Saiba porque você não deve comer Alimentos Enlatados

O guia dos enlatados

Saiba porque você não deve comer Alimentos Enlatados

Durante anos os enlatados foram ícones de uma despensa prática, mas fora de sintonia com a saúde. Ainda assim, as vendas no Brasil continuam em alta. Cresceram 22% no ano passado em relação a 2013, segundo a empresa de pesquisa Nielsen – e, pela estimativa da consultoria McKinsey & Company, o consumo vai dobrar até 2020.

Saiba, porém, que isso não é uma má notícia para quem preza um cardápio balanceado. Aquele papo de que a lata é um poço de conservantes não procede em boa parte dos produtos.

Às vezes o enlatado leva até vantagens sobre a versão in natura. Caso dos peixes.

“Na lata dá pra conservá-los cinco anos mantendo suas características nutricionais intactas”, afirma o médico José Alves Lara, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Leia mais: Venenos viciantes no supermercado

É que o aço, matéria-prima da embalagem, veda a entrada de luz, ar, umidade… “Com essa proteção, é possível recorrer a menos aditivos”, diz a engenheira de alimentos Beatriz Soares, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas (SP). Alguns itens, aliás, são cozidos dentro da lata. Se isso coíbe micróbios, por outro lado elimina vitaminas – como acontece em legumes. Sim, como você verá a seguir, existem prós e contras nessa história.

SARDINHA

 Foto: Alex Silva

A versão enlatada pode deixar a fresca a ver navios em matéria de nutrientes. Como o peixe vai com espinha e algumas vísceras para o recipiente, oferta uma quantidade bem maior de ômega-3, gordura proveitosa para o organismo. Além disso, passa a oferecer muito cálcio.

Bate até o leite: um copo de 200 ml tem 246 mg do mineral dos ossos fortes, enquanto 100 g da sardinha em lata tem 550 mg. “A enlatada ainda conserva melhor as proteínas e as vitaminas A e B do que o peixe guardado na geladeira”, compara Lara.

A desvantagem recai sobre o desfalque das vitaminas C e B1, perdidas no processo industrial, e no expressivo ganho de sódio para dar sabor.

Ômega-3
Lata – 1,8 g
Fresca – 1,5 g

Cálcio
Lata – 550,2 mg
Fresca – 167,3 mg

Sódio
Lata – 666 mg
Fresca – 60,4 mg

Leia mais: 9 táticas para não cair em armadilhas no supermercado

ATUM

 Foto: Alex Silva

Tem para todos os gostos: no azeite, na água, no molho de tomate, em pedaços, ralado. E ainda versões com pouco sódio. No quesito ômega-3, o campeão é o atum no azeite – ele tem o dobro em relação ao peixe fresco.

A parte chata é que a lata não garante que o alimento fique livre de contaminantes. Em um estudo publicado na revista Food Control, constatou-se maior presença de histamina, substância ligada a alergias, nas latas, sobretudo na de molho de tomate.

O pescado fresco tinha níveis mais baixos.

Ômega-3
Lata (com óleo) – 1 g
Fresco – 0,5 g

Cálcio
Lata (com óleo) – 7 mg
Fresco – 7 mg

Sódio
Lata (com óleo) – 362 mg
Fresco – 30 mg

SALMÃO

 Foto: Alex Silva

“Grande parte do salmão comercializado no Brasil é de cativeiro”, já informa a nutricionista Cláudia Krüger, da Universidade Federal do Paraná. Isso vale tanto para as postas vendidas na feira como para os filés em conserva.

“A questão é que eles não apresentam os mesmos teores de ômega-3 do salmão selvagem”, nota Cláudia. Uma forma de compensar esse déficit é dar rações que aumentam a cota do nutriente.

No duelo entre o peixe na lata e na feira, o último tende a levar a melhor nos índices de gordura, proteína e sódio.

Ômega-3
Lata – 1,1 g
Fresco – até 2,4 g

Proteína
Lata – 14 g
Fresco – 20,4 g

Sódio
Lata – 460 mg
Fresco – 59 mg

Leia mais: Salmão: que peixe é esse?

MILHO

 Foto: Alex Silva

Acredite: o grão da lata costuma ser ligeiramente menos calórico que o da espiga. “Ao cozinhar na panela, os carboidratos da espiga são parcialmente transferidos para o milho”, explica Mariana Natividade, nutricionista da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais.

A versão enlatada também carrega maior dose de luteína e zeaxantina, dupla que protege os olhos. “Mas isso se deve à variedade do milho utilizada na produção”, diz a engenheira de alimentos Giovanna Pisanelli, do Senai de São Paulo. A lata tropeça em alguns pontos. O cozimento lá dentro gera perda de vitaminas e minerais.

O aporte de sódio também requer atenção, embora muita gente jogue o saleiro na espiga.

Potássio
Lata – 138 mg
Fresco cozido – 218 mg

Vitamina A
Lata – 2 mcg
Fresco cozido – 13 mcg

Sódio
Lata – 186 mg
Fresco cozido – 1 mg

ERVILHA

 Foto: Alex Silva

Continua após a publicidade

“A enlatada não tem nenhuma vantagem em relação à versão fresca”, dispara a nutróloga Marcela Vóris, de Santos, no litoral paulista.

Além da cor mais desbotada, a leguminosa da lata perde fibras, vitaminas, minerais e sabor, além de receber um banho de sódio. E olha que não adianta lavar para se livrar totalmente dele.

Quer praticidade? “A versão congelada é mais indicada”, sugere Marcela. Nesse caso, o grão não é mantido na salmoura, e o gostinho e a textura são mais bem preservados.

Fibras
Lata – 5,1 g
Fresca – 9,7 g

Potássio
Lata – 106 mg
Fresca cozida – 271 mg

Sódio
Lata – 273 mg
Fresca cozida – 3 mg

Leia mais: Por que dizer sim aos orgânicos

MOLHO DE TOMATE

 Foto: Alex Silva

Sem dúvida os molhos prontos são uma mão na roda, mas a conveniência tem seu preço. Além de conservantes, o nível de sódio decola. “A quantidade quase supre um quarto do limite diário de sódio recomendado pela OMS”, avisa Mariana.

Só que justiça seja feita: o molho enlatado é rico em licopeno, antioxidante que ajuda a afastar câncer e doenças cardiovasculares. “Ali há três vezes mais da substância que na versão in natura”, compara Thais Fagury, diretora da Associação Brasileira da Embalagem de Aço (Abeaço).

Uma opção nas gôndolas é o tomate pelado em lata, que não tem sal e conservantes, e rende um molho mais equilibrado.

Licopeno
Lata – 11,2 mg
In natura – 3 mg

Vitamina C
Lata – 7 mg
In natura – 13,7mg

Sódio
Lata – 524 mg
In natura – 5 mg

Leia mais: Os orgânicos são mais ricos

AZEITE DE OLIVA

 Foto: Alex Silva

Diferenças nutricionais entre o enlatado e o do vidro não há. “Mas a lata preserva melhor os nutrientes porque os protege totalmente da luz”, aponta o químico Cleiton Antônio Nunes, professor da Universidade Federal de Lavras.

Apesar de conservar melhor o óleo, só 40% do azeite disponível no mercado brasileiro vem nessa embalagem.

Uma pena, já que, segundo uma pesquisa recente da Universidade Estadual de Campinas, os antioxidantes começariam a se perder no segundo mês de prateleira.

Gorduras
Lata – 13,5 g
Vidro – 13,5 g

Vitamina E
Lata – 1,94 mg
Vidro – 1,94 mg

Vitamina K
Lata – 8,1 mcg
Vidro – 8,1 mcg

PÊSSEGO

 Foto: Alex Silva

Além da inegável mudança na textura e no sabor, a fruta perde muito em valor nutricional. Isso porque ela é cozida na lata, a 100 °C, e muitas substâncias bem-vindas não resistem à alta temperatura. “Menos da metade da vitamina C permanece no fruto”, exemplifica a nutróloga Marcela Vóris.

Também há uma queda expressiva no potássio, mineral importante para o controle da pressão. O ganho (que para a saúde nem é ganho) é só na quantidade de carboidrato: 20% da calda é puro açúcar. Daí por que é melhor não regá-la sobre o pratinho de sobremesa.

“Ela deveria ser descartada sempre”, opina Marcela.

Vitamina C
Lata – 2,4 mg
In natura – 6,6 mg

Potássio
Lata – 95 mg
In natura – 124 mg

Açúcar
Lata – 16,9 g
In natura – 9,3 g

Leia mais: A onda das bebidas proteicas

ABACAXI

 Foto: Alex Silva

O raciocínio é semelhante ao do caso do pêssego. Com o cozimento na lata, lá se vão vitaminas e minerais.

A fruta enlatada ainda perde bromelina, uma enzima presente na versão in natura que dá uma ajuda na digestão – por isso o abacaxi cai tão bem em um churrasco. Mas o calcanhar de aquiles da lata permanece sendo o açúcar.

“A calda do abacaxi geralmente é mais grossa do que a do pêssego”, observa Mariana. “Há um aumento de 210% na quantidade de carboidrato nessa versão”, calcula.

Vitamina C
Lata – 7,4 mg
In natura – 34,6 mg

Potássio
Lata – 104 mg
In natura – 131 mg

Açúcar
Lata – 37 g
In natura – 12 g

Continua após a publicidade

  • Alimentação – cuidados
  • Alimentação saudável
  • Nutrição
  • Preparação da comida

Источник: https://saude.abril.com.br/bem-estar/o-guia-dos-enlatados/

10 alimentos enlatados que você deve evitar – GreenMe

Saiba porque você não deve comer Alimentos Enlatados

Os alimentos enlatados nos ajudam a economizar tempo na cozinha. Mas o quanto são seguros e quais são as alternativas? Muitas vezes, os enlatados contêm conservantes, sal e, eventualmente, açúcar como ingredientes adicionais.

O processo de realização destes alimentos reduz o seu valor nutricional e pode aumentar o risco de exposição ao BPA e ao níquel (dependendo da composição dos recipientes).

O sabor dos enlatados não é mesmo o máximo da gastronomia, mas por uma questão de praticidade, pode acontecer de consumi-los de vez em quando, mas seria bom que não fizéssemos disso um hábito. Veja os porquês para cada enlatado.

Antes da lista, uma informação: o Brast Cancer Fund sugere diminuir a exposição ao BPA para reduzir o risco de câncer de mama, evitando o consumo de alimentos enlatados que são gordurosos, salgados e ácidos, características que facilitam a liberação do Bisfenol A do recipiente para o alimento.

1. Feijões

Os grãos armazenados na caixa pode ter um conteúdo de sódio em excesso. Quando você consumir feijões enlatados, lembre-se de lavá-los bem antes de esquentá-los ou usá-los para a sua preparação. Um estudo realizado pelo USDA Nutrient Data Laboratory revelou que escorrer e enxaguar os feijões enlatados, reduz o teor de sódio de 9 a 23%.

A melhor alternativa para feijões enlatados são os feijões (leguminosas em geral) secos. Seu custo é moderado, e uma vez cozidos triplicam o volume. A dificuldade é se lembrar de deixar de molho de um dia para o outro, além do cozimento um pouco longo, mesmo na panela de pressão. Mas uma vez feito isso, o feijão cozido pode ser congelado e seu sabor é incomparável ao feijão enlatado.

Então, vale a pena o trabalho!

2. Frutas

Durante o processo de conservação dos alimentos, o teor de vitamina C destes fica bastante reduzido. Por exemplo, frutas em conserva (morango, figo, pêssego) podem apresentar menos da metade do seu conteúdo de vitamina C, em comparação com produtos frescos.

Ás vezes acontece de queremos fazer uma receita com uma fruta que não é da época, se isso acontece com freqüência e, principalmente para os confeiteiros, a dica é sempre que possível, comprar as frutas frescas para o congelamento.

Outra alternativa é comprar as frutas já congeladas em vez de comprá-las conservadas em latas ou vidro.

3. Espinafre

Assim como os frutos, o teor de vitamina C do espinafre ou outros vegetais enlatados cai drasticamente. Os espinafres tem, pelo menos, duas vezes mais vitamina C quando fresco se comparado com o conservado.

O próprio cozimento provoca a perda de nutrientes mas, em processos industriais, os efeitos negativos da conservação seriam ainda piores.

Escolha espinafre fresco que pode ser apreciado mesmo cru ou levemente cozido em uma panela tampada e com o fogo baixinho.

Leia também: ESPINAFRE E SEUS BENEFÍCIOS

4. Tomates pelados

Tomates pelados, molhos de tomate e outros tomates preparados e conservados em latas podem causar a liberação do BPA nos alimentos, devido ao grau de acidez que entra em contato com os materiais que compõem as latas. O BPA tem sido associado a problemas neurológicos, reprodutivos, obesidade infantil e outras doenças. Melhor escolher tomates frescos e, na falta deste, purê de tomate conservado em vidro.

5. Abacaxi

O abacaxi pode conter cerca de 20 mg de vitamina C por 100 gramas do alimento quando fresco e cru, mas quando conservado, a sua vitamina C cai para cerca de 5 mg por 100 gramas. Se você quiser desfrutar de um abacaxi, melhor escolher fresco, porque geralmente abacaxi enlatado tem adição de açúcar e conservantes indesejados.

6. Conservas de atum

Os fabricantes de conservas de atum não implementam políticas eficazes para a pesca sustentável. A pesca do atum leva à morte de outros animais marinhos.

Conservas de atum devem ser evitadas durante a gravidez, devido ao alto teor de mercúrio que o peixe contém. Quem consome atum pode escolher como alternativa ao atum enlatado, os conservados em frascos de vidro ou o atum fresco.

Se você está à procura de fontes de ômega 3, as principais alternativas para o atum e o peixe, em geral, são o óleo de linhaça, as sementes de linhaça e nozes.

7. Carne enlatada

Quem consome carne, por que deveria optar pela carne (presunto, salsicha, carnes bovina, suína, etc) em conserva e de origem duvidosa? A carne processada e conservada estão entre os alimentos mais ligados ao risco de doença cardiovascular, hipertensão, obesidade e à maior parte das doenças do bem-estar.

8. Sopas

Nós realmente precisamos comprar alguma sopa enlatadas? As sopas são boas para a saúde, especialmente se preparada com ingredientes que se conhece a origem.

Não se sabe qual é o verdadeiro valor nutricional das sopas enlatadas, mas com certeza poderia conter excesso de sódio e conservantes.

Melhor fazer uma boa sopa com ingredientes frescos, uma sopa de legumes, de cereais, de verduras, ou no máximo, na pressa, uma com os ingredientes congelados.

9. Ervilhas

As ervilhas enlatadas geralmente têm um sabor que não tem nada a ver com as ervilhas frescas. Então, quando as ervilhas frescas não estão na época ou, pelo menos, não estão à venda, melhor optar pelas ervilhas congeladas, já que em cada caso eles cozinham rapidamente e não contêm sal, açúcar e conservantes, ao contrário dos produtos enlatados.

10. As refeições substitutas

Nos referimos às latinhas e caixinhas de produtos em pó substitutos para as refeições, geralmente feitos para emagrecer, sugeridos como refeições em algumas dietas, como se fossem saudáveis e que realmente ajudassem a perder peso.

É melhor escolher uma dieta baseada em alimentos frescos e naturais e seguir uma dieta equilibrada, com base em suas necessidades e sob a orientação de um especialista, do que acreditar em uma espécie de pó milagroso.

Sem contar que o gosto deve ser indiscutivelmente ruim.

Talvez te interesse ler também:

7 DIAS COMENDO APENAS LANCHES E SUBSTITUTOS ÀS REFEIÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE NICK HARDING

EMBALAGENS DE ALIMENTOS E BEBIDAS: QUAL É O MATERIAL MAIS SEGURO?

10 ALIMENTOS QUE É MELHOR NÃO COMPRAR

Источник: https://www.greenme.com.br/alimentar-se/alimentacao/56991-10-alimentos-enlatados-que-voce-deve-evitar/

11 alimentos enlatados que você deve evitar

Saiba porque você não deve comer Alimentos Enlatados

Foto: Thinkstock

Em busca de praticidade, muitas pessoas acabam optando, às vezes, por produtos enlatados. Quem nunca se rendeu, por exemplo, a uma lata de atum? Ou ainda, usou um molho de tomate em lata no seu macarrão?!

Mas, a verdade é que a maioria desses alimentos não é muito indicada, por inúmeros motivos, como, por exemplo, o fato de a proteção interna das latas possuir uma substância chamada bisfenol-A – que está relacionada com problemas de saúde, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, entre outros.

Abaixo, você confere uma lista com alimentos enlatados que você deve evitar consumir e ideias de como substituí-los de forma saudável.

1. Frutas enlatadas

Foto: Thinkstock

Fabiana Honda, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, lembra que as frutas são excelentes fontes de fibras, vitaminas e minerais. “Porém, devemos evitar o consumo de frutas enlatadas como pêssego e figo, que vêm envoltas em uma calda de açúcar”, destaca.

A nutricionista explica que o açúcar, além de aumentar o valor energético da fruta, eleva a glicemia do indivíduo – aumentando os níveis de insulina no sangue, o que pode levar à indução da produção de triglicérides (gordura) que será armazenada no tecido adiposo.

Fabiana faz ainda a comparação das calorias:

  • Pêssego in natura (100 g) = 36 kcal X Pêssego enlatado (100g) = 100 kcal
  • Figo in natura (100 g) = 41 kcal X Figo enlatado (100g) = 205 kcal

Substituição saudável: Evite o pêssego e o figo em calda. “Dê preferência às frutas in natura. Ou cozinhe-as em um pouco de água com especiarias como cravo, canela e gengibre. Guarde em geladeira por até 3 dias”, orienta Fabiana.

2. Tomates pelados enlatados

Foto: Thinkstock

Fabiana explica que todas as embalagens de enlatados possuem uma proteção para que o alimento não entre em contato direto com o metal.

“Porém, essa proteção também é prejudicial à saúde, pois possui uma substância chamada bisfenol-A.

Essa substância está relacionada com problemas de saúde, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, problemas reprodutivos, obesidade e problemas cognitivos e comportamentais”, diz.

A nutricionista acrescenta que os tomates pelados enlatados apresentam ainda ácido cítrico na composição, e a presença de ácido aumenta a passagem de bisfenol da embalagem para o alimento.

Substituição saudável: O ideal é que o indivíduo cozinhe os tomates in natura com temperos mais naturais (manjericão, orégano, salsa, coentro, pimentas) e os armazene no freezer, destaca Fabiana.

“Se for comprar pronto, a pessoa deve preferir os tomates pelados ou purê de tomate em embalagens de vidro. O teor de bisfenol-A é menor.

Mas, em alguns casos, a quantidade de sódio presente continua alta”, explica.

3. Molhos e extratos de tomate

Foto: Thinkstock

“Os molhos e extratos de tomate devem ser evitados uma vez que, além de terem muita quantidade de sal, possuem realçador de sabor glutamato monossódico – ingrediente muito presente em alguns alimentos industrializados. Estudos já relacionaram o consumo de glutamato monossódico com dores de cabeça, aceleração dos batimentos cardíacos, dores no peito, dormência ou formigueiro, asma, entre outros sintomas”, destaca Fabiana.

A nutricionista acrescenta que em duas colheres de sopa de molho pronto está, em média, 280mg de sódio. “Lembrando que o máximo recomendado é de 2000 mg ao dia”, alerta.

Além isso, está o fato de a proteção interna das latas possuir bisfenol-A – substância que está relacionada com problemas de saúde, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, entre outros.

Substituição saudável: A orientação da nutricionista Fabiana é que a pessoa cozinhe os tomates in natura com temperos mais naturais (manjericão, orégano, salsa, coentro, pimentas) e os armazene no freezer. Depois, basta utilizá-los nas preparações dos alimentos.

4. Feijões prontos

Foto: Thinkstock

“Os feijões são fontes de fibras e proteínas vegetais. Além de grande parte delas também fornecer minerais como ferro, magnésio e zinco”, lembra Fabiana.

Aqui no Brasil, conforme destaca a nutricionista, os feijões prontos, em geral, são vendidos em embalagem tetrapack e não em latas. Mas, de toda forma, essas duas versões devem ser evitadas.

“Elas não podem ser consumidas em grande quantidade e com frequência, pois possuem grande quantidade de sal para auxiliar no sabor e na conservação do produto.

Em meia xícara (chá) desse tipo de feijão temos 20% do consumo de sódio para o dia todo”, explica.

O excesso desse sódio, de acordo com Fabiana, pode levar a alterações na pressão sanguínea, aumento da retenção de líquidos, inchaços nas pernas e nos pés, entre outros sintomas prejudiciais à saúde.

“Além disso, há a questão do sabor, pois estamos acostumados com o feijão caseiro feito com temperos frescos. E algumas versões industrializadas adicionam temperos prontos e até aromatizantes no produto”, destaca a nutricionista.

Substituição saudável: Fabiana destaca que as leguminosas após cozidas podem ser armazenadas no freezer para terem maior durabilidade. “Guarde no freezer em embalagem de vidro depois de cozinhá-las em água para preservar o sabor dos feijões”, sugere.

5. Ervilhas enlatadas

Foto: Thinkstock

De acordo com Fabiana, esse tipo de produto deve ser evitado, pois possui quantidades elevadas de sódio.

Substituição saudável: A nutricionista destaca que a ervilha deve ser comprada fresca ou congelada, uma vez que, desta maneira, não possui salmoura para conservação.

6. Milho enlatado

Foto: Thinkstock

Da mesma maneira que a ervilha, o milho enlatado deve ser evitado, pois possui grandes quantidades de sódio.

Substituição saudável: Fabiana explica que o milho deve ser comprado fresco, pois, desta maneira, não possui salmoura para conservação.

7. Carnes enlatadas

Foto: Thinkstock

Fabiana destaca que as carnes enlatadas devem ser evitadas, pois contêm altas concentrações de gorduras, principalmente saturadas, além de alto teor de sódio.

O excesso de sódio pode levar a alterações na pressão sanguínea, aumento da retenção de líquidos, inchaços nas pernas e nos pés, entre outros sintomas prejudiciais à saúde.

“Além disso, neste tipo de produto são utilizados conservantes como nitrito de sódio, relacionado com a indução de alterações no DNA celular e indução de câncer, por isso estes produtos industrializados com muitos conservantes devem ser evitados”, acrescenta a nutricionista.

Substituição saudável: A melhor opção é comprar sua carne e prepará-la em casa, lembrando de não exagerar na quantidade de sal e de tempero em geral.

8. Sopas prontas

Foto: Thinkstock

No Brasil, as pessoas não têm tanto o costume de consumir sopas enlatadas. As sopas prontas mais comuns são as instantâneas. “Mas, tanto as sopas enlatadas como as instantâneas são ricas em sódio”, destaca Fabiana.

“As sopas instantâneas contêm quantidades elevadas de sódio (algumas sopas chegam a ter 40% do recomendado diariamente); e as enlatadas têm em torno de 25% do recomendado”, acrescenta.

Além disso, destaca a nutricionista Fabiana, as sopas prontas contêm quantidades insignificantes de fibras. “A recomendação é de 20 a 30 gramas ao dia, e 1 porção de sopa pronta traz no máximo 1,0 grama de fibra alimentar”, explica.

Substituição saudável: Compre legumes e faça sua própria sopa em casa. Lembre-se de não exagerar no sal e nem no tempero em geral.

9. Sucos em latas

Foto: Thinkstock

Fabiana explica que os sucos em latas devem ser consumidos com moderação pela presença do bisfenol-A – sustância que está relacionada com problemas de saúde, como doenças cardíacas, câncer, diabetes, entre outros. Além disso, esses sucos são ricos em açúcar.

Substituição saudável: Dê preferência sempre aos sucos naturais, preparados com frutas frescas, e evite acrescentar açúcar.

10. Refrigerantes em latas

Foto: Thinkstock

Fabiana destaca que os refrigerantes em latas devem ser evitados também devido à presença do bisfenol-A.

Além disso, esse tipo de produto é rico em açúcar e pode oferecer muitos malefícios à saúde se consumido em excesso.

Substituição saudável: O ideal é evitar ao máximo o consumo de refrigerantes. Sucos naturais (sem açúcar) e chás gelados (sem açúcar) podem ser boas opções para substituí-lo.

11. Creme de leite em lata

Foto: Thinkstock

Assim como outros produtos enlatados, o creme de leite deve ser consumido com moderação pela presença do bisfenol-A. “Além disso, ele é um produto rico em gordura saturada”, destaca a nutricionista.

Substituição saudável: Uma sugestão é utilizar leite de amêndoas mais biomassa de banana verde no lugar do creme de leite em suas receitas.

Atum e sardinha enlatados, pode?

Foto: Thinkstock

O pescado é um alimento rico em proteínas, minerais (zinco, cálcio, magnésio), vitaminas (Vitamina D e K) e possui fácil digestão. “Os peixes de águas frias e profundas ainda contém Ômega 3 – um tipo de gordura insaturada saudável, responsável por diminuir os riscos de doenças cardíacas, aumentar a cognição e diminuir a inflamação”, diz Fabiana.

A nutricionista ressalta que as pesquisas mostram que os enlatados conservam as concentrações de Ômega 3, porém, perdem um pouco dos níveis de Vitamina D. “O principal prejuízo seria os líquidos de cobertura que sardinhas e atum em conserva utilizam (óleo de soja)… Por isso, o ideal é descartar esses líquidos”, destaca.

Outro problema dos peixes enlatados está na presença do bisfenol-A, que está relacionada com diversos problemas de saúde.

“Mesmo assim, eles tornam-se essenciais uma vez que a população não possui o hábito de preparar peixes no dia a dia e acabam optando por opções enlatadas mais práticas”, diz a nutricionista.

Dessa forma, se puder optar por um peixe fresco, melhor! Mas, se não for possível, consuma com moderação atum e/ou sardinha enlatados, lembrando, porém, de descartar o óleo que vem na conserva. Em caso de dúvidas consulte sempre seu nutricionista!

Os malefícios que os enlatados oferecem à saúde

Fabiana explica que, de forma geral, um dos principais riscos à saúde é a possibilidade de o enlatado estar contaminado pela bactéria Clostridium botulinum, que libera uma toxina que pode atingir o sistema nervoso. “Esta bactéria pode se desenvolver em meios sem oxigênio (latas), mas pode-se evitar isso quando a indústria se preocupa em deixar o ph do enlatado abaixo de 4,5”, diz.

Neste sentido, duas dicas são fundamentais na hora da compra, conforme destaca a nutricionista:

  • Evite comprar latas estufadas. Pode ser um indício de proliferação bacteriana.
  • Evite também latas amassadas, uma vez que o metal das latas pode contaminar os alimentos.

Além disso, a proteção interna das latas possui uma substância chamada bisfenol-A, que está relacionada com problemas de saúde importantes (como câncer, doenças cardíacas, diabetes, entre outros).

“Por fim, um dos principais prejuízos de se consumir enlatados constantemente é a quantidade exagerada de sal e açúcar presente nestes alimentos conservados – o que pode aumentar os riscos de doenças crônicas”, finaliza a nutricionista Fabiana Honda.

Por isso, você já sabe: os alimentos enlatados, por mais que pareçam saudáveis, devem ser evitados ao máximo! Faça substituições inteligentes e proteja sua saúde!

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/alimentos-enlatados-que-voce-deve-evitar/

Os perigos de consumir enlatados

Saiba porque você não deve comer Alimentos Enlatados

Uma grande quantidade de alimentos que encontramos no mercado são enlatados ou envasados. Pesquisas indicam que o tipo de material utilizado para armazenar estes alimentos produz um composto tóxico que prejudica a saúde.

Nesse artigo, falaremos sobre os perigos quando se consome alimentos enlatados.

As latas possuem um recobrimento especial feito com resinas de bisfenol A. Mas lembrar desse nome não é importante.

O que devemos mesmo saber é que essa substância acumula em nosso organismo e seus efeitos podem ser ruins.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard revelou que pessoas que consumiram sopas enlatadas durante cinco dias consecutivos apresentaram uma grande quantidade de bisfenol A na urina.

Em seguida, mediram-se os níveis da substância por mais cinco dias, sem que o composto fosse ingerido, e tal substância não foi encontrada.

O bisfenol A é tóxico?

O bisfenol A é muito estudado no meio científico. Uma publicação do Journal of the Medical Association indica que esse composto é usado para produzir plásticos, resinas e latas.

Nos Estados Unidos foi publicado um informe que mostrou os altos níveis do composto em bebês, crianças e fetos.

O Canadá foi o primeiro país do mundo a declará-lo como substância tóxica e o mesmo aconteceu na União Europeia, onde proibiram seu uso na produção de garrafas.

No entanto, as resinas de bisfenol A continuam sendo usadas em outros produtos; como é o caso do recobrimento de latas de metal que armazenam alimentos e bebidas.

Ainda não existem informações suficientes para saber exatamente quais são todos os efeitos nocivos do acúmulo de bisfenol A no organismo.

Os testes com animais tem sido alarmantes. Por exemplo, sabe-se que o composto é um desregulador endócrino, ou seja, pode alterar o funcionamento do sistema hormonal.

Além disso, costuma estar associado a diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

Então o problema não é tanto o conteúdo das latas (mesmo que também seja preciso prestar atenção nisso), mas sim no contato que os alimentos têm com o bisfenol A.

Graças a essas pesquisas, os cientistas estão fazendo o possível para que a substância seja eliminada dos produtos enlatados; ou, inclusive, não se comercialize mais alimentos armazenados nesse tipo de recipiente.

Saiba mais: Os 6 alimentos que mais têm toxinas. Você os conhecia?

Os riscos dos enlatados

Além das latas, o bisfenol A está presente no plástico e em certos alimentos embalados à vácuo. Os únicos recipientes que estão à salvo são os de vidro ou papel (você já reparou como o gosto de um alimento varia de acordo com o recipiente onde é armazenado?)

Os produtos químicos sintéticos usados para embalar, armazenar e processar os alimentos são inimigos silenciosos. Ninguém sabe o que está ingerindo e o que isso pode causar à saúde. Além disso, a maior parte desses compostos não é inerte; por isso podem se infiltrar na comida sem problemas.

Pessoas que consomem muita quantidade de alimentos enlatados são mais propensas a se expor a estas substâncias. E, como dito anteriormente, podem causar obesidade, mudanças hormonais, problemas cardíacos e diabetes.

Ainda não se sabe muito a respeito, e nem quais são as etapas cruciais da substâncias uma vez que está dentro do organismo. O que é conhecido e confirmado é que as latas contêm substâncias tóxicas “populares”, tais como o formaldeído, conhecido por ser cancerígeno. Esse tipo de substância (mesmo que em menor quantidade) também é encontrado em garrafas de plástico.

Os perigos das latas de atum

Não há duvidas de que esse é um dos alimentos mais consumidos, já que não requer cozimento e pode ser adicionado a uma infinidade de pratos.

Os benefícios do peixe (por conter ácidos graxos Ômega 3 e fósforo) são perdidos devido ao mercúrio contido nas latas que armazenam o atum.

O mercúrio é um metal com efeitos tóxicos no sistema nervoso. Além de estar presente nas latas, sabe-se que em algumas áreas onde certas espécies de peixes são pescadas, o composto também está presente.

Esse pode aumentar o risco de infartos do miocárdio, alterações neuro-sensoriais, interferência no desenvolvimento neurológico (no caso do feto), etc.

Os ricos do recobrimento das latas de alumínio

A maior parte das latas utilizadas para armazenar alimentos, vendidas em supermercados, tem um revestimento plástico conhecido como resina de epóxi, que é aplicada superficialmente.

Este processo é realizado para evitar que os alimentos reajam com seus ácidos e erodam o material. O formato das latas e a aplicação desse revestimento visam a maior durabilidade das latas.

Leia mais: 19 maneiras criativas de reciclar latas

A intoxicação das latas, um problema antigo

Você pensa que problemas com alimentos enlatados é algo recente? Então conheça a história da fatídica expedição de John Franklin ao Ártico; na qual muitos dos tripulantes do barco morreram devido ao consumo de comidas enlatadas.

Isso só foi descoberto e confirmado anos depois, com diferentes pesquisas e estudos. A causa das mortes foi envenenamento por chumbo, que era usado para soldar as latas de conserva.

Existe um fundo de mito nesse relato, e os procedimentos para armazenar os alimentos foi mudado; mas é bom saber que o problema com as latas não é novo.

Pode interessar a você…

Источник: https://melhorcomsaude.com.br/os-perigos-de-consumir-enlatados/

Enlatados podem ser uma alternativa saudável; veja caso a caso

Saiba porque você não deve comer Alimentos Enlatados

Com a correria do dia a dia, consumir alimentos enlatados é uma forma rápida, prática e conveniente de preparar diversas receitas sem perder muito tempo. “Que pena que não são saudáveis”, você poderia pensar. A boa notícia é que apesar de alguns alimentos enlatados serem menos nutritivos, isso não vale para todos os casos.

Um estudo realizado com mais de 9 mil norte-americanos consumidores de alimentos enlatados mostrou que essas pessoas mantinham uma boa ingestão de nutrientes e tinham mais opções na dieta. O que mostra que nem sempre sua presença na alimentação é o indicativo de algo ruim.

Entre os pontos positivos desse tipo de alimento está a composição das latas: quando feitas de aço é necessário usar bem menos conservantes –que podem até mesmo ser dispensados. Antigamente era preciso usar vários aditivos químicos para que o alimento tivesse um aspecto mais atraente e durasse por mais tempo.

No entanto, sabe-se que as latas de aço são revestidas com resina epóxi que tem bisfenol A (BPA), uma substância potencialmente cancerígena. A quantidade nessas embalagens é regulada para que não tragam risco à saúde.

Perdido para escolher? Existem alimentos que valem mais a pena ao serem comprados nessa apresentação do que outros. Uma dica é sempre preferir os produtos com baixo teor de sódio. Analisamos os itens caso a caso, veja a seguir:

Atum

Imagem: iStock

Em comparação com outros alimentos enlatados, o atum é menos processado e tem um grande valor nutricional. A lata com óleo possui cerca de 1 g de ômega 3. Além disso, possui proteínas, cálcio, magnésio, fósforo e ferro.

A única ressalva é ter, em média, cerca de 362 mg de sódio, enquanto o fresco contém apenas 30 mg. Mas existem opções com teor mais baixo de sódio: sempre compare as embalagens antes de comprar. Uma porção de 100 g de atum em óleo tem cerca de 166 kcal.

Já a versão in natura, tem aproximadamente 118 kcal.

Ervilha

Imagem: iStock

Algumas das ervilhas em latinha são conservadas apenas em água e nesses casos elas podem ser sim uma boa opção, principalmente quando não contêm (ou contêm pouco) sal.

A maioria desses produtos enlatados perde fibras, proteínas, vitaminas, minerais e sabor. A versão congelada é a mais indicada para quem quer praticidade com manutenção dos benefícios. Uma lata de ervilha tem cerca de 84 kcal.

De acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) 100 g da ervilha enlatada drenada possuem 5,1 g de fibras, enquanto a mesma quantidade do alimento in natura apresenta 9,7 g –quase o dobro.

Sardinha

Imagem: iStock

A sardinha em lata possui mais ômega 3 do que in natura, já que o peixe vai com espinha e algumas vísceras para o recipiente. Também oferece uma boa quantidade de cálcio: 550 mg.

A desvantagem seria o desfalque das vitaminas, que são perdidas no processo de industrialização. Além disso, o processamento do alimento faz com que se perca boa parte da vitamina C e B1.

Molho de tomate

Imagem: iStock

Os molhos de tomate industrializados são práticos e facilitam muito a vida de quem tem pressa de cozinhar uma massa, por exemplo. Mas, eles possuem bastante sódio e conservantes. Se for possível, opte pelo tomate pelado que tem mais nutrientes e poucas calorias – meia xícara do alimento possui cerca de 26 kcal. Saiba como escolher o melhor molho.

Milho

Imagem: iStock

A versão enlatada é um pouco menos calórica do que o milho em espiga –98 e 138 kcal, respectivamente. Isso acontece porque durante o cozimento, a espiga transmite gordura e carboidrato para o grão.

Verifique na embalagem como o milho foi conservado: se constar salmoura ou sal nos ingredientes, evite, principalmente se tiver hipertensão.

O bom é que já existem no mercado milhos enlatados que são apenas milho e água, aposte nestes.

Azeite de oliva

Imagem: iStock

Não há grandes diferenças nutricionais entre a versão em lata e em vidro do azeite de oliva extravirgem. Porém, a lata preserva melhor os nutrientes porque protege o alimento da luz. Saiba como escolher o melhor azeite.

Seleta de legumes

Imagem: iStock

Já quando o assunto é seleta de legumes, o alto teor de sódio predomina. Em 100 g encontramos 400 mg do mineral. O sabor também fica bastante alterado e há uma padronização no gosto dos legumes. Isso acontece porque os legumes são cozidos juntos por um tempo prolongado.

O ideal é comprar os legumes e cozinhá-los para desfrutar dos benefícios dos alimentos e usar a versão enlatada apenas de vez em quando. Na feira, há opções de legumes picados para facilitar o dia a dia.

Frutas em lata

Imagem: iStock

A versão em lata de frutas como pêssego e abacaxi é preparada de uma forma em que o alimento perde muitos nutrientes. Isso acontece porque eles passam por um processo de cozimento na própria lata e muitas substâncias benéficas para a saúde não resistem às altas temperaturas. Além disso, a calda é rica em açúcar.

O abacaxi em calda sofre a perda da bromelina, que é uma enzima que ajuda na digestão. Por isso, devem ser consumidos com bastante moderação.

Conservação das latas

É muito importante se atentar para a conservação das latas na hora da compra.

Ao ser amassada, as latas podem soltar algumas substâncias químicas que estão presentes na parte interna que se misturam com o alimento.

Em geral, as latas estufadas ou perfuradas não devem ser consumidas. Evite também às que estiverem enferrujadas. As latas furadas podem contaminar os alimentos com bactérias.

Escolha sempre enlatados de boa qualidade, que respeitem as normas de fabricação e armazenamento. Também é necessário se atentar para o consumo dos alimentos após serem abertos, pois nem todas as latas possuem o sistema de fechamento adequado, o que compromete a durabilidade do alimento.

Antes de abrir a lata é preciso higienizá-la adequadamente com água corrente e uma bucha limpa e específica para isso. Lembrando que após aberta, algumas latas não permitem o fechamento adequado. Por isso, o ideal é conservar o alimento que sobrar em recipientes fechados e na geladeira por apenas alguns dias.

Fontes: Edson Credidio, nutrólogo e pesquisador em Ciências do Alimento pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Durval Ribas Filho, nutrólogo e presidente da Associação brasileira de Nutrologia (Abran).

SIGA O UOL VIVABEM NAS REDES SOCIAIS
– Instagram –

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/05/07/enlatados-podem-ser-uma-alternativa-mais-saudavel-veja-caso-a-caso.htm

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: