Resistência à insulina: o que é, exames, causas e tratamento

Resistência à insulina: sintomas, tratamentos e causas

Resistência à insulina: o que é, exames, causas e tratamento

A resistência insulínica é uma situação onde há um desequilíbrio entre a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas e o funcionamento desta quantidade de insulina.

Para simplificar, em uma pessoa sem resistência insulínica, é como se uma molécula de insulina tivesse a capacidade de colocar uma molécula de glicose dentro da célula, porém, na pessoa com resistência, fosse necessário duas ou mais moléculas de insulina para realizar o mesmo trabalho.

No organismo, a conta não é bem esta, mas a perda de funcionamento de insulina ocorre de forma bem semelhante quando esta resistência aparece.

Causas

A principal causa da resistência insulínica é o ganho de peso. Com o ganho de peso e o aumento do tecido adiposo, há maior necessidade do pâncreas produzir insulina e, com isso, o ciclo da resistência insulínica se inicia.

Quanto mais insulina é produzida, mais as células tendem a se proteger do excesso dela, e mais aumenta a resistência insulínica.

Em determinado momento o pâncreas não consegue produzir mais insulina, e é neste ponto que os níveis de açúcar no sangue começam a ficar elevados e o diabetes tipo 2 surge.

Outras condições como gestação, síndrome metabólica, hipertensão arterial, colesterol elevado, síndrome do ovário policístico, esteato-hepatite não alcoólica (esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado) também podem levar à resistência insulínica ou serem consequência dela.

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Fatores de risco

O maior fator de risco para resistência insulínica é a obesidade. Com o ganho de peso há o aumento do tecido adiposo, o que faz com que o pâncreas tenha necessidade de produzir insulina e, com isso, o ciclo da resistência insulínica se inicie.

Sintomas de Resistência à insulina

Geralmente a resistência insulínica é assintomática, porém se está associada com outras causas, pode vir a ter sintomas.

Se está associada com ovário policístico, a resistência insulínica pode se apresentar como a Síndrome Hair-na, que é caracterizada por:

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  • Aumento de pelos pelo corpo
  • Acne e oleosidade na pele
  • Menstruação irregular
  • Escurecimento da pele em regiões de dobras de braço, axilas e pescoço, chamado de acantose nigricans.

A acantose nigricans não é um achado restrito da síndrome Hair-an, ela pode ser vista em casos de resistência insulínica sem associação com ovário policístico.

Outro achado bastante comum é a presença de pequenas protuberâncias de pele, chamadas de acrocórdons, vistas mais comumente em axilas e na região posterior do pescoço. Elas são frequentemente confundidas com pequenas verrugas, mas na verdade são pequeninas estruturas formadas por crescimento da pele em excesso, ocasionadas pela resistência insulínica.

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Buscando ajuda médica

A resistência insulínica é geralmente identificada nos exames laboratoriais de rotina, e também nos casos em que há suspeita clínica. Nos pacientes que estão com sobrepeso e obesidade, ou que apresentam alterações de colesterol, pressão alta e nos casos de gestantes com alterações de glicemia, a resistência insulínica deve ser sempre pesquisada.

Exames

Os exames de sangue são os principais aliados no diagnóstico da resistência insulínica. A dosagem de glicose de jejum, insulina de jejum e o cálculo do marcador chamado de HOMA-IR fazem com que o diagnóstico seja relativamente simples.

O HOMA-IR consiste em uma fórmula padronizada que calcula o nível de resistência insulínica de uma pessoa a partir dos valores de glicemia, insulina e uma constante.

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Um outro teste bastante usado é o teste oral de tolerância à glicose, que vai nos mostrar a resposta do pâncreas em produzir insulina a partir da sobrecarga com glicose. Nele a pessoa recebe uma quantidade predeterminada de glicose e são dosados os níveis de glicemia, e se necessário de insulina em tempos predeterminados após a ingestão da glicose.

Muitas vezes os pacientes com resistência insulínica podem apresentar esteatose hepática –vista no exame de ultrassom de abdômen, por exemplo, e também aumento no nível dos triglicérides no sangue.

Tratamento de Resistência à insulina

Uma vez feito o diagnóstico, ele pode significar um passo em uma estrada que termina no desenvolvimento do diabetes. Sendo assim, é preciso iniciar o tratamento da resistência insulínica com mudanças do estilo de vida.

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A primeira delas é a troca dos alimentos de alto índice glicêmico por alimentos de baixo índice glicêmico. Ou seja trocar alimentos que fornecem açúcar rapidamente para a corrente sanguínea, como os pães brancos, batatas e açúcar refinado, por alimentos que a fornecem mais lentamente, como o pão integral, arroz integral, vegetais como brócolis ou cenoura, entre outros.

Além da troca de alimentos, deve-se evitar o ganho de peso ou, se necessário, buscar manter o peso dentro do índice de massa corporal adequado, que é entre 18,5 e 25 kg/m2.

A prática de atividades físicas é essencial para o controle da resistência insulínica.

As células musculares são grandes utilizadoras da glicose no sangue, e quando fazemos exercícios estas células absorvem a glicose muitas vezes, até sem precisar de insulina.

Quando o músculo fica em repouso, ele precisa de uma quantidade menor de glicose e passa a depender da insulina para absorvê-la. Com menos atividade física, gera-se um ciclo vicioso que vai fazer com que a célula muscular precise cada vez mais de insulina.

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Em alguns casos, há possibilidade do uso de medicamentos para melhorar o funcionamento da glicose no organismo e também para o controle do peso. A avaliação médica será fundamental para definir qual o tratamento mais adequado caso a caso.

Complicações possíveis

A principal complicação da resistência insulínica é o desenvolvimento do diabetes. A questão da resistência insulínica é que ela pode estar associada a uma série de outras condições médicas, como: síndrome dos ovários policísticos, esteatose hepática e aterosclerose. Dessa forma, o paciente com resistência insulínica deve ser avaliado globalmente.

Referências

Andressa Heimbecher, endocrinologista titular na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e membro ativo da Endocrine Society – CRM: 123579.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/resistencia-a-insulina

O que é resistência à insulina?

Resistência à insulina: o que é, exames, causas e tratamento

A resistência à insulina, também conhecida como resistência insulínica, é um estado que antecede grande parte dos casos de diabetes.

Quando um indivíduo está com resistência à insulina, o organismo é incapaz de produzir a quantidade de insulina – hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue – necessária para a manutenção do seu metabolismo normal.

A resistência à insulina também é definida como a necessidade de 200 ou mais unidades de insulina ao dia para ter-se o controle glicêmico e para evitar a cetose (uso de gorduras e proteínas na obtenção de energia quando a glicose não está disponível).

Raramente a resistência à insulina apresenta sintomas. No entanto, se não for tratada, pode aumentar o risco para vários problemas de saúde.

Acompanhe o artigo a seguir e saiba como evitá-la e tratá-la.

Como se desenvolve a resistência à insulina? 

As síndromes de resistência à insulina são representadas por um vasto espectro clínico, o qual inclui obesidade, intolerância à glicose, diabetes, síndrome metabólica e um estado de extrema resistência insulínica.

Muitas destas desordens estão associadas a distúrbios metabólicos, endócrinos e genéticos, além da possibilidade de fatores imunológicos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da resistência insulínica é feito de acordo com a avaliação clínica do paciente, não existindo um teste específico para a condição.

Exames de sangue são solicitados de acordo com o perfil de cada paciente e suas comorbidades, visando auxiliar os achados clínicos.

Dentre os exames laboratoriais utilizados no apoio à investigação clínica estão:

Como é o tratamento?

O tratamento irá envolver o uso de medicamentos que auxiliem na redução da resistência insulínica, além do manejo de causas subjacentes por meio de procedimentos cirúrgicos, se necessário.

Deve ser ressaltado que um agressivo controle dos riscos cardiovasculares e metabólicos precisa ser realizado.

A redução do peso melhora a sensibilidade à insulina em casos de obesidade e a restrição de calorias na dieta é indicada. Por isso, é essencial praticar atividade física regularmente, além de cuidar da alimentação.

Deve ser evitado o consumo de alimentos ricos em colesterol e sódio. Adote uma alimentação natural e evite ao máximo os alimentos ultraprocessados.

Alimentos de alto índice glicêmico, ou seja, que fornecem glicose rapidamente, como pães de farinhas brancas, batatas e açúcar refinado devem ser trocados por opções integrais (arroz integral, pães integrais) e legumes de baixo índice glicêmico como cenoura e brócolis.

O uso de álcool e tabaco também deve ser evitado.

Quais são as causas da resistência à insulina?

Os mecanismos responsáveis pelas síndromes de resistência à insulina resultam de características herdadas ou adquiridas.

Nestas estão incluídos defeitos genéticos ou em células nas quais age a insulina, anticorpos contra insulina, e elevada degradação deste hormônio.

A obesidade é a mais comum causa de resistência à insulina, entretanto não são sinônimas e cada uma contribui com o aumento do risco cardiovascular.

Dentre as condições e agentes que podem causar resistência insulínica podemos citar:

  • Idade avançada;
  • Uso de medicações, como corticóides e imunossupressores;
  • Elevada ingestão de sódio;
  • Terapia antirretroviral para HIV;
  • Uso incorreto de insulina exógena;
  • Síndrome dos ovários policísticos.

Quais são as complicações da resistência à insulina?

A resistência insulínica apresenta importante papel no desenvolvimento da síndrome metabólica, a qual pode incluir qualquer, ou até mesmo todas, as condições abaixo:

  • Aumento da produção de insulina;
  • Diabetes tipo 2 ou intolerância à glicose;
  • Obesidade;
  • Hipertensão;
  • Aumento dos colesteróis ruins (LDL-c, VLDL-c, etc.) e dos triglicerídeos;
  • Diminuição do colesterol bom (HDL-c);
  • Aumento da coagulação.

Lembre-se que, tanto para evitar, quanto para tratar a  resistência insulínica, é essencial adotar mudanças no estilo de vida. Não deixe de acompanhar a sua glicemia com frequência. Os exames de glicemia e hemoglobina glicada já podem ser realizados em muitas farmácias.

Gostou de saber mais sobre a resistência à insulina? Aproveite para ler outros conteúdos relacionados ao diabetes no nosso Blog.

Источник: https://fazumhilab.com.br/o-que-e-resistencia-a-insulina/

O que é diabetes tipo 2: causas, sintomas, tratamentos e prevenção

Resistência à insulina: o que é, exames, causas e tratamento
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Quem tem diabetes tipo 2 deve ter atenção redobrada com os doces Foto: Dulla/SAÚDE é Vital

Assim como o tipo 1, o diabetes tipo 2 é caracterizado pelo excesso crônico de açúcar no sangue, o que desencadeia uma série de complicações, de infarto a perda de visão. Mas, nesse cenário, a causa da glicemia alta decorre de um fenômeno conhecido como resistência à insulina. E os sintomas só aparecem anos depois da instalação da doença.

Hora de conhecer mais sobre esse problema, que representa 90% dos casos de diabetes no Brasil e é mais frequente em adultos. .

O que é diabetes tipo 2

Diferentemente do tipo 1, o problema não começa com um ataque das próprias células de defesa ao pâncreas, a fábrica de insulina. O tipo 2 começa com a resistência à insulina, o hormônio que ajuda a colocar a glicose (nutriente vindo dos alimentos) para dentro das células.

Em outras palavras, esse hormônio é produzido, mas não consegue atuar direito. Para compensar a situação, o pâncreas acelera a produção de insulina.

Mas isso tem um preço: com o tempo, o órgão fica exausto e as células começam a falhar. Até que, um dia, não dá conta mais da sobrecarga – é aí que o açúcar no sangue dispara e fica permanentemente alto.

A longo prazo, a glicemia elevada pode causar sérios danos ao organismo. Entre as complicações, destacam-se lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e catapultam o risco de infartos e AVCs.

Outras consequências são:

• Retinopatia (danos à retina, tecido no fundo do globo ocular, que levam à cegueira)• Falência renal (o diabetes é uma das principais causas de indicação para hemodiálise no país)

• Neuropatia periférica (comprometimento dos nervos, que influencia na sensibilidade)

• Amputações devido a feridas não perceptíveis na pele capazes de evoluir para gangrena (pé diabético).

Para prevenir isso tudo, o controle da glicemia protagoniza o tratamento.

A hipoglicemia

Mesmo convivendo com uma doença que se caracteriza pelos níveis altos de glicose no sangue, o diabético precisa ficar atento também para outro fenômeno típico de sua condição: a hipoglicemia, uma queda brusca nessas taxas. Ela acontece em geral quando a doença não está sob controle e há desajustes na medicação, excesso de esforço físico, abuso de álcool, jejum prolongado ou alimentação desregrada.

O quadro é marcado por tremores, suor frio e sensação de fraqueza. Transpiração excessiva, palpitações, náuseas, alterações de fala, visão turva e até desmaios são sintomas do seu agravamento.

Nessas horas, uma bala de goma, um sachê de mel, um suco de laranja ou mesmo um copo d’água com duas colheres de açúcar ajudam a restabelecer o equilíbrio no organismo. Se a situação está perdendo o controle, é prudente procurar um hospital ou orientação médica.

Sinais e sintomas do diabetes

É fundamental dizer: estamos falando de uma enfermidade silenciosa. Ou seja, na maioria dos casos, os sintomas abaixo aparecem somente quando ela já avançou demais. Daí porque é fundamental checar o nível de glicose no corpo de tempos em tempos.

De qualquer jeito, fique atento a:

– Sede constante– Boca seca– Vontade de urinar a toda hora– Perda de peso– Formigamento em pernas e pés– Feridas que demoram a cicatrizar

– Cansaço frequente

Causas e fatores de risco

– Excesso de peso– Acúmulo de gordura abdominal– Predisposição genética– Idade acima de 45 anos– Sedentarismo

– Apneia do sono

– Diagnóstico de pré-diabetes– Pressão alta

– Mulheres que tiveram diabetes gestacional ou que deram à luz bebês com mais de 4 quilos

– Síndrome do ovário policístico
– Dieta desregrada, com abuso de gordura saturada (carne vermelha e produtos industrializados) e carboidratos simples (pão, arroz, macarrão do tipo não integral)

Como evitar

Parte da explicação para a falha no funcionamento do pâncreas está na genética. Mas o gatilho para o diabetes tipo 2 está fortemente associado ao estilo de vida.

Maus hábitos alimentares e sedentarismo desencadeiam uma das principais causas da doença, a obesidade. Como o ganho de peso favorece a resistência à insulina, uma das principais medidas para evitar o problema é não permitir a subida do ponteiro da balança.

E isso vale também para as crianças, que não estão livres da encrenca, embora o aparecimento do diabetes tipo 2 se dê sobretudo em pessoas acima dos 45 anos.

Manter-se no peso ideal, portanto, é prioridade para afastar a ameaça. Mais importante ainda é ver diminuir a circunferência da cintura.

Isso porque os médicos relacionam a gordura abdominal com a síndrome metabólica — um conjunto que envolve hipertensão, excesso de triglicérides, baixo nível de colesterol bom, além do abdômen saliente. Todos esses fatores são capazes de interferir com a ação da insulina.

Ainda assim, cabe dizer que o sedentarismo e uma dieta desregrada podem, por si sós, patrocinar e agravar o diabetes tipo 2.

O diagnóstico

Para confirmar o diagnóstico – tanto do tipo 1 quanto do tipo 2 –, o especialista pede alguns exames para medir a taxa de glicose no sangue. No teste de glicemia, o indivíduo costuma ficar em jejum de oito horas e, então, tem o sangue coletado.

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Se o resultado der igual ou acima de 126 miligramas por decilitro, é diabetes. Mas, mesmo que seja considerado normal (entre 70 e 99 mg/dl), o certo é repetir o teste, porque alguns diabéticos não mostram alteração na glicemia de jejum. Entre 100 e 125 mg/dl, a pessoa possui uma encrenca conhecida como pré-diabetes, que já provoca malefícios.

Para não deixar escapar nada, o médico também deveria lançar mão do teste oral de tolerância à glicose, também conhecido como curva glicêmica. Ele é feito igualmente depois de oito horas sem consumir nenhum alimento. Só que, duas horas antes da picada para a retirada da amostra de sangue, o paciente toma um copo de água com uma solução açucarada.

Esse método é realizado em etapas, em geral a cada trinta minutos, sempre com a ingestão de glicose nos intervalos. Se a análise indicar o valor de 200 mg/dl, a doença está comprovada.

Há ainda a possibilidade de recorrer ao exame de hemoglobina glicada. Em resumo, esse outro teste sanguíneo determina a concentração média de açúcar no sangue dos últimos 90 dias.

O tratamento

Tudo começa com a recomendação para o diabético manter estilo de vida saudável, com exercícios físicos incluídos. Fumantes são estimulados a deixar o vício, que amplia o prejuízo às artérias. A bebida álcoolica deve ser moderada, porque pode desregular as taxas de glicose e ocasionar episódios de hipoglicemia.

A dieta é componente importante no controle da doença. A orientação geral é não abusar das fontes de carboidrato e de gordura.

Outra medida que deve ser seguida à risca é priorizar, sempre que possível, os alimentos integrais, ricos em fibra, em detrimento daqueles com carboidratos simples (pão e massa branca, por exemplo).

Eles ajudam a diminuir a velocidade com que a glicose é liberada para o sangue.

Doces não estão completamente vetados, mas o controle do açúcar deve ser mais rígido. Ele não está proibido, porém adoçantes são alternativas menos preocupantes.

E atenção ao comprar alimentos diet: é preciso ter certeza de que o nutriente retirado desses produtos foi mesmo o açúcar.

O acompanhamento médico e os exames laboratoriais mostrarão se as escolhas certas na hora de se alimentar, a prática de exercício e o tratamento indicado pelo especialista estão conseguindo conter a doença ou se não há complicações à vista.

Os medicamentos

Em geral, o médico receita remédios conhecidos como antidiabéticos orais. São diversas classes, que atuam em várias frentes metabólicas para regular a glicemia.

Muitas vezes, o profissional faz uma associação entre as classes de fármacos para otimizar o efeito. A metformina, por exemplo, ajuda a vencer a resistência periférica à insulina. Outros medicamentos, por sua vez, estimulam direta ou indiretamente a produção do hormônio pelo pâncreas.

Nem pense em automedicação. Só o endocrinologista tem condições de avaliar qual tipo de remédio deve entrar para a rotina do diabético, levando em conta idade e a situação da saúde em geral — os antidiabéticos orais costumam ser contraindicados, por exemplo, em caso de gravidez ou doença renal.

Por fim, uma vez decidido o tratamento, é preciso ficar atento para não se esquecer de tomar direitinho, nem parar a utilização por conta própria. Sem adesão adequada, a eficácia do tratamento cai demais.

O uso de insulina

Muitas vezes, o diabetes tipo 2 evolui a ponto de ser preciso repor a insulina com injeções do hormônio sintético. Nesses casos, o endocrinologista montará o esquema de aplicação e orientará como guardar e transportar o medicamento, bem como cuidados na hora de aplicar.

As consultas servirão para fazer o ajuste das doses e estabelecer a associação correta entre os tipos de insulina — de ação rápida, ultrarrápida, intermediária e basal — de acordo com as refeições.

A medição da glicemia

Esse controle é feito por um aparelhinho chamado glicosímetro ou, mais recentemente, com sensores instalados no braço da pessoa. No método mais antigo, você faz um furinho no dedo, põe uma gota de sangue numa fita e, cinco segundos depois, vê o resultado aparecer no visor.

É esse número que orienta a quantidade de insulina a ser injetada ou quanto de carboidrato se pode comer em determinado momento. Com isso, evitam-se os temidos picos glicêmicos e também a hipoglicemia.

A frequência de uso do aparelho depende do grau de estabilidade do diabetes, mas, em geral, a checagem acontece antes e depois das refeições e ao dormir. Os limites ideais devem ser debatidos com o profissional de saúde.

Acompanhamento

Para saber se o tratamento está funcionando, um exame é repetido a cada três meses: a hemoglobina glicada, que mostra a variação da glicose no sangue no período.

Também é recomendável fazer todo ano um exame de fundo de olho para flagrar eventuais encrencas na retina. Vale ainda checar a cada 12 meses se os rins estão ok, com exame de urina coletada ao longo de 24 horas. E saber a quantas andam colesterol, triglicérides e pressão arterial.

Já o autoexame dos pés tem de ser feito com frequência – como esses membros têm a sensibilidade diminuída, um arranhão pode virar uma grande e perigosa ferida.

Temos ainda um vídeo de 90 segundos sobre o que é o diabetes tipo 2:

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  • Coração
  • Diabetes
  • Doenças cardíacas
  • Exames
  • Obesidade
  • Olhos
  • Tratamentos de saúde

Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-diabetes-tipo-2-causas-sintomas-tratamentos-e-prevencao/

Diabetes Tipo 1: causas, sintomas e tratamento

Resistência à insulina: o que é, exames, causas e tratamento

A diabetes mellitus tipo 1 (DM1), também chamada de diabetes juvenil, é uma doença crônica que surge quando o pâncreas encontra-se doente e produz pouca ou nenhuma insulina.

A insulina é um hormônio que age permitindo a entrada de glicose (açúcar) para dentro das células, onde elas são utilizadas como combustível para gerar energia para o corpo. Sem insulina, a glicose não consegue entrar nas células e acaba ficando acumulada no sangue, levando a um quadro que é chamado de hiperglicemia.

A hiperglicemia é extremamente maléfica ao organismo, provocando, a longo prazo, lesão de vários tecidos e órgãos.

Apesar de ser mais comum em crianças e adolescentes, a diabetes tipo 1 também pode surgir em adultos.

Causas

Na maioria dos casos, a diabetes tipo 1 é uma doença de origem autoimune, na qual os anticorpos do próprio paciente atacam e destroem parte do pâncreas, especificamente as células produtoras de insulina, conhecidas como células beta das ilhotas de Langerhans.

Para entender o que é uma doença autoimune, leia: Doenças autoimunes.

O processo autoimune de destruição das células beta do pâncreas ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis e é provavelmente desencadeado por um ou mais agentes ambientais, como alguns tipos de vírus.

O processo de destruição é lento e demora de vários meses a alguns anos até que ocorra dano celular suficiente para que a produção de insulina torne-se escassa.

Existem dois picos na incidência do diabetes, o primeiro ocorre entre os 4 e 7 anos e o segundo entre os 10 e 14 anos.

Em resumo, o paciente já nasce com as alterações genéticas que favorecem o surgimento da diabetes tipo 1, desenvolve os auto-anticorpos nos primeiros anos de vida e só vai apresentar a doença mesmo no meio para o final da infância.

O diabetes tipo 1 de origem autoimune é chamado tipo 1A. Existe ainda o diabetes tipo 1B, que é mais raro, também ocorre por destruição das células beta do pâncreas, mas a origem é desconhecida, não havendo auto-anticorpos envolvidos na gênese da doença.

Diabetes tipo 1 é hereditário?

A história familiar é relevante, mas não é estritamente necessária. O risco de uma criança desenvolver diabetes tipo 1 é de:

  • 0,4%, se não houver história familiar.
  • 1 a 4%, se a mãe for diabética tipo 1.
  • 3 a 8%, se o pai for diabético tipo 1.
  • 2 a 6%, se um dos irmãos tiver DM1.
  • 30%, se ambos os pais tiverem a doença.
  • 30% se um irmão gêmeo univitelino (idêntico) tiver a doença.

Nos casos de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hereditariedade é um fator de risco muito mais forte, com mais de 75% dos pacientes apresentando história familiar positiva.

Qual é a diferença entre a diabetes tipo 1 e a diabetes tipo 2?

Ao contrário do que ocorre na maioria dos casos de diabetes tipo 1, a diabetes mellitus tipo 2 não tem origem autoimune e ocorre principalmente em adultos que são obesos, sedentários e com histórico familiar positivo.

A DM2 é um tipo de diabetes que ocorre por uma insuficiente ação da insulina na circulação sanguínea. O pâncreas produz insulina, mas os tecidos não reconhecem sua presença, impedindo que a glicose possa entrar para dentro das células, um processo conhecido como resistência à insulina.

Para mais informações sobre o diabetes tipo 2, leia:

  • Quais são as causas do diabetes tipo 2?
  • O que é diabetes mellitus?

Sintomas

Os sintomas do diabetes tipo 1 costumam ser provocados pela hiperglicemia. São eles:

  • Sede excessiva.
  • Cansaço.
  • Micção frequente.
  • Perda do controle da bexiga durante o sono (voltar a fazer xixi na cama).
  • Perda de peso.
  • Visão turva.
  • Fome frequente.
  • Irritação.
  • Infecções frequentes
  • Lenta cicatrização de feridas.
  • Mau hálito.

Cetoacidose diabética

Em algumas crianças, o primeiro sinal da diabetes pode ser uma complicação conhecida como cetoacidose diabética.

Sem insulina, as células não recebem a quantidade adequada de glicose e precisam utilizar os estoques de gordura do corpo como fonte de energia. A quebra das gorduras gera substâncias ácidas, chamadas corpos cetônicos, como o β-hidroxibutirato e o acetoacetato.

O excesso de cetoácidos provoca queda do pH do sanguíneo, podendo acidificar o sangue até níveis fatais, motivo pelo qual a cetoacidose é considerada uma emergência médica. Cerca de 80% das mortes de crianças e adolescentes diabéticos são provocadas por quadros de cetoacidose.

A cetoacidose costuma surgir quando a glicemia encontra-se muito descontrolada, geralmente com valores acima de 500 mg/dl. Seus sinais e sintomas mais comuns são

  • Náuseas.
  • Vômitos.
  • Dor abdominal.
  • Confusão mental.
  • Prostração.
  • Dificuldade respiratória.
  • Coma.

Para mais informações sobre os sintomas da diabetes, leia: 10 primeiros sintomas da diabetes.

Complicações

Com o passar dos anos, a hiperglicemia crônica pode provocar lesões em vários tecidos do corpo. Entre os órgãos mais afetados estão o coração, vasos sanguíneos, nervos, olhos e rins.

A taxa e a gravidade das complicações está diretamente relacionada com os níveis de açúcar no sangue (glicemia). A longo prazo, quanto mais descontrolada for a glicemia e quanto mais antiga for a diabetes, maior é o risco de surgirem múltiplas doenças.

São várias as complicações do diabetes tipo 1, algumas diretamente ligadas à hiperglicemia crônica, outras relacionadas às restrições que a doença provoca. Entre as mais comuns, podemo citar:

  • Doença arterial coronariana (angina).
  • Infarto agudo do miocárdio.
  • AVC.
  • Hipertensão arterial.
  • Lesão das artérias dos membros inferiores: pode causar obstrução grave dos vasos sanguíneos das pernas e necessidade amputação do membro.
  • Neuropatia diabética: lesão dos nervos periféricos, habitualmente dos pés e pernas, provocando formigamento, dormência, queimação ou dor.
  • Danos aos nervos do trato gastrointestinal, levando a problemas como náuseas, vômitos, diarreia ou constipação.
  • Disfunção erétil.
  • Nefropatia diabética: lesão dos rins, provocando insuficiência renal crônica e perda de grandes quantidades de proteínas na urina.
  • Retinopatia diabética: lesão dos vasos sanguíneos da retina, podendo causar cegueira.
  • Complicações na gravidez: pré-eclâmpsia, aborto espontâneo, morte fetal e defeitos congênitos.
  • Depressão.
  • Transtornos alimentares, como bulimia e anorexia nervosa.
  • Infecções de repetição, como candidíase vaginal e infecção urnária.
  • Atraso no crescimento.
  • Surgimento de outras doenças autoimunes: tireoidite autoimune e doença celíaca são as mais comuns.

Diagnóstico

O diagnóstico do DM1 é realizado através da dosagem sanguínea da glicemia ou da hemoglobina glicosilada.

São necessários dois exames de sangue, colhidos em dias diferentes, com pelo menos um dos três critérios listados abaixo:

  • Glicemia em jejum acima de 126 mg/dl.
  • Glicemia em qualquer momento do dia acima de 200 mg/dl.
  • Hemoglobina glicoslada (HbA1c) maior que 6,5%.

Uma vez diagnosticada a diabetes, o endocrinologista pode também pesquisar a presença de auto-anticorpos no sangue.

Explicamos o diagnóstico da diabetes com mais detalhes nos artigos:

Tratamento

Não existe cura para a diabetes tipo 1. O tratamento visa o controle da glicemia a longo prazo, de forma a reduzir a incidência das complicações.

O controle da glicemia é feito através de várias abordagens, sendo as mais importantes:

  • Administração regular de insulina (até 6 vezes por dia).
  • Controle da dieta.
  • Monitoramento frequente da glicemia por parte do paciente.
  • Prática de exercícios físicos.

O objetivo do tratamento é manter o valor da hemoglobina glicosilada abaixo de 7%. Para tanto, o paciente deve procurar manter a glicemia antes das refeições entre 80 e 130 mg/dl e após as refeições abaixo de 180 mg/dl.

Se os valores estiverem descontrolados, a dieta e a dose da insulina devem ser reavaliadas.

Tratamento com insulina

Como na diabetes tipo 1 o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, os pacientes precisam substituir a insulina natural por insulina artificial, que pode ser administrada por meio de injeções regulares o longo do dia ou através de uma bomba de insulina.

O nível de insulina administrado deve ser cuidadosamente definido de acordo com a dieta e o hábitos de exercício do paciente. Quantidades insuficientes podem não controlar a glicemia e aumentar o risco de complicações, enquanto quantidades excessivas podem provocar hipoglicemia.

Os tipos de insulina mais utilizados são:

  • Insulina de ação rápida: tem início de ação com cerca de 15 minutos, atinge o pico em 1 hora e continua a funcionar por 2 a 4 horas.
    • Tipos: Insulina glulisina (Apidra), insulina lispro (Humalog) e insulina aspártico (NovoLog).
  • Insulina regular ou de ação curta: tem início de ação com cerca 30 minutos após a injeção, atinge um pico em torno de 2 a 3 horas e é eficaz por aproximadamente 3 a 6 horas.
    • Tipos: Humulin R, Novolin R.
  • Insulina de ação intermediária: tem início de ação com cerca de 2 a 4 horas, atinge o pico com 4 a 12 horas e é eficaz por cerca de 12 a 18 horas.
    • Tipos: NPH (Humulin N, Novolin N).
  • Insulina de ação prolongada: atinge a corrente sanguínea várias horas após a injeção e tende a diminuir os níveis de glicose de forma bastante uniforme ao longo de um período de 24 horas.
    • Tipos: insulina detemir (Levemir) e insulina glargina (Lantus).

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/endocrinologia/diabetes-tipo-1/

Resistência insulínica: a condição silenciosa que leva à diabetes

Resistência à insulina: o que é, exames, causas e tratamento

A diabetes é uma das principais causas de morte no mundo. Entenda como a resistência insulínica contribui para o surgimento dessa doença.

A diabetes é uma das principais causas de morte no mundo. De acordo com a última atualização da folha informativa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), ela ocupa o 7° lugar neste ranking.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), essa doença afeta mais de 13 milhões de brasileiros.

Um dos fatores que contribuem para o seu surgimento é a resistência insulínica, também conhecida como hiperinsulinemia.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem como principal função controlar a glicemia. Em outras palavras, ela facilita a entrada de glicose nas células, onde será utilizada como fonte de energia ou armazenada em forma de glicogênio.

Em pessoas diabéticas, ocorre escassez em sua produção e o organismo passa a ter problemas para conseguir metabolizar adequadamente os açúcares presentes nos alimentos.

Culminando assim, em um quadro de hiperglicemia, ou seja, excesso de açúcar no sangue.

Existem três formas de diabetes. De tipo I, II e gestacional. A diferença entre elas se dá em função de sua origem. A primeira é uma doença autoimune que bloqueia totalmente a produção de insulina.

Enquanto isso, na segunda, o pâncreas ainda a produz, porém, de forma insuficiente, não conseguindo ser totalmente metabolizada em consequência da resistência insulínica que ocorre nos músculos e nos órgãos.

Por fim, a terceira ocorre temporariamente durante a gestação.

Continue lendo e entenda melhor como a hiperinsulinemia afeta o funcionamento do organismo e por que ela exige tamanha atenção. Confira!

Como se inicia a resistência insulínica?

A diabetes do tipo II pode ter uma origem genética, mas a maior parte dos casos tem início em decorrência de múltiplos fatores como a obesidade, alta ingestão de carboidratos simples e a falta de exercícios físicos. Quando não tratada no tempo e da maneira certa, diversas comorbidades podem surgir como cegueira, insuficiência renal, infarto e AVC. 

Essa é uma doença silenciosa. É possível que se passem muitos anos até que você perceba seus sintomas.

Mas, é sabido que antes que a diabetes ocorra de fato, os pacientes apresentam um quadro de resistência insulínica.

Isso porque, com o aumento da circulação de açúcares no sangue, o pâncreas dá início a uma produção excessiva de insulina para metabolizar essa demanda de entrada de glicose nas células. 

Com isso, as células passam a encontrar dificuldades em assimilar tamanha quantidade de hormônios, gerando a hiperinsulinemia. Mas, como as principais causas incidem sobre a origem dessa condição? Acompanhe e saiba mais!

Quais as principais causas da hiperinsulinemia? 

Como já mencionamos, a resistência insulínica pode ter um fator genético associado.

Neste caso, desde sua formação, o pâncreas não consegue produzir a quantidade de insulina necessária para a metabolização da glicose nas células. Outras vezes, esse processo se dá gradualmente.

Entretanto, os principais fatores geradores desta condição estão relacionados aos hábitos adotados. Confira abaixo.

Obesidade

A obesidade é considerada a principal causa, principalmente quando se concentra na região abdominal. As células adiposas, ou adipócitos, armazenam a gordura sob a pele e ao redor de alguns órgãos.

Quando estão com grande quantidade de moléculas orgânicas como os lipídios (gorduras) em seu interior, elas passam a produzir substâncias inflamatórias, dando início ao processo de hiperinsulinemia.

Sedentarismo

Por outro lado, o sedentarismo também se apresenta como uma causa importante. Todas as nossas células musculares utilizam o açúcar do sangue como fonte de energia.

Muitas vezes, elas metabolizam a glicose mais facilmente.

Quando adotamos um estilo de vida sedentário e não nos exercitarmos com regularidade, os músculos passam a requisitar uma maior quantidade de insulina para essa metabolização.

Conheça agora como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos para esta doença. 

Qual o diagnóstico e tratamento disponíveis?

A hiperinsulinemia é uma doença sem sintomas aparentes. Atinge pessoas de todas as idades e, além de causar diabetes, também favorece os quadros de obesidade, ovários policísticos e outras doenças. Devido a sua gravidade e por ter uma evolução gradual, um diagnóstico precoce auxilia no seu controle.

Por conta de sua característica assintomática, os médicos, geralmente, investigam as alterações por meio de um exame de glicemia em jejum. Porém, muitas vezes, os resultados ficam dentro dos valores de referência em resposta aos níveis elevados de insulina. Para estes casos, é realizado um rastreio metabólico, em especial, em pacientes com sobrepeso, obesidade e esteatose hepática.

Como exemplo de outras abordagens para realização de diagnósticos podemos citar:

  • Infusão contínua de glicose com emprego de um modelo matemático;
  • Glicemia e insulinemia basais e após sobrecarga oral de glicose;
  • Clamp euglicêmico hiperinsulinêmico;
  • Prova de supressão da insulina;
  • Teste de tolerância à insulina;
  • Teste de tolerância à glicose.

É fato que a hiperinsulinemia pode acontecer com qualquer indivíduo.

Ainda que sustente um bom histórico médico, se você relaxar a dieta e abandonar atividades físicas como exercícios aeróbicos ou de força, você corre o risco de, futuramente, desenvolver diabetes.

Outro ponto que é preciso salientar é a importância da atenção com a obesidade infantil. Devido ao seu caráter congênito, muitas crianças sofrem com essa doença sem saber.

Busque uma alimentação saudável, com ingestão adequada de nutrientes. Preferencialmente, procure acompanhamento de um profissional para desenvolver uma dieta que supra as suas necessidades metabólicas. Institua na sua rotina a prática de exercícios físicos, se possível, 30 minutos por dia. 

O tratamento da resistência insulínica necessita acompanhamento de um clínico geral ou endocrinologista. Consiste em perda de peso, aumento na frequência de atividades físicas e monitoração da glicemia.

Aconselha-se também visitas regulares ao médico a cada três ou seis meses.Não hesite em procurar ajuda profissional, mesmo que seja para tirar dúvidas. A maior parte das doenças podem ser revertidas quando há um diagnóstico precoce.

Entre em contato com um de nossos atendentes e agende uma consulta com nossos especialistas!

Источник: https://www.cmmartins.com.br/2020/06/24/resistencia-insulinica/

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