Prolactina alta no homem: causas, sintomas e tratamento

Hormônio Prolactina: Alta, Baixa, Sintomas e Tratamento

Prolactina alta no homem: causas, sintomas e tratamento

Escrito por Dr. Alan Niemies

25 de maio de 2014

Nesse artigo, você irá conhecer o que é o hormônio Prolactina, como ele é produzido e regulado, quais as funções dele no corpo de homens e mulheres, como ele pode ser medido, que doenças estão relacionadas a esse hormônio e um pouco sobre o tratamento de cada uma delas, além de outras informações bastante interessantes sobre a Prolactina.

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Vamos ver também em que momentos podemos ter Prolactina alta ou baixa, quais são os sintomas associados a essas condições e como é feito o tratamento. Vem comigo!

Produção da Prolactina

A Prolactina (abreviada como Prl) é produzida em uma glândula chamada Adenohipófise (a porção anterior da Hipófise, uma glândula endócrina presente na base do crânio).

Essa glândula também libera, além da Prolactina, outros hormônios como o GH – Hormônio do Crescimento, o TSH – Tireotrofina e as Gonadotrofinas (LH – Hormônio Luteinizante e FSH – Hormônio Folículo-Estimulante).

A Prolactina é um hormônio polipeptídeo e faz parte da mesma família do GH, sendo bastante semelhantes na sua estrutura molecular.

A liberação de Prolactina é inibida pela Dopamina, um hormônio e neurotransmissor liberado em diversas regiões do corpo e também no Hipotálamo, que tem função essencial na regulação dos hormônios liberados pela Hipófise, como a Prolactina. Um excesso de Dopamina gera diminuição da liberação de Prolactina e vice-versa.

Função do Hormônio

A principal função da Prolactina é estimular a produção do leite materno no período pós-parto. Além disso, durante a gravidez o aumento da Prolactina é importante para o desenvolvimento das mamas, deixando estas preparadas para a produção de leite após o término da gestação.

Durante a gestação, não se produz leite materno porque outro hormônio, o Estrogênio, também está em grande quantidade de bloqueia o efeito da Prolactina na produção do leite! Depois do parto, porém, esse Estrogênio diminui e a Prolactina pode desempenhar o seu importante papel na lactação.

Porém, além destas funções importantes durante a gravidez e a lactação, a Prolactina é importante em outra enorme quantidade de funções em nosso organismo.

Este é um hormônio importante tanto em mulheres como em homens no sistema imune (participando no processo inflamatório, por exemplo), na produção de células do sangue (hematopoiese), na formação de vasos sanguíneos (angiogênese), na formação de trombos e cicatrizações, etc.

Além destas funções, a Prolactina é importante hormônio regulador da função sexual, pois é necessária para aquela sensação de bem-estar após o ato sexual.

Tem ainda papel importante nos orgasmos, tanto masculino como feminino, bem como no período refratário sexual (fase de recuperação após um orgasmo em que se torna fisiologicamente impossível obter novo orgasmo, mais comumente experienciado por homens do que por mulheres). Além disso, um excesso de Prolactina (Hiperprolactinemia) está ligado a perda de libido e disfunção sexual.

Medidas e Valores Normais

A Prolactina é secretada em uma taxa de mais ou menos 400 microgramas/dia. Os valores de referência da Prolactina (bem como de outros exames laboratoriais) sempre vai variar de laboratório para laboratório.

Geralmente, estess valores normais (Valores de Referência ou VR) no sangue são de 13 ng/mL para mulheres e, nos homens, 5 ng/mL. Na maioria dos laboratórios, o limite superior do normal é de 15-25 ng/mL, ou seja, acima destes valores costumamos dizer que há excesso de Prolactina no sangue (Hiperprolactinemia), cuja causa deve ser investigada.

Regulação da Produção

O controle da produção e liberação da Prolactina é feita de várias formas:

A principal delas é a regulação por hormônios secretados pelo Hipotálamo (uma área do cérebro logo acima da Hipófise e que também é considerada uma glândula endócrina, além de ter outras importantes funções cerebrais). O Hipotálamo libera o hormônio TRH (Liberador de Tireotrofina), que além de estimular a produção de Prolactina, também estimula a produção do TSH (Tireotrófico).

Além da regulação pelo Hipotálamo, a Prolactina também tem secreção controlada pelo sono. Há um aumento da secreção de Prolactina observado 60 a 90 minutos antes de acordar e o pico diário acontece entre as 4 e 7 horas da manhã.

A Prolactina também aumenta com estresse, exercícios físicos, cirurgias, hipoglicemia (baixo açúcar no sangue) e no infarto agudo do miocárdio (IAM). O estímulo dos mamilos de mulheres também aumenta produção de Prolactina.

Os estrógenos também aumentam a liberação de Prolactina, enquanto Glicocorticoides diminuem sua secreção.

Doenças relacionadas à Prolactina

Várias doenças e distúrbios têm relação com esse hormônio.

O excesso de Prolactina no sangue (chamado de Hiperprolactinemia) tem várias causas e traz efeitos importantes em homens e mulheres.

Nos homens, a Hiperprolactinemia por muito tempo leva ao Hipogonadismo, diminuição da produção de Testosterona, diminuição da produção de Espermatozoides, queda da libido, além de impotência e infertilidade.

Em mulheres, ocorre a parada da ovulação (anovulação), oligomenorreia (menstruação em intervalos superiores a 35 dias) ou amenorreia (ausência de menstruação) e também infertilidade.

Diferentes tumores da adenohipófise e de outros locais podem causar esse excesso de Prolactina no sangue. Outras doenças como Hipotireoidismo, Insuficiência Renal Crônica e Doença Hepática Grave também aumentam a Prolactina e podem causar os efeitos explicados acima.

A parada brusca no uso de anticoncepcionais orais e estrogênio (na Reposição Hormonal) pode causar a chamada Galactorreia (secreção de leite pelas mamas mesmo fora da lactação). Isso acontece porque a queda de Estrogênio brusca libera a ação da Prolactina na produção de leite pelas mamas.

O uso de alguns medicamentos que causam Prolactina alta também é muito comum. A tabela abaixo mostra os medicamentos que mais causam Prolactina alta de maneira sustentada, acima dos valores normais de referência:

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Existem ainda medicamentos que podem levar a Prolactina baixa: são os agonistas da Dopamina como a Bromocriptina, a Levodopa, a Apomorfina e o Pergolide, que diminuem a liberação desse hormônio.

Prolactina alta: sintomas

Quando há um aumento da Prolactina circulante no sangue (que chamamos de Hiperprolactinemia), você pode perceber alguns sintomas, que variam de homens para mulheres.

Mulheres costumam ter:

  • Amenorreia (ausência de menstruação);
  • Oligomenorreia (aumento do tempo entre uma menstruação e outra);
  • Galactorreia (liberação excessiva de leite ou fora do período da lactação);
  • Infertilidade;
  • Dispareunia (dor durante o ato sexual);
  • Perda da libido (o anseio ou desejo pelo ato sexual, que popularmente conhecemos como “tesão”).

Homens costumam ter:

  • Impotência;
  • Perda da libido;
  • Infertilidade.

Se a causa for um tumor produtor de Prolactina (prolactinoma), podemos ter sintomas como dores de cabeça e defeitos visuais associados.

Um excesso crônico de Prolactina (ou seja, que permanece por muito tempo sem tratamento) pode trazer ainda outras manifestações como:

  • Hipogonadismo (diminuição da função das gônadas – testículos nos homens e ovários nas mulheres – que pode também ser acompanhada de diminuição do tamanho desses órgãos);
  • Osteopenia (diminuição da massa óssea);
  • Diminuição da massa muscular;
  • Diminuição do crescimento de pêlos.

Por que minha Prolactina está alta?

Agora que já falamos sobre a Prolactina, vamos responder essa questão que é dúvida de muitas leitoras e leitores aqui do site. Quando temos um resultado de exame mostrando aumento de Prolactina, precisamos descobrir se esse aumento é fisiológico ou se há alguma doença envolvida.

Primeiro de tudo precisamos ver se esse aumento é pequeno ou grande. Geralmente, aumento de Prolactina por situações fisiológicas (gravidez, lactação, estresse/sono, estimulação mamária e sexo) não costuma ultrapassar os 50 ng/mL.

Já quando temos valores superiores a 50 ng/mL, a principal causa disso são medicamentos que afetam a Prolactina. Um medicamento usado comumente é a Metoclopramida, mas citei vários outros logo acima. Quando temos um valor superior a 100 ng/mL, a causa mais comum disto são os Prolactinomas, ou tumores geradores de Prolactina, na Hipófise.

Não encontrando uma causa identificada, podemos partir para pesquisas de outras causas menos frequentes como acromegalia, síndrome da sela vazia, craniofaringioma, metástases de outros tumores, hipotireoidismo, insuficiência renal crônica, cirrose hepática, epilepsias e anorexia nervosa.

Macroprolactina e Pool Prolactina

Até 25{2bcd453d7311fcd5d3fd79b4f06f2b23457405190b55b88de47449b7ddf1e563} das pessoas que têm um exame de Prolactina alta podem ter apenas a Macroprolactina aumentada, o que não acarreta nenhum problema à saúde e não causa sintomas

Em torno de 95{2bcd453d7311fcd5d3fd79b4f06f2b23457405190b55b88de47449b7ddf1e563} da Prolactina que circula em nosso sangue é a chamada Prolactina monomérica.

Porém, temos ainda um tipo adicional de prolactina chamada de Macroprolactina. Ela nada mais é do que uma molécula de Prolactina ligada a um anticorpo.

Diferente da Prolactina monomérica, a Macroprolactina não exerce nenhum efeito no nosso corpo: é uma forma inativa desse hormônio.

Até 25{2bcd453d7311fcd5d3fd79b4f06f2b23457405190b55b88de47449b7ddf1e563} das pessoas que têm um exame de Prolactina aumentada podem ter apenas a Macroprolactina aumentada, o que não acarreta nenhum problema à saúde e não causa sintomas. Isso é mais comum nas pessoas que têm Prolactina aumentada em um exame, mas não apresentam os sintomas de hiperprolactinemia que comentamos acima.

Para fazer essa diferenciação, temos à disposição o exame pool Prolactina, que irá “limpar” essa Macroprolactina do sangue e fazer uma nova contagem da Prolactina, dessa vez apenas a monomérica.

Foi o que aconteceu com nossa leitora Juliana, que comentou em nosso artigo relatando seu exame de pool Prolactina que mostrou uma Prolactina normal, após um exame alterado.

Nesse artigo, você pôde conhecer as informações mais importantes sobre o Hormônio Prolactina e como ele age em nosso corpo. Espero que ele tenha lhe ajudado a entender a sua importância e mais sobre as doenças relacionadas a esse hormônio. Até a próxima!

Источник: https://medsimples.com/hormonio-prolactina/

Prolactina no homem: como afeta a fertilidade?

Prolactina alta no homem: causas, sintomas e tratamento

Postado em: 27 de dezembro de 2018

Você já ouviu falar da hiperprolactinemia? O problema consiste no aumento da prolactina no homem ou na mulher, e pode levar a uma série de alterações no organismo. Inclusive prejudicando a capacidade reprodutiva de um casal.

A prolactina é o hormônio que estimula a produção de leite materno nas mulheres, durante a gravidez e a amamentação. Já no homem, ela tem como principal objetivo relaxar o corpo após o orgasmo, e auxiliar em seu período de recuperação, em que é fisiologicamente impossível obter outro orgasmo sequencial. Outra função desta substância é auxiliar no processo inflamatório do organismo.

Quando se encontra em nível maior do que deveria, este hormônio pode estimular a produção de leite nos homens. Ao mesmo tempo, provoca vários sintomas incômodos a este público.

A queda dos níveis de prolactina no corpo também pode ocorrer, geralmente como consequência do uso de medicamentos ligadas à dopamina, como a apomorfina. A prolactina baixa não provoca efeitos negativos, mesmo que a melhor opção seja mantê-la no nível adequado.

As mulheres afetadas por este aumento costumam ter entre 25 e 34 anos. Já os homens não possuem idade específica para o desenvolvimento do problema.

Quais os sintomas da alta da prolactina no homem?

Tanto no homem, quanto na mulher, a hiperprolactinemia provoca a queda da libido. Ou seja, do desejo sexual do indivíduo. Ambos os pacientes também costumam perceber o aumento das mamas, muitas vezes com o escape de quantidades de leite.

A partir daí, os sintomas vivenciados pelos homens são mais específicos. Para começar, eles geralmente percebem a redução de pelos pelo corpo. Ao mesmo tempo, enfrentam certa dificuldade em manter o pênis ereto para um contato íntimo satisfatório.

Também é comum a desordem hormonal chamada de hipogonadismo. Neste caso, o corpo masculino não produz hormônios sexuais suficientes, incluindo a testosterona. Como consequência, caem a libido e o número de espermatozoides do homem.

Por fim, o paciente ainda percebe dores de cabeça, defeitos na visão e até a ocorrência da osteoporose. Percebida qualquer dessas condições, especialmente a queda da libido, é fundamental que o indivíduo procure um médico. O especialista poderá diagnosticar o problema e recomendar o tratamento mais eficaz.

Causas do aumento da prolactina masculina

São diversas as causas possíveis para alterações dos níveis de prolactina no homem. Como o uso de antidepressivos. Remédios como o Alprazolam, Paroxetina e Fluoxetina podem provocar mudanças, especialmente, nos níveis hormonais do organismo.

Medicamentos contra a pressão alta, epilepsia, e até contra o enjoo, podem levar ao mesmo problema. Além destes, há chances de que traumas ou tumores na cabeça, cérebro, ou na hipófise, provoquem as desordens do hormônio.

Doenças também podem estar associadas à condição. Como a tuberculose, aneurisma, insuficiência renal, sarcoidose, cirrose hepática e hipotireoidismo. Ou seja, as causas podem ser bastante graves, e devem ser avaliadas o quanto antes.

Diagnóstico da hiperprolactinemia

Para que seu organismo funcione sem problemas, o homem precisa contar com níveis de prolactina entre 2 a 17,7 ng/mL. Quando este valor se apresenta em quantidade maior do que o normal, ele pode causar a série de problemas já citados.

Na hora de realizar o diagnóstico dos problemas, o indivíduo precisa realizar um exame de sangue. É indicado que este exame seja feito pelo menos uma hora após o paciente acordar e tomar café da manhã.

Com a percepção das alterações no sangue do usuário, o médico poderá solicitar testes adicionais. Assim, será possível definir a causa da condição. Os exames extras geralmente incluem a ressonância magnética e o raio X da cabeça.

Quais os métodos de tratamento utilizados?

Os modos de tratamento indicados variam de acordo com o nível da alteração hormonal e a sua causa. Por isso é tão importante buscar um especialista e obter o diagnóstico correto. Apenas assim o usuário poderá contar com a melhor terapia ao seu quadro. Além da busca pelos níveis ideais do hormônio, a terapia tem como objetivo controlar os sintomas associados.

Quero mais informações

Quando a causa das alterações é o uso de remédios, o médico costuma reavaliar estes medicamentos. Ele pode sugerir a suspensão das substâncias, e ainda prescrever o uso de produtos que não afetem a produção do hormônio.

Já uma hiperprolactinemia provocada por tumor pode demandar cirurgia e até radioterapia. Em alguns casos, também é possível promover a diminuição do tumor com medicamentos, como Cabergolina e Bromocriptina. Ainda costuma ser necessário utilizar medicamentos para fortalecer os ossos, já que uma das consequências da alta do hormônio é a osteoporose.

Normalmente, o médico solicita a realização de exames contínuos, a cada 2 ou 3 meses, mais ou menos. Assim, o endocrinologista pode verificar os efeitos da terapia e, se for o caso, indicar outra mais eficaz.

Prolactina e a fertilidade masculina

Como explicado ao longo do texto, é comum que altos níveis de prolactina no homem provoquem alterações no sistema reprodutor masculino. Isso inclui, por exemplo, a diminuição da libido, a dificuldade de ereção, e até a diminuição na produção de espermatozoides. Tudo isso afeta a fertilidade masculina, e pode dificultar bastante a gravidez de uma casal.

Um casal geralmente demora até 12 meses para alcançar a concepção. Isso porque, há apenas 20% de chance de gravidez mensal, especialmente porque a mulher precisa estar em seu período fértil para que ela aconteça (entenda o que é o período fértil feminino acessando este texto).

Passado um ano de tentativas, porém, a demora pode ser sinal de problemas de fertilidade. Tanto do homem, quanto da mulher.

Afinal, em 30% dos casos, a dificuldade de gravidez está relacionada a fatores masculinos — como a hiperprolactinemia.

Em outros 30% das situações, a infertilidade é feminina, e em 30% os fatores são masculinos e femininos. Nos 10% restantes da estatística, a infertilidade tem causas desconhecidas.

Por que o diagnóstico é importante?

Alterações na prolactina, aliás, também podem ser a causa da infertilidade feminina. Isso porque, o hormônio atua nos ciclos menstruais da mulher e na liberação do óvulo. O óvulo é o gameta que, unido ao espermatozoide após a relação sexual, gera um embrião.

Dessa forma, o diagnóstico e tratamento dos níveis de prolactina no homem e na mulher podem ser fundamentais para o alcance da gravidez. Logo, o casal deve procurar seus respectivos médicos e realizar uma avaliação completa do organismo.

Com as causas da infertilidade detectadas, elas poderão ser tratadas de diversas formas. Como pelo uso de medicamentos; cirurgias; mudanças na rotina e na dieta; e vários outros.

Sempre que possível, é interessante que o casal procure, antes mesmo do início das tentativas de gravidez, um profissional da medicina reprodutiva. Assim, qualquer problema poderá ser detectado de forma adiantada, evitando meses de frustração.

Em todo o caso, há situações em que os tratamentos indicados podem não ser suficientes para uma gravidez natural. Neste cenário, o especialista costuma indicar o uso de técnicas de reprodução assistida. Para o caso da alteração da prolactina no homem, geralmente são utilizadas a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

Técnicas de reprodução assistida têm como objetivo facilitar a união entre o óvulo (gameta feminino) e o espermatozoide (gameta masculino). É por meio desta união que a fertilização acontece, dando origem a um embrião e, posteriormente, a um bebê.

Como as técnicas de reprodução assistida podem ajudar?

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Na inseminação artificial, a mulher passa por um processo de indução da ovulação. Com o uso de medicamentos, seu corpo é estimulado a liberar um óvulo em determinada data. Assim, com certeza a célula estará disponível para a continuação do tratamento.

O passo seguinte da inseminação consiste na coleta dos espermatozoides masculinos. Geralmente, essa coleta é feita por meio da masturbação.

Se necessário, porém, os espermatozoides podem ser obtidos por meio do pinçamento diretamente dos testículos, onde são produzidos.

Isso pode ser mais eficaz especialmente considerando a baixa na produção dos gametas nos casos de hiperprolactinemia no homem.

Com os espermatozoides coletados, eles são inseridos no fundo do útero da mulher. De lá, deverão nadar até o óvulo, que aguarda na tuba uterina. Encontrando a célula feminina, o gameta realizará sua fecundação. A união das células, então, irá se deslocar até o útero, onde deverá se prender a sua parede interna (endométrio). Caso consiga fazê-la, dará-se início à gravidez.

O processo da fertilização in vitro é semelhante, com a indução da ovulação e a coleta dos espermatozoides. Nessa técnica, porém, o óvulo também é coletado. Então, ele e os gametas masculinos são levados ao laboratório, e unidos. Depois, o embrião amadurece por cerca de cinco dias, e só então é transferido para o útero da mulher. Caso consiga se fixa no órgão, a gestação é iniciada.

A escolha pelo tipo do método de reprodução varia de acordo com uma série de fatores, incluindo a causa da infertilidade do casal.

Ainda existem outras técnicas disponíveis, como a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) e o coito programado. Por isso, é fundamental contar com um especialista capacitado e de confiança.

Dessa forma, as chances de sucesso da gestação serão potencializadas. Conte com a Clínica GERA!

Joji Ueno é Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, Ex – Fellow do The Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA e diretor e fundador da Clínica GERA. Desde 1993 ajudando a restaurar a fertilidade e a formar famílias.

  • Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Histeroscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela SOBRACIL; Diretor da Clínica GERA;
  • Responsável pelo Setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês;
  • Orientador da Pós-graduação Strito Sensu da Faculdade de Medicina da USP (2000-2005);
  • Fellow do The Jones Institute for Reprodutive Medicine, Eastern Virginia Medical School, Nortfolk – Estados Unidos da América ( 1990);
  • Autor do livro Cirurgia Vídeo-Endoscópica em Ginecologia.Livraria Roca –1996 ( 384 páginas );
  • Autor do cd-room Atlas Interativo de Vídeo-Endoscopia em Ginecologia, 1997;
  • Diretor do Serviço de Endoscopia ginecológica do Hospital Pérola Byington , 1997- 1998; Revisor da revista The Journal of the American Association of Gynecologic Laparoscopists (2001-2004).

CRM 48.486

Locais onde o Dr. Joji Ueno Contribui com conteúdo:

Источник: https://www.clinicagera.com.br/prolactina-no-homem/

Quais são as causas e como avaliar a hiperprolactinemia? – TelessaúdeRS-UFRGS

Prolactina alta no homem: causas, sintomas e tratamento

As principais causas de hiperprolactinemia estão relacionadas ao aumento da síntese e secreção ou à redução do clearance hepático e renal de prolactina.

São considerados valores normais até 20 ng/mL em homens e 30 ng/mL em mulheres não grávidas. Valores abaixo de 25 ng/mL costumam excluir a hiperprolactinemia. O estresse da punção venosa pode causar pequenos aumentos de prolactina (em geral abaixo de 40 ng/ml).

Causas fisiológicas: gestação e aleitamento (principais), exercício físico, estresse, coito, manipulação da mama e sono.

Causas farmacológicas: principal motivo não fisiológico de elevação de prolactina.

Fonte: TelessaúdeRS-UFRGS (2018)

Causas patológicas:  tumores hipofisários produtores de prolactina (mais comum), tumores ou doenças infiltrativas hipotálamo-hipofisárias, doenças sistêmicas (hipotireoidismo primário, insuficiência adrenal primária, síndrome dos ovários policísticos, cirrose, insuficiência renal, lúpus eritematoso sistêmico, anorexia nervosa, crise convulsiva).

Idiopática: denominação reservada para pacientes sem uma causa óbvia para a hiperprolactinemia. Na maioria das vezes, trata-se, provavelmente, de microadenomas muito pequenos que não foram visualizados por ressonância magnética.

A avaliação da hiperprolactinemia é feita por meio da revisão da história clínica e de exames laboratoriais. A identificação de medicações que interferem na secreção de prolactina é fundamental na investigação, pois é a principal causa de hiperprolactinemia.

Na avaliação de pacientes com hiperprolactinemia deve-se fazer a diferenciação de causa primária (adenoma hipofisário) e de causas secundárias (tipicamente medicações).  Em pacientes com suspeita de hiperprolactinemia medicamentosa, deve-se suspender ou alterar a medicação por uma semana e repetir a prolactina, se possível.

A normalização da prolactina encerra a investigação e confirma a causa medicamentosa. A hiperprolactinemia medicamentosa causa, geralmente, aumentos discretos de prolactina (25 a 100 ng/mL), exceto a risperidona, que pode levar a valores acima de 200 ng/mL.

Apesar da extensa lista de causas de hiperprolactinemia, valores acima de 200 a 250 ng/mL são bastante sugestivos de adenoma hipofisário produtor de prolactina (prolactinoma).

Para determinar a causa da hiperprolactinemia deve-se solicitar:

  • Teste de gravidez (todas as mulheres em idade fértil);
  • TSH;
  • Função renal;
  • Transaminases;
  • Testosterona total e LH (homens).

Em pacientes assintomáticos com dosagem de prolactina sérica elevada, deve-se solicitar a pesquisa de macroprolactina.

A macroprolactina é um complexo de moléculas de prolactina agregadas com uma imunoglobulina G, de alto peso molecular, mas com baixa atividade biológica.

Assim, embora no exame de sangue o valor de prolactina esteja alto, uma parte dessa medida é composta por macroprolactina, que possui baixa atividade biológica e não costuma causar repercussões clínicas.

Pacientes com hiperprolactinemia em que a causa não for identificada nessa avaliação inicial ou quando a hiperprolactinemia persistir após a suspensão da medicação interferente, devem ser encaminhados para endocrinologia para avaliação.

Se houver suspeita de comprometimento agudo do quiasma do nervo óptico (alteração visual sugestiva de hemianopsia bitemporal), deve-se considerar encaminhar avalição neurocirúrgica com urgência.

Se houver disponibilidade, pacientes com suspeita de adenoma hipofisário (investigação acima negativa) devem realizar ressonância magnética nuclear com contraste de sela túrcica.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Hiperprolactinemia, Portaria SAS/MS nº 1.160, de 18 de novembro de 2015. Revoga a Portaria SAS/MS nº 208, de 23 de abril de 2010. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018.

DYNAMED PLUS. Record n. 116414, Hyperprolactinemia [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Information Services, 2017. Disponível mediante senha e login em:. Acesso em: 12 mar. 2018.

SILVEIRO, S. P.; SATLER, F. Rotinas em endocrinologia. Porto Alegre: Artmed, 2015. p. 283-290.

SNYDER, P. J. Causes of hyperprolactinemia [Internet]. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em:. Acesso em: 12 mar. 2018.

SNYDER, P. J. Clinical manifestations and evaluation of hyperprolactinemia [Internet]. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018.

Elise Botteselle de Oliveira, Médica de Família e Comunidade – http://lattes.cnpq.br/8444756167343059

Источник: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/hiperprolactinemia/

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