Saiba quando o Sexo na Gravidez é proibido

Sexo na gravidez: 9 coisas que sempre geram dúvidas nas grávidas

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Quando se trata de sexo, muitas pessoas se sentem constrangidas ao buscar por respostas para seus questionamentos. Se o tema é sexo durante gravidez, alguns têm ainda mais dificuldade de falar sobre o assunto.

Conversamos com Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra defensor dos conceitos de parto humanizado e gerente médico do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), e com a psicóloga e sexóloga Priscila Junqueira, para tirar as dúvidas mais frequentes das gestantes.

Deixe os tabus de lado e descubra, a seguir, respostas para suas inquietações.

1. Com que frequência posso ter relação sexual durante a gravidez?

Não existe um número certo. O casal pode manter o mesmo ritmo de antes da gestação.

Se surgir alguma dúvida, a mulher e o companheiro devem questionar o obstetra que está acompanhando a gravidez – e não precisa ter vergonha! Faz parte do papel do médico responder a esse tipo de questão. A relação sexual é incentivada na grande maioria das gestações.

Apenas em situações específicas, recomenda-se evitar o sexo: se houver placenta prévia total, sangramento vaginal, cólicas ou caso o médico identifique risco de trabalho de parto precoce. 

Não. A posição do colo do útero não permite que o bebê seja alcançado durante o sexo. Vale ressaltar que a relação sexual na gravidez não faz mal e não é proibida – pelo contrário!

3. Quais são as posições mais indicadas e quais devem ser evitadas?

O casal que está no clima e com vontade de transar acaba encontrando a melhor posição conforme a barriga cresce, segundo os especialistas.

De lado, pode ficar mais fácil e confortável, por ser uma posição que não envolve o peso de um sobre o outro. Também vale o homem ficar por baixo, de modo que a mulher consiga controlar melhor a situação.

Recomenda-se apenas evitar que o homem fique por cima, especialmente quando a gestante já está com aquele barrigão.

Muito provavelmente sim, por conta das mudanças hormonais e até por questões emocionais. Algumas mulheres mantêm o mesmo ritmo, mas, de maneira geral, o desejo costuma diminuir um pouco durante a gravidez. Até porque, para a maioria das gestantes, o foco das atenções acaba sendo o bebê que está por vir.

A própria mama deixa de vista como um órgão de atenção sexual e passa a ganhar um novo contexto. Não raro, pode haver algum desconforto vaginal, levando à dor na hora da penetração (causado pelo aumento da vascularização da área). Por isso, o uso de gel lubrificante ajuda bastante.

Após o nascimento do bebê, a mudança no desejo costuma continuar, especialmente se surgirem outras questões emocionais, como ansiedade, baixa autoestima ou depressão pós-parto.

5. Quanto tempo devo esperar para ter a primeira relação sexual após o parto?

Pelo menos 40 dias. É a famosa quarentena. Vale tanto para parto normal como para cesárea. Antes disso, a prática sexual é desaconselhada, porque o corpo ainda está se recuperando e o útero está voltando ao seu tamanho normal.  Muitas vezes, até após esses 40 dias a mulher ainda pode apresentar algum desconforto e se sentir um pouco insegura para o sexo. 

6. Estou grávida e meu companheiro não quer ter relação sexual até o bebê nascer. O que fazer?

Alguns homens têm medo de machucar o bebê. Outros se sentem constrangidos, acham que “não é certo” transar com a mulher grávida – mas saiba que tudo isso não passa de mito.

Se o companheiro se recusa a manter relação sexual, a mulher deve conversar sobre o assunto com ele, para entender o que o amedronta. É preciso compreender porque ele não quer.

Em alguns casos, o homem passa a ver a companheira apenas como mãe, e não a enxerga mais com o corpo erotizado. Caso a conversa entre o casal não baste, é válido procurar um profissional que possa auxiliar.

Costuma haver diminuição da lubrificação vaginal, por conta das mudanças hormonais. Então o uso de gel ajuda a minimizar o desconforto. Quem teve cesárea pode ficar com uma certa “lembrança do parto”, isto é, a região do corte permanecer sensível e dolorida por um tempo.

8. O parto normal altera o canal vaginal e compromete as relações?

Não. Isso é mito. Os médicos alertam: é mera desculpa dizer que a mulher não deve ter parto normal porque ele “estraga” a vagina. Recomenda-se que a mulher se prepare para o parto fazendo exercícios (como os de Kegel) durante o pré-natal, o que facilita a hora de trazer o bebê ao mundo.

Outro benefício é que os exercícios ajudam a aumentar a consciência da mulher sobre seu canal vaginal. Após o nascimento, tudo volta ao que era antes.

Inclusive, os médicos dizem que o sexo tende a ficar até melhor, já que a mulher adquire maior conhecimento sobre como usar a musculatura da vagina para contrair e relaxar.

9. Não me sinto confortável com o meu corpo e por isso evito relações. O que fazer?

Algumas mulheres engordam muito na gestação e, consequentemente, o corpo muda. Isso pode trazer alguma insegurança e diminuir a própria libido. Nestes casos, vale passar por uma avaliação com profissional, com ou sem a presença do marido.

Muitas vezes, uma única conversa basta para a mulher colocar as ideias em ordem e ganhar mais confiança. Em outras situações, a terapia pode ser necessária.  O importante é a mulher se questionar para tentar compreender porque sua autoestima está baixa.

Ajuda também pensar que se trata de apenas uma fase, que irá passar.

Fontes consultadas: Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra defensor dos conceitos de parto humanizado gerente médico do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam); e Priscila Junqueira, psicóloga e sexóloga.

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Источник: https://revistacrescer.globo.com/Familia/Sexo-e-Relacionamento/noticia/2016/09/9-coisas-sobre-sexo-que-muitas-gravidas-querem-saber-mas-tem-vergonha-de-perguntar.html

Tá liberado: sexo na gravidez faz bem, não afeta bebê e até ajuda no parto

Saiba quando o Sexo na Gravidez é proibido

Dúvidas para desencorajarem as mulheres a fazerem sexo durante a gravidez não faltam. Será que prejudica a gestação? Acelera o parto normal? Machuca o bebê? Segundo os médicos, se a gravidez não for de risco, o sexo está liberado do primeiro ao último trimestre.

Transar, além de ser ótimo para a autoestima, controla a ansiedade, melhora o humor, aumenta a produção de anticorpos, libera endorfina (um hormônio que gera sensação de bem-estar e ajuda a ter um sono mais profundo) e fortalece não só a imunidade, como a musculatura da vagina.

“Como um exercício leve ou moderado, o sexo ajuda a melhorar o condicionamento físico e a massa muscular da gestante, tão importantes no trabalho de parto”, explica o obstetra Daniel Rolnik, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

E o melhor: durante a gestação, transar pode ser ainda mais prazeroso. É que nesse período, aumentam-se os níveis de estrogênio e progesterona (hormônios femininos responsáveis por preparar o corpo da mulher para a gestação), como a lubrificação vaginal e o fluxo sanguíneo da região pélvica, o que predispõe excitações com maior frequência e orgasmos mais intensos.

Orgasmos e sêmen

Por falar em orgasmos, saiba que eles liberam ocitocina, um hormônio que desempenha papéis importantes na gestação, principalmente após o terceiro trimestre. É que além de reduzir a pressão arterial —que tende a aumentar nessa fase e se não controlada pode desencadear pré-eclâmpsia—, a substância induz contrações uterinas para o trabalho de parto.

Mas calma! Quando a gravidez está no início, essas contrações e mesmo o endurecimento uterino que elas podem desencadear momentaneamente são insuficientes para provocar o parto, sendo mais notáveis apenas quando o útero está dilatado e ao final da gestação.

E, para surtir resultado, a estimulação tem de ser intensa e durar, no mínimo, uma hora. “O sêmen também contém uma substância parecida com a ocitocina, a prostaglandina, que induz o parto, mas só quando o bebê está em vias de nascer”, explica Rodolfo Favaretto, urologista pelo Hospital São Lucas e especialista pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

O médico acrescenta que um esperma saudável ejaculado dentro da vagina não oferece risco algum para o bebê, mas que devem ser tomados cuidados com higiene e prevenção de DST's (doenças sexualmente transmissíveis). “A sífilis, por exemplo, é causada por uma bactéria que consegue infectar a placenta e o feto, que pode sofrer sequelas e até risco de vida”, esclarece.

Contraindicação de transar durante a gravidez só vale em alguns casos

Imagem: iStock

Penetração e posições sexuais

Mesmo que o canal vaginal seja penetrado com força, o bebê não sente nada. Isso ocorre porque ele está protegido na cavidade uterina por uma espessa musculatura, pelo saco gestacional e pelo liquido amniótico que evitam qualquer contato dele com o pênis, que sequer encosta na parte externa do colo.

Na entrada do útero existe ainda uma camada mucosa que mantém o órgão vedado contra bactérias e acaba eliminado pelo corpo pouco antes do parto.

Já o sexo anal e uso de vibradores (que devem ser flexíveis para evitar traumas) exigem maiores cuidados e, de preferência, devem ser evitados.

É que a gestante costuma ter a imunidade um pouco mais baixa do que as demais mulheres e se não houver a higienização correta na manipulação do aparelho ou durante o contato da região anal para a vaginal, ela pode sofrer infecções. O risco de hemorroidas também é alto, ainda mais no final da gravidez.

Quanto às posições para a realização do ato sexual, a ginecologista, obstetra e sexóloga Carolina Ambrogini, do departamento de ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), esclarece que, com as mudanças anatômicas ocorridas ao longo da gestação, é preciso testar variações que não causem desconforto.

“Até o final da gestação, a maioria das grávidas se sente mais confortável por cima do companheiro. Deitar de lado na cama também costuma ser uma posição bastante adotada por elas, principalmente a partir da 20ª semana, quando a barriga está maior e não conseguem fazer o 'papai e mamãe'”, explica.

Quando não transar?

Segundo Ambrogini, a contraindicação só vale em situações em que há ameaça de aborto espontâneo; placenta prévia (quando a placenta não se forma no local correto e fica na parte de baixo do útero, podendo sangrar durante o ato sexual); infecções graves; rompimento do saco gestacional; ou em casos específicos de sangramento, hipertensão e parto prematuro. Na ausência desses problemas, porém, é possível manter relações sexuais até o final da gravidez.

Algumas grávidas também podem sofrer queda na libido, principalmente no primeiro trimestre de gestação, mas isso não deve ser interpretado como um sintoma natural de que é preciso se abster de sexo.

Segundo Rolnik, o motivo está relacionado às mudanças corporais que ocorrem por conta da ação dos hormônios e que também podem provocar náuseas, cansaço e dores nas mamas. Porém, no segundo trimestre, por conta da estabilização hormonal, o apetite sexual costuma voltar e pode ser mantido até o dia do parto.

Após o parto, quando voltar a fazer sexo?

Por causa do período de regressão natural do útero e da cicatrização dos cortes (no períneo, para facilitar a expulsão do bebê no parto normal e na barriga quando é feita cirurgia cesariana), a recomendação padrão para se voltar a ter relações sexuais, em geral, é de pelo menos 40 dias. É um tempo considerado seguro para o organismo se recuperar para suportar esforços físicos, evitar infecções e a mulher se sentir mais segura e bem-disposta.

É importante também que, após essa fase, o casal retome o clima de intimidade e de sedução que havia antes da gestação. Naturalmente, a mulher pode se ver menos atraente como mãe e sofrer até mesmo de falta de desejo.

Segundo os especialistas, isso é comum devido a mudanças hormonais que contribuem para a produção de leite materno, mas provocam queda de lubrificação vaginal. A regularização ocorre espontaneamente, com a volta da menstruação.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/11/18/transar-so-faz-bem-e-ate-ajuda-no-parto-gravida-saudavel-pode-fazer-sexo.htm

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