SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

Contents
  1. 5 sintomas de problemas na tireoide
  2. Qual é a função da tireoide?
  3. Quais sintomas indicam problemas na tireoide?
  4. 1. Perda de peso
  5. 2. Cansaço excessivo
  6. 3. Surgimento da papada
  7. 4. “Bolsas” sob os olhos
  8. 5. Dor na região da glândula
  9. Quais são as alterações da tireoide na gravidez?
  10. Quais exames diagnosticam problemas na tireoide?
  11. Quais são os riscos da falta de cuidado?
  12. SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE
  13. Como saber se “tenho tireoide”?
  14. O que é a tireoide?
  15. Informações em vídeo
  16. Principais doenças relacionadas à tiroide
  17. Doenças que provocam hipertireoidismo
  18. Doenças que provocam hipotireoidismo
  19. Nódulos da tireoide
  20. Câncer de tireoide
  21. Sintomas de uma tireoide doente
  22. Sintomas do hipotireoidismo
  23. Sintomas do hipertireoidismo
  24. O que é o Bócio?
  25. Referências bibliográficas:
  26. Distúrbios da tireoide: sintomas e diagnósticos – Clínica CEU Diagnósticos
  27. A importância da tireoide
  28. Principais distúrbios da tireoide
  29. Hipertireoidismo e a Doença de Graves
  30. Hipotireoidismo e Tireoidite de Hashimoto
  31. Tireoidite pós-parto
  32. Bócio, nódulos e câncer na tireoide
  33. Tireoide: como tratar, distúrbios relacionados e sintomas
  34. Sintomas de Distúrbios da tireoide
  35. Exames
  36. Tratamento de Distúrbios da tireoide
  37. Referências
  38. Doenças da tiroide: tudo o que deve saber | CUF
  39. O que é a tiroide?
  40. Doenças da tiroide
  41. 1. Nódulos
  42. 2. Hipertiroidismo
  43. 3. Hipotiroidismo
  44. Sinais de alerta: quando consultar o médico
  45. Hipotireoidismo: sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento
  46. Sinais e sintomas do hipotireoidismo
  47. Fatores de risco
  48. A prevenção
  49. O diagnóstico
  50. O tratamento

5 sintomas de problemas na tireoide

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

Aumento ou perda de peso sem motivo aparente, queda de cabelo, unhas quebradiças, pele sem viço, sensação de cansaço contínua, entre outros sintomas, podem ter uma origem em comum: problemas na tireoide. Se você apresenta esses sinais e nunca procurou um endocrinologista, talvez esteja na hora. Por meio de exames simples, é possível identificar a origem dos distúrbios e dar início ao tratamento.

Quer saber mais? Então, continue a leitura e veja 5 sintomas relacionados a disfunções na tireoide!

Qual é a função da tireoide?

A tireoide é uma glândula localizada na parte frontal do pescoço. Com dois lobos, seu formato se assemelha a uma borboleta.

A função da tireoide é preservar o equilíbrio do organismo. Para isso, ela produz e secreta os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), os quais regulam as funções de órgãos extremamente importantes, como o coração, cérebro, fígado e rins. Sendo assim, a tireoide atua, diretamente, no:

  • crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes;
  • regulação dos ciclos menstruais e na fertilidade;
  • na velocidade do metabolismo e manutenção do peso adequado;
  • na memória, concentração, humor e até no controle emocional.

No entanto, quando essa glândula não funciona adequadamente, ela pode liberar uma quantidade insuficiente ou excessiva de hormônios. Com o desequilíbrio hormonal, surgem os distúrbios tireoidianos.

Quais sintomas indicam problemas na tireoide?

Os sintomas que, muitas vezes, indicam problemas na tireoide variam conforme o tipo de distúrbio. Confira a seguir.

1. Perda de peso

A perda de peso sem motivo aparente é um dos principais sintomas do hipertireoidismo. O problema é decorrente da produção excessiva de hormônios tireoidianos, geralmente, por conta da doença de Graves (uma patologia autoimune).

Entre outros sinais, o hipertireoidismo leva ao aumento (perceptível ao toque) da tireoide. Olhos saltados e avermelhados também são característicos, assim como a queda acentuada de cabelos. Outros sintomas são:

  • taquicardia;
  • ansiedade;
  • irritação;
  • insônia;
  • tremor;
  • sudorese excessiva;
  • intolerância ao calor;
  • alterações menstruais;
  • fraqueza muscular e
  • intestino solto.

2. Cansaço excessivo

O cansaço contínuo e exagerado, acompanhado de desânimo, indisposição e sonolência, são sintomas importantes do hipotireoidismo. Essa condição decorre da redução na produção de hormônios T3 e T4, geralmente, por conta da Tireoidite de Hashimoto (uma disfunção autoimune).

Outro sinal claro do distúrbio é conseguir enxergar a glândula (aumentada) ao engolir em frente ao espelho. Outros sintomas são:

  • lapsos de memória;
  • falta de concentração;
  • unhas fracas;
  • pele seca, sem viço;
  • queda de cabelos acentuada;
  • ganho de peso sem motivo aparente;
  • sensação de inchaço;
  • intestino preso;
  • menstruação irregular e
  • pouca tolerância ao frio.

3. Surgimento da papada

O aumento do tamanho da glândula tireóide, resultante da diminuição ou aumento da produção dos hormônios T3 e T4, muitas vezes, leva ao aparecimento do bócio. Popularmente chamada de papada, trata-se de uma alteração mais comum em jovens adultos.

4. “Bolsas” sob os olhos

O hipotireoidismo prolongado costuma levar ao mixedema. Além das “bolsas” sob os olhos, pessoas com essa condição têm a face e as pálpebras mais inchadas.

5. Dor na região da glândula

As doenças inflamatórias que ocorrem na tireoide, chamadas tireoidites, podem levar os pacientes a sentirem dores na glândula, inclusive com dificuldade para engolir os alimentos. É o que ocorre em casos de tireoidite subaguda (ou Tireoidite de Quervain) e tireoidite fibrótica (ou Tireoidite de Riedel).

Quais são as alterações da tireoide na gravidez?

Os hormônios tireoidianos contribuem para a gestação e para o desenvolvimento fetal. Mas para dar conta das exigências do organismo durante a gravidez, há uma série de mudanças no funcionamento da tireoide.

Essas mudanças podem levar ao aumento da glândula, inclusive, com a formação de pequenos nódulos. Na maior parte das vezes, eles são imperceptíveis a olho nu e não trazem riscos nem à gestante, nem ao bebê.

Por outro lado, se o funcionamento da tireoide estiver alterado, podem ocorrer complicações de saúde graves. Na mulher, destacam-se o risco de abortamento e de hipertensão. Já no bebê, há o risco de desenvolver problemas mentais, entre outros problemas.

Quais exames diagnosticam problemas na tireoide?

Os exames que investigam a glândula tireoide são exames de sangue, como a dosagem de TSH, eexames de diagnóstico por imagem, como aultrassonografia (normal ou com doppler). Dependendo dos resultados, exames complementares podem ser necessários, como a cintilografia.

Em bebês, o teste do pezinho serve para diagnosticar o hipotireoidismo congênito. Trata-se de uma condição na qual o organismo não gera os hormônios T3 e T4, impedindo o crescimento e o desenvolvimento normal das crianças.

Quais são os riscos da falta de cuidado?

Sem o devido cuidado, os distúrbios da tireoide podem piorar o quadro de saúde do paciente. Os riscos são inúmeros:

  • o hipertireoidismo pode se associar ao aparecimento de doenças como osteoporose, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC);
  • o hipotireoidismo pode desencadear complicações diversas, como aumento do colesterol, anemia, dificuldade para engravidar, depressão, entre outras.

A partir dos 40 anos de idade, deve-se fazer o autoexame da glândula periodicamente, por meio da palpação. Caso tenha alguma suspeita de problemas na tireoide, procure um endocrinologista. Após uma avaliação clínica, o especialista solicitará alguns exames para que, assim, possa diagnosticar o quadro e definir o tratamento mais adequado.

Esperamos que o artigo tenha sido esclarecedor. Para ficar bem informada sobre os avanços em medicina diagnóstica, siga a Magscan no e Instagram.

Источник: https://magscan.com.br/blog/5-sintomas-de-problemas-na-tireoide/

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

Os hormônios produzidos pela glândula tireoide (ou tiroide) são essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso das crianças e para o controle metabólico nos adultos, afetando o funcionamento de praticamente todos os órgãos do nosso corpo.

Quando a tireoide está doente, ela começa a funcionar de forma inapropriada, seja produzindo hormônios em excesso, como no caso do hipertireoidismo, ou produzido hormônios de menos, como no caso do hipotireoidismo.

Neste texto vamos explicar quais são os sinais e sintomas de uma tireoide mal funcionante, as diferenças entre hipertireoidismo e hipotireoidismo e quais são as principais doenças que acometem a glândula.

Como saber se “tenho tireoide”?

É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que têm tireoide, como se isso fosse um problema de saúde. Tiroide todo mundo tem, ela é um órgão, assim como são os rins, o coração, o pâncreas, os pulmões, etc.

Dizer “eu tenho tireoide” é o mesmo que dizer “eu tenho cérebro” ou “eu tenho fígado”.

Para que essa afirmação faça algum sentido, é preciso dizer qual é o problema que a sua sua glândula apresenta, como, por exemplo, “eu tenho hipotireoidismo”, “eu tenho nódulos na tiroide” ou “eu tenho uma tiroide preguiçosa”.

O que é a tireoide?

A tireoide é uma glândula em formato de borboleta, localizada na base do pescoço, à frente da traqueia e logo abaixo da laringe (também conhecida como cartilagem tireoide ou pomo-de-Adão). A glândula produz dois hormônios: triiodotironina e tiroxina, mais conhecidos como T3 e T4, respectivamente.

Onde fica a glândula tireoide

Esses hormônios tireoidianos são os responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, pelo modo como as células utilizam os nutrientes para gerar energia.

Quando a tireoide funciona muito e produz hormônios em excesso, chamamos de hipertireoidismo. Quando funciona pouco, chamamos de hipotireoidismo.

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente assista a esse curto vídeo que explica de forma simples quais são os principais sintomas de uma tireoide doente.

Principais doenças relacionadas à tiroide

Para efeitos didáticos, podemos dividir as doenças da tireoide em quatro grandes grupos:

  • Doenças que provocam hipertireoidismo.
  • Doenças que provocam hipotireoidismo.
  • Nódulos da tireoide.
  • Câncer da tireoide.

Vamos falar resumidamente sobre cada um desses grupos.

Doenças que provocam hipertireoidismo

A principal causa de hipertireoidismo é a Doença de Graves, uma doença de origem autoimune, na qual o sistema imunológico produz de forma inapropriada anticorpos contra receptores presentes na tireoide, fazendo com que a glândula fique hiperestimulada e produza mais hormônios que o necessário.

Para mais detalhes sobre a doença de Graves, leia: Hipertireoidismo e doença de graves.

Outras causas possíveis de hipertireoidismo são:

  • Tireoidites subagudas.
  • Adenoma tóxico (tumor benigno produtor de hormônio tireoidiano).
  • Bócio multinodular tóxico (múltiplos nódulos produtores de hormônio tireoidiano)
  • Excesso de iodo (raro, mas pode ocorrer na administração venosa de contrates iodados para exames radiológicos).
  • Fármacos: amiodarona, lítio, interferon alfa, sunitinib, pazopanib ou axitinib.
  • Tratamento do hipotireoidismo com levotiroxina em doses acima do necessário.
  • Struma ovarii (tumor do ovário).
  • Mola hidatiforme (tumor trofoblástico gestacional).
  • Tumor do testículo.
  • Adenomas da hipófise produtores de TSH.
  • Metástases de câncer da tireoide.

Doenças que provocam hipotireoidismo

A principal causa de hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto, que também é uma doença de origem autoimune. Nesse caso, porém, os auto anticorpos são dirigidos contra o tecido da própria tireoide, causando progressiva destruição da glândula e consequente redução da produção de hormônios tireoidianos.

Para mais detalhes, leia: Hipotireoidismo – Tireoidite de Hashimoto.

Além do Hashimoto, outras causas possíveis de hipotireoidismo são:

  • Remoção cirúrgica da tireoide.
  • Destruição da glândula por iodo radioativo.
  • Radioterapia realizada próxima à região do pescoço.
  • Deficiência de iodo (ver bócio mais à frente).
  • Fármacos: metimazol, propiltiouracil, etionamida, lítio, amiodarona, sunitinib, sorafenib e imatinib.
  • Exposição a éteres difenílicos polibromados (PBDE).
  • Tireoidite de Riedel.

Nódulos da tireoide

Os nódulos da tireoide são pequenos tumores, habitualmente benignos, de forma ovalada que surgem no tecido da glândula. Menos de 5% dos nódulos tireoidianos são causados por uma doença maligna, o que significa que 95% dos nódulos tireoidianos não são câncer.

A imensa maioria dos nódulos da tireoide não provoca sintomas. Alguns deles, porém, podem ser produtores de hormônios tireoidianos, o que leva o paciente a desenvolver hipertireoidismo.

Também existem casos de nódulos que crescem muito, podendo provocam aumento do volume na região anterior do pescoço. Os sintomas mais comuns dos nódulos grandes são dor ou incômodo para engolir.

Para saber mais detalhes sobre os nódulos da tireoide, leia: Nódulo de tireoide – Sintomas, causas e risco de câncer.

Câncer de tireoide

O câncer de tireoide é um tipo raro de câncer. Ele é mais comum nas mulheres e entre pessoas na faixa etária dos 30 aos 60 anos.

O câncer tireoidiano costuma ser assintomático, provocando sintomas somente quando o tumor começa a ficar muito grande. Os mais comuns são.

  • Um nódulo palpável na tireoide.
  • Alterações na sua voz, incluindo rouquidão.
  • Dor no pescoço ou na garganta.
  • Aumento dos gânglios do pescoço.
  • Dificuldade para engolir.

Sintomas de hipo ou hipertireoidismo não são comuns nos casos de câncer tireoidiano.

O câncer de tireoide costuma ser tratável e, em muitos casos, pode ser completamente curado.

Sintomas de uma tireoide doente

A grande maioria dos pacientes com problemas na tireoide têm uma doença que provoca hipotireoidismo ou hipertireoidismo. Portanto, o que costumamos ver na prática clínica são pacientes com sinais e sintomas de excesso ou deficiência de hormônios tireoidianos.

Sintomas do hipotireoidismo

A falta de hormônios tireoidianos diminui o ritmo do nosso metabolismo e pode causar os seguintes sinais e sintomas:

Para mais detalhes sobre os sintomas do hipotireoidismo, leia: Sintomas do hipotireoidismo.

Sintomas do hipertireoidismo

Já o excesso de hormônios tireoidianos pode provocar os seguintes sinais e sintomas:

  • Aumento do volume da tireoide, chamado de bócio (pode ocorrer tanto no hipotireoidismo quanto no hipertireoidismo).
  • Excesso de suor, mesmo em locais não tão quentes.
  • Intolerância ao calor.
  • Fraqueza das unhas.
  • Coceira generalizada.
  • Pele ruborizada e úmida.
  • Cabelos mais finos e fracos.
  • Fraqueza muscular.
  • Proptose ocular (olhos esbugalhados).
  • Palpitações e arritmias cardíacas, principalmente fibrilação atrial.
  • Colesterol baixo, principalmente o colesterol HDL.
  • Hipertensão arterial.
  • Aumento da glicose no sangue.
  • Baqueteamento digital (alargamento das pontas dos dedos).
  • Cansaço durante esforços.
  • Alterações da menstruação.
  • Diarreia.
  • Anemia.
  • Aumento do volume diário de urina.
  • Perda de peso.
  • Aumento da sede e da fome.
  • Osteoporose.
  • Irritabilidade e ansiedade.
  • Depressão.
  • Amnésia.
  • Insônia.
  • Dificuldade de concentração.
  • Tremores das mãos.

O que é o Bócio?

O bócio é o aumento de tamanho da tireoide, que pode ser notado como um abaulamento na região anterior do pescoço. Pode ocorrer no hipotireoidismo e no hipertireoidismo.

O bócio era um sinal muito comum até o início do século XX devido à deficiência de iodo na alimentação (o iodo é um elemento necessário para a formação dos hormônios tireoidianos). A partir da metade do século passado, o iodo foi adicionado ao sal de cozinha, e, desde então, a sua carência deixou de ser uma causa comum de bócio e de doenças da tiroide.

Porém, doenças tireoidianas que não estão relacionadas à falta de iodo, como a tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves, também podem cursar com bócio, principalmente se não estiverem bem controladas.

Na maioria dos casos, o bócio é apenas um problema estético.

Hoje em dia, com os atuais tratamentos, dificilmente a glândula tireoide cresce o suficiente para formar um bócio grande, que chegue a obstruir estruturas do pescoço, levando a sintomas como falta de ar, tosse, rouquidão ou dificuldade para engolir. Para o bócio causar sintomas de obstrução dos órgãos do pescoço, ele tem que estar muito grande.

Referências bibliográficas:

Источник: https://www.mdsaude.com/endocrinologia/sintomas-da-tireoide/

Distúrbios da tireoide: sintomas e diagnósticos – Clínica CEU Diagnósticos

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

Os distúrbios da tireoide são condições que afetam o bom funcionamento da glândula e podem colocar em risco todo o organismo.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que 60% da população brasileira venham desenvolver algum nódulo nódulos na tireoide, seja criança, adulto ou idoso.

Este dado traz atenção aos cuidados primários com a saúde, que infelizmente ainda são uma deficiência nacional. Por outro lado, nem sempre esses nódulos se tornam malignos –  a estimativa é que desses 5% sejam cancerígenos.

Dados a parte, o controle da tireoide deve estar sempre no acompanhamentomédico de prevenção. Afinal, ela interfere diretamente no funcionamento de diversos órgãos e está ligada ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Portanto, entenda a como funciona a tireoide, quais as principais doenças que a acometem, seus sintomas, tratamentos e exames que as identificam.

A importância da tireoide

A tireoide é o centro de comando do bom funcionamento do organismo. Ela fica localizada na região do pescoço e produz dois hormônios que atuam como mensageiros das funções metabólicas. 

Essas substâncias, conhecidas como triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), circulam na corrente sanguínea, regulando a função dos órgãos, controlando o metabolismo, a transformação de alimentos em energia e a temperatura.

Por outro lado, a função da tireoide é comandada por uma pequena glândula, chamada hipófise. Ela fica uma instalada na base do cérebro e produz um hormônio estimulante da  tireóide (TSH), que leva o órgão a produzir a T3 e a T4.

Além disso, a tireoide age diretamente nas funções de órgãos como o cérebro, coração, rins e fígado, influenciando na fertilidade, ciclo menstrual, emocional, capacidade de concentração, memória e peso.

Principais distúrbios da tireoide

Os distúrbios da tireoide podem se manifestar de diversas formas. Entenda quais são, seus sintomas, tratamentos e exames que as diagnosticam.

Hipertireoidismo e a Doença de Graves

O hipertireoidismo é a condição que leva a tireóide a produzir hormônios excessivamente. Esta é uma das doenças da tireoide mais graves e pode induzir a problemas no coração e nos ossos. 

Ele afeta, sobretudo, a mulheres de 20 a 40 anos, mas também pode se instalar em homens e idosos. Sem sintoma aparente na fase leve, em estágio avançado o hipertireoidismo pode acarretar:

  • Perda de peso sem motivo aparente acompanhada de fadiga;
  • Transpiração e sensação de calor excessivos;
  • Mãos trêmulas e fraqueza muscular;
  • Diarreias frequentes e menstruação irregular;
  • Ansiedade e irritabilidade excessiva.

O hipertireoidismo geralmente é causado pela doença de Graves (crônica, geralmente familiar), uma condição autoimune, que se dá quando o sistema imunológico não reconhece a tireoide, atacando-o. 

O hipertireoidismo pode ser detectado por meio de exame de sangue. Por outro lado, para ir mais a fundo na investigação do problema, um especialista pode solicitar o teste de iodo radioativo, que identifica padrões de absorção da substância pela tireoide. Além disso, um exame de imagem pode ser interessante para estudar a forma do órgão.

Além disso, o tratamento é relativo e depende de aspectos como a condição física da pessoa, sua idade, a causa e gravidade da doença. Podem ser administrados medicamentos antitireoidianos, beta-bloqueadores o iodo radioativo e, em alguns casos, cirurgia para a remoção da tireoide.

Hipotireoidismo e Tireoidite de Hashimoto

Oposto ao hipertireoidismo, o hipotireoidismo é causado pela queda dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina)

Interessante que, na maioria dos casos, a condição é uma resposta a uma inflamação chamada Tireoidite de Hashimoto, doença autoimune. Nela o organismo produz anticorpos contra a tireoide, que por consequência diminui sua capacidade de produção.

Os sintomas são diversos, tais como:

  • Aumento de peso sem motivo aparente;
  • Fadiga e intolerância ao frio;
  • Aumento do fluxo menstrual e colesterol;
  • Queda de cabelos e ressecamento de pele.

O diagnóstico primário acontece pelo exame de sangue e, no caso dos recém-nascidos, pelo  “teste do pezinho”. Geralmente o médico também apalpa o local e recomenda um ultrassom da tireoide ou cervical.

Após a confirmação, o paciente deve dar início ao tratamento segundo orientações médicas, pois se não tratada, a doença pode levar a outros quadros clínicos graves.

Tireoidite pós-parto

A tireoidite pós-parto é um distúrbio frequente, que se desenvolve geralmente no primeiro ano pós-parto. A condição pode se dar de três formas: hipotireoidismo ou hipertireoidismo transitório e hipertireoidismo transitório seguido de hipotireoidismo transitório. 

A doença pode acometer de 4% a 7,2% das gestações, sobretudo grávidas com diabetes mellitus. Seus principais sintomas são a depressão acompanhada de irritabilidade e ansiedade, taquicardia, queda dos cabelos.

A tireoidite pós-parto pode causar, tanto no hipertireoidismo quanto no hipotireoidismo, fadiga, sintomas de ansiedade, irritabilidade, queda de cabelo, perda de libido, depressão, taquicardia, entre outros sintomas.

Em especial as mulheres devem estar atentas e esse sintomas, pois a condição pode ser confundida com depressão pós-parto, por exemplo. 

Identifica-se a tireoidite pós-parto com a medição do hormônio tireo-estimulante (TSH), dos anticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO), do hormônio da tireóide (T4L), e anti-tireoglobulina (anti-tg). Também pode ser feito ultrassom, que indicará a necessidade de retirada da tireoide.

Como toda doença, quando antes identificada a condição, melhor para o tratamento. Dependendo da fase de evolução, são receitados medicamentos, como beta-bloqueadores, antidepressivos ou ansiolíticos.

Bócio, nódulos e câncer na tireoide

O Bócio consiste no crescimento anormal dá tireoide ou da glândula localizada abaixo dela, o que forma um caroço na região. Muito visível, o bócio vir acompanhado por nódulos.

O principal sintoma é o surgimento de irregularidades no pescoço. A pessoa também passa a sentir desconforto na região, falta de ar e dificuldade para engolir, além de apresentar tosse e rouquidão. 

O diagnóstico do bócio é feito primeiramente com a avaliação de histórico familiar, seguido de exame de toque e de sangue. Para detalhes mais ricos, recomenda-se a cintilografia, ultrassom e mesmo uma biópsia

Esses exames são importantes, pois podem indicar uma condição mais avançada e que venha a configurar o câncer na tireoide.

Quando o bócio é causado por deficiências em iodo, o seu tratamento é feito através de remédios como Tapazol, Puran T4 ou com cápsulas de iodo radioativo. Caso seja identificado o câncer da tireoide, a possibilidade de remoção da glândula é grande.

Sobre o câncer local, vale ressaltar que ele geralmente vem desacompanhado de sintomas – com exceção dos nódulos – na maioria dos casos.

Ao chegar ao final dessa leitura você pode haver identificado alguns sintomas e suspeitar de algum desses distúrbios da tireoide. 

Não é preciso ficar ansioso, mas vale ficar atento a um detalhe: há quanto tempo você consultou um endocrinologista? Confira porque você deve fazer check-up anualmente e preserve sua saúde!

Distúrbios da tireoide: sintomas e diagnósticos

Источник: https://www.clinicaceu.com.br/blog/disturbios-da-tireoide-sintomas-e-diagnosticos/

Tireoide: como tratar, distúrbios relacionados e sintomas

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na parte inferior do pescoço (garganta). Tem um papel importante na regulação de numerosos processos metabólicos de todo o corpo. Assim, distúrbios da tireoide são condições que influenciam nesses processos, afetando a estrutura ou a função da tireoide.

Apesar de muito se falar sobre hipotireoidismo e hipertireoidismo, não são somente esses os distúrbios relacionados à tireoide. Veja os principais:

  • Bócio
  • Bócio congênito
  • Bócio nodular tóxico
  • Câncer da tireoide
  • Carcinoma anaplasico da tireoide
  • Carcinoma da tireoide medular
  • Carcinoma papilar da tireoide
  • Hipertireoidismo
  • Hipotireoidismo
  • Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
  • Tireoidite silenciosa (sem dor)
  • Tireoide subaguda
  • Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto)

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Uma área fina de tecido em meio da glândula, conhecido como o istmo, une os dois lóbulos da tiroide em cada lado (que lembram a figura de uma borboleta).

A tireoide utiliza o iodo para produzir os hormônios vitais, sendo que os principais são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Esses hormônios são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, ou seja, é ele que estimula as células a trabalharem e garante que tudo funcione corretamente no corpo.

A função da tireoide é regulada por um mecanismo de autocontrole que envolve o cérebro. Quando os níveis de hormônios da tiroide estão baixos, o hipotálamo no cérebro produz um hormônio conhecido como liberador de tirotropina (TRH), que faz com que a glândula pituitária (localizado na base do cérebro) libere o hormônio estimulador da tireoide (TSH).

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Os distúrbios da tireoide ocorrem quando essa glândula para de funcionar corretamente, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal.

Uma vez que a glândula tireoide é controlada pela glândula pituitária no e pelo hipotálamo, distúrbios de estes nestes tecidos também podem afetar a função da tireoide.

  • Bócio
  • Bócio congênito
  • Bócio nodular tóxico
  • Câncer da tireoide
  • Carcinoma anaplasico da tireoide
  • Carcinoma da tireoide medular
  • Carcinoma papilar da tireoide
  • Hipertireoidismo
  • Hipotireoidismo
  • Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
  • Tireoidite silenciosa (sem dor)
  • Tireoide subaguda
  • Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto).

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Sintomas de Distúrbios da tireoide

Os sintomas de hipertireoidismo, em que o corpo produz muitos hormônios da tireoide, podem incluir:

  • Perda de peso
  • Aumento do apetite
  • Aumento da frequência cardíaca, palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, nervosismo e transpiração excessiva
  • Evacuações mais frequentes, às vezes com diarreia
  • Fraqueza muscular, mãos trêmulas
  • Desenvolvimento de bócio (aumento do volume do pescoço – “papo”)
  • Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade

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Os sintomas de hipotireoidismo, em que o corpo não produz menor quantidade de hormônios tireoidianos, podem incluir:

  • Letargia, processos mentais mais lentos ou depressão
  • Frequência cardíaca reduzida
  • Aumento da sensibilidade ao frio
  • Formigamento ou dormência nas mãos
  • Desenvolvimento de bócio
  • Prisão de ventre
  • Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade
  • Pele e cabelo secos
  • Unhas quebradiças

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  • Leve dor na glândula tireoide
  • Tireoide sensível ao toque
  • Dor ou desconforto ao engolir ou virar a cabeça
  • Apresentar sintomas pouco depois de uma infecção viral, tais como da gripe ou sarampo
  • Presença de deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide
  • Alteração da mobilidade da glândula à deglutição
  • Sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de inicio abrupto

Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é importante acrescentar aos exames de rotina a dosagem dos hormônios tireoidianos e TSH.

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Exames

Além de relatar seu histórico de doenças e realizar exame físico (apalpando a região da tireoide), exames especializados são usados para diagnosticar distúrbios da tireoide.

  • Exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e TSH
  • Exames de imagem (como ultrassom) para investigar o tamanho e a presença de nódulos na tireoide
  • Biópsia e punção aspirativa por agulha fina
  • Cintilografia de tireoide

Tratamento de Distúrbios da tireoide

O tratamento do distúrbio de tireoide depende do tipo de disfunção. Pode incluir apenas acompanhamento clínico, bem como o uso de medicamentos de forma contínua, iodoterapia ou cirurgia.

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Referências

Revisado por: Myrna Campagnoli, endocrinologista do laboratório Pasteur – CRM PR 22616

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/disturbios-da-tireoide

Doenças da tiroide: tudo o que deve saber | CUF

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

Muitas vezes silenciosas e a causa de sintomas inespecíficos, as doenças da tiroide podem demorar algum tempo até serem diagnosticadas, atrasando o início do tratamento.

Caso não sejam tratadas, as patologias da tiroide podem ter consequências graves para a saúde.

Descubra quais são as mais comuns e os sinais de alarme a que deve estar atento e que justificam consultar um endocrinologista.

O que é a tiroide?

A tiroide é uma pequena glândula endócrina com cerca de 5 cm de diâmetro, localizada na face anterior do pescoço, por baixo da maçã de Adão. A sua função é produzir hormonas tiroideias, que controlam a velocidade das funções químicas do corpo (velocidade metabólica) e que contribuem igualmente para a regulação de vários mecanismos, como:

  • O do cálcio
  • Temperatura corporal
  • Frequência cardíaca
  • Pressão arterial
  • Funcionamento intestinal
  • Controlo de peso
  • Estados de humor

Doenças da tiroide

Apesar de ainda não serem conhecidas as causas exatas das doenças da tiroide, pensa-se que estas se encontram relacionadas com fatores genéticos (familiares), geográficos (ocorrem mais em zonas interiores, afastadas do mar), dietéticos (consumo insuficiente ou excessivo de iodo, através do sal de cozinha), entre outros. 

As doenças da tiroide afetam sobretudo as mulheres (80 por cento) a partir dos 35 anos.

Os nódulos, o hipotiroidismo (produção insuficiente de hormonas) e o hipertiroidismo (produção excessiva de hormonas) são as patologias da tiroide mais comuns.

1. Nódulos

Manifestam-se, normalmente, através de uma saliência indolor no pescoço. Pode existir rouquidão, endurecimento e presença de gânglios aumentados no pescoço.

Apesar de a maioria dos nódulos serem benignos, são diagnosticados cerca de 400 casos de cancro de tiroide por ano.

No caso de terem sido detetados nódulos benignos, é importante realizar uma nova avaliação médica a cada seis a 12 meses através de uma punção/citologia.    

2. Hipertiroidismo

Caracteriza-se por produção excessiva das hormonas tiroideas e à aceleração das funções orgânicas. Origina:

  • Palpitações
  • Hipertensão
  • Sudorese (transpiração excessiva)
  • Tremores
  • Cansaço e fraqueza
  • Perda de peso
  • Aumento da atividade física e do apetite
  • Insónia
  • Aumento do número de dejeções diárias
  • Alterações oculares

O hipertiroidismo pode adoptar diversas formas que incluem a doença de Graves (ou bócio tóxico difuso, caracteriza-se por uma tumefação no pescoço, zonas de pele edemaciadas em volta dos olhos e das tíbias, olhar fixo e alterações na visão), a causa mais frequente de hipertiroidismo, e o bócio tóxico nodular (conduz ao aparecimento de tumores benignos  hiperfuncionantes da tiroide. Os olhos tornam-se salientes e podem surgir problemas cutâneos).

O hipertiroidismo trata-se através da remoção cirúrgica da glândula ou através de tratamentos com iodo radioativo. 

3. Hipotiroidismo

Caracteriza-se pela muito fraca produção de hormonas. A  causa mais frequente  é a Tiroidite de Hashimoto (inflamação em que se dá uma destruição gradual das funções da tiroide).

A insuficiência das hormonas tiroideas provoca decadência geral das funções orgânicas, originando:

  • Perda de expressão facial
  • Voz rouca e dicção lenta
  • Pálpebras descaídas
  • Edema dos olhos e face
  • Olhos salientes
  • Aumento de peso
  • Obstipação
  • Intolerância ao frio
  • Secura da pele e cabelo
  • Esquecimento
  • Confusão mental

O hipotiroidismo não tratado pode conduzir a um quadro comatoso que pode levar à morte. O tratamento passa pela administração da hormona tiroideia.

Sinais de alerta: quando consultar o médico

Oscilações de peso sem explicação aparente, modificações no apetite, tremores, fadiga, palpitações cardíacas sem causa atribuída e, sobretudo, olhar fixo e olhos salientes podem ser indício de alterações da função tiroideia que merecem atenção através de uma punção/citologia. 

Nódulos palpáveis, ainda que indolores, ao nível do pescoço, podem ser sintoma de alterações orgânicas da glândula, merecendo, por isso, observação médica.  

Se existirem antecedentes familiares de doenças da tiroide, deve-se realizar uma vigilância regular – o que possibilita um diagnóstico precoce. 

Interessa-lhe saber

As análises ao sangue permitem aferir os níveis de hormonas tiroideas (TSH) e, assim, detetar eventuais alterações. Se existirem nódulos, realizar uma ecografia possibilita apurar o seu tamanho e características.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/doencas-da-tiroide-tudo-o-que-deve-saber

Hipotireoidismo: sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento

SINTOMAS DA TIREOIDE DOENTE

O que é o hipotireoidismo? Trata-se, em resumo, da queda na produção dos hormônios da tireoide – a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Ele é o distúrbio mais comum dessa glândula, que fica na região do pescoço e lembra uma borboleta.

Seu desempenho repercute em todo o organismo, interferindo nos batimentos cardíacos, no ritmo do intestino, no humor e no ciclo menstrual das mulheres. A liberação das substâncias tireoide é orquestrada a partir da hipófise, estrutura que fica lá no cérebro.

Embora produzido em menor quantidade, o T3 é o composto que atua pra valer no ritmo do funcionamento de nossos órgãos. O T4, fabricado em maior volume, é bem menos potente. Durante seu trajeto pelo corpo, ele acaba transformado em T3 – esse, sim, o agente das principais operações do organismo.

No hipotireoidismo, ocorre uma diminuição da quantidade T3 e T4 que vai para a corrente sanguínea. Uma das causas da pane é a tireoidite de Hashimoto, doença autoimune em que o próprio sistema de defesa cria anticorpos para atacar as células da tireoide.

O hipotireoidismo costuma ser associado a um leve ganho de peso (eminentemente por acúmulo de líquidos) e uma dificuldade para se livrar de quilos extras. Mas essas são apenas as consequências mais visíveis da crise.

No déficit de T3 e T4, o coração diminui o bombeamento de sangue e pode sofrer com uma insuficiência cardíaca. Os rins não conseguem filtrar o líquido vermelho direito. O intestino fica mais lento e a pele resseca. Os olhos, por sua vez, correm um sério risco de glaucoma.

Crianças não estão livres de uma tireoide em marcha lenta. A falta dos hormônios prejudica o crescimento e pode levar à deficiência intelectual.

Como nas primeiras semanas de vida é difícil perceber qualquer sinal do problema, o famoso teste do pezinho, feito em até 48 horas após o parto, é um grande aliado, pois consegue detectar o mau funcionamento da glândula do pescoço.

Aí é possível iniciar o tratamento quanto antes para afastar o risco de danos neurológicos.

A causa mais frequente da baixa produção hormonal em crianças e adolescentes é a síndrome de Hashimoto. Ela pode aparecer em qualquer idade e, em geral, é notada nos mais jovens com baixo crescimento, atraso na puberdade, coceira e voz rouca.

Sinais e sintomas do hipotireoidismo

– Sonolência

– Leve ganho de peso

– Cansaço

– Alterações no humor

– Perda de memória

– Pele seca

– Prisão de ventre

– Unhas fracas

– Queda de cabelo

– Pés e mãos gelados

– Sensação de frio excessivo

– Anemia

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– Alteração na libido

– Colesterol alto

Fatores de risco

– Mulheres com mais de 30 anos

– Idade superior a 60 anos

– Predisposição genética

– Menopausa

– Diabetes

– Gravidez

– Período pós-parto

– Poluição

– Excesso de iodo na alimentação

A prevenção

O fator mais importante para a formação dos hormônios T3 e T4 é a ingestão adequada de iodo. Cerca de 150 microgramas do mineral é a quantidade perfeita para resguardar a tireoide.

O composto está presente no sal de cozinha, nos frutos do mar e em peixes como cavala, salmão, pescada e bacalhau. Por outro lado, exagerar no uso do saleiro — fato bastante comum entre os brasileiros — impacta a glândula e pode desencadear o hipotireoidismo. O mesmo vale para quem acredita, levado por falsas promessas, toma lugol sem prescrição médica.

Para quem já sofre com os efeitos do descontrole hormonal, a recomendação na alimentação é maneirar em vegetais como repolho, nabo e couve.

Eles contêm uma substância chamada tiocianato, que pode inibir o trabalho da tireoide.

Há suspeitas também sobre a soja: a isoflavona da leguminosa alteraria o ritmo da produção tireoidiana e atrapalharia a absorção do iodo. Converse com o profissional sobre esse assunto.

O diagnóstico

Mesmo na ausência dos sintomas do hipotireoidismo, é importante informar ao médico se há casos da doença em parentes próximos. Também vale relatar qualquer cirurgia ou radioterapia realizada na região do pescoço. Todas essas informações são valiosas para flagrar uma possível falha no fornecimento de T3 e T4 para o organismo.

No exame clínico, o endocrinologista apalpa o pescoço para ver se há alguma alteração na tireoide. Porém, para confirmar se a glândula está trabalhando lentamente, é preciso fazer um exame de sangue. O teste consegue medir as dosagens de T3 e T4.

Se a dupla estiver lá embaixo, há suspeita de hipotireoidismo. Acontece que as quedas hormonais não são perceptíveis no início do quadro. O tira-dúvidas é a medição do TSH, o hormônio da hipófise. Se ele estiver muito elevado, é sinal de problema.

O uso do ultrassom pode ser indicado para continuar a investigação. Num quadro de hipotireoidismo, a glândula tende a ficar atrofiada. Se o médico suspeitar de um tumor, um exame chamado de cintilografia pode ser prescrito.

Com exceção do teste do pezinho, que denuncia o hipotireoidismo congênito no recém-nascido, o ultrassom do pescoço e os exames que calculam os hormônios TSH, T3 e T4 não precisam ser feitos com frequência em sujeitos mais jovens, a não ser quando existir algum sintoma ou histórico de doenças da tireoide na família. Fora isso, o checkup deve ser solicitado somente para indivíduos acima dos 40 anos, especialmente as mulheres, que costumam apresentar mais doenças ali.

O tratamento

Quando a produção da tireoide está baixa, a saída é fazer a reposição com uma versão sintética do hormônio T4. No organismo, ele é convertido em T3 para agir nas células.

Para reproduzir esse funcionamento ideal da tireoide, é preciso tomar o remédio todos os dias e a dose vai depender do grau de desequilíbrio na glândula.

O ajuste fino não é fácil – até por isso não se pode usar o medicamento sem a indicação do endocrinologista.

O comprimido tem que ser tomado de manhã, em jejum, cerca de meia hora antes do café. É que ele precisa de um pH mais ácido no estômago para ser absorvido. Se algo é ingerido, a acidez se reduz e compromete o aproveitamento do fármaco.

Em geral, o tratamento para o hipotireoidismo deve ser feito por toda a vida.

Isso só não acontece nas formas transitórias de hipotireoidismo, como as que costumam se manifestar em algumas mulheres no pós-parto ou mesmo as ocasionadas por um efeito colateral de medicamentos.

Nesses casos raros, a reposição hormonal nem sempre é necessária e as funções da tireoide tendem a se normalizar com o tempo ou com a suspensão do remédio causador do desbalanço.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/hipotireoidismo-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/

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