Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

Dismenorreia: o que é, causas, tratamento

Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

Dismenorreia é o quadro clínico que envolve uma série de queixas dolorosas, entre as quais, as dores em cólica no baixo ventre, além de outros desconfortos extragenitais no organismo da mulher.

Surge na véspera da menstruação e desaparece no final do fluxo menstrual. Embora alguns mal-estares sejam relativamente comuns nesta fase, rotulamos de dismenorreia quando a intensidade dos sintomas físicos e psíquicos comprometem o cotidiano e até mesmo a qualidade de vida da mulher.

Causas

A dismenorreia primária está associada à liberação de substâncias chamadas prostaglandinas, que são produzidas no útero. Sua elevação acima de níveis fisiológicos promove fortes contrações no músculo uterino e redução da circulação (vasoconstricção) dos seus vasos sanguíneos e diminuição da oxigenação no local, com consequente surgimento da dor menstrual.

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A produção de prostaglandinas está relacionada ao equilíbrio da produção de estrogênios e progesterona e é sabido que a dismenorreia primária ocorre nos ciclos ovulatórios. Os estrogênios estimulam sua produção e a progesterona produzida em níveis fisiológicos quando a mulher ovula, não é capaz de impedir seus efeitos contráteis sobre o útero.

A dismenorreia secundária aparece vários anos depois da menarca e está associada a algumas doenças locais já existentes, entre as quais a endometriose, a adenomiose, mioma uterino, doença inflamatória pélvica (DIP), reação inflamatória ao uso de DIU, malformações uterinas, estenose cervical e outros.

Entre as causas menos comuns de dismenorreia estão a presença de cistos nos ovário e varizes pélvicas, que causam dores no baixo ventre, podendo simular um quadro de dismenorreia secundária.

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Fatores de risco

Na dismenorreia primária constatam-se fatores de risco associados como menarca precoce, fluxos menstruais abundantes ou prolongados. O fator psicológico é considerado elemento muito importante na maior parte das pesquisas.

Na dismenorréia secundária a referência a antecedentes de doença inflamatória pélvica ou cirurgia pélvica pregressa, uso de DIU, sangramentos uterinos anormais, dor nas relações sexual são fatores de risco muito sugestivos.

Sintomas de Dismenorreia

Os sintomas variam de acordo com algumas características, por isso o quadro é dividido em dismenorreia primária e dismenorreia secundária.

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Na dismenorreia primária, a menstruação dolorosa surge mais precocemente, sem que seja reconhecida qualquer doença de ordem ginecológica associada. As secundárias ocorrem mais tardiamente e estão associadas a algumas doenças ginecológicas.

Predomina a menstruação dolorosa – dor em cólica no baixo ventre – muito frequente nas adolescentes desde um a dois anos após a primeira menstruação (menarca), quando a jovem começa a ovular com mais regularidade e persiste até os 25 anos, quando a severidade dos sintomas regride e até mesmo desaparece.

Os outros sintomas gerais, menos comuns, chamados de extragenitais, acometem pelo menos 50% dos casos e são representados por náusea/vômitos (90%), desânimo e fadiga (85%), nervosismo (65%) e dor de cabeça (50%).

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Em menor frequência e intensidade também é possível mencionar a diarreia, a sudorese excessiva, a insônia e a “sensação de desmaio” (lipotímia).

Buscando ajuda médica

A existência dos fatores acima mencionados, referidos pela paciente na consulta médica, já sugere a origem do quadro doloroso de dismenorreia e a justificativa para buscar ajuda médica.

Diagnóstico de Dismenorreia

O diagnóstico da dismenorreia é feito baseado na história clínica, procurando identificar o momento em que a dor surgiu (dismenorrria primária ou secundária). Também é avaliada a regularidade do padrão menstrual (ciclos ovulatórios), exame ginecológico completo, exames de laboratório (sangue, urina e secreção vaginal) e exames de imagem (ressonância e ultrassonografia).

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O exame clínico ginecológico meticuloso, sobretudo o toque vaginal (e às vezes o toque retal) complementa a suspeita do fator causal e revela, ou afasta, a presença de determinadas patologias. Exames complementares laboratoriais e de imagem são exigidos para que se possa formalizar melhor um diagnóstico de certeza que norteie a forma adequada de tratamento para dismenorreia.

Nos casos crônicos, impõe-se a realização da videolaparoscopia ou videohisteroscopia.

Quando se administra progestógenos (progesteronas sintéticas) conseguimos bloquear a produção de prostaglandinas, razão pela qual medicamentos a base destas substâncias sintéticas, como os anticoncepcionais orais, tem excelente efeito terapêutico sobre as cólicas menstruais, sobretudo na dismenorreia primária.

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O uso de medicamentos anti-prostaglandinas propicia alívio da dor em torno de 80% das pacientes portadoras de dismenorreia primária.

O tratamento da dismenorreia secundária fica na dependência da causa que a origina.

Cuidados

Durante a crise de dismenorreia o tratamento deverá ser apenas sintomático, em busca do alívio da dor. Isto pode ser repetido em outros ciclos, no caso de ainda não se ter um diagnóstico de certeza.

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No dia da consulta é recomendável não fazer uso de medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios para não camuflar os sintomas no momento do exame ginecológico.

Medicamentos para Dismenorreia

A dismenorreia pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de dismenorreia são:

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Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Referências

Cláudio Basbaum, ginecologista, introdutor do Parto Leboyer e da técnica “Shantala” no Brasil e membro do Corpo Clinico do Hospital e Maternidade São Luiz em São Paulo (CRM-SP 11.665)

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/dismenorreia

Dismenorreia

Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

Dismenorreia é o termo clínico para nos referirmos à menstruação dolorosa ou dores menstruais.

É um problema comum, e, em algum grau, a maioria das mulheres sente alguma dor ou desconforto durante uma menstruação espontânea.

 Por ser tão comum, é frequentemente desvalorizada, mas por vezes merece avaliação, por interferir com o bem-estar da adolescente ou mulher.

Os cataménios (período, menstruação) geralmente provocam dor ligeira, não havendo, na grande maioria dos casos, motivo para preocupação.

A dor pode variar bastante de intensidade entre mulheres, mas quando dores fortes prejudicam o bem-estar e interferem no dia-a-dia, uma de várias doenças pode ser a causa deste problema.

Os casos de dores muito intensas, atípicas (ver dismenorreia primária, abaixo), merecem avaliação pelo médico ginecologista.

O seu médico despistará outras causas para as dores (doenças) e delineará o melhor tratamento.

Durante a menstruação ou período menstrual, formam-se compostos (prostaglandinas) que causam contrações uterinas e provocam dores. O aumento de pressão com estas contrações pode até diminuir a quantidade de sangue que consegue chegar ao útero, o que causa sintomas de isquemia (diminuição de oxigénio nas células). Esta isquemia passageira pode ser ela própria causa de dor intensa.

Fatores de risco para dismenorreia

Mulheres jovens, com menstruação abundante, fumadoras, sem filhos estão mais propensas a este fenómeno.

A magreza (Índice de Massa Corporal inferior a 20Kg/m2) e ciclos longos e/ou irregulares aumentam também o risco/gravidade dos sintomas.

No entanto, e por ser tão frequente, muitas mulheres não têm nenhum destes fatores de risco.

No caso da dismenorreia secundária, algumas patologias são frequentemente causa de dismenorreia (ver abaixo).

Saiba, aqui, tudo sobre menstruação ou período menstrual.

Dismenorreia primária

Este é, de longe, o diagnóstico mais frequente de dismenorreia. Tratam-se de dores menstruais sem uma causa patológica identificável. Por ser tão frequente, a dismenorreia é muitas vezes desvalorizada.

A dismenorreia primária aparece habitualmente pouco depois da menarca (primeira menstruação). Mais de 80% das mulheres que sofrem deste problema iniciaram dores até 4-5 anos após a primeira menstruação.

A dor está relacionada com contrações uterinas frequentes e descoordenadas, iniciadas pela libertação de compostos (prostaglandinas) aquando a descamação endometrial durante a menstruação.

Isquemia (falta de oxigénio nas células) causada pelo aumento da pressão uterina acima da pressão arterial piora os sintomas.

A dor inicia pouco antes ou com a menstruação, diminuindo ao longo de horas a dias.

É muitas vezes intermitente, em cólica, com alturas de agravamento, mas pode ser também uma dor “surda” e contínua, no abdómem inferior.

A dor pode estar presente nas costas e mesmo nas pernas (coxas). É muitas vezes acompanhada de outros sintomas, incluindo náusea (enjoo), diarreia, mal-estar geral e cansaço.

Os exames são habitualmente normais, nomeadamente a ecografia e/ou análises. No entanto, se a história deixar dúvidas e/ou os sintomas forem significativos, o médico poderá sugerir algum exame para esclarecer ou despistar uma causa secundária das dores (ver amenorreia secundária, abaixo).

Com o avançar da idade e com os partos, a tendência é de os sintomas se atenuarem.

Sendo a dismenorreia primária um diagnóstico de exclusão (válido quando as causas patológicas foram eliminadas), é importante valorizar sintomas que interfiram no dia-a-dia. Na dúvida deve consultar o seu médico de família ou ginecologista.

Dismenorreia secundária

Algumas características das dores menstruais sugerem uma causa patológica:

  • Início das dores menstruais muitos anos após a primeira menstruação (menarca), ou depois dos 25 anos;
  • Irregularidades menstruais associadas (ver menstruação irregular);
  • Ausência de mal-estar, fadiga, enjoos, dor de cabeça, tonturas e dores nas costas;
  • Agravamento dos sintomas ao longo do tempo;
  • Dores nas relações sexuais.

A dismenorreia secundária aparece muitas vezes depois de um período de ausência de dor (anos, por exemplo), e está associada a uma causa habitualmente identificável.

Possíveis causas de dismenorreia secundária são:

  • Endometriose – Esta patologia atinge muitas mulheres e pode manifestar-se por dismenorreia apenas. Endometriose, habitualmente, não dá dores apenas durante a menstruação, e pode ser causa de dores muita intensas que podem incapacitar para o trabalho. Saiba, aqui, tudo sobre endometriose.
  • Adenomiose – É uma doença relacionada com endometriose, mas confinada ao útero. Esta doença manifesta-se com dores menstruais depois dos 35 anos.
  • Fibromas, Miomas ou Leiomiomas uterinos – São tumores benignos do músculo uterino que podem, em algumas situações, causar dores menstruais e/ou causar irregularidades menstruais. Esta patologia torna-se muito comum depois dos 35 anos, pelo que só será motivo de preocupação se causar sintomas importantes, como dismenorreia. Os miomas normalmente não são causa de dores em mulheres muito jovens. Saiba, aqui, tudo sobre mioma uterino.
  • Outras causas anatómicas – São mais raras e podem causar dores muito intensas logo após a primeira menstruação (menarca). Estas dores podem começar antes da menstruação e terminar bem depois do fluxo menstrual terminar.
  • Doença inflamatória pélvica – É uma doença infeciosa do sistema reprodutivo feminino. Pode ser causa de dores menstruais.

Diagnóstico das dores menstruais

Como vimos, na maioria das situações, a história clínica é suficiente para eliminar as causas tratáveis de dismenorreia.

O exame físico é sempre importante para esclarecimento e, em algumas situações, o seu médico poderá propor algum exame ou análise para ajudar no diagnóstico. A ecografia, se possível vaginal, será um dos primeiros exames a realizar, pela sua facilidade e capacidade de excluir causas anatómicas (alterações da estrutura) que possam causar dores. 

Veja ao lado uma imagem ecográfica de um útero normal (ecografia vaginal).

Tratamento das dores menstruais

A dismenorreia, especialmente a primária, é tratada habitualmente com fármacos. São usados, sobretudo, anti-inflamatórios não esteroides (AINE’s), como ibuprofeno, diclofenac, etc.

Esta classe de medicamentos permite aliviar a dor melhor e mais rapidamente do que tomar paracetamol, por exemplo.

Os AINES atuam ao reduzir a produção de prostaglandinas, que vimos estarem na origem dos sintomas, daí serem um remédio mais eficaz para acabar com as dores.

A maioria destas medicações (AINES) são de venda livre em farmácia, e são todas, de uma forma geral, eficazes no tratamento dos sintomas. Podem ser iniciadas assim que os sintomas se apresentem ou assim que se preveja que vão começar (primeiros indícios da menstruação).

A pílula pode ajudar a controlar a dor. Os anticoncetivos melhor estudados neste contexto são os combinados (pílula com estrogénio e progestativo), mas todos poderão ser úteis.

Não existe necessidade em efetuar intervalos na toma dos comprimidos, ou seja, a pílula pode ser tomada todos os dias sem interrupção.

Isto pode levar a que não hajam perdas de sangue no intervalo sem comprimidos/anel vaginal, diminuindo ainda mais as dores.

Os dispositivos intrauterinos (DIU) de cobre não são recomendáveis às mulheres com muitas dores menstruais, porque as podem agravar (são, no entanto, excelentes opções fora deste contexto). O sistema intrauterino com levonorgestrel não tem este inconveniente e pode também melhorar ou resolver os sintomas.

Outras terapêuticas poderão ter efeitos variáveis, como magnésio, outros fármacos (que não AINE’s) ou vitaminas.

Tratamentos não farmacológicos incluem a acupuntura e aplicação pélvica de calor, ambos estudados neste âmbito com resultados de equivalência a alguns analgésicos.

Neste contexto, como tratamento caseiro ou natural, pode fazer a aplicação pélvica de calor, colocando, por exemplo, toalhas húmidas quentes sobre a pelve (“fundo da barriga”).

Este procedimento pode resultar em algum alívio e até complementar a terapêutica com medicamentos.

O tratamento cirúrgico para a dismenorreia primária foi tentado com resultados pouco satisfatórios e efeitos secundários importantes, pelo que não será uma opção para a maioria das mulheres.

Quando a causa é patológica, outras opções poderão ser aconselháveis, em casos selecionados e de acordo com a doença identificada. No caso da endometriose, por exemplo, outros fármacos ou tratamento cirúrgico (cirurgia ou operação de endometriose) poderão estar indicados.

Veja mais informação sobre tratamentos em cada uma das patologias atrás mencionadas.

Importa reforçar a importância de consultar o seu médico ginecologista se subsistirem dúvidas acerca da causa ou agravamento dos sintomas. Não se auto medique sem uma consulta e aconselhamento prévios e tenha atenção aos sinais de alarme descritos atrás.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ginecologia/dismenorreia/

Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

A cólica menstrual, também chamada de dismenorreia, é definida como uma dor do tipo cólica que acomete a região inferior do abdômen e surge logo antes ou durante o período menstrual.

A cólica menstrual é um evento tão comum que até 90% das adolescentes e 25% das mulheres adultas sofrem dessa dor todos os meses.

A dismenorreia é provocada pelas contrações uterinas durante a menstruação, que são importantes para que o útero consiga expulsar todo o tecido uterino desvitalizado.

Em algumas mulheres, porém, as cólicas menstruais são muito intensas, provocadas por contrações tão vigorosas, que até mesmos os vasos sanguíneos que irrigam o útero ficam comprimidos, causando uma isquemia uterina temporária.

Neste artigo vamos falar sobre as opções de tratamento da cólica menstrual. Se você procura informações sobre a cólica menstrual em si, incluindo sintomas, causas e fatores de risco, acesse o seguinte link: Cólica Menstrual – Sintomas, Causas e Tratamento.

Se você também procura informações sobre a tensão pré-menstrual (TPM), não deixe de ler: Sintomas da TPM – Tensão pré-menstrual.

Opções para tratar a cólica menstrual

O objetivo do tratamento da cólica menstrual deve ser sempre aliviar a dor ao máximo possível. Se der para eliminar a dor completamente, ótimo.

Porém, infelizmente, a completa resolução da dor nem sempre é alcançável.

  Nesses casos, com cólicas mais intensas, o objetivo deve ser o alívio da dor de forma suficiente para que a mulher consiga realizar as suas tarefas habituais do dia a dia.

O tratamento da dismenorreia pode ser feito com medicamentos de verdade ou apenas com medidas educacionais, tais como exercícios, dieta adequada, técnicas de relaxamento e remédios caseiros. O que define o tipo de tratamento mais adequado é o grau de intensidade das cólicas. A intensidade da cólica menstrual pode ser dividade em 4 graus:

  • Dismenorreia grau 0: a menstruação não provoca dor, ou o faz de forma muito discreta, sem causar qualquer tipo de pertubação para mulher. → Esse tipo de menstruação não requer nenhum tratamento específico.
  • Dismenorreia grau 1: a menstruação provoca uma pequena cólica, que na imensa maioria dos casos não atrapalha as atividades diárias. → Esse tipo de menstruação raramente requer medicamentos e medidas caseiras são mais do que suficiente para aliviar a dor.
  • Dismenorreia grau 2: a menstruação provoca cólicas moderadas a forte, algumas vezes acompanhadas de outros sintomas, como irritabilidade, dor de cabeça e mal-estar. A cólica pode ser intensa o suficiente para atrapalhar a execução das tarefas habituais do dia a dia. → Esse tipo de menstruação costuma ser tratada com medicamentos.
  • Dismenorreia grau 3: a menstruação provoca cólicas muito intensas, quase sempre acompanhadas de sintomas, como diarreia, cansaço, dor de cabeça, irritação ou vômitos. A cólica é forte e quase sempre atrapalha a execução das tarefas habituais do dia a dia → Esse tipo de menstruação costuma ser tratada com medicamentos, mas eles nem sempre funcionam.

Papel do placebo

O placebo por definição é uma substância ou tratamento que não tem nenhum efeito direto sobre a doença, mas que o paciente acredita ser eficaz. E porque o paciente acredita que esse falso tratamento é real, ele pode realmente funcionar em determinadas situações.

O placebo pode ser simplesmente uma pílula feita de farinha ou uma vitamina qualquer. Pode ser também uma pulseira que supostamente emite vibrações, terapia com luzes coloridas ou um medicamento homeopático.

A cólica menstrual tem uma característica interessante, que é a elevada, porém temporária, eficácia dos placebos. No primeiro mês, 84% das mulheres tratadas com um placebo referem melhora das cólicas menstruais. Esse efeito, porém, não dura muito. No segundo mês, a taxa de eficácia já cai para 29%, no terceiro mês para 16% e no quarto para 10%.

Quanto mais intensa for a cólica menstrual, menos eficaz é o tratamento com placebos.

Tratamento caseiro e não medicamentoso

O tratamento das cólicas menstruais com medidas caseiras pode ser efetuado em qualquer caso, sendo geralmente a única medida necessárias nas dismenorreias graus 0 e 1. Abaixo vamos citar as opções de tratamento não-medicamentoso que nos estudos científicos apresentaram taxa de eficácia superior aos placebos.

Calor local

A aplicação de calor na região inferior do abdômen é uma medida muito eficaz para aliviar as cólicas. Estudos mostram que uma bolsa de água quente pode ser tão efetiva quanto anti-inflamatórios e melhor até que analgésicos comuns, como o paracetamol.

A aplicação de calor na região do abdômen pode ser utilizada em conjunto com analgésicos ou anti-inflamatórios, ajudando a aumentar a eficácia dos medicamentos.

Exercício físico

A prática regular de exercícios físicos ajuda a diminuir a intensidade da cólica menstrual. Mulheres sedentárias costumam ter cólicas mais intensas que as mulheres que fazer regularmente alguma atividade física.

Yoga

Não há muitos estudos sobre a eficácia da Yoga no tratamento da dismenorreia, mas os poucos que existem sugerem que ela é eficaz. Na verdade, qualquer medida que ajude a controlar o estresse parece ser eficaz no controle da dismenorreia, incluindo massagem, técnicas de relaxamento, meditação, etc.

Relação sexual

Estudos mostram que o orgasmo pode aliviar a intensidade da cólica menstrual em algumas mulheres. O problema é que dificilmente a mulher terá desejo sexual se a dor estiver de intensidade moderada ou grave.

Dieta

Uma dieta pobre em gordura animal e rica em vegetais e ômega 3 pode reduzir de forma significativa a intensidade e a duração das cólicas menstruais. Porém, os estudos publicados até o momento foram feitos com poucos pacientes, o que torna o grau de evidência fraco.

Cigarro e álcool

O consumo de cigarro e bebidas alcoólicas está relacionada a um agravamento dos sintomas da cólica menstrual. Se você tem cólicas fortes, evite essas duas substâncias.

Acupuntura

A maioria dos estudos sobre a eficácia da acupuntura na dismenorreia é pequeno e de má qualidade. Há, porém, alguns poucos bons estudos, e estes mostram que a acupuntura parece ser eficaz. Em geral, o resultado da acupuntura parece ser inferior aos dos medicamentos, mas ela é uma boa opção para aqueles que desejam evitar fármacos. De qualquer forma, o grau de evidência ainda é fraco

Tratamento com remédio

O tratamento medicamentoso da dismenorreia é feito preferencialmente com anti-inflamatórios ou com anticoncepcionais hormonais. Nenhum estudo até o momento conseguiu comprovar a superioridade de um sobre o outro. Ambos parecem ser igualmente eficazes e podem ser usados ao mesmo tempo.

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)

Os anti-inflamatórios são eficazes em 85% dos casos e, ao contrário do placebo, o seu efeito não diminui com o tempo.

Os AINES mais indicados para o controle da cólica menstrual são o ibuprofeno e o ácido mefenâmico (mais conhecido como Ponstan®).

Analgésicos comuns, como o paracetamol, têm eficácia inferior aos anti-inflamatórios e, por isso, não costumam ser usados como tratamento de primeira linha. A única exceção parece ser a dipirona (metamizol), que é um analgésico que tem um efeito antiespasmódico relevante, sendo uma boa opção para o alívio das cólicas tanto de origem uterina, intestinal ou renal.

Anticoncepcionais hormonais

Os anticoncepcionais hormonais ajudam na estabilização do ciclo menstrual e controlam o fluxo e as contrações uterinas, ajudando na redução da cólica menstrual.

Todas as formas de anticoncepção hormonal são eficazes, incluindo:

O DIU Mirena, que é um DIU que contém pequenas doses de hormônio, também ajuda no tratamento dismenorreia. Por outro lado, o DIU de cobre não é indicado, pois costuma agravar os sintomas (leia: DIU de Cobre e DIU Mirena – Anticoncepcional intrauterino).

Vitaminas e sais minerais

Alguns pequenos estudos avaliaram a eficácia de determinadas vitaminas no controle da cólica menstrual. A que tiveram melhores resultados foram a vitamina E e a vitamina B1. Em todos eles, porém, os estudos foram pequenos e o grau de evidência é fraco. O magnésio também parece ser superior ao placebo, mas os estudos pequenos e de má qualidade não nos permitem tirar conclusões.

Adesivos de nitrato

Os adesivos transdérmicos contendo nitrato são uma opção de tratamento, mas a sua eficácia é inferior a dos AINES e a dos anticoncepcionais, e a taxa de efeitos colaterais, como dor de cabeça, é mais alta.

Nifedipina

A nifedipina é um medicamento anti-hipertensivo que ajuda a reduzir a dor da dismenorreia. Nas mulheres hipertensas, ele é uma boa opção de tratamento, apesar de ser inferior aos AINES.

A endometriose é uma hipótese que deve ser pensada em todas as mulheres com cólicas menstruais intensas, que não respondem bem a nenhum dos tratamentos citados acima (leia: Endometriose – Sintomas e Tratamento).

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/menstruacao/remedios-para-colica-menstrual/

Como aliviar as dores menstruais sem medicamentos

Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

Sentir algum tipo de dor durante a menstruação não é normal, mas é comum. Mais comum do que se pensa. Além da toma de analgésicos, que alternativas existem para aliviar o desconforto? Fomos investigar e descobrimos vários produtos, desde supositórios vaginais a aparelhos de eletroestimulação.

© iStock

Pode ser um desconforto, passageiro ou permanente. Pode ser uma pontada, breve e lancinante. Pode ser uma cólica, que surge quando a mulher menos espera. Pode ser uma dor suportável, pode ser uma dor incapacitante. Certo é que ela está lá, todos os meses, a cada menstruação.

Esta dor tem um nome: chama-se dismenorreia e estima-se que afete entre 16% a 91% das mulheres em idade reprodutiva, podendo o desconforto ser intenso em 29% dos casos.

“Apesar de ser uma situação comum, não é uma situação normal”, começa por esclarecer Diana Patrício, naturopata e autora do livro Saúde Feminina (Edições Chá das Cinco, € 16,60), referindo-se às dores na região pélvica e/ou lombar nos dias imediatamente antes da menstruação ou nos primeiros dias da mesma.

“O natural seria que a mulher não sentisse desconforto nem dor”, diz. Mas o que fazer quando o ‘natural’ é precisamente uma menstruação dolorosa?

De um aparelho portátil que emite impulsos elétricos na região abdominal a supositórios vaginais, sem esquecer práticas como a acupuntura e a implementação de mudanças na alimentação e no estilo de vida, reunimos uma série de métodos que se apresentam como uma alternativa aos medicamentos convencionais. 

Aparelho de eletroestimulação

Pelo tamanho reduzido, design compacto e pelos botões que apresenta, o Livia mais parece um MP3. Não é um dispositivo que dê música, mas pode ajudar a embalar quem sofre de dores menstruais.

A função deste aparelho, que cabe na palma de uma mão e, portanto, pode ser transportado facilmente na carteira, é emitir impulsos elétricos nas regiões onde o desconforto é maior — seja numa dada área do baixo-ventre, num ponto específico da zona lombar, sobre os ovários ou ao centro da região abdominal — através de dois eletródos que ficam colados à pele, tal qual dois pensos, para aliviar as dores e pontadas.

Long story short: a tecnologia desta máquina assenta na teoria do ‘Gate Control’, segundo a qual é possível suprimir uma sensação dolorosa por meio de uma eletroestimualção não dolorosa, impedindo assim que os sinais de dor cheguem ao cérebro e viajem pelo sistema nervoso central.

No corpo, a sensação resultante dos impulsos elétricos do Livia é semelhante a um formigueiro, que é mais ou menos ligeiro consoante a intensidade dos impulsos, dependente do nível da dor associada.

Ficando escondido debaixo da roupa, o aparelho pode ser usado durante o dia, em qualquer altura da fase menstrual, por um período máximo de 10h.

Garante a marca que o uso do Livia, que cumpre com as leis de segurança europeia no que à saúde diz respeito e tem o selo de aprovação da agência norte-americana Food and Drug Administration, é seguro, não afeta a fertilidade e não interfere com o equilíbrio hormonal. Mulheres com idade igual ou superior a 16 anos podem recorrer a este pequeno aparelho, sendo que a única situação em que o uso do mesmo não está recomendado é em mulheres com pacemakers.

Roll-on com óleos essenciais

E se com a passagem de um roll-on no baixo-ventre e na lombar pudesse apaziguar as dores menstruais? A Lola, marca norte-americana de produtos de higiene íntima pensada por e para mulheres, passou da intenção à ação e criou um produto assim. Trata-se do Cramp Care, um roll-on livre de parabenos e fragrâncias sintéticas apenas formulado com 17 óleos essenciais puros, entre os quais os óleos de camomila, gengibre e gerânio, associados ao alívio da dor muscular.

Penso térmico

O Herbal Heating Patch, da marca Rael, é a versão 2.0 da botija de água quente, tendo a seu favor a comodidade e o design discreto (pode ser usado enquanto realiza as tarefas do dia a dia, sem que o sinta e sem que as pessoas notem que está a usá-lo).

Depois de colado na parte da frente das cuecas (e nunca em contacto direto com a pele), este penso térmico proporciona, por um período máximo de seis horas, um calor reconfortante e consistente, para promover o fluxo sanguíneo e ajudar os músculos a relaxar, reduzindo assim o desconforto abdominal.

Supositórios vaginais

A principal substância dos supositórios vaginais da marca norte-americana Foria é o canabidiol (CBD), um derivado da planta de canábis que a Organização Mundial de Saúde considera ser seguro para o organismo humano. A redução do processo anti-inflamatório e da dor crónica são alguns dos efeitos já estudados deste componente.

“Relativamente às dores menstruais, não excluo a possibilidade de integrar o CBD como uma substância que pode ajudar a aliviar o desconforto”, diz Diana Patrício.

No entanto, a naturopata alerta para as eventuais interações que podem surgir entre a toma do canabidiol e alguns fármacos, sendo sempre necessária a avaliação de um profissional de saúde.

Mudanças no estilo de vida e as terapias alternativas

“Muitas vezes basta apenas corrigir hábitos alimentares, gerir os níveis de stress e fazer uma suplementação adequada que supra as carências existentes para apaziguar a dor e o desconforto associados ao período menstrual”, defende Diana Patrício.

No que à alimentação diz respeito, a naturopata recomenda que sejam excluídos todos os produtos processados, por possuírem muitas vezes “substâncias que de alguma forma contribuem para a inflamação do nosso organismo”, bem como o açúcar e o leite.

O consumo de carnes vermelhas, de cereais com glúten e de laticínios, nomeadamente queijo e iogurte, também deve ser moderado, “dependendo da sensibilidade apresentada pela mulher aos mesmos, uma vez que são alimentos susceptíveis de causar inflamação.”

O que privilegiar, então? “Alimentos oferecidos pela natureza”, resume a especialista em medicina natural, antes de destacar os legumes, as frutas, os frutos secos, os ovos e os peixes. A naturopata não esquece as propriedades anti-inflamatórias do gengibre, pelo que “preparar e beber infusões com a raiz desta planta pode ajudar a aliviar a dismenorreia.”

No campo dos suplementos, há que considerar as carências existentes. “A carência de vitamina D, que é tão comum em todos nós, ainda que vivamos num país com sol, pode também contribuir para a dismenorreia”, alerta Diana Patrício. Assim, quando em falta no organismo, deve ser devidamente suplementada, após a observação médica.

Também a suplementação de zinco e magnésio poderá proporcionar um alívio das dores menstruais, uma vez que estes minerais atuam na redução dos espasmos que dão origem à dor. A naturopata sugere ainda a toma de suplementos de curcuma, com concentrações adequadas de curcumina, bem como suplementos à base de enzimas como a bromelaína e a papeína.

“Têm todos uma acção anti-inflamatória eficaz”, resume.

Em relação às terapias que se apresentam como uma mais-valia face à dismenorreia, Diana Patrício destaca a reflexologia e a acupuntura, pois não só “ajudam a amenizar os sintomas” como também, e sobretudo, “atuam nas suas causas.

” Práticas como a meditação, o ioga e o pilates são ainda apontadas pela naturopata como sendo “excelentes para uma boa gestão de stress”, contribuindo, de forma bastante positiva, para aliviar o desconforto pélvico e abdominal associado à menstruação.

Quando nada parecer funcionar

As recomendações supramencionadas aplicam-se sobretudo aos casos de dismenorreia primária, a menos severa quando comparada com a dismenorreia secundária.

Esta última geralmente traduz-se em dores “demasiado intensas” que não aliviam “com a toma de anti-inflamatórios, nem com a correção dos hábitos de vida e suplementação adequada, condicionando as rotinas da mulher ou adolescente, que se sente obrigada a faltar ao trabalho ou às aulas e, assim, deixa de conseguir executar com normalidade as tarefas do dia-a-dia”, refere a especialista em saúde feminina. Nestes casos, as dores podem estar associadas a doenças do sistema reprodutor como, por exemplo, a endometriose e a adenomiose, mas também à presença de fibromiomas ou anormalidades congénitas na anatomia do útero ou da vagina, pelo que a observação médica não deve ser descurada.

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Tratamentos para Dismenorreia: Remédios, Natural, Fisioterapia e Alternativo

Remédios para Cólica Menstrual (dismenorreia)

O tratamento para dismenorreia primária, pode ser feito com uso de medicamentos para dor, além da pílula anticoncepcional, mas em caso de dismenorreia secundária, pode ser necessário, até mesmo, uma cirurgia.

Em todo caso, existem estratégias naturais, caseiras e alternativas que auxiliam no controle da dor e do desconforto, facilitando a vida da mulher, como fazer exercícios, usar bolsa de água morna sobre o ventre, e preferir ou evitar certos alimentos. 

A seguir indicamos algumas possíveis forma de tratamento contra essa intensa cólica menstrual.

Remédios para dismenorreia

Os remédios que o ginecologista poderá indicar para combater a intensa cólica menstrual, depois de ser diagnosticada essa alteração, podem ser:

  • Remédios analgésicos, como paracetamol e anti-inflamatórios não-esteroides, como  ácido mefenâmico, cetoprofeno, piroxicam, ibuprofeno, naproxeno, que atuam bloqueando a produção de prostaglandinas tendo efeito contra a dor e a inflamação;
  • Remédios antiespasmódicos, como o Atroveran ou o Buscopan, por exemplo, para diminuir as cólicas menstruais;
  • Remédios que diminuem o fluxo menstrual, como Meloxicam, Celecoxib, Rofecoxib
  • Pílula anticoncepcional oral.

Tanto os analgésicos, como os anti-inflamatórios ou antiespasmódicos devem ser tomado poucas horas antes ou logo no início da cólica menstrual, para que tenha o efeito esperado. No caso da pílula esta deve ser tomada conforme as indicações da bula, porque variam entre 21 e 24 dias, com pausa de 4 ou 7 dias entre cada cartela. 

Quando a dismenorreia é secundária, e acontece porque existe alguma doença na região pélvica, o ginecologista poderá indicar outros medicamentos que sejam mais indicados. Em caso de endometriose pode ser preciso fazer uma cirurgia para remover o excesso de tecido endometrial fora do útero, e em caso de uso de DIU, este deve ser removido o quanto antes. 

Fisioterapia para dismenorreia

A fisioterapia também pode ser uma boa opção para controlar a intensa cólica menstrual provocada pela dismenorreia primária, com recursos como:

  • Uso de calor, que vai estimular a irrigação sanguínea, relaxar a musculatura e aliviar o impacto das contrações do útero;
  • Massoterapia no abdômen e nas costas, usando as técnicas de amassamento ou fricção que acalma, melhora a circulação e relaxa a musculatura;
  • Exercícios pélvicos que alongam os músculos, promovendo o seu relaxamento e aliviam a dor;
  • Estimulação Nervosa Transcutânea, a TENS, em que através da colocação de elétrodos na região lombar e pélvica é emitida uma corrente elétrica que não provoca dor e que estimula as terminações nervosas, aliviando a dor e a cólica.

Esse tipo de tratamento pode ser útil para diminuir ou até mesmo cessar as dores da dismenorreia primária, e também são uma boa forma de complementar o tratamento indicado pelo médico, em caso de dismenorreia secundária. Para saber as diferenças entre estes dois tipos da doença, veja: O que é dismenorreia, e como acabar com essa dor. 

Tratamento natural para dismenorreia

O tratamento natural pode ser feito com medidas caseiras como:

  • Colocar um saco de água quente sobre a barriga;
  • Descansar, colocando a barriga para baixo apoiada em um travesseiro para a comprimir;
  • Diminuir o consumo de sal e de alimentos ricos em sódio, como os embutidos e enlatados;
  • Comer mais laticínios, vegetais escuros, soja, banana, beterraba, aveia, couve, abobrinha, salmão ou atum;
  • Evitar bebidas com cafeína, como café, chocolate, chá preto e refrigerantes, como coca-cola;
  • Evitar as bebidas alcoólicas.

Uma ótimo remédio caseiro para dismenorreia é beber o chá de orégano, colocando 2 colheres de chá de orégano em 1 xícara de água fervente, tampando e deixando repousar por 5 minutos, bebendo-o cerca de 2 a 3 vezes por dia.

Tratamento alternativo para dismenorreia 

Como tratamento alternativo para alívio das intensas cólicas menstruais pode-se recorrer à massagem reflexa, massagem ayurvédica ou o shiatsu. Mas a acupuntura, que consiste na colocação de agulhas em pontos chave do corpo, também pode ser possível diminuir a dor menstrual e regular o ciclo menstrual, facilitando o dia a dia da mulher. 

Essas estratégias de tratamento alternativo podem ser realizadas em qualquer fase do ciclo menstrual, mas também aliviam as dores durante a menstruação, mas nem sempre são suficientes para substituir a toma dos remédios indicados pelo ginecologista. 

É possível engravidar com dismenorreia?

A dismenorreia primária, não tem causa definida, e não atrapalha a gravidez e por isso a mulher consegue engravidar naturalmente se tiver relações sexuais, mas em caso de dismenorreia secundária, como podem haver alterações pélvicas importantes, e por isso pode ser mais difícil a mulher conseguir engravidar naturalmente. Em todo caso, as dores menstruais diminuem muito depois da gravidez, mas porque isso acontece ainda não está bem definido. 

Источник: https://www.tuasaude.com/tratamento-para-dismenorreia/

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