SINTOMAS DA DEPRESSÃO

Tudo o que deve saber sobre a depressão | CUF

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

A depressão é uma doença que requer tratamento, daí a importância de procurar ajuda especializada o mais precocemente possível.

Embora não existam dados exatos em relação à frequência da depressão em Portugal, estima-se que as formas mais graves de depressão afetem entre 2-3% dos homens e entre 5-9% das mulheres.

Tratando-se de formas mais ligeiras de depressão, a percentagem aumenta para mais de 20%.

Fique a par da diferença entre tristeza e depressão, os sinais a que deve estar atento e as terapêuticas disponíveis.

Depressão vs. tristeza

A depressão não deve ser confundida com tristeza, embora esta seja um dos sintomas de depressão. No entanto, geralmente, a tristeza surge como reação a um determinado acontecimento e é temporária, enquanto a depressão persiste se não houver tratamento, causando sofrimento e interferindo nas atividades diárias, no rendimento profissional e na esfera familiar.

Causas da depressão

Acontecimentos traumáticos podem desencadear a depressão ou promover episódios depressivos. Hoje sabe-se também que o tipo de personalidade e a forma como lidamos com as adversidades pode estar ligado a uma menor ou maior predisposição para a depressão.

A nível geral, a depressão parece resultar de uma combinação de fatores do foro genético, ambiental, biológico e psicológico.

Sintomas de depressão: aprender a reconhecê-los

Segundo o DSM-IV-TR (guia para classificação de doenças mentais) podemos classificar a depressão segundo os seguintes critérios:

A. Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo período de duas semanas e representam uma alteração a partir do funcionamento anterior; pelo menos um dos sintomas é (1) humor deprimido ou (2) perda do interesse ou prazer.

  1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, indicado por relato subjetivo (por ex., sente-se triste ou vazio) ou observação feita por outros (por exemplo, chora muito)
  2. Interesse ou prazer acentuadamente diminuídos por todas ou quase todas as actividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjetivo ou observação feita por outros)
  3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta (por exemplo, mais de 5% do peso corporal em um mês) ou diminuição ou aumento do apetite quase todos os dias
  4. Insónia ou hipersónia quase todos os dias
  5. Agitação ou lentificação psicomotora quase todos os dias
  6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias
  7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante), quase todos os dias
  8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjectivo ou observação feita por outros)
  9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio

Nota: Não incluir sintomas nitidamente devidos a uma condição médica geral ou alucinações ou delírios incongruentes com o humor.

B. Os sintomas não satisfazem os critérios para um Episódio Misto.

C. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

D. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por exemplo, droga de abuso ou medicamento) ou de uma condição médica geral (por exemplo, hipotiroidismo).

  • Sentimentos de tristeza e aborrecimento
  • Irritabilidade, tensão ou agitação
  • Preocupação, receios infundados e insegurança
  • Sensação de aflição
  • Sentimentos de culpa e de autodesvalorização
  • Alterações da concentração, memória e raciocínio
  • Pouca energia
  • Cansaço e lentidão
  • Perda de interesse e prazer nas atividades diárias
  • Alterações do sono e do desejo sexual
  • Variações do peso
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral)
  • Ideias de morte e de suicídio/tentativas de suicídio

Tipos de depressão

Para classificarmos qualquer tipo de depressão temos sempre que considerar o espaço de duas semanas. A depressão Minor trata-se de uma depressão com menos sintomas dos referidos a cima e a Major com mais sintomas e maior carga emocional.

Procurar ajuda

É importante frisar que o doente não se deve culpabilizar por se sentir deprimido, nem os outros devem culpabilizá-lo.

Quando os sintomas de depressão persistem por algumas semanas é necessário procurar ajuda médica para que a doença possa ser tratada numa fase ainda precoce e os sintomas não se agravem.

Os familiares e amigos têm um papel fundamental no reconhecimento dos sintomas e devem aconselhar o doente a procurar tratamento o mais cedo possível.

Tratar a depressão

O diagnóstico de depressão é realizado com base na observação, queixas e história clínica do doente. A terapêutica pode incluir a psicoterapia e/ou a toma de fármacos (como os antidepressivos, entre outros) – segundo a American Psychiatric Association deve sempre incluir as duas vertentes.

Existem diferentes correntes psicoterapêuticas: analíticas, cognitivocomportamentais, entre outras. O paciente deverá procurar aquela com que se sente mais identificado.

Quanto aos fármacos, o tratamento é sempre individualizado e só o médico pode prescrever o medicamento mais adequado a cada caso. O apoio familiar e social continua a ser muito importante ao longo de todo o processo.

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Existem tipos de depressão; conheça os 8 mais comuns e seus sintomas

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

Cada tipo de depressão apresenta diferenças em suas durações e até mesmo nos sintomas

A depressão é um problema de saúde muito comum: de acordo com relatório global lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dez anos os casos aumentaram mais de 18%, num índice que supera 320 milhões de pessoas diagnosticadas. No caso do Brasil, estima-se que 5,8% da população seja afetada, sendo a maior taxa do continente latino-americano.

Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas.

Alguns dos indícios da doença são: ansiedade, alterações do apetite, de peso e do sono, dor crônica, agitação ou lentificação motora, fadiga ou perda de energia, sentimentos de inutilidade ou de culpa, dificuldade de concentração e de tomar decisões, e nos casos mais graves, pensamentos de morte e ideação suicida.

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Além desses itens descritos, que devem estar presentes por pelo menos duas semanas, o médico também precisa considerar a história de vida do paciente ao realizar o diagnóstico.

No entanto, apesar de parecer um quadro único quando vemos a depressão dessa forma, existem tipos diferentes que possuem sintomas e impactos diversos no dia a dia. Veja abaixo os quadros depressivos mais comuns e suas características:

1. Transtorno depressivo maior (depressão unipolar)

Esse é o tipo de depressão mais frequente e conhecido. Caracteriza-se por um quadro de humor deprimido, perda de interesse e de prazer, energia reduzida, diminuição das atividades e, em casos mais graves, sofrimento, melancolia e incapacidade temporária, especialmente quando não tratado.

2. Depressão bipolar

Transtorno bipolar é diferente da depressão, mas esse tipo consta nesta lista porque a pessoa experimenta episódios de humor extremamente deprimido que satisfazem os critérios para depressão maior. É a alternância de momentos depressivos com períodos de extremos, eufóricos ou irritáveis, chamado “mania” ou uma forma menos grave, chamada “hipomania”.

3. Distimia (transtorno depressivo persistente)

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Essa é uma forma de depressão crônica —com duração mínima de dois anos—, de intensidade moderada, quando o indivíduo fica predominantemente triste, desanimado, pessimista e sem vontade de agir, com pouca energia e concentração. Uma pessoa diagnosticada pode ter episódios de depressão maior, juntamente com períodos de sintomas menos graves.

4. Depressão pós-parto

Os sintomas podem aparecer nas primeiras semanas depois do parto ou mesmo durante a gestação. Os sentimentos de extrema tristeza, ansiedade e exaustão podem dificultar que a mãe realize atividades diárias de cuidado do bebê e de si mesma. É bem mais grave do que a sensação de ansiedade que muitas mulheres experimentam após o parto, que normalmente desaparecem dentro de duas semanas.

5. Transtorno disfórico pré-menstrual

Conhecida como TDPM, surge quase todos os meses no período que antecede a menstruação e deve cessar quando o ciclo se inicia. Assim como a TPM, decorre de uma baixa de estrogênio, o hormônio feminino.

Os sintomas, no entanto, são muito mais severos do que a tensão pré-menstrual comum, a ponto de deixar a paciente incapaz de exercer atividades, por tristeza, irritabilidade, vontade de isolamento e muita indisposição.

6. Transtorno afetivo sazonal

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É o nome dado à depressão durante os meses de inverno, quando há menos luz solar natural, em particular em países de clima temperado, onde os dias de invernos são curtos e a exposição à luz reduzida. A depressão de inverno, que costuma se repetir todos os anos, é acompanhada de retraimento social, aumento do sono e ganho de peso.

7. Depressão psicótica

Ocorre quando uma pessoa tem depressão grave e sintomas psicóticos, como ter falsas crenças (delírios) e ouvir ou ver coisas perturbadoras que os outros não conseguem perceber também (alucinações). Os sintomas psicóticos geralmente têm um “tema” depressivo, como delírios de culpa, pobreza ou doença, podendo também ter um conteúdo persecutório.

8. Transtorno depressivo induzido por substância/medicamento

Está associada à ingestão, injeção ou inalação de uma substância (droga de abuso, exposição a uma toxina ou uso de medicamento), e incluem os sintomas de um transtorno depressivo que persistem além da duração esperada dos efeitos fisiológicos da intoxicação ou período de abstinência.

Fontes: Luciana Sarin, psiquiatra do Programa de Distúrbios Afetivos e Ansiosos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Miguel Roberto Jorge, professor associado do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Unifesp; e Izabela Guimarães Barbosa, psicóloga e professora adjunta do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

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Quais são os principais tipos de depressão?

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

No caminho entre o preto e o branco, nossos olhos são capazes de distinguir 30 tons de cinza. Todos integram a mesma escala de cor, mas cada um deles tem nuances únicas. O mesmo raciocínio pode ser aplicado à depressão: não se trata de uma doença idêntica para seus 320 milhões de portadores espalhados pelo planeta.

Entre a alegria pura e a tristeza mais profunda, há um espectro de sentimentos e manifestações capazes de repercutir na vida e exigir o olhar de um profissional de saúde. Conheça, abaixo, os principais tipos do transtorno:

Depressão maior

É o tipo mais comum e genérico. “Seus sintomas são tristeza, angústia, desânimo, culpa e alterações no sono, no apetite, na concentração e na libido que persistem por muito tempo”, lista o psiquiatra Volnei Costa, da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos.

A doença se divide em três graus: leve, moderado e grave. Cada um possui a sua abordagem — aliás, não é porque a situação é mais branda que dá para relaxar e ignorar seu impacto no dia a dia.

Tratamento: há três pilares fundamentais em qualquer recuperação: remédios antidepressivos, psicoterapia e a mudança no estilo de vida. Praticar exercícios físicos, por exemplo, é uma recomendação de dez entre dez psiquiatras.

Sazonal

Essa não costuma dar tanto as caras no Brasil ou em outros países com temperaturas mais elevadas e clima ameno. Porém, é um tormento sério em lugares como o norte dos Estados Unidos, o Canadá, a Islândia, a Dinamarca e a Noruega.

Durante o inverno, há pouca luz natural nesses locais — o dia começa tarde e já fica escuro de novo lá pelas 14 ou 15 horas. E a falta do sol afeta os indivíduos mais suscetíveis, que se tornam bastante deprimidos durante as épocas de frio extremo.

Tratamento: além do combo básico (medicamentos, terapia e hábitos saudáveis), uma alternativa bem eficaz é a fototerapia. O paciente fica durante um tempo dentro de uma cabine de luz. Isso beneficia certas regiões do cérebro dele.

Distímica

O termo está caindo em desuso na medicina, mas você pode encontrar profissionais que falam sobre essa versão da melancolia.

Ela é caracterizada por sinais bem leves, quase imperceptíveis, que perduram por dois anos ou mais. A pessoa acaba aprendendo a conviver com aquilo e, por mais prejuízos que tenha no dia a dia, não conversa com ninguém sobre o assunto.

O problema é que o quadro pode se aprofundar rapidamente e provocar sérios danos à saúde física e mental.

Tratamento: a psicoterapia é especialmente estratégica por aqui: durante as sessões, será possível identificar os sintomas e as melhores maneiras de desarmá-los a tempo. Fazer atividade física é outra boa pedida para elevar o ânimo.

Atípica

Apesar do nome, ela é prevalente e intriga os experts. A diferença está na forma como se manifesta.

“Ela segue um padrão peculiar: em vez de sonolência excessiva, dá insônia. Enquanto nas outras há perda de apetite, nela ocorre um aumento na ânsia por comer”, exemplifica o médico Ricardo Alberto Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Outras características são a piora dos sintomas no final do dia e um humor mais sensível e irritável.

Tratamento: além dos antidepressivos básicos, o psiquiatra irá avaliar a necessidade de prescrever fármacos da classe dos estabilizadores de humor. Eles são muito utilizados em outros transtornos, como a bipolaridade.

Psicótica

É uma das depressões mais sérias e preocupantes da lista. Os sintomas corriqueiros estão presentes. Porém, junto deles, pintam outros, como delírios de perseguição ou a sensação de que algo muito ruim está para acontecer a qualquer momento.

Há casos em que a psicose se agrava e o sujeito mistura a realidade com fantasias de sua cabeça. Alguns chegam a achar que seu coração parou ou já estão mortos. Essas situações extremas, ainda bem, são muito raras.

Tratamento: não dá pra fugir das medicações antipsicóticas. Dentro do plano terapêutico, elas promovem uma reorganização do cérebro e aliviam a crise. Quanto antes o esquema for iniciado, melhores os resultados e menor o risco de recaídas.

Mista

Observada por pesquisadores desde o século 19, ela vem ganhando destaque na última década, com a descoberta de novas ferramentas para diagnosticar e encarar o problema. Suas principais marcas são aceleração do pensamento, maior irritabilidade e comportamentos compulsivos nas compras, no sexo ou na forma de reagir aos outros.

“O dilema é que muita gente acaba confundindo a depressão mista com ansiedade, mas são entidades completamente distintas”, ressalta Costa.

Tratamento: os antidepressivos podem deixar o pensamento ainda mais acelerado. Para evitar esse efeito colateral, é necessário primeiro recorrer a estabilizadores de humor ou antipsicóticos e fazer frente aos sintomas compulsivos mais urgentes.

Melancólica

Os maiores incômodos, como a falta de energia, a tristeza absoluta e a angústia, se agravam e ficam alarmantes. “Outro traço dela é o fato de os sintomas serem piores logo de manhã e melhorarem um pouco durante o dia”, observa Moreno.

É o tipo mais fácil de ser identificado, mas, não raro, o indivíduo não deseja sair de casa para consultas com o especialista. Amigos e familiares precisam criar uma rede de suporte e dar toda a atenção necessária para fazer esse resgate.

Tratamento: antidepressivos são essenciais. Outra saída em casos graves é a eletroconvulsoterapia, que recorre a estímulos elétricos na cabeça. O método é seguro e tem eficácia comprovada.

Pós-parto

A queda na produção de determinados hormônios logo após a gestação vira um tormento danado a mulheres suscetíveis. Elas desenvolvem uma ideia de incapacidade de cuidar do bebê ou simplesmente não experimentam a alegria da maternidade. Na sequência, aparece a culpa, que deixa tudo pior e prolonga a doença pelos meses seguintes.

A melhor maneira de evitar que o transtorno alcance proporções catastróficas é conversar com o ginecologista e relatar qualquer sentimento que pareça estranho.

Tratamento: Alguns antidepressivos específicos são indicados, pois não afetam o processo de amamentação. O acompanhamento com o psicólogo é outra ferramenta valiosíssima para identificar e vencer pensamentos negativos.

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Источник: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/quais-sao-os-principais-tipos-de-depressao/

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

Psiquiatria

Momentos de desânimo e tristeza ocorrem com todo mundo e fazem parte da vida. O problema surge quando este sentimento de vazio custa a desaparecer, atrapalhando suas atividades habituais e tirando-lhe o prazer de viver.

Se eventos sociais e amigos já não lhe interessam como antes, você está exausto o tempo todo, sente-se inútil e a simples espera pelo passar do dia é algo intolerável, você pode estar sofrendo sintomas da depressão.

Neste artigo vamos abordar os principais sintomas da depressão, incluindo os tipos conhecidos como depressão major, distimia e depressão reativa.

Se você procura por um artigo mais completo sobre a depressão, abordando causas, fatores de risco, diagnóstico e tratamento, acesse o seguinte link: DEPRESSÃO – Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento.

Como reconhecer os sintomas da depressão

A depressão é uma doença que pode se manifestar de maneiras diferentes e com gravidades distintas.

Há vários tipos depressão, sendo as mais comuns a chamada depressão major (depressão maior) e a depressão crônica, também conhecida como distimia.

Outros tipos de depressão comuns são o distúrbio bipolar, depressão sazonal, depressão reativa, depressão atípica, depressão pós-parto e depressão minor.

A extrema tristeza é o sintoma da depressão mais típico, embora a doença possa causar vários outros sintomas físicos e psicológicos. A principal característica da depressão é o fato dos sintomas serem persistentes e capazes de interferir nas atividades diárias, no trabalho e nos relacionamentos.

Infelizmente, não há nenhum sintoma único que sirva como definidor do diagnóstico de depressão. Mesmo a tristeza profunda pode ocorrer em outras situações que não a depressão. Além disso, há casos de depressão atípica em que o paciente não refere tristeza, mas sim um conjunto de outros sinais e sintomas físicos e psicológicos.

Engana-se que acha que a depressão é uma doença de sintomas estritamente psicológicos.

Muitas pessoas não reconhecem que estão deprimidas porque não ligam seus sintomas físicos, como cansaço, dores difusas pelo corpo, alterações do apetite, insônia, etc., ao transtorno depressivo.

Há estudos que mostram que até um terço dos pacientes que procuram atendimento médico por sintomas físicos, têm, na verdade, sintomas de depressão.

Depressão major

A depressão major é o tipo de depressão mais comum, sendo caracterizada por uma combinação de sintomas que interferem com a capacidade do paciente de se relacionar com outros, trabalhar, dormir, estudar, comer e desfrutar atividades que anteriormente eram consideradas agradáveis.

Todos nós passamos por momentos de tristeza, desânimo e solidão, principalmente após perdas, como na morte de familiares ou ao fim de relacionamentos. A depressão, porém, distingue-se destas situações por ser persistente e incapacitante. A depressão também não precisa de um fato triste para surgir, o paciente pode passar a apresentar humor deprimido sem motivo aparente.

A depressão major costuma apresentar pelo menos cinco dos nove sintomas listados abaixo, sendo um deles obrigatoriamente a tristeza ou a perda do interesse nas atividades diárias. Os sintomas devem ser diários e estarem presentes por mais de 2 semanas consecutivas.

Sinais e sintomas da depressão major:

1. Tristeza na maior parte do dia, particularmente na manhã.2. Perda do interesse pelas atividades do dia-a-dia.3. Alterações significativas do apetite e/ou do peso (pode ser aumento ou redução).4. Insônia ou sono excessivo.5. Agitação ou letargia.6. Fadiga ou falta de energia persistente.7. Sentimentos de inutilidade ou culpa.8. Incapacidade de concentração e indecisão.

9. Pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

A depressão major é uma doença recorrente. A maioria dos pacientes após um primeiro episódio apresenta uma taxa de recorrência acima de 40% nos dois primeiros anos.

Nos pacientes com dois episódios, o risco de recorrência dentro de cinco anos é de aproximadamente 75%.

Até 1/3 dos pacientes tratados por um episódio depressivo major terá uma recuperação incompleta, mantendo sintomas persistentes ou distimia.

Sinais de gravidade

Pessoas com depressão major grave apresentam uma ou mais das seguintes características:

  • Planos de suicídio ou homicídio.
  • Sintomas psicóticos, como delírios ou alucinações (leia: O QUE É PSICOSE?).
  • Catatonia, que é a incapacidade de mover ou falar normalmente.
  • Capacidade de julgamento afetada, pondo risco a si mesmo e outras pessoas.
  • Incapacidade de cuidar de si próprio, incluindo a recusa em ingerir líquidos ou alimentos.

Pessoas com transtorno depressivo major grave costumam precisar de internação hospitalar pra tratamento psiquiátrico.

Distimia

A distimia é uma forma mais leve de depressão, porém prolongada, presente por pelo menos 2 anos. Às vezes, o paciente só é diagnosticado após muitos anos de doença, sendo os sintomas da distimia confundidos com a personalidade do indivíduo. Este fato é muito comum em crianças. No adulto, é comum o paciente não se lembrar de quando foi o último período em que esteve sem humor deprimido.

O humor depressivo na distimia está presente durante a maior parte do dia, por vários dias ao longo do mês. O paciente distímico passa mais dias com humor deprimido do que com humor normal.

Sinais e sintomas da distimia (depressão leve):

Além da sensação de tristeza prolongada, a distimia costuma vir acompanhada por dois ou mais dos seguintes sintomas:

1. Apetite diminuído ou aumentado.2. Insônia ou excesso de sono.3. Falta de energia.4. Baixa autoestima.5. Dificuldade de concentração.

6. Desânimo ou ausência de perspectivas na vida.

Na distimia os sintomas não são tão numerosos e intensos como na depressão major. Períodos livres de sintomas podem ocorrer, mas são curtos. 10% dos pacientes com distimia acabam evoluindo para um quadro de depressão major.

Depressão reativa

A depressão reativa, também chamada de transtorno de adaptação, é uma condição que ocorre em resposta a um estresse emocional identificável. O fato estressante pode ser único, como o término de uma relação, ou múltiplo, como pressões diárias da vida ou do trabalho.

A depressão reativa é um distúrbio que provoca ansiedade e humor deprimido, mas não apresenta critérios para o diagnóstico de depressão major. Por isso, o nome transtorno de adaptação é mais adequado que depressão reativa. O transtorno de adaptação é diferente da tristeza que ocorre no luto.

As características do transtorno de adaptação são os seguintes:

  • Humor deprimido que ocorre em resposta a um fator estressante identificável nos últimos três meses.
  • Humor depressivo excessivo, além do que seria esperado pela natureza do fator de estresse.
  • Funcionamento social, acadêmico ou profissional prejudicado.
  • Resolução dos sintomas em um prazo de seis meses após o fim do evento estressante.

É importante destacar que um quadro de depressão major pode ser desencadeado por um evento emocional.

Para ser considerado transtorno de adaptação, o paciente não pode preencher critérios para outros problemas psiquiátricos, como distimia ou depressão major.

Transtorno bipolar

Pessoas com transtorno bipolar, antigamente chamada de psicose maníaco-depressiva, apresentam períodos de mania (sentir-se excessivamente eufórico, impulsivo, irritável, ou irracional) e períodos de depressão major.

Explicamos o transtorno bipolar em detalhes no artigo: Transtorno Bipolar – Causas, Sintomas e Tratamento.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/psiquiatria/sintomas-da-depressao/

Depressão: 11 sintomas que não deve ignorar

SINTOMAS DA DEPRESSÃO

Os principais sintomas que marcam o início da depressão são falta de vontade para realizar atividades que davam prazer, energia reduzida e cansaço constante. Estes sintomas surgem em baixa intensidade, mas pioram ao longo do tempo, causando sofrimento e incapacidade de trabalhar ou manter interações com outras pessoas, por exemplo. 

No entanto, a depressão tem cura e pode ser alcançada com o diagnóstico e tratamento correto, que pode ser feito com o uso de antidepressivos, ansiolíticos e sessões de psicoterapia. Confira como é feito o diagnóstico e tratamento da depressão. 

Os sintomas mais comuns que podem indicar a depressão incluem:

1. Sensação de vazio ou tristeza 

A presença do vazio ou tristeza geralmente manifesta-se através de um rosto triste, olhos caídos olhando para o nada, sem brilho e tronco curvado. É ainda frequente que a pessoa tenha crises de choro ou que chore muito facilmente, tendo falas voltadas para o pessimismo, culpa e baixa autoestima.

É ainda comum apresentar um sentimento de inutilidade e, por isso, pessoas que estão desenvolvendo a depressão apresentam vontade de isolar-se dos amigos e da família, antes de pensar em “soluções” mais severas como o suicídio.

As pessoas que possuem depressão referem sentir uma tristeza diferente do “normal”, que não melhora com a adoção de atitudes que a aliviam e que é normalmente acompanhada por uma sensação de vazio, apatia, desinteresse e falta de vontade para realizar as atividades.

2. Falta de vontade para realizar atividades que davam prazer

Este é o principal sintoma da depressão e está presente desde o início da doença, podendo agravar-se à medida que o transtorno evolui. Isso porque o transtorno depressivo pode fazer com que a pessoa tenha mudanças repentinas e transitórias do estado de humor, podendo ficar mais susceptível ao choro, por exemplo.

Além disso, nessa situação a vontade de realizar atividades que antes eram motivo de alegria, como tocar instrumentos, ver filmes e séries, estar com amigos ou ir a festas, por exemplo, desaparece sem que a pessoa consiga explicar o motivo, sentindo apenas vontade de não fazer nada.

3. Falta de energia e cansaço constante

A falta de energia e o cansaço constante, que impedem a realização de atividades diárias como higiene pessoal, se alimentar, ir à escola ou trabalho, podem indicar depressão. Além disso, a falta de motivação por não querer fazer nenhuma atividade é um sinal que a depressão está evoluindo. 

4. Irritabilidade

Devido à tristeza profunda é comum manifestar irritabilidade, ataques de raiva, causando sintomas como tremores, vontade incontrolável de gritar e até suor em excesso. Além disso, podem estar associados alguns sintomas de ansiedade e angústia.

5. Dores e alterações no corpo

A depressão pode também causar dor de cabeça constante, devido às noites mal dormidas e às alterações do humor, podendo ainda ocorrer sensação de aperto no peito e peso nas pernas. Em alguns casos, pode acontecer queda de cabelo, unhas fracas, pernas inchadas e dor nas costas e estômago, devido á baixa de hormônios. Além de vômitos e tremores, conhecidos como sintomas psicossomáticos. 

6. Problemas de sono

É comum que em casos de depressão a pessoa apresente insônia terminal, neste tipo não existe problema para adormecer, no entanto a pessoa acorda de madrugada, por volta das 3 ou 4 da manhã e não consegue voltar a dormir pelo menos até as 10 da manhã novamente, e após isso, acorda muito cansada.

7. Perda de apetite 

A falta de apetite e alteração do peso durante a depressão é resultado de todos os outros sintomas juntos, pois a pessoa não tem energia para se levantar, sente dores, está irritada e com sono, por exemplo. O que também é mais um fator para agravar a perda de peso, pois a pessoa costuma fazer apenas uma refeição ao dia, e geralmente pela insistência de familiares. 

As alterações de peso ocorrem pela baixa produção de serotonina no corpo, que também é a responsável pela absorção de nutrientes, e sua redução acaba causando perda excessiva de peso, em um curto período de tempo, pois o corpo não absorve o que se come. 

8. Falta de concentração 

Durante a depressão, pode surgir a falta de concentração, acompanhada de perda de memória, pensamentos negativos persistentes e indecisão com momentos de enorme desconcentração que afeta o trabalho, escola e interações pessoais. Este sintoma pode ser facilmente notado, pois as pessoas costumam não responder perguntas e olharem para o nada durante longos períodos de tempo, o que leva também a perda do senso de temporalidade.

9. Pensamento de morte e suicídio 

O conjunto de todos os sintomas da depressão pode fazer com que a pessoa tenha pensamentos de morte e suicídio, isso porque os sentimentos experimentados nesta doença passam a sensação de que não vale a pena estar vivo, considerando essa uma solução para escapar da situação em que se encontra.

10. Abuso de álcool e drogas  

O abuso no uso de álcool e drogas acontece pela presença de sentimentos como a tristeza e angústia profunda. A pessoa neste caso pode ter a necessidade de sentir alegria e se desligar dos sentimentos causados pela depressão, o que pode ser perigoso, pois o abuso destas substâncias pode levar dependência química e overdose.

No entanto, nem todas as pessoas com depressão desenvolvem esse sintoma e, por isso, é importante estar atento a qualquer mudança repentina do estado de ânimo que poderia indicar uma atitude aditiva.

11. Lentidão

O transtorno depressivo pode, algumas vezes, interferir na atividade mental e motora, o que pode fazer com que a pessoa fique mais agitada ou mais lenta, sendo esta última mais comum.

Dessa forma, a depressão pode afetar o pensamento, movimentos e a forma de falar, em que a pessoa apresenta pausas quando fala e respostas curtas, ou o contrário, em que apresenta uma fala mais rápida e movimentos repetitivos com as mãos e pernas, por exemplo.

Teste online de depressão

Este teste online pode ajudar a esclarecer se realmente existe risco de depressão, caso exista a suspeita:

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-depressao/

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