Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

Contents
  1. Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento
  2. Ciclo menstrual normal
  3. Ciclo menstrual na SOP
  4. O que causa a síndrome dos ovários policísticos?
  5. Sintomas
  6. Tratamento
  7. Diferenças entre ovário policístico e cisto no ovário
  8. Referências bibliográficas
  9. Síndrome do ovário policístico: sintomas, tratamentos e causas
  10. Fatores de risco
  11. Sintomas de Síndrome do ovário policístico
  12. Buscando ajuda médica
  13. Na consulta médica
  14. Diagnóstico de Síndrome do ovário policístico
  15. Tratamento de Síndrome do ovário policístico
  16. Medicamentos para Síndrome do ovário policístico
  17. Convivendo/ Prognóstico
  18. Complicações possíveis
  19. Referências
  20. Síndrome de Ovário Poliquístico
  21. Causas da síndrome do ovário poliquístico
  22. Sintomas na síndrome do ovário poliquístico
  23. Diagnóstico da síndrome do ovário poliquístico
  24. A síndrome do ovário poliquístico tem cura?
  25. Tratamento da síndrome do ovário poliquístico
  26. Medidas gerais
  27. Tratamento Médico
  28. Tratamento cirúrgico
  29. Quem tem SOP pode engravidar?
  30. Ovário policístico: o que é, sintomas e principais dúvidas
  31. Sintomas de ovário policístico
  32. Como deve ser o tratamento
  33. Dúvidas comuns
  34. 1. Quem tem ovário policístico sempre tem menstruação irregular?
  35. 2. Por que aparecem mais pelos no corpo e a menstruação fica irregular?
  36. 3. É possível engravidar mesmo com ovários policísticos?
  37. 4. Ter ovários policísticos prejudica a gravidez?
  38. 5. Os ovários policísticos também podem trazer mais problemas de saúde?
  39. 6. Os sintomas continuam mesmo depois da menopausa?
  40. O que é síndrome dos ovários policísticos (SOP)? | Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP
  41. O que é a síndrome dos ovários policísticos (SOP)?
  42. O que provoca a SOP e quais são os sintomas?
  43. Principais sintomas da SOP
  44. Como a SOP é diagnosticada?
  45. Exames realizados para diagnosticar a SOP
  46. Quais são as possibilidades de tratamento para a SOP?

Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

A síndrome dos ovários policísticos (SOP), também chamada de síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP), é uma doença caracterizada pela presença de múltiplos cistos nos ovários, associados a uma desregulação do ciclo ovulatório e dos hormônios femininos.

Cisto é uma espécie de saco formado por uma fina membrana, contendo líquido ou ar em seu interior. É como aquelas bolhas que surgem na pele após uma queimadura ou no pé após o uso de sapato desconfortável. O cisto é uma estrutura fechada que não tem comunicação direta com o tecido no qual ele está inserido.

Para entender por que surgem vários cistos no ovário é preciso primeiro conhecer o ciclo ovulatório normal. Vamos resumi-lo:

Ciclo menstrual normal

O ciclo da ovulação ocorre por uma sequência de eventos desencadeados pelo cérebro, ovários e útero, que ocorrem em média uma vez a cada 28 dias (em algumas mulheres este ciclo é maior, em outras menor). O ciclo ovulatório é controlado basicamente por 4 hormônios, dois deles, FSH e LH, produzidos pela glândula hipófise do cérebro, e outros dois, estrogênio e progesterona, produzidos pelos ovários.

Durante a primeira metade do ciclo, o cérebro produz o hormônio FSH, que estimula o ovário a desenvolver vários folículos (um tipo de cisto). Na presença do FSH, os folículos começam a se desenvolver, crescendo e amadurecendo. Sete dias após o início do ciclo, é possível detectar na ultrassonografia do ovário vários folículos medindo entre 9 e 10 milímetros.

Estes folículos ovarianos começam a produzir estrogênio. Conforme os níveis de estrogênio vão crescendo, um dos folículos se torna dominante, desenvolvendo-se mais rápido que os outros, que param de crescer e começam a involuir. Este folículo dominante é quem vai liberar o óvulo no momento da ovulação.

O pico na produção de estrogênio ocorre um dia antes da ovulação. No momento de concentração máxima do estrogênio, outro hormônio da hipófise é liberado, o LH. Estamos agora exatamente no meio do ciclo, ao redor do 14º dia em casos de ciclos menstruais de 28 dias. 36 horas após a liberação do LH, ocorre o rompimento do folículo dominante e a liberação do óvulo.

Após a ovulação, o ovário produz estrógeno e progesterona, que preparam o útero para a implantação e possível gravidez. Se o óvulo não for fecundado, ele é absorvido e a produção de LH, estrogênio e progesterona é interrompida. Sem estes hormônios o útero descama, surgindo assim a menstruação.

Portanto, a menstruação é um sinal que a mulher ovulou mas não foi fecundada.

Para ler sobre o ciclo menstrual com mais detalhes sugerimos dois textos:

  • CICLO MENSTRUAL
  • PERÍODO FÉRTIL.

Ciclo menstrual na SOP

Nas mulheres com SOP, os folículos que surgem devido à ação do FSH são incapazes de crescer até um tamanho que provocaria a ovulação, não havendo, portanto, o desenvolvimento de um folículo dominante.

Sem o folículo dominante, não ocorre ovulação nem estímulo para os folículos restantes involuírem, havendo acúmulo progressivo dos mesmos, fato que é responsável pelo aspecto policístico que os ovários adquirem.

A ausência de ovulação e a presença constante de folículos desregula todo o ciclo de produção de FSH, LH, estrogênio e progesterona. A mulher com ovário policístico pode não ovular por vários ciclos, o que é facilmente perceptível pela natureza irregular das suas menstruações.

O que causa a síndrome dos ovários policísticos?

Não se sabe bem ao certo o que provoca a SOP. É provável que a mesma seja o resultado da associação de fatores genéticos e factores ambientais. Cerca de 10% das mulheres possuem a síndrome dos ovários policísticos em algum grau.

A influência genética é forte. Mulheres com ovário policístico frequentemente possuem uma mãe ou irmã também com a doença. Pesquisadores ainda estão à procura dos genes responsáveis pela doença.

Uma achado muito comum nas mulheres com síndrome dos ovários policísticos é um aumento dos níveis de testosterona, o principal hormônio masculino. Outra alteração comum é a resistência a insulina. A paciente produz insulina normalmente, mas os seus tecidos são resistentes a sua ação, causando uma alteração nos valores de glicose no sangue.

Sintomas

A síndrome dos ovários policísticos é chamada de síndrome porque possui um conjunto de sinais e sintomas que podem ou não estar presentes.  A doença pode ser mais branda em algumas mulheres e mais exuberante em outras.

As principais características da SOP são a menstruação irregular, que é provocada pelos ciclos anovulatórios (ciclos menstruais em que a mulher não ovula), infertilidade, obesidade, aumento dos pelos e acne. Laboratorialmente é comum encontrar níveis elevados de glicose no sangue. Em cerca de 10% dos casos, a alteração da glicose sanguínea é suficiente para causar diabetes mellitus tipo 2.

O excesso de testosterona, chamado de hiperandrogenismo, é responsável por alguns dos sinais e sintomas típicos da síndrome dos ovários policísticos. Hirsutismo é o nome dado à presença de pelos na mulheres em locais com características masculinas.

Os pelos costumam surgir acima do lábio superior, no queixo, ao redor dos mamilos e abaixo do umbigo. A mulheres também podem apresentar uma calvície com padrão masculino.

O excesso de hormônios masculinos também é o responsável pelo aumento da oleosidade da pele e surgimento da acne (cravos e espinhas).

A dificuldade para engravidar é muito comum nas mulheres com a síndrome. Os frequentes ciclos anovulatórios são a causa dessa dificuldade. Muitas das pacientes com SOP acabam precisando de tratamento para infertilidade para conseguir engravidar.

A ausência de ovulação e as alterações hormonais da SOP aumentam o risco do desenvolvimento do câncer do endométrio, que é a parede interna que reveste o útero.

Outro achado comum na síndrome dos ovários policísticos é a síndrome metabólica, caracterizada per excesso de peso, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol e hipertensão arterial. Pacientes com síndrome metabólica têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Acantose nigricans é o nome que damos ao aumento da pigmentação da pele nas regiões da nuca, dobras cutâneas, articulações ou cotovelos, que tornam-se mais escuras. É uma achado típico nos pacientes obesos e com resistência à insulina.

Outras alterações comuns são a apneia do sono e esteatose hepática.

Tratamento

Não existe cura para a síndrome dos ovários policísticos. Porém, há tratamento efetivos que conseguem controlar bem os sintomas da doença.

O tratamento é geralmente direcionado para os sintomas mais exuberantes. Nas mulheres com hiperandrogenismo, o uso de pílulas anticoncepcionais ajuda a diminuir a produção de hormônios masculinos. O Acetato de ciproterona, hormônio presente na pílula Diane, tem uma boa ação antiandrogênica.

Se não houver resposta esperada após 6 meses de pílula, um diurético chamado espironolactona pode ser usado, por ter também atividade antiandrogênica, principalmente na pele, inibindo o hirsutismo. Outra droga com efeito antiandrogênico que pode ser usada é a Finasterida. Existe um creme chamado Vaniqa, que pode ser aplicado na pele, pois ele inibe o crescimento de pelos.

O uso de anticoncepcionais, além da parte estética, também é importante para regularizar o ciclo menstrual, diminuindo os riscos de câncer do endométrio. A pílula também age contra a acne.

A metformina é uma droga antidiabética muito usada na SOP, pois ajuda a controlar a resistência à insulina, ajustando os níveis de glicose sanguíneos. A metformina também ajuda a regular o ciclo menstrual.

Nas mulheres que desejam engravidar, o Clomid (citrato de clomifeno) costuma ser o medicamento mais usado para induzir ovulação. A metformina é frequentemente usada para aumentar a eficácia do Clomid.

A prática de exercícios físicos e a perda de peso são importantes, pois atuam melhorando a resistência à insulina, reduzem a produção de hormônios masculinos e protegem contra as doenças cardiovasculares.

Diferenças entre ovário policístico e cisto no ovário

O cisto de ovário e a SOP são doenças completamente distintas. Na síndrome dos ovários policísticos a paciente apresenta múltiplos cistos de tamanho pequeno, cerca de 5 mm (0,5 cm), espalhados pelos dois ovários. Geralmente estão presentes mais de dez cistos em cada lado.

Já o cisto de ovário é diferente. Ele é habitualmente uma lesão única e de tamanho maior, em geral, acima de 2 cm.

Se você procura informações sobre cisto simples de ovário, acesse o seguinte link: CISTO DE OVÁRIO – Sintomas e Tratamento.

Referências bibliográficas

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/ovario-policistico/

Síndrome do ovário policístico: sintomas, tratamentos e causas

Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

Síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio hormonal comum nas mulheres em idade reprodutiva. Também conhecida como síndrome de Stein-Leventhal, a doença é definida por um aumento de tamanho dos ovários, que criam várias bolsas cheias de líquido (cistos).

É comum a mulher apresentar elevados níveis de hormônios masculinos, ao ponto de, em certos casos, apresentar características masculinas, como excesso de pelos. Em adolescentes, a menstruação pouco frequente ou ausente pode ser sinal da doença.

A causa exata da síndrome dos ovários policísticos é desconhecida. O diagnóstico e o tratamento precoces podem reduzir o risco de complicações de longo prazo, tais como diabetes do tipo 2 e as doenças cardíacas.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Fatores de risco

A medicina ainda não descobriu o que causa a síndrome dos ovários policísticos. No entanto, alguns fatores são frequentemente associados com a doença:

  • Excesso de insulina
  • Resistência à insulina
  • Histórico familiar
  • Baixo peso ao nascer
  • Pubarca precoce (aparecimento dos pelos pubianos no início da puberdade).

Sintomas de Síndrome do ovário policístico

Os primeiros sintomas da síndrome dos ovários policísticos geralmente acontecem logo após a primeira menstruação. Em alguns casos, a doença se desenvolve mais tarde, durante os anos reprodutivos, provavelmente em resposta a algum gatilho hormonal, como o ganho de peso.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, assim como a gravidade. Para ser diagnosticado com a doença, é preciso ter pelo menos dois dos seguintes sinais:

  • Menstruação anormal, por exemplo, com intervalos menstruais de 35 dias, menos de oito ciclos menstruais por ano, amenorreia por quatro meses ou mais e períodos de menstruação intensa e prolongada
  • Níveis elevados de hormônios masculinos (andrógenos), que podem resultar em características físicas como excesso de pelos faciais e no corpo, acne adulta ou adolescente severa, calvície de padrão masculino
  • Pequenos cistos nos ovários identificados em ultrassonografia.

Buscando ajuda médica

Vá ao médico se você tem irregularidades menstruais – como períodos frequentes, períodos prolongados ou ausência de períodos menstruais – especialmente se você tem excesso de pelos no rosto e corpo ou acne.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

O diagnóstico precoce e o tratamento da síndrome do ovário policístico pode ajudar a reduzir o risco de complicações. As especialidades médicas que podem diagnosticar a síndrome dos ovários policísticos são:

  • Ginecologia
  • Obstetrícia
  • Clínico geral
  • Endocrinologia

Na consulta médica

Muito provavelmente você conversará sobre seus sintomas com um ginecologista. No entanto, poderá ser encaminhado também para um especialista em distúrbios hormonais (endocrinologista).

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Você já pode chegar preparado para conversar com o médico, levando algumas informações que são muito relevantes para o diagnóstico. Isso ajuda a otimizar a consulta, sobrando tempo para você fazer outras perguntas:

  • Anote quaisquer sintomas que você está sentindo, mesmo que eles não pareçam relacionados
  • Faça uma lista de todos os medicamentos, vitaminas e outros suplementos que você toma
  • Leve um caderno ou bloco de notas com você. Use-o para anotar informações importantes durante a sua visita.

Para fazer o diagnóstico de síndrome do ovário policístico, o profissional provavelmente fará algumas dessas perguntas:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

  • Quais sinais e sintomas você está enfrentando?
  • Há quanto tempo você sente isso? Com que frequência?
  • Quão grave são os seus sintomas?
  • Quando foi a última vez que você menstruou?
  • Você já ganhou peso desde que você começou a menstruar?
  • Alguma coisa melhora seus sintomas?
  • Alguma coisa piora os sintomas?
  • Você está tentando engravidar, ou você deseja engravidar?
  • Sua mãe ou irmã já foi diagnosticada com síndrome dos ovários policísticos?

Visita ao ginecologista

Diagnóstico de Síndrome do ovário policístico

Não existem testes específicos para diagnosticar a síndrome dos ovários policísticos. O diagnóstico é feito por exclusão – ou seja, os médicos consideram todos os sinais que você está sofrendo e excluem outras possibilidades até chegar a uma conclusão.

Durante o processo, o médico poderá examinar alguns pontos:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

  • Histórico médico, com informações sobre características da menstruação e sintomas recentes
  • Exame físico, incluindo informações como peso atual, altura e pressão arterial
  • Exame pélvico
  • Exames de sangue
  • Ultrassonografia pélvica.

Tratamento de Síndrome do ovário policístico

O tratamento para síndrome dos ovários policísticos geralmente se concentra na gestão dos sintomas e complicações, tais como infertilidade, acne ou obesidade.

O seu médico pode prescrever medicamentos para:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

  • Regular seu ciclo menstrual, como pílulas anticoncepcionais
  • Reduzir os níveis de insulina e prevenir diabetes tipo 2, como a metformina
  • Ajudar na ovulação, como os indutores de ovulação (citrato de clomifeno, por exemplo)
  • Reduzir o crescimento excessivo de pelos, como inibidores de hormônios andrógenos.

Se os medicamentos não ajudá-la a ficar grávida, uma cirurgia ambulatorial chamado perfuração ovariana laparoscópica é uma opção para algumas mulheres com SOP. Seu médico pode ajudá-lo a determinar se você é uma candidata para este tipo de cirurgia.

Neste procedimento, um cirurgião faz uma pequena incisão no abdômen e insere um tubo ligado a uma pequena câmara (laparoscópio). A câmera fornece ao cirurgião imagens detalhadas de seus ovários e órgãos pélvicos vizinhos.

Em seguida o cirurgião insere instrumentos cirúrgicos através de incisões pequenas e utiliza energia elétrica ou a laser para queimar buracos em folículos sobre a superfície dos ovários. O objetivo é o de induzir a ovulação.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Medicamentos para Síndrome do ovário policístico

Os medicamentos mais usados para o tratamento da síndrome do ovário policístico são:

  • Diane 35
  • Diclin
  • Glifage
  • Glifage XR
  • Metformina

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Convivendo/ Prognóstico

  • Mantenha o seu peso sob controle. A obesidade piora a resistência à insulina
  • Considere mudanças na dieta, para controlar os níveis de insulina no sangue
  • Faça atividades físicas.

Complicações possíveis

Ter síndrome dos ovários policísticos torne as seguintes complicações mais favoráveis, especialmente quando associadas com a obesidade:

  • Diabetes tipo 2
  • Pressão alta
  • Colesterol e triglicérides elevados
  • Níveis elevados de proteína c-reativa, um marcador de doença cardiovascular
  • Síndrome metabólica
  • Infertilidade
  • Esteatose hepática não alcoólica
  • Apneia do sono
  • Sangramento uterino anormal
  • Câncer de endométrio e de mamas, causado pela exposição a altos e contínuos níveis de estrógeno
  • Diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia.

Síndrome do ovário policístico pode levar à infertilidade

Referências

Revisado por: Jurandir Passos, ginecologista e obstetra do laboratório Exame, em Brasília – CRM 60633

Ministério da Saúde

Associação de Obstetricia e Ginecologia de São Paulo

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-do-ovario-policistico

Síndrome de Ovário Poliquístico

Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

A síndrome do ovário poliquístico (ou policistico) é caracterizada por alterações hormonais associadas com amenorreia (ausência de menstruação ou menstruações infrequentes), aumento relativo das hormonas masculinas, aumento da insulina e síndrome metabólica. Note-se que todas as mulheres possuem hormonas ditas “masculinas” como testosterona, mas em muito menores quantidades.

O desenvolvimento folicular normal não se dá ou dá-se raramente, parando nos estádios iniciais de desenvolvimento. Estes folículos são os “quistos ou cistos ” que dão origem à denominação.

As alterações hormonais são causa e simultaneamente efeito do desenvolvimento folicular desregulado.

A Síndrome do Ovário Poliquístico – SOP (no inglês Polycystic Ovary Syndrome – PCOS) é a patologia endócrina (hormonal) mais frequente em mulheres em idade reprodutiva, podendo atingir 5-10% deste grupo. Mulheres com SOP estão em risco de outras doenças por causa da patologia endócrina subjacente, pelo que devem ser acompanhadas nesse sentido.

É importante esclarecer a diferença entre a síndrome do ovário poliquístico / policístico e a presença de múltiplos quistos (ou cistos) no ovário.

Os quistos (ou cistos) no ovário são muito frequentes nas mulheres em idade reprodutiva, sendo habitualmente resultado do seu normal funcionamento, no contexto do ciclo menstrual. O facto de o nome da doença se basear no aspeto dos ovários na ecografia leva muitas vezes a confusão, pois este aspeto não implica uma alteração importante.

Ver os critérios de diagnóstico abaixo. Apesar do nome (Síndrome do Ovário Poliquístico), nem todas as mulheres afetadas têm vários quistos e nem todos os quistos múltiplos correspondem a esta doença.

Saiba, aqui, o que é um quisto (ou cisto) no ovário.

Causas da síndrome do ovário poliquístico

Esta síndrome está presente em cerca de 5-10% das mulheres em idade reprodutiva. Aparece mais frequentemente em algumas situações: excesso de peso e obesidade; diabetes; mulheres com familiares com a síndrome.

Atualmente pensa-se que a síndrome do ovário poliquístico tem algo de herdado geneticamente (dos pais) e do ambiente.

A resistência à insulina (algo associado à diabetes e à própria obesidade) desempenha um papel importante no seu aparecimento e parece estar na origem de muitas das alterações observadas.

Sintomas na síndrome do ovário poliquístico

Os sintomas podem ser muito variados, tal como a apresentação da doença. A doença habitualmente não causa dor no abdómen (barriga), nem engorda, apesar de estar relacionada (como uma das causas) com excesso de peso e obesidade.

Frequentemente, as mulheres com este problema apresentam:

  • Hirsutismo (demasiado pelo ou pelos em locais incomuns para as mulheres);
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Amenorreia ou oligomenorreia (ausência de menstruação ou menstruação infrequente);
  • Infertilidade;

Diagnóstico da síndrome do ovário poliquístico

Apesar do nome, nem todas as mulheres afetadas possuem quistos (ou cistos) e nem todos os quistos múltiplos correspondem à doença. Para efetuar o diagnóstico, dois dos três critérios necessitam estar presentes:

  • Poucas menstruações (oligomenorreia) e/ou ausência de ovulação (anovulação);
  • Sinais clínicos e/ou laboratoriais de aumento das hormonas masculinas (hiperandrogenismo);
  • Ovários poliquísticos e exclusão de outras explicações (doenças) para tal.

É frequente, as mulheres com esta doença apresentarem nas análises laboratoriais hiperandrogenismo, ou aumento das hormonas sexuais tipicamente masculinas. A virilização não é frequente e deve colocar em causa o diagnóstico. Ou seja, não é comum, as hormonas causarem um aspeto mais masculino da mulher.

Dos exames realizados, podem frequentemente ser observados na ecografia:

  • 12 ou mais folículos pequenos (quistos) em cada ovário, bem como ovários com maior volume que o habitual;
  • Ausência de sinais de ovulação em ecografias seriadas (seguidas), bem como ausência das alterações normais ao longo do ciclo menstrual normal e regular.

Veja imagens de Ecografia.

A síndrome do ovário poliquístico tem cura?

Na maioria das situações de SOP, o prognóstico é bom. Dependendo da situação, uma avaliação com o seu médico pode determinar o diagnóstico correto e delinear um plano de tratamento, que depende do caso, nomeadamente se pretende engravidar. Em vários casos, a síndrome pode ser curada.

Saiba, de seguida, como tratar a síndrome do ovário poliquístico.

Tratamento da síndrome do ovário poliquístico

O tratamento da síndrome do ovário poliquístico deve ser individualizado, já que depende tanto dos sintomas como do estado geral da mulher, doenças e características identificadas e pretensões da mesma, nomeadamente em relação à infertilidade.

Medidas gerais

Cerca de 40%-50% das mulheres com SOP são obesas (possuem excesso de peso). Fazer uma dieta adequada (alimentação saudável) e praticar exercício físico de forma regular podem melhorar muito, e até resolver, algumas das consequências da síndrome, como a subfertilidade.

A perda de peso pode levar, só por si ou associada a medicação, a um reinício de ciclos ovulatórios (menstruações regulares). Por este motivo, e se uma gravidez não for desejada, está indicado um aconselhamento com o médico acerca de contraceção eficaz (como tomar a pílula), pois a fertilidade pode aumentar.

A perda de peso pode ser considerada uma medida desejável por vários motivos, pelo que deve ser procurada, mesmo que não resolva completamente as queixas. Entre 5 a 10% de perda de peso traz, muitas vezes, mudanças significativas no perfil hormonal.

Tratamento Médico

Uma simples pílula anticoncecional combinada pode controlar os sintomas de androgenismo. Em mulheres obesas com mais de 40 anos (ou fumadoras), no entanto, é melhor que o seu uso seja aconselhado por um médico.

Alternativas poderão ser um sistema intrauterino com progestativo (hormona) e uma pílula com progestativos apenas, ou mesmo o uso durante alguns dias do mês de um progestativo.

Qualquer destes tratamentos tem a vantagem de controlar a espessura endometrial, prevenindo o aumento exagerado e prolongado dessa camada do útero (hiperplasia do endométrio) [ver ciclo menstrual].

A metformina é um medicamento (ou remédio) que poderá ser uma opção para melhorar o perfil hormonal e reiniciar ovulação, sendo mais eficaz em conjunto com medidas gerais (emagrecimento e/ou indutores de ovulação). O seu papel é limitado e deve ser sempre aconselhada por um médico. A metformina por si só não emagrece, mas pode ajudar a emagrecer, com dieta e exercício físico.

Dependendo das queixas e quadro clínico, o seu médico poderá propor estes e outros medicamentos (ou remédios). De uma forma geral, havendo história de infertilidade e indicação para uso de fármacos indutores de ovulação, este uso deve ser monitorizado por um médico com experiência em infertilidade.

Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico (cirurgia ou operação) da síndrome do ovário poliquístico deve ser reservado para casos em que as medidas gerais e tratamento médico falham.

O tratamento cirúrgico pode repor os ciclos menstruais, mas incorre nos riscos inerentes a uma videolaparoscopia, apesar de simples.

Este tratamento cirúrgico, habitualmente realizado por laparoscopia, sob anestesia geral, é baseado na destruição, parcial, do tecido ovárico por meio de energia elétrica/térmica (Drilling ovárico).

Deve ser criteriosamente ponderado o diagnóstico e indicações para este tipo de cirurgia, dados os riscos de redução da reserva ovárica quando mal planeada ou executada. Nos casos refratários às outras medidas pode ser uma opção viável.

A cirurgia de ovário poliquístico tem poucas complicações, e espera-se uma recuperação rápida. O mais importante passa por haver uma clara indicação para o procedimento e existir experiência no mesmo, dado o potencial de poder prejudicar gravemente a quantidade de ovócitos disponíveis nos ovários. Não deverá ser efetuada antes de consultar um especialista em infertilidade.

Quem tem SOP pode engravidar?

O seu médico de família ou ginecologista poderão diagnosticar a doença e verificar, consigo, se existe indicação para algum tipo de tratamento. Para engravidar, deve esclarecer esta situação de forma rápida, e aí pode também procurar um especialista em infertilidade, que a poderá ajudar a delinear o estudo e tratamento.

Pode, no entanto, engravidar naturalmente. A probabilidade de gravidez natural aumenta com a perda de peso, que também torna mais fácil o tratamento.

Quando é necessária medicação para ovular, a probabilidade de gémeos aumenta, ou mesmo trigémeos, e é esta uma razão para nunca o fazer sem controlo de alguém com experiência nestes tratamentos.

A gravidez gemelar está sujeita a muito mais complicações do que uma unifetal (única), pelo que se considera uma complicação do tratamento.

Saiba, aqui, tudo sobre otimização da fertilidade.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ginecologia/sindrome-de-ovario-poliquistico/

Ovário policístico: o que é, sintomas e principais dúvidas

Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

A síndrome dos ovários policísticos, também conhecida como SOP, é um a condição comum e que pode acontecer em mulheres em todas as idades, apesar de ser mais frequente no início da adolescência.

Essa condição é caracterizada por alterações nos níveis de hormônios circulantes no sangue, o que acaba por favorecer a formação de diversos cistos no ovário, levando ao surgimento de sintomas como menstruação irregular e dificuldade para engravidar, por exemplo.

Além disso, é possível que surjam outros sintomas relacionados ao aumento dos níveis de hormônios, principalmente testosterona, como acne e aparecimento de pelo no rosto e no corpo.

O diagnóstico é feito pelo ginecologista a partir da análise dos sintomas apresentados pela mulher e resultado dos exames solicitados, sendo, então, possível iniciar o tratamento adequado que é feito com remédios que têm como objetivo aliviar os sintomas e regular os níveis hormonais.

Sintomas de ovário policístico

Os sinais e sintomas de ovário policístico pode variar entre mulheres e com a alteração hormonal, no entanto, de forma geral, os sintomas de ovário policístico são:

  • Menstruação irregular ou ausência de menstruação;
  • Queda de cabelos;
  • Dificuldade para engravidar;
  • Aparecimento de pelos no rosto e no corpo;
  • Aumento da oleosidade da pele;
  • Maior chance de desenvolver acne;
  • Ganho de peso de forma não intencional;
  • Atraso no desenvolvimento das mamas.

Caso a mulher identifique o aparecimento de pelo menos dois dos sintomas, é importante consultar o ginecologista para que seja feita uma avaliação e possam ser solicitados exames para que seja investigada a possibilidade de cistos no ovário. Veja como é feito o diagnóstico da SOP.

A SOP não possui causa bem definida, no entanto acredita-se que pode ser favorecida pela interação de diversos fatores, como genética, metabolismo, resistência insulina, alimentação inadequada e falta de prática de atividade física.

Além disso, o sobrepeso e a pré-diabetes pode também favorecer a SOP, pois essas situações levam a alterações hormonais, inclusive o aumento dos níveis de testosterona, que é o principal hormônio relacionado com o aparecimento dos cistos.

Como deve ser o tratamento

O tratamento da síndrome do ovário policístico deve ser feito de acordo com a recomendação do médico, podendo ser indicados remédios para aliviar os sintomas, como pílula anticoncepcional ou Flutamida, ou pode ser recomendado o uso de remédios para favorecer a gravidez, como Clomifeno ou Metmorfina. Nos casos mais graves, quando há uma grande quantidade de cistos, aumentando o tamanho do ovário, pode ser recomendada a realização de cirurgia para retirar os cistos ou o ovário.

Além disso, é importante que a mulher siga uma alimentação adequada, ou seja, que não favorece alterações hormonais e que promovam a sua saúde e bem-estar. Confira no vídeo a seguir algumas dicas de alimentação para ovário policístico:

Dúvidas comuns

A seguir encontram-se as dúvidas mais comuns relacionadas à síndrome do ovário policístico:

1. Quem tem ovário policístico sempre tem menstruação irregular?

Não. Apesar de a menstruação irregular ser um dos principais sintomas dessa doença, mais da metade das mulheres que têm esse problema não apresenta nenhum sintoma, sendo a alteração nos ovários descoberta apenas durante a consulta de rotina ao ginecologista.

2. Por que aparecem mais pelos no corpo e a menstruação fica irregular?

O aparecimento de sintomas como pelos no rosto e menstruação irregular são causados principalmente pelo aumento da testosterona, hormônio que deve estar presente no organismo da mulher, mas apenas em pequenas quantidades.

3. É possível engravidar mesmo com ovários policísticos?

Sim, pois em geral as mulheres com este problema têm uma boa resposta a medicamentos que induzem a ovulação, como o Clomifeno. Além disso, apesar de a menstruação ser irregular, em alguns meses a mulher pode ovular espontaneamente, conseguindo engravidar sem ajuda médica.

No entanto, é aconselhado procurar o médico para aumentar as chances de gravidez, especialmente após 1 ano de tentativas de engravidar sem sucesso. Entenda quando procurar ajuda para engravidar.

4. Ter ovários policísticos prejudica a gravidez?

Sim, vários estudos demonstraram que mulheres que têm ovários policísticos normalmente apresentam maior dificuldade para conseguir engravidar.

As complicações ocorrem principalmente em mulheres que estão acima do peso, sendo importante fazer o pré-natal adequado, se exercitar e ter uma alimentação saudável para diminuir os riscos de complicações.

5. Os ovários policísticos também podem trazer mais problemas de saúde?

Sim, pois mulheres com esse problema têm maiores chances de desenvolver doenças graves como diabetes, ataque cardíaco, pressão alta, colesterol elevado, câncer de endométrio, que é a parede interna do útero, ansiedade, depressão e apneia do sono, que é quando a respiração para durante alguns instantes enquanto se dorme.

Para diminuir o risco destas complicações, é importante ter uma vida saudável, praticando atividade física regularmente, tendo uma alimentação saudável, parando de fumar e de consumir álcool em excesso, além de fazer o tratamento adequado com o ginecologista.

6. Os sintomas continuam mesmo depois da menopausa?

Sim, pois na menopausa há diminuição dos hromônios femininos e, por isso, a mulher passa a sofrer ainda mais com o enfraquecimento e a queda de cabelo, e o crescimento de pelos em outras partes do corpo, como rosto e peito. Além disso, o risco de problemas como ataque cardíaco, AVC e diabetes também aumentam depois da menopausa.

Источник: https://www.tuasaude.com/ovario-policistico/

O que é síndrome dos ovários policísticos (SOP)? | Dra. Adriana de Góes | Reprodução Humana SP

Síndrome Ovários Policísticos: sinais e tratamento

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é considerada o distúrbio endócrino mais comum em mulheres em idade reprodutiva e a principal causa de infertilidade por anovulação (ausência de ovulação).

Embora a SOP apresente uma prevalência que varia de 5% a 10% em mulheres entre 15 e 44 anos, a maioria descobre a doença quando tem problemas para engravidar. Entretanto, qualquer mulher, independentemente da etnia, pode desenvolvê-la após a puberdade.

O risco é ainda maior em mulheres obesas ou quando há casos relatados de incidência na família – mãe, irmã ou tia –, uma vez que fatores genéticos estão entre as causas que podem provocar o seu desenvolvimento.

Vou explicar, neste artigo, tudo sobre a síndrome dos ovários policísticos, dos sintomas ao diagnóstico e tratamento.

O que é a síndrome dos ovários policísticos (SOP)?

Descrita pela primeira vez em 1935, a SOP pode ser definida como um distúrbio heterogêneo, com múltiplas complexidades reprodutivas, estéticas e metabólicas, que se caracteriza por disfunção na ovulação e hiperandrogenismo – produção excessiva de hormônios andrógenos, como a testosterona –, além da presença de morfologia ovariana policística.

Causa o aumento do tamanho dos ovários e o desenvolvimento de múltiplos cistos pequenos na parte externa deles (ovários policísticos), que apresentam uma diversidade de sinais e sintomas relacionados à disfunção ovariana.

Ao mesmo tempo, a alteração hormonal provocada pelo hiperandrogenismo estimula o surgimento de vários traços masculinos, entre eles o crescimento de pelos em locais pouco comuns, como a face, por exemplo, chamado hirsutismo.

Se não for adequadamente tratada, pode, ainda, causar problemas na saúde metabólica a longo prazo, contribuir para o desenvolvimento de doenças, como o diabetes tipo 2 e estados de depressão, assim como aumentar o risco de câncer de ovário e endométrio.

O que provoca a SOP e quais são os sintomas?

Mesmo que a causa exata da SOP não seja conhecida, alguns fatores desempenham um papel importante para o desenvolvimento dela:

Resistência à insulina: a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem como função metabolizar a glicose para gerar energia. A resistência à insulina eleva os níveis de açúcar no sangue e, consequentemente, a sua produção. Em excesso, ela também aumenta os hormônios andrógenos, causando dificuldades na ovulação.

Inflamação de baixo grau: um tipo de inflamação de baixo grau, presente nas mulheres com SOP, estimula os ovários policísticos a produzirem andrógenos, o que pode provocar problemas cardíacos e vasculares.

Genética: diferentes pesquisas sugerem maior probabilidade para o desenvolvimento da doença em mulheres que possuem mães, irmãs ou tias afetadas por ela, se comparadas com as que não possuem.

Principais sintomas da SOP

Além da presença de múltiplos cistos nos ovários, os principais sintomas da síndrome dos ovários policísticos são:

  • Aumento do volume ovariano;
  • Ausência ou irregularidade da menstruação;
  • Ausência de ovulação (anovulação);
  • Aumento de peso;
  • Aparecimento de acne;
  • Hirsutismo (crescimento de pelos no rosto e outros locais do corpo);
  • Queda de cabelo;
  • Resistência à insulina (RI);
  • Problemas com a fertilidade;
  • Transtornos emocionais, tais como ansiedade e depressão.

Irregularidades menstruais do tipo amenorreia – ausência de fluxo menstrual – ou oligomenorreia – menstruação com frequência anormal, em intervalos de mais de 35 dias – são sintomas que indicam anovulação, principal consequência da SOP. Em casos mais graves, pode haver ainda sangramento uterino disfuncional e infertilidade.

A obesidade também é um fator de risco. Cerca de 50% das mulheres com SOP são portadoras da doença.

Como a SOP é diagnosticada?

O diagnóstico da SOP é feito de acordo com os Critérios de Roterdã. No entanto, desde o consenso original, já foram feitas algumas alterações, portanto a interpretação médica, considerando diversos dados clínicos, é fundamental para o diagnóstico.

O Critério de Roterdã estabelece que o diagnóstico seja feito quando dois destes três sintomas estiverem presentes:

  • Oligovulação (ovulação infrequente ou irregular) ou anovulação (ausência completa de ovulação);
  • Sinais clínicos e/ou bioquímicos de hiperandrogenismo, após a exclusão de outras causas, como aumento dos pelos, ou a presença deles em locais típicos do sexo masculino, queda de cabelos, calvície temporal e acne.
  • Morfologia policística dos ovários – existência de 12 ou mais folículos medindo de 2 mm a 9 mm de diâmetro e/ou volume ovariano acima de 10 cm3 – comprovados por ultrassonografia. Esse critério já não é mais fundamental para o diagnóstico.

O sintoma mais relatado e evidente de SOP é o hiperandrogenismo, provocado pelo aumento das taxas de testosterona no organismo.

Exames realizados para diagnosticar a SOP

Entre os exames necessários para diagnosticar a SOP estão os testes de hormônios femininos, utilizados para avaliar a fertilidade e os distúrbios hormonais, tais como FSH, LH, progesterona, estradiol e prolactina.

Após excluídas as outras causas, é indicada uma ultrassonografia, para examinar os ovários e identificar cistos. Se for confirmado o diagnóstico de SOP, exames complementares estão indicados, entre eles perfil lipídico e glicemia, para avaliar possíveis complicações, como diabetes e doença cardiovascular.

Quais são as possibilidades de tratamento para a SOP?

Para que seja definido o tratamento, devem ser avaliados a evolução da doença, os quadros clínico e laboratorial da paciente, assim como as suas necessidades. Os medicamentos incluem anticoncepcionais orais e hormônios esteroides de ação antiandrogênica, ou seja, capazes de bloquear ou inibir os sintomas masculinos.

Quando há sintomas ou alterações laboratoriais relacionadas à resistência insulínica, geralmente é adotado um agente sensibilizador, que, além de melhorar a sensibilidade, também ajuda a reduzir os sinais de hiperandrogenismo e a irregularidade menstrual.

As mulheres que são portadoras de obesidade e desejam engravidar podem optar pela indução da ovulação – estimulação dos ovários por medicamentos. As taxas de sucesso do procedimento são de até 80%, embora apenas 20% das mulheres consigam engravidar.

Nesse caso, técnicas de reprodução humana assistida (TRA), entre elas a fertilização in vitro (FIV), são as mais indicadas para as mulheres com ovários policísticos que pretendem engravidar.

Mudanças no estilo de vida, como a adoção de exercícios físicos e uma reeducação alimentar, são fundamentais para o sucesso do tratamento. A perda de peso em pacientes obesas, por exemplo, pode restaurar a ovulação e a regularidade menstrual, além de diminuir a resistência à insulina e a testosterona total.

Saiba mais sobre a SOP clicando aqui.

Источник: https://adrianadegoes.med.br/o-que-e-sindrome-dos-ovarios-policisticos/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: