Principais sintomas de bócio, causas e como é o tratamento

Bócio – aumento da tireoide

Principais sintomas de bócio, causas e como é o tratamento

Esse texto é uma pequena introdução conceitual sobre um problema muito comum nos consultórios dos endocrinologistas: o bócio.

Tipos de bócio

Ao aumento da glândula tireoide chamamos de bócio. E como acontece esse aumento do volume da tireoide? Há basicamente três possibilidades de aumento da glândula:

  • que o aumento seja uniforme de toda tireoide, o que tecnicamente chamamos de bócio difuso;
  • que o aumento seja por conta de um único nódulo, o que seria o bócio uninodular;
  • que haja mais de um nódulo incrementando o volume da tireoide, conhecido por bócio multinodular.

Essa classificação não tem a ver com a função da tireoide, seria só uma classificação anatômica.

Se considerarmos que a função da tireoide, o bócio pode ser atóxico (não há aumento da produção de hormônios tireoidianos) ou tóxico (quando a tireoide produz muito hormônio e resulta em um quadro clínico e/ou laboratorial de hipertireoidismo subclínico ou clínico.

Combinando as possibilidades de alterações anatômicas e de função, teríamos os seguintes tipos de bócio:

Se não produz muito hormônio:

  • difuso atóxico
  • uninodular atóxico
  • multinodular atóxico

Se produz muito hormônio:

  • difuso tóxico
  • uninodular tóxico
  • multinodular tóxico

Sintomas do Bócio

O volume normal da tireoide até 15cm3. Pequenos aumentos da glândula não costumam causar nenhum sintoma.

Se o bócio for MUITO grande,o que significa um volume de 80 cm3 de toda tireoide ou 40 cm3 de um dos lobos (cerca de 5 vezes o tamanho normal da tireoide ou do lobo, respectivamente), ele pode dar sintomas que resultam da compressão de estruturas vizinhas do aparelho respiratório (traqueia) e digestivo (esôfago).

Os sintomas compressivos resultantes do bócio VOLUMOSO podem incluir dificuldade para respirar ou engolir e sensação de aperto na garganta. Dor na região do pescoço não é típico de qualquer tipo de bócio, apenas em casos de tireoidite subaguda.

Em poucos casos, a tireoide pode crescer para baixo, para a região dentro do tórax. A essa situação chamamos de bócio mergulhante. Esse tipo de bócio frequentemente dá sintomas compressivos.

Visualmente pode ser visto um aumento variável do volume do pescoço. Antigamente, um bócio muito volumoso era chamando de “papo”. Hoje não vemos tantas tireoide volumosas como antigamente, pois temos raras áreas de deficiência de iodo e as cirurgias são realizadas de forma mais precoce.

Bócio volumoso (papo)

Além dos sinais e sintomas locais, podemos ter os sintomas típicos das disfunções da tireoide quando há hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

Causas de bócio

O bócio difuso pode ser resultante de doenças autoimunes da tireoide, como a tireoidite de Hashimoto (bócio difuso atóxico) ou Doença de Graves (bócio difuso tóxico).

Um ou mais nódulos de tireoide podem ser resultantes de uma combinação de fatores bociogênicos genéticos com fatores ambientais. Parece haver uma heterogeneidade genética das células da tireoide que podem se propagar ou não dentro de uma mesma família.  Dos fatores ambientais, a deficiência de iodo é uma das mais importantes. No Brasil, onde o sal é iodado, e a deficiência de iodo é rara.

Exames laboratoriais

Diante de um aumento da tireoide, os exames laboratoriais para avaliar a função da tireoide são fundamentais.

Lembrando que o TSH é o hormônio da hipófise que estimula a função e o crescimento do tecido da tireoide e de eventuais nódulos nela contidos.

Os hormônios avaliados nos casos de aumento da tireoide são o TSH e o T4 livre, como já descrito em um post anterior. Os anticorpos antitireoidianos são importantes para definir a causa das alterações hormonais se elas forem detectadas.

Ultrassonografia de tireoide

Para determinar se o bócio é difuso, uni ou multinodular, a ultrassonografia pode ajudar. Há casos em que a ultrassonografia demonstra estruturas semelhantes a nódulos no bócio difuso, não são nódulos de verdade (pseudonódulos), mas sim áreas de mais ou menos infiltrado inflamatório. . Esse achado é muito comum nas tireoidites autoimunes.

Tireoidite com áreas peseudonoudulares

Cintilografia de tireoide

Nos casos de bócio tóxicos, a cintilografia pode auxiliar a definir se toda tireoide está funcionando demais (hiperfuncionante) ou se o excesso de hormônio é produzido por um único nódulo ou mais de um. A cintilografia é feita com iodo radioativo ou tecnécio. Ambos são captados de forma mais intensa pelas células que estão produzindo muito hormônio e são “revelados” na imagem como área mais escuras.

Na doença de Graves, temos o bócio difuso hipercaptante, ou seja, toda tireoide está trabalhando muito de forma homogênea. Já se um ou mais nódulos produzem muito hormônio, esse tipo de nódulo é chamado “nódulo quente”. O bócio multinodular tóxico é também conhecido por Doença de Plummer.

Cintilografias de tireoide com captação normal, captação aumentada em um bócio difuso tóxico (Doença de Graves) e captação reduzida (tireoidite subaguda).

Devemos recordar que o TSH está reduzido no caso de bócionodulartóxico, pois a hipófise respnde normalmente ao excesso de hormônio tireoidiano ciruculante.

Dessa forma, as áreas circunvizinhas ao nódulo tóxico captam menos iodo por não estarem estimuladas pelo TSH.

Nos casos de bócio tóxico, seja ele difuso ou nodular, a tireoide funciona de forma autônoma, descontrolada, independente da estimulação do TSH.

Os nódulos que não aparecem na cintilografia são chamados “nódulos frios”. Antigamente, a cintilogafia era utilizada para avaliar o risco de malignidade dos nódulos de tireoide e os nódulos frios eram considerados como mais suspeitos. Hoje não consideramos mais essa característica para definir se vale a pena fazer punção do nódulo.

Cintilografia de tireoide com evidência de um nódulo quente.
Cortesia do Dr Arshdeep Sidhu, Radiopaedia.org. Do caso rID: 21950

Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

Os nódulos suspeitos ao ultrassom devem ser puncionados nos pacientes com bócio multinodular. Em pacientes com bócio uninodular tóxico, a PAAF não é geralmente recomendada, pois o risco desse único nódulo autônomo ser câncer é virtualmente nulo (

Источник: https://drasuzanavieira.med.br/2020/10/02/bocio-aumento-da-tireoide/

8 Sintomas do Hipotireoidismo (tiroide preguiçosa)

Principais sintomas de bócio, causas e como é o tratamento

Hipotireoidismo (ou hipotiroidismo) é o nome da doença na qual a glândula tireoide produz quantidades insuficientes de hormônios. Como o objetivo principal dos hormônios tireoidianos é controlar o metabolismo do corpo, é compreensível que as pessoas com hipotireoidismo apresentem sintomas associados a um metabolismo lento.

O hipotireoidismo é uma condição muito comum em todo o mundo. Estima-se que até 10% das mulheres tenham algum grau de disfunção da tireoide, muitas delas, porém, ainda em grau leve e com pouca repercussão clínica.

As manifestações clínicas do hipotireoidismo abordados nesse artigo são:

  • Bócio.
  • Sinais de lentificação do metabolismo.
  • Alterações na pele.
  • Alterações cardiovasculares.
  • Alterações músculo-esqueléticas.
  • Alterações reprodutivas.
  • Alterações neurológicas.
  • Alterações gastrointestinais

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente, assista a esse curto vídeo que explica de forma simples quais são os principais sintomas de uma tireoide doente.

Bócio

Bócio é o nome dado ao aumento do tamanho da glândula tireoide, que torna-se facilmente perceptível como um abaulamento na região anterior do pescoço. O bócio pode surgir no hipotireoidismo, no hipertireoidismo, na deficiência de iodo e nas tireoidites. O bócio também pode aparecer devido ao surgimento de múltiplos nódulos na tireoide, sendo chamado neste caso de bócio multinodular.

No hipotireoidismo, como há falta de hormônios tireoidianos, o cérebro aumenta a produção de TSH, um hormônio que estimula a tireoide. Com o aumento do TSH no sangue, a glândula tireoide começa a crescer na tentativa de conseguir produzir mais hormônios tireoidianos.

Na maioria dos casos o bócio não causa nenhum sintoma, sendo apenas um inconveniente estético. Todavia, se o a glândula tiroide crescer demais ela pode comprimir as estruturas que passam pelo pescoço, como o esôfago e a traqueia, levando à tosse, dificuldade para engolir, rouquidão e até dificuldade para respirar.

Como os hormônios da tireoide são essenciais ao nosso metabolismo, isto é, ao modo como o corpo gera e gasta energia, a falta dos mesmo provoca sinais e sintomas de um metabolismo lentificado. Entre eles, os mais comuns são:

  • Intolerância ao frio.
  • Discurso e movimentos lentificado.
  • Desânimo.
  • Dificuldade de concentração.
  • Ganho de peso*.

* Atenção, o ganho de peso no hipotireoidismo costuma ser de alguns poucos quilos e está também muito relacionado a retenção de líquidos. Ninguém torna-se obeso apenas por ter hipotireoidismo.

Alterações dermatológicas

O hipotireoidismo causa uma diminuição do aporte de sangue para a pele, deixando-a mais pálida e fria. A palidez da pele também pode ser causada por anemia, um achado comum nesta doença (leia: ANEMIA | Sintomas e causas).

A queda de cabelo é um achado frequente e as unhas tornam-se frágeis. O paciente também apresenta uma menor capacidade de suar.

Os pacientes com hipotireoidismo apresentam um acúmulo de duas substâncias, chamadas de ácido hialurônico e condroitinossulfato. Ambas se depositam na pele e formam uma especie de gelatina quando misturadas à água. Por isso é comum haver um espessamento da camada mais superficial da pele, tornando-a mais grossa e ressecada.

Nos casos de hipotireoidismo grave podem haver retenção de líquidos nas pernas e no resto do corpo, que se misturam a essas duas substâncias formando um edema duro, chamado de mixedema.

Alterações cardiovasculares

A falta de hormônios tireoidianos causa uma diminuição da contratilidade do músculo cardíaco e da sua capacidade de bombear o sangue. O resultado é uma menor tolerância ao esforço físico e cansaço fácil.

Pacientes com hipotireoidismo frequentemente apresentam colesterol elevado (leia: COLESTEROL HDL | COLESTEROL LDL | TRIGLICERÍDEOS).

Hipertensão arterial também é um achado comum. Nos pacientes que já eram previamente hipertensos, a pressão arterial costuma ficar mais alta, havendo necessidade de aumentar a medicação (leia: CAUSAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL (PRESSÃO ALTA)).

Alterações músculo-esqueléticas

Dores musculares e câimbras são as alterações musculares mais comuns no hipotireoidismo (leia: CÂIMBRAS | Causas e tratamento). Em alguns casos há lesão espontânea do músculo (chamada de rabdomiólise) com intensa dor muscular e fraqueza, principalmente nos músculos do quadril, coxas e ombros.

Em relação às articulações, dor articular é o sintoma mais comum.

Os pacientes com hipotireoidismo apresentam níveis de ácido úrico mais elevados que a média da população, estando, assim, sob maior risco de desenvolverem gota (leia: ÁCIDO ÚRICO | GOTA | Sintomas e dieta).

Outra alteração comum é a síndrome do túnel do carpo, que costuma regredir sem necessidade de cirurgia após o início da reposição de hormônios tireoidianos (leia: SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento).

Alterações reprodutivas

Mulheres com hipotireoidismo podem apresentar alterações na menstruação, que variam desde uma redução, ou até ausência do período, até aumento do sangramento e do tempo de menstruação. Estas alterações menstruais podem não melhorar mesmo após o início do tratamento.

O hipotireoidismo não tratado também aumenta a chance de infertilidade. Naquelas que conseguem engravidar, há maior risco de aborto.

Nos homens, o hipotireoidismo causa disfunção erétil (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento) e dificuldade para ejacular. Tanto homens como mulheres apresentam queda da libido.

Alterações neurológicas

O paciente com hipotireoidismo não controlado pode apresentar vários distúrbios neurológicos, entre eles:

  • Alterações do discurso.
  • Alterações da marcha.
  • Dor neuropática (dor de origem nos nervos periféricos).
  • Perda da sensibilidade nos membros.
  • Perda de memória.
  • Dificuldade de raciocínio.
  • Apatia.

Nos casos de hipotireoidismo grave o paciente pode evoluir para o coma e, posteriormente, ao óbito se não tratado a tempo.

Alterações gastrointestinais

O sintoma gastrointestinal mais comum do hipotireoidismo é a constipação intestinal (prisão de ventre). Outro sintoma comum é a alteração do paladar, que provoca diminuição do sabor dos alimentos.

Atrofia da mucosa do estômago (atrofia gástrica) pode ocorrer. A ocorrência de doença celíaca é quatro vezes maior nos pacientes com hipotireoidismo do que na população em geral (leia: DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten).

Também pode haver aumento do tamanho da língua, o que costuma levar à apneia obstrutiva do sono (leia: APNEIA DO SONO – Causas, Sintomas e Tratamento).

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/endocrinologia/sintomas-hipotireoidismo/

Bócio: O que é, Causas e Sintomas

Principais sintomas de bócio, causas e como é o tratamento

O termo “bócio” refere-se ao aumento anormal da glândula tireoide. É importante salientar que a presença de um bócio não significa necessariamente que a glândula tireoide não está funcionando corretamente.

Um bócio pode ocorrer em uma glândula que está produzindo muito hormônio (hipertireoidismo), muito pouco hormônio (hipotireoidismo), ou a quantidade correta de hormônios (eutireoidismo).

Um bócio indica que existe alguma condição fazendo com que a tireoide cresça de formal anormal.

O que causa o Bócio?

Uma das causas mais comuns de formação de bócio em todo o mundo é a deficiência de iodo. A atividade primária da glândula tireóide é captar iodo a partir do sangue para fabricar hormônios da tiroide (T3 e T4). A glândula não consegue fabricar uma quantidade satisfatória de hormônios se não tiver iodo suficiente no sangue.

Portanto, a deficiência de iodo faz com que o indivíduo adquira o hipotireoidismo. Consequentemente, a glândula hipófise, localizada no cérebro, detecta que os níveis de hormônios tireoidianos no sangue encontram-se muito baixos e envia um sinal para a tireoide. Este sinal é chamado de hormônio estimulante da tireoide (TSH).

Como o nome indica, este hormônio estimula a tireóide a produzir mais hormônio e a crescer em tamanho. Este crescimento anormal em tamanho produz o que é chamado de “bócio”. Assim, a deficiência de iodo é uma das causas do desenvolvimento de bócio. Em localidades onde a deficiência de iodo é comum, o bócio também será comum.

A escassez de iodo na alimentação continua a ser uma causa comum de bócio em algumas partes do mundo.

Uma outra patologia frequentemente associada ao bócio é a tireoidite de Hashimoto. Tal enfermidade é uma condição auto-imune em que ocorre a destruição da glândula tireoide pelo próprio sistema imune do nosso organismo.

À medida que a glândula vai sendo danificada pelo sistema imune, torna-se menos capaz de fabricar adequadamente seus hormônios. A glândula hipófise detecta um nível sanguíneo baixo dos hormônios tireoidianos e produz mais TSH para estimular a tireoide.

Tal estímulo faz com que a tireoide cresça, levando ao bócio.

Outra causa comum de bócio é a doença de Graves. Neste caso, nosso sistema imune produz uma proteína chamada imunoglobulina estimulante da tireoide (TSI). Tal como acontece com o TSH, o TSI estimula a glândula tireoide, fazendo com que cresça e produza um bócio.

No entanto, o TSI também estimula a tireoide a produzir um excesso de hormônios tireoidianos (causando hipertireoidismo). A partir do momento em que detecta esse excesso de hormônios pela tireóide, a hipófise para de produzir o TSH.

Apesar disto, a glândula tireoide continua a crescer e produzir hormônios, pois há um descontrole do nosso próprio organismo neste processo regulatório. Portanto, a doença de Graves produz um bócio e hipertireoidismo.

O bócio multinodular é uma outra causa comum de bócio. Os indivíduos com este transtorno têm um ou mais nódulos na glândula que causam aumento do volume da tireoide. Isto é muitas vezes detectado quando o médico examina a região do pescoço e tem a sensação de uma glândula aumentada e com contornos bocelados.

Os pacientes podem apresentar-se com um único nódulo grande ou com múltiplos nódulos menores quando detectado pela primeira vez. Deste modo, em fases iniciais de um bócio multinodular com múltiplos pequenos nódulos, o volume total da tireoide pode ainda não estar aumentado.

Ao contrário dos outros bócios discutidos anteriormente, a causa deste tipo de bócio ainda não é bem compreendida.

Além das causas comuns de bócio, há muitas outras causas menos comuns. Algumas delas são devido a defeitos genéticos, outras estão relacionadas com infecções da tireoide, e algumas menos comuns relacionada a tumores (tanto malignos como benignos).

Como diagnosticar um Bócio?

Como mencionado anteriormente, o diagnóstico de bócio é geralmente realizado no momento de um exame físico quando um aumento do volume da tireoide é encontrado pelo médico. No entanto, a presença de um bócio indica que existe uma anomalia da glândula tireoide.

Portanto, é importante que seja determinado a causa do bócio. Como primeiro passo, provavelmente o médico irá solicitar alguns testes hormonais da tireoide para determinar se sua tireoide tem função reduzida, aumentada ou normal.

A necessidade de realizar testes subsequentes irá depender dos resultados dos testes da função da tireoide.

Se a tireoide é difusamente aumentada e foi detectado um hipertireoidismo, o seu médico provavelmente irá prosseguir com os testes para ajudar a diagnosticar a doença de Graves.

Se você está com hipotireoidismo, você pode ter tireoidite de Hashimoto e você pode obter exames de sangue adicionais para confirmar o diagnóstico.

Entre outros testes úteis para ajudar a diagnosticar a causa do bócio e caracterizar outras alterações podemos citar a ultrassonografia da tireóide ou a realização de uma punção aspirativa com agulha fina guiada por ultrassom.

Como o Bócio é tratado?

O tratamento dependerá da causa do bócio. Se o bócio foi devido a uma deficiência de iodo na dieta, você poderá utilizar suplementação de iodo pela dieta. Isto pode levar a uma redução no tamanho do bócio, mas muitas vezes o bócio não vai resolver completamente.

Se o bócio é devido a tireoidite de Hashimoto e você está com hipotireoidismo, o tratamento consistirá no uso diário de hormônios da tireóide. Este tratamento vai restaurar seus níveis sanguíneos de hormônio da tireóide aos valores normais, entretanto, não costuma fazer com que o bócio regrida completamente.

A redução no tamanho do bócio desses paciente é muito dependente da quantidade de tecido cicatricial existente na glândula. No entanto, o tratamento suplementar com hormônio tireoidiano irá evitar que ele aumente.

Embora apropriado em alguns indivíduos, a cirurgia não é geralmente o tratamento de rotina na tireoidite.

Se o bócio é devido ao hipertireoidismo, o tratamento dependerá da causa do hipertireoidismo. Para algumas causas de hipertireoidismo, o tratamento pode levar a um desaparecimento do bócio. Por exemplo, o tratamento da doença de Graves com iodo radioativo geralmente conduz a uma redução ou desaparecimento do bócio.

Muitos bócio, tais como o bócio multinodular, estão associadas com níveis normais de hormônio da tireóide no sangue. Estes bócios normalmente não requerem qualquer tratamento específico após o diagnóstico ser realizado.

No entanto, quando existe comprometimento da qualidade de vida associado ao tamanho da tireóide, como por exemplo compressão extrínseca de estruturas do pescoço, o seu médico pode sugerir que o bócio seja tratado por remoção cirúrgica.

Seja qual for a causa, é importante ter um acompanhamento regular (anual), quando diagnosticado com um bócio.

Para contar com diagnósticos e procedimentos de radiologia de qualidade, agende sua consulta e conheça o Dr. Augusto Teixeira, médico radiologista referência no segmento.

Источник: https://www.draugustoteixeira.com.br/bocio-o-que-e-causas-e-sintomas/

Tireoide: como tratar, distúrbios relacionados e sintomas

Principais sintomas de bócio, causas e como é o tratamento

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na parte inferior do pescoço (garganta). Tem um papel importante na regulação de numerosos processos metabólicos de todo o corpo. Assim, distúrbios da tireoide são condições que influenciam nesses processos, afetando a estrutura ou a função da tireoide.

Apesar de muito se falar sobre hipotireoidismo e hipertireoidismo, não são somente esses os distúrbios relacionados à tireoide. Veja os principais:

  • Bócio
  • Bócio congênito
  • Bócio nodular tóxico
  • Câncer da tireoide
  • Carcinoma anaplasico da tireoide
  • Carcinoma da tireoide medular
  • Carcinoma papilar da tireoide
  • Hipertireoidismo
  • Hipotireoidismo
  • Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
  • Tireoidite silenciosa (sem dor)
  • Tireoide subaguda
  • Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto)

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Uma área fina de tecido em meio da glândula, conhecido como o istmo, une os dois lóbulos da tiroide em cada lado (que lembram a figura de uma borboleta).

A tireoide utiliza o iodo para produzir os hormônios vitais, sendo que os principais são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Esses hormônios são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, ou seja, é ele que estimula as células a trabalharem e garante que tudo funcione corretamente no corpo.

A função da tireoide é regulada por um mecanismo de autocontrole que envolve o cérebro. Quando os níveis de hormônios da tiroide estão baixos, o hipotálamo no cérebro produz um hormônio conhecido como liberador de tirotropina (TRH), que faz com que a glândula pituitária (localizado na base do cérebro) libere o hormônio estimulador da tireoide (TSH).

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Os distúrbios da tireoide ocorrem quando essa glândula para de funcionar corretamente, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal.

Uma vez que a glândula tireoide é controlada pela glândula pituitária no e pelo hipotálamo, distúrbios de estes nestes tecidos também podem afetar a função da tireoide.

  • Bócio
  • Bócio congênito
  • Bócio nodular tóxico
  • Câncer da tireoide
  • Carcinoma anaplasico da tireoide
  • Carcinoma da tireoide medular
  • Carcinoma papilar da tireoide
  • Hipertireoidismo
  • Hipotireoidismo
  • Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
  • Tireoidite silenciosa (sem dor)
  • Tireoide subaguda
  • Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto).

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Sintomas de Distúrbios da tireoide

Os sintomas de hipertireoidismo, em que o corpo produz muitos hormônios da tireoide, podem incluir:

  • Perda de peso
  • Aumento do apetite
  • Aumento da frequência cardíaca, palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, nervosismo e transpiração excessiva
  • Evacuações mais frequentes, às vezes com diarreia
  • Fraqueza muscular, mãos trêmulas
  • Desenvolvimento de bócio (aumento do volume do pescoço – “papo”)
  • Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade

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Os sintomas de hipotireoidismo, em que o corpo não produz menor quantidade de hormônios tireoidianos, podem incluir:

  • Letargia, processos mentais mais lentos ou depressão
  • Frequência cardíaca reduzida
  • Aumento da sensibilidade ao frio
  • Formigamento ou dormência nas mãos
  • Desenvolvimento de bócio
  • Prisão de ventre
  • Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade
  • Pele e cabelo secos
  • Unhas quebradiças

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  • Leve dor na glândula tireoide
  • Tireoide sensível ao toque
  • Dor ou desconforto ao engolir ou virar a cabeça
  • Apresentar sintomas pouco depois de uma infecção viral, tais como da gripe ou sarampo
  • Presença de deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide
  • Alteração da mobilidade da glândula à deglutição
  • Sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de inicio abrupto

Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é importante acrescentar aos exames de rotina a dosagem dos hormônios tireoidianos e TSH.

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Exames

Além de relatar seu histórico de doenças e realizar exame físico (apalpando a região da tireoide), exames especializados são usados para diagnosticar distúrbios da tireoide.

  • Exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e TSH
  • Exames de imagem (como ultrassom) para investigar o tamanho e a presença de nódulos na tireoide
  • Biópsia e punção aspirativa por agulha fina
  • Cintilografia de tireoide

Tratamento de Distúrbios da tireoide

O tratamento do distúrbio de tireoide depende do tipo de disfunção. Pode incluir apenas acompanhamento clínico, bem como o uso de medicamentos de forma contínua, iodoterapia ou cirurgia.

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Referências

Revisado por: Myrna Campagnoli, endocrinologista do laboratório Pasteur – CRM PR 22616

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/disturbios-da-tireoide

Bócio

Principais sintomas de bócio, causas e como é o tratamento

Versão original publicada na obra Fochesatto Filho L, Barros E. Medicina Interna na Prática Clínica. Porto Alegre: Artmed; 2013.

Caso Clínico

Uma paciente do sexo feminino, 14 anos, branca, relata aumento de volume na região cervical anterior, percebida há cerca de dois anos. A paciente afirma não apresentar outros sinais e sintomas. Ela mora em uma região em que o sal é iodado.

Ao realizar exame físico, palpa-se aumento simétrico de volume na região cervical anterior, que se move com a deglutição, compatível com aumento da glândula tireoide. A textura da glândula é fibroelástica, e esta não apresenta nódulos palpáveis nem dor.

Na realização de avaliação complementar, evidenciou-se função tireoidiana normal.

Definição

O bócio é definido como qualquer aumento do volume tireoidiano, podendo ser classificado da seguinte forma:

•difuso ou nodular;

•atóxico (simples – função tireoidiana normal) ou tóxico (hipertireoidismo*);

•benigno ou maligno;

•endêmico (quando afeta mais de 5% da população) ou esporádico;

bócio coloide é o termo aplicado ao bócio atóxico difuso, uma vez que, nessa condição, há folículos aumentados e repletos de coloide.

bócio subesternal ou retroesternal é o termo utilizado para definir bócios que apresentam crescimento para dentro da cavidade torácica. Eles podem ocasionar a obstrução de estruturas adjacentes.

* Para obter mais informações, ver Capítulos Hipertireoidismo, Tireoidites e Nódulo de tireoide/Câncer de tireoide.

Epidemiologia

A deficiência de iodo na dieta é a principal causa do bócio endêmico, que ocorre nas áreas iodoprivas. Estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo têm a tireoide aumentada por essa causa. A prevalência de bócio excede 30% nas áreas com ingestão muito baixa de iodo (menor do que 30 /dia).

O bócio ocorre em cerca de 5% da população com iodo suficiente e é quatro vezes mais comum em mulheres. No entanto, a prevalência varia de acordo com a área de residência e geralmente diminui com a idade.

Mais de 60% dos casos de bócio em adolescentes regridem durante os 20 anos subsequentes.

As características do bócio também mudam com o decorrer do tempo, passando de difuso (às vezes denominado simples) para um bócio multinodular.

O bócio multinodular atóxico, dependendo da população, afeta até 12% dos adultos, é mais comum no sexo feminino, e sua prevalência aumenta com a idade. Ele manifesta-se mais frequentemente em regiões com deficiência de iodo, mas também em regiões sem deficiência.

A incidência do bócio subesternal na população geral é em torno de 1:5.000. Entretanto, aumenta para cerca de 1:2.000 em mulheres acima dos 45 anos.

Etiologia

As principais causas de bócio estão citadas no Quadro 21.1.

Entre as causas de bócio, tem-se a síndrome de McCune-Albright, cuja tríade clássica de sintomas é a seguinte:

•Puberdade precoce periférica

•Manchas café com leite

•Displasia fibrosa óssea

Nessa síndrome, há uma mutação somática na subunidade da proteína G. O funcionamento da proteína G está esquematizado na Figura 21.1.

Na síndrome de McCune-Albright, ocorrem as etapas descritas na Figura 21.2.

O aumento da tireoide pode ser o resultado da proliferação de tireócitos estimulada por diversos fatores, como demonstrado na Figura 21.3.

Nas áreas iodoprivas, o aumento da tireoide reflete um esforço compensatório para reter iodo e produzir hormônio suficiente.

Como geralmente os níveis de TSH são normais ou levemente mais altos, sugere-se que exista uma sensibilidade aumentada ao TSH ou uma ativação de outras vias que ocasionam crescimento tireoidiano.

O bócio é inicialmente difuso, mas pode tornar-se nodular quando células de alguns folículos tireoidianos proliferam mais do que outras com o passar do tempo.

Em algumas situações, os nódulos também podem apresentar mutações no gene do receptor do TSH, resultando na ativação constitutiva do receptor, com consequente crescimento e funcionamento da glândula independente de TSH. Nesses casos, pode ocorrer hipertireoidismo.

Sinais e Sintomas

O bócio geralmente é diagnosticado no exame físico de rotina ou quando o indivíduo ou seus familiares percebem um aumento de volume no pescoço. O paciente também pode relatar uma sensação de pressão ou desconforto. Se a função tireoidiana está preservada, a maioria dos casos de bócio é assintomático.

Na realização de exame da tireoide, pode-se constatar os seguintes aspectos conforme o tipo de bócio:

bócio difuso: aumento simétrico, indolor, geralmente com textura suave e sem nódulos palpáveis.

bócio multinodular atóxico: arquitetura tireoidiana distorcida e múltiplos nódulos de tamanhos variados à palpação.

bócio subesternal: dificuldade em palpar a borda inferior da tireoide.

Bócios muito grandes podem causar sintomas e sinais compressivos nos órgãos adjacentes, como os seguintes:

Esôfago: disfagia

Traqueia: dispneia, tosse, estridor

Sistema venoso: distensão venosa cervical, manobra de Pemberton positiva (solicita-se que o paciente coloque as mãos juntas, atrás da cabeça, enquanto os sinais de pletora facial e distensão venosa cervical são verificados)

Nervo laríngeo recorrente: rouquidão

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Figura 21.1

Funcionamento da proteína G.

Achados clínicos podem ajudar a identificar a etiologia de base do bócio (Tab. 21.1).

Diagnóstico

Inicialmente, é necessário confirmar se o aumento de volume observado representa de fato aumento da tireoide, uma vez que pele redundante e gordura subcutânea na região cervical anterior baixa podem confundir o diagnóstico.

A diferenciação pode ser feita com a palpação de uma tireoide normal abaixo desses tecidos, observando que o volume não se movimenta com a deglutição. A ultrassonografia é uma opção de exame que pode ajudar a resolver casos duvidosos.

Uma vez que o manejo do bócio depende da etiologia, há necessidade de avaliação adicional para identificar sua causa.

Os principais exames estão listados nas Tabelas 21.2 e 21.3.

Tratamento

O tratamento de bócio objetiva excluir disfunção tireoidiana e doenças malignas. Pacientes assintomáticos podem ser observados conservadoramente com avaliações clínicas periódicas. É possível utilizar a ultrassonografia para monitorar o tamanho do aumento da tireoide.

Pacientes com sintomas de compressão traqueal, obstrução da entrada do tórax, suspeita de malignidade e com interesses estéticos podem realizar cirurgia. Já os pacientes com deficiência de iodo devem receber suplementação com administrações intramusculares e orais.

Além disso, medidas muito utilizadas em países desenvolvidos são os programas de prevenção, com adição de iodo a alimentos, tais como sal, pão ou água.

Outra opção de tratamento é a terapia com iodo radioativo, a qual tem demonstrado redução do tamanho do bócio em uma média de 50% em um período de 12 a 24 meses. O tratamento com levotiroxina para suprimir os níveis de TSH não é recomendado, uma vez que é efetivo para diminuição de bócios em apenas uma minoria dos pacientes e introduz risco de tireotoxicose.

O manejo do bócio multinodular tóxico é discutido no Capítulo Hipertireoidismo.

Figura 21.2

Etapas da síndrome de Mc Cune-Albright.

Figura 21.3

Esquema representativo da proliferação de tireócitos estimulada por diversos fatores.

Caso Clínico Comentado

O caso apresentado representa achados clínicos compatíveis com um bócio difuso, especialmente bócio coloide (esporádico). A possibilidade de a etiologia ser deficiência de iodo é pouco provável, uma vez que a paciente reside em uma região em que o sal é suplementado. Outras etiologias também podem ser descartadas devido à função tireoidiana normal e à ausência de nódulos palpáveis.

A causa do bócio coloide é, portanto, desconhecida. Pacientes mais jovens costumam apresentar bócios difusos ou simples que frequentemente regridem de forma espontânea. Dessa forma, e considerando que a paciente é assintomática, a melhor conduta parece ser expectante.

Leituras Recomendadas

Bandeira F, Graf H, Griz L, Faria M, Lazaretti-Castro M, editores. Endocrinologia e diabetes. 2. ed. Rio de Janeiro: Medbook; 2009.

Bezerra MGT, Latronico AC, Fragoso MCBV. Tumores endócrinos associados às mutações das proteínas Gs e Gi2 . Arq Bras Endocrinol Metab.2005;49(5):784-90.

Cotran RS, Kumar V, Collins T, editores. Robbins patologia estrutural e funcional. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000.

Goldman L, Ausiello D, editors. Cecil medicine. 23rd. ed. Philadelphia: Saunders; 2008.

Kasper D, Fauci A, Longo DL, Braunwald E, Hauser SL, Jameson JL, editor. Harrison´s principles of internal medicine. 16th ed. New York: McGraw-Hill; 2005.

Vilar L, editor. Endocrinologia clínica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006.

Warrell DA, Cox TM, Firth JD, Benz EJ Jr, editors. Oxford textbook of medicine. 4th ed. Oxford: Oxford University; 2005.

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5606/bocio.htm

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