Saiba evitar os 3 principais fatores que prejudicam a Memória

Contents
  1. Doença do esquecimento: saiba mais sobre Alzheimer e outras síndromes
  2. Alzheimer: a doença do esquecimento
  3. Saiba como diferenciar o alzheimer do envelhecimento
  4. Quando o esquecimento é uma doença?
  5. Medidas para reduzir o esquecimento
  6. Quais são as causas mais comuns do esquecimento?
  7. Não dormir o suficiente
  8. Uso de medicamentos
  9. Hipotireoidismo
  10. Excesso de álcool
  11. Estresse e ansiedade
  12. Depressão
  13. Quando devo consultar um médico sobre o esquecimento?
  14. Como se trata a doença do esquecimento?
  15. Conclusão
  16. Os 10 alimentos que melhoram a memória
  17. 1. Espinafre, brócolis e companhia
  18. 2. Abacate
  19. Onde você também encontra gorduras boas
  20. 3. Suco de uva
  21. 4. Azeite de oliva
  22. 5. Chá
  23. Qual chá é melhor?
  24. 6. Peixe
  25. Qual a melhor maneira de preparar o peixe
  26. 7. Nozes, castanhas e afins
  27. 8. Chocolate amargo
  28. Invista no cacau
  29. 9. Ovo
  30. Conheça outras fontes de colina
  31. 10. Café
  32. Perguntas e respostas sobre memória
  33. 1 – Quais são os diferentes tipos de memória?
  34. 2 – Pode acontecer falta de memória pelo excesso de informação?
  35. 3 – A memória das crianças e dos adultos funciona da mesma maneira?
  36. 4 – Uma pessoa com “memória ruim” tem mais chances de desenvolver a Doença de Alzheimer?
  37. 5 – Tem como evitar a Doença de Alzheimer?
  38. 6 – Quando é a hora de se preocupar com os lapsos de memória?
  39. 7 – Como estimular a memória?
  40. 8 – No trabalho, como pode-se organizar para lembrar de todos os compromissos do dia?
  41. Fuja desses alimentos para evitar doenças do cérebro
  42. Produtos açucarados
  43. Álcool
  44. Junk Food
  45. Frituras
  46. Alimentos pré-cozidos
  47. Alimentos muito salgados
  48. Proteínas processadas
  49. Evite gordura trans a todo custo
  50. Adoçantes artificiais
  51. Nicotina
  52. Veja também:
  53. 8 atitudes para evitar problemas de memória
  54. 1. Praticar exercícios físicos 3 vezes por semana
  55. 2. Ler e fazer jogos de raciocínio
  56. 3. Adotar uma dieta mediterrânea
  57. 4. Tratar a ansiedade e a depressão
  58. 5. Dormir 6 a 8 horas por dia
  59. 6. Evitar remédios para dormir
  60. 7. Evitar bebidas alcoólicas
  61. 8. Fazer check-ups anuais

Doença do esquecimento: saiba mais sobre Alzheimer e outras síndromes

Saiba evitar os 3 principais fatores que prejudicam a Memória
 

Doença do esquecimento é, geralmente, relacionada ao Alzheimer. Mas existem outras causas e fatores associados à perda de memória. Elas afetam, inclusive, as pessoas mais jovens — e não estão, necessariamente, ligados à doença. 

 

Lapsos de memória costumam ser frustrantes e, às vezes, preocupam. Quando acontecem com mais frequência podem despertar o medo de desenvolver algum transtorno neurodegenerativo, como a doença de Alzheimer. 

 

O Mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência, segundo o National Center for Biotechnology Information. 

 

Mas, graças às informações do Departamento de Neurologia da Unicamp, sabemos que o esquecimento em geral não tem, necessariamente, relação com doenças cerebrais. 

 

Em pessoas com idade abaixo de 60 anos, as queixas de esquecimento são muito comuns, mas que não têm essa ligação. Existem muitas causas de esquecimento em eventos do dia a dia relacionados à ansiedade, que é algo muito prevalente nos dias de hoje.

 

É importante, portanto, saber diferenciar um “branco” inofensivo de uma possível doença do esquecimento — e entender quando você deve procurar ajuda. 

 

Para isso, dedicamos este artigo para falar sobre a doença do esquecimento, esclarecendo o assunto e dando dicas de como prevenir ou reduzir esse problema.

 

Você vai entender: 

 

  • Alzheimer: a doença do esquecimento
  • Medidas para reduzir o esquecimento
  • Quais são as causas mais comuns do esquecimento?
  • Quando devo consultar um médico sobre o esquecimento?
  • Como se trata a doença do esquecimento?

 

Boa leitura!

Alzheimer: a doença do esquecimento

  O número de pacientes com Alzheimer deve duplicar nos próximos 20 anos
 

O Mal de Alzheimer é uma doença que causa a degeneração de células do cérebro, levando a um quadro conhecido como demência. Na medicina, demência se refere à redução da capacidade cognitiva persistente e progressiva. No entanto, nem todo o tipo de demência está relacionado ao Mal de Alzheimer. 

 

Os sintomas principais do Alzheimer são a perda de memória progressiva, dificuldade em raciocinar e falar, além da problemas para identificar pessoas ou objetos e suas funções.

 

O Mal de Alzheimer evolui com o tempo, e a memória vai sendo cada vez mais prejudicada. A doença afeta, a princípio, a memória recente. Isso é, o paciente terá dificuldades ao tentar se lembrar de eventos ocorridos ao longo do dia ou a tarefa que está realizando. 

 

Gradualmente, a memória do longo prazo passa a ser afetada. Nesse estágio, o paciente passa a esquecer de pessoas e acontecimentos de sua vida, começando dos mais recentes.

 

Um dos maiores obstáculos é que a pessoa acometida pela demência não reconhece o seu estado. No entanto, é preciso entender que nem todo prejuízo de memória é um sinal de Alzheimer. O envelhecimento, por si só, é uma das causas mais comuns do esquecimento. 

Saiba como diferenciar o alzheimer do envelhecimento

A chamada “perda de memória associada à idade” é um declínio leve e normal do cérebro, à medida que envelhecemos. 

 

Quem começa a sofrer prejuízos de memória, normalmente sente dificuldade com as memórias de curto prazo. Coisas como onde colocaram a chave do carro ou o que comeram na noite anterior. 

 

A diferença entre esse esquecimento causado pelo envelhecimento, para aquele que é sintoma de demência ou de Alzheimer, é que o primeiro não impede que a pessoa exerça suas atividades diárias. 

 

O Alzheimer afeta o juízo e a consciência, impactando na qualidade de vida do paciente.

 

Já o idoso esquecido não perde suas faculdades mentais nem motoras. Existe, é claro, um declínio nessas funções. No entanto, ele acontece em uma intensidade que não causa impactos graves na rotina do idoso.

Quando o esquecimento é uma doença?

Como você já deve ter entendido, é preciso prestar atenção no quanto os esquecimentos afetam a rotina diária. Se o esquecimento impede ou prejudica o trabalho, os afazeres da casa ou até mesmo a higiene pessoal, esse é um sinal de alerta e um médico deve ser consultado.

 

O curioso aqui, no entanto, é que tem uma diferença na percepção do esquecimento como problema: o idoso que vê como problema o fato de estar esquecendo das coisas, geralmente, não sofre com nenhuma doença. São os familiares que se incomodam com os episódios de perda de memória, nos casos de demência ou Alzheimer. Este comportamento pode servir, também, como um sinal de alerta.

Medidas para reduzir o esquecimento

 

Fortaleça o cérebro com exercícios e atividades intelectualmente estimulantes

 

Se você está preocupado com a perda de memória, é possível tomar algumas medidas. A mudança no seu comportamento pode permitir que você tenha uma melhor qualidade de vida e reduza os episódios de esquecimento. 

 

Você já deve ter percebido: quanto mais você repete uma atividade, mais fácil ela fica. Da mesma forma, quando você passa muito tempo sem treino ou tentar algo novo, passará por algumas dificuldades. 

 

Isso acontece porque tarefas parecidas ativam os mesmos “caminhos” de comunicação entre os neurônios (sinapses), segundo a Association for Psychological Science. É como uma trilha na floresta: na primeira travessia, é preciso abrir caminho. Depois, percorrer o mesmo caminho é bem mais fácil.

 

Dessa forma, exercícios que estimulem o cérebro são altamente recomendados, de acordo com a PUC-sp, bem como atividades que exigem criatividade. 

 

Jogos de memória ou estratégia, palavras-cruzadas, sudoku e xadrez são alguns exemplos. Você também pode estudar idiomas ou história, decorar poemas ou resolver problemas matemáticos. 

 

Além destes estímulos, que você pode inserir facilmente na sua rotina diária, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein sugere algumas outras mudanças nos seus hábitos de vida, como: 

 

  • Fazer exercícios físicos regulares
  • Manter uma alimentação saudável, com frutas e verduras
  • Não fumar
  • Ingerir bebidas alcoólicas com moderação
  • Dormir o suficiente
  • Participar de atividades que sejam sociais e intelectualmente estimulantes
  • Fazer exames de rotina regularmente
  • Evitar situações com alto nível de estresse
  • Proteger a cabeça de lesões

Quais são as causas mais comuns do esquecimento?

Segundo a Escola de Medicina de Harvard (Harvard Medical School), há muitas causas tratáveis relacionadas ao esquecimento. 

 

A instituição elencou seis circunstâncias comuns. Algumas envolvem hábitos diários, enquanto outras estão relacionadas à saúde. Se os lapsos de memória estiverem incomodando, é aconselhável conversar com o médico para descobrir a raiz do problema. 

 

Muitas vezes, algo como dormir mais, trocar um medicamento ou participar de um programa de redução do estresse é suficiente para sentir a diferença.

 

Veja a seguir as causas mais comuns do esquecimento segundo a Escola de Medicina de Harvard:

Não dormir o suficiente

A falta de boas noites de sono pode levar a mudanças de humor e ansiedade que, por sua vez, contribuem para o aparecimento de falhas de memória. É essencial que sua mente e corpo descansem, preferencialmente por oito horas. 

 

Dormir no período da noite também faz a diferença. Isso porque no período noturno, é mais fácil para o organismo atingir um estado profundo do sono, chamado REM. 

 

Nesse estágio, acontecem mudanças fisiológicas importantes, como o aumento da pressão arterial e da velocidade dos batimentos cardíacos, contribuindo para o desenvolvimento de funções intelectuais superiores, como memória, julgamento e aprendizado.

Uso de medicamentos

Tranquilizantes, antidepressivos e alguns medicamentos para a pressão arterial podem afetar a memória, geralmente causando sedação ou confusão. 

 

Fale com o seu médico se suspeitar que uma nova medicação está afetando a sua memória. É possível que apenas um ajuste na dosagem seja o suficiente para corrigir o problema. Caso contrário, um novo medicamento poderá ser prescrito. 

Hipotireoidismo

Esta doença, que afeta a glândula da tireoide, é caracterizada pela baixa ou nenhuma produção dos hormônios T3 (triodotironina) e T4 (tiroxina). 

 

A insuficiência de hormônios tireoidianos provoca a desaceleração das funções do corpo, causando sintomas como cansaço, sonolência, frio, fala lenta, esquecimento ou confusão. 

Excesso de álcool

Ingerir bebidas alcoólicas em excesso pode afetar a memória de curto prazo, mesmo após os efeitos do álcool terem passado. 

 

Por isso, manter uma alimentação equilibrada e deixar as bebidas alcoólicas para um consumo socialmente moderado é muito importante para a saúde e preservação da sua memória — além de, claro, evitar inúmeras outras doenças ou desconfortos. 

Estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade podem interferir na atenção e bloquear a formação de novas memórias — ou a recuperação das antigas. 

 

Isso acontece, em partes, porque as pessoas estão preocupadas com algo. Por isso, desviam sua atenção (e sua memória) para outros assuntos, aumentando as ocorrências de esquecimento. 

Depressão

A depressão pode resultar em um tipo de perda de memória parecida com a causada por demência. Além disso, é bastante comum que a demência cause depressão. 

 

Assim, fica difícil distinguir qual é a causa principal do esquecimento. No entanto, pessoas com perda de memória causada por depressão estão cientes do problema e reclamam dele. As pessoas com demência, ao contrário, não reconhecem o problema. 

 

Entre outros sintomas da doença estão a dificuldade de concentração, lentidão, problemas com o sono, perda de apetite e tristeza profunda.

Quando devo consultar um médico sobre o esquecimento?

 

Você pode mudar alguns hábitos para reduzir os problemas de esquecimento, mas fique atento aos sintomas mais graves

 

Como falamos anteriormente, nem sempre as situações de esquecimento são sintomas de alguma doença mais grave, como demência ou Alzheimer. 

 

Pode acontecer episódios de perda de memória por diversos outros motivos, como as que citamos nesse artigo. Para algumas dessas causas, uma revisão nos seus hábitos de vida pode ser suficiente. Para outras, porém, você pode precisar de ajuda médica.

 

Assim, procure um médico se você:

 

  • Está com dificuldade de executar suas atividades diárias de rotina 
  • Não consegue prestar atenção em algo específico, como um filme ou uma palestra
  • Parece confuso, sem foco ou desorientado
  • Sente-se deprimido e pensa em prejudicar a si mesmo
  • Apresenta um sintoma que indique problema no sistema nervoso, como cefaleia, dificuldade em utilizar ou compreender a linguagem, lentidão, problemas de visão ou tontura

 

Na consulta, o médico irá fazer alguns questionamentos para averiguar se o seu esquecimento é, de fato, patológico. 

 

É recomendável que você vá à consulta com algum parente ou amigo próximo, que possa ajudá-lo a descrever com precisão os seus problemas de falta de memória. 

 

Além das perguntas de histórico familiar e do comportamento, o médico poderá fazer alguns testes e exames físicos. 

 

Os exames são mais direcionados à área neurológica, enquanto os testes servem para avaliar alguns aspectos do funcionamento mental, como orientação de espaço e tempo, concentração, atenção, memória de curto e longo prazo e uso da linguagem. 

Como se trata a doença do esquecimento?

Podem existir muitas causas diferentes para o esquecimento. Por isso, é importantíssimo consultar um médico. Na consulta e por meio de exames, é mais fácil encontrar a raíz do problema.

 

Uma vez que a doença do esquecimento tenha sido esclarecida e sua causa identificada, o médico prescreverá o tratamento adequado, que pode variar desde mudanças de hábito até medicamentos. Esses tratamentos ou medicamentos podem melhorar, de forma temporária, o funcionamento mental, incluindo a memória. 

 

A boa notícia é que já existem pesquisas bastante promissoras associadas a uma possível cura para o Alzheimer. 

 

Se a doença do esquecimento estiver em um grau mais avançado, prejudicando a segurança do paciente, algumas medidas de apoio devem ser tomadas. Por exemplo:

 

  • Revise a casa da pessoa doente para implementar medidas de proteção, evitando quedas ou acidentes
  • Utilize calendários, relógios, post-its e outros materiais como forma de reforçar as orientações
  • Estabeleça uma rotina regular, seguindo-a com rigor
  • Busque atividades agradáveis ou estímulos, como TV ou música
  • Considere a contratação de um profissional para melhor atender o idoso

Conclusão

 

A doença do esquecimento pode ter diferentes causas e, em casos graves, exige muito comprometimento familiar

 

Quando falamos de doença do esquecimento, nem sempre estamos nos referindo à Alzheimer. O Mal de Alzheimer atinge milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, problemas com esquecimento podem ser causados por inúmeros fatores, incluindo a rotina conturbada e estresse dos dias atuais. 

 

Se você acredita que os seus problemas com esquecimento estão afetando o seu desempenho profissional ou dificultando a realização de atividades diárias, de rotina, procure um médico. 

 

Gostou de saber mais sobre a doença do esquecimento? Se ficou alguma dúvida, deixe um comentário! 

 

Para ler outros artigos sobre envelhecimento, com dicas para uma terceira idade com mais saúde e disposição, confira nossas recomendações:

 

Fonte: Harvard Health Publications / Unicamp

Источник: https://www.unimed.coop.br/viver-bem/saude-em-pauta/o-que-pode-gerar-o-esquecimento

Os 10 alimentos que melhoram a memória

Saiba evitar os 3 principais fatores que prejudicam a Memória

Se uma alimentação saudável faz bem para o corpo, que dirá para o cérebro. Estudos comprovam que alguns ingredientes têm mesmo uma afinidade especial com a massa cinzenta. Conheça agora os principais alimentos que turbinam a memória e renove o cardápio para melhorar suas habilidades cognitivas:

1. Espinafre, brócolis e companhia

Guarde esta: as hortaliças de coloração verde-escura concentram um mix de substâncias parceiras do sistema nervoso, daí porque não podem faltar no cardápio ao longo de toda a vida. É só escolher sua preferida e caprichar na receita.

Mas vale ter em mente que o espinafre merece destaque. Ele fornece bastante luteína, que faz parte de uma família de pigmentos conhecida como carotenoides. Esse componente contribui (e muito!) para a saúde cerebral.

Em estudo com 60 pessoas, realizado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, os maiores consumidores de luteína exibiam memória e raciocínio mais afiados.

Os cientistas apostam suas fichas na alta capacidade antioxidante do composto.

Combater o excesso de radicais livres é uma estratégia primordial para a cabeça, já que o estresse oxidativo abre as portas para danos aos neurônios e às perdas cognitivas.

E as benesses dos verdinhos não param por aí. Além do afamado espinafre, a couve, a rúcula e os brócolis oferecem ácido fólico, vitamina que resguarda a massa cinzenta e ajuda a reduzir o risco de demências. Ela também aparece em vários estudos por atuar em prol do DNA das células cerebrais.

A nutricionista Evie Mandelbaum, especialista em gerontologia de São Paulo, afirma que nunca é tarde para incluir esses ingredientes na rotina. “Mas quem tem uma história de alimentação saudável e exercícios físicos já conta com uma poupança para um envelhecimento bem-sucedido”, enfatiza.

Os vegetais ficam ótimos em sucos, saladas, refogados e cozidos no vapor. Mas não deixe tempo demais no fogo. O calor excessivo pode reduzir o teor de compostos bacanas.

2. Abacate

“Abacateiro serás meu parceiro solitário nesse itinerário da leveza pelo ar.” Seja nos versos de Gilberto Gil, seja nas receitas doces ou salgadas, o fato é que o abacate deveria fazer parte do dia a dia. Apesar das calorias, a polpa cremosa é um concentrado de substâncias que, entre inúmeras funções, blindam a massa cinzenta.

“O fruto é rico em vitaminas B6, B12, C e E, além de selênio, luteína, colina e outros compostos fundamentais para os neurônios”, elenca o nutrólogo e cientista de alimentos Edson Credidio, que pesquisou o fruto na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista.

A deliciosa consistência denuncia seu alto teor de gordura, que, diga-se, é das boas. Trata-se da monoinsaturada, que protege as artérias, garantindo ótimo fluxo sanguíneo inclusive para o cérebro. Um estudo americano aponta uma ligação desse tipo gorduroso com a melhor funcionalidade de uma área na cuca que tem papel crucial na concentração e no aprendizado.

A conclusão é que o nutriente aperfeiçoa as conexões entre os neurônios presentes na chamada rede de atenção dorsal do cérebro. Só não rola exagerar.

Onde você também encontra gorduras boas

  • Azeite de oliva
  • Amêndoa
  • Amendoim
  • Castanha-do-pará
  • Gergelim
  • Óleo de canola

3. Suco de uva

Encha seu copo com suco de uva roxa integral e faça um brinde: vida longa aos polifenóis! São esses os compostos responsáveis pela fama da bebida. Em Porto Alegre, um experimento realizado com 35 idosas comprovou que o consumo diário de 400 mililitros melhora a função cognitiva.

“Os polifenóis penetram a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro, e inibem danos ligados ao excesso de radicais livres”, conta a biomédica Caroline Dani, do Centro Universitário Metodista IPA e uma das autoras da pesquisa.

Não bastasse, eles promovem um aumento nos níveis de BDNF, proteína que estimula novas conexões entre as redes de neurônios, bem como a renovação dessas células.

Apesar de a fruta em si conter as aclamadas substâncias, a bebida concentra maior quantidade, pois nela há polpa, casca e semente. E não se esqueça: tem que ser suco 100% integral, combinado?

4. Azeite de oliva

Memorize este nome: oleocantal. A nutricionista Vanderli Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia, relata que já há evidências de que a substância reduz o risco de Alzheimer.

Mas nem só de oleocantal se faz o azeite de oliva. Ele concentra gordura monoinsaturada e uma porção de antioxidantes. Não à toa ter recebido a alcunha de defensor da memória.

Quem corrobora essa tese é uma equipe da Universidade Temple, nos Estados Unidos, que demonstrou, em animais, que o legítimo óleo de azeitona impede a proliferação das placas beta-amiloides.

Essas estruturas estão associadas à destruição dos neurônios e à interrupção da comunicação entre eles (as sinapses), desencadeando a doença que provoca o esquecimento.

Vanderli sugere ao menos uma colher de sopa diária do tipo extravirgem.

5. Chá

“Recordo (creio) suas mãos delicadas de trançador.

Recordo próximo dessas mãos um mate…” O trecho vem do conto Funes, o Memorioso, e – vai saber? – revela um dos segredos do personagem criado pelo argentino Jorge Luis Borges (1899-1986).

Funes tinha uma memória sobrenatural, lembrava-se de tudo, nos mínimos detalhes… Seria por causa do chá? Ficções à parte, não é de hoje que ele está entre os ingredientes com ação neuroprotetora – especialmente o tipo verde.

A bebida, de sabor levemente adstringente, é feita com a erva Camellia sinensis, espécie asiática que guarda a epigalocatequina galato, ou EGCG. “É um potente antioxidante. E o chá-verde contém ainda cafeína e L-teanina, entre outros compostos”, destaca a biogerontóloga Ivana Cruz, professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Há comprovação de que essa rica mistura ajuda a barrar agressões ao hipocampo, uma das principais regiões cerebrais associadas à memorização e ao aprendizado. Um trabalho japonês, da Universidade de Shizuoka, indicou que o consumo cotidiano de chá-verde foi eficaz no combate ao declínio cognitivo em idosos.

Outras pesquisas sugerem que as substâncias da erva ajudam a evitar a deposição das placas ligadas ao Alzheimer e até colaboram com a formação de novos neurônios. Os benefícios, aliás, viriam até por vias indiretas. “Uma revisão de estudos mostra impacto na ansiedade, o que também melhora a cognição”, conta a professora Ivana.

Qual chá é melhor?

Camomila, hortelã e erva-cidreira são infusões que favorecem a digestão e o sono, mas não têm relação com a memória.

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E, ainda que os chás branco, vermelho, mate e outros à base de Camellia sinensis ofertem as substâncias do verde, todos estão longe de exibir a mesma quantidade da badalada bebida.

6. Peixe

Anote e cole na porta da geladeira: salmão, atum, sardinha, arenque e cavalinha devem aparecer pelo menos duas vezes por semana no cardápio. Essa é a sugestão da nutricionista Lara Natacci, da clínica Dietnet, na capital paulista.

Se antigamente se falava dos pescados como fontes exímias de fósforo, um nutriente caro ao cérebro, hoje o que se enaltecem são os teores de ômega-3. Essa gordura do time das poli-insaturadas é reverenciada por diversos motivos. E um deles tem a ver com a cuca. “O ômega-3 atua na conexão entre os neurônios, facilitando a plasticidade sináptica”, afirma Lara.

Em resumo: a conversa entre essas células flui tranquilamente. A gordura auxilia ainda na produção de neurotransmissores e tem ação anti-inflamatória, deixando o caminho livre para células do cérebro se regenerarem.

Inclusive não faltam pesquisas que colocam os ácidos graxos poli-insaturados como soldados de primeira linha na luta contra o próprio Alzheimer.

Qual a melhor maneira de preparar o peixe

A dica é aproveitar a pele, onde há altas doses de ômega-3. Já o modo de preparo vai do gosto do freguês. Mas não é para comer fritura toda hora ou grelhar até passar do ponto. Isso forma aminas heterocíclicas, moléculas perigosas para as células nervosas.

7. Nozes, castanhas e afins

Elas esbanjam selênio. “E há uma forte relação entre a deficiência desse nutriente e o surgimento de problemas cognitivos durante o envelhecimento”, diz Hércules Rezende, nutricionista e neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Vitamina E e gorduras boas completam a receita neuroprotetora das oleaginosas. Estudos revelam que o consumo desses alimentos interfere nas ondas cerebrais envolvidas com a retenção de informações e o aprendizado.

E que tal apostar nas brasileiríssimas castanha-do-pará, de caju e da menos conhecida baru? Claro: nozes, amêndoas e pistaches são outras ótimas opções para não cair na mesmice. Lara Natacci indica meia xícara ou um punhado por dia.

8. Chocolate amargo

Bombons e tabletes são sinônimo de felicidade, e a ciência já mostra que o bem-estar emocional é um guardião do cérebro. Mas é preciso esclarecer que os atributos do chocolate são, na verdade, originários de sua principal matéria-prima, o cacau. É a composição do fruto que está por trás de efeitos antioxidantes e promotores da boa circulação sanguínea.

“Substâncias como teobromina, cafeína, teofilina e alcaloides purínicos podem atuar como estimulantes no sistema nervoso”, conta Hércules Rezende. E uma revisão italiana recente, publicada no periódico Frontiers in Nutrition, comprova tal habilidade.

A pesquisa cita efeitos positivos sobre a memória de trabalho, cognição, atenção e, de quebra, na redução do risco de problemas cardíacos.

“A quantidade adequada de chocolate não está bem estabelecida, mas alguns estudos falam em 30 ou 40 gramas do tipo amargo por dia”, relata a nutróloga Andreia Pereira, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A médica faz questão de frisar que abusos culminam no aumento do peso.

Invista no cacau

Como os benefícios do chocolate vêm dos flavonoides do cacau, quanto maior a concentração do fruto na barra, melhor. O tipo meio amargo apresenta até 60%, já os amargos de verdade devem ter a partir de 70%.

“Uma dica é comer o de 70% e um pedacinho do ao leite para que o sabor mais doce predomine”, orienta Vanderli.

9. Ovo

Você deve se recordar que ele figura entre os alimentos mais injustiçados de todos os tempos – sua culpa era carregar muito colesterol. Agora, assistimos ao seu livramento, já que estudos o safaram da pecha de vilão das doenças cardiovasculares.

Que sorte (também!) para a nossa cabeça. Excelente fonte de proteínas, com destaque para a albumina, o alimento possui preciosidades como a luteína, aquele pigmento que pertence ao grupo dos carotenoides.

E, conforme contamos lá em cima, sobram evidências de seu papel contra o declínio cognitivo.

A gema do ovo também está repleta de colina, uma das vitaminas do complexo B – cada vez mais famosa por auxiliar na consolidação da memória.

“Trata-se de um nutriente essencial para a formação do neurotransmissor acetilcolina, importante regulador do aprendizado no córtex cerebral”, explica o professor Hércules.

Em testes com animais, já se viu que a deficiência de colina pode afetar o funcionamento interno de células no cérebro. E esse desarranjo repercute negativamente na cognição.

Para quem está com exames em ordem e não tem nenhuma restrição médica, dá para colocar a gema no cardápio diariamente. Desde o café da manhã, na omelete, passando pelo almoço ou jantar e nos lanches, o ovo entra em uma porção de receitas.

E fique tranquilo: os teores de colina se mantêm mesmo quando o alimento passa pelo fogo. Portanto, abuse da criatividade na cozinha.

Conheça outras fontes de colina

  • Fígado bovino
  • Gérmen de trigo
  • Grãos de soja
  • Carne de porco
  • Abacate

10. Café

Apesar de a bebida carregar dezenas de compostos, caso dos fenólicos (que, veja, turbinam a bioquímica cerebral), a cafeína ainda é a estrela. Pesquisas revelam um elo entre a substância e a diminuição dos níveis das famigeradas placas beta-amiloides. “Isso explicaria seu efeito protetor contra as demências”, diz Ivana Cruz.

Mas o exagero nos goles não é bacana. Cafezinhos além da conta estão por trás de insônia, taquicardia e nervosismo, especialmente para os mais sensíveis. O ideal é saborear, no máximo, cinco xícaras ao dia.

A professora da UFSM ressalta que os alimentos devem surgir à mesa, sim, devido a suas propriedades benéficas, mas também pelo prazer que propiciam. Aliás, a festejada cafeína dá as caras em outras opções.

“Aqui no Sul, os gaúchos tomam o chimarrão para despertar. Já no Amazonas, as bebidas com o pó de guaraná são bem populares”, nota. Sem sacrifícios, a cabeça responde ainda melhor.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/os-10-alimentos-que-melhoram-a-memoria/

Perguntas e respostas sobre memória

Saiba evitar os 3 principais fatores que prejudicam a Memória

Memória é a habilidade cognitiva de aprender e consolidar novas informações para o uso posterior. O cérebro não é capaz de armazenar os detalhes de todos os momentos da vida. Por isso ele seleciona o que será armazenado de acordo com a relevância, mas nem sempre este processo é racional.

As emoções interferem diretamente na capacidade de armazenamento. Basicamente, para nós memorizarmos algo precisamos de uma tríade: atenção, motivação e memória. Confira algumas dúvidas comuns relacionadas a esse tema, respondidas pela Dra. Nayara dos Santos Reimer, Neurologista da Neurológica.

1 – Quais são os diferentes tipos de memória?

Memória de curto prazo ou memória de trabalho/operacional: retém informações por segundos. A informação não é consolidada, apenas manipulada mentalmente por pouco tempo. Por exemplo: quando alguém passa o número do celular.

Memórias de longo prazo

  • Declarativas: podem ser acessadas de forma consciente. Dentro deste grupo, existe a memória episódica (experiências auto-biográficas) e a memória semântica (conceitos e conhecimento geral).
  • Não declarativas ou implícitas: o conteúdo é acessado de forma inconsciente, inclui a memória de procedimento, relacionada ao aprendizado motor.

2 – Pode acontecer falta de memória pelo excesso de informação?

Sim, atualmente as informações são facilmente disponíveis e as pessoas estão conectadas 24 horas por dia, pelo celular, tablet e computador. Esse excesso de informações acaba prejudicando a memória pela falta de foco, desatenção e dificuldade para tomar decisões. Sobrecarga no trabalho, estresse e ansiedade também são causas comuns de falta de memória.

3 – A memória das crianças e dos adultos funciona da mesma maneira?

O cérebro da criança está em formação e ainda não possui todas as estruturas responsáveis pela memória, embora ela também apresente uma memória seletiva, armazenando estímulos importantes.

Mas é somente aos 4 anos que as áreas responsáveis pela memória (lobos temporais e os hipocampos) amadurecem e passam a surgir as lembranças.

Nesta fase é importante estimular ainda mais a criança, com jogos educativos, aprendizado de outro idioma e socialização com outras crianças.

4 – Uma pessoa com “memória ruim” tem mais chances de desenvolver a Doença de Alzheimer?

Não. É importante entender a diferença. Nem todo esquecimento representa um problema de memória e nem todo problema de memória indica que a pessoa terá Doença de Alzheimer.

Na verdade, ao contrário da crença popular, a Doença de Alzheimer não é a principal causa de esquecimentos. A ansiedade é a principal causa, principalmente em jovens.

O que acontece é que a ansiedade e o estresse ativam várias regiões do cérebro, causando desatenção e falta de concentração.

Outras causas de esquecimentos: depressão, principalmente em idosos, pode causar falta de memória muito semelhante a Doença de Alzheimer, hipotireoidismo e a deficiência da vitamina B12.

5 – Tem como evitar a Doença de Alzheimer?

Sim. Especialmente evitando os principais fatores de risco. Para prevenir esta doença, é recomendável a prática regular de atividade física (pelo menos 2 horas por semana), ter uma dieta balanceada, combater ativamente a obesidade, tratar a hipertensão arterial, o diabetes e dormir bem.

Se houver perda de audição, utilizar aparelhos auditivos. Se houver depressão, tratar com antidepressivos e psicoterapia. É importante também manter a socialização.

Além de se manter cognitivamente ativo, através de leitura, jogos como xadrez, caça-palavras ou palavras cruzadas, aprender um novo idioma ou um instrumento musical.

6 – Quando é a hora de se preocupar com os lapsos de memória?

Quando eles forem persistentes e progressivos, causando baixo rendimento e performance no trabalho e nas atividades habituais do dia a dia. Resumidamente, quando houver limitações nas atividades do cotidiano.

7 – Como estimular a memória?

Além das recomendações citadas anteriormente, como a prática de atividade física e dieta balanceada, algumas estratégias que podem ajudar:

  • O hábito de escrever pode ajudar a lembrar e memorizar as coisas.
  • Fazer associações assimilando e armazenando informações com imagens por exemplo.
  • Repetir várias vezes o que se quer gravar.
  • Fazer uso de uma agenda. O cérebro entende melhor as informações organizadas com padrões de dias e semanas.
  • Manter-se ativo cognitivamente através de leitura, aprendizado de um novo idioma ou de um instrumento musical.
  • Combater o estresse para manter a mente saudável, dormindo bem, desligando-se do celular, tablet e computador. Ter atividades de lazer.

8 – No trabalho, como pode-se organizar para lembrar de todos os compromissos do dia?

Uma boa dica é logo de manhã fazer uma lista de tudo o que precisa ser feito no dia, e colocar uma ordem de prioridade. A utilização de agendas e calendários também é importante.

Além disso, evitar o uso do celular e redes sociais durante o trabalho pode ajudar, pois são grandes fontes de distração e este excesso de informações gera cansaço e fadiga mental.

Dra. Nayara dos Santos Reimer é neurologista na Neurológica, especialista em demência e distúrbios do movimento em Joinville (SC). Conheça os tratamentos em Neurologia.

Источник: https://www.neurologica.com.br/blog/perguntas-e-respostas-sobre-memoria/

Fuja desses alimentos para evitar doenças do cérebro

Saiba evitar os 3 principais fatores que prejudicam a Memória

Imagem: Rawpixel on Unsplash

O alimento é nosso combustível, mas mesmo sendo responsável por nos manter de pé, algumas variedades podem ser perigosas e causar doenças no cérebro.

Se certas comidas podem estimular a função cognitiva e melhorar a memória, como é o caso do peixe, que contém ômega 3, outros alimentos são conhecidos pelo efeito devastador que causam ao funcionamento cerebral.

Os nutricionistas até aconselham consumi-los com moderação, a fim de minimizar os impactos negativos e evitar as doenças do cérebro.

  • Cinco alimentos para estimular a memória e a concentração

E para te dar aquela força, listamos abaixo dez alimentos dos quais você deve fujir para se evitar doenças do cérebro e que podem ser bem prejudiciais ao seu organismo. Desse modo, fica mais fácil de você cuidar do seu cérebro. Fique atento:

Produtos açucarados

Além de te fazerem ganhar peso, eles podem prejudicar bastante o cérebro. O consumo em longo prazo de açúcar pode criar uma grande variedade de problemas neurológicos, interferir na memória e prejudicar a capacidade de aprendizado. Por isso, é recomendável que se evite produtos muito açucarados e com alto teor de frutose.

Álcool

Conhecido por prejudicar o fígado a longo prazo, o álcool costuma criar uma espécie de “nevoeiro” cerebral – um sentimento de confusão mental que impacta a capacidade de pensar com clareza e a memória.

Você já percebeu que depois de beber um pouquinho a mais é difícil lembrar nomes de itens comuns, do lugar em que estivemos ou da roupa que estávamos usando? Isso acontece por influência da grande quantidade de álcool que foi ingerida e que acabou impactando o balanceamento do cérebro.

Felizmente, esses sintomas podem ser revertidos se você parar de ingerir bebida alcoólica ou se você se limitar a um ou dois drinques por semana.

Junk Food

Um estudo recente realizado pela Universidade de Montreal revelou que a junk food(comum em restaurantes fast food) pode mudar os químicos presentes no cérebro, levando a sintomas associados à depressão e à ansiedade.

Além disso, os alimentos ricos em gordura também podem desencadear sintomas similares aos sinais de abstinência, quando você para de consumi-los.

Esses alimentos afetam a produção de dopamina, que é uma substância química responsável pela sensação de felicidade e que dá suporte à função cognitiva do cérebro, à capacidade de aprendizado, à atenção, à motivação e à memória.

Frituras

Praticamente todas as frituras contêm químicos, corantes, aditivos, sabores artificiais e conservantes, que podem afetar o comportamento e funcionamento cognitivo do cérebro, causando doenças. Isso se dá por conta de químicos que provocam a hiperatividade, tanto em crianças, como em adultos. As frituras também destroem lentamente as células nervosas localizadas no cérebro.

Alimentos pré-cozidos

Esses alimentos podem causar doenças do cérebro porque impactam o sistema nervoso central e aumentam o risco de desenvolvimento de distúrbios degenerativos no cérebro, como o mal de Alzheimer, pois contêm muitos conservantes.

Alimentos muito salgados

Todo mundo sabe que comidas salgadas afetam a pressão sanguínea e o coração a longo prazo.

Entretanto, pesquisas sugerem que essas comidas contêm quantidades elevadas de sal (sódio), que pode afetar a função cognitiva e prejudicar a capacidade de pensar.

Além disso, o consumo de sal e de nicotina, por exemplo, tem os mesmos efeitos das drogas, que causam crises de abstinência quando não são mais consumidas pela pessoa.

Proteínas processadas

As proteínas são muito importantes para os músculos e para o funcionamento do corpo. A carne é a maior fonte de proteínas, mas as processadas, como salsichas e salames, devem ser evitadas.

As proteínas naturais ajudam o corpo a isolar o sistema nervoso, enquanto as processadas fazem exatamente o contrário.

Opte por alimentos bons para o cérebro, como peixe, laticínios, nozes e sementes, que são fontes de proteínas naturais e de alta qualidade.

Evite gordura trans a todo custo

Ela pode causar uma série de problemas, desde os relacionados ao coração até colesterol elevado e obesidade. Além disso, pode fazer mal ao seu cérebro, deixando-o mais lento e afetando os reflexos e a qualidade de resposta, sem contar o risco de AVC.

E se for consumida a longo prazo, a gordura trans pode resultar em uma espécie de encolhimento do cérebro, que é um pouco semelhante com o envelhecimento causado pela doença de Alzheimer. Isso acontece porque as gorduras trans vão lentamente danificando as artérias cerebrais.

Você pode evitar essa doença do cérebro e diminuir os riscos simplesmente limitando a ingestão de gorduras trans.

Adoçantes artificiais

Quando alguém está tentando perder peso, substitui o açúcar pelo adoçante artificial. Dá resultado porque os adoçantes contêm menos calorias, mas eles podem fazer mais mal do que bem. E se forem usados por um longo período de tempo, podem causar danos ao cérebro e interferir na capacidade cognitiva. Conheça “Seis opções de adoçante natural sem edulcorante sintético”.

Nicotina

Apesar da nicotina não ser de fato um produto alimentar, ela é ingerida com o cigarro e causa estragos e doenças do cérebro, restringindo o fluxo de sangue deste importante órgão, juntamente com o fluxo regular de glicose e oxigênio.

A nicotina não só causa envelhecimento precoce, má respiração e representa um risco para o pulmão, como também afeta a produção e função dos neurotransmissores, apertando os vasos capilares, que são pequenos vasos sanguíneos que desempenham um papel fundamental no que se refere à função cerebral.

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Источник: https://www.ecycle.com.br/1789-doencas-do-cerebro-alimentos.html

8 atitudes para evitar problemas de memória

Saiba evitar os 3 principais fatores que prejudicam a Memória

A perda de memória pode ter diversas causas, sendo que as mais comuns acontecem em pessoas estressadas, ansiosas ou que não descansam com uma boa noite de sono, e, também, em pessoas acima dos 60 anos, quando os neurônios estão mais deteriorados e podem reter menos informações, levando ao esquecimento de situações recentes, como onde guardou um objeto, dar um recado ou lembrar de um nome.

Essas situações podem ser prevenidas com atitudes que estimulam e equilibram o funcionamento cerebral, como ter hábitos alimentares saudáveis, ricos em anti-oxidantes, evitar o estresse, praticar exercícios físicos, além de fazer leituras e atividades de concentração.

Entretanto, caso a perda de memória comece a atrapalhar as atividades do dia-a-dia ou seja constante, é importante consultar-se com um neurologista ou geriatra, para que sejam investigadas possíveis doenças que levam à perda de memória, como Alzheimer, depressão ou hipotireoidismo, por exemplo. Para entender melhor as doenças e situações que levam à perda de memória, confira o que causa e como tratar a perda de memória.

Assim, as atitudes que se deve ter para evitar problemas de memória ou doenças, principalmente a demência de Alzheimer, são:

1. Praticar exercícios físicos 3 vezes por semana

O exercício físico melhora a circulação e o fluxo sanguíneo para o cérebro, protegendo as suas células. Deve-se praticar atividades, pelo menos, 3 vezes por semana, mas o ideal é 5 vezes por semana. 

Além disso, exercitar-se protege o corpo contra outras doenças que são prejudiciais para a saúde cerebral, como pressão alta, diabetes e colesterol.

2. Ler e fazer jogos de raciocínio

Manter-se mentalmente ativo é essencial  para estimular as células cerebrais e impedir que se deteriorem, o que leva à dificuldades no raciocínio e retenção de informações. 

Assim, estar sempre lendo um livro, praticar jogos que utilizam o raciocínio como palavras cruzadas, caça-palavras, sudoku ou, até, fazer um curso de línguas, música ou de qualquer assunto que se tenha interesse é desafiante ao cérebro, o que faz com que ele se esforce para se manter ativo. 

3. Adotar uma dieta mediterrânea

Uma dieta que evita o consumo produtos industrializados, mas é rica em frutas, vegetais, peixes e alimentos integrais, contém elementos essenciais antioxidantes e anti-inflamatórios para o cérebro, sendo muito importante para a prevenção da perda de memória e o desenvolvimento do Alzheimer. 

Alguns elementos essenciais de qualquer dieta para a saúde do cérebro são o ômega 3 e vitamina E, presente em azeite, peixes, nozes e amêndoas, os antioxidantes, como vitamina C, zinco, magnésio e potássio, presentes em frutas, legumes e verduras, além de fibras, presentes em cereais integrais. Além disso, é importante evitar alimentos ricos em açúcar, gorduras saturadas e sal, pois impedem a circulação e dificultam o funcionamento do cérebro.

Confira dicas da nossa nutricionista sobre o que comer:

4. Tratar a ansiedade e a depressão

Ansiedade e estresse são importantes causas de esquecimentos repentinos e lapsos de memória, pois dificultam a retenção de informações, deixam o cérebro confuso para conseguir acessar as memórias, além de produzir hormônios como cortisol e adrenalina, que são danosos a este órgão. Por isso, estas situações devem ser tratadas com atividades de relaxamento, como meditação, yoga e exercícios físicos, e a realização de psicoterapia.

Entretanto, quando a ansiedade é grave ou quando há um quadro de depressão também pode ser necessário consultar-se com um psiquiatra para iniciar o tratamento com uso de remédios ansiolíticos ou antidepressivos, importantes para melhorar a saúde mental e prevenir os danos ao cérebro. Saiba mais dicas para combater o estresse e a ansiedade.

5. Dormir 6 a 8 horas por dia

O hábito de dormir bem, entre 6 e 8 horas por dia, é fundamental para que o cérebro consiga fixar as memórias e consolidar tudo o que foi aprendido ao longo do dia. Um cérebro cansado também aumenta os níveis de estresse e dificulta a retenção de informações e raciocínio ao longo do tempo, o que causa tanto esquecimentos como deixa a pessoa mais confusa. 

Confira quais são as 10 dicas que se deve seguir para conseguir dormir bem. 

6. Evitar remédios para dormir

Alguns remédios para dormir, como ansiolíticos do tipo Diazepam, Clonazepam (Rivotril) ou Lorazepam, por exemplo, só devem ser usados em casos necessários, prescritos pelo psiquiatra ou neurologista, pois, se usados em excesso e desnecessariamente, aumentam o risco de Alzheimer.

Outros medicamentos, como anticonvulsivantes e anti-vertiginosos, como Cinarizina e Flunarizina, por exemplo, também podem causar confusão cerebral e esquecimentos. Desta forma, é muito importante iniciar o uso de remédios somente com a orientação médica.

7. Evitar bebidas alcoólicas

O álcool em excesso, além de outros hábitos, como fumar e usar drogas, são altamente tóxicos para o cérebro, acelerando a perda de memória e dificultando o raciocínio, devendo ser evitados caso se queira ter uma boa saúde cerebral.

8. Fazer check-ups anuais

É muito importante investigar a presença e fazer o tratamento correto de doenças como pressão alta, diabetes, colesterol alto ou alterações hormonais, pois, se não forem controladas, podem prejudicar a circulação sanguínea e deteriorar, aos poucos, o funcionamento de diversos órgãos, como cérebro, coração e rins. 

Источник: https://www.tuasaude.com/como-evitar-a-perda-da-memoria/

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