SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)

O que é meningite: causas, sintomas, tratamentos e a vacina

SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)

A meningite é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro (as meninges), que afeta toda a região e dificulta o transporte de oxigênio às células do corpo.

A doença provoca sintomas como dor de cabeça e na nuca, rigidez no pescoço, febre e vômito.

Ela pode evoluir rapidamente, em especial entre crianças e adolescentes, para perda dos sentidos, gangrena dos pés, pernas, braços e mãos.

Vários agentes infecciosos causam a meningite. Geralmente, os quadros ocasionados por vírus são menos graves.

Já os que surgem em decorrência de bactérias (ou, raramente, de fungos) são perigosos, com taxa de morte na casa dos 20%. Além disso, dois a cada dez sobreviventes têm de conviver com sequelas, a exemplo de surdez, paralisia ou amputação de membros.

A transmissão do meningococo – principal bactéria por trás meningite – ocorre por meio de secreções respiratórias e da saliva, durante contato próximo com uma pessoa infectada. A boa notícia é que esses agentes não são tão contagiosos quanto o vírus da gripe, por exemplo.

Contatos casuais ou breves dificilmente vão passar a meningite pra frente. Agora, ambientes fechados e cheios de gente contribuem para a transmissão e potenciais surtos.

O tratamento depende do tipo de micro-organismo que gerou a meningite e, principalmente, do estado do paciente. Mas é certo que um atendimento rápido ajuda bastante. Mais importante do que isso, hoje há várias vacinas contra os principais agentes causadores desse problema.

Sintomas e complicações da meningite

  • Dor de cabeça e na nuca
  • Rigidez no pescoço
  • Febre
  • Vômito
  • Confusão mental
  • Gangrena de pés, pernas, braços e mãos
  • Paralisia
  • Surdez

Causas

Um dos principais subtipos dessa infecção é a meningite meningocócica. Ela é deflagrada por diferentes sorotipos da bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida por meningococo. Esses subtipos são: A, B, C, W e Y. Hoje em dia, todos podem ser evitados com vacinas.

Outras bactérias também desencadeiam a meningite. Estamos falando de micro-organismos como Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenza tipo B, que também são afastados por meio da vacinação.

Até certos vírus têm potencial de invadir o cérebro e atacar as meninges. Porém, em geral esses casos são menos graves. Já os fungos que causam a enfermidade são tão graves quanto as bactérias – ainda bem que esse tipo de quadro é raro.

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Vacina para meningite e prevenção

A vacinação é a principal forma de evitar a meningite. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), as vacinas contra os tipos A, B, C, W e Y de meningococo são seguras e eficazes.

A Sbim e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam preferencialmente dar a vacina meningocócica conjugada ACWY para crianças aos 3, 5 e 7 meses de vida. As doses de reforço são indicadas em duas ocasiões: entre 4 e 6 anos e aos 11 anos de idade.

E, claro, quem não se imunizou nessas datas deve, ainda assim, buscar sua proteção. Converse com um médico e acesse o site da Sbim para mais informações.

Mas… e a vacina contra o meningococo B? Ela também é indicada pela Sbim, mas vem em outra injeção. As quatro doses devem ser dadas, preferencialmente, aos 3, 5, 7 e 12 meses de vida. Clique aqui e veja mais informações. E também não está disponível nos postos de saúde públicos.

Como dissemos, também é bom se proteger dos outros agentes infecciosos. E ficar de olho em locais com surtos de meningite. Principalmente nesses lugares, evite ambientes fechados, com grande número de pessoas.

O diagnóstico

Como a doença evolui rapidamente, os médicos se baseiam nos sintomas para iniciar o tratamento. Mas, claro, eles podem pedir exames de sangue para identificar o agente causador da meningite. Ou mesmo raio-x e tomografia para detectar focos de infecção pelo corpo.

Como tratar a meningite

Se a origem for bacteriana, os médicos via de regra apelam para antibióticos, com o intuito de debelar o agente infeccioso.

Mas o problema da meningite é sua progressão rápida e suas complicações, que não raro surgem em menos de 24 horas. Ou seja, o paciente deve ser encaminhado ao hospital depressa, onde receberá várias medidas de suporte.

A ideia é manter o corpo equilibrado para combater a infecção. E lidar com as complicações rapidamente, assim que elas aparecerem.

Fontes: Sbim, Sociedade Brasileira de Pediatria e reportagem O Cerco À Meningite (Revista SAÚDE, junho de 2015)

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  • Bactérias
  • Dores
  • Febre
  • Vacina de Meningite
  • Vacinas
  • Vírus

Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-meningite-causas-sintomas-tratamentos-e-a-vacina/

SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)

SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)

A meninge é uma fina membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal. No seu interior circula um líquido, chamado líquido cefalorraquidiano ou líquor.

Quando a meninge encontra-se inflamada, dizemos que o paciente tem meningite. Na imensa maioria dos casos, a inflamação da meninge é provocada por um agente infeccioso, como vírus, bactérias ou fungos.

Entre as bactérias, as mais comuns são: Haemophilus influenzae, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae.

Entre os vírus, os mais comuns são os Enterovírus, incluindo poliovírus, coxsackievírus e echovírus, e os herpesvírus.

Neste artigo vamos abordar os sinais e sintomas da meningite, dividindo as explicações de acordo com a faixa etária e com o agente causador da infecção da meninge.

Se você quiser mais informações sobre o que é meningite, incluindo suas causas, diagnóstico e opções de tratamento, acesse o seguinte link: Meningite – Sintomas, Causas e Tratamento.

Meningite bacteriana em adultos

A meningite bacteriana nos adultos costuma ser um quadro de evolução rápida, com acelerada piora do estado clínico em poucas horas. Em geral, o paciente acaba dando entrada em algum hospital apenas 24 ou 48 horas após o aparecimento dos primeiros sinais da doença.

O tempo de incubação da meningite bacteriana, ou seja, o intervalo entre o contágio e o aparecimento dos primeiros sintomas, costuma ser de 3 a 4 dias.

O sinal mais comum de meningite é febre alta, presente em mais de 95% dos pacientes. Nos pacientes idosos, pode não haver febre, mas sim hipotermia, com temperatura axilar abaixo dos 36ºC.

Outro sinal frequentemente presente é a rigidez de nuca, que ocorre em cerca de 90% dos casos. A rigidez pode ser notada ao exame físico através da dor e da incapacidade do paciente de abaixar a cabeça e encostar o queixo no seu peito, mesmo com a ajuda do examinador.

Além da dificuldade em abaixar a cabeça, movimentar o pescoço também é difícil e doloroso quando a meninge está inflamada.

A dor de cabeça é outro sintoma comum de meningite. Ela costuma ser uma dor intensa e difusa por todo o crânio. Mesmo os pacientes que costumam ter dor de cabeça frequentemente são capazes de afirmar que a dor da meningite é pior e diferente.

Alterações do nível de consciência ocorrem em até 80% dos pacientes e é, geralmente, o sinal que faz com que a família procure um hospital. Letargia e confusão mental são as apresentações mais comuns, mas até 20% dos pacientes podem chegar ao hospital já comatosos.

Sintomas da meningite meningocócica

Nos pacientes que apresentam meningite meningocócica, que é aquela provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo, podem surgir pequenas manchas puntiformes, vermelhas ou violáceas, pelo corpo, chamadas de petéquias.

Uma forma de distinguir o rash da meningite meningocócica do rash de outras causas, como alergias ou picadas de mosquito, é comprimir as lesões com um copo transparente e ver se elas somem (teste de Tumbler). Na meningite meningocócica, as petéquias não desaparecem.

É importante destacar que petéquias podem surgir por outros motivos, não sendo uma lesão exclusiva da meningite.

De qualquer forma, havendo ou não suspeita de meningite meningocócica, todo paciente que desenvolve rash súbito e extenso deve procurar um médico.

Sintomas clássicos da meningite bacteriana em adultos

  • Febre alta.
  • Rigidez de nuca.
  • Dor de cabeça.
  • Alteração do estado mental.
  • Petéquias (em caso de meningite meningocócica).

Praticamente todos os pacientes com meningite apresentam pelo menos um ou dois dos sintomas citados acima.

Fora os sintomas clássicos, os adultos com meningite bacteriana também podem apresentar:

  • Náuseas e vômitos.
  • Crise convulsiva.
  • Dor muscular.
  • Dor nas articulações.
  • Tonturas.
  • Fotofobia.

Meningite bacteriana em crianças

Nas crianças, a meningite bacteriana costuma ter duas apresentações distintas. Em alguns casos, a meningite é um quadro mais arrastado, com a criança apresentando febre sem causa aparente durante alguns dias antes dos sintomas mais específicos surgirem. A outra forma é uma meningite fulminante, com rápido agravamento do estado clínico do paciente em poucas horas e elevada mortalidade.

Sintomas da meningite bacteriana em crianças com menos de 2 anos

Nos bebês e crianças com menos de 2 anos, o quadro de meningite é bem diferente do das crianças mais velhas. Os sinais e sintomas mais comuns são:

  • Febre*
  • Rigidez de nuca*
  • Dificuldade de mamar.
  • Irritabilidade ou apatia extrema.
  • Choro incontrolável.
  • Rigidez do corpo ou hipotonia generalizada (corpo mole, sem tônus).
  • Contrações musculares.
  • Mãos e pés frios.
  • Palidez cutânea.
  • Pele fria e úmida.
  • Abaulamento da fontanela (moleira inchada).
  • Crise convulsiva.
  • Dificuldade respiratória.

* Nas crianças muito pequenas, rigidez de nuca e febre podem não ocorrer, apesar da hipotermia ser comum.

Sintomas da meningite bacteriana em crianças com mais de 2 anos

Quanto mais velha for a criança, mais parecido com a meningite do adulto é o quadro. São sintomas comuns:

  • Rigidez de nuca.
  • Dor de cabeça.
  • Febre.
  • Alteração do estado mental.
  • Irritabilidade ou apatia extrema.
  • Recusa alimentar.
  • Vômitos.
  • Manchas vermelhas pelo corpo (meningite meningocócica).

Meningite viral nos adultos

A meningite provocada por vírus pode causar sintomas parecidos com a meningite bacteriana. A diferença é que a forma viral é menos grave e a mortalidade é bem mais baixa.

Isso não significa, porém, que o quadro clínico não possa ser bem rico, com dor muscular difusa, vômitos e fraqueza.

Muitos pacientes não apresentam a clássica rigidez de nuca e o seu estado neurológico mantém-se mais ou menos estável. Em geral, febre e dor de cabeça são os sintomas mais evidentes.

A meningite viral costuma surgir como complicação de uma virose. O paciente pode ter também sintomas comuns de virose respiratória, como espirros, tosse, dor de gargante e conjuntivite.

Meningite viral em crianças

Assim como nos adultos, a meningite viral nas crianças costuma ser menos grave que a forma bacteriana.

A maioria dos casos é provocada por enterovírus, curam-se sozinhos com o tempo e não deixam sequelas.

Sintomas da meningite bacteriana em crianças com menos de 2 anos

Nas crianças pequenas e nos bebês, a história é um pouco diferente. Nesse grupo, a meningite viral pode ser grave, provocando mortes ou deixando sequelas.

Os sintomas mais comuns de meningite viral em bebês e crianças com menos de 2 anos são:

  • Choro fácil.
  • Irritabilidade ou apatia.
  • Crise convulsiva.
  • Diarreia.
  • Dificuldade de mamar.
  • Abaulamento da fontanela (moleira inchada).

Complicações, como pneumonia, hepatite, miocardite, edema cerebral e isquemia intestinal podem surgir, aumentando o risco de morte.

Clinicamente, somente pelos sintomas, pode ser difícil distinguir uma meningite viral da bacteriana. A distinção, na verdade, está na menor taxa de mortalidade e no número de complicações, mas isso só se torna claro ao final do quadro, quando o paciente se recupera totalmente sem maiores sequelas.

Durante o curso da doença, a única forma de fazer a distinção é através dos exames laboratoriais, principalmente a análise do liquor, obtida através da punção lombar.

A distinção entre meningite viral e bacteriana é importante, porque a primeira precisa ser tratada com antibióticos, enquanto a segunda só necessita de cuidados simples.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/sintomas-da-meningite/

Entenda a diferença entre as meningites virais e as bacterianas

SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)

Quando ouvimos a palavra meningite, logo nos assustamos, pois sabemos que trata-se de uma doença grave e muitas vezes fatal, mas para nos mantermos imunizados contra ela, é preciso entender de que forma essa enfermidade se manifesta nosso corpo.

A meningite pode ser viral ou bacteriana, sendo a primeira mais fácil de tratar e controlar, enquanto a segunda é mais grave, podendo inclusive levar à morte.

Cada tipo apresenta sintomas diferentes, sendo importante diagnosticá-los o quanto antes para que o tratamento tenha mais eficácia e o risco de sequelas seja menor ou extinguido.

Nesse artigo você entenderá um pouco mais sobre os tipos de contágio da doença, as diferenças entre eles e também seus sintomas. Confira!

Meningite Viral

Trata-se da forma mais comum e leve da doença, que provoca uma inflamação das meninges, que são as membranas que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Bebês menores de um ano e crianças pequenas são os mais atingidos.

Dentre os principais vírus causadores dessa meningite estão o enterovírus, arbovírus, vírus do sarampo, vírus da caxumba, vírus da coriomeningite linfocítica, HIV-1, adenovírus, vírus do grupo do herpes simples tipo 1 e 2, varicela zoster, Epstein-Barr e citomegalovírus.

Sintomas

O paciente com meningite viral tem sintomas parecidos com os da gripe, com febre e dor de cabeça. Também pode se manifestar a fotofobia (sensibilidade à luz) e vômitos. A nuca fica pouco rígida e dolorida.

A maioria dos casos a doença evolui sem grandes complicações e o tratamento visa apenas controlar a dor e a febre por meio de medicamentos.

Transmissão

A meningite viral pode ser transmitida pela saliva de uma pessoa infectada ao tossir, espirrar, beijar ou falar.  Existe ainda a possibilidade de transmissão pelas fezes, no caso do enterovírus.

Meningite bacteriana

É a forma mais grave da doença e deve ser tratada o mais rápido possível, já que quanto antes ela é combatida, menores são as chance do cérebro ser danificado e também de acontecer infecção generalizada, levando à morte.  O tratamento é realizado com antibióticos por via venosa.

Vale relembrar que a meningite causa um inchaço das meninges, o que pode danificar nervos e o cérebro, causando sequelas graves.

Os tipos de meningites bacterianas mais comuns são causados pelas bactérias meningococo, pneumococos e haemophylus, sendo a primeira a mais contagiosa e perigosa.

Já a meningite pneumocócica e a haemophylus apresentam um menor número de casos, já que as vacinas contra essas enfermidades são bastante eficazes na prevenção.

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Sequelas

As complicações e, consequentemente, as sequelas podem variar de gravidade conforme o paciente e o nível da infecção. Elas podem ser também temporárias ou permanentes. Entre as mais comuns estão perda da audição e visão, problemas com memória, concentração, coordenação motora, equilíbrio, aprendizado e fala, epilepsia e paralisia cerebral.

Imunização

Para se imunizar contra a meningite, seja ela viral ou bacteriana, é preciso se vacinar. O sistema público de saúde brasileiro oferece gratuitamente nos postos apenas a vacina contra a meningite C, indicada para bebês (aos 3 e 5 meses e com reforço aos 12 meses) e para adolescentes (dos 11 aos 14 anos).

A proteção completa contra a meningite só é garantida com outras três vacinas, que são encontradas somente em clínicas particulares. São elas:

Meningo B: Previne contra meningite bacteriana do tipo B, causada pela bactéria meningococo do tipo B.

ACWY (Meningocócica Conjugada Quadrivalente): Previne contra meningite bacteriana causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

Pneumo 13: Protege contra infecções invasivas causadas por 13 subtipos da bactéria pneumococo que podem ser causa de pneumonia, meningite e otite, entre outras doenças.

Proteger Vacinas

Agora que você já sabe como a meningite se manifesta, de que forma se dá o contágio e o risco que sua família corre caso manifeste a doença, chegou a hora de se proteger.

Nas unidades de Florianópolis e Palhoça da Proteger Vacinas você encontra as três imunizações que compõem o ciclo completo contra a meningite viral e bacteriana.

Entre em contato conosco, tire suas dúvidas e saiba mais detalhes das doses necessárias. Temos uma equipe completa e capacitada para atender você e sua família com toda qualidade e eficiência!

Источник: https://protegervacinas.com.br/blog/entenda-a-diferenca-entre-as-meningites-virais-e-as-bacterianas/

Meningite: o que é, 11 sintomas e tem cura?

SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos.

Tipos

A maioria dos casos de meningite é provocada por vírus ou bactérias, mas a doença também pode ser transmitida via fungos. Outros fatores também podem desencadear num quadro de meningite, como alergias a determinados medicamentos, alguns tipos de câncer e também inflamações.

Conheça os principais tipos de meningite existentes:

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  • Meningite viral
  • Meningite bacteriana
  • Meningite fúngica.

Esses três tipos podem levar a um quadro de meningite crônica.

Meningite: entenda a doença infecciosa e saiba como detectá-la

Causas

A causa da meningite varia de acordo com o tipo. A mais comum das meningites é aquela causada por vírus, mas há casos também da doença provocada por bactérias. Menos comum, a meningite causada por fungos também pode surgir.

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A meningite viral pode ser causada por diversos tipos de vírus e é a forma mais comum e menos perigosa de meningite, pois muitas vezes nem exige tratamento. Os vírus causadores da meningite podem ser transmitidos via alimentos, água e objetos contaminados e são mais comuns entre o fim do verão e o começo do outono.

Meningite bacteriana é a mais grave de todas. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. Pode acontecer, também, de a doença ser desencadeada após uma infecção no ouvido, fratura ou, mais raramente, após alguma cirurgia. Existe mais de uma bactéria capaz de transmitir a doença. Conheça:

Essa é a mais comum entre todas as bactérias que transmitem meningite. Ela também pode causar infecções no ouvido e até pneumonia. Existe uma vacina disponível para reduzir a ocorrência da infecção por essa bactéria.

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Outra bactéria bastante comum, essa se espalha pela corrente sanguínea após uma infecção no trato respiratório e é extremamente contagiosa. Afeta principalmente adolescentes e jovens adultos.

Esta bactéria costumava ser a principal causa de meningite em crianças. Hoje, no entanto, sua ocorrência foi controlada e reduzida por meio de vacinas.

No Brasil, a vacina contra a meningite causada por essa bactéria faz parte da cartilha obrigatória de vacinação na infância.

Quando não prevenida, tanto crianças quanto adultos podem apresentar a doença, que se desenvolve a partir de uma infecção no trato respiratório.

A maioria das pessoas expostas a essa bactéria não manifestam sintomas, mas mulheres grávidas, pessoas com imunidade comprometida, recém-nascidos e idosos são mais suscetíveis à esse tipo de meningite.

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Já a meningite fúngica, apesar de ser a menos comum, pode levar ao quadro crônico da doença. Às vezes seus efeitos podem ser similares ou até idênticos aos da meningite bacteriana, por isso inspira cuidados, mas não é contagiosa de pessoa para pessoa.

Em casos mais raros ainda, meningite pode ser resultado de causas não-infecciosas, como reações químicas, alergia a alguns medicamentos e alguns tipos de câncer também.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para a meningite. Confira:

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  • Idade: meningite viral costuma afetar crianças de até cinco anos, mas a forma bacteriana da doença geralmente atinge adultos na casa dos 20. Na verdade, o grupo de risco, quando é classificado pela idade, varia de acordo com a causa da doença. Meningite causada pela bactéria Listeria monocytogenes costuma vitimizar muitos idosos também
  • Viver em grandes centros urbanos e frequentar ambientes fechados e cheios de pessoas também podem aumentar os riscos de contrair meningite. Se uma pessoa vive em alguma base militar, orfanato ou albergue, as chances de ela apresentar a doença são maiores também
  • Gravidez: mulheres grávidas têm maiores chances de contrair listeriose e também a meningite bacteriana causada por Listeria monocytogenes
  • Sistema imunológico comprometido: pessoas com baixa imunidade correm maiores riscos de apresentar meningite também, a exemplo de portadores de Aids ou diabetes e usuários de drogas injetáveis.

Sintomas de Meningite

Os primeiros sinais de meningite, quando manifestados, são facilmente confundidos com os sintomas típicos da gripe. Eles geralmente aparecem de algumas horas até dois dias após a infecção.

Os sintomas mais comuns da meningite são:

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  • Febre alta repentina
  • Forte dor de cabeça
  • Pescoço rígido
  • Vômitos
  • Náusea
  • Confusão mental e dificuldade de concentração
  • Convulsões
  • Sonolência
  • Fotossensibilidade
  • Falta de apetite
  • Rachaduras e presença de manchas vermelhas na pele.

Bebês recém-nascidos portadores de meningite também podem apresentar febre, dor de cabeça, vômitos, confusão, rigidez corporal, moleira tensa ou elevada e inquietação. Às vezes, apenas irritabilidade em crianças ou choro fácil, diferente do normal, pode ser um indício de uma meningite.

Na consulta médica

Dependendo da causa, meningite pode levar a complicações mais grave e pode, inclusive, levar o paciente à morte. Por isso, é muito importante que, ao primeiro sinal da doença, você procure um especialista para que ele possa fazer o diagnóstico. Se confirmada a doença, o tratamento deve começar imediatamente.

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Na consulta, descreva todos os seus sintomas e tire todas as suas dúvidas. Esteja preparado, também, para responder às perguntas do médico. Veja alguns exemplos:

Diagnóstico de Meningite

O diagnóstico de meningite pode ser feito pelo especialista tendo como base o histórico do paciente, um exame físico e alguns exames específicos, como:

  • Cultura de sangue, em que uma amostra de sangue do paciente é enviada para laboratório, onde é realizada uma cultura de microrganismos, em especial de bactérias
  • Exames de imagem, como raio X e tomografias, procurarão por sinais de infecção pelo corpo.

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Tratamento de Meningite

O tratamento de meningite depende da causa.

Para meningite viral muitas vezes o tratamento é dispensável, pois a doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas. Geralmente, os únicos meios de terapia indicados pelo médico são repouso, ingestão de muita água e o uso de medicamentos para aliviar as dores. Em casos específicos, o médico pode receitar também um antiviral.

Já para casos de meningite bacteriana, o tratamento deve ser imediato por meio de antibióticos intravenosos e medicamentos de cortisona, para reduzir o risco de futuras complicações. O antibiótico que o médico receitará depende do tipo de meningite que o paciente tem, ou seja, da bactéria causadora da doença.

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Mesmo quando as causas da meningite não estão esclarecidas, os médicos podem ministrar medicamentos antivirais e antibióticos para o paciente, já que meningites causadas por vírus e bactérias são os tipos mais frequentes da doença.

Quando o caso é de meningite fúngica, o tratamento é feito via fungicidas. No entanto, esses medicamentos podem apresentar diversos efeitos colaterais.

Por isso, eles só serão receitados ao paciente quando a causa por comprovadamente infecção por fungos.

Para tratar meningite crônica, o tratamento indicado é o mesmo do de meningite fúngica, já que esta é a única forma de meningite que pode levar ao quadro crônico da doença.

Os medicamentos de cortisona são mais indicados para casos em que a meningite é causada por razões não-infecciosas, como reações químicas, alergias a medicamentos e alguns tipos de câncer.

Especialista responde: Qual o medicamento mais comum no tratamento da meningite?

Medicamentos para Meningite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de meningite são:

Os medicamento contraindicados para meningite são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Algumas medidas ajudam a lidar bem com a meningite. Veja:

  • Avisem à escola se seu filho estiver com meningite
  • Após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação, portanto crianças podem voltar a frequentar a escola normalmente
  • Não há necessidade de fechar escolas ou creches quando ocorre um caso de meningite entre os alunos, professores ou funcionários da escola, pois o agente causador da doença não sobrevive no ar ou nos objetos
  • A limpeza e a higiene devem ser as habituais. Não há necessidade de inutilizar ou desinfetar objetos de uso pessoal do doente
  • Tome muita água durante todo o dia para evitar a desidratação
  • Faça uso de medicamentos e analgésicos para aliviar os sintomas de dor relativos à meningite, se necessário.

Complicações possíveis

As complicações causadas por meningite não tratada podem ser graves, por isso o tratamento imediato é necessário e essencial. Confira:

  • Perda de memória
  • Dificuldade em aprender
  • Danos permanentes ao cérebro
  • Problemas de reprodução
  • Convulsões
  • Falência dos rins
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Morte

Perguntas frequentes

Sim. Ela pode ser transmitida por tosse, espirro, beijo ou compartilhamento de itens pessoais. Por isso, evite ficar perto de pessoas que estejam com a doença.

A meningite é considerada grave, porque causa danos cerebrais, perda auditiva, e pode levar ao óbito em até 48 horas.

A forma mais eficaz de prevenir a doença é por meio da vacina. Atualmente, é possível proteger-se dos cinco principais tipos (A,B,C,W e Y) da bactéria Neisseria meningitidis. Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos também ajuda.

A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis. A doença é caracterizada pela infecção das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.

Referências

Revisado por: André Felício, neurologista- CRM: 109665

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Neuropsicologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/meningite

Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

SINTOMAS DA MENINGITE (bacteriana e viral)
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O que é meningite?

A meningite é uma inflamação das meninges, membrandas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A meningite pode ser causada por vírus ou por bactéria, que é mais grave. 

O risco de contrair meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até um ano, no entanto pode acontecer em qualquer idade.

A principal forma de prevenir a meningite é por meio da vacinação.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica. Casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

Crianças, jovens e adolescentes precisam se vacinar contra meningite!

Todas as faixas etárias podem ser acometidas pela doença, porém o maior risco de adoecimento está entre as crianças menores de 05 (cinco) anos, especialmente as menores de 01 (um) ano de idade. Na doença causada pela bactéria Neisseria meningitidis, além das crianças, os adolescentes e adultos jovens têm o risco de adoecimento aumentado em surtos.

Na meningite pneumocócica (causada pelo Streptococcus pneumoniae) idosos e indivíduos portadores de quadros crônicos ou de doenças imunossupressoras também apresentam maior risco de adoecimento. O sexo masculino também é o mais acometido pela doença.

Meningite tem cura?Fechar

Sim, a maioria dos casos evoluem para cura. No entanto, é necessario assitencia médica na vigência dos sintomas.

A depender do agente causador da doença, em alguns casos, podem ocorrer sequelas como: surdez, crises de epilepsia, danos cerebrais, amputação de membros, dificuldades de aprendizagem além de problemas comportamentais.

Sim. Principalmente as causadas por bactérias, como por exemplo, a meningite pneumocócica e a meningite meningocócica, que pode apresentar-se associada à meningococcemia. Nesse último caso, a doença pode evoluir de forma fulminante, levando ao óbito em poucas horas.

Nas meningites causadas por vírus, geralmente a evolução é mais branda e o prognótico da doença é menos grave que na meningite bacteriana.

Sorogrupos da MeningiteFechar

O termo “sorogrupo” diz respeito a classificação da bactéria Neisseria meningitidis (também chamada de meningococo) que causa a doença meningocócica.

A doença meningocócica (DM) caracteriza-se por uma ou mais síndromes clínicas, sendo a meningite meningocócica a mais frequente delas e a meningococcemia a forma mais grave.

São, ao todo, 12 diferentes sorogrupos: A, B, C, E, H, I, K, L, W, X, Y e Z. No Brasil, os principais sorogrupos circulantes (que causam a maioria dos casos de DM) são o B, C, W e Y.

Estes sorogrupos já foram identificados em praticamente todas as Unidades Federadas, em maior ou menor frequência. Entretanto, o sorogrupo C permanece sendo o principal sorogrupo causador de doença meningocócica no Brasil, responsável por 60% dos casos da doença meningocócica.

No Brasil, a doença meningocócica é endêmica, com ocorrência de surtos esporádicos. Embora os casos de DM sejam esperados ao longo de todo o ano, a maioria deles ocorre nas estações mais frias, no outono-inverno.

Acomete indivíduos de todas as faixas etárias, porém aproximadamente 30% dos casos notificados ocorrem em crianças menores de 5 anos de idade. Os maiores coeficientes de incidência da doença são observados em lactentes, no primeiro ano de vida. Nos surtos e epidemias, observam-se mudanças nas faixas etárias afetadas, com aumento de casos entre adolescentes e adultos jovens.

O tratamento para a doença meningocócica (independente do sorogrupo) é hospitalar, por meio de antibioticoterapia, que deve ser instituída o mais precocemente possível. O uso de antibiótico deve ser associado a outros tipos de tratamento de suporte, como reposição de líquidos e cuidadosa assistência.

A proteção contra o meningococo é conferida por vacinas que são “sorogrupo específicas”. Existem vacinas contra os principais sorogrupos que causam a doença meningocócica, a saber: A, B, C, W, Y.

A vacina conjugada contra o meningococo do sorogrupo C (MenC) está disponível no Calendário de Vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI/MS) nas seguintes circunstancias:

1) imunização primária: duas doses, aos 3 e 5 meses de vida, e o reforço, preferencialmente, aos 12 meses de idade, podendo ser administrado até os 4 anos de idade;

2) adolescentes entre 11 e 14 anos;

3) pessoas em condições especiais de saúde atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE/PNI/MS).

*As vacinas para os outros sorogrupos não estão disponíveis no SUS.

O que causa a meningite?

A meningite de origem infecciosa pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas, conforme a seguir.

  • Existem muitos tipos de bactérias que podem causar meningite. As principais causas no Brasil são:

    • Neisseria meningitidis (meningococo)
    • Streptococcus pneumoniae (pneumococo)
    • Haemophilus influenzae
    • Mycobacterium tuberculosis
    • Streptococcus sp., especialmente os do Grupo B
    • Listeria monocytogenes
    • Escherichia coli
    • Treponema pallidum
    • Entre outras

    As causas mais comuns de meningite bacteriana variam de acordo com o grupo etário:

    Recém-nascidos: Streptococcus do grupo B, Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes, Escherichia coli

    Bebes e crianças: Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Streptococcus do grupo B

    Adolescentes e adultos jovens: Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae

    Idosos: Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Streptococcus do grupo B, Listeria monocytogenes

  • Os principais agentes virais que podem causar meningite são:

    • Enterovírus não-pólio (tais como os vírus Coxsackie, e Echovírus)
    • Virus do grupo Herpes (incluindo o herpes simplex, o vírus da varicela zoster, Epstein-Barr, e Citomegalovírus)
    • Arbovírus (tais como dengue, zika, chykungunya, febre amarela, e o vírus da febre do Nilo Ocidental)
    • Vírus do Sarampo
    • Vírus da Caxumba
    • Adenovírus
    • Entre outros
  • Cryptococcus neoformans
  • Cryptococcus gatti
  • Candida albicans
  • Candida tropicalis
  • Histoplasma capsulatum
  • Paracoccidioides brasiliensis
  • Aspergillus fumigatus
  • Toxoplasma gondii
  • Trypanosoma cruzi
  • Plasmodium sp
  • Infecção larvária da Taenia solium
  • Cysticercus cellulosae (Cisticercose)
  • Angyostrongylus cantonensis

Quais são os sintomas da meningite?

A meningite é uma síndrome na qual, em geral, o quadro clínico é grave, por isso no momento em que achar que você ou alguém pode estar com sintomas de meningite deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Um médico pode determinar se você tem a doença, o tipo de meningite e o melhor tratamento.

Como a meningite é transmitida?

Na meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). Já na meningite viral a transmissão é fecal-oral.

  • DIFERENÇAS NOS TIPOS DE TRANSMISSÃO

    Meningite Bacteriana

    Geralmente, as bactérias que causam meningite bacteriana se espalham de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Já outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos, como é o caso da Listeria monocytogenes e da Escherichia coli.

    É importante saber que algumas pessoas podem transportar essas bactérias dentro ou sobre seus corpos sem estarem doentes. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. A maioria dessas pessoas não adoece, mas ainda assim pode espalhar as bactérias para outras pessoas.

    Meningite Viral

    As meningites virais podem ser transmitidas de diversas maneiras a depender do vírus causador da doença.

    No caso dos Enterovírus, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser adquiridos por contato próximo (tocar ou apertar as mãos) com uma pessoa infectada; tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, trocar fraldas de uma pessoa infectada, depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus. Já os Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.

    Meningite causada por Fungos

    A meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa. Geralmente os fungos são adquiridos por meio da inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos) que entram nos pulmões e podem chegar até as meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos.

    Já um outro fungo, chamado Candida, que também pode causar meningite, geralmente é adquirido em ambiente hospitalar.

    Meningite causada por Parasitas

    Os parasitas que causam meningite não são transmitidos de uma pessoa para outra, e normalmente infectam animais e não pessoas. As pessoas são infectadas pela ingestão de produtos ou alimentos contaminados que tenha a forma ou a fase infecciosa do parasita

Como é feito o tratamento da meningite?

Tratamentos para os diversos tipos de meningite

Devido à gravidade do quadro clínico, os casos suspeitos de meningite sempre são internados nos hospitais, por isso, ao se suspeitar de um caso, é urgente a procura por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica.

Para tratamento das meningites bacterianas, faz-se uso de antibioticoterapia em ambiente hospitalar, com drogas de escolha e dosagens terapêuticas prescritas pelos médicos assistentes do caso;

Para as meningites virais, na maioria dos casos, não se faz tratamento com medicamentos antivirais.

Em geral as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade, e se recuperam espontaneamente.

Porém alguns vírus como herpesvírus e influenza podem vir a provocar meningite com necessidade de uso de antiviral específico. A devida conduta sempre é determinada pela equipe médica que acompanha o caso.

Nas meningites fúngicas o tratamento é mais longo, com altas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica, escolhida de acordo com o fungo identificado no organismo do paciente.

A resposta ao tratamento também é dependente da imunidade da pessoa, e pacientes com história de HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunodepressoras são tratados com maior rigor e cuidado pela equipe médica.

Nas meningites por parasitas, tanto o medicamento contra a infecção como as medicações para alívio dos sintomas são administrados por equipe médica em paciente internado. Nestes casos, os sintomas como dor de cabeça e febre são bem fortes, e assim a medicação de alívio dos sintomas se faz tão importante quanto o tratamento contra o parasita.

Como é feito o diagnóstico da meningite?

Se o médico suspeita de meningite, ele solicita a coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). O laboratório então testa as amostras para detectar o agente que está causando a infecção. A identificação específica do agente é importante para o médico saber exatamente como deve tratar a infecção.

Quais exames são feitos?

Os principais exames para o esclarecimento diagnóstico de casos suspeitos de meningite são: exame quimiocitológico do líquor; bacterioscopia direta (líquor); cultura (líquor, sangue, petéquias ou fezes); contra-imuneletroforese cruzada – CIE (líquor e soro); aglutinação pelo látex (líquor e soro).

O aspecto do líquor, embora não considerado um exame, funciona como um indicativo. O líquor normal é límpido e incolor, como “água de rocha”. Nos processos infecciosos, ocorre o aumento de elementos figurados (células), causando turvação, cuja intensidade varia de acordo com a quantidade e o tipo desses elementos.

Como prevenir a meningite?

A meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia. As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. As vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:

  • Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;
  • Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
  • Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
  • BCG: protege contra as formas graves da tuberculose.

Acesse nossa página temática especializada em vacinação

Quanto as faixas etárias preconizadas para vacinação, recomendamos o acesso ao Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Já a quimioprofilaxia medicamentosa está indicada para contatos de casos de Doença Meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae. A equipe médica que acompanha o caso, junto com a vigilância epidemiológica local são os responsáveis pelas orientações e aplicação da quimioprofilaxia medicamentosa nos contatos.

Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos

Situação Epidemiológica

registrado em: Saúde de A a Z

Coronavírus (COVID-19)

Aedes Aegypti

Diabetes

Zika Vírus

Tuberculose

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Источник: https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites

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