Prolactina alta: sintomas, causas e tratamento

Veja os sintomas, causas e tratamentos do hormônio da gravidez alto

Prolactina alta: sintomas, causas e tratamento

A prolactina é um hormônio responsável pela produção de leite nas mulheres. Talvez você já tenha ouvido seu médico dizer que enquanto você amamenta a prolactina vai sendo produzida. Porém, e a prolactina alta, é a mesma coisa?

Não. Há uma condição médica onde o excesso de prolactina é um problema sério para a mulher e precisa de tratamento. É uma espécie de tumor não canceroso, o qual se dá o nome de adenoma.

Os médicos muitas vezes podem tratar o prolactinoma com medicamentos para restaurar seu nível de prolactina ao normal. Cirurgia também é usada para remover o tumor da hipófise, e por isso pode ser uma opção.

Sendo assim, reuni as melhores informações. Perguntas que fiz a médicos e especialistas no assunto para trazer a vocês os dados mais importantes sobre a os níveis elevados de prolactina.

O que é a prolactina alta?

A prolactina alta ou hiperprolactina, é uma condição na qual uma pessoa tem níveis mais altos do que o normal do hormônio prolactina no sangue. A principal função da prolactina é estimular a produção de leite materno após o parto, de modo que níveis elevados de prolactina são normais na gravidez.

A prolactina também afeta os níveis de hormônios sexuais (estrogênio e testosterona) em mulheres e homens. Ela é produzida pela glândula pituitária, um órgão do tamanho de uma ervilha encontrado na base do cérebro.

O que causa o excesso de prolactina?

Uma causa comum de hiperprolactina é o surgimento de um tumor na glândula pituitária, ou mesmo o crescimento exagerado dessa glândula. Isso faz com ele produza altos níveis de prolactina. Esses tumores podem ser de diversos tamanhos, porém, na maioria dos casos são benignos, o que significa que não são cancerígenos.

A hiperprolactina em mais comum em mulheres entre 20 e 34 anos, mas pode ocorrer em ambos os sexos em qualquer idade.

Certos medicamentos também podem aumentar os níveis do hormônio do leite. Os mais propensos são remédios para:

  • anticoncepcionais;
  • hipertensão arterial;
  • náusea e vomito;
  • depressão;
  • dor;
  • transtornos graves de saúde mental (antipsicóticos);
  • azia e refluxo gastroesofágico;
  • menopausa (estrogênio);

E quais são os sintomas?

Pode não haver sinais ou sintomas visíveis de prolactinoma. No entanto, se eles acontecerem é certo que são resultado da alta prolactina no sangue ou da pressão nos tecidos que cercam o tumor.

Como a prolactina elevada pode perturbar o sistema reprodutivo, alguns dos sinais são específicos para mulheres ou homens.

Tumores grandes também podem causar dores de cabeça, problemas de visão ou ambos. A hiperprolactina é mais comum em mulheres do que em homens e raramente ocorrem em crianças.

A prolactina alta pode provocar os seguintes sintomas:

  • ciclos menstruais irregulares ou até mesmo a ausência de menstruação;
  • corrimento dos seios, quando a mulher não está grávida ou amamentando;
  • relação sexual com dor por causa de secura vaginal;
  • acne e crescimento excessivo de pelos corporais e faciais;
  • fraqueza óssea;
  • redução da produção de outros hormônios pela glândula pituitária como resultado da pressão do tumor;
  • perda de interesse sexual;
  • dores fortes de cabeça;
  • distúrbios na visão;
  • infertilidade;

As mulheres tendem a notar os sintomas mais cedo, quando os tumores são menores em tamanho, provavelmente porque a maioria é alertada por períodos menstruais ausentes ou irregulares.

Os homens tendem a notar sinais e sintomas mais tarde, quando os tumores são maiores e mais propensos a causar dor de cabeça ou problemas de visão.

O que é a glândula pituitária?

A glândula pituitária é uma pequena glândula no formato de um feijão que se encontra na base do seu cérebro. Mesmo sendo pequena, saiba que esse “pedacinho de feijão” influencia em todas as partes do corpo.

Os hormônios contidos nela é que ajudam a regular funções importantíssimas como o crescimento a pressão arterial e o metabolismo.

Quais são as consequências da alta prolactina?

O excesso do hormônio não é considerado um tumor maligno, mas pode trazer consequências graves a quem desenvolver. Veja algumas delas:

Perder a visão

O excesso de prolactina pode comprimir o nervo ótico se não for tratado adequadamente e visão pode ser totalmente comprometida.

Disfunção de hormônios

Pode haver disfunção dos hormônios com o excesso de prolactina, resultando em perda do hormônio do crescimento e hipotireoidismo.

Osteoporose

Excesso de prolactina pode reduzir a produção dos hormônios estrogênio e testosterona, resultando em diminuição da densidade óssea e aumento do risco de osteoporose.

Problemas na gravidez

É comum o aumento de alguns hormônios na gravidez. Porém, se a prolactina estiver alta você pode ter complicações na gravidez se não for detectado a tempo.

A prolactina alta engorda?

A prolactina também afeta a capacidade do organismo de metabolizar a gordura. Os médicos dizem que o hormônio prejudica a capacidade do organismo de manter um metabolismo equilibrado.

Quando o tecido adiposo recebe sinais da prolactina, ele reage reduzindo a produção de outro hormônio chamado adiponectina, que é importante para o metabolismo de uma variedade de nutrientes. Isso quer dizer que, o excesso de prolactina ajuda a reduzir o metabolismo e sim, você pode engordar.

Há tratamento para prolactina alta?

Sim. No entanto, o tratamento é baseado na causa. Ou seja, é necessário saber qual é o problema por trás disso. Algumas pessoas com níveis elevados desse hormônio, mas com poucos ou nenhum sintoma, não precisam de tratamento.

Para aquelas que precisam, as opções para tratamento incluem:

Medicamentos

Depois de procurar um médico, ele certamente receitará medicamentos que diminuem a produção do hormônio. Medicamentos funcionam bem para a maioria das pessoas com prolactina alta.

Cirurgia para remover o tumor

A cirurgia pode ser usada se os medicamentos não forem eficazes. Às vezes, a cirurgia é necessária se o tumor estiver afetando a visão.

Radiação

Raramente, se os medicamentos e a cirurgia não forem eficazes, a radiação é usada para reduzir o tumor.

Saiba que os medicamentos que o médico receitar também são usadas para tratar a hiperprolactina sem causa conhecida. O hipotireoidismo, por exemplo, é tratado com o hormônio tireoidiano sintético, que deve trazer os níveis de prolactina de volta ao normal.

E se os altos níveis de prolactina forem causados ​​por medicamentos prescritos, a situação é mais fácil de ser resolvida. Seu médico pode facilmente substituir seus remédios por outros tipos de medicamentos.

Por fim, se você já sentiu alguns destes sinais ou possui algum fator de risco para a prolactina alta, fique atenta e converse com seu médico sobre o assunto. É melhor ter todas as informações e realizar alguns exames, antes que essa condição cause mais problemas, não é mesmo?

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Источник: https://bagagemdemae.com.br/prolactina-alta/

Prolactina aumentada no sangue: o que significa? » Neuroendocrinologia » Dr. Paulo Gustavo Ribeiro Endocrinologista e Metabologista

Prolactina alta: sintomas, causas e tratamento

A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, glândula situada abaixo do cérebro e que produz uma série de outros hormônios que regulam a função de outras glândulas como tireóide, gônadas e suprarrenais. No caso específico da prolactina, ela é a responsável nos mamíferos por aumentar a produção de leite pelas glândulas mamárias após o parto.

Durante a fase de aleitamento materno, este hormônio também exerce efeito inibitório sobre os hormônios sexuais da mãe, o que leva a supressão dos ciclos menstruais, diminuição da fertilidade e da libido neste período, atuando como um método contraceptivo natural (embora não 100% infalível).

Durante o aleitamento, esta inibição dos hormônios sexuais é até interessante, visto ser muito provável que uma nova gestação neste momento não seja desejável para a maioria das mulheres.

A questão é que existem situações fora da fase de lactação que induzem aumento da prolactina, em ambos os sexos, e que podem trazer repercussões bastante desagradáveis.

O que o aumento da prolactina pode ocasionar?

O excesso de prolactina pode levar a uma série de manifestações clínicas, como galactorréia (que é a saída de leite das mamas – em mulheres que já amamentaram este achado pode não ter tanto significado, mas em homens é altamente sugestivo), diminuição do desejo sexual, da lubrificação vaginal, irregularidade menstrual, impotência, redução do volume ejaculado, alterações de humor, além de ser uma das principais causas de infertilidade tanto em mulheres quanto em homens. Em crianças e adolescentes pode haver atraso de puberdade. Com o passar do tempo, o excesso de prolactina e sua ação inibitória sobre hormônios sexuais femininos e masculinos pode levar à redução progressiva de massa óssea com risco de osteoporose e ganho de peso devido substituição de massa muscular por tecido adiposo.

Quais são as causas de aumento da prolactina?

Com o maior acesso da população a exames laboratoriais, solicitados muitas vezes em exames de rotina por especialistas médicos como ginecologistas e clínicos gerais, tem se descoberto cada vez mais pacientes portadores desta condição e muitos, inclusive, sem qualquer manifestação clínica.

A principal causa em nosso meio de aumento de prolactina está relacionada a tumores de hipófise produtores deste hormônio, os chamados Prolactinomas.

De acordo com o Estudo Brasileiro Multicêntrico sobre Hipeprolactinemia, 56,2% dos casos de aumento de prolactina eram devido a estes tumores, na grande maioria de pequenas dimensões (microprolactinomas, tumores com menos de 10 mm de diâmetro confirmados por exame de ressonância magnética ou tomografia computadorizada) e que raramente crescem a ponto de oferecer risco de se expandir sobre estruturas do sistema nervoso ao redor, embora existam casos de grandes lesões que podem levar a sintomas como dores de cabeça persistentes e progressivas e compressão de nervo óptico com perda de campo visual.

A segunda principal causa de aumento de prolactina em nosso meio, respondendo por cerca de 14,6% dos casos, está relacionada ao uso de medicamentos que aumentam o nível deste hormônio, principalmente fármacos psicotrópicos como ansiolíticos e antidepressivos (fluoxetina, paroxetina, alprazolam, amitriptilina, etc), antipsicóticos/ neurolépticos (haloperidol, clorpromazina, risperidona, tioridazida, etc), anticonvulsivantes (fenitoína, ácido valpróico), além de alguns anti-hipertensivos, medicamentos para gastrite e refluxo gastroesofágico, estrógeno (dos anticoncepcionais e de reposição hormonal na menopausa), maconha, opióides, etc. Portanto, antes de se chegar a qualquer conclusão diagnóstica, devemos verificar se não é o uso destas medicações que poderia estar interferindo na análise destes resultados. Muitas vezes, inclusive, por conta do risco de suspensão do uso destes remédios e por não haver uma droga substituta ideal (por exemplo, em muitos pacientes com quadros psiquiátricos mais graves), o diagnóstico acaba sendo presumido e assume-se o risco de manter os níveis de prolactina elevados.

Outras doenças podem provocar elevação da prolactina como no hipotireoidismo mal controlado e existem situações em que o hormônio está aumentado, porém de maneira assintomática ou minimamente sintomática, como em uma entidade clínica chamada de macroprolactinemia, onde as moléculas de prolactina “grudam” umas nas outras formando moléculas gigantes (polímeros), que nos ensaios laboratoriais dão diagnóstico falso-positivo de aumento de prolactina.

Embora controverso, deve-se dosar a prolactina com o paciente em repouso de pelo menos 30 minutos e evitar coleta deste hormônio durante a fase de lactação, após ato sexual recente, noites mal dormidas, com piercing em mamilos, em vigência de episódios de dor de qualquer origem, etc, pois são outros fatores que podem elevar a prolactina sem configurar uma doença na glândula hipófise.

Como tratar o aumento da prolactina?

Nos casos relacionados a tumores de hipófise (Prolactinomas), o tratamento é com uso de medicamentos que tem a função de tanto baixar os níveis destes hormônios e tratar os sintomas, como de reduzir e tornar o tumor indetectável nos exames de imagem, que seriam os objetivos terapêuticos.

A droga de escolha na grande maioria dos casos e disponível em nosso país é a Cabergolina, sendo a Bromocriptina uma medicação de segunda escolha, por ser menos eficaz e apresentar mais efeitos colaterais.

Muito raramente a cirurgia será o tratamento de escolha, a grande maioria dos pacientes responderá muito bem ao uso do medicamento, mesmo nos casos de grandes tumores.

Entretanto, como dissemos antes, é necessário afastar primeiro outras causas que possam elevar os níveis de prolactina, como uso de medicamentos que alterem seus níveis e de macroprolactinemia, por exemplo. É comum encontrarmos pacientes sendo tratados como Prolactinoma e a real causa não ser esta.

Profissionais não habituados a tratar esta entidade descobrem através de exames de imagem pequenos nódulos de hipófise, completamente assintomáticos, de evolução benigna e que não produzem hormônios, e muitas vezes acabam por confundir este com um tumor produtor de prolactina, sem checar antes outras causas que poderiam elevar a taxa deste hormônio.

Se possível, procuramos substituir a medicação que eleva a prolactina por outra sem este efeito.

Portanto, prolactina aumentada no sangue deverá ser acompanhada por médico endocrinologista, pois este é o profissional mais qualificado para compreender as reais causas desta elevação e de oferecer o tratamento mais adequado.

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Источник: http://endocrinologistasp.med.br/prolactina-aumentada-no-sangue-o-que-significa/

Prolactina alterada: quais as consequências para a gravidez?

Prolactina alta: sintomas, causas e tratamento

A prolactina, também chamada pela sigla “PRL”, é um hormônio produzido pela glândula hipófise, que fica localizada na parte inferior do cérebro. Uma das principais funções da prolactina é estimular a produção de leite pelas glândulas mamárias, para que ocorra a amamentação após o parto. Por esta razão, recebeu o nome popular de “hormônio do leite”.

Além disso, fora do período gestacional, a prolactina também controla outros hormônios femininos. Nesse sentido, ela está envolvida na regulação da menstruação e da ovulação.

Vale lembrar que a hipófise, além de produzir a prolactina, é ainda responsável pela produção de outros hormônios que determinam funções importantes do organismo, como as gônadas, supra renais e tireoide.

Sendo assim, recomenda-se verificar os níveis de prolactina e suas respectivas alterações, como um balizador da hipófise.

Dessa maneira, se a prolactina estiver alterada, o médico poderá investigar uma série de complicações no organismo que podem, inclusive, afetar a fertilidade feminina e masculina.

De acordo com a literatura médica, o aumento da produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, doença que pode atingir tanto mulheres quanto homens em idade adulta fértil (entre 20 a 50 anos).

Nesse sentido, nas mulheres, pode causar alteração menstrual e infertilidade. Já nos homens, gera impotência sexual por prejudicar a produção de testosterona, além de aumentar as mamas (ginecomastia).

Sintomas:

Quando a prolactina está alta, vários sinais e sintomas podem atingir os pacientes. Confira os principais: 

Causas:

Muitos fatores podem levar uma pessoa a apresentar alteração na produção de prolactina. As causas podem ser fisiológicas, farmacológicas e patológicas:

  • Fisiológica: o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina no sono, no stress físico e psicológico, na gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual;
  • Farmacológica: a alta da prolactina também pode se relacionar ao uso de algum medicamento. Assim, qualquer droga que modifique a liberação da dopamina induz a alterações da prolactina. 

Além disso, alguns medicamentos que têm a possibilidade de interferir são: antipsicóticos, antieméticos (reguladores da motilidade gástrica), metoclopramida e domperidona. Os anti-hipertensivos, antiácidos, opioides (estimuladores da secreção de dopamina), alguns antidepressivos e estrógenos (hormônios sexuais) também estão nessa lista.

  • Patológica: outra causa do aumento do hormônio é quando envolve alterações no bom funcionamento do organismo, como:
    • Lesões do Hipotálamo ou da Haste Hipofisária: a dopamina tem a capacidade de inibição da secreção de prolactina. Sendo assim, quando há problema na liberação dela, a produção de prolactina não tem controle, e a hipófise secreta o hormônio em maiores quantidades;
    • Tumores secretores de Prolactina: tumores do tipo Prolactinomas são produtores de Prolactina;
    • Demais lesões da hipófise: massas tumorais que não estejam relacionadas com tumores secretores de prolactina também podem induzir o aumento do hormônio, pois eles comprimem a haste hipofisária. Portanto, diminuem a comunicação inibitória da dopamina e a hipófise.
    • Demais Causas: hipotiroidismo, síndrome dos ovários policísticos, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática. 

Confira, no quadro abaixo, as principais causas da Hiperprolactinemia:

O exame de prolactina é fundamental para verificar como andam os níveis do hormônio no corpo. 

Nesse sentido, acontece por meio de coleta de sangue, e o resultado sai, aproximadamente, em um dia. Contudo, os valores de referência da prolactina podem variar de acordo com o laboratório e o método de análise realizado. De forma geral, os níveis são:

Quando a prolactina está acima de 100 ng/mL, a causa mais comum é o uso de remédios ou a presença de micro tumores. Por outro lado, quando os valores estão acima de 250 ng/mL, provavelmente, se trata de um tumor maior.

Além disso, para realizar o exame, é importante estar atento a algumas recomendações, como:

A prolactina elevada ocorre em aproximadamente 0.5% da população geral. Nesse sentido, pode causar infertilidade por promover alterações na produção dos hormônios FSH (folículo-estimulante) e LH (hormônio luteinizante). Eles são responsáveis pela estimulação das gônadas (testículo e ovários).

Isto ocorre pois a prolactina tem também a função de inibir a secreção destes hormônios. Sendo assim, se a prolactina estiver alta e fora da normalidade, resulta na diminuição do LH e do FSH. Nesse sentido, a deficiência dos hormônios sexuais pode gerar diminuição do desejo sexual (libido), impotência, infertilidade, menstruação irregular ou ausência de menstruação. 

Em muitos casos, a alteração da prolactina pode acontecer por meio de medicamentos. Caso o nível do hormônio seja estabilizado, a paciente consegue retomar a função ovariana, assim como a menstruação e a fertilidade.

Nos casos mais graves, quando identifica-se um tumor maior na hipófise (adenoma), o tratamento é cirúrgico e, na maioria das vezes, o problema é solucionado.

Nesse sentido, se a paciente com histórico de hiperprolactinemia engravidar, o acompanhamento pré-natal deverá ser mais cuidadoso do que o normal, já que, durante a gravidez, a mulher tem muitas alterações hormonais.

Entretanto, se a paciente passar por ambos os tratamentos e mesmo assim não conseguir engravidar, é possível que a causa da infertilidade relacione-se a outra condição. Desta forma, ela deve recorrer a um especialista em reprodução assistida que vai avaliar o caso, e possivelmente sugerir um tratamento de fertilização in vitro.

Tratando as alterações de prolactina com tranquilidade

Como já abordamos anteriormente, a alteração da prolactina deve-se a vários fatores e, de uma maneira geral, há tratamento para todos. Nesse sentido, nos casos onde a hiperprolactinemia é causada pelo uso de remédios, é preciso avaliar com o médico a possibilidade de trocar o medicamento por outro que não interfira na produção de prolactina. 

Quando a causa é um adenoma (tumor na hipófise), deve-se realizar o tratamento com medicamentos, como Cabergolina e Bromocriptina, que normalmente reduzem o seu tamanho. Apenas em casos mais raros pode ser necessário fazer cirurgia e/ou radioterapia. Entretanto, a indicação destes tratamentos só são para tumores agressivos ou malignos.

Dessa forma, vale lembrar aos casais que possuem o desejo de ter um filho que iniciem o tratamento com antecedência. Alguns até conseguem engravidar com níveis de prolactina entre 50 a 60 ng/mL.

Porém, pode ser preciso baixar ainda mais esses valores com o uso de remédios ou através de outros tratamentos.

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Источник: https://www.nilofrantz.com.br/tudo-sobre-prolactina/

Produção excessiva de prolactina leva à infertilidade

Prolactina alta: sintomas, causas e tratamento

Postado em: 25 de fevereiro de 2015

A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no organismo é a produção de leite pelas mulheres em amamentação.

Por isso, a hiperprolactinemia acomete principalmente as mulheres, mas não é um problema exclusivamente feminino. Em homens, o distúrbio se manifesta por disfunção erétil, redução da libido e infertilidade.

A disfunção da prolactina pode causar infertilidade, pois inibe a secreção do hormônio luteinizante e folículo-estimulante pela hipófise. Embora a hiperprolactinemia (produção excessiva de prolactina) seja uma causa menos conhecida de infertilidade, ela não é tão rara assim.

A produção excessiva da prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite, é uma alteração frequente na prática médica e responsável por até 25% dos casos de amenorreia (a ausência regular de menstruação).

Em outros diagnósticos, a alta dosagem do hormônio do leite humano presente no sangue pode trazer consequências mais graves à saúde da mulher, como a galactorréia (produção de leite fora do período de amamentação) e dificuldade de engravidar.

Como já citado, a primeira e principal função da substância é garantir a produção de leite materno logo após o parto. No entanto, ele afeta também a produção de células do sangue e de vasos sanguíneos. Ainda participa do sistema imune, como durante um processo inflamatório e outros.

Além destes, a prolactina regula a função sexual. É ela a responsável por proporcionar a sensação de bem-estar após o coito. Especialmente porque tem papel importante nos orgasmos femininos e masculinos.

Há situações, contudo, em que os níveis de prolactina ideais no corpo são alterados.

Os motivos são diversos: estresse, problemas no cérebro ou na hipófise, doenças como a tuberculose  ou a cirrose hepática, e remédios diversos, como antidepressivos e para o estômago.

E, apesar de existirem casos de concentração baixa prolactina no organismo, a situação que preocupa os médicos é da hiperprolactinemia. Ou seja, um nível muito alto da substância.

Prolactina baixa

Por dia, o hormônio é secretado no corpo em uma taxa aproximada a 400 microgramas. Sua liberação ocorre mais intensamente durante o início do sono. Nos casos de prolactina baixa, os principais responsáveis por reduzir os níveis são medicamentos como agonistas da dopamina.

O nível mais baixo que o ideal não costuma ter tantos reflexos no organismo – a não ser na mulher lactante, que pode ter dificuldade em produzir leite no pós-parto. Por isso, caso a alteração seja percebida durante exame de sangue, o médico deverá indicar métodos para aumentar os níveis do hormônio.

Cuidando da prolactina baixa

Com a indicação médica, é possível também utilizar medicamentos para o tratamento. Como a domperidona e a metoclopramida. É importante considerar ainda que alguns remédios, para outras doenças, podem limitar a produção do hormônio. Logo, converse com seu médico caso utilize qualquer tipo de substância. Ele poderá indicar sua influência  ou não para a fertilidade.

Prolactina alta

A prolactina alta, por outro lado, pode provocar uma série de consequências. Geralmente, a condição é causada por doenças da parede torácica, uso de medicamentos, estresse e doenças no sistema nervoso. Nas mulheres, os fatores causais mais comuns são a gravidez, Síndrome do Ovário Policístico e excesso de estímulos nos mamilos.

Assim, as causas do aumento de prolactina podem ser fisiológicas, quando o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual; farmacológica, ou seja, causada pelo uso de medicamentos, como antidepressivos e demais medicamentos psiquiátricos; e patológicas, quando envolve alterações da glândula hipofisária, como as lesões do hipotálamo ou da haste hipofisária, e tumores benignos secretores de prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.

Em muitos casos a disfunção pode ser causada por associação com outras doenças, como síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática.

Mas as causas mais comuns são o uso de certas medicações e a presença de tumor na hipófise, produzindo quantidade excessiva do hormônio.

Por isso, algumas pessoas com aumento de prolactina precisam fazer exame de ressonância magnética ou tomografia para descartar a presença de um tumor.

As principais consequências da hiperprolactinemia para a fertilidade ocorrem na mulher. Com níveis muito altos, o hormônio pode provocar alterações na produção de outros dois hormônios: o FSH e o LH. Ambos são os principais responsáveis pela ovulação.

Segundo dados, níveis altos de prolactina estão presentes em aproximadamente 0,5% da população mundial. Entre as mulheres com infertilidade, esse aumento da substância fica entre 15% e 20% das pacientes.

Dessa forma, a principal consequência da alta concentração de prolactina é a falta da ovulação, reduzindo as chances de gravidez.

Também pode ocorrer dor durante o ato sexual, o que diminui a libido feminina. Nos homens, as consequências da prolactina alta incluem a queda na produção de testosterona e dos espermatozoides, impotência, queda da libido e aumento das mamas. É igualmente comum haver hipogonadismo, ou seja, a insuficiência da produção dos hormônios sexuais masculinos.

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Prolactina: sintomas

Como citado anteriormente, uma das principais alterações percebidas com a ocorrência da hiperprolactinemia é o aumento das mamas. No homem, a região se torna maior e sensível. Nas mulheres, o que ocorre é a produção e saída involuntária de leite nas mamas.

Outro sintoma comum na mulher é a diminuição do estrógeno no sangue. A paciente afetada ainda desenvolve períodos menstruais bastante irregulares, ou até ausentes.

Mesmo que não esteja na menopausa, pode apresentar sinais comuns desta época, como a secura vaginal e calor excessivo no corpo.

A infertilidade é igualmente comum, assim como a osteoporose, que se desenvolve com o passar dos anos.

Para homens e mulheres, outro sintoma da hiperprolactinemia é a diminuição da libido. Também podem ocorrer fadiga, dor de cabeça intensa, ansiedade e instabilidade emocional. Ainda é comum a infertilidade e alterações na visão. Assim como a saída de leite pelas mamas (nos homens, e nas mulheres, mesmo que elas não estejam grávidas ou em pós-parto).

Sinais exclusivamente masculinos, por outro lado, incluem a redução no crescimento de pelos e diminuição na produção de espermatozoides. Tal qual a disfunção erétil, hipotrofia muscular e aumento da gordura na região do abdômen.

Prolactina: exame

Para percepção da prolactina no organismo, o principal exame realizado é o da análise sanguínea. Para realização do teste, o paciente deve realizar jejum de pelo menos oito horas. Para garantir seu resultado correto, também deve permanecer em repouso por trinta minutos após a coleta.

Tratamento para baixar a prolactina

O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa do problema e pode ser cirúrgico, medicamentoso ou uma combinação de ambos. O mais importante é diminuir os níveis de prolactina e restaurar a ovulação nas mulheres.

Dessa forma, determinada a causa e tratamento adequado, o paciente costuma elliminar todos os sintomas e consequências do problema. Entre as terapias indicadas estão o uso de remédios como a Bromocriptina e Cabergolina. Os compostos podem fortalecer os ossos, eliminar os problemas sexuais e combater a infertilidade.

Quando a causa é por efeitos de medicamentos, o médico avalia a possibilidade de troca por outra medicação que não aumente a produção da prolactina. Já nos casos de tumores da hipófise, geralmente são receitadas medicações que diminuem o tamanho do tumor; e raramente é necessária cirurgia.

Caso necessária, no entanto, a cirurgia será utilizada para retirada de um tumor. Mesmo que seja benigno, o tumor pode causar problemas ao longo do tempo. Após realizadas as terapias, o paciente deve realizar exames periódicos para o controle da prolactina no organismo.

O acompanhamento deve ser rigoroso porque o tumor pode voltar a crescer, tanto com o tratamento com medicações quanto após a cirurgia.

E exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do cérebro são obrigatórios para se avaliar o tamanho do tumor e o melhor tratamento.

Com a terapia, é comum eliminar também os problemas de fertilidade do indivíduo. Assim, o casal pode voltar a conceber naturalmente. Mas recomenda-se que primeiro a doença esteja bem controlada já que, no caso de tumor na hipófise, a gravidez e a amamentação podem aumentar ainda mais o seu tamanho, porque estimulam a produção de prolactina.

Em todo o caso, há situações em que a gravidez natural pode não ocorrer, já que a infertilidade ocorre geralmente pela associação de fatores, e não apenas um. Neste caso, pode ser interessante usufruir das técnicas de reprodução assistida.

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Joji Ueno é Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, Ex – Fellow do The Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA e diretor e fundador da Clínica GERA. Desde 1993 ajudando a restaurar a fertilidade e a formar famílias.

  • Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Histeroscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela SOBRACIL; Diretor da Clínica GERA;
  • Responsável pelo Setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês;
  • Orientador da Pós-graduação Strito Sensu da Faculdade de Medicina da USP (2000-2005);
  • Fellow do The Jones Institute for Reprodutive Medicine, Eastern Virginia Medical School, Nortfolk – Estados Unidos da América ( 1990);
  • Autor do livro Cirurgia Vídeo-Endoscópica em Ginecologia.Livraria Roca –1996 ( 384 páginas );
  • Autor do cd-room Atlas Interativo de Vídeo-Endoscopia em Ginecologia, 1997;
  • Diretor do Serviço de Endoscopia ginecológica do Hospital Pérola Byington , 1997- 1998; Revisor da revista The Journal of the American Association of Gynecologic Laparoscopists (2001-2004).

CRM 48.486

Locais onde o Dr. Joji Ueno Contribui com conteúdo:

Источник: https://www.clinicagera.com.br/producao-excessiva-de-prolactina-leva-infertilidade/

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