Quando retirar os pontos de machucados e cirurgias

Sutura: tipos, princípios básicos, objetivos, técnicas, fios! – Sanar Medicina

Quando retirar os pontos de machucados e cirurgias

Suturas são o conjunto de manobras realizadas para unir tecidos com a finalidade de restituir a anatomia funcional. 

A sutura É definida pela aproximação das estruturas teciduais através da disposição ordenada de inúmeros nós cirúrgicos e exige conhecimento da técnica, dos fios e de suas aplicações em cada tipo de tecido.

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Objetivos da Sutura:

Os 4 objetivos básicos de uma sutura são:

  1. evitar infecção da ferida,
  2. promover a hemostasia,
  3. diminuir o tempo de cicatrização e
  4. favorecer um resultado estético.

As suturas devem ser realizadas em feridas limpas, feridas com contaminação recente  e feridas sem infecção.

Para se realizar uma boa sutura, algumas normas básicas são necessárias:

  • Assepsia adequada: infecções podem fazer deiscência de sutura, por que enfraquecem e destroem os tecidos.
  • Bordas regulares: facilita a exposição das suturas e sua execução.
  • Boa captação das bordas: bordas bem alinhadas e coaptadas facilitam o processo de cicatrização, reduz formação de queloides e contribui para uma melhor estética.
  • Hemostasia: hematomas dificultam a cicatrização e favorece infecções (meio de cultura para os microrganismos). Cuidado! Excesso de hemostasia pode fazer isquemia e promover necrose tecidual.
  • Evitar espaço morto: pode haver acúmulo de líquidos e afastar os tecidos.
  • Realizar por planos: promove bom confrontamento das bordas e evita o espaço morto.
  • Realizar a técnica adequadamente: adequar a sutura ao tecido, com relação a tensão, tipo de fio e espaçamento correto entre os pontos.
  • Evitar isquemia e corpos estranhos
  • Utilizar material apropriado

Quando não suturar

Não devemos suturar quando estamos diante de:

  • Feridas/lesões infectadas
  • Mordidas de animais
  • Perfurações profundas
  • Debris que não podem ser completamente removidos
  • Suturas que demandam muita tensão do tecido
  • Feridas com sangramento ativo não controlado
  • Feridas superficiais (escoriações e erosões)

Pinças de dissecção

São instrumentos de apreensão dos tecidos, favorecendo sua manipulação. Podem ser atraumáticas (anatômica) ou traumáticas com “dente de rato”, que são usadas na confecção de pontos na pele.

Agulhas

Podem ser curvas (mais usadas) ou retas;  traumáticas, quando o fio não vem montado e há um orifício para sua colocação  ou atraumáticas, ou seja, já montadas com o fio.

Fios cirúrgicos

Podem ser de origem sintética ou orgânica e monofilamentares (levam à menor reação inflamatória) ou multifilamentares. Se fossemos pensar em fio ideal, ele deveria ter as seguintes características: ter a resistência tênsil igual a dos tecidos, ser fino, regular, flexível, ter pouca reação tecidual e baixo custo.

Os fios ainda podem ser classificados em absorvíveis não absorvíveis:

  • Fios Absorvíveis:
    • Origem animal: Catgut simples e cromado
    • Origem sintética: Vycril, Dexon, Monocryl, Vycril Rapid e PDS II
  • Fios Não absorvíveis:
    • Origem animal: seda
    • Origem vegetal: Linho e Algodão
    • Origem sintética: Mononylon (poliamida), Prolene (polipropileno), Mersilene, Polycot, Aciflex

Os fios não absorvíveis, na maioria das vezes, não precisam ser retirados e levam à menor reação inflamatória.

O calibre dos fios varia de nº 0 até nº 12.0. Quanto menor o número de zeros, maior é o calibre do fio, portanto, um fio 2.0 (dois zeros) é mais calibroso que o fio 4.0 (quatro zeros).

Isso é importante por que cada calibre do fio exerce uma tensão na sutura, sendo necessária a escolha do calibre adequado.

Além disso, cada calibre tem sua aplicação: oftalmologia e microcirurgia (7.0 – 12.0); face e vasos (6.0); face, pescoço e vasos (5.0); mucosa, tendão e pele- abdome e tronco (4.0); pele- extremidades e intestino (3.0); pele- extremidades-, fáscia e vísceras (2.0); parede abdominal, fáscia e ortopedia (0-3)

A escolha da sutura

A sutura pode ser contínua ou descontínua.

Na sutura descontínua os fios são fixados separadamente, podendo variar a tensão de acordo com a necessidade em cada ponto. É considerada mais segura, já que o rompimento de um ponto não inviabiliza a sutura toda.

É menos isquemiante, confere maior permeabilidade à ferida e consegue força tensil maior e de modo mais rápido. Como desvantagens, possui uma elaboração mais lenta e trabalhosa.

Na sutura contínua, o fio é passado do início ao fim sem interrupções. É  uma sutura de execução mais rápida que a descontínua. É mais hemostática, tendo a mesma tensão em todo percurso da sutura.

Como desvantagens, pode ser estenosante e impermeável e o rompimento de um ponto pode comprometer toda a sutura. Além disso, a sutura contínua tem uma tendência a reduzir a microcirculação das bordas da ferida, prolongando a fase destrutiva da cicatrização e aumentando formação de edema.

Geralmente usa-se fios absorvíveis nas suturas contínuas.

Pontos descontínuos

Ponto Simples: É um dos mais utilizados, sendo considerado ponto universal. É ótimo para sutura de pele.

         

Ponto simples invertido: Variação do ponto simples, onde o nó fica oculto dentro do tecido. É um ponto de sustentação permanente que tem a finalidade de reduzir a tensão na linha de sutura.

Donatti ou U vertical: É a associação de dois pontos simples. Cada lado da borda é perfurado duas vezes.  A primeira transfixação ocorre há até 10mm da borda e inclui pele e camada superior do subcutâneo. A segunda perfuração é transepidérmica, há cerca de 2mm da borda. Esse ponto é também conhecido como “longe-longe, perto-perto”.

É um ponto que promove boa hemostasia, sendo mais utilizado quando há hemorragia subdérmica e dérmica. Reduz tensão e promove boa coaptação das bordas, evitando sua invaginação, entretanto, o resultado estético é inferior.

Ponto em U horizontal ou Colchoeiro: É semelhante ao Donatti, diferindo na posição horizontal das alças. É usado para produzir hemostasia e em suturas com alguma tensão (como cirurgia de hérnias, suturas de aponeurose), que impede a coaptação perfeita das bordas.

Ponto em X: Executado para que fique duas alças cruzadas. Esse ponto aumenta a superfície de apoio de uma sutura para hemostasia ou aproximação. É usado em fechamento de paredes e suturas de aponeurose, músculos, e até em couro cabeludo.

Fonte: APOSTILA DE TÉCNICA CIRÚRGICA. BRASÍLIA: UNB, 2005

Pontos contínuos

Chuleio simples: É o tipo de sutura de mais rápida e fácil execução e pode ser aplicada em qualquer tecido com bordas não muito espessas. É muito usada em suturas de vasos, por que faz boa hemostasia e pode ser usada também em peritônio, músculos aponeurose e tela subcutânea.

Chuleio ancorado: É uma variação do chuleio simples. Aqui o fio passa externamente por dentro da alça anterior, fazendo uma âncora, antes de ser tracionado. É mais hemostática que a anterior e por isso mais isquemiante. Atualmente é pouco utilizada.

Fonte: APOSTILA DE TÉCNICA CIRÚRGICA. BRASÍLIA: UNB, 2005

Intradérmica: É um tipo de sutura que tem um ótimo resultado estético. Nessa técnica a agulha passa horizontalmente através da derme superficial, paralelo à superfície da pele, aproximando as bordas. Por isso não deixa impressões de sutura no tecido externo. Deve ser usado em feridas com pouca tensão.

Que tipo de sutura e qual fio escolher?

Tabela de Tipos de Suturas por Tecido, Fios e Calibres 
TecidoSutura mais recomendadaFioCalibre
PeleDescontínuos: simples ou DonettiContínuos: intradérmicoNão absorvível em tempo médio ou longo4-0 ou 5-0
SubcutâneoNenhuma, pontos simples ou chuleioAbsorvível em tempo curto ou médio3-0 a 5-0
MusculaturaPontos simples, em U ou X sem apertarAbsorvível em tempo médio ou longo2-0 ou 3-0
AponeurosePontos simples ou chuleioNão absorvível ou absorvível em tempo longo0 ou 1


Profilaxia antitetânica

A profilaxia do tétano acidental é extremamente importante, por isso devemos ficar atentos à situação vacinal de cada paciente que chega com um ferimento e ao tipo de ferida.

Fonte: Ministério da Saúde

Ferimentos com baixo risco: Ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados

Ferimentos com alto risco: Ferimentos profundos ou superficiais sujos; com corpos estranhos ou tecidos desvitalizados; queimaduras; feridas puntiformes ou por armas brancas e de fogo; mordeduras; politraumatismos e fraturas expostas.

Referências

  1. GOFFI, F. S.; TOLOSA, E. M. D. C. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da cirurgia. 4. Ed. São Paulo: Atheneu, v. único, 1997.
  2. MARQUES, R. G. Técnica Operatória e Cirurgia Experimental. 1 ed. São Paulo. Guanabara Koogan, v. único, 2005
  3. MAGALHÃES, R. G. Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental. São Paulo: Sarvier, 1996
  4. Mélega JM. Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte; Princípios Gerais. Rio de Janeiro: Médisi; 2002.

Источник: https://www.sanarmed.com/suturas-principios-basicos

Pontos abertos: O que fazer? Como tratar? Como evitar?

Quando retirar os pontos de machucados e cirurgias

Você conhece alguém que fez uma cirurgia e, no pós-operatório, teve os pontos abertos?

Essa situação é chamada de deiscência e pode acontecer por vários motivos, mas, em especial, pelo excesso de esforço físico antes da liberação médica.

É muito importante respeitar todas as orientações médicas no período pós-cirúrgico, pois qualquer pequeno esforço ou movimentação errada pode causar a abertura dos pontos.

Na maioria dos casos, depois que um ponto se rompe, o médico não pode fechar novamente o corte. Dessa forma, a cicatrização passa a ser muito mais lenta e complexa.

O que causa pontos abertos?

Diversos motivos podem levar à abertura dos pontos, mas a principal causa é o aumento da pressão sobre o local da cirurgia. Esforço físico em excesso ou até mesmo quadros de tosse ou espirros frequentes podem levar à essa situação.

Outros fatores também podem aumentar as chances de deiscência:

     – Não manter o corte limpo;

     – Não proteger o local da ferida;

     – Suturas muito apertadas ou muito frouxas;

     – Traumas na área do corte;

     – Obesidade;

     – Tabagismo;

     – Idade avançada;

     – Doenças pré-existentes: diabetes, doença renal, hipertensão, etc.

     – Uso de esteroides;

     – Uso de corticoides em altas doses ou a longo prazo;

     – Deficiência grave de vitamina C.

 Fumantes têm mais chances de desenvolverem deiscência

Quais são os cuidados com pontos abertos?

Dependendo do tipo da cirurgia, da quantidade de pontos abertos e da extensão do corte, a deiscência pode se tornar uma situação grave.

Portanto, se a ferida cirúrgica abrir, é importante manter o local limpo e protegido e procurar o cirurgião o mais rápido possível.

Após avaliar cautelosamente a situação, o médico irá indicar o melhor tratamento.

Alguns produtos aceleram a cicatrização da pele e ajudam a tornar a cicatriz mais amena, como é o caso da Membrana Regeneradora Porosa Membracel.

Por conter poros, a membrana permite a drenagem do excesso de exsudato (secreção da ferida) e favorece as trocas gasosas. Esses fatores auxiliam na formação do tecido de granulação e tornam o processo de cicatrização mais rápido.

A Membracel é indicada para casos de deiscência, pois acelera a cicatrização da pele

Em alguns casos, o médico pode optar por iniciar tratamento com antibiótico para eliminar uma possível infecção e analgésico para alívio da dor. Casos mais graves podem exigir que o paciente volte ao centro cirúrgico para limpeza e fechamento da ferida.

Como prevenir pontos abertos?

Embora rara, a deiscência pode ocorrer em diversos tipos de cirurgia, como abdominoplastia e mamoplastia. No período após a cirurgia, cuidar do corte é essencial para evitar que os pontos abram.

Veja abaixo outras dicas para evitar a deiscência dos pontos:

1 –Não faça esforço físico durante as 2 primeiras semanas ou até que o médico libere. Peça ajuda para realizar as tarefas em casa, inclusive as mais simples, como tomar banho, deitar e levantar da cama.

2 –Evite molhar o local da ferida durante as 2 primeiras semanas para diminuir o risco de infecções. Para tomar banho, proteja o local do corte com material impermeável (como filme plástico).

3 – Se for preciso fazer algum movimento que aumente a pressão no corte, como tossir, espirrar, rir ou vomitar, posicione a mão sobre o corte e aplique pressão para manter os pontos seguros.

4 – Se a cirurgia for no abdômen, é importante manter o bom funcionamento do intestino. A prisão de ventre aumenta a pressão na barriga e acaba forçando os pontos. Beber, no mínimo, 2 litros de água por dia, além de manter uma dieta rica em fibras, frutas e legumes, é essencial para ajudar na cicatrização.

A abertura dos pontos pode se tornar uma complicação grave, já que aumenta o risco de infecções e dificulta a cicatrização da pele.

Não dê bobeira! Deiscência é considerada uma emergência cirúrgica. Avise seu médico o mais rápido possível para que ele possa indicar o melhor tratamento e acompanhar o andamento da cicatrização.

Conheça a história da Membracel.

Источник: https://www.vuelopharma.com/pt/pontos-abertos-o-que-fazer/

Curativos: confira como cuidar de feridas com pontos

Quando retirar os pontos de machucados e cirurgias

Seja após uma cirurgia ou depois de um ferimento grave, os pacientes precisam lidar com feridas suturadas, ou seja, aqueles ferimentos abertos que precisam ser costuradas para juntar o tecido de volta, parar o sangramento e prevenir uma possível infecção.

Nestas situações, as recomendações sobre como cuidar de feridas com pontos são dadas pelo próprio médico, mas se você quer tirar algumas dúvidas agora, nós vamos te ajudar.

Como cuidar de feridas com pontos e fazer o curativo?

Cuidar de feridas com pontos não é tão complexo. Dependendo do local que foi suturado, a própria pessoa pode fazer os devidos cuidados, mas se precisar de ajuda, outra pessoa poderá fazer este trabalho com tranquilidade.

Assim que o paciente leva alguns pontos, a enfermeira fará o curativo e o mesmo é recomendado que permaneça nas primeiras 24 horas. Por isso é importante ter cautela para não expor esse curativo à sujidade.

Retire o curativo com cuidado

Quando chegar a hora de trocar o curativo pela primeira vez, é preciso retirá-lo com todo cuidado possível, pois a pele estará sensível devido à colocação dos pontos. Você pode usar um removedor de adesivos para ajudar.

Sempre observe a ferida quando fizer essa troca. É preciso avaliá-la para saber se o processo de cicatrização está sendo normal (nós falaremos isso no próximo tópico deste post). É comum nessa troca que o local onde foram feitas as suturas estejam avermelhadas.  

Lave bem a ferida

Você pode aproveitar a hora do banho e lavar a sua ferida. Você vai usar apenas água e sabão e ter todo um cuidado especial no processo. Caso prefira não fazer essa lavagem durante o banho, você pode usar uma solução salina e aplicar sabão com a ajuda de uma gaze estéril.

Depois de lavada, é imprescindível secar muito bem toda a área da ferida. A umidade dificulta o processo de cicatrização. Você deve usar uma toalha limpa só para secar o local ou uma gaze estéril.

Esterilize a ferida

Existe uma técnica adequada para passar o iodo ou a clorexidina na ferida. Você deve molhar a gaze com a solução indicada pelo médico e passar na ferida em forma circular. Comece por onde se encontram os pontos de sutura e, a partir dele, esterilize toda a área em volta.

Se você fizer o movimento ao contrário, de fora para dentro, as bactérias serão arrastadas diretamente para a ferida que ainda não está cicatrizada. O objetivo da solução é manter a esterilidade do ferimento, portanto, é muito importante ter bastante cuidado e executar esse procedimento da forma correta.

Cubra a ferida

Nos primeiros dias, a recomendação é que a ferida com pontos seja coberta, já que existe a maior probabilidade de infecção. O curativo deve cobrir bem a área da sutura.

Nos últimos dias, quando começar a fazer uma crosta no local e a pele estiver se unindo, é aconselhável não cobrir mais a ferida. As únicas exceções, neste caso, é quando a lesão corre algum risco de esfregar na roupa, exposição à sujeira ou má evolução dos pontos.

Como saber se a cicatrização está boa?

O processo de cicatrização não é igual para todas as pessoas. Existem alguns fatores que influenciam neste processo, como a idade do paciente, o tipo de pele e o tipo de sutura. Outros fatores importantes são:

  • estado nutricional da paciente;
  • presença de doenças crônicas;
  • uso de medicamentos;
  • dimensão e profundidade da lesão; e
  • presença de hematomas, equimoses ou edemas.

Ainda assim, existem três fases da cicatrização que é comum em todos os pacientes independente dos fatores citados acima: a fase inflamatória, proliferativa e reparo. Vamos falar mais sobre elas agora.

A fase inflamatória é a fase inicial, que pode durar até o 4º dia da ferida suturada, dependendo da extensão e da natureza do ferimento. Ela é caracterizada pela presença de secreção e pode haver inchaço, vermelhidão e dor.

A fase proliferativa é a fase de regeneração da pele, podendo durar entre 5 e 20 dias. É nesta fase que é formado o tecido de granulação. Consideramos este processo positivo quando o tecido é vermelho, brilhante e carnudo, indicando o progresso da cicatrização.

Já a fase do reparo é a última fase e pode durar meses. É quando ocorre a remodelação do tecido formado na fase anterior. O aspecto da cicatriz fica mais ameno e aos poucos ela vai melhorando sua tonalidade, do vermelho à um tom rosa claro.

Para saber mais sobre feridas e curativos, você pode acessar nossos outros posts sobre tipos de curativos e como fazê-los, onde ainda falamos um pouco sobre tipos de feridas. Em caso de dúvidas mais específicas, recomendamos sempre procurar o atendimento médico. Boa leitura!

Источник: https://blog.maconequi.com.br/como-cuidar-de-feridas-com-pontos/

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