Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

Que é candidíase oral, suas causas e como combatê-lo | Colgate®

Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

O revestimento da boca pode acabar acumulando um fungo chamado Candida albicans, que é uma condição mais comumente chamada de candidíase oral. Essa condição causa lesões brancas, geralmente na língua ou no interior das bochechas.

Se você raspar sua língua regularmente, essas lesões podem ser dolorosas e até sangrar um pouco. A candidíase oral, se não for tratada, também pode afetar outras áreas da boca, como a garganta, as amígdalas, a gengiva e o céu da boca.

Embora a candidíase oral seja uma condição que pode afetar qualquer parte da população, é mais comum em pessoas com o sistema imunológico comprometido (ou enfraquecido), que usam dentadura, que usam corticoides inalatórios ou bebês. A candidíase oral também pode ocorrer em pessoas que estão fazendo quimioterapia ou radioterapia, que têm uma condição documentada de boca seca persistente (xerostomia) ou são fumantes.

Causas da candidíase oral

A candidíase oral pode ocorrer na presença de alguns fatores. O sistema imunológico debilitado (por doenças ou medicamentos como a prednisona) ou o uso de antibióticos que podem alterar o equilíbrio natural de microrganismos no organismo podem ser algumas das causas.

Os mecanismos naturais de proteção podem falhar, fazendo com que o equilíbrio entre microrganismos “bons” e “ruins” mude drasticamente de uma forma ou de outra. Normalmente, o sistema imunológico trabalha para repelir vírus ou bactérias prejudiciais, mas um sistema imunológico enfraquecido torna isso mais difícil, podendo permitir o crescimento do fungo que causa a candidíase oral.

Candidíase vaginal, diabetes, a maioria dos tipos de câncer e HIV/AIDS são condições que enfraquecem o organismo, tornando-o mais suscetível à candidíase oral.

Candidíase oral em adultos com o sistema imunológico debilitado

A candidíase oral pode se espalhar dentro do corpo, afetando os pulmões, o fígado e o aparelho digestivo. Se a infecção se espalhar para o intestino, pode levar à desnutrição, deixando a pessoa mais fraca.

Dependendo da gravidade da infecção, o médico pode prescrever medicamentos antifúngicos, como comprimidos, pastilhas ou enxaguante bucal, que pode ser engolido. Você também pode receber anfotericina B, que é usada com frequência para infecção por HIV em estágio avançado e infecções que se tornaram resistentes aos antifúngicos mais comuns.

Como alguns medicamentos antifúngicos podem causar danos ao fígado, o médico provavelmente fará exames de sangue e monitorará sua função hepática (especialmente se a infecção se espalhar para o fígado). O mesmo ocorrerá caso o tratamento tenha que demorar mais do que o normal ou se você tiver um histórico de doença hepática.

Sintomas da candidíase oral em crianças e adultos

Os sintomas da candidíase oral podem não aparecer imediatamente em alguns casos. Por outro lado, talvez você desenvolva sinais e sintomas completamente de repente. Conheça alguns sinais sugestivos de candidíase oral:

  • Lesões brancas e pastosas que aparecem em qualquer lugar da boca
  • Dor durante movimentos regulares da boca
  • Sangramento se as lesões forem raspadas ou friccionadas
  • Para usuários de dentadura, rachaduras ou vermelhidão perto dos cantos da boca
  • Boca seca
  • Perda perceptível do paladar ao comer ou beber

Embora na maioria dos casos de candidíase oral as lesões apareçam na área mais visível da boca, elas podem se espalhar para o esôfago. Isso pode dificultar a deglutição ou causar a sensação de que a comida está parada na garganta. Esses sintomas ocorrem nos casos mais graves e, se você apresentar algum deles, consulte imediatamente o dentista ou o clínico geral para tratamento.

Enquanto espera para ser tratado, há algumas coisas que você pode fazer para aliviar qualquer dor que possa estar sentindo. Tente comer iogurte sem açúcar ou tomar cápsulas de Lactobacillus acidophilus.

Embora não devam ser considerados tratamentos ou curas reais, ambos podem ajudar a restaurar os níveis normais da flora bacteriana do seu organismo.

Se a infecção persistir, o médico provavelmente prescreverá um medicamento antifúngico ou antibiótico para ajudar.

Sintomas da candidíase oral em bebês e mães que estão amamentando

Os bebês podem ter problemas para se alimentar ou ficar mais agitados e irritados do que o habitual se estiverem com candidíase oral (sapinho na boca). Se tiverem candidíase oral, provavelmente terão lesões brancas.

As mães devem prestar muita atenção porque o sapinho pode ser transmitido através da amamentação. E se a criança passar o sapinho para a mãe e depois se curar, sem perceber a mãe pode passar o sapinho novamente para a criança.

Se você está amamentando, procure esses sinais e sintomas:

  • Coceira, sensibilidade ou vermelhidão incomum nos mamilos
  • Pele brilhante ou com descamação ao redor da aréola
  • Dor muito incomum durante a amamentação ou entre as mamadas
  • Dores profundas e penetrantes no próprio seio

Se aparecerem lesões na sua boca ou na do seu filho, marque uma consulta com o médico ou dentista imediatamente. Em crianças maiores ou adolescentes, procure atendimento médico, porque o diabetes pode ser uma possível condição subjacente.

Como o tratamento nesse caso terá que ser direcionado a duas pessoas, os médicos podem usar vários métodos. Para começar, o médico pode prescrever dois medicamentos antifúngicos: um creme para os seios da mãe e outro medicamento para o bebê.

Se você é uma mãe que ainda está amamentando, use absorventes para os seios para ajudar a impedir que a infecção se espalhe para suas roupas.

Fique longe dos absorventes para os seios com barreiras de plástico, pois eles podem fazer a infecção aumentar.

Se os absorventes não forem descartáveis, lave-os (e também os sutiãs) em água quente com água sanitária para evitar a propagação da candidíase oral.

Se seu filho estiver usando mamadeiras e chupetas, além de estar mamando, lave diariamente tudo o que ele coloca na boca, usando uma solução de partes iguais de água e vinagre.

Depois de limpo, deixe secar ao ar para ajudar a impedir o crescimento de fungos.

Isso também deve ser feito com qualquer tipo de extrator de leite que você possa estar usando, especialmente as peças que se destacam facilmente para limpeza.

Conversando com o médico ou dentista

Até agora você já determinou se tem um problema bucal que precisa ser examinado por um profissional médico.

Faça uma lista de todos os sintomas que você apresentou, incluindo qualquer coisa que pareça não estar relacionada; o médico saberá se está ou não.

Isso inclui anotar eventos não clínicos, como sentir mais estresse do que o normal, o que está causando esse estresse ou se você esteve em contato com pessoas com o sistema imunológico debilitado.

Você terá que fazer uma lista de todos os medicamentos que está tomando para informar ao médico. Além disso, anote todas as perguntas que quiser fazer ao médico ou dentista. Isso pode ajudá-lo a obter todas as respostas que procura e a garantir que você saia da consulta mais satisfeito, mesmo se estiver com candidíase oral.

O médico pode fazer perguntas para diminuir as hipóteses sobre sua possível condição, com base nos sinais que ele observa e nos sintomas que você descreve. Seja o mais sincero e honesto possível com suas respostas, pois isso ajudará a concluir a consulta mais rápido e com menos complicações.

Se o médico não chegar ao diagnóstico apenas com o exame da sua boca, certamente coletará uma pequena amostra e a examinará por conta própria ou a enviará para exames adicionais.

Se a infecção tiver se espalhado além da área mais adjacente à boca e descido para o esôfago, o médico provavelmente fará alguns exames.

Primeiro, ele coletará uma amostra para cultura por esfregaço da parte de trás da garganta para determinar quais bactérias ou fungos (se houver) estão causando seus sintomas.

Em seguida, você poderá fazer um exame endoscópico, em que o médico usa um endoscópio (ou tubo flexível e iluminado) para explorar seu esôfago, estômago e parte superior do intestino delgado para ver até onde a infecção se espalhou.

Estilo de vida e remédios caseiros naturais

Se você está atualmente no meio de um surto de candidíase oral, ter uma higiene bucal adequada, como escovar os dentes duas vezes ao dia e usar fio dental pelo menos uma vez ao dia, pode ajudar a eliminar qualquer resíduo de alimento ou bebida dos dentes ou da gengiva. Em vez de usar um enxaguante bucal padrão, dissolva meia colher de chá de sal em um copo de água morna. Lave a boca com essa mistura, bochechando por dois minutos, e depois cuspa.

A candidíase oral é contagiosa e pode se espalhar profundamente pelo organismo, causando sérios danos e impedindo a nutrição adequada (se ela se espalhar o suficiente) devido a condições incômodas internamente.

Se você acha que está com um ou mais desses sintomas, entre em contato com o dentista imediatamente para obter uma segunda opinião.

Quando detectada cedo o suficiente, o dentista pode ajudar a aliviar seus sintomas e a interromper a infecção.

Источник: https://www.colgate.com.br/oral-health/mouth-sores-and-infections/oral-thrush

Sapinho: causas, sintomas & tratamentos

Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

O sapinho (monilíase ou candidíase oral) é uma micose causada pelo fungo Candida albicans, que atinge particularmente a região bucal.
O Candida faz parte da nossa flora no trato gastrointestinal e no genital, portanto está presente em nosso organismo normalmente.

Este fungo normal mente não causa doenças em um indivíduo sadio, mas tem a propensão multiplicar-se mais que o normal e causar uma doença quando há um desequilíbrio no ambiente em que ele vive como, por exemplo, uma deficiência em nosso sistema imunológico.

Os indivíduos mais afetados são os bebês, pessoas idosas, pessoas com doenças imunossupressoras (AIDS, leucemia), pessoas que utilizam determinados medicamentos (quimioterápicos, antibióticos e corticóides), diabéticos e pessoas internadas na UTI.

O principal sintoma do sapinho é o surgimento de uma camada branca sobre uma ou mais mucosa da boca, podendo de estender pela linha, bochecha, etc. A inflamação também é um sintoma muito comum em portadores de próteses como a dentadura. Nos bebês camada branca pode ser confundida com resquícios de leite. É muito comum que o fungo seja também encontrado sob as unhas e nas dobras da pele.

O diagnóstico é feito basicamente através de exame clínico e histórico do paciente.

O principal tratamento do sapinho consiste na aplicação de medicamentos antifúngicos diretamente sobre a mucosa afetada. No entanto, se o sapinho se estender para outras partes do corpo (esôfago, unhas e dobras cutâneas), será necessário aderir a um tratamento com antifúngico por via oral.

Nos casos de longos tratamentos com antibióticos, uma alimentação rica em probióticos pode auxiliar na prevenção do sapinho. Assim como a limpeza adequada de dentaduras e o enxágüe da boca após uso de corticóides inalatórios usados em tratamentos de asma e rinite.

Definição

O sapinho é uma doença infecciosa causada pelo fungo Candida albicans, que geralmente afeta localmente uma mucosa, como a boca, mas pode se espalhar e causar falência múltipla de órgãos

O Candida faz parte da nossa flora no trato gastrointestinal e no genital, portanto está presente em nosso organismo normalmente. Este fungo tem a propensão multiplicar-se mais que o normal e causar uma doença quando há um desequilíbrio no ambiente em que ele vive.

Esta doença ocorre principalmente na boca, nos seguintes indivíduos:

– bebês

– pessoas com deficiência no sistema imunológico

– pessoas idosas, portadoras de prótese dentária

O principal tratamento do sapinho consiste na aplicação de medicamentos antifúngicos diretamente sobre a mucosa afetada. No entanto, se o sapinho se estender para outras partes do corpo (esôfago, unhas e dobras cutâneas), será necessário aderir a um tratamento por via oral.

Causas

O fungo Candida albicans é o responsável pelo sapinho. A princípio, o nosso sistema imunológico é capaz de se defender deste fungo, no entanto, os bebês, pessoas idosas e imunodeprimidas (por isso o sapinho aparece com freqüência em aidéticos); que não possuem um sistema imunológico robusto estão suscetíveis a desenvolverem a doença.

Além disso, alguns tratamentos podem afetar a mucosa bucal, fragilizando-a. Isso facilita o desenvolvimento do fungo Candida albicans e o sapinho.

Os tratamentos que podem fragilizar a mucosa bucal são:

– quimioterapia

– radioterapia

– antibioterapia

– corticoterapia

Algumas medidas simples podem prevenir a doença em caso de tratamento com antibióticos ou corticóides. Leia também: dicas prevenção sapinho.

Grupos de risco

O fungo Candida albicans responsável pelo sapinho, geralmente é inofensivo, pois em um corpo saudável, o sistema imunológico impede a sua propagação, e portanto o aparecimento da doença. Por outro lado, em pessoas cujo sistema imunológico apresenta enfraquecimento, o fungo pode provocar a doença. As pessoas que fazem parte do grupo de risco são:

– bebês e recém-nascidos (não possuem o sistema imunológico totalmente desenvolvido)

– pessoas portadoras de próteses (que ferem a mucosa bucal)

– pessoas imunodeprimidas (AIDS)

– pessoas com sistema imunológico enfraquecido devido a um tratamento medicamentoso (antibióticos, quimioterapia, radioterapia para o pescoço ou cabeça e  corticóides)

– pessoas recém transplantadas (que realizaram um transplante de órgão)

– pessoas que estão nas unidades de tratamento intensivo (UTI)

– diabéticos

As pessoas que fazem parte deste último grupo podem adotar medidas simples para impedir que a doença se desenvolva,

Sintomas

O sapinho é caracterizado por um revestimento branco que se encontra sobre a mucosa oral de pessoas doentes. Este revestimento pode ser confundido com um depósito de leite após a amamentação, em bebês. Mas se este revestimento não sair, estamos falando da presença de sapinho. Lembre-se que o sapinho também pode ocorrer em crianças e adultos.

Os sintomas do sapinho podem ser:

– inflamação da mucosa, que é vermelha e seca. Esta muitas vezes é característica da primeira fase do sapinho.

– a parede bucal é coberta com uma camada esbranquiçada: na parede das bochechas, língua e garganta. Ao nível do palato, você pode ver manchas ou pontos brancos, de baixo dessas manchas a cor é vermelha. A língua é frequentemente branca, parcialmente ou totalmente.

– dor de garganta.

– dificuldade em engolir quando o sapinho já se espalhou para o esôfago, a dor pode ser muito violenta ao engolir alimentos ou até mesmo a própria saliva.

– em crianças, o sapinho pode se espalhar para as unhas e dobras cutâneas.

– boca seca.

– mau hálito.

– perda de gosto ou uma sensação anormal na boca.

– fissuras nos lábios.

Dores e o sapinho
Uma dor de garganta, às vezes muito violenta, também pode estar associada com o sapinho. A dor é muitas vezes agravada ao engolir, incluindo a própria saliva. Alguns pacientes também têm grande dificuldade para dormir por causa da dor. Na seção tratamentos você pode descobrir analgésicos para serem utilizados durante a crise de sapinho.

Diagnóstico

O diagnóstico do sapinho é feito clinicamente. A camada branca que cobre a mucosa bucal é bastante característica da doença. Esta camada lembra leite seco mas não sai e deve ser tratada primeiramente com um medicamento antifúngico.

O diagnostico não pode ser confirmado através da cultura do fungo obtido através de raspagem das lesões, pois o Candida pode ser encontrado normalmente no trato gastrointestinal.

Além disso, se io fungo se estender até o esôfago, o doente terá dificuldade para deglutir. Nesse estágio, será necessário tomar um antifúngico por via oral.

Complicações

O sapinho é uma doença benigna, que pode ser tratada com facilidade através de antifúngicos locais.

No entanto, se ela não for tratada rapidamente, ela pode se estender até o esôfago, gerando um incômodo na deglutição. Nesse caso, o antifúngico local não é suficiente, será necessário tomar um por via oral.

Raramente a doença dissemina-se para outros órgãos ou atinge a corrente sanguínea (neste caso chamamos de candidemia).

Em pessoas com a imunidade reduzida, os sintomas do sapinho (candidíase oral) podem ser mais difíceis de controlar adequadamente.

Tratamentos

O tratamento do sapinho é feito primeiramente com a aplicação de um antifúngico local em forma de creme.

Geralmente este tratamento é o suficiente, no entanto, se o sapinho não for tratado rapidamente e se difundir (no esôfago), será necessário um tratamento sistêmico. Neste caso, o médico irá prescrever um antifúngico por via oral – o princípio ativo terbinafina.

O tratamento também pode feito através de medicamentos a base de nistatina e clotrimazol. O fluconazol é outro tratamento por via oral possível, incluindo casos de sapinho que se espalhou para o esófago.

Tratamento das dores
Em caso de dor (por ex. dor de garganta, dor ao engolir), o médico pode prescrever diversos medicamentos. Estes incluem paracetamol, ibuprofeno e em caso de dor intensa (especialmente em adultos), cortisona ou tramadol. Localmente também é possível utilizar anestésicos como, por exemplo, um spray, uma pomada, um gel ou gargarejo.

Remédios caseiros

– Gargarejo à base de água salgada

– Leite com mel (para aliviar dores de garganta, algumas vezes causada pelo sapinho)

– O sapinho é uma afecção causada pelo fungo Candida albicans, que  geralmente ocorre no sistema digestivo e genital. Porém quando o sistema imunológico está enfraquecido, o Candida albicans provoca a doença. Isso ocorre quando há excesso de antibioterapia e tratamento à base de corticosteróides. Algumas dicas de prevenção mencionadas acima têm justamente o objetivo de reforçar a imunidade.

– Pessoas que usam dentaduras devem limpá-las com freqüência e cuidadosamente, para evitar a proliferação de fungos.

– Os probióticos são fortemente aconselhados em caso de tratamento por antibiótico em larga escala. O antibiótico, pouco específico, irá destruir as “boas bactérias” do nosso corpo (presentes, por exemplo, nos intestinos e participantes do processo da digestão) e irá provocar as diarréias.

– Os corticosteróides são encontrados em caso de tratamento contra a asma ou rinites: em forma de spray ou pó para inalar:  Flovent, Serevent, Atrovent.  Estes corticóides enfraquecem a mucosa bucal e o Candida albicans pode provocar ao sapinho.

Sendo assim, é aconselhado enxaguar a boca após cada uso destes corticóides.

O pó tende em se depositar no fundo dos pulmões para tratar a asma, no entanto, um resíduo de pó pode ficar na boca, e é este pó residual contendo corticosteróide que deve ser retirado para prevenir a doença.

– Em caso de micoses vaginais, é importante iniciar o tratamento assim que a infecção é descoberta.

– Adote uma excelente higiene dental, visite regularmente (pelo menos uma vez por ano) seu dentista.

Dicas

– Os bebês são os principal alvo do fungo Candida albicans, responsável pelo sapinho. Como esta doença se localiza sobretudo na região da mucosa bucal, um simples tratamento antifúngico é o suficiente. No entanto, é importante tomar cuidado com a aplicação do medicamento, pois se você colocar muito gel na boca do bebê você pode asfixiá-lo.

– Divida a quantidade de gel a ser aplicada em várias vezes e não coloque dentro da boca, para o bebê não sufocar.

– Deixe o medicamento na boca por alguns instantes e depois engula-o. Esta dica vale para todos os doentes.

– Mesmo durante a infecção, é importante manter uma boa higiene bucal (escovar os dentes pelo menos 2 vezes por dia e usar fio dental). Substituir escovas de dente várias vezes para evitar a contaminação.

– É aconselhável comer iogurte probiótico, manter o iogurte por 1 minuto na boca antes de engolir para aumentar o efeito contra a Candida albicans. Se possível, escolha um iogurte com Lactobacillus acidophilus.

– Beba bebidas frias ou congelada para aliviar a dor.

– Para aliviar a dor, você pode colocar um cubo de gelo na boca ou face.

– Durma com a cabeça erguida, possivelmente de barriga para baixo para evitar engolir muita saliva, um processo que pode ser muito doloroso em alguns casos de sapinho, especialmente se ele já se espalhou para o esôfago.

Источник: https://www.criasaude.com.br/N5418/doencas/sapinho.html

Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

A candidíase oral, chamada também de monilíase oral ou sapinho, é uma infecção da orofaringe provocada pelo fungo Candida albicans.

O sapinho na boca é uma forma branda de candidíase, que acomete, principalmente, a mucosa da língua e a parte interna da bochecha.

Para se ter candidíase oral não é necessário existir uma imunossupressão importante.

 Ao contrário do que muita gente pensa, a candidíase na boca não é uma problema exclusivo de pacientes com HIV ou com outra doença grave.

A monilíase realmente pode ser um dos sinais de AIDS, mas ela também costuma surgir com frequência em crianças, idosos ou pessoas com alguma alteração do sistema imunológico.

Do mesmo jeito que existem bilhões de bactérias vivendo harmoniosamente em nosso organismo, o fungo cândida também é considerado um microrganismo natural da nossa flora microbiana.

Ter pequenas colônias do fungo cândida vivendo na nossa pele, boca e trato digestivo é perfeitamente normal. Quando o nosso sistema imunológico encontra-se intacto, ele é plenamente capaz de manter a população deste fungo sob controle, impedindo que o mesmo possa causar qualquer tipo de doença.

Porém, sempre que houver alguma fraqueza no nosso sistema imunológico, a população de Candida albicans pode crescer rapidamente e se tornar capaz de invadir as camadas mais profundas da pele, provocando inflamação.

Quanto mais grave for o grau de imunossupressão do paciente, mais agressiva e perigosa será a infecção pelo fungo cândida, podendo, inclusive, haver invasão da corrente sanguínea, do coração ou sistema nervoso central.

A imensa maioria dos casos de sapinho é provocada pela Candida albicans, mas outras espécies de cândida também podem ser as responsáveis, como Candida glabrata, Candida krusei ou Candida lusitaniae.

Fatores de risco para candidíase oral

A candidíase oral pode surgir em qualquer pessoa, mas ela é bem mais comum naquelas que apresentam as seguintes características:

  • Idade avançada.
  • Crianças no primeiro ano de vida.
  • Grávidas.
  • Uso dentadura.
  • Uso recente de antibióticos.
  • Uso prolongado de corticosteroides.
  • Uso de drogas imunossupressoras.
  • HIV positivo.
  • Diabetes mellitus mal controlado.
  • Estar sob tratamento de quimioterapia ou radioterapia.
  • Fumantes.
  • Pessoas com xerostomia (boca seca).
  • Internação hospitalar.
  • Desnutrição.
  • Usuário de drogas pesadas.

Tratamento

O tratamento da candidíase oral pode ser feito com bochechos e deglutição de nistatina 4 vezes por dia por pelo menos 1 semana.

Se não houver melhora, indica-se o uso de fluconazol em comprimido. A dose recomendada é 200 mg no primeiro dia, seguido de 100 a 200 mg uma vez ao dia durante 7 a 14 dias; esse tratamento tem taxa de sucesso acima de 90%.

Para ajudar no tratamento, indica-se suspensão do cigarro, escovar adequadamente e regularmente os dentes (mas evitar o uso de anti-sépticos bucais) e evitar bebidas alcoólicas e comidas ricas em açúcares. Iogurtes sem açúcar ajudam a restaurar a flora natural de bactérias da boca, aumentando a competição por alimentos, o que inibe a proliferação da Cândida.

Em bebês, é importante limpar bem chupetas, talheres ou mamadeiras após o uso para evitar a colonização de fungos. Seguindo o mesmo raciocínio, um creme antifúngico deve ser aplicado ao mamilo da mãe após correta limpeza do mesmo.

Referências bibliográficas:

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/sapinho-candidiase-oral/

Candidíase oral: conheça os sintomas e como tratar

Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

Há apenas poucas décadas, a saúde bucal do brasileiro era considerada um assunto sem importância. No entanto, felizmente, nos últimos tempos essa realidade mudou. Hoje, somos um dos países que mais se preocupa com essa questão. Por conta disso, precisamos saber cada vez mais sobre o assunto e conhecer os principais problemas que afetam a boca, como a candidíase oral.

A maioria de nós certamente já ouviu falar, pelo menos alguma vez, sobre a candidíase. Essa doença, de origem fúngica, pode ser transmitida por meio do contato sexual e, normalmente, atinge a região genital, da virilha ou de áreas adjacentes. Como, afinal, ela pode atingir a nossa boca? Quais são as implicações desse problema para a saúde bucal e do organismo?

A seguir, nós conversaremos melhor sobre este tema, esclarecendo as principais dúvidas sobre a candidíase oral e elucidando quais são as suas principais características, sintomas e, claro, tratamentos disponíveis para essa doença. Vamos lá? Boa leitura!

O que é, afinal, a candidíase oral?

A candidíase oral é um dos muitos problemas conhecidos popularmente como ‘’sapinho’’. Ela é responsável pelo surgimento de uma série de sinais que afetam as mais variadas regiões de nossa boca, embora sejam muito mais recorrentes na área da língua.

Além de afetar a saúde bucal, a candidíase pode trazer malefícios para outras regiões, espalhando para, por exemplo, órgãos do sistema respiratório e até mesmo para a nossa pele.

Pessoas de todas as idades podem ser afetadas por esse problema, ainda que os bebês sejam normalmente os principais acometidos. Por isso, conhecer bem os sintomas e as formas de contágio é algo fundamental.

Como essa doença é transmitida?

Como mencionado no início de nossa conversa, a candidíase é um problema originado pela presença exarcebada de um fungo em nosso organismo, conhecido pelo nome científico de Candida albicans.

Esse fungo é normalmente passado de pessoa para pessoa por meio do contato direto. Um bom exemplo de prática que favorece essa transmissão é o beijo, mas o contato sexual também pode ser o responsável pelo contágio.

Além disso, o ato de compartilhar utensílios e objetos também pode ser um possível agente causador do problema. Essa é, inclusive, uma das causas mais comuns para o contágio em bebês e crianças pequenas.

Quais são as suas causas mais comuns?

O fungo causador da cândida pode estar presente em nosso organismo de forma quase natural. Ele, no entanto, não é um problema para pessoas que estejam com o organismo em um estado forte e saudável.

Por conta disso, podemos dizer que a queda na imunidade é a principal causadora do problema. Com a redução das defesas naturais do corpo e o desequilíbrio de bactérias benéficas em nosso organismo, por exemplo, é muito comum que a colônia de Candida albicans cresça de forma descontrolada, fazendo com que as lesões típicas da doença apareçam.

Bebês, crianças pequenas, idosos ou pessoas portadoras de doenças crônicas (como o câncer, a diabetes ou até mesmo a AIDS) têm mais chances de desenvolver esse problema. Indivíduos que estão constantemente expostos a situações estressantes ou que façam uso frequente de antibióticos também fazem parte dos grupos de risco para a candidíase oral.

Como é feita a prevenção da candidíase oral?

Prevenir esse problema nem sempre é algo possível. No entanto, algumas boas práticas podem fazer com que as chances de contrair essa doença sejam consideravelmente reduzidas. A primeira é, claro, evitar o contato direto com pessoas estranhas, especialmente sem proteção (no caso de relações sexuais).

Em seguida, podemos citar a adoção de bons hábitos e um estilo de vida mais saudável. Pessoas que se alimentam bem, vivem menos estressadas e têm um estado de saúde melhor estão, consequentemente, com uma imunidade mais fortalecida.

Além disso, evitar o cigarro, álcool e fazer o tratamento adequado para eventuais doenças crônicas também são ótimas maneiras de evitar esse problema. Cuidar da higiene bucal também ajuda bastante, já que evita o desequilíbrio do pH bucal e de outros problemas na região.

Quais são os sintomas mais comuns para o problema?

A seguir, conferiremos alguns dos sintomas mais emblemáticos da candidíase oral. Vale a pena salientar que nem todas as pessoas apresentarão todos os sinais mencionados. Portanto, o surgimento de apenas alguns (ou até mesmo de um) deles é o suficiente para fazer com que uma consulta com um dentista seja agendada o quanto antes.

Confira, então, os sintomas mais comuns desse problema:

  • sensação de secura na boca;
  • rachaduras em toda a cavidade oral;
  • surgimento de lesões avermelhadas;
  • aparecimento de lesões brancas por toda a boca;
  • desenvolvimento de uma secreção de cor branca, com aspecto de queijo;
  • dor para engolir;
  • redução do apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • sensação de inchaço na garganta.

Caso note alguma alteração em sua boca, não deixe de procurar um dentista de confiança. Tratamentos que começam mais cedo trazem resultados muito mais rápidos e eficazes!

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Como é feito o diagnóstico e quais são os tipos de tratamento existentes?

Agora que você já conhece as principais características da candidíase oral, chegou o momento de descobrir como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos mais comuns para esse problema. Na consulta, o dentista observará o seu histórico e, a partir de suas queixas, dará segmento à investigação.

Na maioria das vezes, o exame visual das lesões é o suficiente para fechar um diagnóstico. No entanto, o dentista também pode colher uma amostra celular e examinar as suas células em um microscópio, fazendo uma análise mais aprofundada do caso.

Os tratamentos normalmente envolvem a aplicação tópica ou administração por via oral de medicamentos que combatem o fungo. Outros medicamentos também podem ser utilizados para reduzir sintomas simultâneos, como a dor ou o desconforto. No entanto, apenas um profissional qualificado pode fazer a prescrição correta para o seu caso.

Como podemos ver, a candidíase oral é um problema que pode gerar uma série de malefícios para a saúde dos pacientes acometidos. Por isso, procurar um dentista ao notar algum sintoma é sempre a melhor opção, já que esse problema se resolve muito mais rapidamente com uma intervenção veloz e uma rápida instauração do tratamento adequado!

Para tirar mais dúvidas sobre esse e outros temas referentes à saúde bucal, entre em contato com a gente! A nossa equipe conta com profissionais altamente qualificados e que podem ajudá-lo a tratar melhor de sua boca e de seu sorriso. Aguardamos a sua mensagem!

Источник: https://blog.odontocompany.com/candidiase-oral-conheca-os-sintomas-e-como-tratar/

Candidíase oral

Sapinho na boca- Como tratar a candidíase oral?

Este fungo, juntamente com outros, é um comensal na mucosa oral e pode ocasionar infeção mais frequente em bebés, quando há terapêutica antibacteriana, nos doentes que utilizam próteses e nos imunodeprimidos.

As lesões são caracterizadas por placas ou nódulos brancos, de consistência variável, podendo suas bordas apresentarem-se eritematosas.

Podem ser assintomáticas ou haver queixa de dor ou ardência, com dor intensa, ferida, inflamação da mucosa e tendência para sangramento.

Admite-se que, até 60% das pessoas saudáveis são portadoras assintomáticas de Candida spp.

A Candida albicans é o mesmo agente capaz de ocasionar a candidíase vaginal e complicar a dermatite das fraldas. É frequente nos recém-nascidos porque contraem a infeção ao passar pelo canal vaginal durante o parto.

A candidíase oral pode também ser contraída pela inalação de corticosteroides e após terapêutica antibiótica, neste caso, estes doentes devem ser dirigidos ao médico porque podem sofrer de distúrbios imunitários e pode também ser um problema para doentes com próteses.

As lesões cremosas surgem na língua, no interior das bochechas, no céu-da-boca, gengivas e amígdalas. São dolorosas e podem sangrar quando são raspadas, dá a sensação de algodão na boca, pode ainda haver diminuição do paladar.

Nos casos graves as lesões podem espalhar-se pelo esófago dificultando a deglutição dando a sensação que tem alimentos a obstruir a garganta.

Os lactentes podem ter dificuldade em alimentar-se e manifestar irritação, podendo transmitir a infeção aos seios maternos, podendo ocorrer na mãe sintomas como mamilos vermelhos e sensíveis com prurido, pele lesionada, dor ao amamentar.

Qualquer pessoa pode apresentar candidíase oral mas há fatores predisponentes como: lactente, compromisso do sistema imunitário, uso de próteses dentárias, possuir patologias orais, diabetes ou anemia, tomar certos medicamentos como antibióticos ou corticosteroides orais ou inalados, estar submetido a quimioterapia ou radioterapia para o cancro, ter diabetes, anemia grave, deficiência em ferro, folato ou vitamina B12, ter a saúde debilitada, uso excessivo de soluções de desinfeção oral, possuir xerostomia ou ser fumador, cateteres venosos, terapia de substituição renal, cuidados intensivos e respiração assistida prolongada, gravidez, contracetivos orais de doses elevadas de estrogénios, psoríase, dermatites, malnutrição, maceração cutânea, calor, humidade, corticosteroides tópicos, idoso.

Tratamento da Candidíase Oral

Podem aplicar-se medidas gerais e utilizar medicamentos na terapêutica da candidíase oral.

Medidas Gerais

Podem incluir-se nestas medidas gerais, as que são recomendadas com efeito aditivo dos medicamentos para a cura da candidíase, assim como as medidas preventivas que podem ser tomadas para evitar a infeção.

A ingestão de iogurte simples não açucarado e cápsulas de Lactobacillus acidophilus que reequilibram a flora da boca e garganta, lavar a boca com água salgada morna pode dar algum alívio e, no caso de usar próteses estas devem ser bem lavadas diariamente. Na presença de infeção fúngica vaginal, deve ser tratada de imediato. Reduzir a ingestão de alimentos açucarados e com fungos, que facilitam a infeção.

Há um conjunto de medidas essenciais como adjuntas da terapêutica medicamentosa que se destinam a aliviar a duração da infeção e reduzir a transmissão, que se resumem abaixo:

  • Efetuar o tratamento até ao final;
  • As tetinas dos biberões e as chuchas devem ser fervidas à parte durante 20 minutos antes da última esterilização;
  • Após cada mamada, deve ser dada ao bebé, 5-10 mL de água fervida para remover da boca os restos de leite;
  • Manter boa higiene das mãos antes e depois da mamada;
  • Nos jardins de infâncias, não permitir troca de chuchas;
  • Ferver talheres, copos e pratos das pessoas afetadas.

Há alguns cuidados a seguir que podem contribuir para minimizar o risco da candidíase oral:

  • No diabético: manter a glicemia controlada;
  • No tratamento com corticosteroides inalados: aplicar a técnica correta de inalação, usar um dispositivo de câmara e enxaguar a boca após cada inalação;
  • No uso de próteses: manter a prótese fora da boca durante a noite ou durante 6 horas/dia, lavando-a frequentemente com desinfetante e esfregando-a e deixando secar. Lavar o interior da boca com uma escova. Consultar o dentista se a prótese não conseguir ficar bem fixa.
  • Toma de medicamentos que causam boca seca: falar com o médico;
  • Nas anemias: tratar corretamente;
  • No fumador: deixar de fumar;
  • Imunodepressão de qualquer origem: pode chupar pastilhas contra a candidíase (com antifúngico).

O uso da chupeta no recém-nascido

Источник: https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/candidiase-oral

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