Principais diferenças entre alergia e intolerância alimentar

Entenda a diferença entre intolerância e alergia alimentar

Principais diferenças entre alergia e intolerância alimentar

*Nathalia Braz

Há quem acredite que alergia e intolerância alimentar se tratam da mesma coisa, o que não é verdade. Os sintomas podem ser parecidos e até os alimentos que causam as reações serem os mesmos.

Mas se tratam de problemas diferentes, com causas e tratamentos distintos. Para entendê-los melhor, existe uma classificação geral para essas reações, que estão incluídas no tipo não tóxicas.

A série de rádio do Saúde com Ciência desta semana aborda a Alimentação Infantil e traz um programa justamente para desvendar os dois termos.

As reações não tóxicas podem ser classificadas em não imunomediadas (intolerância alimentar) ou imunomediadas (hipersensibilidade alimentar ou alergia alimentar). A principal diferença entre eles é o tipo de resposta do organismo quando entre em contato com o alimento.

Na alergia, ocorre uma reação anormal do sistema imunológico, que detectada o alimento como um corpo estranho e produz anticorpos.

Por sua vez, a intolerância é a dificuldade do corpo em ingerir ou absorver algum nutriente, geralmente devido à falta de alguma enzima, que são responsáveis pela digestão e processamento dos alimentos.

Para diferenciá-las melhor, basta pensar na reação ao leite de vaca. Na intolerância, o corpo não produz quantidade suficiente da enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, a lactose.

Por isso, se o produto for sem lactose, na maior parte das vezes pode ser consumido normalmente.

Já no caso da alergia, a pessoa não pode entrar em contato com o leite ou derivados, pois o organismo irá entendê-los como inimigos e enviar células de defesa para combatê-los.

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Alergia alimentar

A médicagastroenterologista pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG e integrante doGastroPed, Graziela Schettino, explica que algumas proteínas são mais comunspara as reações alérgicas. “Proteínas como a do leite de vaca, ovo, soja,trigo, peixes e amendoim. Nas crianças, principalmente nas menores de um anoidade, é a proteína do leite de vaca”, exemplifica.

Imagem: Pixabay

Os sintomas da alergiaalimentar incluem febre, vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções e coceirasna pele, falta de ar e inchaço em algumas partes do corpo.

Segundo a SociedadeBrasileira de Pediatria, a alergia é mais comum em crianças, com prevalência deaproximadamente 6% em menores de três anos.

Em adultos, a incidência é de 3,5%,sendo que 2,2% se referem à alergia à proteína do leite de vaca.

A gastroenterologista Graziela Schettino é pediatra e realiza atendimentos voltados para crianças e adolescentes.

Ela esclarece que a melhor forma de tratar as crianças é excluir completamente a proteína causadora da alergia.

“Isso é para que o organismo da criança crie uma tolerância e, quando for oferecido novamente como se fosse o primeiro contato, o organismo não reaja como uma proteína estranha”, afirma.

Intolerância alimentar

O principal nutriente que gera a intolerância alimentar é o açúcar do leite, conhecida como lactose. De acordo com a Graziella Schettino, o organismo não consegue fazer a digestão desse açúcar, e com isso, gera sintomas como desconfortos e dores abdominais.

A especialista explica que as causas podem ser tanto alterações no metabolismo, que não consegue fazer essa digestão por não produzir enzima suficiente, quanto por condições secundárias.

“São condições como algumas verminose e medicamentos; uso excessivo de antibióticos que podem alterar a microbiota, que é a flora intestinal, e que dá intolerância; além de algumas doenças crônicas intestinais”, explica Graziella.

Uma forma de diagnosticar a intolerância é através do teste respiratório, que é quando a pessoa sopra lentamente um pequeno aparelho para medir a quantidade de hidrogênio na respiração. O gás é produzido quando se é intolerante à lactose, segundo a gastroenterologista. O tratamento disponível é justamente retirar a lactose da dieta, para ver se o paciente tem uma melhora clínica.

Doença celíaca

Imagem: Pixabay

Embora a intolerância à lactose seja a mais comum, a doença celíaca também é bastante conhecida. Essa é uma doença autoimune que tem como causa a intolerância permanente ao glúten, proteína que está presente no trigo, centeio e cevada. Em pessoas com tendência genética, o glúten causa uma inflamação no intestino que, com o tempo, leva à má-absorção dos nutrientes.

A doença geralmente semanifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, mas pode surgirem qualquer idade, até mesmo em adultos. Como não tem cura, a única forma detratamento disponível é a exclusão total dos alimentos que contenham glúten.

É importante que a dietaseja seguida por toda a vida. Mas é possível substituir o glúten por outrosalimentos à base de arroz, milho, batata, amêndoas, soja chia, grão de bico,quinoa e mandioca. No entanto, a recomendação é para procurar um especialista,preferencialmente nutricionista, para a construção de uma dieta equilibrada,conforme a necessidade de cada pessoa.

Todas essas informações estão todas no site e no instagram da Gastroped, programa de extensão da Faculdade de Medicina da UFMG, vinculado ao Setor de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG.

Gastroped

A Gastroped atende àdemanda de pacientes do SUS de todo o estado, além de auxiliar pais eeducadores a cuidar da saúde do sistema digestivo de crianças e adolescentes elevar informações sobre as doenças gastrointestinais mais comuns.

O serviço,referência no Brasil, é coordenado por docentes da Faculdade de Medicina daUFMG e conta com a participação de três médicos contratados pela EBSERH, seisprofessores, cinco residentes do Hospital das Clínicas, alunos do curso deespecialização em Gastroenterologia Pediátrica, mestrandos e doutorandos docurso de Pós-graduação da Faculdade.

Entre as ações desenvolvidas, é disponibilizado um compilado de doenças gastrointestinais, de A a Z, artigos e cartilhas no site programa.

Sobre o programa de rádio
O Saúde com Ciência é produzido pelo Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. Ouça na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM) de segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h. Também é possível ouvir o programa pelo serviço de streaming Spotify.

*Nathalia Braz – estagiária de Jornalismo

edição: Karla Scarmigliat

Источник: https://www.medicina.ufmg.br/entenda-a-diferenca-entre-intolerancia-e-alergia-alimentar/

Qual a diferença entre intolerância e alergia alimentar?

Principais diferenças entre alergia e intolerância alimentar

Você deve conhecer alguém que evita bons queijos por não querer nem chegar perto de lactose. Ou já ouviu falar de pessoas que sempre se sentem mal ao comer determinado alimento.

Esse desconforto constante acontece por alergia ou intolerância alimentar. Os dois problemas podem ser difíceis de identificar, pois muitas vezes geram sintomas leves, que se confundem com mal-estar ou outras doenças (de pele, por exemplo). Portanto, é preciso acompanhar e avaliar cada caso de perto, para conseguir o diagnóstico correto e encontrar uma solução.

“Nós acompanhamos a rotina do paciente e buscamos respostas por exclusão. Os alimentos que o corpo não tolera são gatilhos para dores de cabeça, vômitos e urticárias constantes, que talvez a pessoa nunca tenha notado”, afirma a nutróloga e endocrinologista Ully Alla.

Quando é alergia?

Imagem: iStock A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico contra proteínas presentes em determinado alimento. É como se o corpo visse a comida, a reconhecesse como inimiga e partisse para a briga.

As reações mais comuns de um alérgico são urticária, dor de cabeça, manchas avermelhadas, inchaços nos olhos e boca, sintomas nasais, ou diarreia e vômitos imediatos. Quadros graves podem levar até a edema de glote, inchaço que impede a respiração.

A alergia alimentar, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, atinge cerca de 5% da população adulta e aproximadamente 8% das crianças. “A tendência ao problema é hereditário, mas o 'gatilho' vem do ambiente no qual a pessoa está exposta, o que ela ingere”, explica Alla.

Os alimentos que desencadeiam alergias frequentemente são: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, crustáceos e peixes. Mas o ranking de comidas com maior potencial alergênico pode variar de acordo com os hábitos alimentares de cada local. No Brasil, por exemplo, kiwi e gergelim também têm apresentado prevalência nas reações alérgicas.

A má notícia: depois que você descobre a alergia provavelmente terá que tirar o alimento do cardápio para sempre. Em casos específicos pode até ser que o quadro se resolva com o tempo, como quando existe alergia na infância ao leite, ao ovo, à soja e ao trigo. Porém, alergia a alimentos como amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar são tipicamente persistentes.

O diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue e o tratamento se baseia em evitar os alimentos. É possível incluir o uso de remédios anti-histamínicos ou corticoides. Em casos graves, pode haver orientação da utilização da caneta para autoinjeção de epinefrina.

E quando é intolerância?

Imagem: iStock A intolerância alimentar acontece quando o organismo tem dificuldade de processar determinado alimento. É como se ele não conseguisse entender que comida é aquela e, ao longo do tempo, se esforce tanto para digeri-la que desgasta a mucosa do intestino, deixando-a sensível.

“Há uma reação decorrente de uma deficiência nas enzimas responsáveis pela digestão, dificultando o processo. Diversos alimentos podem causar quadros de intolerância, como laticínios, cereais, carnes, frutas, ervas, frutas secas, peixes e frutos do mar”, diz Alla.

Existem mais de cem sintomas em curto prazo. Entre os mais comuns estão flatulência, cólicas, inchaço, dor no estômago e diarreia.

É importante saber que os casos de intolerância são mais frequentes do que os quadros alérgicos. Também possuem sintomas com menor intensidade e não imediatos, que aumentam de acordo com a quantidade ingerida do alimento e quanto da enzima essencial para digestão daquela substância o organismo produz.

Para diagnosticar a intolerância é preciso analisar o que você coloca no prato. Como a doença não é perigosa como a alergia, você pode comer algo que suspeita estar causando incômodos e verificar se os sintomas aparecem. Mas também existem exames de sangue que identificam o problema.

O principal tratamento é tirar o alimento da dieta para evitar transtornos. No entanto, não é preciso bani-lo por completo, como em casos alérgicos. Com acompanhamento médico, usando o método de tentativa e erro, é possível descobrir a quantidade que você pode comer sem passar mal.

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Quais as diferenças entre intolerância, sensibilidade e alergia alimentar?

Principais diferenças entre alergia e intolerância alimentar

Sentir um desconforto após ingerir certos alimentos, é um problema bastante frequente. No entanto, existem diferentes problemas alimentares. Intolerância, sensibilidade e alergia alimentar, podem ter sintomas em comum, mas os impactos à saúde e à dieta, são bastantes distintos.

Descubra quais alimentos costumam causar desconfortos e como identificar problemas alimentares.

Quais são os sintomas de problemas relacionado à alimentação?

Já sentiu algum mal-estar após consumir derivados do leite, camarão, peixes ou outros frutos do mar? Isso pode indicar que você possui algum problema alimentar, seja ele intolerância, sensibilidade ou alergia. 

Quem tem esses problemas, normalmente, identifica sinais logo após o consumo dos alimentos. Outros, no entanto, demoram algumas horas para surgir. Os sintomas podem variar conforme a gravidade do problema ou quantidade ingerida, mas alguns deles são bastante comuns.

Entre os desconfortos mais citados, estão: cólicas, enxaquecas, tontura, náuseas, coceira, psoríase, azia, diarreia, arritmia, prisão de ventre, aftas, fadiga, conjuntivite, entre outros.

Antes de mais nada, é importante lembrar que encontrar o ingrediente causador do problema pode ser mais difícil do que parece.

Por isso, é fundamental buscar ajuda médica. Nesse sentido, o gastroenterologista, o nutrólogo e o alergologista, são os especialistas médicos que podem auxiliar nesse tipo de quadro.

Assim, o profissional irá indicar exames específicos, para identificar qual alimento está fazendo mal à saúde. Além disso, após o diagnóstico, é possível traçar um plano alimentar adequado considerando essa restrição. 

Intolerância, sensibilidade e alergia alimentar – principais sintomas e alimentos causadores 

Apesar de serem diferentes, existe muita confusão sobre a diferença entre alergia, sensibilidade ou intolerância a certos alimentos.

Primeiramente, uma das principais maneiras de diferenciar essas reações adversas, é analisando o tempo de resposta do organismo após a ingestão. Confira a seguir a definição de cada uma delas, quais os principais sintomas e quais os alimentos que costumam causá-las: 

Alergia alimentar 

De acordo com um estudo publicado pela Universidade do Porto, em Portugal, a alergia alimentar é a mais violenta ao organismo. Ou seja, é a tolerância zero ao consumo do alimento.

Por isso, a reação alérgica acontece rápido. Quando a pessoa alérgica entra em contato com o elemento alérgeno (frutos oleaginosos e frutos-do-mar, por exemplo) o sistema imunológico libera histamina e outras substâncias químicas como imunoglobulina E (IgE).

Em outras palavras, o organismo busca se defender contra a entrada de certos corpos estranhos, mesmo que consumidos em pequenas quantidades. Assim, produz anticorpos para combater o perigo.

Instantaneamente, alguns sintomas principais aparecem:

  • Coceira ou rubor na pele;
  • Inchaço rápido e severo (sobretudo na boca e garganta), o que pode bloquear a respiração.

Esse processo, chamado choque anafilático, requer atenção médica de emergência, podendo levar ao óbito. Acredita-se que apenas 1% da população tenha algum tipo de alergia alimentar. 

Principais sintomas de alergia alimentar 

Após a ingestão do alimento causador da alergia, alguns sintomas comuns são: falta de ar repentina, que pode ser acompanhada de coceira, erupções na pele, inchaço da língua ou pele avermelhada.

Como citado, pode causar até mesmo choque anafilático. Nesse caso, a pessoa deve ser encaminhada ao hospital imediatamente. 

Alimentos mais associados à alergia

Em crianças, as alergias alimentares mais populares são: leite, ovo, amendoim, frutos-do-mar (camarão, caranguejo e lagosta), frutas secas, glúten (doença celíaca) e soja. 

Essas alergias geralmente começam na infância e podem durar a vida toda. Em outros casos, se manifestam em demais períodos da vida.

Nos adultos, os principais alimentos alérgenos são: amendoim, frutos-do-mar, frutas secas, peixe e trigo. Existem ainda alergias menos comuns, com alimentos como tomate, chocolate, milho e frutas cítricas, por exemplo.

Sensibilidade alimentar

A sensibilidade, também conhecida como alergia retardada, apresenta sintomas mais lentamente, levando de 45 minutos a 3 dias para se desenvolver.

Aqui, o sistema imunológico reage de duas maneiras: causando uma superprodução de um conjunto de imunoglobulinas – IgG e IgM – e liberando as proteínas complementares inflamatórias. 

Para efetuar o diagnóstico, o primeiro passo para detectar sensibilidade à comida é fazer uma dieta de eliminação. Assim, é possível reparar alterações e reações do organismo ao consumo dos alimentos.

Complementando, é preciso fazer exames de sangue, para avaliar as reações do sistema imunológico. A sensibilidade alimentar é bem mais comum que as alergias, sendo que cerca de 2 milhões de casos se manifestam por ano, no Brasil. 

Principais sintomas de sensibilidade alimentar

Os efeitos podem variar, mas normalmente englobam alguns sintomas chaves:

  • Série de desconfortos gastrointestinais;
  • alteração no humor; 
  • Erupções e sensibilidade na pele.

Mas, além dos sintomas comuns, alguns outros pacientes podem apresentar mais reações adversas:

  • Coriza e coceira;
  • Dificuldade de respirar;
  • Urticária, pele vermelha, ressecada e com prurido.
  • Inchaço, distensão abdominal e diarreia;
  • dor de cabeça intensa.

Alimentos mais associados à sensibilidade

A lista apresenta muitos alimentos comuns na lista dos alérgenos: glúten, ovos, leite de origem animal, soja, oleaginosas como castanhas e amêndoas, peixes e crustáceos, por exemplo.

Tais alimentos equivalem a 90% dos casos de sensibilidades e alergias. O restante está relacionado à corantes, conservantes e pesticidas – os conhecidos aditivos alimentícios.

Dietas restritivas, que recorrentemente entram em moda, excluindo grupos de alimentos e usando outros excessivamente, podem levar à sensibilidade alimentar. 

Intolerância alimentar

Por fim, divergindo das demais, a intolerância alimentar não envolve o sistema imunológico. Ela acontece quando o sistema digestivo é incapaz de processar corretamente um tipo de alimento.

Em outras palavras, a intolerância é uma reação adversa, não imunológica, causada quando um nutriente não é completamente digerido. Isso ocorre por falta de enzimas ou excesso do mesmo no trato gastrointestinal.

No caso da intolerância à lactose, por exemplo, o organismo não produz lactase em quantidade suficiente.

Assim, sem essa enzima, responsável pela digestão da lactose (o açúcar natural do leite), o corpo acaba apresentando quadros inflamatórios, além de alguns sintomas bem conhecidos e incômodos.  

As intolerâncias podem ser de origem genética, estando presentes desde a infância. Em muitos casos, pode ser desenvolvida ao longo da vida, inclusive a intolerância à lactose. 

Principais sintomas de intolerância alimentar

Os desconfortos mais associados às intolerâncias alimentares são: náusea e vômito, acompanhados de desconforto abdominal e diarreia. Em outros casos, prisão de ventre, distensão no abdômen, flatulência e outros sintomas ligados ao trato gastrointestinal. 

Alimentos mais associados à intolerância

O leite é o principal alimento causador de intolerância. Estima-se que 70% dos adultos sejam incapazes de digerir a lactose.

Um estudo do Reino Unido, listou os alimentos que mais causam intolerâncias. Os principais são de origem animal: o ovo, camarão, carne bovina, bacalhau, camarão e mariscos.

No grupo dos vegetais e frutas estão: tomate, espinafre, banana, nozes, couve-flor e morango. Já dentre os industrializados, podemos encontrar chocolate, vinho tinto e pimenta, por exemplo. 

Opte por uma alimentação saudável

Em suma, cuidar da saúde por meio de uma alimentação balanceada, é a melhor maneira de evitar problemas digestivos. Invista em refeições equilibradas, com ingredientes de qualidade. Ter hábitos alimentares saudáveis pode ser mais fácil do que parece.

A Liv Up, por exemplo, oferece a possibilidade de uma alimentação saudável, saborosa e muito prática. Os pratos são fresquinhos, feitos com alimentos naturais e orgânicos, livres dos aditivos tão nocivos à saúde.

Em nosso cardápio, você encontra desde snacks a refeições completas. Existem opções, inclusive, para quem possui restrições alimentares ou simplesmente opta por um estilo de vida mais saudável. 

Se você se identificou com alguns dos sintomas listados, procure ajuda médica. A maior parte dos casos, podem ser intolerâncias e podem ser passageiras.

Mas, em outras situações, problemas alimentares podem estar associados a doenças como síndrome do cólon irritável, úlceras, doença de Crohn, colite ulcerativa ou doença celíaca. Por isso é tão importante visitar um gastroenterologista. 

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Источник: https://blog.livup.com.br/quais-as-diferencas-entre-intolerancia-sensibilidade-e-alergia-alimentar/

Conheça as diferenças entre alergia e intolerância alimentar

Principais diferenças entre alergia e intolerância alimentar

Você sabia que a intolerância alimentar está presente em cerca de 40% da população? Embora seja comum, ela é muito confundida com alergia por seus seus sintomas serem, muitas vezes, parecidos, principalmente aqueles relacionados a incômodos gastrointestinais.

A seguir, conheça as diferenças entre alergia e intolerância alimentar:

Qual a diferença entre alergia e intolerância alimentar?

Albina Glisic/Shutterstock

A quem acredite que alergia e intolerância alimentar se tratam da mesma coisa, mas isso não é verdade. Veja o que as diferencia:

Intolerâncias

É um distúrbio digestivo relacionado com a baixa ou com a não produção de enzimas para digerir determinado carboidrato, como no caso da lactose (que gera a intolerância à lactose).

Sintomas

  • Dor no estômago
  • Inchaço da barriga
  • Excesso de gases intestinais
  • Sensação de queimação na garganta
  • Vômitos e diarreia

Os sintomas podem demorar mais de 30 minutos para aparecer, sendo mais graves quanto maior for a quantidade de alimento ingerido. Os testes feitos na pele não apresentam alteração.

Nesses casos, os sinais são mais gastrointestinais, com transtornos na digestão do alimento.

Alergias

A alergia é uma reação hostil do sistema imunológico do organismo a ingestão de algum alimento cujo paciente tem hipersensibilidade. Nesses casos, o organismo envia células de defesa para combater a presença das substâncias no corpo, confundindo-as com invasores, a exemplo de vírus ou bactérias.

Este mecanismo acaba agredindo o próprio organismo, o que leva às chamadas reações alérgicas.

As alergias alimentares costumam ter fundo genético, ou seja, quando um dos pais apresenta o problema, o filho tem 30% de chance de herdá-lo. Quando ambos os pais o têm, a criança tem 50% de risco de desenvolver os mesmos sintomas.

Em casos congênitos, é possível haver reversão espontânea da hipersensibilidade. Já os quadros de alergia que surgem após a infância costumam durar mais tempo ou por toda a vida.

Alergia

A principal forma de diagnosticar o motivo de uma alergia é retirar o alimento que se desconfia que esteja provocando o problema e analisar uma possível melhora.

Os pacientes com alergia de tipo TH2 demoram poucos dias para reconhecer a mudança no quadro. Nos com tipo TH1, a dieta sem o alimento deve ser feita por um período de seis a oito semanas para que se possa observar melhora.

Ainda é possível realizar os seguintes exames:

  • Teste de contato: nele, coloca-se os alimentos suspeitos em contato com a pele do paciente por 48 horas e observa-se qual provoca a reação alérgica;
  • Teste de puntura: já neste teste, é realizada a aplicação de uma gota da substância em questão no antebraço do indivíduo e em 15 minutos se percebe se provocou vermelhidão local. Assim, o problema é identificado;
  • RAST: trata-se de um exame de sangue que avalia a quantidade de anticorpos para o alimento suspeito de desencadear o problema.

Diversos alimentos podem afetar o organismo desta maneira, como leite, amendoim, nozes, trigo, soja, peixes, ovo, cacau, crustáceos e moluscos.

Caso seja constatado o causador da alergia, é necessário cortá-lo do cardápio.

Intolerância

São mais comuns em crianças e adultos e permanecem por toda vida. No entanto, a pessoa pode ser capaz de ingerir quantidades pequenas do alimento o qual é intolerante sem manifestar reações.

Além do teste da exclusão alimentar, que também é feito no caso de alergias, é possível identificar o problema por meio de exames de fezes, testes do ar expirado (após a ingestão de lactose diluída em água), exames de sangue e biópsias do intestino.

Os principais desencadeadores de intolerância alimentar são leite e seus derivados (iogurtes, queijos e bolos), glúten, ovo e nozes. Aditivos alimentares – conservantes, aromatizantes, antioxidantes e corantes – que estão presente em inúmeros industrializados também podem causar o quadro.

Tratamento para alergia e intolerância alimentar

O tratamento dependerá do que desencadeia os sintomas. Por exemplo, no caso de intolerância à laticínios é possível ingerir medicamentos que contém a enzima lactase, a qual digere a lactose.

Contudo, o ideal é restringir o alimento no qual o paciente é alérgico ou intolerante com orientação de um nutricionista ou nutrólogo.

Fonte

Nutricionista Paula Fernandes Castilho, graduada pelo Centro Universitário São Camilo e especialista em Nutrição Clínica e capacitada em Fitoterapia em Nutricosméticos. Diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição.

Источник: https://www.ativosaude.com/saude/alergia-e-intolerancia-alimentar/

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