Prolactina baixa: principais causas e o que fazer

Produção excessiva de prolactina leva à infertilidade

Prolactina baixa: principais causas e o que fazer

Postado em: 25 de fevereiro de 2015

A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no organismo é a produção de leite pelas mulheres em amamentação.

Por isso, a hiperprolactinemia acomete principalmente as mulheres, mas não é um problema exclusivamente feminino. Em homens, o distúrbio se manifesta por disfunção erétil, redução da libido e infertilidade.

A disfunção da prolactina pode causar infertilidade, pois inibe a secreção do hormônio luteinizante e folículo-estimulante pela hipófise. Embora a hiperprolactinemia (produção excessiva de prolactina) seja uma causa menos conhecida de infertilidade, ela não é tão rara assim.

A produção excessiva da prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite, é uma alteração frequente na prática médica e responsável por até 25% dos casos de amenorreia (a ausência regular de menstruação).

Em outros diagnósticos, a alta dosagem do hormônio do leite humano presente no sangue pode trazer consequências mais graves à saúde da mulher, como a galactorréia (produção de leite fora do período de amamentação) e dificuldade de engravidar.

Como já citado, a primeira e principal função da substância é garantir a produção de leite materno logo após o parto. No entanto, ele afeta também a produção de células do sangue e de vasos sanguíneos. Ainda participa do sistema imune, como durante um processo inflamatório e outros.

Além destes, a prolactina regula a função sexual. É ela a responsável por proporcionar a sensação de bem-estar após o coito. Especialmente porque tem papel importante nos orgasmos femininos e masculinos.

Há situações, contudo, em que os níveis de prolactina ideais no corpo são alterados.

Os motivos são diversos: estresse, problemas no cérebro ou na hipófise, doenças como a tuberculose  ou a cirrose hepática, e remédios diversos, como antidepressivos e para o estômago.

E, apesar de existirem casos de concentração baixa prolactina no organismo, a situação que preocupa os médicos é da hiperprolactinemia. Ou seja, um nível muito alto da substância.

Prolactina baixa

Por dia, o hormônio é secretado no corpo em uma taxa aproximada a 400 microgramas. Sua liberação ocorre mais intensamente durante o início do sono. Nos casos de prolactina baixa, os principais responsáveis por reduzir os níveis são medicamentos como agonistas da dopamina.

O nível mais baixo que o ideal não costuma ter tantos reflexos no organismo – a não ser na mulher lactante, que pode ter dificuldade em produzir leite no pós-parto. Por isso, caso a alteração seja percebida durante exame de sangue, o médico deverá indicar métodos para aumentar os níveis do hormônio.

Cuidando da prolactina baixa

Com a indicação médica, é possível também utilizar medicamentos para o tratamento. Como a domperidona e a metoclopramida. É importante considerar ainda que alguns remédios, para outras doenças, podem limitar a produção do hormônio. Logo, converse com seu médico caso utilize qualquer tipo de substância. Ele poderá indicar sua influência  ou não para a fertilidade.

Prolactina alta

A prolactina alta, por outro lado, pode provocar uma série de consequências. Geralmente, a condição é causada por doenças da parede torácica, uso de medicamentos, estresse e doenças no sistema nervoso. Nas mulheres, os fatores causais mais comuns são a gravidez, Síndrome do Ovário Policístico e excesso de estímulos nos mamilos.

Assim, as causas do aumento de prolactina podem ser fisiológicas, quando o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual; farmacológica, ou seja, causada pelo uso de medicamentos, como antidepressivos e demais medicamentos psiquiátricos; e patológicas, quando envolve alterações da glândula hipofisária, como as lesões do hipotálamo ou da haste hipofisária, e tumores benignos secretores de prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.

Em muitos casos a disfunção pode ser causada por associação com outras doenças, como síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática.

Mas as causas mais comuns são o uso de certas medicações e a presença de tumor na hipófise, produzindo quantidade excessiva do hormônio.

Por isso, algumas pessoas com aumento de prolactina precisam fazer exame de ressonância magnética ou tomografia para descartar a presença de um tumor.

As principais consequências da hiperprolactinemia para a fertilidade ocorrem na mulher. Com níveis muito altos, o hormônio pode provocar alterações na produção de outros dois hormônios: o FSH e o LH. Ambos são os principais responsáveis pela ovulação.

Segundo dados, níveis altos de prolactina estão presentes em aproximadamente 0,5% da população mundial. Entre as mulheres com infertilidade, esse aumento da substância fica entre 15% e 20% das pacientes.

Dessa forma, a principal consequência da alta concentração de prolactina é a falta da ovulação, reduzindo as chances de gravidez.

Também pode ocorrer dor durante o ato sexual, o que diminui a libido feminina. Nos homens, as consequências da prolactina alta incluem a queda na produção de testosterona e dos espermatozoides, impotência, queda da libido e aumento das mamas. É igualmente comum haver hipogonadismo, ou seja, a insuficiência da produção dos hormônios sexuais masculinos.

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Prolactina: sintomas

Como citado anteriormente, uma das principais alterações percebidas com a ocorrência da hiperprolactinemia é o aumento das mamas. No homem, a região se torna maior e sensível. Nas mulheres, o que ocorre é a produção e saída involuntária de leite nas mamas.

Outro sintoma comum na mulher é a diminuição do estrógeno no sangue. A paciente afetada ainda desenvolve períodos menstruais bastante irregulares, ou até ausentes.

Mesmo que não esteja na menopausa, pode apresentar sinais comuns desta época, como a secura vaginal e calor excessivo no corpo.

A infertilidade é igualmente comum, assim como a osteoporose, que se desenvolve com o passar dos anos.

Para homens e mulheres, outro sintoma da hiperprolactinemia é a diminuição da libido. Também podem ocorrer fadiga, dor de cabeça intensa, ansiedade e instabilidade emocional. Ainda é comum a infertilidade e alterações na visão. Assim como a saída de leite pelas mamas (nos homens, e nas mulheres, mesmo que elas não estejam grávidas ou em pós-parto).

Sinais exclusivamente masculinos, por outro lado, incluem a redução no crescimento de pelos e diminuição na produção de espermatozoides. Tal qual a disfunção erétil, hipotrofia muscular e aumento da gordura na região do abdômen.

Prolactina: exame

Para percepção da prolactina no organismo, o principal exame realizado é o da análise sanguínea. Para realização do teste, o paciente deve realizar jejum de pelo menos oito horas. Para garantir seu resultado correto, também deve permanecer em repouso por trinta minutos após a coleta.

Tratamento para baixar a prolactina

O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa do problema e pode ser cirúrgico, medicamentoso ou uma combinação de ambos. O mais importante é diminuir os níveis de prolactina e restaurar a ovulação nas mulheres.

Dessa forma, determinada a causa e tratamento adequado, o paciente costuma elliminar todos os sintomas e consequências do problema. Entre as terapias indicadas estão o uso de remédios como a Bromocriptina e Cabergolina. Os compostos podem fortalecer os ossos, eliminar os problemas sexuais e combater a infertilidade.

Quando a causa é por efeitos de medicamentos, o médico avalia a possibilidade de troca por outra medicação que não aumente a produção da prolactina. Já nos casos de tumores da hipófise, geralmente são receitadas medicações que diminuem o tamanho do tumor; e raramente é necessária cirurgia.

Caso necessária, no entanto, a cirurgia será utilizada para retirada de um tumor. Mesmo que seja benigno, o tumor pode causar problemas ao longo do tempo. Após realizadas as terapias, o paciente deve realizar exames periódicos para o controle da prolactina no organismo.

O acompanhamento deve ser rigoroso porque o tumor pode voltar a crescer, tanto com o tratamento com medicações quanto após a cirurgia.

E exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do cérebro são obrigatórios para se avaliar o tamanho do tumor e o melhor tratamento.

Com a terapia, é comum eliminar também os problemas de fertilidade do indivíduo. Assim, o casal pode voltar a conceber naturalmente. Mas recomenda-se que primeiro a doença esteja bem controlada já que, no caso de tumor na hipófise, a gravidez e a amamentação podem aumentar ainda mais o seu tamanho, porque estimulam a produção de prolactina.

Em todo o caso, há situações em que a gravidez natural pode não ocorrer, já que a infertilidade ocorre geralmente pela associação de fatores, e não apenas um. Neste caso, pode ser interessante usufruir das técnicas de reprodução assistida.

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Joji Ueno é Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, Ex – Fellow do The Jones Institute for Reproductive Medicine, Norfolk, EUA e diretor e fundador da Clínica GERA. Desde 1993 ajudando a restaurar a fertilidade e a formar famílias.

  • Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Histeroscopia pela FEBRASGO;
  • Título de Habilitação em Vídeo-Laparoscopia pela SOBRACIL; Diretor da Clínica GERA;
  • Responsável pelo Setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês;
  • Orientador da Pós-graduação Strito Sensu da Faculdade de Medicina da USP (2000-2005);
  • Fellow do The Jones Institute for Reprodutive Medicine, Eastern Virginia Medical School, Nortfolk – Estados Unidos da América ( 1990);
  • Autor do livro Cirurgia Vídeo-Endoscópica em Ginecologia.Livraria Roca –1996 ( 384 páginas );
  • Autor do cd-room Atlas Interativo de Vídeo-Endoscopia em Ginecologia, 1997;
  • Diretor do Serviço de Endoscopia ginecológica do Hospital Pérola Byington , 1997- 1998; Revisor da revista The Journal of the American Association of Gynecologic Laparoscopists (2001-2004).

CRM 48.486

Locais onde o Dr. Joji Ueno Contribui com conteúdo:

Источник: https://www.clinicagera.com.br/producao-excessiva-de-prolactina-leva-infertilidade/

Quais são as causas e como avaliar a hiperprolactinemia? – TelessaúdeRS-UFRGS

Prolactina baixa: principais causas e o que fazer

As principais causas de hiperprolactinemia estão relacionadas ao aumento da síntese e secreção ou à redução do clearance hepático e renal de prolactina.

São considerados valores normais até 20 ng/mL em homens e 30 ng/mL em mulheres não grávidas. Valores abaixo de 25 ng/mL costumam excluir a hiperprolactinemia. O estresse da punção venosa pode causar pequenos aumentos de prolactina (em geral abaixo de 40 ng/ml).

Causas fisiológicas: gestação e aleitamento (principais), exercício físico, estresse, coito, manipulação da mama e sono.

Causas farmacológicas: principal motivo não fisiológico de elevação de prolactina.

Fonte: TelessaúdeRS-UFRGS (2018)

Causas patológicas:  tumores hipofisários produtores de prolactina (mais comum), tumores ou doenças infiltrativas hipotálamo-hipofisárias, doenças sistêmicas (hipotireoidismo primário, insuficiência adrenal primária, síndrome dos ovários policísticos, cirrose, insuficiência renal, lúpus eritematoso sistêmico, anorexia nervosa, crise convulsiva).

Idiopática: denominação reservada para pacientes sem uma causa óbvia para a hiperprolactinemia. Na maioria das vezes, trata-se, provavelmente, de microadenomas muito pequenos que não foram visualizados por ressonância magnética.

A avaliação da hiperprolactinemia é feita por meio da revisão da história clínica e de exames laboratoriais. A identificação de medicações que interferem na secreção de prolactina é fundamental na investigação, pois é a principal causa de hiperprolactinemia.

Na avaliação de pacientes com hiperprolactinemia deve-se fazer a diferenciação de causa primária (adenoma hipofisário) e de causas secundárias (tipicamente medicações).  Em pacientes com suspeita de hiperprolactinemia medicamentosa, deve-se suspender ou alterar a medicação por uma semana e repetir a prolactina, se possível.

A normalização da prolactina encerra a investigação e confirma a causa medicamentosa. A hiperprolactinemia medicamentosa causa, geralmente, aumentos discretos de prolactina (25 a 100 ng/mL), exceto a risperidona, que pode levar a valores acima de 200 ng/mL.

Apesar da extensa lista de causas de hiperprolactinemia, valores acima de 200 a 250 ng/mL são bastante sugestivos de adenoma hipofisário produtor de prolactina (prolactinoma).

Para determinar a causa da hiperprolactinemia deve-se solicitar:

  • Teste de gravidez (todas as mulheres em idade fértil);
  • TSH;
  • Função renal;
  • Transaminases;
  • Testosterona total e LH (homens).

Em pacientes assintomáticos com dosagem de prolactina sérica elevada, deve-se solicitar a pesquisa de macroprolactina.

A macroprolactina é um complexo de moléculas de prolactina agregadas com uma imunoglobulina G, de alto peso molecular, mas com baixa atividade biológica.

Assim, embora no exame de sangue o valor de prolactina esteja alto, uma parte dessa medida é composta por macroprolactina, que possui baixa atividade biológica e não costuma causar repercussões clínicas.

Pacientes com hiperprolactinemia em que a causa não for identificada nessa avaliação inicial ou quando a hiperprolactinemia persistir após a suspensão da medicação interferente, devem ser encaminhados para endocrinologia para avaliação.

Se houver suspeita de comprometimento agudo do quiasma do nervo óptico (alteração visual sugestiva de hemianopsia bitemporal), deve-se considerar encaminhar avalição neurocirúrgica com urgência.

Se houver disponibilidade, pacientes com suspeita de adenoma hipofisário (investigação acima negativa) devem realizar ressonância magnética nuclear com contraste de sela túrcica.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Hiperprolactinemia, Portaria SAS/MS nº 1.160, de 18 de novembro de 2015. Revoga a Portaria SAS/MS nº 208, de 23 de abril de 2010. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018.

DYNAMED PLUS. Record n. 116414, Hyperprolactinemia [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Information Services, 2017. Disponível mediante senha e login em:. Acesso em: 12 mar. 2018.

SILVEIRO, S. P.; SATLER, F. Rotinas em endocrinologia. Porto Alegre: Artmed, 2015. p. 283-290.

SNYDER, P. J. Causes of hyperprolactinemia [Internet]. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em:. Acesso em: 12 mar. 2018.

SNYDER, P. J. Clinical manifestations and evaluation of hyperprolactinemia [Internet]. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2018.

Elise Botteselle de Oliveira, Médica de Família e Comunidade – http://lattes.cnpq.br/8444756167343059

Источник: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/hiperprolactinemia/

Hormônio Prolactina: Alta, Baixa, Sintomas e Tratamento

Prolactina baixa: principais causas e o que fazer

Escrito por Dr. Alan Niemies

25 de maio de 2014

Nesse artigo, você irá conhecer o que é o hormônio Prolactina, como ele é produzido e regulado, quais as funções dele no corpo de homens e mulheres, como ele pode ser medido, que doenças estão relacionadas a esse hormônio e um pouco sobre o tratamento de cada uma delas, além de outras informações bastante interessantes sobre a Prolactina.

Descubra também: O que são Hormônios?

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Vamos ver também em que momentos podemos ter Prolactina alta ou baixa, quais são os sintomas associados a essas condições e como é feito o tratamento. Vem comigo!

Produção da Prolactina

A Prolactina (abreviada como Prl) é produzida em uma glândula chamada Adenohipófise (a porção anterior da Hipófise, uma glândula endócrina presente na base do crânio).

Essa glândula também libera, além da Prolactina, outros hormônios como o GH – Hormônio do Crescimento, o TSH – Tireotrofina e as Gonadotrofinas (LH – Hormônio Luteinizante e FSH – Hormônio Folículo-Estimulante).

A Prolactina é um hormônio polipeptídeo e faz parte da mesma família do GH, sendo bastante semelhantes na sua estrutura molecular.

A liberação de Prolactina é inibida pela Dopamina, um hormônio e neurotransmissor liberado em diversas regiões do corpo e também no Hipotálamo, que tem função essencial na regulação dos hormônios liberados pela Hipófise, como a Prolactina. Um excesso de Dopamina gera diminuição da liberação de Prolactina e vice-versa.

Função do Hormônio

A principal função da Prolactina é estimular a produção do leite materno no período pós-parto. Além disso, durante a gravidez o aumento da Prolactina é importante para o desenvolvimento das mamas, deixando estas preparadas para a produção de leite após o término da gestação.

Durante a gestação, não se produz leite materno porque outro hormônio, o Estrogênio, também está em grande quantidade de bloqueia o efeito da Prolactina na produção do leite! Depois do parto, porém, esse Estrogênio diminui e a Prolactina pode desempenhar o seu importante papel na lactação.

Porém, além destas funções importantes durante a gravidez e a lactação, a Prolactina é importante em outra enorme quantidade de funções em nosso organismo.

Este é um hormônio importante tanto em mulheres como em homens no sistema imune (participando no processo inflamatório, por exemplo), na produção de células do sangue (hematopoiese), na formação de vasos sanguíneos (angiogênese), na formação de trombos e cicatrizações, etc.

Além destas funções, a Prolactina é importante hormônio regulador da função sexual, pois é necessária para aquela sensação de bem-estar após o ato sexual.

Tem ainda papel importante nos orgasmos, tanto masculino como feminino, bem como no período refratário sexual (fase de recuperação após um orgasmo em que se torna fisiologicamente impossível obter novo orgasmo, mais comumente experienciado por homens do que por mulheres). Além disso, um excesso de Prolactina (Hiperprolactinemia) está ligado a perda de libido e disfunção sexual.

Medidas e Valores Normais

A Prolactina é secretada em uma taxa de mais ou menos 400 microgramas/dia. Os valores de referência da Prolactina (bem como de outros exames laboratoriais) sempre vai variar de laboratório para laboratório.

Geralmente, estess valores normais (Valores de Referência ou VR) no sangue são de 13 ng/mL para mulheres e, nos homens, 5 ng/mL. Na maioria dos laboratórios, o limite superior do normal é de 15-25 ng/mL, ou seja, acima destes valores costumamos dizer que há excesso de Prolactina no sangue (Hiperprolactinemia), cuja causa deve ser investigada.

Regulação da Produção

O controle da produção e liberação da Prolactina é feita de várias formas:

A principal delas é a regulação por hormônios secretados pelo Hipotálamo (uma área do cérebro logo acima da Hipófise e que também é considerada uma glândula endócrina, além de ter outras importantes funções cerebrais). O Hipotálamo libera o hormônio TRH (Liberador de Tireotrofina), que além de estimular a produção de Prolactina, também estimula a produção do TSH (Tireotrófico).

Além da regulação pelo Hipotálamo, a Prolactina também tem secreção controlada pelo sono. Há um aumento da secreção de Prolactina observado 60 a 90 minutos antes de acordar e o pico diário acontece entre as 4 e 7 horas da manhã.

A Prolactina também aumenta com estresse, exercícios físicos, cirurgias, hipoglicemia (baixo açúcar no sangue) e no infarto agudo do miocárdio (IAM). O estímulo dos mamilos de mulheres também aumenta produção de Prolactina.

Os estrógenos também aumentam a liberação de Prolactina, enquanto Glicocorticoides diminuem sua secreção.

Doenças relacionadas à Prolactina

Várias doenças e distúrbios têm relação com esse hormônio.

O excesso de Prolactina no sangue (chamado de Hiperprolactinemia) tem várias causas e traz efeitos importantes em homens e mulheres.

Nos homens, a Hiperprolactinemia por muito tempo leva ao Hipogonadismo, diminuição da produção de Testosterona, diminuição da produção de Espermatozoides, queda da libido, além de impotência e infertilidade.

Em mulheres, ocorre a parada da ovulação (anovulação), oligomenorreia (menstruação em intervalos superiores a 35 dias) ou amenorreia (ausência de menstruação) e também infertilidade.

Diferentes tumores da adenohipófise e de outros locais podem causar esse excesso de Prolactina no sangue. Outras doenças como Hipotireoidismo, Insuficiência Renal Crônica e Doença Hepática Grave também aumentam a Prolactina e podem causar os efeitos explicados acima.

A parada brusca no uso de anticoncepcionais orais e estrogênio (na Reposição Hormonal) pode causar a chamada Galactorreia (secreção de leite pelas mamas mesmo fora da lactação). Isso acontece porque a queda de Estrogênio brusca libera a ação da Prolactina na produção de leite pelas mamas.

O uso de alguns medicamentos que causam Prolactina alta também é muito comum. A tabela abaixo mostra os medicamentos que mais causam Prolactina alta de maneira sustentada, acima dos valores normais de referência:

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Existem ainda medicamentos que podem levar a Prolactina baixa: são os agonistas da Dopamina como a Bromocriptina, a Levodopa, a Apomorfina e o Pergolide, que diminuem a liberação desse hormônio.

Prolactina alta: sintomas

Quando há um aumento da Prolactina circulante no sangue (que chamamos de Hiperprolactinemia), você pode perceber alguns sintomas, que variam de homens para mulheres.

Mulheres costumam ter:

  • Amenorreia (ausência de menstruação);
  • Oligomenorreia (aumento do tempo entre uma menstruação e outra);
  • Galactorreia (liberação excessiva de leite ou fora do período da lactação);
  • Infertilidade;
  • Dispareunia (dor durante o ato sexual);
  • Perda da libido (o anseio ou desejo pelo ato sexual, que popularmente conhecemos como “tesão”).

Homens costumam ter:

  • Impotência;
  • Perda da libido;
  • Infertilidade.

Se a causa for um tumor produtor de Prolactina (prolactinoma), podemos ter sintomas como dores de cabeça e defeitos visuais associados.

Um excesso crônico de Prolactina (ou seja, que permanece por muito tempo sem tratamento) pode trazer ainda outras manifestações como:

  • Hipogonadismo (diminuição da função das gônadas – testículos nos homens e ovários nas mulheres – que pode também ser acompanhada de diminuição do tamanho desses órgãos);
  • Osteopenia (diminuição da massa óssea);
  • Diminuição da massa muscular;
  • Diminuição do crescimento de pêlos.

Por que minha Prolactina está alta?

Agora que já falamos sobre a Prolactina, vamos responder essa questão que é dúvida de muitas leitoras e leitores aqui do site. Quando temos um resultado de exame mostrando aumento de Prolactina, precisamos descobrir se esse aumento é fisiológico ou se há alguma doença envolvida.

Primeiro de tudo precisamos ver se esse aumento é pequeno ou grande. Geralmente, aumento de Prolactina por situações fisiológicas (gravidez, lactação, estresse/sono, estimulação mamária e sexo) não costuma ultrapassar os 50 ng/mL.

Já quando temos valores superiores a 50 ng/mL, a principal causa disso são medicamentos que afetam a Prolactina. Um medicamento usado comumente é a Metoclopramida, mas citei vários outros logo acima. Quando temos um valor superior a 100 ng/mL, a causa mais comum disto são os Prolactinomas, ou tumores geradores de Prolactina, na Hipófise.

Não encontrando uma causa identificada, podemos partir para pesquisas de outras causas menos frequentes como acromegalia, síndrome da sela vazia, craniofaringioma, metástases de outros tumores, hipotireoidismo, insuficiência renal crônica, cirrose hepática, epilepsias e anorexia nervosa.

Macroprolactina e Pool Prolactina

Até 25{2bcd453d7311fcd5d3fd79b4f06f2b23457405190b55b88de47449b7ddf1e563} das pessoas que têm um exame de Prolactina alta podem ter apenas a Macroprolactina aumentada, o que não acarreta nenhum problema à saúde e não causa sintomas

Em torno de 95{2bcd453d7311fcd5d3fd79b4f06f2b23457405190b55b88de47449b7ddf1e563} da Prolactina que circula em nosso sangue é a chamada Prolactina monomérica.

Porém, temos ainda um tipo adicional de prolactina chamada de Macroprolactina. Ela nada mais é do que uma molécula de Prolactina ligada a um anticorpo.

Diferente da Prolactina monomérica, a Macroprolactina não exerce nenhum efeito no nosso corpo: é uma forma inativa desse hormônio.

Até 25{2bcd453d7311fcd5d3fd79b4f06f2b23457405190b55b88de47449b7ddf1e563} das pessoas que têm um exame de Prolactina aumentada podem ter apenas a Macroprolactina aumentada, o que não acarreta nenhum problema à saúde e não causa sintomas. Isso é mais comum nas pessoas que têm Prolactina aumentada em um exame, mas não apresentam os sintomas de hiperprolactinemia que comentamos acima.

Para fazer essa diferenciação, temos à disposição o exame pool Prolactina, que irá “limpar” essa Macroprolactina do sangue e fazer uma nova contagem da Prolactina, dessa vez apenas a monomérica.

Foi o que aconteceu com nossa leitora Juliana, que comentou em nosso artigo relatando seu exame de pool Prolactina que mostrou uma Prolactina normal, após um exame alterado.

Nesse artigo, você pôde conhecer as informações mais importantes sobre o Hormônio Prolactina e como ele age em nosso corpo. Espero que ele tenha lhe ajudado a entender a sua importância e mais sobre as doenças relacionadas a esse hormônio. Até a próxima!

Источник: https://medsimples.com/hormonio-prolactina/

Pan-Hipopituitarismo

Prolactina baixa: principais causas e o que fazer

O hipopituitarismo é a deficiência de um ou mais hormônios hipofisários. A glândula pituitária ou hipófise possui dois lobos.

Dentro do lobo anterior, seis hormônios são produzidos: hormônio do crescimento (GH), gonadotrofinas, como o hormônio folículo estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH), hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), hormônio estimulante da tireoide (TSH) e prolactina (PRL).

O lobo posterior da hipófise contém dois hormônios, a oxitocina e o hormônio antidiurético (ADH), este último produzido nos núcleos supra-óptico e paraventricular do hipotálamo e transportados através da haste hipofisária para serem armazenados e liberados no lobo posterior.

As deficiências hipofisárias costumam ocorrer nesta ordem de aparecimento frequência: GH (deficiência de GH ocorre em quase 100% dos pacientes), posteriormente sendo afetado o setor gonadotrófico (96% dos casos) com alteração do LH/FSH, na sequencia o setor tireotrófico é afetado (provoca sintomas se associados à compressão do quiasma e vias ópticas ou se interfere com a função da hipófise normal adjacente). Logo, a maioria dos tumores nãosecretores sintomáticos é composta por macroadenomas (> 10 mm), alguns dos quais podem apresentam importante crescimento suprasselar e invasão de estruturas vizinhas, pacientes com alteração do  TSH e por último alterando o setor corticotrófico ou do ACTH (em 62% dos casos).

Epidemiologia

A incidência e a prevalência de deficiência de hormônios hipofisários anteriores, incluindo a deficiência de hormônio de crescimento (GH), só foi relatada em um estudo que compreendeu uma amostra da população média de 146.

000 habitantes adultos no Sul da Galícia (Espanha) e mostrou um aumento na prevalência do hipopituitarismo de 29 casos por 100.000 pessoas para 45,5 por 100.000 pessoas entre 1992 e 1999, com uma incidência anual média de 4,21 casos por 100.

000 população, que permaneceu estável durante esse período.

Os adenomas hipofisários são uma das principais causas de hipopituitarismo, sua incidência varia em vários lugares do mundo, na Suécia a incidência de adenomas hipofisários não funcionantes aumentou de 0,6 casos por 100.000 pessoas a 1,1 casos por 100.

000 pessoas entre 1975 e 1991. Entre 2002 e 2011, a incidência anual foi de 2,03 casos por 100.000 pessoas, sugerindo um novo aumento, o que pode refletir a melhora dos métodos diagnósticos.

A incidência de adenomas hipofisários não funcionantes é baixa na infância e picos a idade de 60-65 anos.

Os pacientes com hipopituitarismo apresentam um aumento de mortalidade, maior em mulheres do que em homens. Esse excesso de mortalidade foi principalmente atribuível a doenças cardiovasculares e respiratórias.

Este relato mostra um aumento da mortalidade que foi provavelmente multifatorial e relacionado à idade jovem no momento do diagnóstico, a causa subjacente do hipopituitarismo (por exemplo, craniofaringioma), o tratamento do tumor através de cirurgia transcraniana ou radioterapia, e presença de diabetes insipidus. Em outros estudos, aumento da mortalidade em pacientes com deficiência de cortisol foi relatado.

Etiologias

Em adultos, a causa mais comum de hipopituitarismo é um adenoma da hipófise ou tratamento com cirurgia hipofisária ou radioterapia.

O perfil de deficiências hormonais hipofisários varia dependendo do local dentro do eixo hipotálamo-hipofisário e a natureza do processo patológico subjacente.

Por exemplo, a diabetes insipidus pode ocorrer em doentes com lesões que afetam a haste hipofisária, mas não com lesões confinadas à fossa hipofisária.

Tumores hipofisários benignos representam a maioria das lesões de massa hipofisárias, embora ocorram tumores secundários, como metástases para a hipófise (tumores mais comuns os carcinomas da mama, do pulmão, do cólon e da próstata).

Na apresentação, macroadenomas (>=1 cm) são comumente associados com deficiências hormonais na hipófise anterior. A evidência sugere que o mecanismo causal é a compressão dos vasos portais na haste hipofisária, ou secundária à expansão direta da massa tumoral ou devido ao aumento da pressão intrasselar.

Microadenomas hipofisários não funcionantes ( 3 mcg/dl e < 18 mcg / dl ) às 9h , o padrão-ouro para a deficiência de testes pituitária ACTH é o teste de tolerância à insulina.

Concentrações estimuladas de cortisol menores do que 3 mcg / dl sugerem uma incapacidade de responder adequadamente ao estresse e substituição de hidrocortisona deve ser considerada. Testes de tolerância à insulina são contraindicados em pacientes com doença cardíaca isquêmica e aqueles com epilepsia, como já discutido.

Alguns sinais ou sintomas são indicativos da possibilidade de hipopituitarismo e devem levar a considerar o diagnóstico:

• desenvolvimento sexual retardado;

• desejo sexual reduzido;

• diminuição de ereções espontâneas;

• desconforto da mama ou ginecomastia;

• perda de pelos axilares e púbicos;

• redução de volume testicular (especialmente 3 L por dia) e polidipsia concomitante. Se a sensação de sede está intacta, as concentrações séricas de sódio permanecem normais e a osmolaridade é mantida através de ingestão de líquidos aumentada.

Um achado inicial de poliúria hipotônica é necessário para o diagnóstico. Um teste de privação de água deve ser realizado.

Uma osmolalidade da urina maior do que 800 mOsm / kg após a privação de líquidos exclui diabetes insipidus .

A osmolalidade da urina menor do que 300 mOsm / kg na presença de privação de líquidos e resposta subsequente para arginina vasopressina (AVP) é sugestivo de diabetes insipidus  central.

Manejo

Deve ser realizada a substituição hormonal, rastreamento regular para o desenvolvimento de novas deficiências hormonais hipofisárias, a vigilância da causa subjacente (geralmente um tumor) e controle e manejo das outras consequências do hipopituitarismo.

A maioria dos pacientes com insuficiência adrenal secundária tem outra deficiência hormonal hipofisária e a substituição de cortisol deve atender às necessidades de manutenção do dia a dia básicas e incluir o tratamento de resgate quando os pacientes aumentam a dose durante o estresse físico e mental para evitar uma crise adrenal. O objetivo do tratamento de substituição consiste em alcançar uma dose diária fisiológica para cada paciente e para imitar o perfil do cortisol do soro circadiano. A hidrocortisona ou o acetato de cortisona são mais comumente utilizados para o tratamento de substituição. A dose diária média recomendada de hidrocortisona deve ser menor do que 30 mg, com base em resultados de estudos que mostraram uma taxa de produção de cortisol de 15,5-19 mg / dia em adultos saudáveis e risco de eventos adversos em pacientes com hipopituitarismo que receberam doses superiores a 20 mg / dia. Em geral, quando utilizado o acetato de cortisona para reposição deve ser dada uma dose de 10 mg pela manhã, uma segunda dose de 5 m as 12 horas e uma dose no final da tarde de 5 mg, tentando simular a secreção fisiológica de cortisol. O ajuste da dose é realizado conforme sintomas e nível de potássio. A avaliação clínica deve verificar se é necessária a reposição ou se essa substituição pode ser usada apenas para o tratamento de resgate quando necessário.

Os pacientes podem apresentar crises adrenais durante esses episódios, os pacientes desenvolvem febre, dor abdominal, náuseas e vômitos, diarreia, pressão arterial reduzida, e pode ocorrer colapso circulatório, com um risco de morte se não for tratado prontamente com cortisol e infusão de soro fisiológico. Distúrbios precipitantes comuns que causam crise adrenal são infecções e outros fatores estressores fisiológicos. Os pacientes com crise adrenal são instruídos a imediatamente dobrar ou triplicar a sua dose diária de hidrocortisona durante a doença, enquanto que o ajuste da dose durante um estresse não relacionada à doença, tal como estresse mental e exercício físico, é menor e tem de ser adaptado individualmente para evitar a exposição a excesso de cortisol. Todos os pacientes com hipopituitarismo e insuficiência adrenal devem levar um cartão explicando sua condição.

Os pacientes devem também ter um kit de emergência para a autoadministração de hidrocortisona no caso de uma doença grave, súbita, tais como gastroenterite, quando doses extras de hidrocortisona por via oral, têm menor probabilidade de serem eficazes. A administração parenteral é necessária se o paciente requer anestesia geral ou quando a administração oral não é possível.

A deficiência de ACTH também conduz à deficiência de androgênio, incluindo a dehidroepiandrosterona (DHEA) alguns estudos mostraram efeitos benéficos no bem-estar com a reposição de DHEA.

Adição de 20-50 mg DHEA pode ser considerada em mulheres com hipopituitarismo e baixos níveis séricos de DHEA que relatam o bem-estar reduzido e diminuição de libido, que também pode reduzir a necessidade de reposição de GH.

Em pacientes com hipotiroidismo central, a reposição de hormônio tireoidiano deve ser realizada, assim como em pacientes com hipotiroidismo primário. A dose inicial deve ser titulada com cuidado em todos os pacientes idosos e deve-se sempre avaliar se existe insuficiência adreno-corticotrófica concomitante antes do tratamento com L-tiroxina.

Caso contrário, a insuficiência adrenal ou mesmo crise adrenal pode ocorrer devido à depuração metabólica acelerada de cortisol e aumento da necessidade de cortisol precisa, como resultado de um aumento da taxa metabólica basal após a substituição com tiroxina. As concentrações de T4 livre de soro devem mantidas na faixa superior da normalidade.

A reposição oral de estrogênios com a adição cíclica de progestágenos para mimetizar o ciclo menstrual normal, sendo o esquema de substituição mais comum em mulheres com hipopituitarismo. As mulheres mais jovens necessitam de doses de estrogênio mais altas e mulheres que se aproximam da idade da menopausa podem precisar de uma dose mais baixa.

Depois de 50 anos de idade (ou seja, a idade média da menopausa), o tratamento com estrogênio é normalmente retirado.

Estrogênio oral ou por via transdérmica tem efeitos clinicamente importantes no metabolismo lipídico, fatores de coagulação, inflamação sistémica e várias globulinas circulantes de ligação importantes para os efeitos do estrogênio oral.

A ovulação e fertilidade podem ser alcançadas em mulheres com hipopituitarismo com o tratamento com gonadotropinas. O resultado de tal tratamento, em geral, não é conhecido, mas, em alguns pacientes, gravidez e partos bem sucedidos têm sido alcançados.

Para os homens com hipopituitarismo, a testosterona pode ser substituída usando formulação de depósito intramuscular ou transdérmica ou preparações orais. As formulações orais são muitas vezes menos eficazes e são mais propensos a induzir toxicidade hepática do que outras formulações.

Antes do início da reposição de testosterona, e em uma base regular durante o tratamento, os pacientes precisam ser rastreados para o câncer de próstata, policitemia e apneia do sono.

Espermatogênese pode ser induzida em homens com hipopituitarismo usando gonadotropina coriónica humana ou FSH recombinante, ou ambos, mas isso leva meses e em alguns casos, 2-3 anos.

Em adultos, a meta de substituição de hormônio de crescimento é melhorar o bem-estar, reduzir o risco cardiovascular, aumentar a densidade óssea e normalizar composição corporal.

Os efeitos incluem reduções nos níveis de colesterol total e LDL e pressão arterial diastólica e mudanças na composição corporal, com o aumento da massa corporal magra e redução de massa de gordura e adiposidade particularmente abdominal.

Nos adultos, a dose de tratamento deve ser baixa inicialmente e depois titulada gradualmente contra a concentração sérica de IGF-1 e da resposta clínica a cada 2-4 semanas.

Efeitos sobre bem-estar, com aumento de energia, geralmente são relatados após 3-12 meses de tratamento e são sustentados com o tratamento. A dose de hormônio de crescimento deve ser titulada para níveis normais de IGF-1 em relação aos valores de referência ajustada à idade adequada.

Em pacientes com diabetes insipidus, a desmopressina é uma forma modificada da AVP humana normal e representa o tratamento. O DDAVP geralmente é utilizado por via nasal (solução ou spray), na dose de 0,01mcg a cada 12-24h.

Também há apresentações do DDAVP para uso oral ou injetável.  Pacientes com diabetes insipidus central que estão conscientes podem compensar a perda excessiva de água livre com o aumento da ingesta líquida.

No entanto, em pacientes descompensados ??com o aumento das concentrações séricas de sódio, correção lenta de sódio sérico deve ser realizada para evitar o edema cerebral.

Em pacientes que estão inconscientes, o manejo do diabetes insipidus precisa ser cuidadosamente monitorizado, com a avaliação do equilíbrio de fluidos,  concentrações séricas de sódio e substituição adequada de AVP.

Uma das mensagens mais importantes que precisa ser lembrada nesse paciente é que quando as deficiências hormonais ocorrem, costuma acontecer primeiramente perda da secreção de GH, seguidas de gonadotrofinas, posteriormente hormônio tireotrófico e por último ocorre a deficiência da secreção de ACTH, porém quando necessária a reposição hormonal em pacientes com pan-hipopituitarismo completo, ela deve iniciar-se com os glicocorticoides, pois em pacientes que se repõem o hormônio tireoidiano sem repor glicocorticoides podem evoluir com piora da insuficiência adrenal. A ordem de reposição deses hormônios é portanto inversa, sendo recomendado posteriormente, após a introdução de glicocorticoides, a reposição de hormônio tireoidiano e hormônios sexuais. 

Referências

1-Higham C et al. Hypopituitarism. The Lancet 2016, published online.

2-Arafah BM. Medical management of hypopituitarism in patients with pituitary adenomas. Pituitary 2002; 5:109.

3-Schneider HJ, Aimaretti G, Kreitschmann-Andermahr I, Stalla G-K, Ghigo E. Hypopituitarism. Lancet 2007; 369: 1461–70.

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/7289/pan_hipopituitarismo.htm

Prolactina alterada: quais as consequências para a gravidez?

Prolactina baixa: principais causas e o que fazer

A prolactina, também chamada pela sigla “PRL”, é um hormônio produzido pela glândula hipófise, que fica localizada na parte inferior do cérebro. Uma das principais funções da prolactina é estimular a produção de leite pelas glândulas mamárias, para que ocorra a amamentação após o parto. Por esta razão, recebeu o nome popular de “hormônio do leite”.

Além disso, fora do período gestacional, a prolactina também controla outros hormônios femininos. Nesse sentido, ela está envolvida na regulação da menstruação e da ovulação.

Vale lembrar que a hipófise, além de produzir a prolactina, é ainda responsável pela produção de outros hormônios que determinam funções importantes do organismo, como as gônadas, supra renais e tireoide.

Sendo assim, recomenda-se verificar os níveis de prolactina e suas respectivas alterações, como um balizador da hipófise.

Dessa maneira, se a prolactina estiver alterada, o médico poderá investigar uma série de complicações no organismo que podem, inclusive, afetar a fertilidade feminina e masculina.

De acordo com a literatura médica, o aumento da produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, doença que pode atingir tanto mulheres quanto homens em idade adulta fértil (entre 20 a 50 anos).

Nesse sentido, nas mulheres, pode causar alteração menstrual e infertilidade. Já nos homens, gera impotência sexual por prejudicar a produção de testosterona, além de aumentar as mamas (ginecomastia).

Sintomas:

Quando a prolactina está alta, vários sinais e sintomas podem atingir os pacientes. Confira os principais: 

Causas:

Muitos fatores podem levar uma pessoa a apresentar alteração na produção de prolactina. As causas podem ser fisiológicas, farmacológicas e patológicas:

  • Fisiológica: o próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina no sono, no stress físico e psicológico, na gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual;
  • Farmacológica: a alta da prolactina também pode se relacionar ao uso de algum medicamento. Assim, qualquer droga que modifique a liberação da dopamina induz a alterações da prolactina. 

Além disso, alguns medicamentos que têm a possibilidade de interferir são: antipsicóticos, antieméticos (reguladores da motilidade gástrica), metoclopramida e domperidona. Os anti-hipertensivos, antiácidos, opioides (estimuladores da secreção de dopamina), alguns antidepressivos e estrógenos (hormônios sexuais) também estão nessa lista.

  • Patológica: outra causa do aumento do hormônio é quando envolve alterações no bom funcionamento do organismo, como:
    • Lesões do Hipotálamo ou da Haste Hipofisária: a dopamina tem a capacidade de inibição da secreção de prolactina. Sendo assim, quando há problema na liberação dela, a produção de prolactina não tem controle, e a hipófise secreta o hormônio em maiores quantidades;
    • Tumores secretores de Prolactina: tumores do tipo Prolactinomas são produtores de Prolactina;
    • Demais lesões da hipófise: massas tumorais que não estejam relacionadas com tumores secretores de prolactina também podem induzir o aumento do hormônio, pois eles comprimem a haste hipofisária. Portanto, diminuem a comunicação inibitória da dopamina e a hipófise.
    • Demais Causas: hipotiroidismo, síndrome dos ovários policísticos, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática. 

Confira, no quadro abaixo, as principais causas da Hiperprolactinemia:

O exame de prolactina é fundamental para verificar como andam os níveis do hormônio no corpo. 

Nesse sentido, acontece por meio de coleta de sangue, e o resultado sai, aproximadamente, em um dia. Contudo, os valores de referência da prolactina podem variar de acordo com o laboratório e o método de análise realizado. De forma geral, os níveis são:

Quando a prolactina está acima de 100 ng/mL, a causa mais comum é o uso de remédios ou a presença de micro tumores. Por outro lado, quando os valores estão acima de 250 ng/mL, provavelmente, se trata de um tumor maior.

Além disso, para realizar o exame, é importante estar atento a algumas recomendações, como:

A prolactina elevada ocorre em aproximadamente 0.5% da população geral. Nesse sentido, pode causar infertilidade por promover alterações na produção dos hormônios FSH (folículo-estimulante) e LH (hormônio luteinizante). Eles são responsáveis pela estimulação das gônadas (testículo e ovários).

Isto ocorre pois a prolactina tem também a função de inibir a secreção destes hormônios. Sendo assim, se a prolactina estiver alta e fora da normalidade, resulta na diminuição do LH e do FSH. Nesse sentido, a deficiência dos hormônios sexuais pode gerar diminuição do desejo sexual (libido), impotência, infertilidade, menstruação irregular ou ausência de menstruação. 

Em muitos casos, a alteração da prolactina pode acontecer por meio de medicamentos. Caso o nível do hormônio seja estabilizado, a paciente consegue retomar a função ovariana, assim como a menstruação e a fertilidade.

Nos casos mais graves, quando identifica-se um tumor maior na hipófise (adenoma), o tratamento é cirúrgico e, na maioria das vezes, o problema é solucionado.

Nesse sentido, se a paciente com histórico de hiperprolactinemia engravidar, o acompanhamento pré-natal deverá ser mais cuidadoso do que o normal, já que, durante a gravidez, a mulher tem muitas alterações hormonais.

Entretanto, se a paciente passar por ambos os tratamentos e mesmo assim não conseguir engravidar, é possível que a causa da infertilidade relacione-se a outra condição. Desta forma, ela deve recorrer a um especialista em reprodução assistida que vai avaliar o caso, e possivelmente sugerir um tratamento de fertilização in vitro.

Tratando as alterações de prolactina com tranquilidade

Como já abordamos anteriormente, a alteração da prolactina deve-se a vários fatores e, de uma maneira geral, há tratamento para todos. Nesse sentido, nos casos onde a hiperprolactinemia é causada pelo uso de remédios, é preciso avaliar com o médico a possibilidade de trocar o medicamento por outro que não interfira na produção de prolactina. 

Quando a causa é um adenoma (tumor na hipófise), deve-se realizar o tratamento com medicamentos, como Cabergolina e Bromocriptina, que normalmente reduzem o seu tamanho. Apenas em casos mais raros pode ser necessário fazer cirurgia e/ou radioterapia. Entretanto, a indicação destes tratamentos só são para tumores agressivos ou malignos.

Dessa forma, vale lembrar aos casais que possuem o desejo de ter um filho que iniciem o tratamento com antecedência. Alguns até conseguem engravidar com níveis de prolactina entre 50 a 60 ng/mL.

Porém, pode ser preciso baixar ainda mais esses valores com o uso de remédios ou através de outros tratamentos.

Se você está nesta situação, baixe nosso e-book “Não adie o seu sonho” e tire suas dúvidas sobre gravidez.

Источник: https://www.nilofrantz.com.br/tudo-sobre-prolactina/

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