SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

Sintomas da toxoplasmose e como é feito o diagnóstico

SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

A maioria dos casos de toxoplasmose não causam sintomas, no entanto quando a pessoa possui o sistema imunológico mais comprometido, pode haver dor de cabeça constante, febre e dor muscular.

É importante que esses sintomas sejam investigados, pois caso seja realmente devido à toxoplasmose, o parasita pode atingir outros tecidos e formar cistos, onde permanecem dormentes, mas podem ser reativados e levar a sintomas mais graves.

A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada por um parasita, o Toxoplasma gondii (T. gondii), que pode ser transmitido para as pessoas através do consumo de carne crua ou mal cozida de boi ou carneiro contaminadas pelo parasita ou por meio do contato com as fezes de gatos infectados, já que o gato é o hospedeiro habitual do parasita. Conheça mais sobre a toxoplasmose.

Sintomas de toxoplasmose

Na maioria dos casos de infecção pelo Toxoplasma gondii não são identificados sinais ou sintomas de infecção, pois o organismo é capaz de combater o parasita. No entanto, quando os sistema imunológico está mais comprometido devido a doenças, outras infecções ou uso de medicamentos, por exemplo, é possível que sejam identificados alguns sintomas, como:

  • Dor de cabeça constante;
  • Febre;
  • Cansaço excessivo;
  • Dor nos músculos;
  • Dor de garganta;

Nas pessoas que possuem o sistema imunológico mais comprometido, como portadores do vírus HIV, que fazer quimioterapia, que foram submetidos recentemente a transplante ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores, pode também haver sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, falta de ar, confusão mental e convulsões, por exemplo.

Os sintomas mais graves, apesar de poderem acontecer mais facilmente entre pessoas que possuem a imunidade mais baixa, também pode acontecer em pessoas que não seguiram o tratamento corretamente para a toxoplasmose.

Isso porque o parasita espalha-se no organismo, entra nos tecidos e forma cistos, permanecendo no organismo sem causar sinais ou sintomas.

No entanto, quando há condições que favorecem a infecção, o parasita pode ser reativado e levar ao aparecimento de sinais e sintomas mais graves da infecção.

Sintomas da infecção no bebê

Apesar de na maioria das vezes a toxoplasmose na gravidez não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, é importante que a mulher realize os exames indicados na gravidez para verificar se entrou em contato com o parasita ou se está infectada. Isso porque caso a mulher esteja infectada, é possível que transmita a infecção para o bebê, já que esse parasita consegue atravessar a placenta, chegar no bebê e causar complicações.

Assim, se a toxoplasmose infectar o bebê, dependendo da idade gestacional, pode provocar aborto, parto prematuro ou toxoplasmose congênita, que pode levar ao aparecimento de alguns sinais e sintomas, como por exemplo:

  • Convulsões frequentes;
  • Microcefalia;
  • Hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido no cérebro;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Perda de cabelo;
  • Retardo mental;
  • Inflamação dos olhos;
  • Cegueira.

Quando a infecção acontece no primeiro trimestre de gravidez, apesar do risco de infecção ser menor, as complicações são mais graves e o bebê já nasce com as alterações.

No entanto, quando a infecção é adquirida no terceiro trimestre de gestação, há maior probabilidade de infecção do bebê, no entanto na maioria dos casos o bebê permanece assintomático e os sintomas da toxoplasmose desenvolvem-se durante a infância e a adolescência.

Veja mais sobre os riscos da toxoplasmose na gravidez.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da toxoplasmose é feito através de exames laboratoriais que identificam anticorpos produzidos contra o T. gondii, isso porque como o parasita pode estar presente em diversos tecidos, a sua identificação no sangue, por exemplo, pode não ser tão fácil.

Por isso, o diagnóstico da toxoplasmose é feito por meio da dosagem de IgG e IgM, que são anticorpos produzidos pelo organismo e que aumentam rapidamente quando há infecção por esse parasita.

É importante que os níveis de IgG e IgM sejam relacionados com os sinais e sintomas apresentados pela pessoa para que o médico possa concluir o diagnóstico.

Além dos níveis de IgG e IgM, pode ser realizado também testes moleculares, como a PCR, para identificar a infecção pelo T. gondii. Saiba mais sobre o IgG e o IgM.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-da-toxoplasmose/

Toxoplasmose: sintomas, tratamento e como prevenir

SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE
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O que é toxoplasmose?

A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário chamado “Toxoplasma Gondii”, encontrado nas fezes de gatos e outros felinos, que pode se hospedar em humanos e outros animais. É causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados e é uma das zoonoses (doenças transmitidas por animais) mais comuns em todo o mundo.

Os casos agudos são, geralmente, limitados e com baixas incidências. A fase aguda da infecção tem cura, mas o parasita persiste por toda a vida da pessoa e pode se manifestar ou não em outros momentos, com diferentes tipos de sintomas. Quanto à infecção crônica, a taxa de incidência é baixa até os cinco anos de idade e começa a aumentar a partir dos 20.

Ouça os cuidados que devem ser tomados para evitar a doença

Sintomas da toxoplasmose?

A maioria das pessoas infectadas pela primeira vez não apresenta sintomas e, por isso, não precisam de tratamentos específicos.

A doença em outros estágios, no entanto, pode trazer complicações, como sequelas pela infecção congênita (gestantes para os filhos), toxoplasmose ocular e toxoplasmose cerebral em pessoas que têm o sistema imunológico enfraquecido, como transplantados, pacientes infectados com o HIV ou em tratamento oncológico.

Os sintomas da toxoplasmose são variáveis e associados ao estágio da infecção, (agudo ou crônico). Os sintomas normalmente são leves, similares à gripe, dengue e podem incluir dores musculares e alterações nos gânglios linfáticos.

Pessoas com baixa imunidade: podem apresentar sintomas mais graves, incluindo febre, dor de cabeça, confusão mental, falta de coordenação e convulsões.

Gestantes: mulheres infectadas durante a gestação podem ter abortamento ou nascimento de criança com icterícia, macrocefalia, microcefalia e crises convulsivas.

Recém-nascidos: dos recém-nascidos infectados (Toxoplasmose Congênita), cerca de 85% dos casos não apresentam sinais clínicos evidentes ao nascimento.

No entanto, essas crianças podem indicar alterações como restrição do crescimento intrauterino, prematuridade, anormalidades visuais e neurológicas. Sequelas tardias são mais frequentes na toxoplasmose congênita não tratada.

Há casos relatados de surgimento de sequelas da doença, não diagnosticadas previamente, ocorrendo apenas na adolescência ou na idade adulta. 

Os recém-nascidos que apresentam manifestações clínicas podem ter sinais no período neonatal ou nos primeiros meses de vida.

Esses casos costumam ter, com mais frequência, sequelas graves, como acometimento visual em graus variados, retardo mental, anormalidades motoras e surdez.

As sequelas são ainda mais frequentes e mais graves nos RN que já apresentam sinais ao nascer, com acometimento visual em graus variados, retardo mental, crises convulsivas, anormalidades motoras e surdez.

Transmissão da toxoplasmose?

As principais vias de transmissão da toxoplasmose são:

  • Via oral (ingestão de alimentos e água contaminados)
  • Congênita (transmitido de mãe para filho durante gestação), sendo raros os casos de transmissão por inalação de aerossóis contaminados, inoculação acidental, transfusão sanguínea e transplante de órgãos.

É importante saber que o contato com gatos não causa a doença. O perigo está no contato com as fezes contaminadas do felino e no consumo de água contaminada e alimentos mal lavados ou mal cozido.

Tratamento da toxoplasmose?

A toxoplasmose normalmente evolui sem sequelas em pessoas com boa imunidade, desta forma não se recomenda tratamento específico, apenas tratamento para combater os sintomas. Pacientes com imunidade comprometida ou que já tenham desenvolvido complicações da doença (cegueira, diminuição auditiva) são encaminhados para acompanhamento médico especializado.

O tratamento e acompanhamento da doença estão disponíveis, de forma integral e gratuita, pelo Sistema Único de Saúde. Em caso de toxoplasmose na gravidez, é importante o acompanhamento no pré-natal e a pratica das orientações que forem repassadas pelas equipes de saúde.

Para gestantes e crianças, o Ministério da Saúde publicou protocolos com recomendações a serem seguidas, caso a caso.

Vigilância da toxoplasmose?

O Ministério da Saúde vem articulando, desde 2015, uma vigilância integrada a secretarias e outras instituições, da toxoplasmose gestacional, congênita e adquirida em surtos. O objetivo é padronizar conceitos, métodos e atendimentos já adotados por estados e Governo Federal.

A notificação, investigação e o diagnóstico oportuno dos casos agudos em gestantes viabilizam a identificação de surtos, o bloqueio rápido da fonte de transmissão e a tomada de medidas de prevenção e controle em tempo, além da intervenção terapêutica adequada e consequente redução de complicações, sequelas e óbitos. Já a investigação em recém-nascidos permite a intervenção precoce em casos em que a doença seja confirmada.

Os casos isolados da doença não são de notificação compulsória (obrigatória).

Diagnóstico da toxoplasmose?

O diagnóstico da toxoplasmose é baseado, principalmente, em exames de sangue. Em alguns casos, pode ser necessário combinar outros tipos de exames laboratoriais para uma avaliação mais detalhada.

Contaminação por água e alimentos: a confirmação de casos de toxoplasmose decorrentes de surtos de transmissão por água ou alimentos deve ser feita, necessariamente, por critério laboratorial específico a partir dos resultados dos exames de sangue, uma vez que a doença é comum em diversas regiões.

Adquirida ou congênita: é diagnosticada principalmente pela identificação de anticorpos específicos contra o parasito.

A sorologia é sensível, específica e possível de ser realizada em laboratórios de menor complexidade.

Em situações de surto, a identificação do vínculo de casos à fonte de transmissão deve ser feita criteriosamente, considerando sempre os achados laboratoriais que indicam o tempo provável da infecção.

Durante a investigação de surtos, o diagnóstico laboratorial deve ser feito por exames realizados nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública, Laboratórios de Referência Regional ou Nacional ou Centros Colaboradores do Ministério da Saúde. Na ausência de surtos, a confirmação dos casos de toxoplasmose deve ocorrer por meio de avaliação clínica em conjunto com exames laboratoriais realizados de acordo com avaliação e recomendações médicas.

BE Vol. 50 Nº 38 – Influenza (SE 1 a 49 de 2019); ampliação do diagnóstico da toxoplasmose congênita, monitoramento de dengue, chikungunya e Zika, até a SE 49; atualizações das indicações da vacina Febre Amarela e Campanha de Vacinação contra o HPV

Prevenção da toxoplasmose?

A principal medida de prevenção da toxoplasmose é a promoção de ações de educação em saúde, principalmente em mulheres que estão em idade fértil e pessoas com imunidade comprometida. É fundamental manter uma higiene alimentar. Saiba mais sobre as medidas de prevenção e controle que devem ser adotados para evitar a infecção por toxoplasmose.

Alimentos de origem animal

  • Cortes inteiros de carne de porco, cordeiro, vitela ou vaca a pelo menos 65,6 °C, com 3 minutos de repouso após o cozimento; carne moída e carne de caça selvagem a 71,1º C e aves a 73,9º C.
  • O cozimento de microondas não é confiável para matar o protozoário.
  • Congelamento de carne a uma temperatura interna de -12º C;
  • Evite a contaminação cruzada para outros alimentos, lavando as mãos completamente após o manuseio de carnes cruas ou frutos do mar, assim como as tábuas de corte, pratos, bancadas e utensílios;
  • Frutos do mar, incluindo mariscos, devem ser bem cozidos;
  • Evite comer qualquer carne crua ou malpassada e carne crua curada;
  • Evite beber leite não pasteurizado e produtos lácteos feitos com leite não pasteurizado.
  • Lave bem as frutas e legumes corretamente e com água adequadamente tratada antes de comê-las, antes mesmo de descascar;
  • Limpe as superfícies de cozimento e os utensílios após contato com frutas ou legumes não lavados;
  • A lavagem adequada de verduras, frutas e legumes inclui a escovação dos alimentos.
  • Consumo de água tratada: uma das principais formas de prevenção da doença é consumir água que tenha recebido o devido tratamento. Por isso, é essencial dar preferência ao consumo de água 100% potável;
  • Fervura da água: antes de consumir a água é indicado o uso de filtros e a fervura, por 5 minutos, como tratamento adicional, principalmente em situações de surto da doença;
  • Limpeza de caixas de água: é importante realizar periodicamente a limpeza de reservatórios e caixa d’águas para a manutenção da potabilidade da água, assim como se deve manter a caixa-d’água bem vedada para minimizar os riscos de contaminação.
  • Cobrir as caixas de areia das crianças quando não estiverem jogando para evitar que os gatos as utilizem;
  • Não alimente gatos com carne crua ou malpassada;
  • Mude a caixa de areia dos gatos de estimação diariamente;
  • Mulheres grávidas e indivíduos com baixa imunidade devem evitar manusear as caixas de areia;
  • Se não houver mais ninguém disponível para trocar a areia, use, se possível, máscaras faciais e luvas, além de lar bem as mãos com sabão e água tratada adequadamente;
  • As mulheres grávidas e os indivíduos com baixa imunidade devem usar luvas ao jardinar;
  • A indústria da carne deve continuar empregando boas práticas de produção, como manter gatos e roedores fora das áreas de produção de alimentos e usar fontes de água com qualidade e adequadamente tratadas para os animais;
  • A indústria agrícola deve empregar boas práticas de produção para reduzir a contaminação.

Em situações de surto, deve-se identificar e retirar, imediatamente, o alimento contaminado dos locais de produção e distribuição, para interromper a cadeia de transmissão e evitar a ocorrência de novos casos.

Em todos os casos, deve-se orientar que os pacientes não utilizem medicamentos sem indicação médica e procurem atendimento para realizar o tratamento adequado.

Perguntas e Respostas

registrado em: toxoplasmose

Coronavírus (COVID-19)

Aedes Aegypti

Diabetes

Zika Vírus

Tuberculose

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Источник: http://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/toxoplasmose

SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose é uma infecção causada por um parasita, o protozoário Toxoplasma gondii.

Pessoas com o sistema imune intacto geralmente não desenvolvem sintomas de toxoplasmose. No entanto, o parasita pode persistir durante toda a vida no seu hospedeiro, havendo um risco de reativação da infecção em um momento posterior se o indivíduo tornar-se imunodeprimido, mesmo se a infecção tiver sido assintomática ou só levemente sintomática inicialmente.

A maioria das pessoas só descobre ter sido infectada pelo Toxoplasma gondii quando faz exames de sangue. Este fato é muito comum nas mulheres no pré-natal, pois a sorologia para toxoplasmose faz parte dos exames de rotina de uma grávida (leia: TOXOPLASMOSE NA GRAVIDEZ).

A toxoplasmose é assintomática em até 90% das pessoas imunocompetentes (com o sistema imune saudável), porém, há indivíduos sadios que podem apresentar alguns sintomas.

Vamos falar dos sintomas da toxoplasmose no pacientes imunocompetentes e também nos imunodeprimidos. Se você quiser mais informações sobre a toxoplasmose, incluindo transmissão, diagnóstico e tratamento, leia: TOXOPLASMOSE – Sintomas, IgG e tratamento.

Sintomas da toxoplasmose nos pacientes imunocompetentes

A manifestação clínica mais comum da toxoplasmose é o surgimento de linfonodos (também chamados de gânglios ou ínguas) indolores na região do pescoço.

Estes gânglios linfáticos são geralmente menores do que 3 cm de diâmetro e bem aderidos aos planos profundos da pele.

Um terço dos pacientes que desenvolvem sintomas da toxoplasmose apresentam aumento generalizado dos gânglios pelo corpo.

Sintomas constitucionais, como febre, calafrios e suores, podem estar presentes. Dores de cabeça, dor muscular, faringite também são comuns. Muitas vezes o quadro clínico é bem parecido com o de uma gripe mais arrastada e o diagnóstico correto passa despercebido.

Manchas avermelhadas pelo corpo ou hepatoesplenomegalia (aumento do baço) também podem ocorrer, tornando o quadro semelhante ao de uma mononucleose.

A maioria dos pacientes imunocompetentes têm uma toxoplasmose benigna, autolimitada, com duração de semanas a meses, raramente mais de um ano, que desaparece mesmo sem tratamento. O aumento dos gânglios também desaparece com o tempo, mas em casos raros pode persistir cronicamente.

Nos pacientes imunocompetentes é muito raro haver complicações da toxoplasmose. Pneumonia, miocardite, pericardite, polimiosite, hepatite ou encefalite já foram descritos como complicações, mas são lesões que ocorrem habitualmente apenas nos imunossuprimidos.

A coriorretinite (infecção profunda dos olhos) é uma lesão que pode surgir mesmo nos pacientes imunocompetentes, apesar de também ser uma manifestação mais comum em imunodeprimidos.

Adultos com doença adquirida na infância ou adolescência podem apresentar envolvimento ocular bilateral, cicatrizes e recorrências da lesão ocular, que pode evoluir para a cegueira.

A infecção adquirida no adulto costuma causar dor ocular e redução da acuidade visual.

Sintomas da toxoplasmose nos pacientes imunodeprimidos

Se em pessoas sadias a toxoplasmose habitualmente não causa sintomas, e quando causa costuma ser um quadro leve e autolimitado, em pacientes imunocomprometidos, a infecção pelo toxoplasma é bem mais grave.

Pacientes imunodeprimidos são aqueles que apresentam alguma deficiência no seu sistema imune, como nos seguintes casos:

  • Pacientes com AIDS.
  • Pacientes com câncer e/ou sob quimioterapia.
  • Pacientes transplantados.
  • Pacientes em uso de drogas imunossupressoras, como corticoides em doses altas.

Nos imunodeprimidos, a toxoplasmose pode ser uma doença recentemente adquirida, mas é, na maioria das vezes, uma reativação de uma infecção que surgiu há anos, quando o paciente ainda tinha o sistema imune intacto.

O parasita pode ficar anos “em silêncio” no organismo, controlado pelo sistema imune.

Quando a imunidade baixa, como nos casos descritos acima, o parasita volta a ficar ativo, podendo se multiplicar e atacar o seu hospedeiro.

A reativação da toxoplasmose nos pacientes imunossuprimidos costuma acometer o sistema nervoso central, levando à formação de abcessos no cérebro.

Os sintomas da toxoplasmose cerebral são dores de cabeça, crises convulsivas, alterações na fala e perda dos movimentos dos membros, lembrando um quadro de AVC.

Alterações do estado de consciência também são comuns, podendo o paciente evoluir para o coma.

Outra lesão comum da toxoplasmose nos imunossuprimidos é a coriorretinite, que causa dor nos olhos e perda da visão. A maioria dos pacientes que evoluem com lesão ocular também apresentam lesões cerebrais pelo toxoplasma.

A toxoplasmose também pode levar a infecções do pulmão, cursando com tosse e dificuldade respiratória.

O toxoplasma também causa miocardite, inflamação do coração, provocando sintomas semelhantes aos da insuficiência cardíaca.

Como não há sistema imune competente para combater o parasita, a toxoplasmose pode se disseminar pelo corpo, causando problemas no fígado, pâncreas, intestinos, medula óssea, bexiga, etc.

Se não tratada, a toxoplasmose evolui para sepse, com elevado risco de morte.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/toxoplasmose-sintomas/

Toxoplasmose ocular

SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose ocular é uma doença dos olhos provocada por um protozoário designado por “toxoplasma gondii”. A toxoplasmose também é conhecida como a “doença do gato” por ser, habitualmente, transmitida pelas fezes deste animal, sendo ele o hospedeiro definitivo. Os roedores, os pássaros, os animais domésticos e o homem são hospedeiros intermediários.

A toxoplasmose é uma doença infeciosa crónica e recidivante que pode provocar danos em diversas partes do nosso organismo e não apenas nos olhos. Aqui, iremos unicamente focarmo-nos nos problemas oculares (toxoplasmose nos olhos) provocados pela doença.

A toxoplasmose ocular provoca uma ou várias lesões (cicatrizes) na retina como retinite necrosante focal, associada a vitrite e, por vezes, com uveíte. A retina é a estrutura que capta as imagens e as transmite ao cérebro através do nervo ótico.

Quanto maiores forem as lesões provocadas pela toxoplasmose mais comprometida estará a visão podendo até, em alguns casos, o doente vir a cegar.

As lesões vão ficando cicatrizadas sob a forma de múltiplas áreas de branco acinzentadas ao nível do epitélio pigmentado da retina e quanto maiores forem maior será a sua interferência na visão, podendo mesmo conduzir à cegueira, se a lesão for na mácula.

Esta patologia pode provocar lesões num olho (unilateral) ou nos dois olhos (bilateral).

Causas da toxoplasmose ocular

As causas da toxoplasmose ocular podem ser as seguintes:

  • infeção congénita (ocorre na gravidez, os fetos são contaminados na barriga da progenitora/mãe) por transmissão placentária;
  • infeção adquirida, nesta situação a infeção pelo parasita “toxoplasma gondii” é provocada pelo consumo de alimentos mal cozinhados, vegetais mal lavados, consumo de água contaminada, ovos crus, leite não pasteurizado, etc (via digestiva);
  • por inoculação cutânea, por transfusão sanguínea ou por transplante de órgão.

Na maioria dos casos a toxoplasmose ocular tem como causa a infeção adquirida, sendo a infeção congénita a menos frequente, mas com reativações tardias na maior parte dos casos.

A toxoplasmose ocular é, maioritariamente, diagnosticada em recém-nascidos, crianças, grávidas e em pacientes imunodeprimidos (doentes com HIV, doentes submetidos a quimioterapia, entre outros). As lesões oculares podem ser aguadas ou cicatriciais.

Saiba, aqui, tudo sobre toxoplasmose e gravidez.

Sintomas da toxoplasmose ocular

Na toxoplasmose ocular os sintomas dependem da localização, do tamanho, do número das lesões e da intensidade da vitrite associada às formas agudas. A sua localização mais frequente é na retina.

Em algumas fases da doença pode ser assintomática, noutros casos, pode verificar-se os seguintes sinais e sintomas:

Podem surgir complicações como, por exemplo, uma grave inflamação vítrea ou descolamento da retina, comprometimento dos nervos óticos (nevrite ótica ou papilite), retinites, neurorretinites, e pseudorretinites, pressão intraocular elevada (glaucoma), catarata e atrofia ótica.

As lesões da toxoplasmose posterior da retina e daa coroide podem provocar uveítes posteriores. As lesões na parte anterior da retina provocam uveítes anteriores.

Outros sintomas, como febre baixa, mal estar, amigdalite, inflamação dos gânglios (atrás das orelhas e da cabeça) e lesões cerebrais (mais frequente em crianças) podem também estar presentes.

Diagnóstico da toxoplasmose ocular

O diagnóstico da toxoplasmose ocular pode ser efetuado através da observação do fundo ocular (diagnóstico clínico) e de técnicas não invasivas que têm como base, na sua funcionalidade, os raios infravermelhos.

O diagnóstico baseia-se, sobretudo, no achado de uma lesão patognomónica (lesão aguda satélite de lesão cicatricial).

Os exames complementares são essenciais na ajuda do diagnóstico da toxoplasmose ocular e possíveis lesões. A angiofluoresceinografia, a indocianina verde (ICG), tomografia de coerência ótica (OCT) e a ultra-sonografia são exames utilizados para diagnosticar a toxoplasmose ocular, assim como o teste de imuno-fluorescência indireta o teste de imuno-enzimático para o IgG e IgN.

Toxoplasmose ocular tem cura?

A toxoplasmose ocular tem cura quando a doença é diagnosticada precocemente e é tratada de forma adequada. Em muitos casos, no entanto e apesar de se efetuarem os procedimentos médicos adequados, a toxoplasmose ocular pode voltar a manifestar-se e vai deixando sequelas na vista.

Desta forma, não se pode dizer que exista uma cura definitiva para lesões já existentes (quando a doença já provocou lesões oculares irreversíveis).

Tratamento da toxoplasmose ocular

No tratamento da toxoplasmose ocular o grande objetivo é evitar a multiplicação do parasita no seu período ativo e minimizar os danos na retina e no nervo ótico. Na maioria das vezes, o tratamento da toxoplasmose ocular exige que se combine vários medicamentos com diferentes propriedades.

O tratamento mais comum na toxoplasmose ocular é o uso de combinação de medicamentos com propriedades do trimetoprim, sulfametoxazol ou intravítrea de clindamicina / dexametasona pirimetamina, sulfadiazina, clindamicina e predmisolona (corticosteroides). Mais recentemente, no tratamento da toxoplasmose ocular tem sido utilizado trimetoprim (80 mg), sulfametoxazol (400 mg) e predmisolona oral (1 mg / kg/dia).

No caso dos recém-nascidos a toxoplasmose ocular deve ser tratada através da administração, no primeiro ano de vida, de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.

Para além de tratamento com medicamentos, a toxoplasmose ocular pode ser tratada com recurso a técnicas cirúrgicas (cirurgia) como, por exemplo, a fotocoagulação, crioterapia (estas duas técnicas podem ter como complicações hemorragias intraretinianas e hemorragia vítrea) e vitrectomia (indicada em casos de descolamento de retina ou nos casos em que as opacidades vítreas persistem).

A prevenção da toxoplasmose ocular é muito importante para evitar que o parasita “toxoplasma gondii” atinja o nosso organismo e se propague essencialmente em grávidas. Devem ser adotadas algumas medidas de prevenção. 

Saiba, aqui, tudo sobre prevenção da toxoplasmose na gravidez.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/oftalmologia/toxoplasmose-ocular/

toxoplasmose

SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

           A toxoplasmose é uma infecção parasitária causada por um protozoário, o Toxoplasma gondii, geralmente de forma oligoassintomática e auto-limitada.A toxoplasmose assume maior relevância no período gestacional, e se tornou mais importante com o aparecimento da infecção HIV/Aids e com incremento do número de transplantes, além de outras condições imunodepressoras.

           É uma parasitose cosmopolita, cujo reservatório natural é o gato. O homem é acidentalmente infectado, e a prevalência de toxoplasmose varia conforme a região do mundo. Na França, algumas áreas apresentam prevalência superior a 80%, ao passo que no Japão não ultrapassa 10%.

A toxoplasmose é adquirida por meio da ingestão de alimentos, principalmente carnes cruas ou mal cozidas, de animais contendo cistos de Toxoplasma. Outra forma importante é pela contaminação com fezes de gatos, os quais eliminam grande quantidade de oocistos durante a infecção aguda.

Não é incomum que a infecção em crianças ocorra ao brincarem em caixas de areia, onde os gatos comumente defecam. A doença não é transmitida de forma interpessoal, exceto nos casos de doação de órgão. Outra forma de transmissão da toxoplasmose é a congênita.

Para que ocorra a transmissão fetal de toxoplasmose, a mãe precisa adquirir a infecção durante a gestação, acometendo 40% dos recém-natos nesses casos. Assim, a infecção congênita não ocorre em mães que já tiveram infecção prévia, exceto quando ocorrer reativação por alguma forma de imunodepressão.

ACHADOS CLÍNICOS

A maioria das infecções causadas pelo Toxoplasma é assintomática. Didaticamente, as formas clínicas podem ser assim divididas:

         infecção primária em imunocompetentes (toxoplasmose ganglionar);

         toxoplasmose em pacientes imunocomprometidos;

         toxoplasmose congênita;

         coriorretinite isolada (toxoplasmose ocular).

Toxoplasmose Ganglionar

Aproximadamente 90% dos adultos e adolescentes imunocompetentes apresentam infecção assintomática. Quando a toxoplasmose é sintomática, o período de incubação varia entre 10 e 20 dias.

Na apresentação clínica típica, ganglionar, o paciente apresenta aumento dos linfonodos da cadeia cervical, principalmente posterior, embora a doença possa acometer os linfonodos axilares, supraclaviculares e abdominais. A linfonodomegalia pode ser generalizada ou localizada, com gânglios indolores, elásticos e móveis.

A localização sub-occipital é bastante freqüente nessa forma da doença. A febre acomete mais de 50% dos pacientes sintomáticos. Astenia, anorexia, mal-estar geral e cefaléia são queixas comuns nos pacientes com toxoplasmose ganglionar. Mais de 30% dos pacientes apresentam esplenomegalia, ocorrendo hepatomegalia em 60% dos casos.

Exantema, mialgia intensa, artralgia e odinofagia podem ser encontrados.Apesar da classificação da toxoplasmose como diferencial das linfoadenomegalias febris agudas (síndrome mono-), a persistência dos linfonodos pode durar por muitos meses, porém sem outras manifestações da doença.

Toxoplasmose em Pacientes Imunocomprometidos

Nos pacientes com infecção pelo HIV/Aids e outras formas de imunossupressão (principalmente transplantes), a toxoplasmose ocorre como reativação da doença no sistema nervoso (apresentação mais freqüente) e no pulmão, causando um quadro de encefalite e pneumonite, respectivamente.

Na forma cerebral, podem ocorrer rebaixamento do nível de consciência, convulsões e sinais neurológicos focais diversos, caracterizados pela área de comprometimento do sistema nervoso.

Portanto, a neurotoxoplasmose entra no diagnóstico diferencial de diversas doenças oportunistas neurológicas no paciente com Aids e contagem de linfócitos T-CD4 menor que 100 células.

Toxoplasmose Congênita

O risco de transmissão da toxoplasmose aumenta com o decurso da gravidez, sendo de aproximadamente 15% no primeiro trimestre, 30% no segundo trimestre e 60% no terceiro trimestre.

A gravidade de lesões fetais é inversamente proporcional à idade da gestação, no momento em que se verifica a infecção materna.

As calcificações cerebrais são características e localizam-se geralmente no córtex, em núcleos da base e no tálamo. Os achados clínicos mais freqüentes são:

         coriorretinite;

         cegueira;

         convulsões;

         atraso do desenvolvimento neuropsicomotor;

         microcefalia;

         hidrocefalia;

         abaulamento de fontanela;

         meningoencefalite;

         estrabismo;

         hepatoesplenomegalia;

         erupção cutânea;

         petéquias;

         icterícia;

         pneumonia.

Toxoplasmose Ocular

As lesões retinianas podem ser isoladas ou múltiplas, unilaterais ou bilaterais. Ocorre principalmente entre a segunda e a terceira décadas de vida, como conseqüência da reativação de foco ocular latente que se estabeleceu durante infecção congênita e que foi inaparente no recém-nascido.

Os sintomas variam desde visão borrada, escotomas, fotofobia, dor e lacrimejamento, até a amaurose, quando há comprometimento macular. Na infecção aguda pelo T. gondii pode também ocorrer acometimento ocular, desde formas clínicas assintomáticas até as previamente descritas. O exame de fundo de olho demonstra as lesões retinianas, que lembram a coriorretinite por T. gondii.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Na toxoplasmose ganglionar, os diagnósticos diferenciais incluem as várias doenças que apresentam linfoadenomegalia febril aguda ou sub-aguda, como citomegalovírus, infecção por vírus Epstein-Baar (mononucleose infecciosa), infecção aguda pelo HIV, infecção aguda pelo T.cruzi, linfoma, sífilis, doença da “arranhadura do gato”, tuberculose, sarcoidose e metástases de neoplasia maligna.

A forma ocular deve ser diferenciada das outras uveítes de etiologia não infecciosa ou infecciosa, como:

         sífilis;

         citomegalovírus;

         vírus Epstein-Baar;

         tuberculose;

         HIV;

         hanseníase;

         HTLV I/II;

         toxocaríase e outras doenças que causam larva migrans ocular.

Na forma congênita, devemos realizar o diagnóstico diferencial com doenças como rubéola, citomegalovírus, sífilis, Chagas e listeriose.

Exames Laboratoriais

Leucopenia com linfocitose e possível atipia linfocitária pode ser encontrada. A velocidade de hemossedimentação e a proteína C reativa (PCR) não costumam estar elevadas. Exames de transaminases podem estar levemente alterados.

Na toxoplasmose congênita, podem ocorrer pancitopenia e alterações no líquido céfalo-raquidiano. O exame de líquido céfalo-raquidiano é de pouca utilidade nesses casos, inclusive na neurotoxoplasmose de pacientes com Aids. A biópsia ganglionar não apresenta histopatologia clássica, realizando-se o diagnóstico por exame imuno-histoquímico.

Exames de Imagem

            A ultra-sonografia craniana, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética evidenciam a presença de alterações sugestivas ou características de encefalite.

A tomografia e a ressonância do sistema nervoso são fundamentais na neurotoxoplasmose de pacientes com Aids, demonstrando lesões arredondadas com edema, isoladas ou múltiplas.

Na tomografia, as lesões são hipodensas, demonstrando realce em anel após injeção de contraste. Na ressonância magnética, podem-se observar áreas de hipersinal em T1 e T2.

Exames Específicos

            Tanto para a toxoplasmose congênita quanto para a toxoplasmose adquirida, a pesquisa de anticorpos específicos por intermédio de testes sorológicos constitui o método habitualmente utilizado para a confirmação diagnóstica.

Os testes sorológicos mais usados são a imunofluorescência indireta e o teste imunoenzimático (ELISA) detectando anticorpos da classe IgG, IgM e IgA. A demonstração de anticorpos IgM geralmente é utilizada como diagnóstico de toxoplasmose recente, e serve para considerar o risco de transmissão para o feto.

Os anticorpos IgG anti-Toxoplasma aumentam após duas semanas de doença, e geralmente ficam positivos por toda a vida. O aumento de 4 vezes no título de IgG pode significar reativação de doença em pacientes imunocomprometidos.

Embora os anticorpos da classe IgM signifiquem doença recente, em alguns casos eles podem permanecer elevados por até um ano. Nesses casos pode-se utilizar a pesquisa de IgA anti-Toxoplasma, que costuma normalizar dentro de 6 meses após a infecção

Na toxoplasmose ocular, encontra-se no soro apenas baixos títulos de IgG e ausência de IgM-anti-Toxoplasma gondii. Na neurotoxoplasmose de pacientes com Aids, os anticorpos da classe IgG encontram-se geralmente em baixa concentração no sangue, e os das classes IgM, IgA e IgE não são detectados, dificultando o diagnóstico sorológico.

O teste da avidez de IgG é outro exame que também pode ajudar no diagnóstico de infecção recente, particularmente em gestantes, sabendo-se que na fase aguda da doença os anticorpos da classe IgG apresentam baixa avidez, aumentando assim que se afasta da infecção aguda.

A reação em cadeia da polimerase pode ser importante nos pacientes com Aids, apresentando alta sensibilidade e especificidade, seja a realizada no sangue como no líquido céfalo-raquidiano. Este teste é usado como de escolha para o diagnóstico da toxoplasmose congênita.

TRATAMENTO DA TOXOPLASMOSE

            As drogas utilizadas no tratamento da toxoplasmose são sulfadiazina, sulfametoxazol, pirimetamina, espiramicina e clindamicina. O ácido folínico é adicionado aos esquemas que contenham a pirimetamina devido à mielotoxicidade.

Na toxoplasmose ganglionar, o tratamento é empregado quando a doença é muito sintomática, sendo desnecessário nos casos leves. Quando optado pelo tratamento, utiliza-se a sulfadiazina associada a pirimetamina por quatro a seis semanas.

Na toxoplasmose ocular, o esquema é igual ao da ganglionar, associando-se 1 mg/kg de prednisona, reduzindo a dose em 5 mg a cada cinco dias.

Em gestantes com suspeita de toxoplasmose aguda, inicia-se o tratamento com espiramicina, e tenta-se confirmar o diagnóstico de infecção fetal pela reação em cadeia da polimerase no líquido amniótico.

Em se comprovando a infecção fetal, trocar o tratamento para sulfadiazina com pirimetamina a partir da semana 21 de gestação. No caso de não se confirmar, manter a espiramicina. Outro esquema empregado é a alternância da espiramicina com a sulfadiazina mais pirimetamina a cada três semanas.

Na toxoplasmose congênita, o tratamento é feito com doses calculadas por peso durante um ano.

Tabela 1: Tratamento da toxoplasmose

Causas Tratamento

toxoplasmose ganglionar

sulfadiazina 1 g 6/6h + pirimetamina 25 mg 24/24h + ácido folínico 10 mg

toxoplasmose ocular

sulfadiazina 1 g 6/6h + pirimetamina 25 mg 24/24h + ácido folínico 10 mg + prednisona 1 mg/kg/dia

toxoplasmose em gestantes (não confirmado)

Espiramicina 1 g 8/8h

toxoplasmose em gestantes (confirmado)

Espiramicina 1 g 8/8 h até 20 semanas de gestação. sulfadiazina 1 g 6/6h + pirimetamina 50 mg 24/24h + ácido folínico 15 mg a partir da semana 21 de gestação

toxoplasmose em pacientes com Aids

sulfadiazina 1 g a 1,5 g 6/6h + pirimetamina 50 mg 24/24h + ácido folínico 15 mg. Após seis semanas, é recomendado manter 50% das doses até níveis adequados de CD4

TÓPICOS IMPORTANTES E RECOMENDAÇÕES

         A transmissão da toxoplasmose se dá por ingestão de alimentos, principalmente carnes cruas ou mal cozidas ou por meio da contaminação com fezes de gatos. Outra forma de transmissão é a congênita

         A toxoplasmose é uma doença infecciosa que compromete uma grande parte da população, mas raramente sintomática. Pode ser uma doença definidora de Aids.

         A toxoplasmose pode apresentar-se na forma de uma síndrome febril aguda com linfadenomegalia em adultos jovens, coriorretinite ou doença congênita, quando afeta gestantes.

         Febre, linfadenopatia e hepatomegalia são os sinais mais encontrados na toxoplasmose linfoglandular. Na toxoplasmose congênita são encontrados hidrocefalia, microcefalia, retardo mental, hepatoesplenomegalia e alterações hematológicas.

         As alterações laboratoriais mais freqüentes encontradas são leucopenia com linfocitose e aumento de transaminases. O diagnóstico da toxoplasmose é geralmente sorológico pelo encontro de IgM, embora outros testes podem ser úteis. O diagnóstico de toxoplasmose congênita durante a gestação é feito por reação em cadeia da polimerase no líquido amniótico.

         Tomografia é exame fundamental na neurotoxoplasmose de pacientes com Aids.

         O tratamento da toxoplasmose é empregado na forma ocular, em pacientes imunodeprimidos e na forma congênita. Na toxoplasmose ganglionar, apenas os casos mais sintomáticos são tratados.

         O tratamento da toxoplasmose é baseado em sulfadiazina e pirimetamina.

Algoritmo 1: Manejo da toxoplasmose

BIBLIOGRAFIA

1.     Beazley DM. Toxoplasmosis. Sem Perinatol 1998,22:332.

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4.     Hay J. Toxoplasma and the eye: diagnosis, treatment, and prevention are all difficult. Br Med J 1995;310:1021.

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1270/toxoplasmose.htm

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