta fase por consequência do aumento de progesterona na corrente sanguínea.

Os sintomas mais comuns de gases na gravidez são:

  • Dor abdominal em forma de pontada;
  • Barulhos na barriga;
  • Distensão abdominal;
  • Sensação de estômago cheio.

Além disso, a prisão de ventre, também comum na gravidez, pode agravar a situação. 

Para evitar o excesso de gases durante a gestação, é importante evitar os alimentos que causam gases, beber bastante água e praticar algum tipo de exercício físico como a caminhada diariamente. Saiba como eliminar os gases.

Источник: https://www.tuasaude.com/gases-intestinais/

Grupo Sanfil Medicina | Gases e cólicas

Principais causas do excesso de gases e o que fazer

Os gases é as cólicas podem surgir no pior momento possível, durante uma reunião importante ou num elevador cheio de gente. Embora a libertação de gases intestinais (flatulência) geralmente não seja grave, pode ser constrangedora.

Tudo o que provoque gases intestinais ou esteja associado à obstipação ou diarréia pode dar origem a cólicas. Essas dores geralmente ocorrem quando há acumulação de gases nos intestinos sem que se consiga expulsá-los. Em média, a maioria das pessoas liberta gases pelo menos 10 vezes por dia.

A boa notícia é que, embora não consiga impedir os gases e as cólicas, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a quantidade de gás produzido e a aliviar o desconforto e constrangimento.

Sintomas

Para a maioria das pessoas, os sinais e sintomas de gases e cólicas são todos demasiado óbvios. Entre esses sinais e sintomas incluem-se os seguintes:

  • A libertação voluntária ou involuntária de gases, sob a forma de arrotos ou flatulência.
  • Dores agudas, pontadas ou cãibras no abdómen. Essas dores podem surgir em qualquer região do abdómen e podem mudar de lugar rapidamente.
  • Uma sensação de “nó” no seu abdómen.
  • Inchaço e aperto no abdómen (distensão abdominal).

As cólicas são normalmente intensas, mas breves. Assim que o gás é libertado, a dor desaparece frequentemente. Em alguns casos, no entanto, a dor pode ser constante ou tão intensa que parece que algo está seriamente errado.

Os gases podem, por vezes, ser confundidos com:

  • Doença cardíaca
  • Cálculos biliares
  • Apêndicite

Quando consultar um médico 
É considerado normal libertar gases sob a forma de flatulência entre 10 a 20 vezes por dia.

Contacte o seu médico se os seus gases forem acompanhados por:

  • Dor abdominal forte, prolongada ou recorrente
  • Náuseas ou vómitos
  • Fezes com sangue
  • Perda de peso
  • Febre
  • Dor no peito

Além disso, fale com o seu médico se os seus gases ou cólicas forem tão persistentes ou graves que interferem com a sua capacidade de fazer a sua vida normal. Na maioria dos casos, o tratamento pode ajudar a reduzir ou aliviar o problema.

Causas

Os gases formam-se quando bactérias no cólon fermentam hidratos de carbono que não são digeridos no intestino delgado. Infelizmente, alimentos saudáveis, ricos em fibras são, muitas vezes, os piores inimigos.

A fibra tem muitos benefícios em termos de saúde, incluindo para manter o seu sistema digestivo em bom estado de funcionamento e para regular os níveis de açúcar e colesterol no sangue.

No entanto a fibra também pode provocar gases.

Alimentos ricos em fibras que normalmente provocam gases e cólicas incluem:

  • Fruta
  • Vegetais
  • Grãos inteiros
  • Feijão e ervilha (legumes)

Os suplementos de fibras que contenham psílio, como o Metamucil, podem provocar esses problemas, especialmente se forem adicionados à sua dieta muito rapidamente. Bebidas carbonatadas, como refrigerantes e cerveja, também provocam gases.

Outras causas de excesso de gás incluem:

  • Ingestão de ar. Engole ar sempre que come ou bebe. Também pode engolir ar quando nervoso, come rápido demais, masca pastilha elástica, chupa rebuçados ou bebe por uma palhinha. Algum desse ar encontra o seu caminho no tracto digestivo inferior.
  • Outra doença. O excesso de gases pode ser sintoma de uma doença crónica mais grave. Exemplos incluem diverticulite ou uma doença inflamatória intestinal, como colite ulcerosa ou doença de Crohn.
  • Antibióticos. Em alguns casos de excesso de gases, o uso de antibióticos pode ser um factor relevante dado que os antibióticos perturbam o equilíbrio da flora bacteriana no intestino.
  • Laxantes. O uso excessivo de laxantes também pode contribuir para problemas com excesso de gases.
  • Obstipação. A obstipação pode dificultar a passagem dos gases, provocando inchaço e desconforto.
  • Intolerâncias alimentares. Se os seus gases e inchaço ocorrem principalmente após a ingestão de produtos lácteos, pode ser que o seu corpo não consiga digerir o açúcar (lactose) em alimentos lácteos. Muitas pessoas não conseguem digerir bem a lactose após os 6 anos de idade existindo mesmo casos de crianças intolerantes à lactose Outras intolerâncias alimentares, especialmente ao glúten – uma proteína encontrada no trigo e alguns outros grãos – também podem provocar excesso de gases, diarréia e até mesmo perda de peso.
  • Aditivos artificiais. Também é possível que o seu sistema não tolere adoçantes artificiais, como o sorbitol e manitol, encontrado em alguns alimentos, pastilhas elásticas e doces sem açúcar. Muitas pessoas saudáveis desenvolvem gases e diarreia quando consomem estes adoçantes.

Diagnóstico

O seu médico irá provavelmente determinar a origem dos seus gases e cólicas com base no seu historial médico, numa análise dos seus hábitos alimentares e um exame físico. Durante o exame, o seu médico pode verificar se seu abdómen está distendido e se se ouve um som oco quando se toca no abdómen, Um som oco indicia normalmente a presença de excesso de gases.

Dependendo de outros sintomas que possa apresentar, o seu médico pode recomendar a realização de exames para descartar doenças mais graves, como a obstrução intestinal parcial.

Tratamento

Se as suas dores de gases forem provocadas por outro problema de saúde, o tratamento da doença subjacente pode propiciar alívio.

Caso contrário, os gases incómodos são geralmente tratados com medidas dietéticas, alterações de estilo de vida ou medicamentos de venda livre.

Embora a solução não seja a mesma para todos, com algumas tentativas e erros, a maioria das pessoas conseguem encontrar algum alívio

Dieta
s seguintes alterações em termos de dieta podem ajudar a reduzir a quantidade de gás que o seu corpo produz ou ajudar o gás a deslocar-se mais rapidamente através do seu sistema:

  • Tente identificar e evitar os alimentos que o afectam mais. Alimentos que provocam gases em muitas pessoas incluem feijões, cebolas, brócolos, couve-de-bruxelas, couve-flor, alcachofras, espargos, pêras, maçãs, pêssegos, ameixas, doces sem açúcar e pastilha elástica, pão integral, farelo de cereais ou queques, leite, natas, gelado e cerveja, refrigerantes e outras bebidas carbonatadas.
  • Tente eliminar alimentos fritos e com gordura. O inchaço, muitas vezes, resulta da ingestão de alimentos gordurosos. A gordura atrasa o esvaziamento do estômago e pode aumentar a sensação de “cheio”.
  • Eliminar temporariamente alimentos ricos em fibras. Adicione-os depois gradualmente ao logo de semanas. Se toma suplementos de fibras, tente reduzir a quantidade que ingere e retome a sua ingestão gradualmente. Se os seus sintomas persistirem, poderá experimentar um suplemento de fibra diferente. Certifique-se que toma os suplementos de fibra com pelo menos 1 copo de água e que bebe bastante líquidos durante todo o dia.
  • Reduzir o uso de produtos lácteos. Tente usar laticínios com baixo teor de lactose, como o iogurte, em vez de leite. Ou procure usar produtos que ajudam a digerir a lactose, como Lactaid ou Dairy Ease. Consumir pequenas quantidades de produtos lácteos sozinhos ou consumi-los com outros alimentos também pode facilitar a sua digestão. Em alguns casos, no entanto, poderá ter de eliminar os produtos lácteos completamente.

Medicamentos de venda livre

Alguns produtos podem ajudar, mas nem sempre são eficazes. Considere experimentar:

  • Beano. Adicionar Beano aos feijões e vegetais para ajudar a reduzir a quantidade de gás que produzem. Para que o Beano faça efeito é necessário que o ingira com a sua primeira “garfada” de comida. Funciona melhor quando existe apenas uma pequena quantidade de gás nos seus intestinos.
  • Suplementos de lactase. Suplementos da enzima lactase (Lactaid, Dairy Ease), que ajudam a digerir a lactose, podem ajudar se for intolerante à lactose. Pode também tentar usar laticínios sem lactose ou com pouca lactose. Estão disponíveis na maioria das mercearias/supermercados.
  • Simeticona. Produtos sem receita que contêm simeticona (gás-X, Gelusil, Mylanta, Mylicon) ajudam a romper as bolhas de gás. Embora estes produtos sejam largamente utilizados, ainda não foi provada a sua eficácia para os gases e as cólicas.
  • Carvão activado. Comprimidos de carvão vegetal (CharcoCaps, Charcoal Plus, outros) também podem ajudar. Deverão ser tomados antes e após as refeições. Encontram-se disponíveis em muitas ervanárias e farmácias.

Источник: https://www.sanfil.pt/gases-e-colicas/

Resumo flatulência

Principais causas do excesso de gases e o que fazer

A flatulência ou inchaço abdominal são termos usados para designar o grande acumulo de gás no estômago ou intestino. Esse acúmulo de gás é normalmente expelido pela boca ou ânus. A alimentação desempenha um papel importante na superprodução de gases intestinais.

Pessoas com dietas ricas em alimentos como feijão, repolho e derivados do leite são mais propensas a produzir mais gases. Outras causas importantes são a constipação e gravidez.
Os sintomas são fáceis de serem detectados e caracterizam-se por inchaço e dor na região abdominal. O diagnóstico é normalmente feito por entrevista com o paciente.

Caso haja necessidade, o médico pode solicitar exames adicionais, como ultrassom abdominal.

Normalmente a flatulência passa após algumas horas e não gera complicações graves. Entretanto, em alguns casos, o excesso de gases pode gerar distensão do intestino grosso, delgado e do estômago.

Os tratamentos são normalmente feitos a base de dimeticona, carvão ativado (para absorver os gases) e anti-ácidos.

Plantas medicinais como a erva-doce, o funcho e a angélica podem ser utilizados para melhora dos sintomas. Para tratamento e prevenção recomenda-se ter uma dieta balanceada com frutas, legumes e verduras, evitar refrigerantes e gorduras e sempre dar uma caminhada após as refeições.

Epidemiologia

A revista americana Prevention estimou em 2018 que 10 a 30% das pessoas sofriam de inchaço (bloating) em mais de 25% do tempo.

Diariamente, uma pessoa emite entre 13 e 21 flatulências ou peidos, na maioria das vezes após as refeições.

Complicações

O inchaço e a flatulência normalmente duram algumas horas. Eles não costumam causar complicações na maioria dos casos. Quando a dor é particularmente intensa, pode ser que o inchaço seja acompanhado de outros distúrbios, tais como aerogastria (complicação causada pelo acumulo de gases no estômago), aerocolia (distensão no intestino grosso) ou distensão no intestino delgado.

Tratamentos (medicaments)

Até agora, nenhuma solução médica pode finalmente colocar um fim ao inchaço e flatulência. Os fármacos são utilizados para aliviar o desconforto sentido e melhorar o bem estar.

Revestir o trato digestivoNa linha de frente estão as drogas que atuam para revestir o trato digestivo.

Elas são geralmente feitas de argila, de dimeticona (simeticona), e são providas de uma propriedade anti-espuma que evita a formação de gás.

Sua combinação com um antiácido também é comum, especialmente quando o inchaço é acompanhado por uma sensação de queimação no estômago.

Utilizar medicamentos antiespasmódicos também é comum para reduzir o inchaço e dor que acompanha.

CarvãoUma solução antiga, mas eficaz contra o inchaço, é o uso de carvão que absorve o gás intestinal.Em caso de inchaço, o médico pode prescrever o tratamento baseado em uso de carvão ativado.

Medicamentos absorventes intestinais compreendem uma mistura de carvão com alguma outra substância para aliviar o inchaço. Esta categoria inclui combinações com dimeticona e óxido de magnésio.

Anti-ácidos
Anti-ácidos são também prescritos para tratar os problemas de inchaço e flatulência. Entre as drogas mais conhecidas são a o hidróxido de magnésio, hidróxido de alumínio, em associação ou não com a dimeticona.

Galactosidase
Nos Estados Unidos, em particular, existe no mercado a alfa-galactosidase (nome referência: Beano), que decompõe os açúcares em estruturas menores, o que reduz o inchaço.

Bismuto
Nos Estados Unidos, em particular, existe no mercado o bismuto-subsalicilato (nome referência: Pepto-Bismol), esse medicamento pode tornar o cheiro dos gases menos acentuado, conforme observado pela revista americana Prevention em janeiro de 2020.

Intolerância à lactose
Na intolerância à lactose, que leva ao inchaço, o tratamento de escolha é um tratamento à base de lactase.

Síndrome do Intestino Irritável
Quando o inchaço é causado pela síndrome do intestino irritável, os antidepressivos de baixa dose podem funcionar de forma eficaz.

Fitoterapia

Você pode aliviar a flatulência com plantas medicinais.

Se esta opção lhe interessa, não se esqueça de procurar o conselho de um especialista, como um farmacêutico ou um especialista em fitoterapia para determinar a melhor solução para o seu problema.

As plantas mais utilizadas para o tratamento de inchaço e flatulência são: erva-doce, espinheira-santa, anis estrelado, funcho (você pode tomar meia colher de chá de frutas ou sementes de erva-doce no final da refeição, mastigar e engolir) e cominho. Absinto também é usado às vezes, assim como o alecrim e a angélica.

Dicas & Prevenção

– Cuidado na hora de comer os alimentos é um dos meios mais adequados para prevenir o inchaço e flatulência.

De acordo com nutricionistas, é necessário limitar quaisquer alimentos que podem causar edema ou gás no estômago e no intestino.

Evite leite integral e também produtos lácteos mais difíceis de serem digeridos, como queijo ou iogurte. Também tente comer em pequenas porções, por exemplo, a cada 2 a 3 horas.

– Deixe de lado o consumo de refrigerantes e cerveja. Estes levam à dilatação do estômago e do intestino causando inchaço e flatulência. Após a refeição, opte por chás de ervas como hortelã ou erva-doce ao invés de bebidas com cafeína, que podem tornar a digestão difícil.

– Prefira frutas e vegetais cozidos. Ricos em água, facilitam o trânsito intestinal, reduzindo assim a fermentação, reduzindo o inchaço.

– Os alimentos que contêm frutose, como geleias, chocolates, devem ser evitados, assim como os ricos em gordura saturada, como molhos cremosos, batatas fritas, etc. Gorduras podem impedir a assimilação de nutrientes, tornando-os difíceis de digerir. É também uma questão de limitar o sal, que favorece a retenção de água.

– Não existe nada mais fácil do que dar uma volta após as refeições para evitar a formação de gases, reduzindo o inchaço e flatulência. Para isso, dê uma curta caminhada de 15 minutos depois de cada refeição.

– Coma devagar, é uma excelente forma de promover uma boa digestão. Também significa menos arrotos e evita que grandes quantidades de comida cheguem ao intestino de uma só vez.

– Limite o consumo de lactose, escolha alimentos com baixa lactose ou sem lactose (importante para as pessoas com intolerância à lactose).

– Evite consumir gomas de mascar.

– Evite fumar, uma causa de flatulência.

– Administre seu estresse, uma causa de problemas digestivos.

– Exercite-se regularmente, o que ajuda a estimular a digestão. Estudos têm mostrado que pessoas que fazem exercícios físicos retêm menos gás no intestino e se sentem menos inchadas durante e após um período de exercício moderado. Você também pode dar um passeio de cerca de quinze minutos após cada refeição.

– Consumir probióticos, especialmente os que contêm bactérias Lactobacillus e/ou Bifidobacterium. Essas bactérias podem reduzir a produção de gás.

– O consumo de certos minerais, como o magnésio e o potássio, pode ajudar.O magnésio pode ajudar a acalmar o sistema digestivo auxiliando na expulsão de gases e aliviando a constipação. Alimentos ricos em magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, gema de ovo, etc. Também é possível consumir magnésio como suplemento alimentar, se possível, 200 mg por dia.

O potássio pode ajudá-lo a sentir-se menos inflado ou inchado, fazendo com que os fluidos circulem melhor no corpo. O potássio é encontrado em alguns alimentos, como banana, batata doce e feijão.

Ler: 5 alimentos que podem provocar flatulência

Fontes:
Mayo Clinic, Prevention

Redação:
Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Adobe Stock

Atualização:
20.02.2020

Источник: https://www.criasaude.com.br/doencas/flatulencia.html

Gases (flatulência): como eliminar, sintomas e remédios

Principais causas do excesso de gases e o que fazer

Chamamos de gases (ou flatos) o ar que se acumula no sistema digestivo e que pode ser liberado através do ânus. Normalmente os gases não representam nenhuma preocupação para a saúde, mas por vezes eles podem causar desconforto ou dores fortes ou no abdômen e tórax.

Estima-se que um homem libere entre 14 e 25 gases por dia, enquanto uma mulher de 7 a 12 no mesmo período. Se a pessoa libera mais gases do que essa média durante o dia, ela pode ter uma flatulência excessiva, que pode ser ocasionada por vários fatores.

Causas

São diversas as causas da flatulência, ou gases, em excesso. Entre elas:

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Você sofre com gases?

  • Fazer uso de gomas de mascar
  • Fumar
  • Falar muito durante as refeições
  • Ter a mania de morder objetos, como a tampa da caneta, ou mantê-los na boca
  • Tomar bebidas gaseificadas
  • Comer muito rapidamente.

Alimentos chamados fermentativos como o feijão, repolho, brócolis, couve-flor, uvas passas, ameixas secas, lentilhas, cebola e maçãs podem levar mais tempo para serem digeridos, aumentando a quantidade de gases que a pessoa libera durante a digestão. Por causa deste longo tempo, os gases também podem ter um cheiro desagradável.

Alimentos que não são absorvidos, ou seja, que passam do intestino ao cólon sem serem digeridos, também podem ocasionar gases. Isso porque no cólon há uma série de bactérias que fermentam esses alimentos não digeridos e liberam gases enquanto fazem isso.

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Se a dieta é equilibrada e não contém grande quantidade de carboidratos ou açúcares, e a pessoa ainda apresenta flatulência excessiva, o sintoma pode estar ligado a outras condições médicas, tais como:

Fatores de risco

Está mais propenso a desenvolver problema de gases quem:

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  • Toma bebidas gaseificadas regularmente
  • É intolerante à lactose ou glúten
  • Tem uma dieta rica em frutas, legumes, vegetais e grãos
  • Tem problemas intestinais crônicos.

Buscando ajuda médica

Se a pessoa está eliminando gases mais vezes do que o normal, ou apresenta dores frequentes devidas ao sintoma, ela deve procurar ajuda médica.

Outros fatores que, combinados com a presença dos gases, requerem contatar o médico são:

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  • Dor abdominal prolongada
  • Sangue nas fezes
  • Mudanças na cor, textura ou na frequência em que se evacua
  • Dores no peito
  • Perda de peso não intencional
  • Náusea ou vômitos recorrentes.

Caso os gases sejam tão frequentes que interfiram na qualidade de vida do paciente, é importante falar sobre o sintoma com o médico clínico geral, pois existem tratamentos que podem minimizar o problema.

Na consulta médica

Na consulta médica pode ser interessante o paciente levar um diário alimentar dos últimos dez ou 15 dias, incluindo horários e quantidade dos alimentos que ingeriu, além dos horários em que teve sintomas. Isso pode ajudar o médico a determinar se o excesso de gases está ligado à alimentação do paciente ou não.

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Se for constatado problemas na alimentação, pode ser recomendado que ele marque uma consulta com um nutricionista para receber as orientações mais indicadas para a sua alimentação. Essas orientações devem levar em conta os gostos e estilo de vida do paciente.

Caso haja a suspeita de algum problema digestivo, o clínico geral pode passar o caso para um gastroenterologista para melhor investigação.

Medicamentos para Gases

Os gases podem ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de gases são:

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  • Dimeticona
  • Dimezin
  • Dimezin Max
  • Flagass
  • Luftal (comprimido)
  • Motilium
  • Simeticona

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Referências

Revisado por: Maira Marzinotto, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo (CRM-SP 124994)

Clínica Mayo

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Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/gases

Cólicas intestinais: entenda como alimentação pode influenciar no sintoma

Principais causas do excesso de gases e o que fazer

Diferente da famigerada dor de barriga, que costuma estar ligada à necessidade ou vontade de evacuar, as cólicas intestinais geram picos de dor intensa e prolongada e podem acontecer de maneira esporádica ou cíclica.

Esse sintoma pode ser originado por um número extenso de causas, e comumente podem ser consequência da sua alimentação, por isso o VivaBem entrevistou alguns especialistas no assunto para poder entender um pouco mais sobre essa relação.

Segundo Cinara Martins, gastroenterologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, as cólicas intestinais “são dores abdominais decorrentes do mal funcionamento intestinal, geralmente pelo excesso de gases e aumento do esforço do órgão, relacionadas a um tipo de dor que lembra muito uma torção”, explica. “É uma dor que ocorre de forma cíclica, com aumento da intensidade gradual até atingir um pico para depois melhorar” adiciona Alexandre de Souza Carlos, gastroenterologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Para os profissionais, para além de possíveis doenças que acometem o intestino, a alimentação está intimamente ligada às cólicas intestinais e pode potencializar sua ocorrência.

Dentre as principais causas apontadas estão justamente a dieta com baixa ingesta de fibras e o consumo de alimentos fermentativos e muito gordurosos.

A médica também pontua que os excessos alimentares e refeições com grandes quantidades estão entre as principais causas do sintoma na população geral.

Alimentos que podem desencadear os sintomas

“Não existe associação direta entre um alimento específico e cólicas intestinais em indivíduos completamente saudáveis e sem qualquer comprometimento do trato gastrointestinal”, aponta Adriana Carrieri, nutricionista coordenadora de estudos do Albert Einstein College of Medicine. Ela pontua que o que ocorre com maior frequência é que alguns alimentos podem provocar maior formação de gases, levando a um desconforto que pode alcançar uma grande intensidade. É o caso das leguminosas como feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha, entre outros.

Carrieri esclarece que além das leguminosas, “alimentos com alto teor de frutose, especialmente proveniente do xarope de milho, amplamente utilizado pela indústria em produtos ultraprocessados, também podem causar flatulência por conta da sobrecarga de frutose”, que possui uma capacidade de absorção limitada no intestino delgado. Assim, a nutricionista aconselha a limitar o consumo de alimentos que utilizem esse tipo de ingrediente.

Além destes, outros grupos alimentares têm potencial de aumentar a produção de gases, são eles os ovos e as brassicas — gênero ao qual pertencem o brócolis, couve-flor e os aspargos. Carlos também adverte sobre o alto consumo dos derivados do leite, comumente “conhecidos por serem fermentativos”, sinaliza.

Entretanto, mesmo diante dos sintomas e sua possível associação com os grupos acima citados, Elisa Yumi, nutricionista do NASF-IABAS (Núcleo de Apoio à Saúde da Família do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), faz um alerta: “Não se deve necessariamente excluir esses alimentos da alimentação, pois uma restrição alimentar severa sem acompanhamento profissional pode gerar deficiências nutricionais”, orienta. Yumi pondera que a tolerância individual deve ser observada, já que os alimentos que causam cólicas costumam variar de pessoa para pessoa.

Alternativas no preparo

Leguminosas devem ser postas de molho para reduzir as chances de causarem gases Imagem: iStock

Carrieri e Yumi argumentam que mudanças no preparo destes alimentos podem diminuir seu potencial de ocasionar os sintomas.

Para as nutricionistas consultadas na reportagem, no caso das leguminosas um processo que auxilia na redução da formação de gases é a utilização da técnica de remolho, que consiste em deixar os grãos de molho em água de 6 a 12 horas.

“Cerca de 1/3 dos componentes envolvidos na produção de gases podem ser eliminados nesta água de remolho” esclarece Carrieri.

Ela também orienta à troca da água durante o remolho, que também deve ser descartada e não utilizada para a cocção. Yumi acrescenta que o ideal é evitar combinar vários desses alimentos listados na mesma refeição e ponderar na quantidade ao consumi-los.

Alimentos benéficos

Por outro lado, existem alimentos que podem auxiliar no bom funcionamento do intestino e assim ajudar na prevenção a cólicas ou outros sintomas correlacionados.

“Alimentos probióticos como o iogurte, kefir e kombucha contém microorganismos saudáveis que competem com bactérias patogênicas”, explica Yumi.

A nutricionista também relembra que beber água é fundamental para o bom funcionamento intestinal, bem como uma alimentação equilibrada rica em fibras e com poucos alimentos ultraprocessados.

E como dica adicional, Yumi também recomenda os chás de plantas como boldo-alumã, funcho (da mesma planta que a erva-doce) e folhas da alcachofra, reconhecidos por suas propriedades digestivas. Porém, ela também alerta que mesmo chás devem ser usados com parcimônia, pois podem ter efeitos colaterais a depender do organismo e particularidades de cada pessoa.

Carrieri também aponta a importância da mastigação, “uma vez que ela é fundamental para que a digestão adequada ocorra, prevenindo a fermentação de ingredientes que não foram possíveis de digerir e absorver por uma falta de trabalho mecânico durante a mastigação”, observa. A profissional também pondera que uma alimentação saudável deve promover a ocorrência de certa quantidade de gases, o que é natural e esperado devido a um maior conteúdo de fibras consumido.

Por isso, ainda que os grupos de alimentos citados tenham potencial de causar o aumento de gases, seu consumo deve ser evitado apenas quando eles causem quadros de dores ou alterações que comprometam a funcionalidade do organismo. A ocorrência tão somente de gases deve ser encarada como uma reação normal do nosso organismo ao consumo de alimentos saudáveis.

Como aliviar as cólicas?

Imagem: iStock

“Na presença de cólicas intestinais leves deve-se ingerir grande quantidade de líquidos, aumentar ingestão de fibras e diminuir a de alimentos sabidamente fermentativos”, aconselha Carlos.

O médico também orienta que diante de cólicas intensas, pode-se fazer uso de medicações antiespasmódicas, que relaxam a musculatura lisa intestinal.

Além disso, como alternativa não medicamentosa, compressas mornas podem ser usadas para aliviar o desconforto.

No entanto, Martins reflete que o alívio real dos sintomas, assim como a prevenção, são somente possíveis se tivermos o conhecimento da causa. Dentre os cuidados com a alimentação, ela recomenda “evitar excessos” alimentares de qualquer tipo.

E quando a causa não está ligada aos alimentos?

Todos os profissionais de saúde consultados pelo VivaBem foram unânimes em afirmar que diante de uma recorrência de quadros de dor e cólica intestinal é fundamental buscar auxílio médico especializado para que se possa obter um diagnóstico preciso das causas desses sintomas.

Para além das interações e complicações digestivas relacionadas aos alimentos contemplados nesta matéria, as cólicas intestinais também podem representar sinais de intolerâncias e alergias alimentares como intolerância ao glúten, à lactose ou algum outro alimento. Mas também quadros mais graves, relacionados a doenças como: a Síndrome do Intestino Irritável, inflamações resultantes de infecções gastrointestinais, doença de Chron, diverticulite, dentre outras doenças.

Ainda de acordo com Carlos, os sintomas que necessitam de atenção e podem indicar um quadro mais grave podem incluir “febre alta, distensão abdominal, diarreia com sangramento e até mesmo ficar sem evacuar”.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/07/24/colicas-intestinais-entenda-como-alimentacao-pode-influenciar-no-sintoma.htm

Excesso de Gases Intestinais – Causas e tratamento

Principais causas do excesso de gases e o que fazer

Eliminar flatos, conhecido popularmente como pum, é normal e acontece a todo mundo. O mesmo pode se dizer em relação às eructações, conhecidas como arrotos. Todo mundo solta pum e arrotos, várias vezes por dia, às vezes, de forma até inconsciente.

Em alguns casos, o excesso de gases intestinais pode ser bastante incômodo, principalmente se ele for muito frequente, se tiver odor muito desagradável ou se estiver associado a sintomas desconfortáveis, tais como dor ou distensão abdominal.

Em geral, o excesso de gases intestinais costuma estar relacionado à dieta, mas ele pode ser um sinal de alguma doença do trato gastrointestinal, como, por exemplo, a síndrome do intestino irritável.

Na maioria dos casos, o excesso de gases pode ser resolvido, ou ao menos bastante amenizado, com alterações na dieta e em alguns hábitos de vida.

Informações em vídeo sobre os gases intestinais

Antes de seguirmos em frente com o texto, assista a esse curto vídeo sobre puns e arrotos produzido pela nossa equipe.

Quais são os gases do pum?

O ser humano elimina diariamente até 1,5 litro de gases pelo ânus em uma frequência de 10 a 20 flatos por dia. Boa parte deles pode passar despercebida.

Os gases do sistema gastrointestinal são compostos basicamente por cinco elementos: Nitrogênio (N2), Oxigênio (O2), Dióxido de carbono (CO2), Hidrogênio (H2) e Metano (CH4). Os cinco juntos somam 99% dos elementos presentes no pum. O arroto tem composição parecida, porém é mais rico em oxigênio e nitrogênio.

E qual deles é o responsável pelo mal cheiro? Nenhum, são todos basicamente inodoros. A culpa também não é das fezes. Ao contrário do que se imagina, o pum não cheira mal por passar pelas fezes antes de ser eliminado.

O que causa mau cheiro é o 1% restante de gases, compostos principalmente por enxofre, sendo o principal o ácido sulfídrico (sulfeto de hidrogênio). Isso explica por que nem todos os puns tem cheiro ruim.

Se não houver um aumento da produção de gases com enxofre, o pum pode não ter cheiro incômodo.

De onde vêm os gases?

Os gases intestinais são basicamente produzidos pelas bilhões de bactérias que vivem no nosso trato digestivo e participam do processo de digestão. O gases intestinais são produzidos principalmente após metabolização de carboidratos, gorduras e proteínas ingeridas nos alimentos.

No caso dos gases no estômago, a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Nós não reparamos, mas durante as refeições engolimos volumes enormes de ar. Também é comum haver deglutição de ar quando se mastiga um chiclete ou se fuma um cigarro. Outra fonte de gases estomacais são as bebidas gaseificadas.

Grande parte do gases deglutidos são eliminados através das eructações, conhecidas popularmente como arrotos.

Porém, se o paciente tem o costume de deitar após as refeições, esses gases apresentam mais facilidade em seguir o caminho em direção aos intestinos do que retornar ao esôfago (já notou como é muito mais fácil arrotar quando se está sentado ou em pé em vez de deitado?), aumentando a eliminação de flatos.

Quais alimentos causam mais gases?

Alguns tipos de carboidratos são mais difíceis de serem digeridos no intestino delgado e, por isso, chegam em grande quantidade ao cólon, onde são metabolizados pelas bactérias. Os principais carboidratos mal digeridos são os oligossacarídeos.

Os alimentos que mais causam gases intestinais são:

  • Feijão.
  • Ovos.
  • Cerveja (escura).
  • Leite.
  • Batata.
  • Milho.
  • Farelo de trigo.
  • Brócolis.
  • Aspargos.
  • Alho.
  • Repolho.
  • Bebidas gaseificadas.
  • Couve-flor.
  • Cebolas.
  • Refrigerantes.

Falta de exercício físico, constipação intestinal, intolerância à lactose e alterações da flora bacteriana dos intestinos por uso de antibióticos também podem causar aumento da produção de gases. Sexo anal passivo é outra causa.

O enxofre, que causa o odor desagradável do pum, normalmente é produzido após ingestão de proteínas. A carne de porco, por exemplo, costuma causar flatos com cheiro forte.

Ansiedade pode acelerar o trânsito intestinal, levando mais alimentos mal digeridos ao cólon, fornecendo mais substrato para as bactérias que produzem gases.

Quando o excesso de gases intestinais preocupa?

Estudos mostram que a maioria dos pacientes que se queixam de excesso de gases intestinais, na verdade apresentam a mesma quantidade de gases que a média da população. Esse paciente tem é uma maior sensibilidade à presença de gases.

Eliminamos em média 500 a 1500 ml de gases através dos flatos. Por exemplo, um paciente pode se sentir desconfortável se sua eliminação diária de gases for normal, mas próxima de 1300-1500 ml.

Às vezes, uma dieta mais cuidadosa pode reduzir a produção de gases para menos de 1000 ml por dia, fazendo com que o mal-estar passe.

Resumindo: não é preciso ter excesso de gases, para se sentir com excesso de gases.

Pacientes com síndrome do intestino irritável ou com dispepsia funcional costumam tolerar mal pequenos aumentos na produção de gases intestinais.

Na grande maioria dos casos, o excesso de gases intestinais não indica nenhuma doença, não importando se há ou não odor forte. Os sinais de gravidade estão na presença de outros sintomas associados, como perda de peso, diarreia crônica, anorexia, anemia, sangramentos e dor abdominal. Nestes casos, uma visita ao médico é indicada.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/gases-intestinais/

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