Sintomas da doença celíaca e como identificar

Contents
  1. Doença Celíaca, Sensibilidade ao glúten e Síndrome do Intestino Irritável | Vida sem glúten | Schär
  2. Sintomas típicos:
  3. Sintomas atípicos:
  4. Etapas do diagnóstico da Doença Celíaca
  5. Síndrome do intestino irritável
  6. Tratamento para Síndrome do Intestino Irritável
  7. Sensibilidade ao glúten
  8. Diagnóstico da Sensibilidade ao glúten
  9. Diferença entre Doença celíaca X Sensibilidade ao glúten
  10. Outras patologias relacionadas ao glúten
  11. Alergia ao trigo
  12. Doenças autoimunes associadas
  13. Produtos sem glúten
  14. Para saber mais
  15. Tudo o que tem de saber sobre a doença celíaca | CUF
  16. Qual é a sua prevalência?
  17. Reação ao glúten
  18. Várias formas de doença celíaca
  19. Como é que se manifesta?
  20. Crianças em idade escolar
  21. Patologias associadas à doença celíaca
  22. Avaliação diagnóstica
  23. Outros exames de diagnóstico 
  24. Tratamento da doença celíaca
  25. A importância de cumprir a dieta
  26. Doença celíaca: tudo o que deve saber
  27. O que é
  28. Sintomas clássicos
  29. Sintomas não-clássicos
  30. Causas
  31. Condições auto-imunes associadas:
  32. Condições genéticas associadas:
  33. Diagnóstico
  34. Tratamento
  35. Prevenção
  36. Apoios
  37. IRS
  38. Abono complementar
  39. DOENÇA CELÍACA – Causas, sintomas e tratamento
  40. O que é a doença celíaca?
  41. Fatores de risco
  42. Alimentos sem glúten
  43. Referências
  44. 7 sinais que você pode ter intolerância ao glúten
  45. 1. Desconforto abdominal
  46. 2. Tontura
  47. 3. Alterações de humor
  48. 4. Enxaqueca crônica
  49. 5. Coceira na pele
  50. 6. Dor muscular
  51. 7. Intolerância à lactose
  52. Como saber se é intolerância
  53. Como viver com intolerância ao glúten
  54. 10 mitos e verdades sobre a doença celíaca
  55. 1. Doença celíaca é uma alergia alimentar
  56. 2. Sensibilidade ao glúten é a mesma coisa que doença celíaca
  57. 3. A doença celíaca pode surgir na idade adulta
  58. 4. A doença celíaca causa apenas sintomas digestivos
  59. 5. Ter sintomas é suficiente para o diagnóstico da doença celíaca
  60. 6. Quem tem familiares celíacos está em maior risco
  61. 7. Apesar dos sintomas desagradáveis, a doença celíaca não é grave
  62. 8. A doença celíaca pode ser curada
  63. 9. Celíacos podem ingerir glúten em pequena quantidade
  64. 10. Celíacos devem evitar cosméticos que contenham glúten

Doença Celíaca, Sensibilidade ao glúten e Síndrome do Intestino Irritável | Vida sem glúten | Schär

Sintomas da doença celíaca e como identificar

O glúten é uma proteína presente no trigo cuja função principal é dar liga aos alimentos. Ela está presente nos seguintes quatro alimentos: trigo, centeio, malte e cevada e costuma também ser encontra na aveia.

Esta última, embora não contenha originalmente glúten, pode também sofrer contaminação devido ao cultivo mundial desse cereal frequentemente intercalar com a plantação de trigo.

Ao absorver os nutrientes durante a fase de crescimento, a aveia acaba absorvendo parte do glúten deixado pelo cultivo de trigo.

Para parte da população, o glúten é inofensivo e não será absorvido pelo organismo, sendo eliminado pelo sistema digestivo. No entanto, para celíacos e outros portadores de patologias glúten-relacionadas, essa proteína pode causar uma série de problemas, desde reações no trato gastrointestinal, pele e sistema respiratório, a anemia, depressão e até mesmo danos ao cérebro.

A primeira doença glúten-relacionada identificada pela medicina foi a Doença Celíaca.

Trata-se de uma patologia autoimune – ou seja, quando o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo ao ingerir glúten.

A Doença Celíaca atinge cerca de 1% da população mundial e ocorre em pessoas que possuam os genes HLA, DQ2 e DQ8. A doença afeta diversas partes do corpo, como ossos, pele, sangue e cérebro.

A ingestão de alimentos com glúten provoca uma reação imunológica anormal no intestino delgado, gerando uma inflamação crônica que causa a má absorção de nutrientes e resultando em desnutrição e desequilíbrio da saúde.

Embora a estimativa seja que uma em cada 100 pessoas seja afetada pela Doença Celíaca, essa é uma patologia ainda pouco diagnosticada, devido ao vasto número de sintomas diferentes provocados.

Como é necessário considerar diversas possibilidades, muitas vezes especialistas acabam tratando os sintomas e não a causa, que nesse caso seria a ingestão de glúten.

Para se ter uma ideia, nos últimos 30 anos, a média de idade dos pacientes diagnosticados com a doença celíaca foi alterada e já está acima dos 40 anos. Isso quer dizer que a Doença Celíaca não é mais uma doença diagnosticada na fase infantil, mas sim após anos de alimentação insegura, o que pode trazer diversas complicações.

Conheça a seguir, os sintomas típicos – e também aqueles não tão comuns – relacionados a doença celíaca:

Sintomas típicos:

Diarreia crônica, perda de peso, “inchaço” algumas horas após as refeições, intolerância secundária à lactose, estearreia (excesso de gorduras nas fezes) e fadiga como expressão de anemia microcítica (hemáceas pequenas e com perda de cor).

Sintomas atípicos:

Sintomas gastrointestinais não específicos e sintomas gerais

  • Sensação de inchaço
  • Dores abdominais recorrentes
  • Esteatose hepática (gordura no fígado)
  • Transaminase pouco clara
  • Fraqueza muscular ou fadiga
  • Osteopenia obscura (redução da massa óssea, similar à osteoporose)
  • Fraturas patológicas, decorrentes do enfraquecimento ósseo

  Sistema nervoso

  • Polineuropatia (reações nos nervos, promovendo distúrbios do sistema nervoso central e periférico e que afeta tanto os membros superiores quanto inferiores)
  • Ataxia cerebelar (falta de coordenação e tontura)
  • Mielopatia (comprometimento da medula óssea)
  • Degeneração posterior da coluna
  • Miastenia grave (doença crônica caracterizada por fraqueza muscular e fadiga rápida quando o músculo é exigido
  • Esquizofrenia

Para esclarecer melhor o que é a Doença Celíaca e como diagnosticá-la, vale a comparação com a imagem de um iceberg: visualmente, um iceberg mostra apenas uma pequena parte de sua estrutura, acima do nível da água.

De forma ilustrativa, isso representa os casos da doença com sintomas típicos e com maior facilidade de diagnóstico. O restante do iceberg – ou seja, aproximadamente 90% de sua estrutura – está abaixo da água, invisível.

Essa parte representa os sintomas incomuns, e por vezes assintomáticos, que podem confundir o diagnóstico e fazer a Doença Celíaca passar despercebida durante anos:

Etapas do diagnóstico da Doença Celíaca

O teste para diagnosticar a Doença Celíaca envolve um exame de sangue, para analisar a dosagem dos anticorpos – as células de defesa do organismo –, e uma biópsia feita por meio de gastroscopia, que é um teste para examinar o interior do esôfago, estômago e do duodeno (parte inicial do intestino delgado).

Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e uma dieta completamente livre de glúten por toda a vida, é possível viver plenamente com a Doença Celíaca.

Síndrome do intestino irritável

A Síndrome do Intestino Irritável é um distúrbio gastrointestinal debilitante e crônico que atinge pelo menos 10% da população dos EUA, Europa e Reino Unido. No Brasil, estima-se que o número seja próximo ao apresentado nos países acima relacionados.

Pesquisas indicam que a adoção de uma dieta não-fermentativa – ou seja, livre de alimentos fermentativos como trigo, leite e derivados, pistache, lentilha, grão de bico, entre outros – tem sido uma grande aliada no combate aos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII).

Conhecidos internacionalmente como FODMAPs (fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis), os alimentos fermentativos são carboidratos de difícil absorção e que aumentam o volume de líquido no intestino, sendo depois fermentados pelas bactérias intestinais, produzindo gases.

Alguns exemplos de alimentos que não devem ser consumidos nessa dieta são: trigo, centeio, cevada, leite e derivados, pistache, frutas, leguminosas como lentilha, grão de bico e ervilha e alguns tipos de temperos, como cebola, alho, alho-poró e cebolinha.

Tratamento para Síndrome do Intestino Irritável

A mais recente abordagem para a Síndrome do Intestino Irritável é um tratamento com a exclusão de FODMAPS durante algumas semanas, com uma reintrodução orientada e acompanhada por uma nutricionista.

“Nós sempre acompanhamos nossos pacientes por oito semanas após a consulta inicial. A eles é entregue o Guia FODMAP, que auxilia a fazer a dieta com eficiência.

Eu sempre utilizo esse guia na primeira consulta para que o paciente compreenda o que está fazendo e o que a dieta exigirá dele. Durante essa revisão de oito semanas, é possível avaliar as melhorias dos sintomas, que são anotadas em nossos dados de auditoria.

Após esse período, nós fazemos a reintrodução de alimentos FODMAP e depois o paciente fará isso por conta própria.

Um ano depois dele receber alta, enviamos um formulário de auditoria para que responda como estão os sintomas”, detalha Marianne Williams, nutricionista inglesa especialista em alergias e Síndrome do Intestino Irritável (SII) e membro do Instituto Dr. Schär.

O Instituto é o apoio científico da Dr. Schär. Formado por uma equipe internacional de pediatras, gastroenterologistas, nutricionistas e outros especialistas, o Instituto tem como objetivo promover o diálogo entre a comunidade científica, para gerar a conscientização das patologias relacionadas ao glúten, para melhora da qualidade de vida dos consumidores.

Sensibilidade ao glúten

A sensibilidade ao glúten é um problema mais comum do que se pensa: estima-se que atinja até 15% da população mundial atualmente. Cada vez mais pessoas sofrem de males que poderiam ser atribuídos à sensibilidade ao glúten.

A Sensibilidade ao Glúten Não-Celíaca (SGNC) pode ser considerada quando o paciente apresenta intolerância ao glúten, mas a Doença Celíaca e a alergia ao trigo foram descartadas. Enquanto a Doença Celíaca tem base genética, a Sensibilidade ao Glúten Não-Celíaca é uma forma de intolerância sintomática ao glúten.

Os sintomas da sensibilidade ao glúten podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa, indo de dores no estômago a inchaço, náuseas, diarreia, distensão abdominal, dores no abdômen e extraintestinais, anemia, depressão, constipação, enxaqueca, confusão mental e dores nas articulações e nos músculos. No geral, os sintomas ocorrem durante alguns dias (ou horas) após a ingestão de alimentos que contenham glúten (como a farinha de trigo, presente em grande parte dos pães e massas encontrados no comércio, por exemplo).

“O diagnóstico atual para a sensibilidade ao glúten é comparável ao da Doença Celíaca no início dos anos 70, quando nenhum marcador sorológico estava disponível para identificar a Doença Celíaca objetivamente”, indica Marianne.

Diagnóstico da Sensibilidade ao glúten

Os marcadores de identificação para SGNC ainda são desconhecidos, por isso, o diagnóstico ainda é feito por exclusão. O que isso significa? Que para diagnosticar a sensibilidade ao glúten é necessário excluir a possibilidade de que os sintomas apresentados sejam originados por Doença Celíaca autêntica ou por alergia ao glúten. 

  • A exclusão de Doença Celíaca é realizada por meio de uma busca por anticorpos específicos em uma amostra sanguínea.
  • A exclusão de alergia é feita com testes de alergia apropriados.

Desse modo, por meio da exclusão, é possível diagnosticar a sensibilidade ao glúten.

Diferença entre Doença celíaca X Sensibilidade ao glúten

Confira a seguir, situações que caracterizam pacientes com Sensibilidade ao Glúten Não-Celíaca (SGNC):

  • Existe um teste negativo de alergia ao trigo e testes sorológicos negativos de Doença Celíaca (anti-EMA e/ou anti-tTG).
  • Foi excluída a deficiência IgA.
  • A biópsia do intestino delgado é normal e com IEL levemente elevado (Marsh 0 até 1).
  • Podem ser encontrados biomarcadores que demonstram uma reação de imunidade inata ao glúten (AGA).
  • Existem sintomas clínicos que podem se sobrepor aos da Doença Celíaca e alergia ao trigo.
  • É observada uma melhora dos sintomas após a retirada do glúten da dieta. Nesse caso, a dificuldade está em excluir o princípio duplo-cego (ou efeito placebo). Para confirmar se há ou não um efeito placebo, o ideal é acompanhar a evolução no dia-a-dia do paciente.

Em resumo: ser sensível ao glúten significa ter sintomas semelhantes aos da DoençaCelíaca e da alergia ao trigo sem ser afetado por qualquer uma das duas patologias. Pode ser uma situação que, ao contrário da Doença Celíaca, seja temporária e possa ser resolvida após um período de dieta sem glúten não inferior a 1 ou 2 anos.

Por isso, antes de iniciar qualquer dieta ou de fazer qualquer restrição alimentar, consulte o seu médico ou nutricionista.

Outras patologias relacionadas ao glúten

Além da Doença Celíaca, da Síndrome do Intestino Irritável e da Sensibilidade ao Glúten, outras duas patologias são glúten-ativadas: a Glúten Ataxia (GA) e a Alergia ao Glúten.

A primeira é uma patologia autoimune que causa danos ao cérebro, gerando sintomas relacionados à dificuldade de realizar atividades simples, como andar em linha reta. De acordo com Marianne Williams, 60% dos pacientes com Glúten Ataxia mostram evidência de danos cerebrais e menos de 10% terão sintomas gastrointestinais.

Embora a maior parte das pessoas não manifeste sintomas, 40% apresentará danos intestinais. Testes neurológicos e testes com os anticorpos TG2 e TG6 oferecem bons diagnósticos.

Alergia ao trigo

Diferentemente da Doença Celíaca e Síndrome do Intestino Irritável, a alergia ao trigo faz com que o organismo rejeite essa proteína. Para isso, o sistema imunológico cria o anticorpo Imunoglobulina E (o IgE). Os resultados imediatos são mais severos e causam reações alérgicas no trato gastrointestinal, pele e sistema respiratório.

Entretanto, Marianne Williams conta que os testes alérgicos estão cada vez mais apurados. Hoje, por meio de testes cutâneos e do IgE, é possível identificar a proteína exata que está causando a alergia.

“Uma das reações, identificada principalmente em adultos, é a anafilaxia induzida por exercício com dependência alimentar, que é caracterizada pela resposta alérgica à inalação de trigo, farinhas de alguns cereais e poeiras”, observa a especialista.

Doenças autoimunes associadas

Diversas doenças autoimunes podem estar associadas à Doença Celíaca. Por isso, caso apresente uma das doenças autoimunes listadas abaixo, considere realizar também exames para excluir a possibilidade de Doença Celíaca:
 

  • Diabetes mellitus tipo 1
  • Tireoidite autoimune
  • Hepatite autoimune
  • Cirrose biliar primária
  • Gastrite atrófica autoimune
  • Doença de Addison
  • Miastenia grave
  • Esclerose múltipla
  • Artrite reumatoide
  • Síndrome de Sjögren

Seguir uma dieta livre de glúten ainda é um grande desafio.

É preciso facilitar o acesso da comida livre de glúten em supermercados e encontrar formas de oferecer consultas de baixo custo com profissionais de saúde devidamente qualificados e que possam orientar e acompanhar a dieta.

É importante reforçar que cada caso é único, por isso é necessário ter um acompanhamento nutricional para garantir uma dieta balanceada e adequada para cada paciente.

Produtos sem glúten

Com a mais completa gama de produtos sem glúten, a Schär atende às necessidades de pessoas com Doença Celíaca, Sensibilidade ao Glúten ou Alergia ao Trigo, além de todos os outros públicos que precisam ou optam por seguir uma dieta livre dessa proteína, como pessoas com Síndrome do Intestino Irritável.

No Brasil já são mais de 30 produtos disponíveis, em 3 mil pontos de vendas. A Schär é líder mundial em alimentos sem glúten e atua de forma pioneira em inovação e desenvolvimento. A marca está presente em todos os estados do país. Informe-se. Confira nosso site e clique em “Pesquisa de Pontos de Venda” para encontrar a loja mais próxima de você a vender produtos da Schär.

Para saber mais

Confira o artigo desenvolvido por uma equipe de médicos de diversos países consolidando os distúrbios causados pelo glúten, publicado no renomado jornal online BMC Medicine: Spectrum of gluten-related disorders: consensus on new nomenclature and classification

Источник: https://www.schaer.com/pt-br/a/doenca-celiaca

Tudo o que tem de saber sobre a doença celíaca | CUF

Sintomas da doença celíaca e como identificar

A doença celíaca é uma doença autoimune do intestino, causada por uma sensibilidade permanente ao glúten em indivíduos geneticamente suscetíveis.

O glúten diz respeito a um conjunto de proteínas vegetais que conferem capacidade de absorção de água, viscosidade e elasticidade às farinhas que as contêm.

As proteínas do glúten são ricas em prolinas e glutaminas, as quais são deficientemente digeridas a nível do trato gastrointestinal, sendo a gliadina a principal componente tóxica para indivíduos suscetíveis. O glúten existe no trigo, centeio, cevada e aveia.

Qual é a sua prevalência?

O desenvolvimento da doença depende de uma interação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Na Europa, a sua prevalência varia entre 0,2 a 1,2% e, em Portugal, a prevalência da doença celíaca é desconhecida, existe apenas um estudo efetuado numa população de adolescentes de Braga no qual a prevalência foi de um caso num universo de 134.  

Reação ao glúten

 A ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos à doença desencadeia uma reação imune que vai causar uma inflamação crónica na mucosa e submucosa do intestino delgado, com consequente atrofia das vilosidades intestinais e repercussões na absorção dos vários nutrientes, como: 

  • Ferro
  • Ácido fólico
  • Cálcio
  • Vitaminas lipossolúveis

Várias formas de doença celíaca

Consoante a presença de sintomas, anticorpos específicos, estudo genético e as características das biópsias, a doença celíaca classifica-se em forma: 

  • Clássica
  • Atípica
  • Silenciosa
  • Latente
  • Potencial

Como é que se manifesta?

As manifestações clínicas variam consideravelmente de acordo com a idade e a quantidade de glúten ingerido na dieta. Assim, nas crianças, a forma clássica da doença celíaca apresenta-se com sintomas gastrointestinais que têm início entre os seis meses e os dois anos após a introdução do glúten na alimentação. 

Os sintomas mais frequentes são: 

  • Diarreia prolongada (mais de três semanas)
  • Desconforto abdominal
  • Náuseas e vómitos
  • Irritabilidade
  • Falta de apetite
  • Má progressão de peso
  • Atraso de crescimento
  • Obstipação

O abdómen proeminente e as nádegas aplanadas completam o aspeto característico destes doentes. Quando o diagnóstico não é efetuado atempadamente podem verificar-se situações de malnutrição.

Crianças em idade escolar

No caso das crianças em idade escolar e adolescentes são frequentes as formas clínicas; as manifestações digestivas podem estar ausentes ou ocupar um segundo plano.

Por vezes, a primeira manifestação da doença surge sob a forma de obstipação difícil de responder ao tratamento habitual, associada ou não a dor abdominal tipo cólica. Outras formas de apresentação são:

  • Baixa estatura inexplicada
  • Atraso pubertário
  • Anemia por falta de ferro e, sobretudo, resistente à terapêutica com ferro
  • Alterações do esmalte da dentição secundária

Patologias associadas à doença celíaca

Existem também uma série de doenças que estão associadas à doença celíaca. Podem surgir antes do diagnóstico da doença celíaca, manifestar-se em simultâneo ou depois do diagnóstico. Os doentes que as manifestam são considerados grupos de risco, uma vez que a sua associação à doença celíaca é muito maior do que a esperada. São os casos de doentes com:

  • Dermatite herpetiforme
  • Síndrome de Down
  • Síndrome de Turner
  • Síndrome de Williams
  • Diabetes tipo I
  • Défice de IgA
  • Tiroidite autoimune e outras doenças autoimunes

Também as pessoas que tenham familiares de 1º grau de parentesco com doença celíaca devem ser considerados de risco, pelo que devem ser rastreados para eventual diagnóstico de doença celíaca.

Avaliação diagnóstica

Nas crianças e adolescentes com sinais e sintomas sugestivos de doença celíaca, a avaliação diagnóstica deve incluir a realização de exames laboratoriais (análises de sangue) e, consoante os resultados, a realização de biópsia intestinal.

As análises de sangue devem incluir a determinação do anticorpo antitransglutaminase (Ac AT) e a imunoglobulina IgA. Se o Ac AT for positivo, o doente deve ser referenciado à consulta de gastrenterologia, para complementação diagnóstica.

No caso de crianças assintomáticas, mas pertencentes a grupos de risco para doença celíaca, devem inicialmente também efetuar a determinação de HLA Dq2 e Dq8 (marcadores genéticos específicos).

Outros exames de diagnóstico 

 O Anticorpo anti-endomísio (Ac AE) também pode ser utilizado para orientar o diagnóstico, mas deve ser efetuado em laboratórios com muita experiência, uma vez que a técnica de leitura depende do observador. A biópsia intestinal é efetuada através de endoscopia digestiva alta.

Nesse exame, que é habitualmente feito sob sedação, são colhidos vários fragmentos do intestino delgado, que depois são orientados para o anatomopatologista, que observa ao microscópio e caracteriza a atrofia vilositária.

É fundamental não retirar o glúten da alimentação antes do diagnóstico definitivo da doença celíaca. 

Tratamento da doença celíaca

O único tratamento cientificamente provado para a doença celíaca consiste em efetuar uma dieta isenta de glúten para toda a vida. Isto é, não poder ingerir os alimentos que contenham farinha de cevada, centeio, aveia e trigo. Este tratamento só deve ser iniciado após a confirmação do diagnóstico e que, na maioria dos casos, exige a realização da biópsia intestinal.

Há evidência de que pequenas quantidades de glúten na dieta não causam quaisquer sintomas imediatos no doente, mas lesam a mucosa intestinal, aumentando o risco de desenvolver cancro no tubo digestivo (carcinomas faríngeos, esofágicos, adenocarcinoma do intestino delgado e Linfomas de Hodgkin), outras doenças autoimunes, alterações do metabolismo ósseo, problemas relacionados com a fertilidade, alterações neurológicas e psiquiátricas. Razões mais do que suficientes para que a dieta seja cumprida de forma muito rigorosa.

A importância de cumprir a dieta

Felizmente, o intestino tem uma grande capacidade de regeneração pelo que, se a dieta for cumprida, vai permitir o desaparecimento das manifestações clínicas assim como a normalização da mucosa intestinal. A dieta sem glúten é a única forma de assegurar o desenvolvimento e crescimento adequado da criança e adolescente e a única forma de os proteger das complicações da doença celíaca na idade adulta.

Sabia que…

A doença celíaca é mais frequente no sexo feminino, com uma relação de três para um.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/tudo-o-que-tem-de-saber-sobre-doenca-celiaca

Doença celíaca: tudo o que deve saber

Sintomas da doença celíaca e como identificar

A doença celíaca é uma doença auto-imune que atinge 1 em cada 100 indivíduos geneticamente predispostos. Ela carateriza-se, essencialmente, por uma inflamação no intestino delgado, após a ingestão de glúten.

Designa-se por glúten um conjunto de proteínas existente no endosperma de cereais como cevada, centeio, aveia, cuscuz, trigo (farelo de trigo, gérmen de trigo, amido de trigo), kamut, durum, einkorn, graham, seitan, semolina, espelta e triticale.

Segundo a Associação Europeia das Sociedades Celíacas (Association of European Coeliac Societies), há cerca de 7 milhões de pessoas na Europa com esta patologia.

Já em Portugal, 1% a 3% da população sofre desta doença, embora só 10.000 a 15.000 pessoas estejam diagnosticadas, estimando-se que haja, só no nosso país, 85.000 a 100.000 celíacos por diagnosticar.

O que é

A doença celíaca é uma doença crónica, que se manifesta em pessoas geneticamente suscetíveis na sequência do consumo de glúten.

Nestes indivíduos, o glúten causa uma resposta inflamatória no intestino delgado, destruindo a sua mucosa e reduzindo a sua capacidade de absorver nutrientes. Este problema só pode ser controlado através da eliminação do glúten da alimentação.

Esta patologia pode surgir em qualquer idade, embora normalmente se manifeste na infância, meses após a introdução do glúten na alimentação. Alguns dos sinais de alerta podem ser perda de apetite; pouca evolução no peso; tristeza e irritabilidade; diarreia; barriga mais saliente e distendida.

Porém, atualmente, a incidência desta doença nos adultos afigura-se como mais frequente, correspondendo 25% dos novos casos diagnosticados a adultos com mais de 60 anos.

No entanto, não devemos confundir doença celíaca com sensibilidade ou até mesmo intolerância ao glúten. No caso de sensibilidade ao glúten, a apesar dos sintomas serem semelhantes (dor abdominal ou cansaço), o intestino delgado não fica danificado nem afeta o sistema imunológico do indivíduo.

Sintomas clássicos

Os sintomas da doença celíaca podem afetar diversos órgãos e sistemas. No caso das crianças, estas reações costumam surgir entre os 6 e os 20 meses de idade, quando o glúten começa a ser incluído na alimentação.

As suas manifestações mais comuns são:

  • diarreia/prisão de ventre;
  • distensão abdominal;
  • atraso no crescimento, na perda e/ou no aumento de peso insuficiente;
  • alterações de humor;
  • flatulência;
  • cólicas abdominais;
  • gorgolejo;
  • atrofia muscular;
  • desnutrição.

Sintomas não-clássicos

Principalmente nos adultos com doença celíaca, há sintomas menos comuns, ou não-clássicos, mais especificamente:

  • anemia e aftas recorrentes;
  • dores ósseas e cãibras;
  • cansaço crónico;
  • fertilidade diminuída e abortos espontâneos;
  • alteração de comportamentos;
  • osteopénia/osteoporose;
  • dermatite herpetiforme;
  • alterações neurológicas e psiquiátricas;
  • alterações na função da tiróide;
  • alterações nas análises hepáticas;
  • alterações na dentição definitiva: hipoplasia do esmalte;
  • alopecia areata;
  • vómitos;
  • ataxia;
  • obstipação;
  • epilepsia;
  • refluxo esofágico;
  • puberdade tardia;
  • mielopatia;
  • cefaleia;
  • dor abdominal recorrente;
  • baixa estatura.

Causas

A origem da doença celíaca pode ser causada por fatores ambientais (como a introdução prematura do glúten na dieta dos lactentes) ou também imunológicos e genéticos/hereditários.

Em muitos casos, fica evidente que há uma predisposição hereditária. Os estudos indicam que há 10 vezes mais riscos da doença surgir, quando há pais ou irmãos celíacos. Noutras situações, o aparecimento da doença pode estar associado a uma perturbação do sistema de defesas do organismo.

Esta doença é mais frequente em familiares de primeiro grau de doentes celíacos, indivíduos com síndrome de Down e pessoas com doenças autoimunes, como tiroidite e diabetes mellitus tipo 1.

Condições auto-imunes associadas:

  • Diabetes mellitus tipo 1;
  • Tiroidite autoimune;
  • Hepatite autoimune;
  • Miastenia gravis;
  • Cirrose biliar primária;
  • Colangite esclerosante primária;
  • Síndrome de Sjögren.

Condições genéticas associadas:

  • Síndrome de Down;
  • Síndrome de Turner;
  • Síndrome de Williams;
  • Deficiência de IgA.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença celíaca é difícil. Além da identificação dos sintomas, é essencial realizar alguns exames, após a adoção de uma dieta com glúten durante um período não inferior a 6 meses. Alguns desses testes e análises são:

  • análises às fezes e também ao sangue que possam confirmar a má absorção de alguns nutrientes (ácido fólico, ferro e vitaminas do complexo B);
  • testes sorológicos que comprovem a existência de anticorpos da DC (anti-transglunaminase, anti-gliadina, anti-endomísio);
  • testes genéticos para pesquisa HLA DQ8 e HLA DQ2;
  • biopsia ao intestino para corroboração de diagnóstico.

Tratamento

O tratamento para a doença celíaca passa, exclusivamente, por fazer uma dieta rigorosa sem glúten.

Entretanto, a maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares.

A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pelo resto da vida. Deste modo, os pacientes podem reduzir a probabilidade de desenvolver problemas de infertilidade ou cancro no intestino.

Estas mudanças no estilo de vida podem afetar a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, deve ter-se em consideração o custo mais elevado dos produtos para celíacos e a menor oferta dos mesmos, em comparação com os produtos com glúten.

Neste sentido, o doente celíaco precisa de um acompanhamento e de uma formação específicos que permitam dotá-lo de ferramentas que lhe permitam identificar os ingredientes proibidos, bem como confecionar receitas sem glúten que sejam saborosas e nutricionalmente ricas.

É importante que a dieta celíaca, além de ser isenta de glúten, seja pobre em sal, açúcar e gordura, mas rica em vitamina D e cálcio.

Outro aspeto importante diz respeito à cuidada manipulação dos alimentos, de modo a evitar contaminações cruzadas. Isto também deve ser tido em atenção no que diz respeito aos utensílios domésticos.

Em suma, o doente celíaco precisa de muito acompanhamento e, mesmo, formação na área da nutrição, assim como, em alguns casos, apoio psicológico, de modo a que consiga lidar da melhor maneira possível com as exigências e restrições impostas por esta patologia.

Alimentos proibidos:

  • Amidos e farinhas de trigo (triticale, espelta, kamut, etc.), cevada, centeio, aveia e massas alimentícias;
  • Produtos de confeitaria e pastelaria, pão, biscoitos e bolachas;
  • Iogurtes com cereais;
  • Queijo creme e queijos comerciais de composição desconhecida;
  • Farinheira e alheira e outros enchidos;
  • Pizzas, lasanha, canellones e raviolis;
  • Salgados (rissóis, croquetes, etc.) e panados;
  • Delícias do mar e variantes;
  • Cerveja, malte e extrato de malte;
  • Compotas ou sumos industriais com espessantes desconhecidos;
  • Molhos industriais e sopas de pacote ou em cubo;
  • Sobremesas instantâneas, gelados comerciais de composição desconhecida;
  • Cereais de pequeno-almoço.

Prevenção

Dado que a origem da doença celíaca nem sempre é clara, podendo até, por vezes, ter uma origem genética/hereditária, esta patologia não pode ser, propriamente, prevenida.

A única recomendação da European Society of Pediatric Gastroenterology and Nutrition é de que a introdução do glúten na alimentação da criança seja feita só depois dos 6 meses de vida.

Além disso, como a doença tem uma base genética importante, o aconselhamento genético e rastreamento de familiares de primeiro grau de pacientes portadores de doença celíaca, mesmo se assintomáticos, é recomendada.

Apoios

Tendo em conta os custos dos produtos e alimentos sem glúten, existem alguns apoios que visam ajudar os doentes celíacos a suportarem essas mesmas despesas.

IRS

Os gastos com produtos sem glúten são considerados despesas de saúde, taxadas a IVA reduzido.

Segundo a Autoridade Tributária e Aduaneira, “as despesas com a aquisição de produtos específicos para celíacos são consideradas despesas de saúde desde que os produtos sejam adquiridos num dos setores de atividade respeitantes a estas despesas, sejam devidamente justificadas por receita médica e a respetiva fatura seja comunicada no Portal das Finanças.”

Para isso, é essencial a validação das faturas no portal e-fatura, a declaração médica a comprovar que é portador de doença celíaca e as faturas só com produtos específicos sem glúten, as quais devem ser guardadas por 4 anos.

Abono complementar

As crianças celíacas que não excedam os 10 anos de idade podem beneficiar do abono complementar por deficiência, caso os seus progenitores não estejam inseridos num escalão igual ou superior ao 6º escalão.

Para requerer este apoio, o médico de família ou o especialista que acompanha a criança deve preencher o formulário próprio, acompanhado por declaração comprovativa da doença.

Источник: https://www.medicare.pt/mais-saude/doencas-cronicas/tudo-sobre-doenca-celiaca

DOENÇA CELÍACA – Causas, sintomas e tratamento

Sintomas da doença celíaca e como identificar

A doença celíaca, também conhecida por enteropatia sensível ao glúten, é uma doença do intestino delgado caracterizada pela intolerância ao glúten.

O glúten é uma proteína presente em vários cereais, principalmente trigo, aveia, centeio, malte, triticale, espelta, kamut ou cevada.

Isso significa que uma enormidade de alimentos feitos à base destes produtos contém glúten na sua fórmula, incluindo cereais, pães, massas, pizzas, bolos, doces, biscoitos, salgadinhos, barra de cerais, empanados, waffles, sopas, croutons, batata frita industrializada, cerveja, uísque e vodca destilada de grãos.

Você já deve ter notado que um grande variedade de alimentos apresenta na sua embalagem o aviso “contém glúten”. Este aviso é voltado para pacientes portadores da doença celíaca, que, como veremos a seguir, não podem consumir qualquer alimento que contenha glúten.

O que é a doença celíaca?

A doença celíaca é uma doença de origem imunológica e se caracteriza pela ocorrência de uma intensa reação inflamatória no intestino delgado toda vez que este é exposto a alimentos que contenham glúten.

Em alguns casos, a inflamação pode ser tão severa, que destrói as vilosidades da mucosa do intestino delgado, que são responsáveis pela absorção de boa parte dos nutrientes. O resultado deste processo de inflamação e lesão da mucosa intestinal é uma síndrome de má absorção intestinal (explicarei melhor esta síndrome mais à frente).

A doença celíaca é uma patologia de origem autoimune, sendo uma doença diferente da alergia ao glúten. O mecanismo imunológico e o quadro clínico dessas duas doenças são distintos.

A doença celíaca é uma doença relativamente comum e pode acometer qualquer pessoa, porém é mais frequente em caucasianos (brancos) descendentes de europeus do norte. Na Europa e nos EUA cerca de uma a cada 150 pessoas tem doença celíaca. Nos países nórdicos, esta taxa chega a ser de uma para cada 90 pessoas. No mundo inteiro, aproximadamente 25 milhões de pessoas sofrem com esta doença.

Antes considerada uma doença pediátrica, hoje sabemos que a enteropatia por glúten pode surgir em qualquer idade. 60% dos casos ocorrem em adultos, sendo 20% em pacientes com mais de 60 anos. Nas crianças, em geral, a doença se torna aparente quando estes ainda são bebês, logo após as primeiras exposições à dieta com glúten.

A maior parte dos pacientes com doença celíaca apresenta uma forma branda da doença, com poucos ou nenhum sintomas, fazendo com que os mesmo passem anos ser nem sequer suspeitar que possuem qualquer problema. Estima-se que para cada paciente com sintomas típicos de doença celíaca haja outros 7 com doença celíaca silenciosa ou oligossintomática (com sintomas discretos).

Portanto, apesar dos avanços nos métodos diagnósticos, a real prevalência da doença celíaca pode ainda estar subestimada.

Fatores de risco

A enteropatia por glúten tem um forte componente hereditário. Cerca de 10% dos parentes de primeiro grau de um paciente com doença celíaca também são portadores da doença.

Novas evidências indicam que o tempo e o modo da primeira exposição ao glúten podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença celíaca. Estudos observacionais sugerem que o risco para a enteropatia por glúten pode ser reduzido pela introdução gradual do glúten na dieta do bebê, de preferência após o sexto mês de vida e enquanto a criança ainda está sob aleitamento materno.

A doença celíaca pode ocorrer em qualquer pessoa, mas indivíduos com algumas doenças autoimunes apresentam um risco maior que a população em geral. São elas:

Outras doenças sem origem autoimune também estão relacionadas a uma maior incidência de doença celíaca, como:

  • Doenças do fígado.
  • Fibromialgia.
  • Síndrome da fadiga crônica.
  • Síndrome de Down.

Alimentos sem glúten

Apesar da grande quantidade de alimentos que contém glúten, as opções para uma dieta sem glúten também são imensas.

Exemplos de alimentos que não contém glúten e podem ser consumidos por pacientes com doença celíaca:

  • Frutas frescas.
  • Legumes.
  • Carne de vaca.
  • Frango.
  • Peixe.
  • Porco.
  • Maioria produtos lácteos.
  • Arroz.
  • Milho.
  • Soja.
  • Batata.
  • Mandioca.
  • Feijão.
  • Amaranto.
  • Fubá.
  • Farinhas sem glúten (arroz, soja, milho, batata, feijão),
  • Quinoa
  • Tapioca.
  • Vinho.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/doenca-celiaca-gluten/

7 sinais que você pode ter intolerância ao glúten

Sintomas da doença celíaca e como identificar

A intolerância ao glúten provoca sintomas intestinais como excesso de gases, dor no estômago, diarreia ou prisão de ventre, mas como esses sinais também aparecem em diversas doenças, muitas vezes a intolerância não é diagnosticada. Além disso, quando a intolerância é grave, pode causar a Doença Celíaca, que provoca sintomas mais fortes e frequentes de dor abdominal e diarreia.

Esta alergia ao glúten pode surgir em crianças e adultos, e acontece devido à incapacidade ou dificuldade em digerir o glúten, que é uma proteína presente no trigo, no centeio e na cevada, e seu tratamento consiste na retirada dessa proteína da dieta. Veja todos os alimentos que contêm glúten.

Se acha que pode ser intolerante ao glúten, assinale os seus sintomas:

Porém, se está com dificuldade em identificar seus sintomas, veja como diferenciar cada um para facilitar o diagnóstico:

1. Desconforto abdominal

Quando há intolerância, após a ingestão de alimentos com trigo, cevada ou centeio é comum surgirem sintomas como excesso de gases, barriga inchada, diarreia ou prisão de ventre. Além do mal estar abdominal, as células do intestino também ficam danificadas, causando má absorção de vitaminas e minerais.

Como diferenciar: A dor da intolerância é recorrente e normalmente é acompanhada por gases e alterações intestinais principalmente após a ingestão de pães, bolos ou massas, enquanto a dor da gastrite, por exemplo, sempre ocorre após as refeições ou quando se fica muito tempo sem comer.

2. Tontura

A ingestão de glúten pode provocar tonturas, confusão mental, desorientação ou sensação de cansaço após a refeição, mas esses sintomas normalmente não são relacionados à intolerância, e por isso passam despercebidos.

Como diferenciar: A tontura causada pela intolerância aparece mesmo quando se está bem alimentado e descansado, não tendo relação com o excesso de atividade física ou alterações na pressão arterial.

3. Alterações de humor

Devido ao mal estar intestinal, é comum que ocorram alterações no humor principalmente após as refeições, com sintomas de irritabilidade, ansiedade ou tristeza.

Estas frequentes alterações de humor também causam cansaço e fadiga, mesmo após uma boa noite de sono. Isso acontece porque o corpo está concentrado em combater a inflamação no intestino, gastando toda a energia que daria ânimo e disposição para um novo dia.

4. Enxaqueca crônica

Em geral, a enxaqueca provocada por esta intolerância começa cerca de 30 a 60 minutos após a refeição, podendo ocorrer também os sintomas de visão embaçada e dor ao redor dos olhos.

Como diferenciar: As enxaquecas comuns não têm hora para começar e normalmente estão ligadas ao consumo de café ou álcool, não tendo relação com alimentos ricos em farinha de trigo.

5. Coceira na pele

A inflamação no intestino causada pela intolerância pode provocar ressecamento e coceira na pele, criando pequenas bolinhas vermelhas. No entanto, esse sintoma por vezes também pode estar ligado a uma piora dos sintomas de psoríase e lúpus.

Como diferenciar: Deve-se retirar da dieta os alimentos com trigo, cevada ou centeio, como bolos, pães e massas, para verificar se ocorrem melhorias na coceira com a alteração da alimentação.

6. Dor muscular

O consumo de glúten pode causar ou aumentar os sintomas de dor muscular, nas articulações e nos tendões, clinicamente chamada de fibromialgia. Também é comum ocorrer inchaço, principalmente nas articulações dos dedos, dos joelhos e do quadril.

Como diferenciar: Deve-se retirar alimentos com trigo, cevada e centeio da alimentação e verificar se os sintomas de dor melhoram.

7. Intolerância à lactose

É comum que a intolerância à lactose se apresente juntamente com a intolerância ao glúten. Assim, pessoas que já têm o diagnóstico de intolerância à lactose têm mais chances de apresentar intolerância a alimentos com trigo, cevada e centeio, devendo estar mais atentas ao sintomas.

Como saber se é intolerância

Na presença desses sintomas, o ideal é fazer exames que confirmem o diagnóstico de intolerância, como exame de sangue, de fezes, de urina ou a biópsia intestinal.

Além disso, deve-se excluir da dieta todos os produtos que contenham essa proteína, como farinha, pão, biscoito e bolo, e observar se os sintomas desaparecem ou não.

Entenda de forma simples o que é, quais os sintomas e como fica a alimentação na Doença Celíaca e na intolerância ao glúten assistindo ao vídeo abaixo:

Como viver com intolerância ao glúten

Após o diagnóstico, deve-se retirar da dieta todos os alimentos que contenham essa proteína, como farinha de trigo, macarrão, pão, bolos e biscoitos.

É possível encontrar diversos produtos especiais que não contêm essa proteína, como macarrão, pão, biscoitos e bolos feitos a partir de farinhas que são permitidas na dieta, como a farinha de arroz, de mandioca, de milho, o fubá, a fécula de batata, fécula de mandioca, polvilho doce e polvilho azedo.

Além disso, é importante observar no rótulo a lista de ingredientes para verificar a presença de trigo, cevada ou centeio na composição ou resíduos de glúten, como é o caso de produtos como salsicha, kibe, flocos de cereais, almôndegas e sopas enlatadas. Veja como fazer uma dieta sem glúten.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-intolerancia-ao-gluten/

10 mitos e verdades sobre a doença celíaca

Sintomas da doença celíaca e como identificar

Em pessoas com doença celíaca, cortar o glúten da dieta não é questão de seguir a moda, mas sim de necessidade.

Em celíacos, a ingestão dessa proteína – encontrada em grãos como trigo, centeios e cevada – danifica o revestimento do intestino delgado e pode interferir na absorção dos nutrientes.

Embora exista uma variedade cada vez maior de produtos com o rótulo “sem glúten” nas prateleiras dos supermercados, ainda há muita desinformação a respeito da doença. Por isso, é importante conhecer alguns mitos e verdades sobre a doença celíaca.

1. Doença celíaca é uma alergia alimentar

MITO. Essa confusão existe porque tanto a doença celíaca quanto as alergias alimentares são uma reação do sistema imunológico a um determinado alimento. Entretanto, existem diferenças importantes entre elas.

Por exemplo, a reação alérgica começa segundos ou minutos após o consumo do alimento, podendo causar falta de ar e outros sintomas súbitos potencialmente graves ou mesmo fatais.

A doença celíaca pode ser mais lenta e silenciosa, com sintomas indo de leves a intensos se manifestando por um longo período.

2. Sensibilidade ao glúten é a mesma coisa que doença celíaca

MITO. Pessoas com sensibilidade ao glúten têm sintomas semelhantes ao de doença celíaca, mas uma investigação médica pode mostrar resultados diferentes nos exames. Na sensibilidade ao glúten, o corpo reage mal à proteína, mas o intestino não sofre danos.

3. A doença celíaca pode surgir na idade adulta

VERDADE. É possível desenvolver doença celíaca em qualquer idade, inclusive na terceira idade. Embora surja com mais frequência em bebês de até um ano de idade, logo que o glúten é introduzido na dieta, muitas vezes os primeiros sintomas se manifestam somente na vida adulta.

4. A doença celíaca causa apenas sintomas digestivos

MITO. Embora os sintomas clássicos da doença celíaca sejam os gastrointestinais – como dor abdominal, constipação, gases, náusea, perda de peso e diarreia – mais da metade dos celíacos têm sinais e sintomas que não estão relacionados ao sistema digestivo, tais como:

  • Anemia;
  • Dermatite herpetiforme (lesões bolhosas na pele);
  • Lesões na boca;
  • Cansaço;
  • Formigamento nas mãos e pés;
  • Alterações de humor;
  • Dor nas articulações;
  • Menstruação irregular;
  • Problemas de crescimento em crianças.

5. Ter sintomas é suficiente para o diagnóstico da doença celíaca

MITO. Os sintomas da doença celíaca são muito variados e podem estar relacionados a vários outros problemas de saúde. Se você acha que tem a doença, consulte um médico antes de eliminar o glúten da dieta.

6. Quem tem familiares celíacos está em maior risco

VERDADE. A doença celíaca é genética e costuma afetar várias pessoas da mesma família. Se você tem parentes de primeiro ou segundo grau com a condição, pergunte ao seu médico se você precisa fazer exames para investigá-la. Além do histórico familiar, existem outros fatores que aumentam as chances de ter doença, incluindo:

  • Diabetes tipo 1;
  • Síndrome de Down;
  • Doenças da tireoide.

7. Apesar dos sintomas desagradáveis, a doença celíaca não é grave

MITO. Se não for tratada, a doença celíaca pode levar a complicações bastante sérias, incluindo:

  • Cânceres intestinais;
  • Desnutrição;
  • Infertilidade e aborto espontâneo;
  • Osteoporose;
  • Problemas neurológicos, como epilepsia.

8. A doença celíaca pode ser curada

MITO. Por ser uma condição autoimune, ela pode ser apenas controlada. Pessoas diagnosticadas com doença celíaca precisam evitar completa e permanentemente a ingestão de glúten. Mesmo que a doença esteja controlada, se a proteína for introduzida novamente à dieta o intestino voltará a sofrer danos.

9. Celíacos podem ingerir glúten em pequena quantidade

MITO. Mesmo quantidades mínimas de glúten podem ser prejudiciais para quem tem doença celíaca. E é preciso muito cuidado, porque evitar o glúten significa mais do que abrir mão de pães, bolos, massas e pizzas.

Ele também se esconde em muitos outros produtos, incluindo molhos de salada. Por isso, é importante a orientação médica e nutricional.

O profissional pode ajudar a identificar quais alimentos não contêm glúten e a planejar uma alimentação saudável e equilibrada sem a proteína.

10. Celíacos devem evitar cosméticos que contenham glúten

MITO E VERDADE. O glúten presente nos produtos de higiene e beleza não é uma ameaça para celíacos, a menos que seja ingerido acidentalmente.

Isso é mais fácil de acontecer com produtos próximos da boca, tais como batom, protetor labial, pasta de dente e enxaguante bucal. Embora valha a pena procurar produtos sem glúten, nesses casos você não precisa se preocupar com maquiagens, xampus, hidratantes, etc.

Mas lembre-se de lavar bem as mãos depois de aplicá-los para evitar qualquer ingestão não intencional.

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