Qual lado certo para usar muletas?

Tipos de Muletas: Veja Como Escolher o Melhor Modelo!

Qual lado certo para usar muletas?

Escolher a muleta certa é tão importante quanto escolher um parceiro de vida. Bem, talvez não seja para tanto, mas é fundamental acertar na escolha pelo tipo de muleta mais adequado para você

O ajuste perfeito beneficiará imensamente os cotovelos e as axilas, pois suportam a maior parte do trabalho pesado durante o processo de caminhada. 

Existem dois tipos de muletas que ajudam na mobilidade. Os fatores que devem afetar sua decisão são postura, conforto, força da parte superior do corpo e a quantidade de caminhadas e terrenos em que você caminhará. 

As muletas são classificadas em axilares e de antebraço (ou muletas canadenses). A primeira é a muleta axiliar, mais conhecida como muleta nas axilas, que faz o que o último nome sugere já que o suporte principal é oferecido nas axilas. 

Esta muleta é usada principalmente para aqueles que têm lesões menores e só precisarão utilizar o acessório por um curto período de tempo, até a recuperação. 

Portanto, se você tiver uma lesão no tornozelo ou no joelho, esse seria o tipo de muleta ideal para você. 

O outro tipo de muleta é chamado de muleta de antebraço ou canadenses. Este é usado mais em lesões ou doenças que exigem um maior prazo de recuperação.   

Continue o nosso artigo e saiba mais sobre cada uma e veja como encontrar as muletas certas para você!

O que são e para que servem as muletas?

Muletas são um tipo de auxílio para os pés, que servem para aumentar o tamanho de uma base de apoio individual. 

Ele transfere o peso das pernas para a parte superior do corpo e é frequentemente usado por pessoas que não podem usar as pernas para suportar o peso (por exemplo, lesões de curta duração em deficiências ao longo da vida).

As muletas são projetadas para ajudar a manter o peso do pé ou perna lesionados e a manter a mobilidade enquanto você se recupera.

Para usar corretamente as muletas, você precisa garantir que está mantendo todo o peso fora da perna machucada.

Muletas diferentes podem ser usadas para ajudar com diferentes tipos de lesões. As muletas tradicionais e as muletas de antebraço funcionam para indivíduos com boa força na parte superior do corpo. São usadas, geralmente, para lesões nas pernas que variam do quadril ao pé. 

Outras muletas, como scooters e muletas de joelho, são ideais para pessoas que sofrem lesões abaixo do joelho.

Quando usar muletas?

As muletas podem ser usadas para ajudar a suportar o seu peso à medida que você se recupera de uma variedade de lesões de recuperação rápida e condições de longo prazo. Você pode usar muletas ao se recuperar de:

  • Tornozelo quebrado;
  • Pé quebrado;
  • Tornozelo torcido;
  • Fratura por estresse;
  • Lesão ou ruptura do LCA;
  • Lesão no tendão de Aquiles;
  • Deformação muscular;
  • Ferimento no joelho;
  • Luxação do quadril;
  • Outras lesões na perna.

Quais são os tipos de muletas?

Existem dois tipos de muletas classificadas em axilares e de antebraço (ou muletas canadenses). 

Muletas axilares são geralmente baratas e propiciam andar sem apoio nos membros inferiores, porém são geralmente incômodas e difíceis de usar. O apoio incorreto destas muletas na axila pode causar compressões nervosas ou de vasos.

Muletas axilares

As muletas para as axilas são adequadas para lesões temporárias, deficiências como entorse de tornozelo e lesões no joelho ou recuperação de um procedimento cirúrgico. 

Antigamente, as muletas axilares eram equipadas somente com almofadas para garantir um pouco de conforto. Hoje, elas podem possuir tecnologias para diminuir o impacto durante o uso, além dos tecidos e borrachas absorventes, que evitam desconforto e acidentes.

É necessário pouco treinamento para usar essas muletas e elas são baratas. Duas funcionalidades simples são os ajustes de altura e os ajustes de altura das garras. 

O tamanho e o ajuste, corretos, são muito importantes, pois a escolha errada pode afetar os músculos e os nervos sob o braço.

Coisas a lembrar ao usar esse tipo de muleta:

  • Por questões de segurança, as muletas devem ser medidas corretamente para evitar quedas e lesões;
  • Deve haver uma distância de 2-3 dedos entre a almofada da muleta e a axila (cerca de 5 cm);
  • O cotovelo deve ser flexionado em um ângulo de 30 graus e estar em pé de igualdade com a parte superior da pelve quando alguém segura o punho;
  • O peso corporal deve ser suportado pelas alças das mãos e não pelas axilas, para evitar danos aos nervos;
  • As pontas da muleta devem repousar aproximadamente 5 cm para a frente e 15 cm fora dos pés para fornecer o equilíbrio adequado.

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Muletas de antebraço (ou canadenses)

As muletas do antebraço têm um manguito aberto que segura o antebraço do usuário. 

Também conhecidas como muleta de cotovelo ou muletas canadenses, são usadas por amputados e pessoas com deficiências permanentes ou condições adquiridas ao longo da vida devido à poliomielite ou esclerose múltipla. 

Essas muletas são mais fáceis de usar, pois oferecem maior liberdade de movimento e as pessoas podem optar por navegar por terrenos acidentados ou subir e descer escadas.

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Como escolher o melhor tipo de muleta para você?

Antes de alugar ou comprar as suas muletas, você deverá saber identificar qual tipo de lesão você teve e qual o tempo de uso recomendado pelo seu médico.

Se a sua lesão for temporária e o uso for esporádico (como se locomover até o banheiro e etc), o ideal é que você utilize a muleta axilar, já que ela oferece mais estabilidade e evita acidentes, mesmo quando o paciente não teve um treinamento prévio.

No entanto, se a sua lesão for permanente ou se o uso for constante (você precisar continuar a sua rotina, mesmo com a lesão), o ideal é que você dê preferência para as muletas de antebraço.

Muletas montadas incorretamente ou má postura ao utilizá-las podem causar um distúrbio chamado paralisia da muleta, no qual os nervos sob o braço são temporariamente ou permanentemente danificados, causando enfraquecimento dos músculos das mãos, pulsos e antebraços. 

Medições corretas podem minimizar as complicações e promover o uso seguro das muletas. Para garantir medições corretas, é mais fácil se você tiver ajuda.

Passo a passo para ajustar as muletas axilares ao seu tamanho

  1. Coloque os sapatos de caminhada regulares da pessoa e ajude-os a ficar em pé;
  2. Coloque a almofada superior da axila aproximadamente 5 cm (2 a 3 dedos) sob a axila e estenda a muleta até um ponto no chão a aproximadamente 15 cm da lateral do pé;
  3. Nesta posição, o punho deve ser ajustado para ficar aproximadamente à altura da dobra do pulso. Isso deve permitir cerca de 15 a 30 graus de flexão no cotovelo;
  4. Verifique o ajuste final das muletas. A parte superior de cada muleta deve ter cerca de dois dedos da axila e os pulsos devem estar nivelados com as pegas quando os braços do usuário estão pendurados ao seu lado.

Passo a passo para ajustar as muletas de antebraço ao seu tamanho

Para muletas no antebraço ou no cotovelo, meça a altura da alça como nas muletas nas axilas. Para definir a altura do manguito do antebraço, meça de um punho fechado a 2,5 cm abaixo da dobra do cotovelo. 

O manguito do antebraço não deve impedir o movimento do cotovelo, mas deve impedir que a muleta escorregue do braço.

Medição e configuração da muleta no antebraço:

  1. Coloque os sapatos de caminhada regulares da pessoa e ajude-os a ficar em pé;
  2. Instrua-os a flexionar o cotovelo para que a dobra do pulso fique nivelada com a articulação do quadril;
  3. Meça o antebraço a 5 cm abaixo do cotovelo e depois adicione a distância entre o pulso e o chão;
  4. Meça em torno da maior parte do antebraço para o tamanho do manguito;
  5. Selecione um par de muletas com base nas medidas da pessoa. Ajuste o comprimento das muletas para cima ou para baixo para corresponder às medidas.

Qual a diferença entre andador, bengala e muleta?

A diferença entre o andador, a bengala e a muleta, está na sua finalidade de uso. Mesmo sendo projetados para oferecer mais sustentabilidade e mobilidade, as condições de uso mudam muito.

O andador é uma estrutura de ferro, com quatro apoios de sustentação, que oferecem mais equilíbrio para quem usa. É muito comum o uso de andadores por idosos, pessoas com problemas nos quadris ou que estão em processo de reabilitação da caminhada.

O andador pode ser encontrado na versão mais básica, apenas com pés de apoio, ou com rodas, que podem ser apenas frontais ou nos quatro apoios.

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A bengala é um equipamento potencializador de marcha, para pessoas que apresentam desequilíbrios ou fraqueza no caminhar.

Ela pode ser fabricada em madeira ou metal, o que deixa a bengala sendo o apoio mais versátil entre os existentes. Você também pode encontrar versões mais modernas, que funcionam como verdadeiros acessórios de moda!

Você poderá encontrar as bengalas de um único apoio (mais comuns) ou as bengalas de quatro apoios, mais recomendada para idosos em idade avançada.

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Por fim, as muletas são equipamentos auxiliares de marcha, o que significa que elas têm a função exclusiva de auxiliar no equilíbrio e caminhada quando uma das pernas está lesionada.

É um auxiliar que requer bastante esforço do paciente, por isso devem ser adquiridos no tamanho exato, para evitar lesões e problemas que possam surgir.

É possível encontrar muletas de modelos mais básicos, apenas para o uso diário e temporário, mas também é possível encontrar muletas adaptadas para esportes e longas caminhadas, com sistema de amortecimento e segurança.

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Como funciona a adaptação com as muletas?

O processo de adaptação ao uso das muletas vai depender de cada paciente e de como as muletas são introduzidas.

Nos casos de acidentes mais leves, como torções, que o uso da muleta será por um período curto (até duas semanas), dificilmente há um treinamento.

Já nos casos em que o uso é mais prolongado, como quebra de ossos e amputações, um fisioterapeuta te dará as orientações necessárias para andar com muletas, sem correr o risco de se acidentar ou machucar ainda mais a sua perna.

Independentemente de qual for o seu caso, algumas dicas podem facilitar o processo de adaptação e tornar o dia-a-dia com as muletas muito mais fáceis.

Quais os riscos no uso das muletas?

Assim como todo equipamento, as muletas também apresentam alguns riscos em seu uso. São eles:

  • Irritação da pele nos locais de apoio das muletas;
  • Dor nos braços e ombros quando o uso está incorreto;
  • Contusões por apoio de peso feito de forma errada;
  • Danos no sistema nervoso do plexo braquial e paralisia;
  • Lesões por quedas;
  • Atrofia dos membros inferiores;
  • Problemas arteriais.

Dicas para usar as muletas corretamente

Ao usar muletas, o peso deve ser suportado pelas mãos através das almofadas. Para muletas nas axilas, a almofada superior da muleta deve ser pressionada contra o lado da parede torácica (aproximadamente 5 cm sob a axila). 

É importante que as muletas não sejam posicionadas altas contra a axila, pois isso pode causar danos aos nervos e vasos sanguíneos localizados próximos à pele e também pode afetar a postura, o equilíbrio e a estabilidade. 

As muletas devem ser posicionadas levemente para o lado e para a frente do corpo para obter uma base estável de apoio.

Existem muitas maneiras diferentes de usar muletas, dependendo do equilíbrio e da capacidade de colocar peso em uma ou ambas as pernas.

Se a perna afetada puder suportar algum peso corporal, recomenda-se que as muletas e a perna afetada sejam colocadas para a frente juntas com aproximadamente um comprimento de passo (compartilhando a carga entre elas) seguido pela perna não afetada. 

Padrão de caminhada de quatro pontos: outra opção é usar um padrão de caminhada de quatro pontos, que é mais lento, mas pode ajudar na segurança de fraquezas gerais.

Isso envolve colocar uma muleta para frente, depois a perna oposta e a próxima muleta para frente, seguida pela perna final e continuar com esse padrão.

Sem sustentação de peso: se o equilíbrio for baixo e não for possível suportar peso na perna afetada, sugere-se que as duas muletas sejam adiantadas primeiro, seguidas de um salto à frente da perna não afetada, parando logo atrás das muletas. 

Se o equilíbrio for bom, o salto poderá ultrapassar o nível das muletas, o que aumentará a velocidade e a fluência.

Subir escadas: para subir escadas e degraus, levante a perna não afetada até o primeiro passo, tendo peso sobre as muletas, e em seguida, trazer as muletas e a perna afetada para a segunda etapa. 

Para descer, abaixe a perna afetada e as muletas descendo o degrau primeiro, seguido pela perna não afetada.

Conclusão

Se você recebeu a recomendação para o uso de muletas, o ideal é que tenha cuidado na escolha e, de preferência, tenha o auxílio de um profissional para definir o melhor tipo para você.

O uso incorreto das muletas poderá acarretar em diversos problemas de saúde, que serão adicionados ao seu caso clínico. 

O ideal é que você tenha ajuda de especialistas, desde definição do tipo e compra da sua muleta, até a adaptação e uso, para que nada saia errado.

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Confira nossos outros artigos sobre mobilidade e acessibilidade:

Источник: https://www.mobiloc.com.br/blog/tipos-de-muletas/

Andador, muleta ou bengala? Veja agora em quais situações usar cada um

Qual lado certo para usar muletas?

Os equipamentos auxiliares de marcha são indicados para pessoas que apresentam algum tipo de limitação nos movimentos inferiores. Os principais exemplos de aparelhos nesse sentido são o andador, a muleta e a bengala.

Quer saber mais sobre como eles funcionam? Este artigo vai explicar as principais diferenças entre andador, muleta e bengala. Você vai entender para que eles servem e as situações em que podem ser mais úteis. Acompanhe!

O uso de equipamentos auxiliares de marcha

Esses equipamentos são muito recomendados especialmente para quem sofre com doenças nos ossos e articulações, quem passou por algum tipo de acidente e ainda está recuperando os movimentos ou idosos que têm dificuldades para se locomover e manter o equilíbrio.

Esses aparelhos foram desenvolvidos para:

  • trazer mais liberdade de movimentos;
  • otimizar o deslocamento;
  • proporcionar mais equilíbrio;
  • reduzir a carga de peso em um dos membros inferiores;
  • preservar a autonomia durante a execução de atividades rotineiras.

Além disso, eles são muito benéficos para estimular o sentimento de confiança e trazer mais segurança durante o deslocamento, especialmente em idosos e pacientes com a mobilidade bastante reduzida.

O lado positivo é que a carga do corpo que antes recaía sobre as articulações do membro inferior será diminuída, fato que trará alívio da dor nos ossos e muscular, bem como reduzirá os riscos de surgimento de lesões.

Existem alguns casos em que esses equipamentos são indicados para indivíduos que sofrem com artrose em um dos joelhos, problemas de articulações em membros inferiores ou mobilidade reduzida causada por algum tipo de perturbação, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A importância de escolher o equipamento adequado

Antes de comprar qualquer tipo de equipamento, o ideal é procurar um médico especializado, como um ortopedista, e pedir uma recomendação. Ninguém melhor que um profissional da área para analisar o quadro clínico do paciente de maneira personalizada.

Afinal, o aparelho deverá ser elaborado levando em consideração alguns elementos, como altura, peso e outras condições especiais de cada pessoa. Logo, prefira a indicação de um médico competente no assunto. Até porque a escolha do equipamento errado pode trazer lesões e, até mesmo, piorar o seu estado de saúde.

Além da recomendação médica, o paciente também pode passar por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas para que eles analisem o seu nível de adaptação e se ele está tendo uma boa evolução no seu quadro clínico. Assim, ele evita a movimentação de maneira inadequada, que poderia prejudicar a situação e causar desequilíbrio.

Além disso, antes da escolha do melhor aparelho, é necessário verificar se a residência do paciente apresenta uma infraestrutura apropriada para que ele possa se locomover com o equipamento em segurança — acessibilidade com rampas, tapetes que se movem com facilidade, pisos antiderrapantes, ausência de degraus perigosos etc.

O andador

Andadores são a opção ideal para as pessoas que precisam se apoiar em um equipamento maior e mais resistente. Por ser formado por quatro pontos de sustentação, ele fornece mais segurança e equilíbrio, superiores àqueles oferecidos pela muleta ou bengala. Aproveitando o assunto, confira um comparativo de marchas dos andadores Freedom.

Esse equipamento transfere totalmente, ou quase, a carga dos membros inferiores. Para isso, a parte de cima dele deve ser devidamente posicionada na altura do quadril do paciente. Assim, o indivíduo vai conseguir se movimentar melhor conforme sua força e resistência vão sendo recuperadas.

Ele é muito recomendado para quem apresenta pouca mobilidade nos membros inferiores e quem tem problemas graves no quadril e nos joelhos. Também é bastante indicado para reduzir a dor ao andar, principalmente de quem está passando por algum processo de recuperação.

Porém, esse aparelho apresenta uma desvantagem, pois ele não serve para subir e descer escadas — diferentemente dos outros equipamentos que auxiliam a marcha. Isso acontece porque ele tem um tamanho maior, podendo causar acidentes e quedas caso o paciente não imponha uma força de sustentação adequada ou sofra algum tipo de desequilíbrio.

O andador pode ser dividido em três modalidades:

  • tradicional — é o modelo mais estável, porém mais devagar;
  • rodas frontais — oferecem um sistema de marcha próximo do normal;
  • quatro rodas — é recomendado para pessoas mais ativas, que gostam de se movimentar mais.

A muleta

As muletas são equipamentos auxiliares de marcha mais indicados para os indivíduos que apresentam algum tipo de redução da mobilidade em um dos membros inferiores, nas pernas ou nos pés, ocasionada por acidentes, torções, fraturas, deformidades ósseas, lesões musculares, entre outras causas.

Elas devem ser ajustadas adequadamente à altura do paciente para evitar acidentes, como escorregões e quedas. Além disso, é importante prestar atenção no ritmo de locomoção do indivíduo.

O ideal é que elas sejam posicionadas em uma altura de aproximadamente 4 cm a 6 cm abaixo da axila, fazendo com que a manopla fique localizada no mesmo nível do quadril e mantendo o cotovelo suavemente arqueado.

Apesar de ser um auxiliar muito útil para a locomoção, a muleta requer bastante esforço por parte do paciente, principalmente porque exige força muscular na parte superior do corpo, nos braços e ombros. Além disso, o uso desse equipamento pressupõe um nível médio de equilíbrio. Portanto, é essencial analisar as condições físicas do indivíduo antes de recomendar o uso de muletas.

A bengala

As bengalas são aparelhos potencializadores da marcha ideais para pessoas que apresentam desequilíbrios e fraqueza, dores e lesões nas pernas, principalmente idosos. Trata-se de um equipamento simples e fácil de ser manuseado.

Entretanto, ela deve ser utilizada conforme a altura do paciente, uma vez que o seu uso inadequado pode causar lesões nos braços, cotovelos, ombros e pernas, além de dores na coluna decorrentes da má postura. Para isso, é necessário ajustar a bengala na altura correta, de modo que a parte superior fique diretamente alinhada com a linha do quadril e, ao mesmo tempo, o cotovelo se mantenha levemente curvado.

As situações em que é possível utilizar andador, muleta e bengala

Confira os principais motivos que levam à necessidade de aquisição de aparelhos que auxiliam a marcha:

  • períodos de reabilitação;
  • pós-cirurgia;
  • perda do equilíbrio;
  • problemas de locomoção;
  • recuperação de acidente;
  • necessidade de apoio.

A aquisição de andador, muleta e bengala é uma verdadeira necessidade para pessoas que apresentam a autonomia reduzida. Graças a esses equipamentos, os indivíduos que sofrem com problemas de locomoção podem levar uma vida mais agradável. No entanto, é necessário comprar aparelhos de qualidade.

Deseja investir em um andador que proporciona conforto e grande mobilidade? Então, entre no site da Freedom e confira os modelos de andadores disponíveis!

Источник: https://blog.freedom.ind.br/andador-muleta-ou-bengala-veja-agora-em-quais-situacoes-usar-cada-um/

Andador, muleta e bengala: saiba quando usar cada um dos auxiliares de marcha

Qual lado certo para usar muletas?

Quando se fala sobre o uso de andador, muleta e bengala, a primeira imagem que vem à mente é de uma pessoa idosa utilizando um desses auxiliares de mobilidade, não é? No entanto, todos estamos sujeitos a precisarmos de acessórios assim em algum momento de nossas vidas.

Cirurgias, fraturas, torções, são alguns exemplos de situações que podem levar ao uso desses itens. Mas você sabe em qual momento cada um deles é indicado?

Neste post, você vai descobrir não apenas isso, mas também as funções e aplicabilidades desses suportes para marchas. Acompanhe agora!

As vantagens dos auxiliares de marcha

É normal, com o passar dos anos, que as pessoas fiquem com a mobilidade reduzida. Além disso, algumas doenças próprias da idade fazem com que os idosos tenham mais chances de queda.

Para ambos os casos, muitas vezes é indicado o uso de auxiliares de marcha, como o andador, muleta e bengala. Eles trazem inúmeros benefícios para quem se encontra condições como essas, entre eles podemos destacar:

  • ajudam a manter o equilíbrio;
  • auxiliam no caminhar, dando mais segurança;
  • diminuem a carga nas articulações dos membros inferiores, reduzindo as dores;
  • oferecem mais liberdade e independência para fazer as atividades do dia a dia.

Quando usar o andador, muleta ou bengala?

Mas como dito no início deste post, o uso de andador, muleta e bengala não se limita à idade. A fase de recuperação após uma cirurgia, uma fratura ou mesmo por conta de alguma doença, pode exigir que você utilize os auxiliares de mobilidade por um período.

Com uma das funções desses equipamentos é a redução da dor e permitir a movimentação de maneira mais confortável e segura, é importante usar aquele que seja mais indicado para a situação.

Andador

O andador é recomendado para quem precisa de um apoio maior que o fornecido por uma muleta ou bengala, tais como problemas no quadril ou nos joelhos. Por ter quatro pontos de sustentação, ele traz mais equilíbrio e maior confiança ao caminhar.

Com o andador é possível retirar todo o peso dos membros inferiores — ou, pelo menos, grande parte dele — auxiliando no processo de recuperação e na diminuição da dor.

Um dos poucos pontos negativos do uso do andador é que, ao contrário dos outros auxiliares de marcha, ele não pode ser utilizado para subir ou descer escadas.

Existem, basicamente, três tipos de andador:

  • tradicional: mais estável, porém pode deixar o caminhar mais lento;
  • com rodas frontais: permitem um processo de marcha mais próximo do normal;
  • com quatro rodas: indicado para pacientes muito ativos e, como alguns possuem assentos, ajudam a descansar entre as caminhadas.

Muleta

A muleta é indicada para casos em que é preciso evitar peso sobre uma das pernas ou pés, tais como em casos de fraturas ou cirurgias.

Apesar de facilitar bastante a locomoção durante o período de recuperação, a muleta exige muito esforço da parte superior do corpo, além de certo equilíbrio. Por conta disso, antes de optar por esse auxiliar de marcha, é preciso verificar as condições físicas gerais e a idade de quem vai utilizá-lo.

A fim de facilitar seu uso, uma opção é a muleta feita de alumínio, ao invés de madeira ou outro material. Isso porque essa matéria-prima é mais leve, minimizando a força necessária para a movimentação.

Além da diferença de materiais, existem dois modelos de muleta:

  • auxiliares: têm como ponto de apoio uma base que fica sob as axilas;
  • de antebraço ou canadense: menos incômodas que as auxiliares, já que seu ponto de apoio fica no antebraço.

Bengala

O mais leve dos auxiliares de marcha, a bengala é recomendada para pessoas que sofrem com algum problema de instabilidade ou equilíbrio, além de casos de fraqueza no tronco ou pernas, lesões leves nos membros inferiores, ou dores.

Fácil de manusear, a bengala só pede atenção quanto ao seu tamanho. Esse cuidado é fundamental para evitar dores nas costas resultantes de má postura durante a utilização.

Os tipos de bengala existentes são:

  • tradicional: reta, feita de madeira ou alumínio, tem baixo custo para aquisição;
  • com dobra ou offset: indicada para quem precisa de um apoio de peso maior;
  • com múltiplos apoios: com três ou quatro apoios, esse modelo de bengala permite uma aplicação de peso maior, além de ficar em pé sozinha, liberando as mãos para outras atividades.

O uso de andador, muleta e bengala pode até ser constrangedor no início, mas esses equipamentos são essenciais para a recuperação em casos de acidentes, cirurgias ou doenças, bem como para trazer mais qualidade de vida e autonomia.

Aqui, na Planície, nossos clientes têm acesso gratuito a todos esses auxiliares de mobilidade. E para ficar por dentro de benefícios e informações como essas, siga nossas redes sociais e descubra tudo que temos a oferecer para você e para sua família!

Источник: https://planicie.com.br/blog/andador-muleta-e-bengala-saiba-quando-usar-cada-um-deles/

Canadianas: como usar corretamente? – Grupo CMM-Centros Médicos e Reabilitação

Qual lado certo para usar muletas?

Durante a prática clínica constatei que a maioria dos utentes que me chegam com auxiliares de marcha, especificamente canadianas, não o fazem da forma mais correta e declaram que não o sabem fazer.

No decorrer da sessão de Fisioterapia e tendo em conta a avaliação do utente, compreendemos a necessidade ou não do uso deste ou outros auxiliares de marcha. Estudamos opções de equipamentos, assim como opções de marcha, através da explicação e exemplificação o utente é desafiado a realizar um ou dois tipos de marcha. No final, discutimos a melhor opção tendo em conta alguns aspetos como:

  • Risco de queda1;
  • Diferenças nos sintomas entre opções;
  • Grau de confiança e facilidade do utente1;
  • Aceitação do uso do equipamento pelo utente1;
  • Entre outros.

Assim sendo, este artigo não pretende ser um modelo a seguir, apenas tenciona dar a conhecer algumas formas de andar com canadianas. Para isso vamos usar o modelo de canadianas mais habitual no nosso país com pega de mão e apoio no antebraço.

Avaliação da qualidade da(s) canadiana(s)

  • A zona de pega deve estar revestida e ser confortável durante o uso;
  • As borrachas (que apoiam no chão) devem estar em bom estado e com rasto (caso estejam estragadas poderá trocar apenas esta parte na loja onde comprou ou outra semelhante).

Ajuste da altura da(s) canadiana(s)

Coloca-se a canadiana a cerca de 10 cm da parte da frente do pé ligeiramente para fora, para não tropeçar. Com o braço esticado, o apoio de mão deve estar à mesma altura do grande trocanter (eminência óssea lateral à coxa)2, caso tal não aconteça deve ajustar a altura.

Posteriormente, enquanto andar tente compreender se está a fazer muita força nos braços/ombros, tal pode indicar que o ajuste não está correto. Se for necessário altere e volte a experimentar.

Como andar comcanadiana(s)?

As opções seguintes podem ser usadas de uma forma progressiva, sendo a opção 1 a que protege mais o membro lesionado (sem fazer carga neste) e a 4 a mais independente e próxima do nosso dia a dia habitual.

Andar com duas canadianas:

1. Dobramos a perna “má” (para não apoiar no chão), avançando ao mesmo tempo as duas canadianas e de seguida a outra perna3.

2. Avançamos ao mesmo tempo com as duas canadianas e a perna “má” (apoiando-a levemente no chão) e de seguida a outra perna3.

3. Avançamos ao mesmo tempo a perna “má” com a canadiana contrária e de seguida a perna “boa” com a canadiana contrária3.

Andar com uma canadiana:

4. Avançamos ao mesmo tempo a perna “má” com a canadiana do lado oposto e de seguida a outra perna3.

Como subir e descerescadas?

Regra de ouro: subir com a “boa”,descer com a “má” e as canadianas acompanham sempre esta última.

Se tiver corrimão e for estávelpode tirar a canadiana desse lado e usar apenas a oposta.

Subir escadas:

Avançamos primeiro a perna “boa”e de seguida a outra ao mesmo tempo que as canadianas3.

Descer escadas:

Avançamos primeiro a perna “má” com as canadianas e de seguida a outra3.

Considerações Finais

Numa altura em que as sessões de Fisioterapia presenciais foram reduzidas ao mínimo indispensável e todas as restantes aconselhadas à telemedicina, os conhecimentos dos nossos utentes tornam-se ainda mais valorizados.

Assim sendo, este artigo e os exemplos de marcha com canadianas aqui presentes são apenas uma proposta e os mesmos devem ser personalizados de acordo com a sua conveniência, situação ou indicação clínica.

Se for aconselhado a utilizar outro dispositivo ou outro tipo de marcha pelo seu Médico ou Fisioterapeuta não exposta aqui deve então aceitar e compreender que essa é provavelmente a forma mais adequada à sua condição clínica.

Em caso de dúvida não hesite em contactar o CMM – Centros Médicos e de Reabilitação ou o seu Fisioterapeuta para mais esclarecimentos.

Autora

Catarina Lourenço Fisioterapeuta (C- 060273070) no CMM- Alverca. Lic. Func.: 10860/2015 | Tlf: 219583501

Bibliografia e Referências Bibliográficas

1.Bertrand K, Raymond MH, Miller WC, Martin Ginis KA, Demers L. Walking Aids for Enabling Activity and Participation: A Systematic Review. Am J Phys Med Rehabil. 2017;96(12):894‐903. doi:10.1097/PHM.0000000000000836

2.Esposito F, Freddolini M, Marcucci M, Latella L, Corvi A. Unassisted quiet standing and walking after crutch usage in patients with total hip replacements: Does crutch length matter?. Gait Posture. 2018;64:95‐100. doi:10.1016/j.gaitpost.2018.06.004

3. Rasouli F, Reed KB. Walking assistance using crutches: A state of the art review. J Biomech. 2020;98:109489. doi:10.1016/j.jbiomech.2019.109489

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Источник: https://www.cmm.com.pt/canadianas-como-usar-corretamente/

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