Rinite: o que é, principais sintomas e tratamento

Rinite alérgica

Rinite: o que é, principais sintomas e tratamento

A rinite alérgica é resultado da resposta exagerada do corpo ao contato com determinadas substâncias, que o organismo pode identificar como estranhas.

Rinite é uma doença inflamatória das mucosas do nariz. Pode ser alérgica ou não alérgica. Em ambos os casos, os sintomas são parecidos. Cerca de 10% a 25% das pessoas sofrem de rinite alérgica.

Entre outras atribuições, o nariz é responsável pela proteção inicial contra substâncias tóxicas e irritantes (alérgenos) que inalamos. Existe um complexo mecanismo de defesa para impedir que essas substâncias alcancem os pulmões.

Faz parte dessa resposta a obstrução nasal, que provoca o bloqueio da passagem do agente agressor, além de espirros e coriza.

 Essa reação é normal e todas as pessoas, ao entrarem em contato com algumas substâncias tóxicas, apresentam tais sintomas.

Em alguns casos, porém, essa reação é exagerada e duradoura, caracterizando a rinite alérgica, enfermidade crônica provocada pelo contato com alérgenos.

Causas da rinite alérgica

Quando um homem e uma mulher alérgicos têm um filho, a probabilidade dessa criança ser alérgica é de cerca de 50%. No entanto, mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, a criança ainda assim pode ter manifestações alérgicas, como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele. A forma mais comum, porém, é a rinite.

A rinite alérgica tem características hereditárias, mas mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio, ele pode se manifestar. Também não é obrigatório a rinite se fazer presente desde o nascimento.

Ou, seja, é possível a pessoa tornar-se sensível a uma substância que antes era tolerada.

Isso significa que podemos conviver com determinada substância por muitos anos e vir a desenvolver sintomas apenas tardiamente.

Os gatilhos de crises são melhores conhecidos que as causas. Entre os principais, destacam-se: ácaros existentes na poeira doméstica, pelos de animais, fungos, descamação de pele, mofo, pólen, perfume, alguns alimentos, medicamentos, bactérias, vírus e mudanças bruscas de temperatura etc.

Veja também: Leia um artigo completo sobre rinite alérgica

Sintomas da rinite alérgica

Quanto maior a exposição aos alérgenos, maior será a quantidade de anticorpos e mais intensos os seguintes sintomas:

  • Edema da mucosa que leva à obstrução nasal;
  • Coriza;
  • Espirros em salva;
  • Coceira no nariz, na garganta, no céu-da-boca e nos olhos.

A rinite alérgica pode estar associada, ainda, a comorbidades, como asma, otites médias, sinusite e roncos.

Diagnóstico

É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial entre rinite alérgica e os outros tipos de rinite. Para tanto, é fundamental levantar a história do paciente e fazer uma avaliação clínica detalhada das vias aéreas. Alguns exames de imagem (endoscopia rinossinusal, raios X e tomografia) podem ajudar nessa distinção.

Uma vez fechado o diagnóstico de rinite alérgica, é preciso identificar as substâncias que provocam a alergia para evitar o contato com elas.

Tratamento da rinite alérgica

Por enquanto, a rinite alérgica não tem cura, mas algumas medidas — cuidados com a higiene ambiental, uso de medicamentos e aplicação de vacinas antialérgicas — ajudam a prevenir e a controlar as crises.

Cuidados com a higiene ambiental

  • Não é fácil evitar o contato com o ácaro, o principal agente causador das alergias respiratórias, que se alimenta de resíduos da descamação da pele e prolifera na poeira doméstica, especialmente nos lençóis e travesseiros, tapetes, carpetes, cortinas e bichos de pelúcia. Por isso, o ambiente onde a pessoa alérgica vive deve ser bem-ventilado, ensolarado e cuidadosamente limpo.
  • Além dos ácaros, produtos de limpeza ou para desodorizar o ambiente, inseticidas, tintas com cheiro forte, perfumes, fumaça de cigarro, poluentes são substâncias que podem funcionar como alérgenos e devem ser mantidos longe das pessoas com predisposição a desenvolver rinite alérgica.

Tratamento medicamentoso

Existem vários medicamentos que podem aliviar os sintomas ou prevenir as crises da rinite alérgica.

Ao primeiro grupo pertencem os descongestionantes e os anti-histamínicos, ambos para uso tópico ou sistêmico; ao segundo, os estabilizadores de membranas e os corticosteroides.

Nenhuma dessas drogas é isenta de efeitos colaterais adversos, eventualmente com graves conseqüências. Por isso, devem ser utilizadas somente quando prescritas por um médico e na dosagem recomendada.

Vacinas antialérgicas

As vacinas anti-alérgicas constituem outro recurso para o tratamento das rinites alérgicas. Elas são preparadas com base nos resultados de testes cutâneos, de acordo com as características de cada paciente. O tratamento é longo, porém quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente aos alérgenos, o que pode evitar o uso de medicamentos.

Recomendações para evitar crises de rinite alérgica

  • Lembre-se de que prevenir é o melhor remédio. Por isso, todo o cuidado na limpeza da casa do portador de rinite alérgica para diminuir a proliferação dos ácaros é pouco;
  • Não use vassouras e espanadores. Dê preferência aos aspiradores com filtro e use um pano úmido para remover o pó dos móveis e do chão;
  • Use máscaras quando a faxina dos armários e das estantes de livros ficar por sua conta;
  • Mantenha os ambientes arejados e expostos ao sol durante a maior parte do tempo;
  • Escolha um estilo de decoração que dispense o uso de cortinas, carpetes, tapetes, almofadas ou de outros objetos que possam acumular poeira difícil de remover;
  • Lave as roupas de cama pelo menos uma vez por semana e as roupas guardadas há algum tempo antes de usá-las novamente;
  • Procure acostumar seus animais de estimação a viver fora de casa. Não os deixe subir nos estofados nem nas camas onde as pessoas dormem;
  • Adote um estilo de vida saudável. Pratique atividade física, não fume, beba com moderação e alimente-se adequadamente. Se, por acaso, algum alimento for responsável por desencadear as crises, elimine-o da sua dieta;
  • Tome bastante água, especialmente se você passa muitas horas em locais com ar condicionado;
  • Não se automedique, nem siga as sugestões de curiosos. Ouça o que um médico especialista no assunto tem a dizer.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/rinite-alergica-2/

RINITE ALÉRGICA (febre dos fenos)

Rinite: o que é, principais sintomas e tratamento

Otorrinolaringologia

Rinite é um quadro de inflamação das mucosas da cavidade nasal, que se caracteriza clinicamente por coriza, congestão nasal, coceira no nariz e espirros.

Quando o quadro de rinite é desencadeado por uma reação exagerada do sistema imune a partículas alérgenas do ar, dizemos que o paciente tem rinite alérgica.

Até 30 dos adultos e 40% das crianças sofrem de rinite alérgica. Pacientes com história de eczema alérgico ou asma são especialmente propensos a essa forma de rinite.

O que são alérgenos?

Alérgeno é qualquer partícula que tenha capacidade de desencadear uma reação alérgica, que nada mais é do que uma reação do sistema imune a agentes estranhos. Os alérgenos podem entrar em contato com nosso corpo por:

1. inalação, como pólen, fumaça, produtos químicos, poeira, etc.2. ingestão, como comidas, remédios e suplementos.3. contato com a pele, como substâncias químicas, perfumes, cremes, látex, plantas, etc.

4. inoculação na pele, como picadas de insetos.

O que causa a reação alérgica não é a ação direta e ativa do alérgeno, mas sim a resposta exagerada do organismo ao contato com o mesmo. Isto explica por que algumas pessoas têm alergia a determinadas partículas e outras não. O pólen, por exemplo, pode ser alérgeno para alguns e inócuo para outros.

Rinite é a inflamação das mucosas da cavidade nasal, causada geralmente por uma infecção viral ou por uma reação alérgica. Neste texto vamos nos ater à rinite alérgica.

Nos próximos dois parágrafos usarei um pouco mais termos técnicos para explicar o mecanismo de inflamação da rinite alérgica, mas não se assuste, procurarei usar analogias e ser o mais didático possível. A informação a seguir será importante para entender como funcionam alguns dos tratamentos.

Como surge

A rinite alérgica surge quando uma pessoa alérgica inala alguma partícula que estimula o seu sistema imune.

Quando criança, nós entramos em contato com diversos potenciais alérgenos sem que tenhamos maiores problemas.

As pessoas alérgicas são aquelas que ao entrar em contato com determinadas partículas passam a produzir anticorpos contra elas, como se fossem agentes invasores danosos, tipo vírus, bactérias, etc.

Vamos usar o pólen como exemplo. Pessoas alérgicas ao pólen são aquelas que ao entrar contato com este alérgeno pela primeira vez produzem em grande quantidade um anticorpo chamado IgE.

A partir deste primeiro contato, a mucosa nasal começa a ficar povoada com uma célula do sistema imune chamada mastócito, que possui vários anticorpos IgE em sua superfície. É como se o corpo pensasse que o pólen era um assaltante e passasse a encher a cavidade nasal de seguranças (mastócitos) altamente armados (IgE).

Assim que essa pessoa entra novamente em contato com o pólen, os anticorpos IgE rapidamente o capturam, ativando os mastócitos, que liberam vários mediadores químicos para destruir o invasor, sendo o mais importante a histamina, responsável pelos principais sintomas da rinite que serão explicados mais à frente.

Os sintomas alérgicos da rinite alérgica são, portanto, um efeito colateral da guerra química que o sistema imune trava contra algumas partículas. O pólen em si não causa nenhum mal, mas o sistema imune do alérgico não pensa assim.

Pessoas não alérgicas são aquelas que entram em contato com o pólen, por exemplo, e corretamente não desenvolvem IgE específicas contra ele. Em outras palavras, o corpo reconhece o pólen como partícula estranha, mas não o vê como uma ameaça e não produz anticorpos contra o mesmo.

Fatores de risco

Como a rinite alérgica é nada mais do que uma reação alérgica da cavidade nasal, pessoas com outras doenças de origem alérgica, como asma, eczema, conjuntivite alérgica, urticária, etc. apresentam um maior risco de também terem rinite de origem alérgica.

Outros fatores de risco para rinite alérgica incluem:

  • Ser do sexo masculino.
  • História familiar de alergias.
  • Nascimento durante a época do pólen.
  • Bebês que pararam o aleitamento materno precocemente.
  • Exposição frequente à fumaça de cigarro no primeiro ano (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo).
  • Exposição precoce a antibióticos.
  • Viver ou trabalhar em ambientes ricos em potenciais alérgenos.

Sintomas

Os sintomas da rinite alérgica incluem espirros, coriza nasal, entupimento nasal, lacrimejamento e coceira nos olhos, nariz e palato (céu da boca).

A ocorrência de sinusite também é frequente, caracterizando um quadro de rinossinusite (rinite + sinusite). Falamos mais especificamente da sinusite neste texto: SINUSITE | Sintomas e tratamento).

Outros sintomas comuns são dor de garganta, rouquidão, tosse e diminuição do paladar e olfato.

Dois sinais típicos da rinite alérgica são a acentuação das linhas das pálpebras inferiores (sinal chamado de linhas de Dennie-Morgan) e o escurecimento da pele abaixo dos olhos, tipo uma olheira. A foto abaixo ilustra bem esses dois sinais.

Sinais típicos de rinite alérgica – linhas de Dennie-Morgan

A rinite alérgica em algumas pessoas pode ser sazonal, ocorrendo apenas em determinadas épocas do ano. Entretanto, muitos pacientes apresentam um quadro quase constante de rinite alérgica, como numerosos episódios ao longo de todo o ano. Estes geralmente são aqueles que ficam expostos a alérgenos constantemente, seja em casa ou no trabalho.

Se o paciente convive em um meio onde está exposto ao alérgeno de forma frequente, a tendencia é de que os sintomas fiquem cada vez piores e cada vez mais uma menor quantidade de alérgeno seja capaz de desencadear as crises. Algumas pessoas se tornam tão sensíveis que outros fatores podem passar a desencadear a rinite, como exposição ao frio, fumaça ou cheiro forte.

Tratamento

Além do controle dos sintomas, o tratamento da rinite alérgica deve sempre visar a redução da exposição aos alérgenos desencadeadores das crises. Se o alérgeno for desconhecido, existem testes de alergia de pele que podem identificá-lo.

a. Solução salina

A lavagem das narinas com soro fisiológico ou outras soluções salinas é eficiente para eliminar os alérgenos aderidos na mucosa nasal naqueles casos mais leves. A lavagem pode ser feita várias vezes ao dia e pode ser usada para limpar a cavidade antes da aplicações de outros medicamentos.

b. Descongestionantes nasais

Durante muitos anos os descongestionantes nasais foram as drogas mais populares no tratamento da rinite. As substâncias mais usadas são pseudoefedrina, fenilefrina e oximetazolina. Estas drogas causam uma constrição dos vasos nasais, diminuindo a secreção de muco e aliviando os sintomas.

Entretanto, esses sprays nasais NÃO devem ser usados por mais do que três dias seguidos, pois costumam causar dependência, fazendo com que o nariz volte a ficar entupido a não ser que os descongestionantes voltem a ser usados repetidamente. Esta dependência é difícil de ser revertida.

c. Anti-histamínicos

Como a histamina é a substância que causa os sintomas da rinite alérgica, drogas anti-histamínicas podem ser usadas para o tratamento.

Entretanto, os anti-histamínicos apesar de melhorarem os espirros, a coceira e a coriza, não são tão efetivos contra a congestão nasal, sendo um descongestionante normalmente necessário.

É muito comum no mercado a associação de uma solução nasal que combine um anti-histamínico e um descongestionante.

Os anti-histamínicos também podem ser tomados em comprimidos, mas geralmente causam alguma sonolência. Os mais comuns são: Loratadina, desloratadina, cetirizina, levocetirizina, difenidramina , clemastina e fexofenadina.

d. Corticoides nasais

Os corticoides por via nasal são atualmente a droga de primeira linha no tratamento da rinite alérgica. Existem várias opções no mercado: fluticasona, mometasona, budesonida, flunisolida, triancinolona e beclometasona.

São todos semelhantemente eficazes.

Pacientes com quadro de congestão nasal muito intensa às vezes precisam usar descongestionantes nasais e anti-histamínicos por um ou dois dias antes de iniciarem o corticoide, para que este tenha maior eficácia.

Os corticoides nasais são efetivos no tratamento e na prevenção da rinite alérgica, podendo ser usados mesmo fora das crises.

Ao contrário dos corticoides sistêmicos, os corticoides nasais são drogas seguras que podem ser usadas seguidamente por muitos anos. Aconselha-se apenas que os pacientes que estão usando corticoides nasais por prolongados períodos tenham sua cavidade nasal examinada por um otorrinolaringologista periodicamente para evitar as raras complicações, como lesões da mucosa e infecções.

e. Imunoterapia

Chamada também de “vacinas”, a imunoterapia é um tratamento que visa dessensibilizar o paciente aos alérgenos.

Consiste na injeção de pequenas doses do alérgeno de modo a acostumar o organismo ao mesmo, diminuindo a resposta à sua exposição.

A imunoterapia atualmente só existe para os alérgenos mais comuns, como pólen, ácaros, pelo de animais, etc. O tratamento dura alguns anos e não deve ser interrompido sob o risco da perda de eficácia.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/otorrinolaringologia/rinite-alergica/

Sintomas da rinite: saiba quando a crise pode piorar e se previna

Rinite: o que é, principais sintomas e tratamento

As vias respiratórias estão diariamente expostas a uma grande quantidade de ameaças. São partículas microscópicas que, na maioria das vezes, não podem ser vistas a olho nu — poeira, pólen, ácaros, fungos, vírus, bactérias, entre outros.

Esses pequenos fragmentos são capazes de desencadear o surgimento dos sintomas da rinite e de várias doenças respiratórias. E o pior é que essa condição pode afetar qualquer pessoa. Contudo, alguns indivíduos estão mais suscetíveis a serem vítimas desse quadro clínico — predisposição genética, maior contato com os agentes infecciosos ou por estarem dentro de determinados grupos de risco.

Quer saber como se proteger dessa doença? Este post vai explicar quais são os sintomas e as causas da rinite e por que as crises acontecem com maior frequência na primavera e inverno. Acompanhe a leitura e saiba mais detalhes!

O que é a rinite

A rinite é uma doença crônica que se caracteriza por uma irritação e inflamação infecciosa, alérgica ou irritativa da região da mucosa interna do nariz, quando exposta a agentes estranhos.

O nariz é a região do corpo responsável por inalar o ar e filtrar as impurezas que chegarão ao pulmão. O problema é que ele vem carregado de outras substâncias estranhas que, quando em contato com pessoas alérgicas, podem causar uma reação inesperada do sistema imunológico em uma tentativa de defender o organismo contra aquela partícula incomum.

Assim, quando uma pessoa entra em contato com partículas de poeira e demais substâncias nocivas, o organismo reage no intuito de remover esse elemento.

Esse fenômeno que desencadeia as temidas crises de espirros, tosse, coriza e coceira no nariz.

Essa patologia é mais comum de ser desenvolvida na infância e pode apresentar melhoras no decorrer dos anos, ou então, até mesmo agravar os sintomas.

Classificação da rinite

A rinite costuma ser dividida em dois tipos de gravidade, levando em consideração a duração dos sintomas:

  • rinite aguda: os sintomas costumam durar entre 7 a 10 dias;
  • rinite crônica: os sintomas são mais constantes e podem durar por meses.

Além disso, a rinite também pode ser classificada em três modalidades, conforme a causa:

  • rinite alérgica: a reação é causada mediante exposição a substâncias alérgicas;
  • rinite não alérgica: não tem relação direta com substâncias alérgicas nem com o sistema imunológico;
  • rinite mista: há mais de um agente causador, como bactérias e vírus.

Causas da rinite

A rinite alérgica é causa por fatores genéticos ou ambientais. Existem muitas substâncias comumente no meio ambiente que são consideradas alergênicas e costumam potencializar os sintomas da rinite. No entanto, as que mais predominam na população em geral são a poeira doméstica, o pólen e alguns alimentos.

Na verdade, a poeira doméstica é a principal causa do surgimento dos sintomas da rinite em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Essa poeira é formada por várias porções de fragmentos, como pelos de animais, descamação da pele humana, bactérias, fungos e ácaros.

De fato, os ácaros são um dos maiores agentes causadores da rinite. Esses micro-organismos são facilmente encontrados em quase todas as casas, especialmente em colchões, tapetes, camas, sofás e demais estofados. Eles se adaptam muito bem ao ambiente doméstico, além de propagarem rapidamente em condições favoráveis — umidade e temperatura ambiente.

Em regra, os sintomas são desencadeados após a exposição eventual ou constante a algum tipo de substância alérgena ou, então, outras condições externas, como:

  • poeira domiciliar;
  • pólen — rinite sazonal (principalmente na primavera e no início do outono);
  • alergia alimentar (especialmente a leite de vaca, ovo, glúten, soja, trigo, peixe, frutos do mar e crustáceos);
  • fungos;
  • vírus;
  • bactérias;
  • ácaros;
  • baratas;
  • saliva e pelos de animais;
  • agentes poluentes: fumaça de cigarro;
  • baixas temperaturas;
  • mudanças climáticas bruscas;
  • substâncias voláteis e produtos químicos;
  • fatores genéticos.

Além disso, algumas infecções virais e causadas por bactérias também têm o potencial de desencadear ou agravar as crises de rinite, uma vez que essas partículas nocivas ocasionam danos na mucosa que reveste a região das vias aéreas e todo o sistema respiratório. Geralmente, essa condição está atrelada a sintomas oculares — é conhecida como rinoconjuntivite alérgica.

Sintomas da rinite

Os principais sintomas da rinite alérgica costumam aparecer logo após o indivíduo entrar em contato com o agente alérgeno. São eles:

  • congestão nasal;
  • obstrução da região nasal;
  • coriza;
  • coceira e ardor no nariz e olhos;
  • espirro;
  • tosse;
  • olhos com lacrimejamento;
  • roncos nasais;
  • falta de ar;
  • respiração oral;
  • rouquidão;
  • redução do paladar e olfato;
  • olheiras e olhos inchados;
  • fadiga;
  • cefaleia.

Fatores de risco da rinite

Algumas pessoas estão mais sujeitas aos sintomas da rinite. Geralmente, elas sofrem de outras doenças do trato respiratório, como asma e bronquite, ou, ainda, dermatite e conjuntivite alérgica.

Os principais fatores de risco para o desencadeamento da rinite alérgica são:

  • componente genético (familiares com histórico clínico de alergias);
  • visita a ambientes úmidos, quentes e mal ventilados;
  • contato com excesso de poluição do ar.

A genética é um grande fator de propensão para o surgimento da rinite. De fato, uma pessoa cujos pais sofrem com rinite tem 50% a mais de desenvolver esse problema. Assim, quando entra em contato com o agente alérgeno, ela se torna reativa a essa substância e não consegue mais tolerar essa proximidade, desencadeado os sintomas desconfortáveis.

Controle e tratamento da rinite

A abordagem para tratar a rinite alérgica inclui manter o ambiente limpo, ventilado e iluminado. Evite acumular objetos que atraiam poeira, como bichos de pelúcia, tapetes e carpetes. Também não é indicado consumir alimentos potencialmente alérgenos, bem como evitar a exposição a substâncias químicas, como produtos de limpeza.

O tratamento da rinite abrange o uso de medicamentação do tipo anti-histamínico, descongestionante nasal e corticosteroide. Em outros casos, pode ser recomendada a sessão de imunoterapia — um tratamento feito por meio de vacinas antialérgicas.

Os sintomas da rinite podem trazer muitas complicações para a rotina em geral. Essa condição pode agravar os distúrbios do sono, reduzir a produtividade e alterar a qualidade de vida.

Portanto, vale se cuidar melhor antes da chegada desses períodos de maior incidência, como primavera e inverno.

De qualquer forma, o ideal é comparecer a uma consulta com um médico especialista para um diagnóstico mais exato.

Você sofre com algum dos sintomas da rinite? Já tentou algum tratamento? Conte abaixo nos comentários!

Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/sintomas-da-rinite/

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