Principais sintomas de câncer de colo de útero

6 sintomas de câncer de colo de útero (e o que fazer)

Principais sintomas de câncer de colo de útero

Normalmente não existem primeiros sintomas do câncer de colo do útero, sendo que a maioria dos casos é identificado durante o exame de papanicolau ou apenas nas fases de câncer mais avançado.

Assim, além de se saber quais os sintomas do câncer de colo do útero, o mais importante é fazer frequentemente consultas no ginecologista para realizar o papanicolau e iniciar o tratamento precoce, caso seja indicado.

Porém, quando provoca sintomas, o câncer de colo do útero pode causar sinais como:

  1. Sangramento vaginal sem causa aparente e fora da menstruação;
  2. Corrimento vaginal alterado, com mau cheiro ou coloração marrom, por exemplo;
  3. Dor abdominal ou pélvica constante, que pode piorar ao usar o banheiro ou durante o contato íntimo;
  4. Sensação de pressão no fundo da barriga;
  5. Vontade de urinar mais frequente, mesmo durante a noite;
  6. Perda rápida de peso sem estar fazendo dieta.

Já nos casos mais grave, em que a mulher apresenta um câncer de colo de útero avançado, ainda podem surgir outros sintomas como cansaço excessivo, dor e inchaço nas pernas, assim como perdas involuntárias de urina ou de fezes.

Estes sinais e sintomas também podem ser causados por outros problemas, como candidíase ou infecção vaginal, podendo não estar relacionado com o câncer, sendo assim aconselhado consultar o ginecologista para fazer o diagnóstico correto. Confira 7 sinais que podem indicar outros problemas no útero.

Quando surge mais de um destes sintomas é aconselhado ir no ginecologista para fazer exames de diagnóstico como papanicolau ou colposcopia com biópsia do tecido do útero e avaliar se existem células cancerígenas. Saiba mais sobre como são feitos estes exames.

O exame de papanicolau deve ser realizado todos os anos, durante 3 anos consecutivos. Se não houver nenhuma alteração, o exame só deve ser realizado de 3 em 3 anos.

Quem tem maior risco de ter câncer

O câncer de útero é mais frequente em mulheres com:

  • Doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia ou gonorreia;
  • Infecção com HPV;
  • Múltiplos parceiros sexuais.

Além disso, mulheres que utilizam anticoncepcional oral por muitos anos também apresentam maior risco de câncer, sendo que quanto maior o tempo de uso, maior o risco de câncer.

Estágio do câncer de colo de útero

Após realizar o diagnóstico, o médico normalmente classifica o câncer de colo de acordo com o seu estágio de desenvolvimento:

  • Tx: Tumor primário não identificado;
  • T0: Sem evidência do tumor primário;
  • Tis ou 0: Carcinoma in situ.

Estágio 1:

  • T1 ou I: Carcinoma cervical somente no útero;
  • T1 a ou IA: Carcinoma invasor, diagnosticado somente pela microscopia;
  • T1 a1 ou IA1: Invasão estromal de até 3 mm de profundidade ou até 7 mm na horizontal;
  • T1 a2 ou IA2: Invasão estromal ente 3 e 5 mm de profundidade ou até 7 mm na horizontal;
  • T1b ou IB: Lesão clinicamente visível, somente no colo do útero, ou lesão microscópica maior que T1a2 ou IA2;
  • T1b1 ou IB1: Lesão clinicamente visível com 4 cm ou menos em sua maior dimensão;
  • T1b2 IB2: Lesão clinicamente visível com mais de 4 cm em sua maior dimensão.

Estágio 2:

  • T2 ou II: Tumor encontrado dentro e fora do útero, mas não atinge a parede pélvica ou o terço inferior da vagina;
  • T2a ou IIA: Sem invasão do paramétrio;
  • T2b ou IIB: Com invasão do paramétrio.

Estágio 3:

  • T3 ou III: Tumor que se estende à parede pélvica, compromete a parte inferior da vagina, ou causa alteração nos rins;
  • T3a ou IIIA: Tumor que compromete o terço inferior da vagina, sem extensão à parede pélvica;
  • T3b ou IIIB: Tumor que se estende à parede pélvica, ou causa alteração nos rins

Estágio 4:

  • T4 ou IVA: Tumor que invade a mucosa vesical ou retal, ou que se estende além da pélvis.

Além de saber o tipo de câncer cervical que a mulher possui também é importante saber se há linfonodos afetados e metástases ou não, porque ajuda a determinar o tipo de tratamento que a mulher precisa fazer.

Como é feito o tratamento

O tratamento para câncer de colo do útero depende do estágio em que o tumor se encontra, se existem metástases da doença, da idade e do estado de saúde geral da mulher.

As principais opções de tratamento incluem:

1. Conização

A conização consiste na retirada de uma pequena parte do colo do útero, em forma de cone.

Embora seja uma técnica mais utilizada para fazer a biópsia e confirmar o diagnóstico de câncer, a conização também pode ser considerada uma forma de tratamento padrão em casos de HSIL, que é a lesão escamosa intraepitelial de alto grau, que ainda não é considerada câncer, mas pode vir a evoluir para câncer. Veja como é feita a conização do útero.

2. Histerectomia

A histerectomia é o principal tipo de cirurgia indicado para o tratamento do câncer de colo de útero, que pode ser utilizada nas fases iniciais ou mais avançadas e que, normalmente, é feita de uma das seguintes formas:

  • Histerectomia total: remove apenas o útero e o colo do útero e pode ser feita através de um corte no abdome, por laparoscopia ou através do canal vaginal. Normalmente é utilizada para tratar câncer do colo de útero no estágio IA1 ou no estágio 0.
  • Histerectomia radical: além do útero e do colo do útero, também são removidos a parte superior da vagina e os tecidos próximos, que podem estar afetados pelo câncer. Em geral, esta cirurgia é recomendada para casos de câncer nos estágios IA2 e IB, sendo feita apenas por corte no abdome.

É importante lembrar que nos dois tipos de histerectomia os ovários e as trompas só são retirados se também tiverem sido afetados pelo câncer ou se apresentarem outros problemas. Veja os tipos de histerectomia e os cuidados após a cirurgia.

3. Traquelectomia

A traquelectomia é outro tipo de cirurgia que remove apenas o colo do útero e o terço superior da vagina, deixando o corpo do útero intacto, o que permite que a mulher ainda possa engravidar depois do tratamento.

Normalmente, esta cirurgia é utilizada nos casos de câncer de colo de útero detectados precocemente e que, por isso, ainda não afetou outras estruturas.

4. Exenteração pélvica

A exenteração pélvica é uma cirurgia mais extensa que pode ser indicada nos casos em que o câncer volta e afeta outras regiões. Nesta cirurgia são retirados o útero, o colo do útero, os gânglios da pélvis, podendo também ser necessário retirar outros órgãos como ovários, trompas, vagina, bexiga e parte do final do intestino.

5. Radioterapia e Quimioterapia

O tratamento com radioterapia ou quimioterapia podem ser usados tanto antes quanto depois dos tratamentos cirúrgicos, para auxiliar no combate do câncer, especialmente quando este está em estágios avançados ou quando existem metástases do tumor.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-cancer-de-colo-de-utero/

Câncer de colo do útero

Principais sintomas de câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero acomete principalmente mulheres com mais de 25 anos e tem como principal agente o papilomavírus humano (HPV), que também pode infectar homens. 

O câncer de colo do útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é o papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento do câncer de pênis.

Veja também: Maioria das mulheres não associa câncer de colo do útero ao HPV

Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical), que pode ser classificada em graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.

Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo do útero ainda é o quarto câncer mais incidente em mulheres (desconsiderando o câncer de pele não melanoma) e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos diagnosticados no País são de lesão in situ precursora do câncer, ou seja, lesões que ainda estão restritas ao colo e não desenvolveram características de malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos casos.

Tipos de tumor

Os dois tipos mais frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo HPV. São eles: os carcinomas epidermoides (80% dos casos) e os adenocarcinomas (20% dos casos).

Fatores de risco para câncer de colo do útero

A infecção pelo HPV, responsável pelo aparecimento das verrugas genitais, representa o maior fator de risco para o surgimento do câncer de colo de útero.

Apesar de existir mais de uma centena de tipos diferentes desse vírus, somente alguns estão associados ao tumor.

São classificados como de alto risco os tipos 16, 18, 45 e 56; de baixo risco, os tipos 6, 11, 41, 42 e 44, e de risco intermediário os tipos  31, 33, 35, 51 e 52.

Podem ser citados, ainda, como fatores de risco:

  • Início precoce da atividade sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
  • Cigarro;
  • Baixa imunidade;
  • Não fazer o Papanicolaou com regularidade;
  • Más condições de higiene;
  • Histórico familiar.

Sintomas do câncer de colo de útero

Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:

  • Sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa;
  • Corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.

Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, vale destacar:

  • Massa palpável no colo de útero;
  • Hemorragias;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinos;
  • Dor lombar e abdominal;
  • Perda de apetite e de peso.

Diagnóstico do câncer de colo do útero

A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero.

Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

Vídeo: Dr. Drauzio ensina a partir de que idade mulheres precisam fazer o Papanicolaou

O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia.

Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o tipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor e se está situado somente no colo uterino ou se já invadiu outros órgãos e tecidos (metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, raio x de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o ginecologista e fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.

Vacina contra o HPV

A vacina do HPV continua sendo medida preventiva essencial. A imunização tem segurança e eficácia comprovadas.

Ela protege contra alguns dos principais tipos de vírus relacionados ao câncer.

No SUS, a vacina é oferecida para meninas de nove a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, pessoas que vivem com HIV e transplantados entre nove e 26 anos (desde que estejam em acompanhamento médico).

A vacina tem duas doses, com a segunda seis meses após a primeira. Para pessoas com HIV e transplantados, são três doses no esquema 0, 2 e 6 meses.

Veja também: Por que vacinar seus filhos contra o HPV

Mesmo mulheres vacinadas devem continuar fazendo o exame de rastreamento de Papanicolaou, que também é oferecido pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde, já que existem tipos de vírus não contemplados pela vacina que também podem provocar o tumor.

Em 2017, o Ministério da Saúde passou a oferecer gratuitamente a vacina também para meninos na faixa de 11 a 14 anos.

Vídeo: Dr. Drauzio explica por que meninos também devem ser vacinados

Tratamento do câncer de colo do útero

Parte das mulheres sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas.

No entanto, uma vez confirmada a presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.

Vídeo: Assista ao primeiro episódio de “Guerreiras”, com histórias de pacientes com câncer de colo do útero

A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia).

A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Recomendações para prevenir o câncer de colo do útero

  • Apesar de a orientação da administração da vacina ser a partir dos nove anos de idade, não existe idade mínima para as meninas iniciarem a imunização;
  • Nunca é demais ressaltar que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de infecções sexualmente transmissíveis como a aids.

Perguntas frequentes sobre o câncer de colo do útero

Câncer de colo de útero avançado tem cura?

O câncer de colo do útero quando diagnosticado em fase não invasiva ou em estágio I tem altas chances de cura (entre 80 e 90%). Há chance em estágios posteriores, mas ela diminui conforme o quadro estiver mais avançado.

Qual a relação entre câncer de colo do útero e pílula anticoncepcional?

Estudos sugerem que anticoncepcionais podem aumentar o risco desse tipo de tumor.

Segundo o National Institute of Health, principal órgão de Saúde dos Estados Unidos, o risco aumenta cerca de 10% para quem faz uso da pílula por até cinco anos, 60% para uso entre cinco e nove anos e o dobro de risco para dez anos ou mais. Entretanto, o risco volta a diminuir após a interrupção do uso do contraceptivo oral.

Câncer de colo do útero tem cheiro?

O câncer propriamente, não, mas o corrimento vaginal sintomático da doença tem odor forte.

Câncer de colo do útero pode voltar?

Sim. Vários fatores, como tipo específico do tumor e extensão da doença contribuem para maior ou menor risco de recidiva.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-colo-do-utero/

Câncer de colo do útero: sintomas, tratamentos e causas

Principais sintomas de câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero é um tipo de tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, região em que ele se conecta com a vagina e que se abre para a saída do bebê ao final da gravidez.

Getty Images

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. No entanto, hoje o diagnóstico é feito muito mais precocemente: na década de 1990, 70% dos casos eram diagnosticados em sua forma mais avançada. Já nos dias atuais, 44% são identificados na lesão precursora.

Tipos

Os cânceres de colo de útero normalmente são de dois tipos:

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  • Carcinomas de células escamosas ocorrem na maioria dos casos e normalmente são ocasionados pela presença do vírus HPV
  • Adenocarcinomas são cânceres de colo de útero menos comuns, mas que também podem aparecer.

Em algumas ocasiões, os dois tipos de células cancerígenas podem estar envolvidos em um só caso de câncer de colo de útero.

Causas

O câncer de colo de útero usualmente ocorre quando há uma mutação genética nas células da região, que começam a se multiplicar de forma descontrolada.

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Câncer de colo do útero

Normalmente essa mutação está relacionada a presença de alguns tipos de vírus HPV.

O HPV é muito comum em mulheres (estima-se que 90% delas entrarão em contato com alguma cepa desse vírus ao longo de sua vida), mas apenas alguns tipos do vírus estão relacionados com casos de câncer de colo do útero principalmente os tipos 16 e 18 (presentes em 70% dos casos), mas também os tipos 31, 33, 35 ou 39.

Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, mas apenas 32% delas estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Normalmente o tumor se desenvolve a partir de uma lesão percursora, que pode ser causada pelo HPV. Elas são totalmente tratáveis e curáveis, e apenas quando não são tratadas por muitos anos, elas podem se desenvolver em um câncer.

Essas lesões não apresentam sintomas, mas são facilmente detectadas nos exames Papanicolau, colposcopia e vulvoscopia. Converse com um ginecologista sobre estes exames. Além disso, apenas a presença do HPV não ocasiona o câncer de colo de útero, é preciso ter outros fatores de risco para que a doença se desenvolva.

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Especialistas respondem sobre causas do câncer de colo de útero:

Pílula anticoncepcional pode causar câncer no colo do útero?

Ficar sem menstruar pode causar câncer de colo de útero?

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Mulheres que nunca tiveram relação sexual podem ter câncer de colo de útero?

Corrimentos vaginais podem aumentar risco de ter câncer de colo de útero?

Uma mulher que tem HPV de risco automaticamente está com câncer?

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Fatores de risco

Os fatores de risco para câncer de colo de útero envolvem:

  • Início precoce da vida sexual, que aumenta o risco de ter HPV
  • Grande quantidade de parceiros sexuais também aumenta o risco de contrair HPV
  • Presença de outras DSTs, como gonorreia, sífilis, clamídia ou HIV aumentam o risco do HPV
  • Sistema imunológico mais fraco, principalmente em pessoas que tem alguma condição de saúde que interfere em sua imunidade, faz com que o HPV tenha mais chances de se manifestar
  • Tabagismo pode aumentar incidência de carcinoma de células escamosas
  • Uso prolongado de pílula anticoncepcional (por mais de 5 anos)
  • Histórico de três ou mais gestações
  • Uso de DIU
  • Histórico familiar de câncer de colo de útero.

Além disso, existem fatores de risco que aumentam o risco de cânceres de modo geral, como:

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  • Excesso de peso
  • Baixo consumo de frutas e vegetais.

Sintomas de Câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero inicial ou mesmo o pré-câncer não costumam apresentar sintomas e são somente detectados pelos exames de rotina femininos.

Os casos mais avançados de câncer no colo do útero costumam causar:

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  • Sangramento vaginal seja durante a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa
  • Corrimento vaginal anormal e com coloração e odores diferentes do normal
  • Dor na pelve ou durante a relação sexual.

Casos ainda mais avançados podem apresentar sintomas como:

  • Anemia devido ao sangramento anormal
  • Dores nas pernas ou nas costas
  • Problemas urinários ou intestinais
  • Perda de peso não intencional.

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Buscando ajuda médica

A melhor forma de detectar precocemente um câncer de colo de útero ou qualquer outro problema comum de saúde feminina é indo anualmente ao ginecologista e fazendo os exames de rotina.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar um câncer no colo do útero são:

  • Clínico geral
  • Ginecologista
  • Oncologista

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram.
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são os seus sintomas?
  • Quando você começou a apresenta-los?
  • Você faz os exames de Papanicolau desde que têm uma vida sexual ativa? Já apresentou um resultado deste exame anormal?
  • Você já foi tratada devido a algum problema no colo do útero?
  • Você já foi diagnosticada com alguma DST?
  • Você usa medicamentos que possam suprimir seu sistema imunológico?
  • Você fuma ou já fumou? Em que quantidades?
  • Você pensa em ser mãe no futuro?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para câncer de colo de útero, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual a causa mais provável dos meus sintomas?
  • Que tipo de exames eu devo fazer?
  • Quais são os tratamentos disponíveis e o que posso esperar?
  • Qual o prognóstico?
  • Por quanto tempo preciso fazer as consultas de rotina após o término do tratamento?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero em estágio inicial costuma ser rastreado periodicamente pelo ginecologista nas consultas de rotina. Para detectá-lo ou as lesões do HPV os exames mais usados são:

  • Papanicolau
  • Colposcopia e vulvoscopia, com biópsia se necessário
  • Exame de HPV através do DNA, que coleta as células do colo do útero e verifica a presença do vírus. Esse exame é feito em mulheres com mais de 30 anos ou com mais jovens, desde que tenham um Papanicolau anormal.

Os exames de prevenção costumam ser feitos depois que a mulher começa a ter uma vida sexual ativa. Por isso, é muito importante começar a visitar o ginecologista regularmente nessa época, até para que ele converse com a mulher também sobre métodos anticoncepcionais.

Quando o câncer de colo de útero já está em curso, alguns exames podem ser feitos para identificar a extensão do tumor:

  • Biópsia da região
  • Tomografia computadorizada
  • Ultrassom
  • Ressonância magnética
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan).

O câncer de colo de útero é dividido nos seguintes estágios:

  • Estágio 0 ou carcinoma in situ: quando as células cancerígenas ainda estão na superfície do colo do útero
  • Estágio I: quando o câncer invade o colo do útero, mas se mantêm nessa região, sem ir para fora do útero
  • Estágio II: o câncer já cresceu para fora do útero, mas ainda nãose espaçhou para as paredes da pelve ou para a vagina
  • Estágio III: o câncer atingiu a vagina e a parede da pelve e pode estar bloqueando a uretra
  • Estágio IV: o câncer já se espalhou para outras regiões do organismo como a bexiga, reto, pulmões ou fígado.

Tratamento de Câncer de colo do útero

As opções de tratamento para o câncer de colo de útero variam conforme o estadiamento do tumor. Veja as opções abaixo:

Na cirurgia os médicos podem retirar o tecido atacado pelo câncer. Também existe a opção de retirarem o colo do útero e o útero todo (histerectomia simples) e também a vagina e os linfonodos da região (histerectomia radical).

O tipo de cirurgia é escolhido conforme o estadiamento do câncer (quantas áreas foram atacadas) e o desejo da mulher de engravidar, visto que a retirada do útero impede a possibilidade de ter filhos.

A radioterapia usa radiação para matar as células cancerígenas. Ela pode ser feita externamente e/ou internamente. Na primeira técnica, um raio é aplicado de fora do corpo, já na interna o material da radioterapia é colocado dentro da vagina por alguns minutos.

A radioterapia pode fazer com que a menstruação pare ou com que a menopausa comece antes em mulheres que estão em pré-menopausa.

Mulheres que desejam engravidar depois do tratamento devem conversar com seu médico sobre formas de preservar a fertilidade após o tratamento.

A quimioterapia pode ser feita como um complemento à radioterapia ou para reduzir o tumor antes da cirurgia.

Quando o médico encontra lesões pré-cancerígenas no colo do útero de uma mulher, as opções envolvem a destruição desse tecido de duas formas:

  • Crioterapia: nela o tecido com células malignas é destruído através de um congelamento. Ela pode ser feita com anestesia local
  • Tratamento com laser: o laser também pode ser usado para destruir o tecido com células malignas. A vantagem é que ele pode ser feito no consultório do médico com anestesia local.

Imunoterapia para o tratamento do câncer é, de uma forma bem simples, uma maneira de combater o problema utilizando o próprio sistema de defesa do corpo para atacar as células do câncer.

Convivendo/ Prognóstico

O câncer de colo de útero quando diagnosticado em fase não invasiva ou em estágio I tem altas chances de cura (entre 80 e 90%). No entanto, as chances diminuem conforme o quadro estiver mais avançado.

Por isso é muito importante realizar os exames de rotina para câncer de colo de útero, o que permite uma detecção precoce do câncer ou das lesões pré-cangerígenas.

O tratamento pode levar a alguns problemas de fertilidade ou na sexualidade da mulher. É importante conversar com seu médico se você deseja ter filhos depois do tratamento, pois algumas providências podem ser tomadas, como o congelamento de óvulos.

A histerectomia pode levar a problemas como secura vaginal, fraqueza nos músculos da pelve e até dor no ato sexual, devido a encurtamento da vagina. Todos estes problemas têm soluções e podem ser conversados com seu médico.

Especialista responde: quem tem câncer de colo de útero corre risco de ter câncer de mama?

Referências

Instituto Nacional do Câncer (Inca)

Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)

Sociedade Americana do Câncer

Manual Merck para profissionais de saúde

Clínica Mayo (centro médico de referência nos Estados Unidos)

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-colo-do-utero

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