Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

Úlceras

Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

As úlceras são qualquer espécie de lesão superficial que ocorre, por exemplo, no tecido cutâneo ou no mucoso.
Estas lesões são como que feridas no epitélio que expõem os tecidos mais profundos. As causas são variadas e podem ocorrer em diversos locais. O diagnóstico é, geralmente, feito através de uma endoscopia.

A úlcera duodenal, o tipo mais comum de úlcera péptica, surge no duodeno (os primeiros centímetros de intestino delgado imediatamente a seguir ao estômago). As úlceras gástricas, que são as menos frequentes, normalmente situam-se na parte alta da curvatura do estômago.

Se for extirpada cirurgicamente parte do estômago, podem desenvolver-se úlceras marginais na zona em que o estômago remanescente voltou a ligar-se ao intestino. A repetida regurgitação de ácido procedente do estômago para o segmento inferior do esófago pode provocar inflamação (esofagite) e úlceras esofágicas.

As úlceras que aparecem como consequência do stress derivado duma doença grave, queimaduras ou traumatismos, denominam-se úlceras de stress.

Causas

Uma úlcera desenvolve-se quando se alteram os mecanismos de defesa que protegem o estômago ou o duodeno do suco gástrico (por exemplo, quando se altera a produção da quantidade de muco).

Não se conhecem as causas de tais alterações. Praticamente todas as pessoas produzem ácido no estômago, mas só entre 1 % e 10 % desenvolvem úlceras.

As causas das úlceras são variadas e podem surgir devido a:

  • O ácido produzido pelo próprio sistema digestivo (clorídrico e pepsina);
  • O fumo do tabaco;
  • Alguns medicamentos (anti-inflamatórios não esteroides entre outros) que provocam erosões no estômago, sobretudo de pessoas com idade avançada;
  • A bactéria Helicobacter pylori – presente na maior parte dos casos de úlcera duodenal;
  • Stress.

Sintomas

Os sintomas podem variar conforme a localização e a idade do indivíduo. As crianças e as pessoas de idade avançada podem não apresentar os sintomas habituais ou até nenhum tipo de sintoma. Nestas circunstâncias, as úlceras descobrem-se só quando surgem complicações.
Os sintomas mais comuns são:

  • Dor
  • Ardor
  • Corrosão
  • Sensação de vazio
  • Fome
  • Azia

Nas úlceras duodenais a dor é constante, de intensidade ligeira ou moderada e localiza-se numa área definida, quase sempre mesmo abaixo do esterno. A ingestão de leite, de alimentos ou de antiácidos normalmente alivia-a, mas costuma voltar duas ou três horas depois.

Apesar da dor poder desaparecer com os tratamentos, normalmente volta, sobretudo na Primavera e no Outono e durante períodos de stress).
Os sintomas das úlceras gástricas não seguem muitas vezes os mesmos padrões que as úlceras duodenais.

 Nestes casos, quando o estômago está cheio, a dor pode aumentar e pode ocorrer facilmente um edema para a porção inferior do estômago, impedindo que os alimentos saiam corretamente. Isto pode provocar sensação de enfartamento, distensão abdominal, náuseas, vómitos ou até azia.

No caso das úlceras esofágicas, os sintomas são maioritariamente ardor e dor ao engolir ou ao deitar-se.

Tratamento

Algumas plantas podem ajudar a aliviar os sintomas das úlceras, nomeadamente:

  • Genciana (Gentiana lutea): contém glicosidos (amarogenciosido e enciopocrosido) que contribuem para o seu sabor intensamente amargo. Estes compostos estimulam os recetores presentes nas papilas gustativas, causando um aumento reflexo na secreção de saliva, sucos gástricos e bílis.
  • Milefolio (Achillea millefolium): contém variados constituintes, nomeadamente flavonoides, óleos essenciais e lactonas sesquiterpenicas, que trabalham de uma forma conjunta de forma a proporcionar o aumento de saliva e acido clorídrico (estômago) e a relaxar os músculos lisos do intestino.
  • Feno grego: usa-se nas úlceras e nas afeções inflamatórias do estômago e intestinos, melhorando também a distensão abdominal provocada por má digestão.
  • Alcaçuz: o alcaçuz tem sido usado tradicionalmente no tratamento de afeções do estômago e duodeno (gastrites, úlceras). Tem efeitos suavizantes, protetores e cicatrizantes das mucosas destes órgãos, possibilitando um auxílio na resolução do problema.

Esta ficha é apenas informativa, não dispensando o conselho do seu médico ou técnico de saúde.
Para qualquer esclarecimento adicional contacte tel.: 21 854 31 21 ou e-mail: [email protected]

Источник: https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/fichas-de-saude/ulcera

Úlcera péptica: sintomas, tratamentos e causas

Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

As úlceras pépticas são feridas abertas que se desenvolvem no revestimento interno do esôfago, estômago e no duodeno.

Tipos

Dependendo da área em que ocorre úlcera péptica, ela recebe um nome diferente.

  • Úlceras gástricas: são as que ocorrem dentro do estômago
  • Úlceras esofágicas: são as que ocorrem dentro do esôfago
  • Úlceras duodenais: são as que ocorrem na parte superior do intestino delgado

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Causas

Normalmente, os revestimentos do estômago e do intestino delgado são protegidos contra os ácidos irritantes produzidos dentro do estômago. Se o revestimento protetor para de funcionar corretamente se rompe, isso resulta em uma inflamação (gastrite) ou uma úlcera. A maioria delas ocorre na primeira camada do revestimento interno.

A causa mais comum dessa lesão é a infecção do estômago pela bactéria chamada Helicobacter pylori (H.pylori). A maioria das pessoas com úlceras pépticas tem essas bactérias vivendo em seus tratos gastrointestinais, mas não é porque alguém as tem presentes em seu organismo que elas vão, necessariamente, desenvolver úlceras.

As úlceras pépticas também podem ser causadas pelo uso excessivo de analgésicos, alguns medicamentos para tratar osteoporose e suplementos de potássio.

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Fatores de risco

Alguns fatores de risco aumentam as chances de uma pessoa vir a desenvolver úlceras pépticas. Confira:

  • Consumo excessivo de álcool
  • Uso regular e excessivo de medicamentos
  • Fumo
  • Estar tratando uma condição de saúde mais grave
  • Tratamentos de radioterapia, comuns para a maioria dos tipos de câncer.

Sintomas de Úlcera péptica

Úlceras pequenas podem não causar nenhum sintoma, mas algumas úlceras maiores podem causar até mesmo hemorragia grave.

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A dor abdominal é um sintoma comum, mas não ocorre sempre. A dor pode variar muito de pessoa para pessoa. Outros sinais de úlceras pépticas são:

  • Sensação de inchaço e incapacidade de beber muito líquido
  • Fome e uma sensação de vazio no estômago, frequentemente de uma a três horas após uma refeição
  • Náusea branda e vômitos
  • Dor ou desconforto no abdômen superior
  • Dor no abdômen superior que piora durante a noite.

Outros sintomas possíveis incluem:

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  • Fezes com sangue ou escuras
  • Dor no peito
  • Fadiga
  • Vômitos, possivelmente com sangue
  • Perda de peso.

Buscando ajuda médica

Consulte um médico se você apresentar sintomas que lhe causam preocupação, principalmente se esses sinais são persistentes. Enquanto aguarda pela consulta médica, você pode fazer uso de medicamentos vendidos sem necessidade de receita em farmácias, como antiácidos. Seu efeito, no entanto, é de curta duração, então marcar uma consulta com um gastroenterologista é muito importante.

Na consulta médica

No consultório do médico, descreva seus sintomas com detalhes e procure esclarecer todas as suas dúvidas sobre as possíveis causas de seus sintomas. Responda, também, às perguntas que o especialista poderá lhe fazer, que incluem:

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  • Quando os sintomas surgiram?
  • Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Os sintomas pioram quando você sente fome?
  • Você tem feito uso de medicamentos para aliviar a dor? E funcionaram?
  • Você vomitou sangue ou notou presença de sangue nas fezes?Há alguma medida que ajude a aliviar ou piorar os sintomas?

Diagnóstico de Úlcera péptica

Para diagnosticar a causa subjacente às úlceras pépticas, o médico poderá encaminhar o paciente para alguns exames específicos:

O especialista pode recomendar testes para determinar se a bactéria H. pylori está presente em seu corpo e causando as úlceras. Os exames usados neste caso são:

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  • Exames de sangue
  • Exames de fezes.

O tipo de teste recomendado para os pacientes varia de casa para caso.

Outros exames que poderão ser solicitados pelo médico incluem:

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  • Endoscopia digestiva alta: teste no qual um tubo fino com uma câmera na extremidade é inserido em sua boca até o trato gastrointestinal para ver analisar o estômago e intestino delgado. Durante uma endoscopia, o médico pode coletar uma biópsia da parede do seu estômago para teste de H. pylori também
  • Para o mesmo fim, também podem ser feitos outros exames de imagem, como raios-X.

Tratamento de Úlcera péptica

O tratamento para úlceras pépticas envolve uma combinação de medicamentos para matar a bactéria H. pylori (se o diagnóstico confirmar sua presença) e reduzir os níveis de ácido no estômago. Essa estratégia permite que sua úlcera seja curada com mais facilidade e reduz a chance de ela voltar eventualmente. Para isso, tome todos os medicamentos exatamente como prescritos.

Se o paciente tiver uma úlcera péptica causada por uma infecção por H. pylori, o tratamento padrão usa diferentes combinações de alguns medicamentos, principalmente antibióticos. Consulte seu médico sobre as opções disponíveis para tratamento no Brasil.

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Agora, se o paciente tiver uma úlcera que não seja causada por uma infecção por H. pylori, ou uma úlcera péptica que tenha sido causada pelo uso excessivo de analgésicos, o médico provavelmente também prescreverá medicamentos para trata-las.

Se uma úlcera péptica estiver sangrando muito, uma endoscopia pode ser necessária para interromper a hemorragia. A cirurgia pode ser necessária se a hemorragia não puder ser interrompida ou se a úlcera tiver causado uma perfuração.

Medicamentos para Úlcera péptica

Os medicamentos mais usados para o tratamento de úlcera péptica são:

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Os medicamentos contraindicados para a úlcera péptica são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Você pode adotar algumas medidas em casa para aliviar a dor causada por uma úlcera no estômago. Veja alguns exemplos:

Escolha uma dieta rica de frutas, legumes e grãos integrais. Não comer alimentos ricos em vitaminas e priorizar as gorduras pode dificultar o tratamento e cura da úlcera.

Se você utiliza analgésicos regularmente, pergunte ao médico se há outros medicamentos que possam substituir o uso desses, caso sejam a causa das úlceras pépticas. Talvez você precise interromper o uso dessas medicações por um tempo.

Estresse pode agravar os sinais e sintomas de uma úlcera péptica. Tente minar as fontes de estresse de seu cotidiano, aprenda a lidar com situações estressantes e encontre hobbies para se distrair quando precisar.

O tabagismo pode prejudicar o revestimento protetor do estômago, tornando o órgão mais suscetível à ocorrência de úlceras. Fumar também pode aumentar a acidez do estômago.

O uso excessivo de álcool pode irritar e corroer o revestimento de seu estômago e do intestino, causando inflamação, sangramento e o surgimento de úlceras também.

Complicações possíveis

Se não forem tratadas, úlceras pépticas pode resultar em:

O sangramento pode ocorrer lentamente, podendo levar a pessoa à anemia, ou pode ser grave e ocorrer rapidamente, exigindo hospitalização e, às vezes, até mesmo transfusão de sangue.

As úlceras pépticas podem causar a inflamação do tecido que reveste a parede do abdômen – uma condição chamada de peritonite.

As úlceras pépticas também podem produzir uma cicatrização dos tecidos. Isso bloquear a passagem do alimento por meio do trato digestivo, fazendo com que você fique cheio com facilidade e mais suscetível a vômitos e perda de peso.

Esse problema é emergencial e exige atendimento médico imediato.

Úlcera péptica tem cura?

As úlceras pépticas tendem a voltar se não forem tratadas corretamente. Se seguir as instruções de tratamento do médico e tomar todos os medicamentos conforme prescritos, a infecção será curada e você terá muito menos probabilidade de ter outra úlcera no futuro, principalmente se for causada por H. pylori.

Referências

Federação Brasileira de Gastroenterologia

Ministério da Saúde

Manual Merck

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/ulcera-peptica

Úlcera Péptica de Estômago e Duodeno – Angioskope

Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

Para que se forme a úlcera gástrica ou duodenal é necessário que haja o desequilíbrio entre os fatores de proteção do tubo digestivo e os fatores agressivos a ele.

Entre os fatores agressivos do estômago e do duodeno, recentemente incluíram-se a bactéria Helicobater pylori e as medicações, como os antiinflamatórios e o ácido acetilsalicílico (AAS).

Estatisticamente, quase 80% das úlceras duodenais e 70% das úlceras gástricas estão relacionadas a presença do H. pylori. Essa bactéria age destruindo a barreira de proteção do revestimento interno do estômago, expondo-a à ação do ácido, causando a úlcera.

Já os antiinflamatórios, além de causar um dano direto na barreira de proteção do estômago, agem inibindo uma enzima que também interfere na formação dessa barreira.

O cigarro é um fator predisponente a formação de úlcera péptica, principalmente nas recidivas da doença.

Quais os sintomas das úlceras pépticas?

A dor epigástrica (dor abdominal localizada na parte superior central do abdômen) é um sintoma muito freqüente. Essa dor pode se irradiar para o lado direito do abdômen e até para as costas, surgindo preferencialmente no período pós-alimentar. Ela pode ser uma dor em queimação ou cólica e que pode ser mais acentuada à noite.

Acordar à noite com dor epigástrica é um sinal sugestivo de úlcera duodenal, chamado de “clocking”.

Outro fator importante a ser analisado na dor é a sua periodicidade. Habitualmente é uma dor que permanece por um ou dois meses, desaparece por um período e retorna.

Qual a importância da endoscopia digestiva alta nas úlceras do estômago e duodeno?

A endoscopia promove a visualização direta da úlcera gástrica ou duodenal, o que faz com que se confirme o diagnóstico no momento do exame.

É sempre importante, durante a endoscopia, avaliar a localização correta da úlcera, seu tamanho e suas características, avaliando se ela encontra-se na fase ativa inicial ou já na fase de cicatrização.

Através da endoscopia pode-se realizar biópsias dessa úlcera, o que é ato obrigatório nas úlceras do estômago, pois o câncer de estômago pode se apresentar de uma forma semelhante às úlceras.

Outra vantagem da endoscopia é poder realizar a pesquisa do Helicobater pylori (bactéria) no mesmo momento em que se faz o diagnóstico da úlcera péptica.

Existem complicações das úlceras pépticas?

Sim, existem e podem ser graves.

As úlceras do estômago e duodeno podem sangrar e essa é a complicação mais freqüente (15% dos casos). Quando há o sangramento das úlceras, surge o quadro de hemorragia digestiva alta (HDA).

Outra complicação temida é a perfuração da úlcera, mais freqüentemente ocorrendo com as úlceras do duodeno. Nessa complicação a indicação cirúrgica é mandatória.

Por fim, as úlceras do duodeno podem causar a estenose (estreitamento) do piloro (estreito canal de passagem do conteúdo do estômago para o duodeno) ou do próprio duodeno devido ao seu intenso processo inflamatório e cicatricial. Se isso ocorrer, a passagem do alimento do estômago para o intestino ficará prejudicada, acarretando uma obstrução do tubo digestivo.

A úlcera do estômago pode ser câncer?

Sim. O câncer de estômago pode se apresentar de forma semelhante a uma úlcera péptica, com algumas discretas diferenças na sua morfologia.

Por esse motivo, toda úlcera gástrica deve ser biopsiada (tirar fragmentos) e submetida a exame anatomopatológico (microscópico).

E qual o tratamento das úlceras pépticas?

O tratamento das úlceras pépticas se faz através da somatória de atitudes.

A primeira atitude é, quando possível, retirar o fator agressivo, o qual está colaborando para a formação da úlcera. O tabagismo deve ser desestimulado.

A dieta deve ser ajustada nos pacientes portadores da doença ulcerosa, suspendendo ou trocando os alimentos que acarretam os sintomas.

A partir daí o tratamento medicamentoso deve ser instituído, com a dose adequada e o tempo de tratamento já estipulado.

O tratamento cirúrgico fica reservado para algumas complicações, como nas perfurações.

A endoscopia pode também tratar algumas complicações das úlceras, como o sangramento e a estenose. Através da endoscopia é possível se injetar substâncias que fazem o sangramento parar, ou até mesmo aplicar um “clip” que também interrompe o sangramento.

Quanto as estenoses, a endoscopia pode efetuar a dilatação do segmento estreitado (estenosado), deixando esse segmento pérvio novamente. A cirurgia, em casos de estenoses, deve ser indicada nos casos de insucesso do tratamento endoscópico (dilatação).

Источник: https://angioskope.com.br/ulcera-peptica-de-estomago-e-duodeno/

Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

Chamamos de úlcera péptica as lesões que surgem na camada mais superficial que reveste o estômago ou o duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Quando a úlcera péptica surge no estômago, ela é denominada úlcera gástrica; quando surge no duodeno, ela é chamada úlcera duodenal.

Como se sabe, o estômago produz ácido clorídrico, uma substância que ajuda no processo de digestão dos alimentos. Habitualmente, o interior do nosso estômago possui um pH naturalmente ácido, ao redor de 4 a 5. Quando comemos, a produção de ácido clorídrico eleva-se, e o pH do estômago pode cair para 1 ou 2, tornando-se um meio extremamente ácido e hostil a qualquer elemento orgânico.

Para que o todo esse ácido produzido não corroa a parede do próprio estômago, ele é revestido com uma espessa camada de muco que serve como proteção para a sua mucosa (tecido que recobre a parede interior).

As úlceras ocorrem quando há alguma falha nessa proteção, seja porque a quantidade de muco foi reduzida ou porque a quantidade de ácido tornou-se excessiva.

Independentemente da causa, as úlceras pépticas surgem quando o ácido no trato digestivo corrói a superfície da parede interior do estômago ou do duodeno.

O contato do ácido com a mucosa pode abrir uma ferida, cujos sintomas mais comuns são a dor e o sangramento (hemorragia digestiva).

Diferenças entre os sintomas da úlcera duodenal e gástrica

As duas formas de úlcera péptica têm apresentações muito semelhantes. Na verdade, na maioria dos casos, as úlceras pépticas costumam ser assintomáticas ou causam sintomas pouco relevantes, estejam elas no duodeno ou no estômago. Quando realmente há sintomas, tanto o sangramento quanto a dor abdominal são formas mais comuns de apresentação.

A intensidade da dor não tem relação direta com a gravidade ou com o tamanho da úlcera. De fato, conforme explicaremos à diante, as úlceras que provocam hemorragia digestiva são habitualmente aquelas que se desenvolveram de forma assintomática.

A dor da úlcera péptica costuma ser chamada de dispepsia, que é, efetivamente, o nome usado para descrever uma variedade de sintomas originados no estômago, que incluem queimação no estômago, dor de estômago, indigestão, indisposição gástrica, plenitude, enfartamento, estômago distendido, etc. A dispepsia ocorre tanto nas úlceras quanto na gastrite (leia: SINTOMAS DE GASTRITE).

Em conformidade com o que explicaremos a seguir, há alguns detalhes que diferenciam a dor da úlcera duodenal da dor da úlcera gástrica, como por exemplo, a sua relação com a alimentação e o horário do dia que a dor é mais intensa.

Porém, essas diferenças são muitas vezes sutis,  o que na maioria dos casos não nos permite afirmar com precisão a localização da úlcera sem a ajuda da endoscopia digestiva alta (leia: ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA).

Não é incomum que um paciente com uma queixa mais parecida com úlcera duodenal tenha, na verdade, uma úlcera de estômago ou apenas uma gastrite.

A úlcera gástrica é mais comum em pacientes com mais de 50 anos, enquanto a úlcera duodenal costuma acometer adultos mais jovens, a partir dos 25 anos. Contudo, mais uma vez, isso não é uma regra. Idosos podem ter úlcera duodenal e jovens podem ter úlcera gástrica.

Sintomas da úlcera gástrica

As úlceras no estômago costumam ter a dor abdominal como principal sintoma (leia: DOR NA BARRIGA – DOR ABDOMINAL | Principais causas).

A dor da úlcera gástrica costuma ser uma dor ou desconforto tipo uma sensação de queimação ou uma sensação de algo corroendo o estômago, que habitualmente localiza-se na região superior do abdômen, uns 4 dedos acima do umbigo, localização que os leigos chamam de dor na boca do estômago.

Ocasionalmente, esse desconforto da úlcera gástrica localiza-se logo abaixo das costelas, à direita ou à esquerda, na região chamada hipocôndrio. Em alguns pacientes, a dor pode irradiar para as costas. Todavia, dor isoladamente nas costas não costuma ser uma apresentação típica das úlceras no estômago.

Ao contrário do que ocorre na úlcera de duodeno, a dor da úlcera de estômago costuma agravar-se logo após as refeições, principalmente nos casos em que a úlcera gástrica encontra-se no piloro, região terminal do estômago que faz ligação com o duodeno.

Em alguns casos, a úlcera na região do piloro pode provocar inchaço da mucosa e obstrução à passagem dos alimentos, provocando sensação de plenitude epigástrica (estômago cheio), saciedade precoce (ficar satisfeito com pouca quantidade de comida) e vômitos alimentares após as refeições.

Outros sintomas possíveis da úlcera de estômago são o aumento das eructações (arrotos),  intolerância a alimentos gordurosos e náuseas e vômitos ocasionais.

A úlcera gástrica pode não provocar sintoma algum, sendo descoberta apenas quando o paciente apresenta um quadro de hemorragia digestiva.

Os pacientes que possuem úlceras assintomáticas são aqueles que têm maior risco de desenvolver sangramentos, pois, como essas úlceras não são diagnosticadas, elas podem continuar o seu processo de erosão da mucosa gástrica até o ponto em que encontram um vaso sanguíneo. Quando o vaso sofre corrosão, surge a hemorragia.

O paciente com úlcera sangrante pode ter 4 tipos de apresentação clínica:

  • Se o sangramento for pequeno, porém constante, a quantidade de sangue não será suficiente para alterar as características das fezes nem para causar vômitos sanguinolentos. Todavia, a perda contínua de pequenos volumes de sangue leva, a médio prazo, ao surgimento de uma anemia por carência de ferro (leia: ANEMIA POR CARÊNCIA DE FERRO). Nesses casos de anemia sem causa aparente, a endoscopia digestiva alta é capaz de fazer o diagnóstico.
  • Se o sangramento for moderado, o paciente poderá ter vômitos sanguinolentos (chamado hematêmese) ou fezes muito escuras, que são o resultado da digestão do sangue quando da sua passagem pelos intestinos. Esse tipo de fezes com sangue digerido e escuro chama-se melena, tem um odor muito forte e desagradável e costuma ter uma consistência bem pastosa (leia: SANGUE NAS FEZES E FEZES ESCURAS).
  • Se o sangramento da úlcera for volumoso, o paciente costuma apresentar vômitos com sangue vivo e abundante, e fezes também com sangue vivo, pois a velocidade e o volume de sangue são tão grandes, que não dá tempo para ele ser digerido e transformado em melena.

Além da hemorragia digestiva, outra complicação grave da úlcera gástrica é a perfuração do estômago. Se a úlcera for assintomática e não encontrar um vaso grande pelo caminho, ela continua o seu processo de corrosão da parede o estômago até fazer um buraco do outro lado. Os sintomas da perfuração são uma súbita dor abdominal associada a uma rigidez da barriga.

Sintomas da úlcera duodenal

Como já referido, os sintomas da úlcera duodenal são bem parecidos com os da úlcera gástrica. Boa parte do que foi descrito anteriormente se aplica a este tópico.

Todavia, cabe chamar a atenção para possíveis diferenças. Em geral, a úlcera duodenal costuma doer mais nos períodos entre as refeições ou durante o jejum da noite. A dor “clássica” das úlceras duodenais ocorre duas a cinco horas depois de uma refeição e entre às 23:00h e 02:00h, período do dia em que o pH do duodeno costuma estar mais baixo.

A dispepsia das úlceras duodenais costuma ser aliviada com a alimentação, enquanto a das úlceras gástricas pode se agravar. Mas isso não é uma regra.

Em relação às complicações, o sangramento da úlcera duodenal costuma provocar melenas com mais frequência do que vômitos sanguinolentos. Já as úlceras sangrantes do estômago frequentemente provocam hematêmese.

As úlceras duodenais não costumam causar obstrução à passagem dos alimentos.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/sintomas-da-ulcera/

Úlceras: sabe o que são? | CUF

Sintomas da úlcera péptica (estômago e duodeno)

As úlceras são lesões ou feridas muito comuns. Com o envelhecimento da população, espera-se que alguns tipos de úlceras sejam mais frequentes.

A infeção por Helicobacter pylori é responsável por cerca de 90% das úlceras duodenais e 80% das úlceras gástricas. Por outro lado, não está demonstrado que o stress e a ingestão de comidas picantes provoquem úlcera péptica.

Saiba mais sobre cada um dos tipos de úlcera, quais os sintomas associados e em que é que consiste o seu tratamento.

Tipos de úlceras

É uma patologia comum, consistindo numa ferida ou lesão da mucosa do trato gastrointestinal. Atinge anualmente quatro milhões de pessoas no mundo. Estes são os tipos mais comuns:

  1. Esofágica (no esófago)
  2. Gástrica (no estômago)
  3. Duodenal (no intestino delgado)
  • Úlcera de decúbito ou de pressão

Consideradas já um problema de saúde pública, estas lesões crónicas funcionam como um indicador da qualidade dos cuidados de saúde.

Traduzem-se em lesões na pele e/ou tecidos subjacentes, sobretudo nos ombros, costas, ancas e nádegas, mas podem atingir qualquer zona do corpo, sendo comuns em idosos, pessoas acamadas ou que passam muito tempo em cadeira de rodas.

A prevalência de úlceras de pressão nos hospitais ronda os 11,5%, embora 95% dos casos sejam evitáveis.

As úlceras que afetam os membros inferiores são lesões decorrentes de doenças venosas ou arteriais como hipertensão, varizes, trombose, aterosclerose e diabetes. As úlceras venosas representam a maioria das úlceras da perna (cerca de 85%).

  • Outras: úlceras de stress, causadas por traumatismos, queimaduras, etc

Sintomas de úlceras

Os sinais e sintomas variam consoante o tipo de úlcera. Nem sempre existe dor, sobretudo nas fases iniciais.

No caso da úlcera esofágica, pode haver dor ao engolir. Já a úlcera gástrica e a úlcera duodenal têm sintomas contrários – quando a úlcera afeta o estômago, pode existir dor, distensão do abdómen, náuseas e vómitos (com ou sem sangue) após as refeições. Pelo contrário, na úlcera do duodeno (intestino delgado) a dor e outros sintomas surgem sobretudo quando o estômago está vazio.

Na úlcera de pressão, os sintomas e sinais variam, podendo começar com uma descoloração da pele e evoluir para uma ferida aberta mais ou menos profunda, com sangramento e infeção.

Na úlcera das pernas de origem venosa, verifica-se dor e inchaço, que se agravam ao final do dia e melhoram com a elevação da perna. Quando a origem é arterial, existe dor intensa, mesmo em repouso, que se acentua com a elevação da perna.

Diagnóstico

Perante sintomas suspeitos, o médico pode prescrever alguns exames, tais como análises ao sangue, endoscopia (permite a visualização da zona afetada através da introdução de um tubo flexível chamado endoscópio), ecodoppler e outros exames complementares.

Tratamento de úlceras

A maior parte das úlceras pépticas trata-se apenas com a toma de medicamentos antiulcerosos e antiácidos (para diminuir a acidez no trato gastrointestinal) e antibióticos (para erradicar a bactéria Helicobacter pylori), bem como pela suspensão da toma de anti-inflamatórios não esteroides ou outro fármaco que possa estar na origem do problema. Aconselha-se a parar de fumar e de beber álcool. A cirurgia está reservada para as complicações (como perfuração ou obstrução).

Na úlcera de pressão, a prevenção é o melhor remédio. Quando já não é possível prevenir, o tratamento passa pela limpeza e desinfeção, bem como por antibióticos para curar uma eventual infeção por bactérias.

Na úlcera venosa, a compressão da perna (com ligaduras ou meias) permite reduzir a pressão venosa e diminuir o edema. É importante tratar os fatores de risco associados, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/ulceras-sabe-o-que-sao

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