Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

As doenças da tireoide tem cura?

Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

Quando se tem uma doença, seja ela grave ou não, a primeira coisa que vem a cabeça é sobre a possibilidade cura. Mas o que é estar curado afinal? Será que as doenças da tireoide tem cura?

Essas e outras perguntas serão respondidas no artigo desta semana, pois o questionamento sobre a possibilidade de cura sempre chega até mim no consultório ou nas redes sociais do Dr. Tireoide.

Diante de uma doença tireoidiana que compromete a qualidade de vida do indivíduo, ou de uma patologia ainda mais grave, como as doenças autoimunes, pensar em curar-se é mais do que natural.

Contudo, o processo de cura é relativo, do meu ponto de vista.

E dada a relevância deste assunto, eu vou compartilhar com você o que eu entendo como cura, se as doenças da tireoide tem cura e o caso do hipertireoidismo, que merece a nossa atenção.

Para entender mais sobre essas questões, continue comigo até o final da leitura.

O que se pode entender como cura

Quando se pensa em um processo de cura, normalmente, se entende como a resolução total do problema, ou seja, melhorar e zerar a presença da doença na vida da pessoa.

Sendo assim, é muito comum receber clientes no meu consultório interessados em eliminar o problema de vez.

De fato, quando se fala no conceito de cura dentro do âmbito acadêmico, ele diz respeito ao desaparecimento total de uma condição ou doença.

Entretanto, do meu ponto de vista, o conceito de cura tem mais relação com o estado da pessoa e a sua evolução durante o tratamento das doenças da tireoide, do que com a eliminação total do problema.

Ou seja, estar curado tem mais conexão com um indivíduo equilibrado do ponto de vista alimentar, com o intestino em pleno funcionamento e sem disbiose, com o fígado limpo e equilibrado, com suas reações imunológicas controladas e por fim, com um indivíduo que esteja se sentindo bem.

Todas as manifestações acima são características de uma pessoa que apresenta melhora significativa no tratamento das doenças da tireoide e caminha, com sucesso, para um estado de cura.

Como falamos anteriormente, é possível sim, alcançar um estado de cura quando se fala nas doenças da tireoide. 

Vejamos o exemplo de uma mulher que tem um nódulo tireoidiano e ao ser diagnosticada se descobre um câncer. Dentro dessa situação ela fará uma cirurgia e ficará praticamente curada do problema.

Já uma senhora que apresenta hipertireoidismo, uma hiperfunção da tireoide, terá que fazer um tratamento com medicação para controlá-la. E neste caso, não se chega na cura conceitual, mas sim em um tratamento que aumentará sua qualidade de vida.

À vista disso, situações de hipotireoidismo, hipertireoidismo e nódulos na tireoide são condições diferentes que requerem ações específicas por parte do médico.

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O caso do hipotireoidismo

Quando se fala em hipotireoidismo, se fala em uma questão mais delicada. Podendo progredir para uma doença autoimune, é necessário tomar cuidado com o conceito tradicional de cura.

Se o indivíduo desenvolve a doença de Hashimoto que é uma doença autoimune, ou seja, a pessoa agride seu próprio organismo com seus anticorpos, ele tem uma chance de cura bem menor do que com relação às outras doenças da tireoide.

Por que isso acontece?

Porque a reação autoimune é uma reação espontânea do corpo relacionada a uma série de causas que eu venho falando nos meus canais de comunicação como e Instagram.

Diversas são as causas desencadeadoras de uma reação autoimune e muitas delas estão relacionada ao estilo de vida da pessoa, como por exemplo:

Você também pode gostar de ler: Estresse e tireoide: como essas sensações impactam a saúde?

O que vai além da cura

Sendo assim, o que eu entendo como um indivíduo curado está muito mais relacionado com o seu bem estar do que com o desaparecimento total da doença.

As doenças da tireoide tem cura, sim. 

Contudo, pode-se compreender como cura uma melhora nas condições de vida, através de um sistema imunológico forte, de um intestino que funciona bem, da disposição para iniciar o dia a dia, da prática de exercícios físicos e do cultivo de uma rotina de alimentação saudável.

Todos esses aspectos darão ao portador de uma doença de tiróide, mais do que uma cura, uma vida longa e de qualidade.

Escutar o paciente voltando ao consultório para me dizer que está se sentindo bem, vai além da cura. 

Isso vale todo e qualquer esforço feito durante o tratamento ou no diagnóstico de uma doença da tireoide.

Leia mais: Quais são os perfis de risco para doença da tireoide?

Источник: https://doutortireoide.com/doencas-da-tireoide-tem-cura/

Pessoas com hipotireoidismo têm dificuldades para aderir ao tratamento – Emais – Estadão

Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

As mulheres são as mais afetados pelas doenças envolvendo a tireoide. Foto: Hans/Pixabay

O hipotireoidismo é uma condição que ocorre quando a glândula tireoide produz quantidade insuficiente de hormônios, os T3 e T4. Essas substâncias atuam no funcionamento de diversos órgãos e a deficiência delas pode provocar sintomas como fadiga, aumento de peso, ressecamento da pele, queda dos cabelos, além de infertilidade e diabete.

Embora o tratamento seja simples, 25% dos brasileiros diagnosticados não tratam a doença ou tratam de forma inadequada. Entre os que não realizam qualquer tratamento, 34% desconhecem as consequências do hipotireoidismo e são os que menos recebem informações sobre o problema. Ao mesmo tempo, compreender a doença é a principal queixa dos pacientes.

Os dados são da pesquisa Hipotireoidismo em Foco, realizada pelo Instituto Minds4Health a pedido da farmacêutica Sanofi com mais de dois mil pacientes. Quase 90% dos entrevistados são mulheres, mais afetadas pela doença do que os homens.

No Brasil, somente dois estudos populacionais investigaram a prevalência de disfunções tireoidianas em pessoas adultas. Um deles, que avaliou 1.

110 indivíduos da comunidade de nipo-brasileiros não miscigenados de Bauru, com mais de 30 anos de idade, constatou incidência de 9,7% de hipotireoidismo. A outra investigação incluiu 14.

590 pessoas, todas servidores públicos de seis cidades brasileiras (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória). Aqui, a prevalência da doença foi de 7,4%.

Barreiras para tratar hipotireoidismo

Segundo José Sgarbi, diretor do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), inúmeras razões estão associadas à má aderência ao tratamento, como o uso crônico, diário e o método de administração do remédio.

“Toda vez que temos de tomar medicamentos diariamente e por toda vida, é quase inevitável que esqueçamos um ou outro dia”, diz o médico.

A levotiroxina, hormônio sintético usado no tratamento da doença, deve ser ingerido em jejum, apenas com água e entre 30 minutos a uma hora antes do café da manhã.

“Os pacientes se queixam deste tempo necessário entre a ingestão e a primeira refeição, muitas vezes preferem dormir um pouco mais, estão atrasados ou acabam se esquecendo e tomando o café da manhã”, aponta Sgarbi.

O especialista explica que o jejum é necessário porque a absorção do medicamento sofre interferência da acidez gástrica e estudos demonstram que uma xícara de café já interfere em até 25% no processo.

A ingestão de pães ou outros alimentos pode prejudicar ainda mais. Segundo os entrevistados pela pesquisa, ficar sem comer por esse tempo é a principal barreira para seguir o tratamento corretamente.

Mas isso é uma coisa que 59% dos pacientes não dizem para seus médicos.

A falta de informação sobre a doença também agrava a aderência ao tratamento. O dado da pesquisa é “preocupante”, afirma Sgarbi. “O cenário é ainda pior se considerarmos que o nível de conhecimento sobre a doença é muito menor nas classes sociais mais baixas, podendo alcançar até 49% das classes D e E”, pontua.

Consequências do hipotireoidismo não tratado

Segundo o médico da SBEM, o tratamento inadequado inclui não apenas o subtratamento, mas também o hiper-tratamento. No primeiro caso, os níveis de TSH permanecem elevados e o quadro associa-se a maior risco de doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.

Quando o paciente ingere dose maior que a necessária, ele pode viver um período prolongado com leve hipertireoidismo, chamado de hipertireoidismo subclínico. “Essa situação é particularmente prejudicial para pessoas com mais de 65 anos. Estudos demonstram risco quase três vezes maior de arritmia cardíaca, especialmente a fibrilação atrial”, explica Sgarbi.

O tratamento para hipotireoidismo, usualmente, é feito por toda a vida e não há nenhuma indicação clínica para cirurgia. No entanto, há situações especiais em que o caso subclínico é transitório e, neste caso, nenhum tratamento é necessário.

VEJA TAMBÉM: Quais exames você deveria fazer em diferentes fases da vida?

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Sintomas do hipotireoidismo

Segundo Sgarbi, os sinais da doença são inespecíficos e podem ser confundidos com outras enfermidades.

O cansaço, inchaço pelo corpo e menor tolerância a exercícios podem se relacionar a doença cardíaca; dores articulares com doenças reumáticas; a anemia, muitas vezes encontrada, pode ser atribuída à deficiência de ferro ou a transtornos menstruais.

Em idosos, sintomas como ressecamento e queda de cabelo, humor deprimido, constipação intestinal e prejuízo da memória são frequentemente associados à própria idade.

Já o hipertireoidismo, que ocorre quando a tireoide aumenta a produção dos seus hormônios T4 e o T3, os sintomas são mais típicos e exacerbados. Entre eles, os principais são taquicardia, palpitação, cansaço e falta de ar aos esforços, emagrecimento sem perda de apetite, calor exagerado, transpiração excessiva, insônia, nervosismo e irritabilidade

Diagnóstico do hipotireoidismo

A detectação da doença é simples, feita pelo exame de sangue que mede o nível do hormônio estimulante de tireoide (TSH na sigla em inglês).

Porém, segundo a pesquisa, os pacientes levam cerca de oito meses para descobrir a doença e receber o tratamento adequado.

Em 65% dos casos, eles foram diagnosticados após procurarem o médico para um check-up geral. Apenas 30% marcaram consultas por conta de algum sintoma.

O endocrinologista é o médico que cuida de questões relacionadas a tireoide, mas outras especialidades também sabem diagnosticar e tratar o hipotireoidismo. A pesquisa mostrou que 58% dos pacientes procuraram o clínico geral primeiro, seguido por cardiologistas e ginecologistas.

Para quem já foi diagnosticado com hipotireoidismo e está sob tratamento contínuo em dose estável, recomenda-se fazer o exame de TSH duas vezes ao ano. Para pacientes com dose estável por período estável, orienta-se a dosagem ao menos uma vez por ano.

Outras condições especiais requerem avaliar os níveis do hormônio, como em pré-operatórios, quando surgem sintomas associados ao hipotireoidismo, no uso de medicamentos que podem interferir com a absorção do medicamento (como o omeprazol) e em condições que causem disabsorção intestinal, como a cirurgia bariátrica.

Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,pessoas-com-hipotireoidismo-tem-dificuldades-para-aderir-ao-tratamento,70002837921

Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

Medicamentos como a levotiroxina, propiltiouracil ou metimazol, são usados no tratamento de desordens da tireoide, pois ajudam a regular o funcionamento desta glândula.

A tireoide pode sofrer de doenças que fazem com que o seu funcionamento seja exagerado, gerando o hipertireoidismo, ou que fazem com o seu funcionamento seja insuficiente, gerando o hipotireoidismo, que pode ser causado por inflamações, doenças do sistema imunitário ou infecções. Saiba mais sobre as doenças que podem afetar a tireoide.

Os remédios para tireoide podem ajudar a regular estas alterações, e devem ser indicados pelo médico, especialmente o endocrinologista, sendo que o tipo de remédio, a dose e a duração do tratamento dependem da causa, o tipo da doença, assim como os sintomas apresentados. 

Remédios para Hipertireoidismo

Os remédios usados no tratamento do hipertireoidismo são chamados de antitireoidianos, pois são responsáveis por inibir a produção dos hormônios da tireoide. Alguns deles são:

  • Propiltiouracila(Propilracil);
  • Metimazol.

Estes remédios têm uma ação antitireoidiana, responsável por inibir a produção dos hormônios da tireoide. A dose do medicamento pode ser reduzida gradualmente, à medida que os valores vão sendo normalizados. Em alternativa, as altas doses podem ser administradas em combinação com levotiroxina, de forma a evitar o hipotireoidismo fármaco-induzido.

O médico pode ainda receitar um betabloqueador, como o propranolol ou o atenolol, por exemplo, para controlar os sintomas adrenérgicos, especialmente nos estágios iniciais, enquanto os antitireoidianos não fazem efeito.

Em alguns casos, o uso de remédios pode não ser suficiente para tratar o hipertireoidismo, podendo ser indicadas pelo médico terapias como Iodo radioativo ou, até mesmo, a cirurgia da tireoide. Saiba mais sobre outras opções de tratamento.

Remédios para Hipotireoidismo

Os remédios usados no tratamento do hipotireoidismo são responsáveis por fazer a reposição ou suplementação de hormônios da tireoide:

  • Levotiroxina (Puran T4, Eutirox, Tetroid ou Synthroid) – é um remédio capaz de substituir o hormônio que é normalmente fabricado pela glândula da tireoide, permitindo assim a sua reposição.

A levotiroxina deve ser iniciada sempre com doses baixas e ir adaptando de acordo com os exames de cada pessoa, para evitar excesso de doses que provocam efeitos colaterais ou até hipertireoidismo, principalmente nos pacientes mais idosos, que podem ser mais sensíveis aos efeitos do medicamento.

Sintomas que podem surgir com o tratamento

Os remédios para tratar os distúrbios da tireoide podem levar ao aparecimento de sintomas, enquanto sua dose ainda não está devidamente ajustada. Os principais sintomas são:

  • Alterações de peso;
  • Aumento do suor;
  • Perda de apetite;
  • Tontura;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Mudanças bruscas de humor e irritabilidade;
  • Náuseas, vômitos e/ou diarreia;
  • Queda de cabelo;
  • Coceira;
  • Sonolência;
  • Tremedeira;
  • Dor de cabeça;
  • Insônia;
  • Febre.

A dose dos remédios da tireoide não é certa e linear, havendo diferenças significativas entre os pacientes. Há pessoas que conseguem encontrar o bem-estar com doses baixas, enquanto que outras precisam de doses mais elevadas.

Assim, é normal haver necessidade de alterar a dose do medicamento ao longo do tempo e, por isso, o endocrinologista solicita os exames de sangue de forma regular, e avalia os sintomas apresentados, de forma a encontrar a dose ideal para cada caso. Esse ajuste pode demorar de 3 a 6 meses para ser alcançado e, mesmo depois de alcançar o ideal, pode ser alterado meses ou anos depois. 

Tomar remédio para tireoide emagrece?

Ao tomar os remédios para tratar o hipertireoidismo, a pessoa pode engordar, pois desacelera o metabolismo. Pelo contrário, pessoas que fazem o tratamento do hipotireoidismo podem emagrecer, pois o remédio aumenta o metabolismo, fazendo com que o corpo queime mais gordura, mesmo sem aumento das atividades diárias, mas não existe uma regra geral que se enquadre em todas as pessoas.

Quando a pessoa apresenta uma perda de peso considerável, acima de 10% do peso inicial, pode pedir ao médico para realizar exames novamente, já que estar abaixo do peso pode ser arriscado para saúde.  

Assista no vídeo a seguir, orientações da nutricionista sobre como a alimentação pode favorecer o funcionamento da tireoide:

Источник: https://www.tuasaude.com/remedios-para-tireoide/

Hipertireoidismo: o que é, sintomas, tratamentos e tem cura?

Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

O hipertireoidismo (CID 10 – E05) é uma disfunção da glândula tireoide na qual esta estrutura produz hormônios em excesso, o que impacta em diversas funções do organismo. Aqui a glândula é hiperativa, ou seja, trabalha em excesso.

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Dessa maneira, o hipertireoidismo acontece quando a glândula da tireoide, uma estrutura do sistema endócrino, localizada no pescoço, libera em excesso dois hormônios: a tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3).

Saiba mais: Descubra as diferenças entre hipotireoidismo e o hipertireoidismo

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A liberação de T3 e T4 acontece por um comando de nossa hipófise, uma outra glândula endócrina, localizada no cérebro. O excedente desses dois hormônios acabam , consequentemente, afetando o metabolismo do corpo e também trazendo outros impactos ao organismo.

Sintomas de Hipertireoidismo

Os sinais da disfunção podem ser muito parecidos com os sinais de outras doenças. Entre os principais sintomas do hipertireoidismo, destacam-se:

Hipertireoidismo: saiba como o excesso de hormônios da tireoide afeta o organismo

Os sinais da disfunção podem ser muito parecidos com os sinais de outras doenças. Entre os principais sintomas do hipertireoidismo, destacam-se:

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  • Perda de peso repentina, mesmo alimentando-se da mesma forma de sempre
  • Taquicardia (mais de 100 batimentos cardíacos por minuto), arritmia e palpitações
  • Aumento no apetite
  • Ansiedade, irritabilidade e nervosismo
  • Tremor nas mãos e nos dedos
  • Suor excessivo (sudorese)
  • Mudanças na menstruação
  • Intolerância ao calor
  • Mudanças no funcionamento do intestino, com evacuações frequentes
  • Bócio (glândula tireoide visivelmente aumentada) ou nódulos na tireoide
  • Fadiga e fraqueza muscular
  • Dificuldade para dormir
  • Afilamento da pele
  • Cabelo quebradiço (perda de cabelo)
  • Inquietação.

Outros sintomas que podem ocorrer:

  • Desenvolvimento da mama em homens
  • Pele fria e úmida
  • Diarreia
  • Pressão alta (hipertensão)
  • Coceira geral
  • Náusea e vômitos
  • Pulso rápido e irregular
  • Olhos saltados (exoftalmia)
  • Ruborização da pele.

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Saiba mais: 8 sinais de que você precisa examinar sua tireoide

Causas

Diferentes doenças e distúrbios podem causar esse problema, incluindo:

  • Ingestão excessiva de iodo
  • Doença de Graves (responsável pela maioria dos casos de hipertireoidismo)
  • Inflamação da tireoide (tireoidite) devido a infecções virais ou outros motivos – como a tireoidite após o parto
  • Tumores não-cancerígenos da tireoide ou da glândula pituitária
  • Superdosagem de hormônio da tireoide
  • Tumores nos testículos ou ovários.

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Fatores de risco

Ter parentes com hipertireoidismo é um importante fator de risco para a doença. Mulheres também têm mais chances de contrair o problema do que homens.

Se você tiver algum parente que tiver sido diagnosticado com hipertireoidismo, é válido conversar com um especialista para saber que medidas tomar em seguida.

Buscando ajuda médica

Se você já foi tratado por hipertireoidismo ou está sendo tratado, consulte o seu médico regularmente para que a sua condição seja monitorada. É importante garantir que os níveis dos hormônios da tireoide estejam normais e que você está recebendo cálcio suficiente para manter os ossos fortes.

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  • Eu tenho hipertireoidismo?
  • Que tratamento eu preciso fazer?
  • Quais são os riscos e benefícios de cada uma das minhas opções de tratamento?

Na consulta médica

Na consulta com um endocrinologista, anote todos os seus sintomas e descreva-os ao médico. Isso é essencial para que ele possa realizar o diagnóstico corretamente, uma vez que muitos dos sintomas e sinais do hipertireoidismo podem ser confundidos com os de outras doenças.

Aproveite para tirar todas as suas dúvidas também, e esteja preparado para responder às perguntas que o especialista poderá lhe fazer também. Veja exemplos:

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  • Quando seus sintomas começaram?
  • Os sintomas apresentados são frequentes ou ocasionais?
  • Qual a intensidade de seus sintomas?
  • Há alguma medida que ajude a melhorar ou piorar seus sintomas?

Diagnóstico de Hipertireoidismo

Os sintomas e sinais do hipertireoidismo podem ser confundidos com os de outras doenças, por isso o médico poderá solicitar a realização de alguns exames específicos. Ele começará, no entanto, com um simples exame físico de rotina.

O exame físico pode revelar aumento da tireoide, tremor, reflexos hiperativos ou frequência cardíaca acelerada. A pressão também pode estar alta e isso geralmente é notado durante o exame físico. Depois, o especialista fará perguntas sobre o histórico médico do paciente e de sua família, a fim de encontrar vestígios da doença.

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Em seguida, ele pedirá que paciente faça alguns exames, como:

  • Exame de sangue para medir os níveis de hormônio no sangue
  • Teste de absorção de exame radioativo

Tratamento de Hipertireoidismo

Existem diversos tipos de tratamento para hipertireoidismo, que dependem da causa da doença e da gravidade dos sintomas. Veja exemplos de terapias e remédios para esse problema:

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  • Medicamentos antitireoidianos: Essas drogas diminuem a quantidade de hormônio produzido pela tireoide. A droga preferida é o metimazol. Para as mulheres grávidas ou lactantes, o propiltiouracil (PTU) pode ser preferido. Como o PTU tem sido associado a efeitos secundários, ele não é utilizado rotineiramente fora da gravidez. Ambas as drogas controlam, mas podem não curar o hipertireoidismo
  • Ingestão de iodo radioativo: Esse tratamento cura o problema da tireoide, mas geralmente leva à sua destruição permanente. Você provavelmente precisará tomar comprimidos de hormônio tireoideanos para o resto de sua vida para manter níveis hormonais normais.

Caso a tireoide seja removida com cirurgia ou destruída com radiação, será preciso repor os hormônios com pílulas pelo resto da vida.

Outros medicamentos são opções a serem utilizadas para tratar alguns sintomas específicos, incluindo frequência cardíaca acelerada, sudorese e ansiedade, até que o hipertireoidismo possa ser controlado.

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Saiba mais: Hipertireoidismo: tratamento depende da gravidade da doença

Convivendo/ Prognóstico

Uma vez iniciado o tratamento, os sintomas devem começar a dar uma trégua e a qualidade de vida aumentará significativamente. Algumas medidas caseiras podem acelerar esse processo e tornar o prognóstico muito melhor.

  • Caso tenha perdido muito peso durante a fase crítica do hipertireoidismo, converse com seu médico sobre a possibilidade de incluir suplementos na dieta, com adição de calorias e proteínas à alimentação diária. Lembre-se que um dos principais objetivos do tratamento de hipertireoidismo é facilitar o ganho de peso
  • Prefira alimentos e bebidas ricos em cálcio e vitamina D, como leite. Hipertireoidismo pode contribuir para o surgimento de doenças nos ossos, como osteoporose, por isso é importante consumir níveis consideráveis de cálcio para fortalecer o esqueleto.

Complicações possíveis

A crise de tireoide (tireotoxicose), também chamada “tempestade” tireoidiana, é uma piora nos sintomas do hipertireoidismo devido a uma infecção ou estresse. Febre, baixo nível de atenção e dor abdominal podem ocorrer. A internação imediata é necessária.

Outras complicações relacionadas ao hipertireoidismo incluem:

  • Frequência cardíaca acelerada
  • Insuficiência cardíaca congestiva
  • Fibrilação atrial
  • Maior risco de desenvolver osteoporose, se o hipertireoidismo estiver presente por um longo período.

Hipertireoidismo tem cura?

O hipertireoidismo geralmente pode ser tratado e raramente oferece risco de morte. Algumas de suas causas podem ser controladas mesmo sem tratamento, mas requerem sempre o acompanhamento médico.

O hipertireoidismo causado pela doença de Graves geralmente piora com o tempo. Ele traz muitas complicações, algumas das quais são graves e afetam a qualidade de vida e, por essa razão, exigem tratamento imediato e acompanhamento médico.

Referências

Revisado por: Andressa Heimbecher – CRM: 123579

ANDRADE, Vânia A.; GROSS, Jorge L. and MAIA, Ana Luiza.Tratamento do hipertireoidismo da Doença de Graves.Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2001, vol.45, n.6, pp. 609-618. ISSN 0004-2730. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302001000600014.

http://www.endocrino.org.br/entendendo-tireoide-hipertireoidismo/

Ministério da Saúde

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2010)

Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipertireoidismo

Um novo jeito de identificar (e tratar) o hipertireoidismo

Remédios para tratar as Doenças da Tireoide

Se pudéssemos comparar nosso corpo a um carro, a tireoide teria uma função dupla: atuaria ao mesmo tempo como freio e acelerador. Afinal, ela é responsável por ditar a velocidade do metabolismo e garantir que todos os processos estejam dentro de um compasso.

Sabe o que acontece quando essa glândula perde as estribeiras e acelera feito maluca? É desastre na certa! Pois isso é o que ocorre durante o hipertireoidismo, marcado pela produção excessiva dos hormônios tireoidianos T3 e T4, substâncias que determinam o ritmo de funcionamento de todas as células – da cabeça aos pés.

Calcula-se que esse problema, caracterizado por taquicardia, diarreia, queda de cabelo, tremores e insônia, atinja 1,5% da população mundial. Dá algo em torno de 2,5 milhões de brasileiros. De olho na condição, a Associação Americana de Tireoide (ATA) acaba de atualizar suas recomendações de detecção e tratamento.

“Nos últimos anos, tivemos muitos avanços científicos relacionados ao hipertireoidismo, com um grande número de estudos e achados inéditos”, contextualiza o endocrinologista Hans Graf, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

As mudanças na diretriz começam logo no diagnóstico. Antes de entrar nos detalhes, convém deixar claro que, para descobrir se uma pessoa está com a disfunção, uma simples amostra de sangue basta.

Ela serve para medir os níveis do T4 livre e do TSH, um hormônio fabricado no cérebro que estimula a glândula. Se o primeiro estiver elevado e o segundo baixo, tudo leva a crer que seja hipertireoidismo. Mas essa informação sozinha não é o suficiente para decidir os próximos passos.

Nessa etapa, o médico também deve investigar o fator que está provocando a condição.

E é aí que vem a novidade. Antigamente, para revelar a causa, era necessário lançar mão de exames de imagem, como a cintilografia. Agora, a ideia é priorizar a procura pelo anticorpo TRAb na circulação por meio de um teste de sangue.

“A presença dessas moléculas sinaliza uma origem autoimune, ou seja, são as próprias células de defesa do organismo que estão agredindo a tireoide”, esclarece o endocrinologista Cleo Otaviano Mesa Junior, do Hospital de Clínicas da UFPR.

Nesses casos, o hipertireoidismo recebe o nome de doença de Graves. Porém, se o tal do TRAb não der as caras, os vilões são outros – agentes químicos, medicamentos e até infecções podem estar por trás do perrengue. “É a partir do momento que encontramos a causa que conseguimos definir melhor a abordagem terapêutica”, diz Mesa Junior.

Na doença de Graves, o contra-ataque costuma envolver os remédios metimazol ou propiltiouracil. Os dois impedem a ação de T3 e T4 ao inibir uma enzima primordial nesse processo. É preciso tomar de um a quatro comprimidos diariamente por dois anos ou mais – esse tempo, aliás, foi estendido na nova publicação.

“Passamos a reconhecer que a prescrição dessas drogas por um prazo maior é uma opção para certos pacientes, uma vez que os efeitos colaterais geralmente se dão nos primeiros 120 a 180 dias”, justifica o endocrinologista Douglas Ross, do Hospital Geral de Massachusetts e principal autor do documento da ATA.

Para evitar eventos adversos, como falência do fígado e queda abrupta no número de células de defesa no sangue, a diretriz reforça a importância de se fazerem alguns exames com frequência.

Assim, se pintar uma alteração séria, o profissional de saúde interrompe os fármacos e contém os danos.

Felizmente, essas complicações são bem raras e aparecem apenas em 0,3% das ocasiões, de acordo com as estimativas.

Há ainda que se destacar o papel de outras medicações na melhora dos sintomas. É o caso dos betabloqueadores, que ajudam a reduzir os batimentos do coração e a regular o intestino. “Eles são utilizados na fase inicial do tratamento e devem ser suspensos após a normalização dos níveis dos hormônios da tireoide”, explica Graf.

Mas os remédios não são a única alternativa para combater a tireoide acelerada. Quando a doença não tem origem autoimune ou o indivíduo deseja uma solução rápida, é possível recorrer a outros métodos, como a aplicação de iodo radioativo, que destrói a glândula, ou a cirurgia de remoção total. O objetivo das duas é acabar com ela de uma vez por todas.

“Se escolhermos um desses meios, o paciente precisa saber que tomará comprimidos do hormônio artificial pelo resto da vida”, informa o endocrinologista Geraldo Medeiros Neto, professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O guia da ATA recomenda que médicos fiquem atentos a algumas repercussões negativas de se optar pelo bisturi. Há o perigo de lesar as paratireoides, um tecido que fica junto da tireoide e influencia a absorção de cálcio e vitamina D lá no intestino.

“Nos sujeitos com deficiência nessas duas substâncias, começamos a sugerir a reposição antes da operação para evitar problemas posteriores”, conta Ross.

Para fugir dos riscos, é importante dar preferência a um cirurgião com bastante experiência na área e com um bom volume de casos.

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O futuro (s)em risco

A nova diretriz reserva um belo espaço para discutir as particularidades do hipertireoidismo durante os nove meses de gravidez. Na maioria das vezes, a subida do T4 é vista com naturalidade, pois o bebê só desenvolve sua própria glândula após o segundo trimestre. Portanto, o organismo feminino se adapta para fabricar uma leva de hormônios extra para o filho.

“É normal que o TSH da gestante esteja próximo a zero”, nota a endocrinologista Danielle Macellaro, do Ambulatório de Tireoide e Gestação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Nesse cenário, basta fazer um seguimento de perto e analisar os sinais, sem nenhuma medida drástica: os níveis tendem a se regularizar no decorrer das semanas.

A situação muda de figura se a mulher tem hipertireoidismo antes de engravidar. “O ideal é procurar um tratamento prévio e deixar a tireoide bem ajustada para só depois iniciar as tentativas de conceber uma criança”, avisa Danielle.

A decisão entre medicações, iodo radioativo e cirurgia vai depender da urgência e do planejamento da família. Se o projeto de ter um herdeiro não for urgente, dá pra apostar nos fármacos. Você quer ter um filho logo? Dá para considerar as abordagens mais radicais.

Mas e se a gravidez for por acidente? Calma. A primeira coisa é não perder tempo.

O atraso de um ou dois dias na menstruação já é motivo para comprar um teste de farmácia – diante de um resultado positivo, o endocrinologista deve ser consultado rapidamente.

O artigo da ATA indica que a futura mamãe use propiltiouracil nos três meses iniciais e depois mude para o metimazol. Esse esquema terapêutico foi o que se mostrou seguro nos trabalhos científicos.

Um zelo tão grande se fundamenta na quantidade e na seriedade das complicações que a doença traz tanto para a mulher quanto para o feto. “Há um aumento no risco de parto prematuro, aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, insuficiência cardíaca materna e baixo peso ao nascer”, lista a endocrinologista Tania Weber Furlanetto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Os malefícios não param por aí: estudiosos da Universidade de Aalborg, na Dinamarca, reuniram dados de toda a população do seu país e encontraram relações entre a disfunção na glândula e problemas neurológicos.

Após acompanharem indivíduos por três décadas, eles concluíram que o hipertireoidismo descontrolado das mães esteve relacionado a convulsões, esquizofrenia, déficit de atenção e diminuição de QI nos filhos.

E pensar que todo esse drama pode ser contornado numa boa conversa com o médico… Afinal, não faltam maneiras de botar um freio numa tireoide tresloucada.

Cigarro só piora as coisas

O tabaco é terrível para qualquer um. Porém, para quem tem hipertireoidismo, ele é ainda pior. Isso porque a inflamação provocada pelo fumo potencializa uma complicação, a orbitopatia de Graves, em que as camadas atrás dos olhos incham e empurram os globos oculares para a frente – o que os deixa literalmente saltados.

“Além disso, o cigarro atrapalha o tratamento do problema na tireoide”, alerta Mesa Junior. O documento americano reforça a necessidade de largar o vício – seja por força de vontade, seja por meio de programas estruturados contra o tabagismo.

3 tratamentos para hipertireoidismo

Remédios

É o preferido na doença de Graves, de fundo imunológico. As drogas bloqueiam a produção de T3 e T4. O uso é contínuo por até dois anos.

Iodo radioativo

Indicado quando as chances de controle com medicamento são baixas, os níveis de hormônio estão muito elevados ou há protuberâncias no pescoço.

Cirurgia

É a menos utilizada. Serve usualmente para pacientes graves, com inchaços grandes no pescoço ou com os hormônios bem desregulados.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/um-novo-jeito-de-identificar-e-tratar-o-hipertireoidismo/

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