Sintomas de câncer [14 sinais típicos de tumores]

Contents
  1. 10 sintomas inusitados do câncer
  2. 1.Caroços (pode indicar vários tipos de câncer)
  3. 2.Dificuldades para engolir (câncer de garganta ou de esôfago)
  4. 3.Tosse e rouquidão (câncer na garganta ou nos pulmões)
  5. 4.Mudança na rotina intestinal (câncer colorretal)
  6. 5.Perda de peso sem motivos (vários tipos de câncer)
  7. 6.Alteração no hábito de urinar (câncer de próstata ou de bexiga)
  8. 7.Sangramento sem razão (tumores ginecológicos, colorretal e de medula)
  9. 8.Dor inexplicável (vários tipos de câncer)
  10. 9.Ferida que não cicatriza (vários tipos de câncer)
  11. 10.Modificação na aparência de verrugas (câncer de pele)
  12. 12 sintomas que podem indicar câncer
  13. 2. Cansaço intenso fazendo pequenas tarefas
  14. 3. Dor que não passa
  15. 4. Febre que vai e volta, sem tomar remédio
  16. 6. Dor ao urinar ou urina escura
  17. 8. Sangramentos
  18. 10. Caroços e inchaço das ínguas
  19. 11. Ficar engasgado com frequência
  20. 12. Rouquidão e tosse por mais de 3 semanas
  21. O que fazer se suspeitar de câncer
  22. Por que ficar atento aos sinais e sintomas de câncer?
  23. Como surge o câncer
  24. Como é feito o tratamento
  25. Radioterapia
  26. Quimioterapia
  27. Imunoterapia
  28. Hormonoterapia
  29. Transplante de medula óssea
  30. Fosfoetanolamina
  31. Câncer de ovário é o mais letal e silencioso dos tumores ginecológicos
  32. Entenda a sua anatomia
  33. Por que esse tumor aparece?
  34. Conheça os outros tipos
  35. Como reconhecer os sintomas
  36. Outros possíveis sintomas
  37. Quando é a hora de procurar ajuda médica?
  38. Como é feito o diagnóstico?
  39. Entenda os diferentes estágios desse tumor
  40. O que esperar do tratamento?
  41. Mesmo após tratada, a doença pode voltar?
  42. E se não houver tratamento?
  43. Entenda a diferença entre cisto e tumor ovariano

10 sintomas inusitados do câncer

Sintomas de câncer [14 sinais típicos de tumores]

Se o rastreamento de alguns tumores por meio de exames ainda gera debates acalorados entre os médicos, existe uma estratégia mais simples (e muito recomendada) que ajuda a detectar a doença mais cedo: prestar atenção nas pistas que o organismo oferece. “Muitas vezes, elas são ignoradas por temor ou comodidade, e aí o indivíduo não procura o especialista”, lamenta o oncologista Alan Azambuja, do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.

Um levantamento realizado pelo Cancer Research UK, fundação inglesa que patrocina pesquisas na área, listou dez sinais da doença ignorados com frequência. Para chegar a eles, cerca de 1 700 pessoas com mais de 50 anos responderam a questionários sobre os incômodos que eles haviam sentido nos três meses anteriores.

Metade dos participantes declarou ter experimentado algum sintoma relacionado ao desenvolvimento de um tumor. Os autores selecionaram 50 indivíduos do grupo para uma apuração mais criteriosa e descobriram que 45% nem chegaram a consultar o doutor para ver o que estava acontecendo.

Como você verá a seguir, esses sintomas são bastante triviais e, na maioria dos casos, sugerem problemas fáceis de lidar, como um resfriado ou diarreia. Por outro lado, existe a possibilidade de essas manifestações serem o primeiro vestígio de uma condição mais séria.

Então, a pergunta que fica é: quando se inquietar de verdade sem precisar cair na hipocondria? A resposta está na intensidade e no tempo de duração desses sinais.

“Se eles persistirem acima de três semanas, é preciso realizar uma investigação aprofundada”, diz a oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

Em casos específicos, em que há outros fatores de risco envolvidos, não dá nem pra esperar esse período. Se um fumante está com tosse e dificuldades para engolir, por exemplo, já passou da hora de visitar o consultório.

Confira agora a relação entre dez sintomas menos conhecidos e o surgimento do câncer:

1.Caroços (pode indicar vários tipos de câncer)

Esses inchaços ocorrem no sistema linfático, rede de vasos e gânglios essenciais para a imunidade. Uma célula cancerosa pode sair de seu lugar de origem e acabar presa ali. “Os caroços são duros e não doem”, diz o oncologista Marcelo Cruz, do Hospital São José, em São Paulo.

2.Dificuldades para engolir (câncer de garganta ou de esôfago)

Lesões malignas nesses órgãos dificultam a deglutição. “Essa obstrução parcial causa um desconforto ao engolir a comida“, conta Maria Del Pilar. Para aliviar o mal-estar, muitos indivíduos adotam uma dieta pastosa e exageram nos líquidos.

3.Tosse e rouquidão (câncer na garganta ou nos pulmões)

São sinais de encrenca nas vias respiratórias. Se um tumor aflige algum setor nos caminhos por onde passa o ar, como os pulmões, o reflexo pode ser uma tosse chata e persistente.

“Já o câncer de garganta é capaz de acometer algum nervo que irradia as cordas vocais, prejudicando a fala”, aponta o cirurgião de cabeça e pescoço Carlos Roberto dos Santos, do Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista.

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Embora esses sintomas sejam ligados a alergias e resfriados, é bom examinar mais a fundo o que está acontecendo se eles teimarem por várias semanas.

4.Mudança na rotina intestinal (câncer colorretal)

Ok, é natural ir mais vezes ao banheiro ou sofrer constipação quando você experimenta novos pratos durante uma viagem, tem uma quebra de hábitos muito brusca ou passa por uma situação de estresse.

Mas, se não há nada que justifique o desajuste, é prudente ficar atento.

“Dependendo de sua localização, os tumores de intestino grosso aumentam a frequência das fezes e propiciam quadros de diarreia intensa”, informa Maria Del Pilar.

Leia mais: Por que os peixes são recomendados contra o câncer?

Caso a enfermidade se situe na porção final do órgão, perto do reto, o formato do cocô se modifica: ele se torna fino e quebradiço. A colonoscopia, um exame que vasculha as paredes do órgão, é a melhor maneira de verificar se existe uma multiplicação anormal de células na região.

5.Perda de peso sem motivos (vários tipos de câncer)

Tumores conseguem sequestrar parte do combustível que abasteceria as células saudáveis. “Eles usam a energia do organismo para se desenvolver”, esclarece o oncologista Gustavo Fernandes. Não é raro que a condição também abale o apetite, o que faz o peso cair.

6.Alteração no hábito de urinar (câncer de próstata ou de bexiga)

Esse sinal é mais comum em homens. “O crescimento da próstata provoca um estreitamento do canal da uretra, por onde passa a urina”, detalha Alan Azambuja. Aí o sujeito visita o banheiro repetidamente e sente irritação ao liberar o xixi. “O jato de urina fica fraco e há uma sensação de não conseguir esvaziar a bexiga”, descreve Azambuja.

7.Sangramento sem razão (tumores ginecológicos, colorretal e de medula)

A perda de sangue não pode ser considerada normal. “A formação de úlceras na parede de órgãos com câncer leva a sangramentos”, esclarece Cruz. Para piorar, a doença afeta a coagulação. Daí, o líquido vermelho pode ficar fluido demais e escorrer com facilidade.

8.Dor inexplicável (vários tipos de câncer)

Ramificações do sistema nervoso, que gerencia as sensações dolorosas, podem ser afetadas por uma massa tumoral. “Ela aperta os nervos e causa um desconforto constante”, resume Fernandes.

A dor é contínua e não passa com analgésicos. Tal sintoma varia de acordo com a posição em que a doença se alastra.

“As únicas formas de solucionar a dor é retirar o tumor ou diminuir sua extensão”, diz o médico.

9.Ferida que não cicatriza (vários tipos de câncer)

“O primeiro sinal de câncer na boca ou na garganta é um machucado que não fecha”, alerta Santos. Porém, não basta checar só essas bandas do corpo. Qualquer ferimento na pele que não melhora com remédios e curativos merece cuidados. Isso acontece porque tumores podem interferir na coagulação do sangue e desestabilizar o processo de cicatrização.

10.Modificação na aparência de verrugas (câncer de pele)

Manchas, pintas e verrugas devem ser acompanhadas de perto. “Principalmente aquelas com saliências, bordas irregulares e cores variadas”, detalha Cruz. Também vale cuidado dobrado com estruturas que coçam e sangram. É preciso vigiar a pele no banho e consultar o dermatologista se notar essas marcas estranhas.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/10-sintomas-inusitados-do-cancer/

12 sintomas que podem indicar câncer

Sintomas de câncer [14 sinais típicos de tumores]

O câncer em qualquer parte do corpo pode provocar sintomas genéricos como perda de mais de 6 kg sem fazer dieta, estar sempre muito cansado ou ter alguma dor que não passa. No entanto, para chegar ao diagnostico correto é preciso fazer uma série de exames para descartar outras hipóteses.

Normalmente o câncer é diagnosticado quando a pessoa apresenta sintomas bem específicos, que podem surgir de uma hora para outra, sem explicação ou como uma consequência de uma doença que não foi corretamente tratada. Como pode acontecer quando uma úlcera gástrica evolui para câncer de estômago, por exemplo. Veja quais os sinais mais comuns de câncer no estômago.

Por isso, em caso de suspeita deve-se ir ao médico para realizar todos os exames necessários, já que diagnosticar o câncer numa fase inicial aumenta as chances de cura.

A perda de peso rápida de até 10% do peso inicial em 1 mês, sem estar fazendo dieta ou exercício físico intenso é um sintoma frequente em pessoas que estão desenvolvendo câncer, principalmente câncer de pâncreas, estômago ou esôfago, mas que também podem surgir em outros tipos. Conheça outras doenças que podem causar perda de peso.

2. Cansaço intenso fazendo pequenas tarefas

É relativamente comum que pessoas que estão desenvolvendo câncer apresentem anemia ou perda de sangue pelas fezes, por exemplo, o que leva à diminuição dos glóbulos vermelhos e à redução de oxigênio no sangue, causando cansaço intenso mesmo quando se faz pequenas tarefas, como subir alguns degraus ou tentar arrumar a cama, por exemplo.

Esse cansaço também pode ocorrer em canceres de pulmão, uma vez que o tumor pode tomar várias células sadias e diminuir a função respiratória, levando a um cansaço que vai piorando progressivamente. Além disso, pessoas com casos mais avançados de câncer também pode ter fadiga logo de manhã após acordar, mesmo que tenham dormido toda a noite.

3. Dor que não passa

A dor localizada numa determinada região é comum em vários tipos de câncer, como câncer no cérebro, nos ossos, no ovário, no testículo ou no intestino.

Na maioria dos casos, esta dor não alivia com o repouso e não é causada por exercício excessivo ou outras doenças, como artrite ou lesão muscular.

É uma dor persistente que não cede com nenhuma alternativa como compressas frias ou quentes, somente com analgésicos fortes.

4. Febre que vai e volta, sem tomar remédio

A febre irregular pode ser um sinal de câncer, como leucemia ou linfoma, surgindo devido ao sistema imune estar enfraquecido. Geralmente, a febre surge por alguns dias e desaparece sem precisar de tomar remédio, voltando a surgir de forma instável e sem estar ligada a outros sintomas como os da gripe.

Ter variações intestinais, como fezes muito duras ou diarreia por mais de 6 semanas, pode ser um sinal de câncer. Além disso, em alguns casos também podem surgir grandes alterações no padrão intestinal, como ter fezes muito duras durante alguns dias e, em outros dias, diarreia, além de barriga inchada, sangue nas fezes, náuseas e vômitos.

Essa variação no padrão das fezes deve ser persistente e não ter relação com a alimentação e outras doenças intestinais, como intestino irritável.

6. Dor ao urinar ou urina escura

Os pacientes que estão desenvolvendo câncer podem ter dor ao urinar, urina com sangue e vontade de urinar com maior frequência, sendo sinais mais comuns no câncer de bexiga ou na próstata. No entanto, este sintoma também é comum na infecção urinária e por isso deve-se realizar um exame de urina para descartar esta hipótese.

O surgimento de feridas em qualquer região do corpo, como boca, pele ou vagina, por exemplo, que demoram mais de 1 mês para cicatrizar, também pode indicar câncer numa fase inicial, pois o sistema imune está mais fraco e ocorre diminuição das plaquetas que são responsáveis por ajudar na cicatrização de lesões. No entanto, a demora para cicatrizar também ocorre nos diabéticos, podendo ser um sinal de diabetes descontrolada.

8. Sangramentos

A hemorragia também pode ser um sinal de câncer, que pode acontecer na fase inicial ou numa fase mais avançada, podendo surgir sangue na tosse, nas fezes, na urina ou no mamilo, por exemplo, dependendo da região do corpo afetada.

Sangramento vaginal que não é o da menstruação, corrimento escuro, vontade constante em urinar e cólica menstrual podem indicar câncer de útero. Confira quais os sinais e sintomas que podem indicar câncer de útero.

O câncer pode provocar alterações na pele, como manchas escuras, pele amarelada, manchas vermelhas ou roxas com bolinhas e pele áspera que causa coceira.

Além disso, podem surgir alteração da cor, formato e tamanho de uma verruga, sinal, mancha ou sarda da pele, podendo indicar câncer de pele ou outro tipo de câncer.

10. Caroços e inchaço das ínguas

O surgimento de nódulos ou caroços pode surgir em qualquer região do corpo, como mama ou testículos. Além disso, pode ocorrer inchaço da barriga, devido ao aumento do figado, do baço e do timo e inchaço das ínguas localizadas nas axilas, virilhas e pescoço, por exemplo. Este sintoma pode estar presente em diversos tipos de câncer.

11. Ficar engasgado com frequência

Em pacientes com câncer pode surgir dificuldade a engolir, provocando engasgamento e tosse persistente, principalmente quando o paciente está desenvolvendo câncer do esôfago, estômago ou faringe, por exemplo.

Ínguas inflamadas no pescoço e ínguas, aumento do abdômen, palidez, suores, manchas roxas na pele e dor nos ossos podem indicar Leucemia.

12. Rouquidão e tosse por mais de 3 semanas

Ter tosse persistente, falta de ar e voz rouca pode ser um sinal de câncer de pulmão, de laringe ou tireoide, por exemplo. Tosse seca persistente, acompanhada de dor nas costas, falta de ar e cansaço intenso podem indicar câncer de pulmão.

Outros sintomas que também podem indicar câncer na mulher são alterações no tamanho da mama, vermelhidão, formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo e saída de líquido pelo mamilo, que pode indicar câncer de mama.

A presença desses sintomas não indica sempre a existência de um tumor, no entanto, podem sugerir a existência de alguma alteração e, por isso, é importante ir no médico assim que possível para avaliar o estado de saúde, principalmente indivíduos com história de câncer na família.

O que fazer se suspeitar de câncer

Em caso de suspeita de câncer deve-se ir ao médico para realizar exames de sangue como PSA, CEA ou CA 125, por exemplo, sendo que os valores ficam normalmente aumentados.

Além disso, o médico pode indicar uma ecografia ou ressonância magnética para observar o órgão e confirmar a suspeita de câncer e, em alguns casos, pode ser necessário a realização de um outro exame de imagem ou de uma biópsia. Veja quais são os exames de sangue que detectam o câncer.

Após saber qual o tipo de câncer a pessoa possui, o médico indica também todas as possibilidades de tratamentos e inclusive a taxa de cura.

Exame de sangue

Por que ficar atento aos sinais e sintomas de câncer?

É importante estar atento aos sinais e sintomas de câncer, recorrendo ao médico logo que sinta algum dos sinais ou sintomas, pois o tratamento é mais eficaz quando o câncer é diagnosticado precocemente, tendo menos probabilidade de se espalhar para outras regiões do corpo, existindo assim maiores chances de cura.

Desta forma, nenhum sinal nem sintoma deve ser ignorado, especialmente se ele está presente por mais de 1 mês.

Como surge o câncer

O câncer pode surgir em qualquer pessoa, em qualquer fase da vida e é caracterizado pelo crescimento desordenado de algumas células, que podem comprometer o funcionamento de algum órgão. Este crescimento desordenado pode acontecer de forma rápida e os sintomas aparecerem em poucas semanas, ou pode acontecer de forma lenta, e após muitos anos é que surgem os primeiros sintomas.

O câncer também pode estar relacionado a complicações como agravamento de alguma doença, mas existem outros fatores relacionados como cigarro, consumo de alimentos ricos em gordura e exposição a metais pesados.

Como é feito o tratamento

Após o diagnóstico do câncer o médico também deve indicar qual o estadiamento do tumor e quais são as opções de tratamento porque elas podem variar dependendo da idade da pessoa, tipo de tumor e estadiamento. As opções incluem:

Para retirada de todo o tumor, parte dele ou até mesmo outros tecidos que possam estar afetados por ele. Este tipo de tratamento para o câncer está indicado para tumores como o câncer de cólon, câncer de mama e da próstata, por serem locais mais fáceis de operar.

Radioterapia

Consiste na exposição a radiação ionizante que podem diminuir o tamanho do tumor, e pode ser indicada antes ou após a cirurgia.

O paciente durante o tratamento não sente nada, mas após a sessão de radioterapia pode ter efeitos colaterais como náuseas, vômitos, diarreia, pele vermelha ou sensível, que duram apenas alguns dias. O descanso é importante na recuperação do paciente após a sessão da radioterapia.

Quimioterapia

Caracterizada pela toma de um coquetel de medicamentos, em forma de comprimidos ou injeções, que são administrados no hospital ou centro de tratamento.

A quimioterapia pode ser constituída apenas por um medicamento ou pode ser uma associação de medicamentos e ser tomada em comprimidos ou injetável.

Os efeitos colaterais da quimioterapia são vários como anemia, queda do cabelo, náuseas, vômitos, diarreia, feridas na boca ou alterações na fertilidade.

A quimioterapia, a longo prazo, pode também provocar leucemia, um câncer no sangue, embora seja raro. Veja mais sobre o que fazer para diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia.

Imunoterapia

São medicamentos que fazem com que o próprio organismo seja capaz de reconhecer as células cancerígenas, combatendo-as de forma mais eficaz. A maioria dos tratamentos com imunoterapia são injetáveis e atuam em todo o corpo, podendo provocar sintomas de reações alérgicas como erupção cutânea ou coceira, febre, dor de cabeça, dor muscular ou náuseas.

Hormonoterapia

São comprimidos que servem para combater os hormônios que possam estar relacionados ao crescimento do tumor. Os efeitos colaterais da terapêutica hormonal dependem do medicamento utilizado ou da cirurgia, mas pode incluir impotência, alterações menstruais, infertilidade, sensibilidade nas mamas, náuseas, dor de cabeça ou vômitos.

Transplante de medula óssea

Pode ser usado nos casos de câncer nas células do sangue, como leucemia, e tem como objetivo substituir a medula óssea doente por células normais de medula óssea.

Antes do transplante o indivíduo recebe tratamento com altas doses de quimioterapia ou radioterapia para destruir as células cancerosas ou normais da medula, para depois receber o transplante de medula óssea saudável de uma outra pessoa compatível.

Os efeitos colaterais do transplante de medula óssea podem ser infecções, anemia ou rejeição da medula óssea saudável.

Fosfoetanolamina

A fosfoetanolamina é uma substância que está em fases de testes, que parece ser eficaz no combate ao câncer, aumentando suas chances de cura. Esta substância consegue identificar e eliminar as células cancerígenas, mas ainda são necessários mais estudos que possam comprovar sua eficácia.

Estes tratamentos devem ser orientados pelo oncologista e podem ser usados sozinhos ou combinados entre si para diminuir o risco de metástases, que ocorre quando o tumor se espalha para outras regiões do corpo e também para aumentar as chances de cura.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-cancer/

Câncer de ovário é o mais letal e silencioso dos tumores ginecológicos

Sintomas de câncer [14 sinais típicos de tumores]

Silencioso. É assim que os médicos se referem ao câncer de ovário, cujos sintomas só aparecem quando a doença já está instalada, e ainda podem ser confundidos com os de outras enfermidades.

Considerado o terceiro tumor ginecológico mais comum entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama e colo do útero, ele geralmente se manifesta no período posterior à menopausa, mas também pode acometer jovens em idade reprodutiva.

Até o momento não se conhece exatamente a origem dessa doença, mas sabe-se que alguns fatores de risco aumentam as chances de ela se desenvolver: além da idade superior aos 50 anos, obesidade, sobrepeso e histórico familiar de câncer ovariano ou de mama estão relacionados, entre outras condições.

Como não existe um exame preventivo —o Papanicolau é específico para detectar apenas o câncer de colo de útero— a recomendação dos médicos é que você não falte às visitas anuais ao ginecologista, bem como fique de olho no seu histórico de saúde familiar e nas situações que facilitam o aparecimento dessa doença.

Como ele é considerado o mais letal dos tumores ginecológicos, quanto mais cedo for detectado, maiores serão as opções de tratamento.

Entenda a sua anatomia

Os ovários são estruturas que compõem os órgãos genitais internos femininos. Em geral eles têm cor perolada, forma alongada e são menores que um ovo de galinha.

Conectados ao útero, são encarregados da produção de hormônios sexuais femininos (estrógenos e progesterona) e masculinos (pequenas quantidades de testosterona), e de células reprodutoras —os óvulos, que por eles também são liberados.

Por que esse tumor aparece?

William Augusto Casteleins, cirurgião oncológico do HMC (Hospital Marcelino Champagnat – PR) explica que existem mais de dez tipos diferentes de câncer de ovário, e eles se desenvolvem a partir do crescimento e da multiplicação desordenada de diferentes células encontradas nesse órgão.

Dadas as suas características, eles são classificados em dois grande grupos —os epiteliais e os não epiteliais. “O mais frequente deles começa nas células do tecido que reveste o ovário, chamadas de epiteliais. Os cânceres, ou carcinomas epiteliais, representam 95% das neoplasias (tumores) ovarianas”, diz.

Embora até o momento não se saiba exatamente por que isso acontece, os cientistas já identificaram fatores que se relacionam e aumentam as chances de ter um câncer ovariano Confira:

  • Genética (herança materna ou paterna das mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2)
  • Histórico familiar de câncer de ovário ou mama
  • Ter idade superior a 50 anos
  • Endometriose
  • Terapia de Reposição Hormonal
  • Menopausa tardia ou primeira menstruação precoce
  • Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos)
  • Sobrepeso e obesidade
  • Tabaco
  • Falta de exercícios

Conheça os outros tipos

Os tumores não epiteliais são os germinativos, cuja origem são as células germinativas —as mesmas que produzem os óvulos, e os de células do estroma (ou cordões sexuais e estroma), contidas no tecido conjuntivo.

Os primeiros são mais comuns entre mulheres de 30 anos. Há ainda os tumores mistos, que combinam os epiteliais e não epiteliais.

Essas células tumorais, por vezes, podem se espalhar para as áreas que circundam os ovários e até mesmo escapar pelo sistema linfático e pelo sangue, alcançando outras partes do corpo.

Como reconhecer os sintomas

No início da doença, o câncer de ovário é silencioso, ou seja, não apresenta sintomas. E mesmo quando ele já está mais avançado, seus sinais podem se confundir com manifestações comuns a outras enfermidades, como a sensação de indigestão.

Fique atenta aos sintomas a seguir, comuns a esse tipo de tumor:

  • Dor ou inchaço no abdome
  • Sensação de inchaço constante
  • Dor abdominal ou na pelve
  • Compressão do estômago após comer
  • Perda do apetite
  • Problemas gastrointestinais como gases, inchaço, constipação ou diarreia
  • Urgência para urinar ou mudança nos hábitos urinários

Outros possíveis sintomas

Além das manifestações acima descritas, algumas mulheres poderão observar as seguintes condições:

  • Mal-estar estomacal e enjoo constantes
  • Dor durante as relações sexuais
  • Mudança nos hábitos intestinais
  • Cansaço constante
  • Dor nas costas
  • Perda de peso não desejada
  • Ascite (acúmulo de líquido na região da barriga)

Quando é a hora de procurar ajuda médica?

Os sintomas do câncer de ovário não são específicos. E você pode notar apenas um desconforto abdominal ou mudanças nos hábitos intestinal e urinário, o que já poderia indicar que a doença está instalada. A explicação é de Glauco Baiocchi Neto, diretor do Departamento de Ginecologia Oncológica do A.C. Camargo Cancer Center.

“Quando se percebe um sintoma que não existia, apareceu e persiste, é preciso estar ciente de que não se trata apenas de uma mudança na alimentação. Assim, o quadro merece cuidado e deve ser investigado. A chance de ser algo mais grave, como um câncer de ovário, é baixa, mas esta dúvida precisa ser esclarecida”, observa o especialista.

Como os sintomas são comuns a outras doenças, muitas pessoas poderão se consultar com um médico de família, um clínico geral, e até mesmo um gastroenterologista.

Todos esses especialistas são treinados para avaliar inicialmente esse tipo de queixa.

Contudo, o ginecologista possui maiores condições para, rapidamente, identificar o problema, especialmente porque, muitas vezes, é ele o médico de referência da mulher, dadas as visitas anuais.

Como é feito o diagnóstico?

Na hora da consulta o médico vai ouvir sua queixa, levantar seu histórico de saúde familiar e pessoal e ainda fará o exame físico.

Os ginecologistas farão o exame ginecológico completo, que inclui a palpação do abdome que ajuda a identificar alguma área endurecida, tumor na pelve, inchaço local e a típica ascite, ou seja, o acúmulo de líquido no abdome.

Além disso, ele solicitará exames laboratoriais e de imagem, como o ultrassom pélvico (transvaginal) e de abdome total. Caso esses testes apresentem alguma anormalidade, outros exames poderão ser requisitados, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

Entenda os diferentes estágios desse tumor

Quando os exames confirmam a presença do tumor, o especialista deverá esclarecer a você em qual estágio ele se encontra, a depender de seu tamanho e do quanto ele se expandiu. Confira:

  • Estágio I – tumor restrito a apenas um ovário ou os dois;
  • Estágio II – o câncer avançou para a pélvis ou útero;
  • Estágio III – o tumor superou o limite do abdome, alcançou o intestino, as glândulas linfáticas da barriga ou da pélvis;
  • Estágio IV – o câncer se espalhou para outras partes do corpo (pulmões, fígado).

O médico também poderá se referir a graus (histológicos), que vão de I a III. Isso classifica a velocidade do crescimento ou do avanço para outras partes do corpo.

O que esperar do tratamento?

Com dados sobre o estágio da doença e seu grau (estadiamento), as condições gerais de saúde da paciente e sua idade, o médico decidirá qual será a melhor estratégia de tratamento. Quando possível, o objetivo do tratamento é livrar a paciente da doença. Nos quadros graves, a meta será aliviar sintomas e controlar o câncer.

De acordo com dados da Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia), mais de 7 em cada 10 casos são avançados. Assim, na maioria das vezes, a terapia combinará cirurgia e quimioterapia. Esta poderá ser utilizada antes ou depois da intervenção cirúrgica.

A cirurgia é, geralmente, de grande porte, pode durar de 6 a 8 horas e consiste na retirada do útero, ovário, trompas, cadeias de drenagem linfática, e todas as estruturas que estiverem comprometidas pelo tumor, como o intestino, o peritônio etc. Todas as superfícies suspeitas também serão analisadas. Esta cirurgia é chamada de citorredução.

Há casos em que a quimioterapia vem antes da intervenção cirúrgica, porque há risco de doença residual. De todo modo, ela é inicialmente realizada à base de platina (carboplatina e cisplatina), com ou sem o uso de outros fármacos, como os taxanos . A cirurgia só acontecerá entre a terceira e quarta etapa dessa terapia, ou no final do sexto ciclo dela.

Cânceres de ovário em estágio inicial são tratados por meio de cirurgia combinada com radioterapia ou quimioterapia, a depender das condições clínicas gerais de cada paciente, e quando houve mudança no estágio após a cirurgia, isto é, descobriu-se na cirurgia que o tumor estava mais avançado do que os exames mostravam.

Mesmo após tratada, a doença pode voltar?

Após o tratamento, as pacientes devem ser monitoradas a cada 3 meses, e mesmo depois desse período o acompanhamento prossegue.

A razão para isso é que boa parte delas pode ter recaídas ou persistência da doença. A sugestão dos especialistas é que você nunca falte aos retornos médicos e se mantenha ativa.

E se não houver tratamento?

Quando o tumor não pode ser tratado, dada as suas gravidade e extensão, as práticas médicas se voltarão para aliviar, o quanto possível, os sintomas da doença, o que inclui suporte psicológico, que pode se estender à família. Essas estratégias são chamadas de cuidados paliativos.

Entenda a diferença entre cisto e tumor ovariano

Paulo Cesar Zimmermann Felchner, ginecologista e obstetra, professor adjunto da Escola de Medicina da PUC-PR explica que tumor é todo aumento anormal de tecido, enquanto os cistos são sacos que têm líquido dentro.

“Tumores podem ser benignos ou malignos, formam-se em qualquer parte do corpo e geralmente são uma massa sólida (mas também podem ser mistos), apresentam irregularidade em seus contornos e vascularização”, esclarece o médico.

Já os cistos podem aparecer em diferentes áreas do organismo, como os ovários, ossos, mamas, tireoide e até no fígado. Nos ovários, a maioria é benigno, desaparece espontaneamente, e é facilmente identificado e tratável.

Fontes: Glauco Baiocchi Neto, doutor em oncologia pela USP (Universidade de São Paulo) e diretor do Departamento de Ginecologia Oncológica do A.C.

Camargo Cancer Center; Paulo Cesar Zimmermann Felchner, ginecologista e obstetra, professor adjunto da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) das disciplinas de ginecologia e obstetrícia; William Augusto Casteleins, cirurgião oncológico integrante da equipe Malignidades Peritoneais do Hospital Marcelino Champagnat (PR), cancerologista do HUC (Hospital Universitário Cajuru) e mestre em ciências da saúde pela PUC-PR. Revisão técnica: William Augusto Casteleins.

Referências: Inca (Instituto Nacional de Câncer) do Ministério da Saúde; Manual de Orientação Ginecologia Oncológica da Febrasgo; Dana-Farber Cancer Institute; Desai A, Xu J, Aysola K, et al. Epithelial ovarian cancer: An overview. World J Transl Med. 2014;3(1):1-8. doi:10.5528/wjtm.v3.i1.1.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/doencas-de-a-z/cancer-de-ovario-e-o-mais-letal-e-silencioso-dos-tumores-ginecologicos.htm

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