Remédios para dor no estômago

Dor no estômago: 11 causas e como tratar com chás e remédios

Remédios para dor no estômago

Queixa bastante comum, a dor no estômago pode representar um quadro de desconforto pontual e sem gravidade, assim como pode ser indício de doenças mais sérias.

Muitas vezes acompanhadas de vômito ou azia, essas dores podem estar associadas à alimentação, estilo de vida ou doenças que necessitam de atenção e acompanhamento médico. Entenda:

O que pode ser dor no estômago?

As condições que têm como sintoma a dor de estômago podem ser várias. A seguir, confira a lista com algumas das mais comuns:

Câncer no estômago

Outra causa é o câncer de estômago, principalmente se a manifestação estiver acompanhada de perda de peso inexplicada e vômito com sangue. Neste caso, é bom procurar um médico o quanto antes, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.

Diarreia

Além de ser sintoma de gastroenterite — inflamação do trato digestivo —, a diarreia pode causar fortes dores no estômago e deve ser tratada com hidratação e repouso. Caso não haja melhora, o ideal é procurar atendimento médico.

Gases

Associados a quadros de má digestão, os gases normalmente podem acarretar em dor de barriga semelhante a do estômago, além de dificuldade maior para digerir a comida.

Gastrite ou úlcera

A dor no estômago pode representar outros quadros, como gastrite e úlcera. Neste caso, ainda pode haver associação com a bactéria Helicobacter pylori, que infecta a mucosa do órgão.

Infarto

Um dos sintomas de infarto é a dor na boca do estômago. Embora não seja muito comum, essa manifestação é possível mesmo sem a presença de dor no peito.

Idosos, obesos, pessoas com diabetes e tabagistas têm mais risco de doenças no coração, então o ideal é recorrer a um serviço de emergência se o incômodo for exacerbado.

Intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar apresenta características como forte dor no estômago, vômitos e até febre. Neste caso, o ideal é procurar um pronto-socorro para realizar o tratamento adequado.

Medicamentos

Alguns remédios, como anti-inflamatórios, podem ser bastante irritativos para o sistema digestivo pois tem o poder de alterar a flora intestinal e remover a camada de proteção do estômago.

É recomendado que o consumo destes medicamentos nunca seja feito de barriga vazia e, para prevenir a dor em pessoas mais sensíveis, é possível tomar protetores gástricos.

Pancreatite

Quando a ocorrência é constante, a causa de dor no estômago pode variar desde pancreatite — inflamação no pâncreas, órgão com função hormonal e digestiva — até condições mais graves.  Neste caso, costuma estar associada a vômitos, prisão de ventre e inchaço.

Pedra na vesícula

A presença de cálculos na vesícula pode gerar dor na boca do estômago, que costuma refletir nas costas.

Refluxo

Normalmente, a dor pode estar associada ao refluxo gastroesofágico — doença em que o ácido do estômago volta para o esôfago. O incômodo pode aparecer logo depois de comer ou mesmo quando o indivíduo está em repouso. É preciso evitar alimentos que irritem ainda mais o sistema digestivo e buscar orientação médica.

Dor no estômago pode ser gravidez?

Apesar de ser muito comum durante a gestação — uma vez que há a presença de gases estomacais neste período, graças às adaptações do corpo —, a dor no estômago não é, individualmente, um sintoma de gravidez.

Quem espera um filho deve comer menores porções e dar preferência a alimentos leves, além de evitar roupas que possam trazer mais incômodo. Não cessando a dor, é importante conversar com o obstetra responsável para receber orientações sobre como proceder.

Sintomas associados

Há sintomas associados ao quadro de dor no estômago que podem auxiliar no diagnóstico, portanto devem ser relatados ao profissional de saúde.

Vômitos, diarreias, inchaço, prisão de ventre, cansaço e gases, além de mal-estar, são os mais comuns. Além disso, perda de peso e febre podem indicar condições mais graves.

Diagnóstico

O diagnóstico costuma associar a análise clínica — que inclui questionamentos do médico e exame físico — a exames de imagem, tais como ressonância magnética e ultrassonografia. Em alguns casos, podem ser necessários testes de sangue ou biopsia.

Qual médico procurar?

Na persistência de sintomas, como os citados acima, a busca por um médico é a melhor solução.

O ideal é a buscar um gastroenterologista ou um clínico geral, já que eles são os especialistas mais indicados para avaliar e indicar o tratamento de forma precisa.

Chá para dor no estômago

Para aliviar imediatamente a dor no estômago, é possível apostar em opções naturais, como o chá de espinheira-santa, cujas propriedades amenizam o desconforto digestivo.

Chá de dente-de-leão ou artemísia também são válidos.

Outros tratamentos

O tratamento de dor no estômago ainda pode variar de acordo com a causa diagnosticada. Por exemplo, casos de gastrite podem requerer uso de antiácidos e antibióticos, já câncer de estômago inclui quimioterapia ou até cirurgia.

Prevenção

Para evitar dor no estômago, alguns cuidados podem ser tomados, tais como:

  • Evitar o consumo de alimentos fortes, como refrigerante, café, bebida alcoólica, pimenta e temperos de sabor intenso
  • Reduzir episódios de estresse, uma vez que tendem a acarretar em acidez elevada no trato intestinal;
  • Evitar automedicação
  • Fazer consultas regulares ao gastroenterologista ou clínico geral

Fontes

Cirurgião geral André Augusto Pinto, cirurgião geral e cirurgião bariátrico da Clínica Gastro ABC – CRM 78.136

Источник: https://www.ativosaude.com/saude/dor-no-estomago/

Omeprazol (Bula): para que serve e como tomar

Remédios para dor no estômago

O omeprazol é o mais famoso representante do grupo de medicamentos chamado de inibidores da bomba de prótons (IBP), que são uma classe de fármacos utilizados para o tratamento das doenças do estômago relacionadas ao excesso de acidez, como, por exemplo, a gastrite e a úlcera péptica.

O omeprazol é um medicamento muito eficaz, mas que atualmente tem sido prescrito de forma indiscriminada, seja por mais tempo do que o necessário ou para sintomas que não precisam ser tratados com inibidores da bomba de prótons.

Neste artigo vamos explicar como funciona o omeprazol, quais são as suas indicações, qual é a sua posologia, quais são os efeitos colaterais e quais são as suas contraindicações.

Se você está à procura de um artigo mais amplo sobre a classe dos inibidores da bomba de prótons, que inclua informações não só do omeprazol, mas também do pantoprazol, esomeprazol, lansoprazol e outros, acesse o seguinte link: REMÉDIOS PARA O ESTÔMAGO – Omeprazol, Pantoprazol, Lansoprazol…

Atenção: este texto não pretende ser uma bula do omeprazol. Nosso objetivo é ser menos técnico que uma bula e mais útil aos pacientes que procuram informações sobre este medicamento.

Mecanismo de ação

O processo de digestão dos alimentos tem o seu primeiro passo no estômago, que é um órgão oco como uma bolsa e extremamente ácido.  O pH do estômago chega a ficar abaixo de 2 graças à sua capacidade de secretar ácido clorídrico (HCl). Essa secreção de ácido é realizada pelas células parietais, um grupo de mais de 1 bilhão de células que estão presentes no fundo e no corpo do estômago.

As células parietais secretam ácido através de uma estrutura chamada bomba de prótons, que é o alvo da ação do omeprazol. O omeprazol liga-se às bombas de prótons, provocando a sua inativação.

Essa inativação das células parietais do estômago pelo omeprazol é capaz de reduzir a produção de ácido em até 95%, motivo pelo qual esse fármaco tem sido o medicamento de eleição para o tratamento das doenças gástricas relacionadas com a acidez.

Para que serve – Indicações

Como já referido, o omeprazol está indicado para o tratamento das doenças do estômago, duodeno ou esôfago que estejam relacionadas com a acidez gástrica.

De forma mais específica, o omeprazol pode ser utilizado nos pacientes com os seguintes problemas:

O omeprazol ajuda a proteger a parede do estômago ou do duodeno, já que a inibição da acidez facilita o processo de cicatrização de úlceras, erosões ou infamações.

Situações nas quais o omeprazol não está indicado

Por ser um fármaco extremamente efetivo para proteger e tratar o estômago da acidez, o omeprazol (e também os outros IBP) acaba sendo frequentemente prescrito de forma indiscriminada.

Há casos em que o omeprazol é prescrito para tratar sintomas ou problemas cuja origem não é um excesso de acidez gástrica, e há casos no qual o omeprazol é corretamente prescrito, mas o seu uso acaba sendo prolongado por muito mais tempo do que o indicado.

Há pacientes que permanecem tomando o omeprazol por anos, quando, na verdade, o seu tratamento só deveria durar algumas semanas.

Falaremos sobre o tempo de tratamento adequado mais à frente. Por enquanto, vamos nos ater às indicações incorretas do omeprazol.

Omeprazol como protetor gástrico para pacientes que tomam múltiplos medicamentos

Talvez a indicação mais incorreta para o uso do omeprazol seja o seu uso como protetor do estômago para pacientes que tomam várias medicações. O fato do paciente tomar 5,6 ou 7 medicamentos diferentes não significa que ele tenha um maior risco de ter gastrite, úlceras ou qualquer outra doença relacionada à acidez.

É verdade que muitos pacientes polimedicados queixam-se de mal estar. Muitas vezes, porém, a culpa não é das medicações. E mesmo quando o mal estar está relacionado a algum efeito colateral de remédios, o omeprazol não serve para evitá-lo. O omeprazol é um inibidor da acidez estomacal, ele não é um antídoto para os efeitos colaterais de outros medicamentos.

O uso do omeprazol só faz sentido se um dos efeitos colaterais dos outros medicamentos for a gastrite ou a úlcera péptica, como é o caso, por exemplo, dos anti-inflamatórios.

Omeprazol para aliviar dores agudas do estômago

Os primeiros efeitos do omeprazol começam com cerca de 1 hora, mas a sua ação plena de inibição das células parietais e o aumento do pH estomacal só atingem o seu ponto máximo após 4 dias.

Isso significa que aquela dor de estômago ou sensação de azia isolada e de curta duração que você tem esporadicamente não é afetada pelo uso do omeprazol.

Analgésicos comuns, antiácidos e a ranitidina são fármacos muito mais eficazes que o omeprazol para o tratamento de problemas agudos e de curta duração do estômago ou do esôfago.

O omeprazol funciona se os sintomas de queimação ou azia forem persistentes ou muito frequentes, como, por exemplo, 3 ou mais episódios por semana. Nestes casos, o uso do omeprazol por vários dias está indicado.

Omeprazol para problemas da vesícula

Se você tem sintomas gastrointestinais relacionados com problemas da vesícula, o omeprazol não é um medicamento que vá ajudar. Mais uma vez, o uso do omeprazol só está indicado em doenças gastroesofagianas relacionadas com a acidez gástrica.

Nomes comerciais

O omeprazol é um medicamento que já pode ser encontrado sobre a forma de medicação genérica, tanto no Brasil quanto em Portugal.

Entre as nomes comerciais, as marcas mais famosas são:

  • Gastrium.
  • Loprazol.
  • Losec (Brasil e Portugal).
  • Loseprel.
  • Meprazan.
  • Neprazol.
  • Novoprazol.
  • Omenax.
  • Omepramed.
  • Omeprazin.
  • Omeprotec.
  • Omezolan (Portugal).
  • Oprazon.
  • Peprazol.
  • Proton (Portugal).
  • Teutozol.
  • Victrix.
  • Uniprazol.

Como tomar – Posologia

O omeprazol deve ser tomado, de preferência, em jejum, pois é neste momento que as células parietais apresentam o maior número de bombas de prótons em repouso, aptas para serem inibidas.

A dose e o tempo de tratamento variam de acordo com a doença a qual se pretende tratar. Exemplos:

• Úlcera duodenal: 1 comprimido de 20 mg por dia por 4 semanas. Se necessário, o tratamento pode ser estendido até 8 semanas.

Úlcera gástrica: 1 comprimido de 20 mg por dia por 4 a 8 semanas. Úlceras maiores que 1 cm costumam ser tratadas com 40 mg por dia por 8 semanas.

Refluxo gastroesofágico: 1 comprimido de 20 mg por dia por 4 semanas.

• Esofagite erosiva: 1 comprimido de 20 mg por dia por 4 a 8 semanas. Se necessário, o tratamento pode ser estendido até 12 semanas.

• Síndrome de Zollinger-Ellison: dose inicial de 60 mg por dia, podendo ser ajustada até 120 mg 3 vezes por dia. O tratamento deve ser mantido enquanto necessário.

Tratamento da úlcera duodenal ou gástrica induzida por anti-inflamatórios: 1 comprimido de 20 mg por dia por 4 a 8 semanas.

• Tratamento da úlcera duodenal ou gástrica induzida por anti-inflamatórios: 1 comprimido de 20 mg por dia por até 6 meses.

• Tratamento da azia persistente ou recorrente (off label): 1 comprimido de 20 mg por dia por 14 dias.

Se o paciente não conseguir engolir as cápsulas, as mesmas podem ser abertas e o pó no seu interior misturado a um copo de água. O medicamento deve ser tomado imediatamente. Esse medicamento não deve ser mastigado nem triturado.

Efeitos colaterais

O omeprazol é um fármaco bastante seguro, com baixíssima taxa de efeitos colaterais graves.

Entre os efeitos adversos mais comuns destacam-se a dor de cabeça (7%), dor abdominal (5%), diarreia (4%), enjoos (4%), flatulência (3%), vômitos (3%), tontura (2%), reações alérgicas da pele (2%), prisão de ventre (2%), dor lombar (1%), tosse (1%), pneumonia (1%).

Entre os efeitos adversos mais graves (e também mais raros – menos de 0,1% dos pacientes), podemos destacar:

Apesar de raros, os efeitos colaterais listados acima têm sido registados, pois o omeprazol é um medicamento atualmente utilizado por milhões de pessoas. O uso prolongado, isto é, por anos a fio, aumenta o risco da ocorrência de efeitos colaterais mais raros.

Contraindicações

A única contraindicação relevante ao omeprazol é uma história de alergia prévia a algum fármaco da classe dos inibidores da bomba de prótons.

Por falta de estudos clínicos que demonstrem a sua segurança, o omeprazol não deve ser utilizado nas grávidas ou durante a amamentação, a não ser em casos selecionados.

Interações medicamentosas

O omeprazol pode reduzir a ação dos seguintes fármacos:
– Clopidogrel, anti-fúngicos (ex: fluconazol, cetoconazol e itraconazol), micofenolato mofetil, mesalazina, indinavir, atazanavir, nelfinavir, bifosfonatos, fenitoína e rifamicina.

O omeprazol pode potencializar a ação dos seguintes fármacos:
– Metotrexato, anfetaminas, benzodiazepinas (ex: diazepam), carvedilol, citalopram, escitalopram, ciclosporina, tacrolimos, dabigratan e varfarina.

A lista acima não está completa. Comunique o seu médico se você estiver tomando algum medicamento.

Obs: o omeprazol não interfere com o efeito da pílula anticoncepcional.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/bulas/omeprazol/

Queimação e dor de estômago? Soluções caseiras ajudam a aliviar sintomas

Remédios para dor no estômago

Dor ou sensação de desconforto na parte superior do abdome (condição chamada de dispepsia), queimação e azia. Quem nunca sofreu de algum desses males levanta a mão.

Comuns após comer ou beber em excesso, ingerir os alimentos rápido demais ou então quando algo não “cai” bem no estômago, eles nem sempre são motivos de preocupação e às vezes podem até ser tratados com soluções naturais e caseiras.

Mas atenção: se os sintomas —que ainda podem incluir mal-estar, enjoo, vômito e estufamento— forem frequentes e intensos, é fundamental procurar orientação médica o quanto antes e não se automedicar, nem mesmo com soluções aparentemente inofensivas.

Também é preciso ter cuidado com as alergias e ter em mente que o que faz bem para uma pessoa nem sempre tem o mesmo efeito para outra.

Sabendo isso, confira a seguir algumas receitinhas que podem ser preparadas em casa mesmo para aliviar simples problemas gástricos.

A Maytenus ilicifolia, conhecida popularmente como espinheira-santa, é uma das plantas mais utilizadas em casos de transtornos gastrointestinais.

Segundo o naturopata Daniel Alan Costa, coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia da Unip (Universidade Paulista) e diretor da Ebran (Escola Brasileira de Naturopatia), ela tem princípios ativos que ajudam a diminuir a produção do suco gástrico e a proteger a mucosa do estômago.

Os efeitos da espécie, inclusive, já foram demonstrados em estudos —eles confirmam melhoras significativas nos sintomas de azia e dor, por exemplo.

O especialista recomenda que o chá de espinheira-santa seja consumido três vezes ao dia. O preparo deve ser feito da seguinte forma: adicionar cerca de 4 gramas de folhas da espécie em uma panela com água e levar ao fogo. Ferver por 3 a 5 minutos, tampar e deixar repousar por mais 5 minutos. Ao final, coar.

Chá de tanchagem

Indicada para dores de estômago e má digestão, a erva medicinal tanchagem, cujo nome científico é Plantago major, atua estimulando o sistema digestivo. “Ela tem propriedades adstringentes, anti-inflamatórias, analgésicas e cicatrizantes”, comenta o naturopata, que também é membro da WFCMS (World Federation Chinese Medicine Societies).

Para preparar o chá, basta colocar um punhado de folhas da planta em água fervente e abafar por cerca de 5 a 8 minutos. Coar em seguida. Assim como a bebida feita com a erva espinheira-santa, a de tanchagem pode ser tomada, no máximo, três vezes ao dia.

Chá de erva-doce

A popular erva-doce (Foeniculum vulgare), conhecida como funcho em algumas localidades, é utilizada mundo afora para tratar uma série de problemas, inclusive os estomacais. Estudos mostram que ela contribui para a digestão e é eficaz contra dispepsia, queimação e azia, pois estimula a secreção do ácido gástrico.

A forma de consumo mais comum é o chá —mas também é possível utilizá-la como condimento e tempero. Para fazer a bebida, ferva a água e depois acrescente um punhado da planta (sementes ou folhas). Abafe por cerca de 5 minutos e, por fim, coe. Costa informa que a ingestão não deve ser superior a três xícaras por dia.

Suco de abacaxi com mamão

Quando surge aquela sensação de empachamento ou então de desconforto abdominal, a sugestão de Elaine Moreira Ferreira, gastroenterologista do Instituto EndoVitta e membro da Comissão G Mulher, da FGB (Federação Brasileira de Gastroenterologia), é o suco de abacaxi com mamão.

“O abacaxi tem bromelina, uma enzima que ajuda na digestão, e o mamão tem papaína, substância que aumenta o movimento peristáltico do intestino, também colaborando no processo digestivo”, explica a médica. Consumir um copo de 200 ml —feito com uma fatia de cada fruta e, de preferência sem açúcar— em situações de incômodo é suficiente para aliviá-lo.

Suco de batata crua

O suco de batata crua, normalmente feito com a espécie inglesa, é mais uma alternativa para aliviar dores de estômago, queimação e azia. Por ser alcalino, o tubérculo neutraliza a acidez do estômago e diminui o desconforto, atuando como uma espécie de antiácido.

Seu preparo se dá da seguinte forma: descasque uma batata grande e corte-a em fatias, ou então rale; depois, esprema —fica mais fácil colocando dentro de um pano limpo— até sair o líquido. O ideal é beber em jejum ou cerca de 30 minutos antes das principais refeições (almoço e jantar).

Água com limão e uma pitada de bicarbonato de sódio

Apesar de ser uma fruta ácida, o limão, quando espremido na água e acrescido de bicarbonato de sódio, ajudar a aliviar uma variedade de queixas gástricas. Estudos demonstram que o preparado produz ácido carbônico, o que reduz gases e indigestão e melhora a secreção hepática e a mobilidade intestinal.

Vale destacar que o limão ainda combate a acidez do estômago. Isso porque, ao entrar em contato com os ácidos do órgão, promove uma neutralização do local, tornando o seu pH mais alcalino.

De acordo com Costa, a receita ideal é espremer, no máximo, três limões em um copo de 250 ml de água em temperatura ambiente, colocar uma pitada de bicarbonato de sódio, e tomar em jejum.

Gengibre

Com poder anti-inflamatório, a raiz é bastante utilizada em problemas do trato digestivo, sobretudo dores abdominais. “O gengibre é ótimo para essas condições, mas desde que o paciente não tenha nenhuma contraindicação”, pontua a gastroenterologista.

Diversos estudos mostram que o consumo de gengibre ajuda a diminuir enjoo e náusea, especialmente após as refeições, quando algo não “cai” bem, e a acelerar as contrações estomacais, o que faz com que os alimentos que estão causando o desconforto sejam movidos mais rapidamente.

Fora isso, ele estimula a secreção dos sucos gástricos e blinda as mucosas que protegem o tubo digestivo. Pessoas que sofrem com dores de estômago e mal-estar por conta da alimentação podem adicionar a raiz à comida ou fazer um chá com ela —o preparo e a forma de consumo sãos iguais ao do chá de espinheira-santa.

Indicações além dos remédios naturais

E não são apenas os remédios caseiros e naturais as indicações aliviar a dor de estômago, queimação e azia.

Nessas situações, Tomazo Antonio Prince Franzini, endoscopista e membro da diretoria da Sobed (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva), diz que é importante evitar o consumo de alimentos gordurosos, processados, condimentados e apimentados, pois eles são de digestão mais lenta.

“O que recomendo é fazer uma dieta mais leve e saudável, com elementos ricos em fibras, diminuir os intervalos entre as refeições, não beber enquanto come e não tomar bebidas que agridem a mucosa gástrica, como álcool, café, achocolatado, refrigerante e energético”, aconselha o médico.

O que também é importante é evitar deitar quando estiver com alguns dos sintomas citados. Isso porque, ao ficar na posição horizontal, a probabilidade de o ácido do estômago subir pelo esôfago e gerar desconforto é maior.

“E é fundamental não fumar, para evitar irritar ainda mais a mucosa gástrica, controlar o estresse, pois ele interfere na saúde digestiva, comer devagar e mastigar bem os alimentos, para não sobrecarregar o estômago”, complementa Luiz Eduardo Grisolia de Oliveira, diretor do Hospital Ibiapaba CEBAMS (Centro Barbacenense de Assistência Médica e Social) e gastroenterologista da Gastroclínica de Barbacena (MG).

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/13/queimacao-e-dor-de-estomago-solucoes-caseiras-ajudam-a-aliviar-sintomas.htm

Autor: Liliana Flores Silva

Última atualização: 2017/04/07

Palavras-chave: Inibidores da bomba de protões, ácido gástrico, dispepsia, avaliação do risco-benefício

O que são “protetores” gástricos e para que servem?

Os popularmente chamados “protetores” gástricos são medicamentos utilizados para diminuir a produção de ácido pelo estômago e, deste modo, reduzir a dispepsia.

Entende-se por dispepsia a “dificuldade de digestão”, que se pode caracterizar por dor ou mal-estar na região superior do abdómen, sensação rápida de saciedade após a ingestão de alimentos, distensão abdominal, eructação (arrotos), menor apetite, náuseas ou azia.

Entre as causas mais comuns de dispepsia em que se usam medicamentos para diminuir a produção de ácido pelo estômago estão a Doença de Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE), a úlcera péptica (úlcera do estômago ou do duodeno), a gastrite, e a dispepsia funcional, na qual não é encontrada uma causa orgânica para os sintomas.

Há vários tipos de medicamentos com capacidade para diminuir a produção de ácido pelo estômago, entre os quais os mais comuns são os inibidores da bomba de protões (omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, esomeprazol, dexlansoprazol). É importante salientar que, como qualquer medicamento, os inibidores da bomba de protões (IBP) podem ter efeitos secundários e por isso devem ser utilizados com indicação médica.

Os inibidores da bomba de protões não são “protetores”, são medicamentos.

Os IBP são medicamentos seguros?

Os IBP estão entre os medicamentos mais vendidos nas farmácias portuguesas, com ou sem prescrição médica e, por conseguinte, encontram-se entre os fármacos mais utilizados pela população portuguesa.

O seu consumo tem aumentado nos últimos anos, sendo que em 2016 foram vendidas em Portugal mais de 7 milhões de embalagens de IBP, representando um aumento de 30% em relação a 2010.

No geral os IBP são medicamentos seguros, no entanto não são isentos de riscos, principalmente quando utilizados durante longos períodos de tempo.

Segundo a evidência científica recente os IBP podem aumentar o risco de:

  • Infeções gastrointestinais, uma vez que o ácido do estômago (suprimido pelo medicamento) ajuda a eliminar algumas bactérias prejudiciais.
  • Fraturas ósseas, por diminuir a absorção de cálcio. Isto é particularmente importante em pessoas idosas ou com osteoporose.
  • Diminuição da absorção de algumas vitaminas e minerais. Além do cálcio pode haver diminuição da absorção de magnésio e de vitamina B12, importantes para o bem-estar físico e mental.
  • Lúpus eritematoso cutâneo subagudo, caracterizado pelo desenvolvimento de lesões em áreas de pele expostas ao sol, acompanhadas de dor nas articulações.
  • Pólipos benignos no estômago
  • Nefrite intersticial aguda, que é uma inflamação do rim provocada por uma reação alérgica ao medicamento.

Pode esclarecer com o seu médico qualquer dúvida sobre os riscos associados à utilização de inibidores da bomba de protões.

Qual deve ser a duração do tratamento com IBP?

Na maior parte das doenças em que está indicado o uso de IBP, a duração do tratamento deve ser limitada no tempo, no máximo até 1 a 3 meses.

No entanto há situações clínicas específicas em que o tratamento deve ser mais prolongado, como o caso de formas graves de DRGE.
Assim, os IBP devem utilizar-se na dose mínima eficaz, durante o menor tempo possível.

Em cada momento deve-se reavaliar a necessidade real de prolongar o tratamento.

Se fizer muita medicação, deve-se tomar IBP para prevenir complicações?

Apenas pessoas em tratamento com anti-inflamatórios não esteróides (por exemplo, ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, naproxeno, diclofenac) ou que apresentem risco aumentado de hemorragia (por exemplo, doentes hipocoagulados ou com hemofilia) têm benefício em usar IBP de forma preventiva.

É importante que consulte o seu médico antes de suspender o uso de qualquer medicamento e os IBP não são exceção.

Quais são as alternativas ao uso de IBP em caso de dispepsia?

Há algumas situações que estão associadas aos sintomas dispépticos e que convém evitar:

  • Fritos e outras gorduras
  • Mentol, chocolate, café
  • Alimentos com aditivos, conservantes e especiarias
  • Bebidas alcoólicas
  • Citrinos e bebidas gaseificadas
  • Tabagismo e excesso de peso

No caso dos doentes com doença do refluxo gastro-esofágico, também é conveniente:

  • Evitar vestuário apertado no abdómen
  • Evitar refeições abundantes
  • Evitar deitar nas primeiras 3 horas após refeição
  • Elevar a cabeceira da cama

É importante recordar que em caso de persistência dos sintomas apesar destas medidas deve consultar o seu médico assistente.

Conclusão

Os inibidores da bomba de protões não são “protetores”, são medicamentos, sendo que o seu uso a longo prazo não é isento de riscos.

Assim, deve ser reavaliada periodicamente pelo seu médico a necessidade real de prolongar o tratamento com IBP.

É igualmente importante que consulte o seu médico antes de suspender a sua toma, uma vez que pode ser portador de alguma condição médica que justifique o seu uso a longo prazo.

Referências Recomendadas

  • ARS LVT, Boletim Terapêutico Nº 1/2016
  • DGS, Norma nº 036/2011 de 30/09/2011 – “Supressão Ácida: Utilização dos Inibidores da Bomba de Protões e das suas Alternativas Terapêuticas”
  • Infarmed, Recomendações Terapêuticas N.º 3 / março 2017 sobre Inibidores da Bomba de Protões (IBP)
  • U.S. Food & Drug Administration (FDA), Proton Pump Inhibitors Information
  • Gill, J M, Player, MS, Metz, DC. Balancing the Risks and Benefits of Proton Pump Inhibitors. Annals of Family Medicine. 2011, 9(3): 200–202
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Источник: http://www.metis.med.up.pt/index.php/Protetores_g%C3%A1stricos:_verdades_e_mitos

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