Saiba o que é, quais são os sintomas e se a epilepsia tem cura

Epilepsia tem cura? Descubra tudo sobre a doença

Saiba o que é, quais são os sintomas e se a epilepsia tem cura

Epilepsia tem cura: se você está em busca de tratamento ou tem dúvidas de como agir em um ataque epilético, você está no lugar certo. Neste post, você descobre tudo o que precisa saber sobre a doença. Acompanhe!

A epilepsia tem cura e é uma doença causada por alterações cerebrais. 

Embora seja uma doença neurológica muito conhecida, muitas pessoas ainda não sabem como agir diante de um ataque epilético tem cura, por exemplo. 

Sabendo a importância de se conhecer as causas, sintomas e tratamentos, preparamos este conteúdo exclusivo para você. 

Neste sentido, ao longo deste post você descobre tudo o que precisa saber sobre essa doença. Veja: 

  • O que é Epilepsia?
  • Causas da epilepsia tem cura
  • Fatores de risco
  • Diagnóstico de Epilepsia
  • Sintomas de Epilepsia
  • Epilepsia tem cura? – Tratamento de Epilepsia
  • Como proceder durante as crises
  • Como manter a saúde em dia, mesmo não tendo crises de epilepsia? 
  • Está em busca de uma Clínica médica? Conheça a Med Anchieta

O que é Epilepsia?

A epilepsia tem cura é uma doença causada por alterações dos sinais no cérebro. Durante o ataque é possível que o indivíduo desmaie, tenha contração muscular e respiração ofegante. 

Antes de mais nada é fundamental diferenciar a crise epiléptica de epilepsia. Enquanto a epilepsia tem cura é uma doença em que a pessoa apresentou uma crise na vida e tem uma predisposição a continuar apresentando novas crises. 

Diferença entre epilepsia e convulsão

A convulsão acontece após alterações na atividade elétrica cerebral que se espalham por todo cérebro, podendo fazer com que a pessoa morda a língua, apresente sensação de formigamento ou urine durante a crise.

Portanto, a crise convulsiva pode acontecer em que tem epilepsia ou por outros fatores que causaram uma mudança no funcionamento cerebral, como lesões cerebrais, como sangramento, AVC e infecção.

Causas da epilepsia tem cura

Entre as principais causas estão a possível lesão no cérebro, em decorrência de uma pancada forte na cabeça, uma infecção, abuso de bebidas alcoólicas ou até mesmo o uso de drogas. 

Em outros casos, a epilepsia tem cura pode ter relação com um acontecimento que ocorreu antes ou durante o parto.

No entanto, vale ressaltar que em alguns casos não é possível descobrir as causas que originaram a necessidade de se buscar um tratamento de epilepsia. 

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco estão: 

  • Noites mal dormidas;
  • Estresse;
  • Falta de medicamento. 

Embora estes sejam fatores de risco que atingem grande parte da população atual, é importante ressaltar que esses fatores não causam as crises em quem não possui predisposição. 

Diagnóstico de Epilepsia

É natural que as dúvidas surjam quando suspeitamos que uma pessoa pode precisar de tratamento de epilepsia. 

No entanto, a presença da doença deve ser investigada quando as crises ocorrem frequentemente, apresentando alterações recorrentes. 

Neste sentido, quando ocorre um ataque epilético tem cura, o recomendado é procurar um especialista em neurologia ou epileptologista para que se realize uma série de exames.

Sintomas de Epilepsia

As crises de epilepsia tem cura e podem se manifestar de maneiras diferentes. A seguir detalhamos os principais sintomas: 

  • Convulsão: a convulsão é a maneira mais conhecida e durante a crise o indivíduo pode apresentar contrações musculares, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante. A crise de epilepsia tem cura e dura segundos ou até 5 minutos; 
  • Desligamento: o indivíduo pode ficar com o olhar fixo, ou seja, perde contato com o meio por alguns segundos; 
  • Alerta: neste caso, a pessoa pode passar a fazer movimentos automáticos e involuntários. 

Epilepsia tem cura? – Tratamento de Epilepsia

A possibilidade de haver cura para epilepsia depende da condição do paciente. No entanto, o paciente pode ser considerado quando ele fica anos sem crise e sem medicamento. 

Na maioria dos casos, pode-se realizar uma cirurgia como forma de tratamento de epilepsia.

Mas, na grande maioria, o tratamento é realizado através de medicamentos e os pacientes podem ter uma vida normal. 

O tratamento medicamentoso é realizado para evitar descargas elétricas cerebrais anormais – que são as causadoras da epilepsia.  

Como proceder durante as crises

Quando você estiver presente durante um ataque epilético, você deve: 

  • Colocar a pessoa deitada de costas, em um lugar confortável e sem objetos ao seu redor;
  • Retirar óculos, colares, pulseiras e quaisquer outros objetos que possam machucá-la;
  • Introduzir um pedaço de pano entre os dentes para evitar mordidas na língua;
  • Não tente segurar a língua da pessoa;
  • Levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
  • Afrouxe as roupas; 
  • Caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
  • Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;
  • Nunca segure a pessoa! Deixe-a debater;
  • Não dê tapas;
  • Não jogue água sobre ela.

Como manter a saúde em dia, mesmo não tendo crises de epilepsia? 

Embora nosso conteúdo seja para te esclarecer possíveis dúvidas sobre a doença epiléptica, é nosso dever orientar para que você tenha mais qualidade de vida. 

Mas se você não sabe o que é preciso para viver bem, nós da Med Anchieta te diremos! 

Sendo assim, para viver mais e com mais qualidade o recomendado pelos especialistas é praticar atividade física regularmente (3 a 5 vezes na semana), ter uma alimentação balanceada e diversificada, estar perto de quem se ama e claro, fazer consultas e exames de prevenção. 

Ir ao médico não deve ser algo feito somente quando se sente um sintoma. Para viver com qualidade, é fundamental que se faça exames de rotina periodicamente. 

Pois, caso seja necessário realizar um tratamento, ele será feito no momento certo: no início, quando as chances de cura são maiores. 

Não abra mão da sua saúde e nem da sua família! Você pode ter qualidade no atendimento médico pagando muito pouco e para isso, você pode contar com a clínica popular Med Anchieta!

Está em busca de uma Clínica médica? Conheça a Med Anchieta

Clínica médica em Campinas é o que você procura? Nós, da Med Anchieta, somos a principal clínica médica da cidade. 

Não apenas um centro médico, mas sim um centro médico completo que oferece, dentre outras especialidades, médicos que acompanharam todo o tratamento de epilepsia. 

Estamos localizados na rua Papa Santo Eusébio, nº 357, Conjunto Habitacional Padre Anchieta, no município de Campinas em São Paulo. 

Portanto, mais informações sobre consultas e exames médicos, entre em contato conosco pelo telefone (19) 3518-8992 ou preencha o formulário abaixo e nossa equipe ficará feliz em cuidar da sua saúde e da sua família. 

Источник: https://medanchieta.com.br/blog/epilepsia-tem-cura/

Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

Saiba o que é, quais são os sintomas e se a epilepsia tem cura

A epilepsia caracteriza-se pela existência de uma predisposição duradoura para a pessoa apresentar crises convulsivas recorrentes, súbitas e imprevisíveis (crises epiléticas). Não há um motivo evidente e reversível que as justifique.

A epilepsia é a disfunção do sistema nervoso mais comum. Afeta cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, 40 a 70 mil pessoas sofrem desta doença crónica. Calcula-se que uma em cada 100 crianças sofra de epilepsia ou se torne epilético. A epilepsia representa uma das principais causas da doença crónica em idade pediátrica.

Sinais de crises

Os ataques epiléticos caracterizam-se pela apresentação de fenómenos súbitos e transitórios e podem resultar em diferentes e múltiplos sinais:

  • Olhar fixo entre cinco a 10 segundos
  • Perda súbita da força muscular com queda
  • Perda de consciência com queda
  • Movimentos musculares involuntários
  • Mordedura da língua ou bochecha
  • Rigidez muscular
  • Movimentos rítmicos de todo ou parte do corpo
  • Alterações da sensibilidade e dos sentidos
  • Perda de urina ou fezes
  • Comportamento confuso, sem objetivo

Causas

Genética

A epilepsia pode ter origem num defeito genético conhecido ou presumido. Por exemplo, mutações do gene SCN1A e o síndrome de Dravet. No entanto, há fatores do meio ambiente que podem contribuir para a expressão da doença.

Metabólica

Uma condição distinta estrutural ou metabólica pode motivar um substancial aumento do risco de desenvolver epilepsia.

Lesões estruturais incluem distúrbios adquiridos como acidente vascular cerebral, trauma e infeção.

Algumas das causas estruturais são de origem genética, por exemplo, esclerose tuberosa ou malformações do desenvolvimento cortical.

Desconhecida

Há ainda outras causas de natureza não conhecida. Pode haver um defeito genético fundamental ou ser a consequência de um distúrbio separado ainda não reconhecido.

Há fatores que podem desencadear uma crise epilética e devem ser evitados, tais como:

  • Stress
  • Privação de sono
  • Suspensão abruta de medicamentos
  • Febre e infeções
  • Hipoglicemias
  • Toma de medicamentos (antidepressivos, anestésicos, entre outros)

Tipos de crises

As crises não se manifestam todas de forma igual e a mesma pessoa pode apresentar crises distintas.

Crise epilética parcial

A descarga elétrica tem lugar numa zona reduzida da superfície cerebral. Por vezes, generaliza-se e atinge o resto do cérebro. Os sintomas diferem consoante a zona do cérebro onde ocorre a descarga.

Na zona motora cerebral manifesta-se através de movimentos involuntários de um lado do corpo, sem perda de consciência. Na região da sensibilidade pode provocar uma alteração sensitiva focal transitória como, por exemplo, um formigueiro.

Na zona visual pode provocar uma visão de luzes.

Crise epilética generalizada

A descarga elétrica afeta toda a superfície cerebral ao mesmo tempo.

Crise generalizada tónico-clónica

Está associada a perda de consciência. A pessoa cai imediatamente no chão. Manifesta-se também através de movimentos involuntários dos membros. Morder a língua, espumar pela boca e incontinência urinária são outras das manifestações deste tipo de crise.

Crise generalizada de ausência

A pessoa fica imóvel, desligada do meio envolvente, com o olhar fixo, durante 10 a 15 segundos. Este tipo de crise é comum em crianças e adolescentes. E tende a desaparecer com a idade. Podem provocar quebras no rendimento escolar por défices de atenção e de aprendizagem.

Crise mioclónica

Caracteriza-se por uma tremores súbitos de todo ou parte do corpo durante alguns segundos.

Crise generalizada atónica

Implica uma perda brusca do tónus muscular e da consciência, que dura apenas alguns segundos e da qual se recupera em poucos segundos também.

Diagnóstico

É uma doença habitualmente identificada a partir de um diagnóstico clínico, feito pelo médico a partir da descrição detalhada dos episódios. O diagnóstico é feito, por norma, com recurso a exames radiológicos (TC crânio ou RM cranioencefálica) e o eletroencefalograma (EEG).

Como atuar em caso de crises

Nas crises generalizadas em que a pessoa perde a consciência, cai ao chão e faz movimentos involuntários, as pessoas à volta devem:

  • Retirar os objetos em redor com os quais a pessoa se possa magoar
  • Colocar uma proteção por baixo da cabeça da pessoa (por exemplo, um casaco)
  • Nunca agarrar a pessoa (pode deslocar uma articulação)
  • Não pôr nada na boca da pessoa (risco de partir um dente ou de ser mordido)
  • Se a pessoa ceder, tentar coloca-la na posição lateral de segurança
  • Cronometrar a duração da crise, se exceder cinco minutos, ligar o 112.

Tratamento

Atualmente, o tratamento das crises é mais eficaz e tem menos efeitos secundários, melhorando substancialmente a qualidade de vida do doente.

Medicação

Os medicamentos antiepiléticos são utilizados para controlar as crises com o mínimo de efeitos secundários, o que acontece em 70 a 80% dos casos.

Cirurgia da epilepsia

É utilizada nos tipos de epilepsia que não respondem a medicação. Consiste na remoção da área cerebral que provoca as crises ou na interrupção do caminho do nervo ao longo do qual as descargas elétricas anormais se espalham.

Dieta cetogénica

Consiste numa dieta que tem como base a eliminação dos hidratos de carbono, manutenção de uma boa quantidade de proteínas e aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras. Desta forma, criam-se corpos cetónicos no sangue e na urina, que servem para produzir cetose, que ajuda no tratamento das crises.

Estimulação do nervo vago

Utilização de um dispositivo estimulador implantado sob a pele do tórax. As crises são controladas através desta estimulação intermitente do nervo vago. Regula-se assim a atividade elétrica cerebral.

Com o devido acompanhamento médico, os doentes com epilepsia podem ter uma vida normal. O tratamento adequado permite reduzir e até mesmo evitar as crises.

Источник: https://hff.min-saude.pt/epilepsia-o-que-e-causas-e-tratamento/

Epilepsia: tratamento adequado pode evitar crises epilépticas | HCor

Saiba o que é, quais são os sintomas e se a epilepsia tem cura

Imagine um curto circuito: impulsos elétricos comunicando-se de um lado com o outro até que acontece uma descarga anômala, desordenada e dessincronizada entre eles.

É mais ou menos isso que acontece em nosso cérebro quando temos epilepsia, uma doença neurológica em que há perturbação da atividade das células nervosas no cérebro, resultando em um distúrbio de descoordenação dos sinais neurológicos.

De acordo com o Dr. Denis Bichuetti, neurologista do HCor, quando esse curto circuito é generalizado, ou seja, nos dois lados do cérebro, acontece a convulsão, popularmente conhecida como ataque epiléptico.

A pessoa então cai de olhos abertos, fica roxa, espuma pela boca e tem contratura muscular involuntária de todos os músculos. Nesse processo, a pessoa fica mais ou menos um minuto inconsciente.

“Na realidade, a crise epiléptica em si dura um minuto, a fase de contratura muscular, mas podem se passar de 15 minutos até 1 hora para a pessoa recobrar a consciência de forma completa” explica o neurologista do HCor.

Mas as convulsões nem sempre acontecem durante uma crise epiléptica. “Há casos em que essa dessincronização e essa descarga anormal limitam-se a um único lugar do cérebro, podendo provocar o que a gente chama de uma crise focal. Nesses casos, a contratura muscular pode se assemelhar a uma câimbra, em um braço ou uma perna, e a pessoa permanece acordada”, explica o neurologista.

Para saber mais, assista à playlist HCor Explica sobre Epilepsia abaixo:

Causas da Epilepsia

Ainda segundo o especialista, várias coisas podem causar a epilepsia. “Você tem síndromes genéticas provocando a epilepsia, que vêm desde a infância, que vêm da adolescência. Essas são as causas primárias.

Mas existem também as causas que chamamos de secundárias: um tumor cerebral pode causar uma crise epiléptica, um AVC pode provocar um curto circuito e provocar uma crise, assim como doenças cerebrais, como, por exemplo, a meningite ou uma encefalite herpética pode provocar uma crise epiléptica”, explica.

Entram também nessa lista os traumas de crânio, que podem provocar uma crise no momento da batida ou futuro em decorrência de uma sequela, assim como medicamentos que podem provocar crises epilépticas e abusos de drogas, especialmente cocaína e bebidas alcoólicas, bem como a abstinência dessas substâncias.

“Algumas epilepsias são benignas e uma dose baixa de remédio é suficiente para tratar a pessoa. Para se ter ideia, estima-se que cerca de 0,5 a 1% de pessoas de uma população tenha epilepsia. Então, em uma empresa de mil funcionários é possível que 5 pessoas tenham epilepsia e elas estejam vivendo muito bem”, conta o neurologista.

Ainda de acordo com o especialista, 70% das pessoas com epilepsia ficam livres de crises com um medicamento.

Já para os portadores de estágios mais graves, o remédio contínuo torna-se uma necessidade durante toda a vida. Para quem tem crises frequentes de forma incontrolável, a intervenção cirúrgica pode ser indicada.

No entanto, é preciso ter em mente que nem toda perda de consciência, nem todo desmaio, nem toda câimbra é uma crise de epilepsia. O diagnóstico depende de uma entrevista entre médico e paciente e exames.

“Basicamente o médico conversa com o paciente analisando se o que está sendo relatado tem aspecto de crise.

Muitas vezes, o paciente procura um neurologista porque alguém achou que era uma crise epiléptica, mas foi um desmaio simples causado por uma queda de pressão, por exemplo.

Então, com o auxílio de um eletroencefalograma, um exame de imagem, uma tomografia ou uma ressonância, o médico consegue ter um diagnóstico mais preciso”, garante o neurologista.

Crise epiléptica

Presenciar uma crise epiléptica costuma deixar as pessoas sem saber ao certo como agir.

De acordo com o Dr. Bichuetti, ao notar uma pessoa tendo uma convulsão, a primeira coisa é amparar a pessoa, para que ela não bata com a cabeça no chão. “Se for possível, o ideal é deitá-la numa superfície acolchoada, se não for possível, ajoelhar do lado da pessoa e segurar a cabeça para que ela não a bata, surte o mesmo efeito”, aconselha o neurologista do HCor.

Ao contrário do que muitos imaginam, como se propaga na sabedoria popular, não se deve colocar objetos na boca: nada de panos e colheres e muito menos a própria mão. A mandíbula é muito forte, explica o especialista, então uma atitude como essa pode machucar quem tenta ajudar ou quebrar o dente da pessoa.

Faz parte da crise epiléptica a pessoa espumar e ficar roxa. Essa falta de ar vai durar um minuto e vai passar. Então, uma vez que a crise cessou, a pessoa deve ser colocada de lado, porque, às vezes, ela vomita, e dessa forma ela não se engasga”.

E se ela não acordar dentro de meia hora é necessário levá-la ao hospital.

Quem sabe que é epiléptico pode prevenir as crises fazendo uso correto do medicamento. Não ingerir bebidas alcoólicas, evitar o jejum prolongado e a privação de sono são fatores importantes para impedir casos futuros de crise epiléptica.

Vale destacar que, embora ainda gere grande consternação, a epilepsia é uma enfermidade como qualquer outra, tanto que no Brasil é permitido que portadores da doença tirem carteira de motorista profissional, desde que comprovem que estejam em tratamento adequado e sem crises há mais de seis meses. “É importante reduzir o preconceito: nem todo mundo vai ter uma crise atrás da outra e existe tratamentos adequados e eficazes”, completa o neurologista.

Источник: https://www.hcor.com.br/hcor-explica/neurologia/epilepsia-tratamento-adequado-pode-evitar-crises-epilepticas/

Epilepsia: o que é, sintomas e como agir durante uma crise

Saiba o que é, quais são os sintomas e se a epilepsia tem cura

A epilepsia (CID 10 G40.0) é uma doença causada por uma alteração dos sinais cerebrais, podendo causar desmaios, contrações musculares e respiração ofegante.

É importante diferenciar a crise epiléptica de epilepsia – uma vez que a epilepsia é uma doença em que a pessoa teve ao menos uma crise na vida e tem uma predisposição a continuar apresentando novas crises.

Epilepsia: saiba por que acontecem as crises de convulsão

O neurologista Lécio Figueira explica que a pilepsia refratária é uma situação em que a pessoa não ficou completamente sem crises com o uso de medicações. “Atualmente, definimos epilepsia refratária como aquela que acontece em pessoas que continuam com crises após terem usado dois medicamentos, de forma e em doses adequadas”, conta.

A convulsão acontece após alterações na atividade elétrica cerebral que se espalham por todo cérebro, podendo fazer com que a pessoa morda a língua, apresente sensação de formigamento ou urine durante a crise. A crise convulsiva pode acontecer em que tem epilepsia ou por outros fatores que causaram uma mudança no funcionamento cerebral, como lesões cerebrais, como sangramento, AVC e infecção.

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Segundo descrito pela Liga Brasileira de Epilepsia, a epilepsia parcial é caracterizada quando as crises ficam restritas a uma região do cérebro. Porém, quando as crises envolvem os dois hemisférios cerebrais, trata-se da epilepsia generalizada.

Por esse motivo, algumas pessoas apresentam sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia – o que não significa que o seu quadro clínico seja mais ou menos importante e que não mereça cuidados.

Causas

A causa pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose (“ovos de solitária” no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas etc.

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Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto. Vale ressaltar também que muitas vezes não é possível conhecer as causas que deram origem à epilepsia.

Importantes estudos, no campo da epileptologia, identificam que certos genes podem estar associados a alguns tipos de epilepsia. Apesar da possibilidade da condição ter origem hereditária, dados demostram que menos de 15 em cada 100 crianças nascidas de pais com epilepsia herdam, de fato, a doença.

O risco de uma pessoa herdar a doença vai depender do tipo de epilepsia que está ocorrendo na família, quais sãos os familiares que sofrem da condição e a idade em que começaram a desenvolver a doença

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Saiba mais: Veja a relação entre hereditariedade e epilepsia: quem sofre mais risco de desenvolver?

Diagnóstico de Epilepsia

É comum que haja muitas dúvidas sobre quando suspeitar que alguém pode ter epilepsia. De uma forma ampla, a presença dessa condição pode ser investigada quando as crises ocorrem de maneira frequente, apresentando alterações recorrentes e transitórias, com crises que duram de segundos a minutos de forma repetitiva.

Dessa forma, é essencial buscar a ajuda de um profissional especialista, como um neurologista ou epileptologista, para que se façam uma série de exames, como a ressonância magnética, eletroencefalograma (EEG).

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Sintomas de Epilepsia

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:

A crise convulsiva (convulsão) é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como “ataque epiléptico”. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar. Geralmente, a crise dura segundos ou até cerca de 5 minutos.

A crise do tipo “ausência” é conhecida como “desligamentos”. A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores.

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Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse “alerta” mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida.

Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial complexa.

Existem outros tipos de crises que podem provocar quedas ao solo sem nenhum movimento ou contrações ou, então, ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, alterações transitórias da memória.

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Epilepsia tem cura?

A possibilidade de cura da epilepsia depende da causa da condição na pessoa, mas normalmente quando o paciente fica anos sem crise e sem uso de medicamentos, é considerado curado.

Alguns tipos de epilepsia são curáveis por cirurgia, mas estas são a minoria.

Na vasta maioria dos casos, os epilépticos vivem uma vida completamente normal sob o uso de medicação anticonvulsivante e não necessitam de intervenção cirúrgica.

Tratamento de Epilepsia

O tratamento da epilepsia é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas.

Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises frequentemente incontroláveis e então candidatos a intervenção cirúrgica.

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No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico aprovados pelo Ministério da Saúde.

“A cirurgia para epilepsia não é uma situação de último recurso. Ela deve ser pensada precocemente, após falhar duas medicações.

Para isso é necessária avaliação especializada, só assim a pessoa terá como saber quais são as melhores opções para o controle de suas crises.

Muitas vezes a cirurgia não é possível, mas ainda assim, dispomos de muitas opções para ajudar no controle das crises”, conta Lécio Figueira.

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Convivendo/ Prognóstico

  • Coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos.
  • Introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua.
  • Não tente, você, segurar a língua da pessoa
  • Levante o queixo para facilitar a passagem de ar.
  • Afrouxe as roupas.
  • Caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva.
  • Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar.
  • Verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão.
  • Nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se)
  • Não dê tapas
  • Não jogue água sobre ela.
  • Tomar os medicamentos
  • Não ingerir bebidas alcoólicas
  • Não passar noites em claro
  • Ter uma dieta balanceada
  • Evitar uma vida estressada demais.
  • Mito: epilepsia não é uma doença mental
  • Mito: pacientes com epilepsia podem dirigir, desde que estejam sob uso de medicação antiepiléptica e se estiver há um ano sem crise epiléptica
  • Verdade: estresse é desencadeador de crise epiléptica
  • Verdade: a epilepsia atinge pessoas de todas as idades
  • Verdade: pessoas com epilepsia podem ter uma vida normal.

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Fatores de risco

Dormir mal, estresse e não tomar as medicações são os principais fatores que levam a crises em quem já tem epilepsia, além de luzes fortes e intermitentes. Entretanto, é importante ressaltar que esse fatores não causam crises em quem não tiver a predisposição.

Complicações possíveis

O neurologista Lécio Figueira explica que as crises epilépticas levam a muitas repercussões na vida do paciente, podendo causar traumas (fraturas, perda de dentes, hematomas), quedas, queimaduras, afogamentos, etc. Também podem ter impactos na memória e atenção.

Repercussões psicológicas são frequentes e existe grande preconceito em relação às pessoas que possuem crises e necessitam tomar medicações. Algumas desenvolvem alterações psiquiátricas como depressão e ansiedade.

Por fim as crises mais fortes, as tônico-clônicas generalizadas (convulsões) podem levar a morte, o que é chamado de SUDEP, sigla em inglês para morte súbita na epilepsia.

Medicamentos para Epilepsia

Os medicamentos mais usados para tratar alguns sintomas de epilepsia são:

  • Amato
  • Carbamazepina
  • Clonazepam
  • Clopam
  • Diamox
  • Diazepam
  • Depakene
  • Fenitoína
  • Fenitoína sódica
  • Gabaneurin
  • Gabapentina
  • Hidantal
  • Lyrica
  • Oxcarbazepina
  • Rivotril
  • Topiramato

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Referências

Ministério da Saúde

Ciro Martinhago, médico graduado, com residência em Genética Médica pelo HCRP-USP e título de especialista em genética clínica pela SBGC – CRM 102030/SP

Lécio Figueira, neurologista e vice-presidente da Assossiação Brasileira de Epilepsia

Liga Brasileira de Epilepsia (LBE)

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/epilepsia

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